Polícia Federal abre Concurso de Agente

Concurso Polícia Federal 2014

Foto: Agência Brasil

A Polícia Federal lançou o edital do concurso com 600 vagas de agente. As inscrições estarão abertas a partir do dia 6 de outubro no site da Cespe/Unb, organizadora do certame. A tendência é que a concorrência seja bastante acirrada, já que a PF acaba de conquistar o aumento salarial que leva seus agentes a ganhar mais de R$ 9.000 mil reais a partir de janeiro de 2015. Muitos policiais militares e civis costumam fazer esse tipo de concurso, visando mudar de carreira.



Uma Polícia (114)

Guarda Municipal de Curitiba recebendo armamentos.

Guarda Municipal de Curitiba recebendo armamentos. Foto: Maurilio Cheli/SMCS

A seção “Uma Polícia” traz fotos e vídeos que apresentem ao leitor do Abordagem Policial imagens de polícias em todo o mundo.meu ip



Tirinha Policial (114)

Tirinha Policial

Do Andre Dahmer

*Tirinha Policial é uma série de posts publicados no blog Abordagem Policial, com tirinhas ou charges que se relacionam direta ou indiretamente com o contexto da segurança pública.passagens aereas gol



Comandante da PMESP defende mudança nas polícias

O Coronel PMESP Benedito Meira deu um depoimento emocionado no enterro de um policial militar em Santos-SP. Durante a entrevista, defendeu mudança na Constituição brasileira, no que diz respeito às estruturas das polícias. Independentemente da concordância com os pontos levantados pelo Coronel, é um posicionamento que precisa ser ouvido, principalmente em se tratando do Comandante da maior corporação policial do país:



A Polícia como instrumento de implantação do medo

A polícia como instrumento de medo

A criança chora no colo da mãe, que impaciente não sabe o que fazer para cessar o desespero do filho. Eis que avista dois policiais militares. “Se você não parar de chorar a polícia vai te prender e te levar”.

Implantar o medo é uma forma de exercer poder. O desespero do outro é muito útil para quem se interessa em tomar muito em troca de pouco ou nada. Quem tem medo facilmente terceiriza sua capacidade de decisão, se apega ao suposto protetor, e admite extremismos, por mais que eles expressem contradições.

O medo do inferno justifica muitos fundamentalismos religiosos. A ameaça comunista garantiu a emergência de diversos regimes autoritários. O temor à fome já fez com que diversas ditaduras se estabelecessem no mundo, nos mais diversos espectros políticos-ideológicos.

Em período eleitoral, como o que vivemos no Brasil, a oposição tenta propagandear que as deficiências dos governos serão aprofundadas. A situação, por sua vez, costuma ter como estratégia ameaçar o eleitor com a possibilidade de perda do que foi conquistado. A lógica eleitoreira é uma disputa sobre quem vai incutir mais medo em quem vota.

Não é outro o fundamento de programas e publicações sensacionalistas com pauta violenta senão implantar o medo, custe o que custar. Medo é poder.

É com medo dos vândalos que leis draconianas contra as manifestações de rua são criadas. É porque deve-se temer homens armados se manifestando que policiais militares não têm direito à liberdade de expressão. É por temer o avanço do crime que proclamamos que “bandido bom é bandido morto”.

Não é outro o fundamento de programas e publicações sensacionalistas com pauta violenta senão implantar o medo, custe o que custar. Medo é poder.

Então os riscos não existem? Vivemos sob uma estabilidade que não autoriza sobressaltos? Não. Trata-se de perceber que, sob o império do medo, as complexidades são ignoradas para dar lugar a uma simplicidade que parece ser mais confortável, redentora. E toda redenção pressupõe a existência de um redentor, e suas “boas intenções”.

Ao ver a mãe ameaçar o filho com sua presença, o policial militar se aproximou da senhora e orientou-a. “Nós não prendemos nem levamos um menino bom como ele, senhora. Fique tranquilo, garoto, nós só prendemos pessoas que fazem o mal com outras pessoas”.

Precisamos nos comprometer a não ser instrumento de intimidação e implantação do medo.



Soldado PM pede Tenente em casamento durante o serviço

Um soldado da Polícia Militar do Estado de São Paulo teve uma iniciativa bastante criativa: resolveu pedir sua namorada em casamento fardado, durante o serviço. O detalhe é que a namorada é tenente da PM, e estava de serviço no mesmo dia que ele. Alguns defensores ferrenhos da disciplina criticaram o ato por ter sido em serviço, mas felizmente a PMESP entendeu que além de ser uma demonstração de orgulho pela profissão, ao escolher o momento profissional para manifestar um ato simbólico importante para sua vida, também é uma afirmação da humanidade do policial, que possui sensibilidade e afeto como qualquer cidadão:

Eles foram entrevistados por Fátima Bernardes 



PMs são obrigados a ingerir vômito de colega em curso

Tropa de Elite

Cena do filme Tropa de Elite, onde a comida é servida no chão para alunos de um curso de Operações Especiais.

