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Quem cuida da mente do policial?

A famosa citação do poeta romano Juvenal “Mens sana in corpore sano” (uma mente sã num corpo são), tem dado margem a uma série de interpretações, vulgarizadas, inclusive, pelo seu uso repetido. O entendimento mais comum é o de que devemos viver de tal forma que haja um equilíbrio entre a mente e o corpo, caso contrário, as mazelas que esta sofrer, serão expressas através de doenças psicossomáticas às mais variadas.

No mundo das tecnologias de informação e da globalização, a sociedade humana tem alcançado altos índices de desenvolvimento dos aspectos científicos, da nanotecnologia, do domínio do espaço cósmico, da biociência e da ciência médica, entre outros parâmetros de evolução. No entanto, no que diz respeito à autoconsciencia, ao conhecimento da mente e de seus intrincados mecanismos, ainda estamos tropeçando nos primeiros passos. A mente humana e seus variados aspectos continua tal qual caixa de pandora, guardando segredos que despertam interesses e temores ao mesmo tempo.

Neste viés, as chamadas doenças da alma, tal qual o estresse, a depressão, a esquizofrenia e os transtornos mais diversos da psiquê humana, têm sido considerados o mal de nosso século, acometendo milhares de pessoas, ceifando vidas amarguradas e solitárias. No momento histórico em que o homem domina as ferrametas de comunicação, assistimos, intrigados, o desenvolvimentos de patologias da solidão e da falta de diálogo.

É neste contexto que, alguns profissionais, pela natureza e especificidades da atividade que exercem, vivenciam a influência mais danosa do modelo sociocultural vigente, sofrendo uma série de pressões que podem levar desde a desequilibros emocionais pontuais até os extremos das enfermidades psicológicas.

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Resultado da Promoção: livro “Superando o Mito do Espantalho”

Já temos o resultado da promoção do livro “Superando o mito do espantalho – Uma polícia orientada para a resolução de problemas de segurança pública“, onde os três leitores que mais criativa e sucintamente respondessem à pergunta abaixo receberiam um exemplar autografado da obra do Ten Cel PMSC Martinez e Cap PMSC Eduardo Tasca:

“Por que o ‘Mito do Espantalho’ deve ser superado pelas Polícias Militares brasileiras?”

Os ganhadores da promoção responderam o seguinte:

1. Eduardo Marcelo:

R: Porque a safra esta apodrecendo, mesmo com o espantalho…

2. Osmar Vicente Junior

R: Pois os ‘corvos’ não mais são inibidos por mera presença de um “espantalho” – estático e limitado – é necessário evoluir junto com as necessidades e tornar-se versátil e dinâmico no combate ao que pode vir a ser prejudicial ao que se protege!

3. Thiago Carlos

R: “Quem poupa o ‘mito’, sacrifica a horta”.

O Abordagem Policial parabeniza os ganhadores e agradece a todos os leitores que participaram da promoção. Se você não foi um dos ganhadores, passe na Livraria Saraiva e compre pela internet no boleto bancário, ou em quatro vezes sem juros no cartão de crédito. Vale a pena!

:)



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Links Policiais da Semana (112)

- Câmara regulamenta uso de uniformes policiais e militares;

- Multidão invade delegacia;

- Perseguição policial causa troca de tiros;

- Carro sem motorista já pode circular nos EUA;

- Policiais ajudam patos a atrevessar a rua;

- O narcotráfico manda notícias;

- Artistas e polícia, uma relação tensa;

- Portal de segurança da Ilha há 2 anos no papel;

- PMRN quer prender soldado por comentário em rede social;

- Quanto mais pobre, menos o brasileiro confia na polícia;

- Emicida e Comandante da PMESP entrevistados;

- Bastidores da Favela;

- Aumento na criminalidade do DF;

- Polícia usa insetos para solucionar crimes;

- PM baleado por policial civil é transferido de hospital;

- “UPPetes”, as policiais femininas das UPP’s;

- Policial do Bope é baleado dentro de mercado na Zona Norte.

*A série “Links Policiais da Semana” é publicada todo domingo, e traz uma compilação dos principais fatos, notícias e curiosidades sobre polícia e segurança pública no Brasil e no Mundo que foram destaque na semana que passou.



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Destaques da Twittosfera Policial (56)

O Twitter vem se destacando como ferramenta de interação e produção de conhecimento de modo dinâmico, em apenas 140 caracteres. A segurança pública, tema polêmico e multisetorial, não poderia ficar de fora de uma das redes sociais mais utilizadas do mundo. No intuito de mostrar ao leitor do Abordagem Policial uma parte das melhores ideias surgidas no que convencionamos chamar “Twittosfera Policial“, criamos a série de posts “Destaques da Twittosfera Policial”, que publicaremos semanalmente aqui no blog.

Clique nos tweets destacados para visitar o perfil dos autores…

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Uma Polícia (5)

Policial da “Polizia di Stato” italiana.

*A seção “Uma Polícia” traz fotos e vídeos que apresentem ao leitor do Abordagem Policial imagens de polícias em todo o mundo.



