Mídia, racismo e carnaval no Brasil 
Os problemas de segurança pública no Rio Grande do Sul 
O que é ciclo completo do trabalho policial? 
O Rio Grande do Sul passa por um momento delicado em sua segurança pública. Conforme divulgado pelo noticiário local Zero Hora, o estado acumula uma alta de 70% na quantidade de homicídios nos últimos 10 anos. Veja o infográfico: Um dos problemas mais apontados por especialistas é a escassez de policiais na Brigada Militar: "O déficit de servidores na BM, responsável pelo policiamento ostensivo, atingiu recorde negativo histórico em 2015. A tropa tem hoje cerca de 19,1 mil policiais militares (PMs), quando o previsto em lei são 32,4 mil – não estão incluídos na conta o número de bombeiros. O contingente total (21,4 mil somando PMs e bombeiros) é o menor desde 1982, quando era de 20.207." Zero Hora. Sobre o problema, algumas soluções estão sendo pensadas, mas imediatamente questionadas, como o emprego de jovens que sejam egressos do serviço militar nas Forças Armadas. Em resumo, a principal oposição à ideia é a seguinte, defendida por Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo, coordenador do PPG em Ciências Sociais da PUCRS e especialista em segurança pública: “A preparação para o serviço militar não tem nenhuma relação com a segurança pública. Inclusive, a preparação no Exército é muito precária para ingressantes do serviço militar obrigatório, incluindo em termos de aulas de tiro”, diz. “É bastante preocupante que tenha se chegado nesse ponto. É quase uma medida desesperada do governo que tenta encontrar uma resposta para uma sociedade acuada, mas não me parece a melhor solução para resolver o problema”, diz. Sul 21. Vale lembrar que o Rio Grande do Sul é um dos estados que mais tem transferido os efeitos da crise econômica para os servidores policiais, haja vista o atraso salarial ocorrido no ano passado, com resposta imediata da tropa, anunciando um aquartelamento. Para entender melhor sobre a crise vivida na segurança pública do Rio Grande do Sul acesse os seguintes links: Homicídios têm alta de 70% no RS em uma década Contratar egressos do serviço militar para a PM é ‘absolutamente descabido’, critica especialista em segurança Marcos Rolim: por que faltam policiais Governo do RS atrasa salários de servidores e policiais anunciam 'aquartelamento'   Foto: Facebook/Brigada Militar
A plataforma Mudamos, criada para para possibilitar o debate sobre temas importantes de interesse público, está debatendo segurança pública, e tem se dedicado a publicar conteúdo bem interessante sobre novas possibilidades na área. O vídeo a seguir fala sobre ciclo completo do trabalho policial (tema que já debatemos muito por aqui), com visões e entendimentos diversos de trabalhadores policiais sobre o tema: https://youtu.be/rdEZ7Ee-hjI Como funciona a plataforma Mudamos A plataforma Mudamos foi concebida para possibilitar debates sobre temas de interesse público, conectando pessoas de diversos setores da sociedade. A ideia é promover um debate informado e de qualidade e estimular a construção conjunta de soluções, para influenciar na criação de políticas públicas adequadas às demandas dos cidadãos. Ela foi utilizada pela primeira vez para debater reforma política, e agora se debruça sobre a segurança pública brasileira, especialmente sobre os seguintes assuntos: ciclo completo do trabalho policial, padronização da formação policial, desmilitarização, descentralização federativa, carreira única e controle da atividade policial. Como está demonstrado no vídeo acima, a plataforma não afirma ou nega qualquer entendimento sobre esses temas, apenas abre espaço para o debate qualificado. Como participar do debate Qualquer interessado no tema pode se cadastrar na plataforma e emitir o posicionamento que achar viável - com a possibilidade de manifestação anônima, caso seja interesse do autor. Acesse agora a plataforma Mudamos e participe desse debate. Para nós, policiais, é essencial assumir o protagonismo em todos esses temas.   Foto de capa: Mudamos/Celso Felix.