O Jornal de Brasília divulgou uma denúncia que tem gerado polêmica sobre o método de treinamento utilizado em um Curso de Operações Especiais da Polícia Militar do Distrito Federal. Segundo a publicação, policiais militares participantes da instrução deviam ingerir o vômito de colegas de curso:

O Curso de Operações Especiais (COEsp) da Polícia Militar tem o objetivo de preparar os participantes para as mais variadas situações. Mas qual o limite entre a capacitação e o desrespeito aos direitos humanos? Em um dos treinamentos, o PM é obrigado a ingerir o vômito do colega de farda. Uma denúncia feita ao JBr. questiona a necessidade das atividades.

Quem responde é a Comunicação Social da PM. De acordo com a corporação, o objetivo é deixar o policial pronto para lidar com situações complexas e extremas, “como salvamento aquático, onde o policial pode se deparar com o socorro de afogados, sendo que o treinamento serve para quebrar qualquer barreira para salvar uma vida”, informa a nota enviada ao JBr..

A PM justifica ainda que “o treinamento é feito de maneira técnica e profissional realizada por especialistas de diversas áreas como psicólogos, médico etc”.

Denúncia

Revoltado com o suposto excesso, um policial enviou mais de 20 imagens do curso. O treinamento ocorrido no DF contou com policiais da Colômbia e Argentina.

A atividade ocorre no refeitório da corporação. Ali, aparecem homens vestidos com camiseta preta e bonés – a maioria com a bandeira do DF. Panelas e garrafas de refrigerante são colocadas na boca dos participantes.

Uma das sequências das fotos mostra um militar de boné vermelho vomitando em uma grande panela. Na cena seguinte, o recipiente é derramado em uma jarra de alumínio que passa de boca em boca. Cada um dos aspirantes ingere um pouco do vômito liberado pelo policial de boné vermelho.

Muitos não aguentam e vomitam também. O instrutor sorri. Em seguida, força o mesmo policial a tomar mais uma vez o vômito do colega. Um policial chega a colocar as mãos no joelho, como se não aguentasse mais aquilo.

Como se não bastasse a tarefa anterior, muitos militares são forçados a passar o vômito com a boca para o companheiro. Eles sabem que estão sendo fotografados. Mesmo assim, não esboçam reação, em sinal de obediência.

O curso tem carga horária aproximada de 1.164 horas e já preparou policiais de outros estados.

Via Marcos Rolim



Tirinha Policial (113)

Tirinha Policial

Tirinha do Laerte Coutinho

*Tirinha Policial é uma série de posts publicados no blog Abordagem Policial, com tirinhas ou charges que se relacionam direta ou indiretamente com o contexto da segurança pública.passagens aereas gol



Uma Polícia (113)

Atividade Delegada da PMESP

PMs da Atividade Delegada da PMESP. Foto: GOV/SP

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Vídeo onde Policial Militar mata Camelô em São Paulo

O vídeo abaixo mostra o exato momento em que um policial militar do Estado de São Paulo atira na cabeça de um camelô que tentou tirar o espargidor de pimenta da mão do PM. O vídeo está suscitando muitas discussões técnico-operacionais e jurídicas, já que o policial militar foi preso em flagrante. Confira:



Um coronel, três majores e dois capitães presos

Apreensão feita pelo Ministério Público na operação. Foto: SESEG

Apreensão feita pelo Ministério Público na operação. Foto: SESEG-RJ

Chamou a atenção do país a operação desencadeada conjuntamente pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, pela Secretaria de Segurança Pública e pela Corregedoria-Geral da Polícia Militar, onde 24 policiais militares foram presos, entre eles o Coronel PMERJ Comandante de Operações Especiais e mais três majores e dois capitães.

Confira detalhes da operação, que aponta para a existência de um esquema de corrupção bastante sofisticado:

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, a Secretaria de Segurança Pública e a Corregedoria-Geral da Polícia Militar deflagram, nesta segunda-feira (15/09), em vários pontos do Rio, a Operação Amigos S.A., para desmantelar quadrilha formada por pelo menos 24 policiais militares que integravam o 14° BPM (Bangu), inclusive os integrantes do Estado-Maior, e exigiam pagamento de propina de comerciantes, mototaxistas, motoristas e cooperativas de vans, além de empresas transportadoras de cargas na área do batalhão.

A denúncia foi encaminhada pelo GAECO à 1ª Vara Criminal de Bangu, que expediu 43 mandados de busca e apreensão e 25 mandados de prisão preventiva, dos quais 24 são contra PMs. Até o início da tarde desta segunda-feira, foram presas 22 pessoas, das quais cinco oficiais. Foram apreendidos cerca de R$ 300 mil em espécie. Desse total, R$ 287 mil foram localizados na casa do major Edson Alexandre Pinto de Góes e R$ 33 mil na residência de outro PM que integrava a quadrilha. Documentos que demonstrariam a distribuição da propina foram recolhidos e serão analisados para identificar a ocorrência de lavagem de dinheiro.