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Tirinha Policial da Semana (5)


Tirinha do “Malvados“.

*Tirinha Policial da Semana é uma série de posts publicados semanalmente no blog Abordagem Policial, com tirinhas desenhadas por um policial que não sabe desenhar.



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Quando é melhor o policial não cumprir a Lei…

No momento em que você lê este texto, algum policial brasileiro está descumprido a lei. Trata-se de uma atividade cotidiana desenvolvida em quase todas as jornadas de trabalho dos policiais – a prevaricação. O leitor assustado enxergará esta introdução como uma denúncia de corrupção nas polícias, ou como uma generalização irresponsável. Mas não se trata disso, e sim de algo característico da atividade policial: é impossível, pelo menos logisticamente, cumprir a lei em sentido estrito, sempre.

Trata-se de uma conclusão arriscada, que nos apresenta um horizonte do que seja a atividade policial bastante conflituoso. Se admitimos que a polícia não cumpre a lei, ela está autorizada a cometer abusos de toda sorte? Os cidadãos poderão viver ao seu bel prazer, sem serem repreendidos e contidos?

Naturalmente, não se trata disto, mas de certa flexibilidade imposta aos próprios policiais pelas condições disponíveis para o cumprimento da lei. Sem esta dinâmica de omissão legal, a estrutura policial seria inoperável, menos eficiente do que já é. As chamadas “operações padrão”, “polícia legal” ou “tolerância zero”, demonstram claramente que em caso de atuação estritamente legal por parte das polícias, o sistema policial trava – delegacias cheias, viaturas e policiais dedicados a burocracias em vez de policiar as ruas etc.

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Concurso de Soldados PMBA: 2.000 vagas para agosto de 2012

Já se sabia que em 2012 a PMBA realizaria concurso para contratação de soldados PM, porém, agora a corporação informou com mais clareza quando o certame se realizará, publicando um informativo em seu site institucional:

Governo autoriza concurso para contratação de 3.400 soldados da PM

Foi autorizado a abertura de concurso público para o ingresso de 3.400 soldados policiais e bombeiros militares até 2013. A previsão é contratar dois mil soldados em agosto deste ano e 1.400 em agosto de 2013.

O edital está em fase de elaboração, que estabelecerá as regras para a realização do concurso. Assim que tiver finalizado será publicado no Diário Oficial do Estado (DOE).

Informação relevante para aqueles que estavam na expectativa de ingressar na corporação. Continue acompanhando nosso blog e veja posts de esclarecimento sobre a profissão e o concurso.



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Ganhe Livros: “Superando o Mito do Espantalho”

No mês passado publicamos uma entrevista com o Tenente Coronel PMSC Martinez, coautor do livro “Superando o mito do espantalho – Uma polícia orientada para a resolução de problemas de segurança pública”. Na ocasião, ele falou sobre o foco da obra, a descaracterização do imaginário de que a eficiência policial se dá tão somente quando a polícia está presente em determinado local, como se fosse um espantalho.

O Abordagem Policial também defende esta tese, e quer premiar os leitores que se alinham a este pensamento. Para isto, vamos dar um exemplar de “Superando o mito do espantalho – Uma polícia orientada para a resolução de problemas de segurança pública” para três leitores que derem a resposta mais suscinta e criativa para a seguinte pergunta:

“Por que o ‘Mito do Espantalho’ deve ser superado pelas Polícias Militares brasileiras?”

A resposta deve ser postada como comentário desta postagem, onde obrigatoriamente se constará o email do autor. Após a escolha – feita através de critérios estabelecidos pela equipe do Abordagem Policial – entraremos em contato com os ganhadores para detalhamento do endereço para envio da obra. Aceitaremos respostas até às 17h00 de 17/05/2012 (quinta-feira).

Boa sorte a todos!



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Deputado defende descriminalização da maconha e questiona “moralismo” de apresentador

Poucos diriam, para não dizer ninguém, que o Deputado Federal Jean Wyllys, principal referência na militância LGBTT no Congresso Nacional, teve parte de sua formação acadêmica compartilhada com o apresentador televisivo baiano Uziel Bueno, conhecido pelos chavões de efeito e pelo jornalismo-policialesco ao estilo Datena. No vídeo a seguir, o Deputado deixa o apresentador em uma saia justa, ao sugerir certa mudança de comportamento do colega de faculdade.

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Após greve, PM’s cearenses realizam Assembleia

Após o movimento reivindicatório realizado pelos policiais militares do Ceará na virada de ano entre 2011 e 2012, o clima entre a categoria e o Governo do Estado não é nada amistoso. Embora o governo tenha se comprometido a cumprir os pontos do acordo que pôs fim à greve, a principal liderança dos PM’s, o Capitão PMCE Wagner Souza, afirma que não há qualquer mudança no cenário para os policiais militares cearenses:

Os policiais militares ameaçam nova paralisação caso não sejam atendidas cinco reivindicações acordadas no fim da última greve: auxilio alimentação no valor de R$ 220,00, promoção dos servidores, escala de serviço de 40 horas, reajuste salarial e elaboração de um código de ética.