Em Vigiar e Punir o filósofo francês Michel Foucault aponta para uma mudança mais ou menos generalizada nas práticas penais ocidentais a partir do fim do século XVIII: "o desaparecimento dos suplícios". O suplício é uma forma de punição que caracteriza-se pela demonstração pública, espetacularizada, do sofrimento corporal do indivíduo infrator - o ladrão, o corrupto, o assassino ou qualquer desobediente de mandamentos legais/morais. Diz Foucault, referindo-se à extinção do suplício nos sistemas penais: "a punição vai-se tornando, pois, a parte mais velada do processo penal [...]. A justiça não mais assume publicamente a parte de violência que está ligada a seu exercício". É daí que nasce a prisão como instrumento de punição em todo o mundo. (Obviamente, no decorrer de sua obra, Foucault investiga a "humanidade" dessa nova forma penal (a prisão), mas essa não é uma discussão prioritária neste artigo). Atenhamo-nos, aqui, às características do extinto suplício. No mesmo Vigiar e Punir é ilustrado o caso do camponês francês Robert-François Damiens, acusado de atentar contra a vida de Luís XV, Rei da França no Século XVIII. Pelo crime cometido, Damiens foi executado em praça pública, não antes de ser torturado, pedindo perdão publicamente. Ele foi queimado com chumbo derretido e óleo fervente nos mamilos, braço, coxas e barrigas das pernas. A mão que segurou a faca do atentado foi queimada com fogo de enxofre. Finalizando a operação, foi esquartejado com cavalos sendo amarrados e puxando seus braços e pernas: "como isso não bastasse, foi necessário, para desmembrar as coxas do infeliz, cortar-lhe os nervos e retalhar-lhe as juntas". Todos os procedimentos eram realizados por um executor real (conhecido como "carrasco") e seus auxiliares. As cenas tinham como espectadores homens, mulheres, idosos e crianças. A fusão do carrasco com o público Não é difícil imaginar que os suplícios eram assistidos de maneira apoteótica e entusiasmada por boa parte dos espectadores. Há décadas programas televisivos brasileiros replicam para milhões de brasileiros cenas de crimes e seus autores com a legitimidade da prestação de serviço de natureza pública, o acesso à informação. Repórteres entrevistam presos indagando sobre arrependimentos, motivações e métodos criminosos. Os infratores são anunciados como responsáveis pelo ato criminoso (antes de qualquer julgamento legal), e a marca é disseminada na mesma proporção da audiência disponível. Diferentemente dos suplícios, onde admitia-se o espetáculo como integrante da pena, a hiperexposição do infrator nos dias de hoje é entendida explícita ou implicitamente, em muitos discursos, como exercício da liberdade de imprensa. Mas a reflexão não para por aí, pois a televisão, e as folhas dos jornais e revistas, já não são as únicas telas por onde nos informamos, nos relacionamos e nos reconhecemos. Já somos protagonistas na diferenciação entre o que é informação pública e privada, através das diversas mídias sociais onde nos relacionamos: WhatsApp, Facebook, Twitter, Youtube etc. A sensação de anonimato das mídias sociais é o novo capuz que os carrascos utilizavam nos suplícios dos séculos passados. Essas ferramentas aprofundaram o que a imprensa tradicional sempre realizou na cobertura de crimes tipificados (homicídio, roubo etc): a iluminação dos desvios, o julgamento público das condutas, o debate da vida privada pautado na moralidade tradicional. O cometimento de um crime já não é o único critério para ser apresentado(a) como infrator(a) a bilhões de pessoas: basta cometer adultério, estacionar em local proibido ou ter a saia levantada pelo vento. O escárnio, a indignação e o ódio, antes contidos na sala do telespectador, já alcançam o infrator moral onde quer que ele esteja, de forma incisiva e assertiva, propagando-se em escalas intermináveis, arrastando-se por um lapso temporal indefinido. Compartilhamentos, comentários irônicos, xingamentos e publicações aparentemente despretensiosas, "só repassando", compõem o volume de exposição para definir o culpado. Para quem tem dúvida das características punitivistas desse cenário, basta reconhecer a quantidade de jovens brasileiras que tem tentado suicídio após imagens privadas de nudez terem vazado na internet - especificamente no WhatsApp. A sensação de anonimato das mídias sociais é o novo capuz que os carrascos utilizavam nos suplícios dos séculos passados. Mas hoje o carrasco são os espectadores, e os espectadores são o carrasco. A simulação de Black Mirror Para entender melhor a cultura penal em que estamos nos metendo é imprescindível assistir ao episódio "White Bear", do seriado britânico Black Mirror. Se você se importa com spoilers, não leia o resumo da história que conto nos próximos parágrafos (passe para o próximo título): Com roteiro de Charlie Booker, "White Bear" mostra a vida de Victoria Skillane após ter sido condenada, juntamente com seu noivo, pelo assassinato de uma criança que eles raptaram. O noivo cometeu suicídio antes do julgamento, e Victoria foi sentenciada a uma vida onde ela será observada, fotografada e filmada todo dia por um grupo de pessoas enquanto luta pela vida, como se ela fosse uma atração em um parque de diversões. E então, quando ela descobre o que está acontecendo, sua memória é apagada e começa tudo de novo no dia seguinte. A diversão é filmar, fotografar e escarnecer aquele, ou aquela, que sofre interminavelmente os efeitos penais do ato cometido. As pessoas que tentam matá-la e aquelas com quem ela de fato tem contato nada mais são do que atores do “White Bear Justice Park”, uma companhia de produção cinematográfica com estúdios próprios. Além de parque de diversões, o estabelecimento é um local de execução penal. A diversão é filmar, fotografar e escarnecer aquele, ou aquela, que sofre interminavelmente os efeitos penais do ato cometido. O seriado é uma ficção científica perturbadora e inteligentíssima. O quadro "Haters" do CQC "Haters" é uma palavra de origem inglesa que significa "os que odeiam" ou "odiadores" na tradução literal para a língua portuguesa. O termo hater é bastante utilizado na internet para classificar algumas pessoas que praticam "cyber bullying". Recentemente o programa CQC, da TV BAND, exibiu um quadro chamado  "CQC Haters", que se propunha a identificar, encontrar e questionar presencialmente autores de comentários raivosos e preconceituosos na internet. Ao encontrar o "hater", repórteres do CQC expunham os autores desses comentários à contradição do comentário que tinha feito. Algumas vezes mostrando o rosto do entrevistado, perguntavam-no sobre racismo e intolerância, ou outro tema ligado ao infeliz comentário que tinha feito, e então começavam as provocações e acusações em rede nacional. Obviamente que a expressão de ódio contra qualquer cidadão ou grupo social é inadmissível. Mas não adere à tática "hater" o programa que usa como "lição" a hiperexposição de um infrator (legal ou moral) ao escárnio? Ao expor e ridicularizar quem comete certo desvio a televisão não cria uma didática para reprodução desses métodos aos milhões de produtores de conteúdo que somos? O adultério exposto no WhatsApp Ainda mais recente é o caso do adultério que virou manchete nacional em virtude da propagação das cenas do marido flagrando a esposa com um amigo no motel. As cenas foram gravadas com a autorização do próprio marido, que aparece destruindo o carro do amigo que o traiu e sendo bastante ríspido com a esposa. Sobraram xingamentos contra os três personagens, que viraram tema de debate moral em grupos de WhatsApp e programas televisivos de fim de tarde. Não bastasse o julgamento das condutas de cada parte, piadas e memes foram criados desencadeando o cenário já afirmado aqui: expor, acusar, envergonhar, estigmatizar e condenar. As questões morais envolvidas no adultério em um relacionamento monogâmico são de interesse privado, e não deveriam ser colocados em praça pública sob julgamento. À distância, sob o capuz do anonimato, em troca de uma galhofa no grupo de amigos, parece inofensivo "compartilhar", e até atribuir adjetivos a quem trai e a quem é traído. De perto, constatando o sofrimento psicológico fruto da estigmatização pública, talvez não seja tão engraçado assim.