“Tivemos três reuniões com o governo, mas a única que definiu alguma coisa foi a primeira. A gratificação foi incorporada ao salários dos militares, mas esse foi apenas um ponto. Outras cinco reivindicações apontadas durante a greve permanecem sem resposta do governo”, ressaltou o capitão da PM.

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Policial Militar dá exemplo de paciência e controle emocional

O cidadão do vídeo abaixo, muito embriagado, colidiu seu veículo com o de um policial militar fora de serviço, no Rio de Janeiro. O PM, cauteloso, segurou a chave do carro do cidadão, que tentou agredi-lo e até correu atrás do policial para reaver a chave. No final, uma guarnição deu o devido apoio ao colega, que a todo momento manteve a calma e o controle emocional – mesmo tendo a possibilidade legal de agressão ao indivíduo. Parabéns.

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Batalhão de Choque PMERJ dá 15 folgas e fim de semana em Angra para policial que prender traficante

Qualquer empresa procura estabelecer políticas de recompensa e valorização de seus profissionais, visando estimular  a produtividade e reconhecer o esforço despendido no cumprimento de suas tarefas. No Rio de Janeiro, o Batalhão de Choque da Polícia Militar (PMERJ) está prometendo uma recompensa incomum nas corporações policiais brasileiras para os PM’s que realizarem a prisão de dois traficantes procurados pela Justiça. Segundo divulgou o Jornal O DIA, quem apanhar um dos traficantes “Neto” ou “Canelão” terá, além da recompensa de R$1 mil e R$2 mil, respectivamente, uma folga de quinze dias com direito a um final de semana em Ilha Grande, Angra dos Reis.

O comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Rio, tenente-coronel Fábio Souza, inovou no marketing e na forma de estimular sua equipe a obter resultados, criando uma “promoção” como forma de recompensa inusitada e talvez inédita na corporação.

Um cartaz no mural de avisos do Choque se assemelha a um anúncio do Velho Oeste e avisa: “Grande Promoção do Batalhão de Choque: Na prisão de ‘Canelão’ ou ‘Neto’ ganhe 15 dias de folga + um fim de semana em Ilha Grande”. Embaixo do texto, no cartaz, há imagens dos dois criminosos, como “procurados” pelo Disque-Denúncia. A recompensa oferecida por Canelão é R$ 2 mil, e R$ 1 mil por Neto.

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O Batalhão de Choque da PMERJ foi a unidade que realizou a prisão do traficante “Nem”, da Rocinha, onde os dois procurados estabeleceram o domínio após sua saída – dando continuidade ao ciclo aparentemente interminável. Se a polícia não pode cruzar os braços, devendo estimular seus policiais a realizar as prisões dos criminosos, também é preciso estancar esta produção em série de lideranças.

Para este feito, qual recompensa seria adequada?



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6 Dicas: Vale a pena deixar de ser praça para ser oficial da PM?

Nas polícias militares brasileiras existem duas portas de entrada para os candidatos à profissão, a carreira de praças (de soldado a subtenente) e a de oficiais (de tenente a coronel). Os primeiros atuam na operação, na “ponta”. Os segundos ocupam funções táticas e estratégicas, a depender do posto em que se encontrem. Entre os praças, porém, uma dúvida geralmente lhes acomete: vale a pena deixar de ser praça para ser oficial?

Para tanto, o praça precisa fazer outro concurso, pois exige-se uma outra formação para exercer as funções destinadas aos oficiais. Por enquanto, de maneira geral, embora certa pressão exista para que estas circunstâncias mudem, o praça precisa concorrer com candidatos externos à corporação para ingressar no oficialato. Pensando neste contexto, estabelecemos seis critérios a se observar para que esta decisão de mudança de carreira seja tomada:

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Três cenas de uma Polícia Brasileira

- É chegar no quartel e aquele cara me persegue. Trabalho, cobrança, atribuições… Não aguento mais. Estou vendo a hora de fazer uma besteira e…

- Calma, meu filho. Isso vai passar. Daqui a uns dias ele é transferido, como tantos…

- Ele já me olha com ar de acusação, até pesadelo tenho. Por que eu? O que eu fiz?

- Calma, amor…

- Que mané polícia… Quero saber de dinheiro. Estou aqui nesta delegacia tem doze anos, não perco uma noite mais por ninguém. Cidadão chega reclamando, delegado… Em dinheiro ninguém fala. Além disso, a gente prende e a Justiça solta. Trabalho de otário. Me poupe.

Formou-se soldado. Ouvira durante todo o seu curso que era hora da pacificação das comunidades. “Vocês serão policiais diferentes, comunitários, formados sob a perspectiva da humanização”.

Em seu primeiro serviço, deram-lhe um fuzil e uma boina preta. Estava pronto para a pacificação.

*Estas cenas são descrições meramente fictícias, passíveis de ocorrer, entretanto, em qualquer polícia brasileira.



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