Os carrascos que somos 
Após morte de colegas, PM do Rio desabafa 
Há uma disputa por paternidade em relação aos positivos números recém-divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, apontando para reduções significativas nas mortes no trânsito paulista. Veja um breve retrato da redução: O número de mortes em acidentes de trânsito caiu 50% na cidade de São Paulo em setembro deste ano se compararmos com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados divulgados neste domingo (22) pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), órgão estadual. A redução do número de mortes foi de 46 casos em setembro de 2014 para 23 em setembro deste ano. Os casos de acidentes no trânsito abrangem os homicídios dolosos (quando o motorista assume o risco) e culposos (sem intenção de matar). Os homicídios culposos nas vias paulistanas tiveram redução de 44,74% no mês de setembro, passando de 38 para 21 boletins de ocorrência registrados. Foram 17 casos a menos. Já os homicídios dolosos caíram 75%, de oito para dois casos. Entre os meses de janeiro a setembro, o número de acidentes com mortes recuou 26,9% na capital paulista. Foram 307 casos neste ano contra 420 no mesmo período de 2014. [...] Em todo o estado, em setembro deste ano, o registro das ocorrências de homicídios culposos e dolosos por acidente de trânsito caiu 25,57%. A quantidade de vítimas feridas sem intenção recuou 20,3%, quando comparamos este ano com o mesmo mês do ano passado. O interior paulista também reduziu as mortes no trânsito em setembro. As ocorrências recuaram 18,22% no mês, na comparação com o mesmo período do ano passado. Também a quantidade de vítimas feridas diminuiu 20,16%. Mas o consenso sobre a positividade dos números não ocorre sobre as verdadeiras causas da redução. Na véspera de ano eleitoral, a Prefeitura de São Paulo destaca fatores diversos do Governo do Estado. A primeira diz que "os resultados são uma demonstração clara de que a política de redução de velocidade nas vias da capital paulista está dando resultado, não é uma coincidência", referindo-se à redução da velocidade máxima para 50 km/h em 14 km de vias da capital paulista. Já o Governo do Estado aponta o "aumento da fiscalização em ruas e rodovias estaduais" para que esses resultados fossem alcançados. Observando os números, é possível admitir as duas versões, uma vez que o interior paulista também reduziu as mortes no trânsito, embora menos que a capital. Enquanto a disputa ocorrer por bons frutos, quem ganha é a população.   Veja mais no G1 e Estadão. Foto: Fernando Stankuns.
O prêmio de Criminologia da Universidade de Estocolmo (2016) acaba de premiar os trabalhos acadêmicos com destaque na área. Foram escolhidos trabalhos que se dedicaram ao conhecimento sobre os elementos das relações entre pais e filhos que podem ou não influenciar a prática da violência e do cometimento de crimes. De maneira geral, os estudos apontam para uma complexidade maior do que normalmente se supõe ao apontar uma relação direta entre pais violentos e crianças violentas. A importância do envolvimento das crianças com os pais O primeiro desses estudos começou em 1965, quando o pesquisador Travis Hirschi recolheu dados sobre 4.077 adolescentes em Richmond, Califórnia, desenvolvendo sua "Teoria do vínculo social" do crime. A teoria de Hirschi se tornou uma das teorias criminológicas mais influentes da era atual, estimulando muitas pesquisas e investigações na área. A teoria não perguntou por que as pessoas desrespeitam a lei, mas porque as pessoas não o fazem. A conclusão que ele tira é que os adolescentes decidem não cometer crimes de acordo com o grau de seu apego aos pais, seu compromisso com o sucesso convencional, o envolvimento com atividades convencionais e as crenças em valores morais tradicionais. Em suas análises dos registros policiais sobre as atitudes desses adolescentes infratores, Hirschi mostrou a importância do apego aos pais para moldar o comprometimento, envolvimento e crença dos jovens. Mesmo com pais não convencionais, e até mesmo com histórico criminal, segundo o estudo, o adolescente que possui fortes ligações com um ou ambos os pais tendem a agir prevenindo a delinquência (levando até mesmo a um aumento do respeito pela polícia). Violência gera violência? Enquanto Hirschi mostrou os efeitos positivos do envolvimento entre pais e filhos, a pesquisadora Cathy Spatz Widom, outra ganhadora do Prêmio, fez pesquisa sistemática sobre o que os pais fizeram de errado. Após acompanhar 908 crianças entre 1967-71 em uma cidade do Meio-Oeste norte-americano que, antes de 11 anos de idade, tinham sido vítimas de abuso ou negligência criminosa cometidas por seus pais ou responsáveis, ela comparou-os a uma amostra correspondente de 667 crianças que não foram vítimas dos mesmos abusos. Duas décadas depois, ela descobriu que os maus-tratos contra as crianças aumentou as taxas de crimes cometidos quando elas se tornaram adultas, mas a maioria das crianças maltratadas não cometeram crimes na vida adulta. Essa evidência sugere uma relação mais complexa entre pais violentos e crianças maltratadas, diferentemente da teoria tradicional do "ciclo de violência", segundo a qual violência gera violência - algo que não foi constatado em três quarto dos casos. O trabalho de Cathy estendeu a evidência de Hirschi, mostrando que mesmo maus pais podem ter boas características, caso construam fortes laços afetivos com seus filhos, levando as crianças a obedecer a lei. Por fim, também foi premiado o trabalho de Per-Olof Wikström que ofereceu provas mais detalhadas sobre os processos pelos quais as crianças negociam seus interesses entre seus pais e colegas. Em um estudo de dez anos com 716 famílias na etnicamente diversa cidade de Peterborough, Inglaterra, Wikström desenvolveu sua teoria expandindo muito as descobertas anteriores de seus co-vencedores (Cathy e Hirschi). Acompanhando o comportamento dos adolescentes no dia-a-dia, inclusive em ambientes moralmente perigosos, Wikstrom observou as crenças morais dos adolescentes e a propensão deles para cometer crimes. Entrevistando pais e crianças, Wikström descobriu alguns insights sobre o papel que os pais desempenham na prevenção da criminalidade juvenil. Para saber mais sobre os 3 trabalhos acesse o site da Universidade de Estocolmo (em inglês)
Se você é do Rio Grande do Norte e está na expectativa do Concurso da PMRN, uma boa notícia: o comando da Corporação confirmou a realização próxima de concurso para soldado e oficiais. Os últimos concursos de soldado e oficial PMRN ocorreram em 2005, e ambas as carreiras (praças e oficiais) são de nível médio. Veja os demais requisitos: Para a investidura do cargo o candidato deverá ter sido aprovado em todas as etapas do concurso, inerentes ao cargo que deseja ocupar. Para o cargo de policial militar masculino, o candidato deverá ser brasileiro nato ou naturalizado, na conformidade da Lei. Possuir ilibada conduta pública e privada, comprovada documentalmente por certidão de antecedentes criminais (ITEP), certidões negativas emitidas pela Justiça Federal, Eleitoral, Militar e do Distribuidor Criminal, demonstrando não estar, o candidato, indiciado, denunciado ou em cumprimento de pena criminal, inclusive até o término do CFSd. Não ter sofrido condenação criminal, com pena privativa de liberdade ou qualquer condenação incompatível com a função policial militar. Estar quite com as obrigações militares, devendo ser portador do Certificado de Reservista ou de Dispensa de Incorporação. Não ter sido isentado do serviço militar por incapacidade física definitiva. Ter, no mínimo, 1,65m de altura. Ter, no mínimo, 19 (dezenove) e, no máximo, 30 (trinta) anos de idade. Haver concluído o Ensino Médio ou equivalente, devidamente comprovado, por meio de diploma, certificado ou declaração reconhecidos legalmente, por Secretaria da Educação de qualquer das Unidades Federativas Brasileiras ou pelo Ministério da Educação. Para o cargo de policial-militar os documentos comprobatórios dos requisitos acima enumerados deverão ser apresentados na ocasião da matrícula no Curso de Formação de Soldados, sob pena de anulação sumária da inscrição e de todos os atos decorrentes. Os vencimentos são de R$2.900 mil reais após o curso formação para praças e R$7.900 reais mensais após o curso de formação para oficiais (a partir de 2016). Veja no Concurso Policial todos os detalhes sobre este concurso (dicas, materiais e informações)!
Conter a violência armada representa um enorme desafio no Brasil. Em 2012, 71% das mortes por agressão registradas no país envolveram o uso de armas de fogo, em comparação com 40% no mundo, segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). No entanto, as estatísticas criminais produzidas pelos estados somente indicam o número de vítimas de violência intencional, não quantas foram mortas com armas de fogo. Esse dado é disponibilizado para todos os estados e anos pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) do Ministério da Saúde na categoria mortes por agressão por armas de fogo. A consulta ao DATASUS permite saber quantas pessoas morreram em decorrência de agressões envolvendo armas de fogo, mas não quais delas foram vítimas de homicídios, latrocínios ou lesões corporais seguidas de morte. Partindo da premissa que informações de qualidade devem ser acessíveis ao público e nortear o desenho e implementação de planos de atuação eficazes no enfrentamento da violência, o Retrato da Violência Armada visa reunir dados e facilitar a análise sobre mortes por agressão com arma de fogo em cada unidade federativa. O Retrato permite a consulta e comparação de informações sobre a violência armada em todos os estados e disponibiliza as médias para o Brasil em todas as consultas realizadas para explicitar como os dados estaduais se comparam à média nacional. Clicando sobre qualquer estado no mapa – e podendo comparar até três estados por vez – o usuário terá acesso aos seguintes dados: MORTES POR ARMA DE FOGO E MORTES POR AGRESSÃO POR ARMA DE FOGO Taxa por 100 mil habitantes de mortes por agressão por arma de fogo de 2003 a 2013; Participação das armas de fogo nas mortes por agressão de 2003 a 2013; Distribuição das mortes por agressão registradas em 2013, por instrumento/meio utilizado: arma de fogo, arma branca, e outros instrumentos/meios; Distribuição das mortes por arma de fogo registradas em 2013, por circunstância: agressão, morte com intenção indeterminada, suicídio e acidente; Perfil das vítimas de agressão por arma de fogo em 2013: gênero, faixa etária, cor. ESTATÍSTICAS CRIMINAIS: OCORRÊNCIAS E TAXAS Homicídio: Números absolutos e taxas por 100 mil habitantes de 2010 a 2013; Latrocínio: Números absolutos e taxas por 100 mil habitantes de 2010 a 2013. Acesse agora o site do Retrato da violência armada no Brasil!
Parece brincadeira, mas não é: um policial federal foi punido com advertência por não ter dado "bom dia" a um delegado, mas a medida foi anulada na Justiça: O servidor que possui bom comportamento e apenas se recusa a dar "bom dia", sem agir de forma ofensiva, não pode ser punido disciplinarmente com advertência por falta de urbanidade. Esse foi o entendimento da juíza Lívia Cristina Marques Peres, da 3ª Vara Federal do Juizado Especial Federal Cível do Amapá, ao anular a punição aplicada a um agente federal que se recusou a dar "bom dia" a um delegado da Polícia Federal. O Processo Administrativo Disciplinar (PAD) foi instaurado para apurar a responsabilidade funcional do autor por ter se recusado a cumprimentar o delegado ao usar a expressão “dispenso o seu bom dia”, bem como por ter se referido de modo depreciativo a autoridade e a ato da administração. O atrito ocorreu no calor do movimento grevista de 2012, que durou 70 dias e expôs o racha entre os cargos do Departamento de Polícia Federal. A comissão processante, após colher depoimentos, opinou pelo arquivamento do PAD ao concluir que o agente não agiu de forma ofensiva. Além disso, registrou que não há qualquer anotação na ficha funcional do agente ou histórico de que ele tenha agido com falta de urbanidade ou outra conduta reprovável. "Não vislumbrando na conduta do acusado qualquer potencialidade lesiva a administração... Por entender não ter se configurado infração disciplinar, diante da ausência de efetiva ofensa a preceitos disciplinares, atribuindo o ocorrido, a incidentes normais no cotidiano da administração pública”, diz o parecer da comissão processante. Entretanto, apesar do parecer, a Corregedoria Regional de Polícia Federal aplicou a punição de advertência ao policial. A punição foi confirmada pelo então superintendente Araquém Alencar Tavares de Lima. Ao analisar o pedido de nulidade da punição, a juíza Lívia Cristina considerou contraditória a postura da administração, uma vez que reconheceu a atuação diligente do policial no cumprimento de suas obrigações e, apesar disso, aplicou punição por ofensa do dever funcional, que exige culpa. Para ela, "a conduta sub judice — recusar-se a cumprimentar outro servidor mediante pronúncia da expressão “dispenso o seu bom dia” —, aliás, decorrente de ato provocativo daquele que esperava o cumprimento, não se subsome ao dever tido por violado, infração motivadora da pena de advertência aplicada". Veja detalhes no ConJur...
Quem assistiu ou está assistindo a série Narcos, de José Padilha e Wagner Moura, sabe bem do que se trata a unidade policial norte-americana chamada de Drug Enforcement Administration (DEA). A novidade é a agência, que se dedica à repressão ao tráfico de drogas, terá instalação fixa no Rio de Janeiro, segundo a IstoÉ: "A agência Drug Enforcement Administration (DEA), de combate ao narcotráfico dos Estados Unidos, vai abrir um escritório no Rio de Janeiro, atendendo a um pedido do Secretário de Segurança estadual, José Mariano Beltrame, que esteve na sede do departamento americano há dois meses. 'Dois agentes da DEA já estão na cidade providenciando isso', disse ele à ISTOÉ. O objetivo é fazer um levantamento das rotas pelas quais as armas estrangeiras entram no Brasil e chegam às mãos do tráfico. 'O nome DEA abre portas no mundo inteiro, teremos as informações com mais rapidez e, conhecendo os itinerários, vamos poder agir', afirmou o secretário. Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), da Secretaria de Segurança, mostram que foi apreendido, em média, um fuzil por dia de janeiro a agosto deste ano (leia quadro). Os agentes dos EUA também colaborarão no esquema de segurança dos Jogos Olímpicos 2016, que contará com 85 mil homens. 'Os americanos têm expertise com o terror, além de capilaridade mundial. Vão nos ajudar', disse Beltrame." Entenda melhor essa relação entre o Governo do Rio de Janeiro e a DEA na IstoÉ.
Está gerando grande repercussão a entrevista que um policial militar do Rio Grande do Norte deu ao jornal Tribuna do Norte, onde fala sobre corrupção policial, cultura policial e relação da polícia com o cidadão. Veja: “Quando surge um caso de corrupção ou violência praticado por PM, toda a corporação paga o preço. Tenho vergonha. Até os meus amigos comentam comigo... ‘E aí, conhece aqueles policiais? Viu aquela matéria?’... todos apontam o dedo como se essas práticas ruins fossem generalizadas. Acho que a integração sociedade/polícia é muito difícil de ser recuperada. Hoje, somos profissionais invisíveis para a população. Não conseguimos mais passar respeito... conseguimos passar medo, não respeito... também somos vistos como cidadãos inferiores... como se não tivéssemos o direito de viver com dignidade, com boa estrutura de trabalho... Já ouvi questionamentos sobre o motivo de a polícia precisar de um carro maior para patrulhar. Como se a gente tivesse sempre que trabalhar com o pior carro” O policial também falou das condições de trabalho: "Nosso dia a dia é bem puxado. A gente chega às 8h no quartel pronto para trabalhar. Não tem hora certa para almoço, para jantar... São 24 horas dentro de um carro. Temos alguns pontos de apoio... as bases, o batalhão. Nossas refeições dependem das ocorrências. Se tudo for tranquilo, dá até para tomar banho durante o plantão. Mas, se tiver ocorrência, não temos tempo de nada...” Veja todos os trechos da entrevista no Tribuna do Norte.