Entre os denunciados estão seis oficiais que eram lotados no 14° BPM (Bangu): o ex-comandante coronel Alexandre Fontenelle Ribeiro de Oliveira, atual chefe do Comando de Operações Especiais (COE), e o ex-subcomandante major Carlos Alexandre de Jesus Lucas – ambos lotados atualmente no Comando de Operações Especiais –, os majores Nilton João dos Prazeres Neto (chefe da 3ª Seção) e Edson Alexandre Pinto de Góes (coordenador de Operações), além dos capitães Rodrigo Leitão da Silva (chefe da 1ª Seção) e Walter Colchone Netto (chefe do Serviço de Inteligência). Também são acusados de integrar a quadrilha 18 praças e um civil.

Entre 2012 e o segundo semestre de 2013, os acusados e mais 80 pessoas, entre os quais policiais do 14° BPM, da 34ª DP (Bangu), da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), além de PMs reformados, praticavam diversos crimes de concussão (extorsão cometida por servidor público) na área de atuação do 14° BPM.

A quadrilha exigia propinas que variavam entre R$ 30 e R$ 2.600 e eram cobradas diária, semanal ou mensalmente, como garantia de não reprimir qualquer ação criminosa, seja a atuação de mototaxistas, motoristas de vans e kombis não autorizados, o transporte de cargas em situação irregular ou a venda de produtos piratas no comércio popular de Bangu.

De acordo com a denúncia, baseada em depoimentos de testemunhas, documentos e diálogos telefônicos interceptados com autorização judicial que compõem mais de 20 volumes de inquérito, “o 14° BPM foi transformado em um verdadeiro ‘balcão de negócios’, numa verdadeira ‘sociedade empresária S/A’, em que os ‘lucros’ eram provenientes de arrecadação de propinas por parte de diversas equipes policiais responsáveis pelo policiamento ostensivo, sendo que a principal parte dos ‘lucros’ (propinas) era repassada para a denominada ‘Administração’, ou seja, para os oficiais militares integrantes ‘Estado Maior’, que detinham o controle do 14º BPM, o controle das estratégias, o controle das equipes subalternas e o poder hierárquico”.

Os acusados responderão na 1ª Vara Criminal de Bangu pelo crime de associação criminosa armada, que não consta do Código Penal Militar. A pena é de dois a seis anos de reclusão. Os 24 PMs também poderão ser obrigados a pagar indenização por danos morais à Polícia Militar, pelo dano causado à imagem da corporação. Os integrantes da quadrilha ainda serão responsabilizados pelo Ministério Público pelos diversos crimes de concussão, que serão apurados pela Auditoria de Justiça Militar estadual.

Fonte: MP-RJ

Ao Jornal O DIA, Fábio Galvão, Subsecretário de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança (Seseg), disse que “a tática era endurecer a fiscalização, justamente para que os trabalhadores fossem obrigados a pagar propina. Todos responderão por formação armada de quadrilha e na Justiça Militar pelo crime de concussão e propina”. Sobre a semelhança com a atuação dos acusados e uma milícia o promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Cláudio Caio Souza disse que “a milícia é um grupo paramilitar. Eles não. Eles agiam fardados e na área de atuação do batalhão”.



O Delegado dedicado

O Delegado dedicado

 

– Doutor, o senhor viu a capa do jornal de hoje? A delegacia da Zona Norte reduziu os roubos por lá.

– Vi sim. Temos que apertar o trabalho aqui. Teremos promoção em breve e o safado do Josimário não pode se destacar assim.

– Sim, senhor. Vou colocar o pessoal da folga pra adiantar as investigações.

– Certo. Liga também para aquele juiz nosso amigo pra conceder uns mandados de prisão para uma operação contra o tráfico. Vou falar com a PM para ajudar. Tenta contato também com a imprensa.

– Tudo certo. Providencio tudo hoje. O senhor vai para a inauguração da nova Delegacia da Zona Leste?

– Não. Nem o Governador nem o Secretário de Segurança estarão lá.

– Ok… Outra coisa: o Agente Caco publicou um livro sobre o investigação policial e o lançamento vai ser hoje. O senhor vai comparecer?

– Esse Agente tá muito ousado. Escrevendo sobre tudo, aparecendo muito. Não vou nem mandarei representante. Temos que ler o que ele anda escrevendo, pode ser que tenha repercussão negativa para a Delegacia. Traga um livro desse pra mim.

– Sim, senhor!

 

*Ficção Policial é uma série de posts do Abordagem Policial de caráter literário. Nenhum dos fatos ou personagens ilustrados são reais.



Uma Polícia (112)

Forças Armadas na Maré

Forçar armadas na Maré, Rio de Janeiro. Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

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Tirinha Policial (112)

*Tirinha Policial é uma série de posts publicados no blog Abordagem Policial, com tirinhas ou charges que se relacionam direta ou indiretamente com o contexto da segurança pública.



PM desabafa: “me senti um lixo hoje”

O vídeo abaixo contém o áudio de um policial militar do estado do Rio de Janeiro que participou da ocorrência em que o Comandante da UPP Nova Brasília, Capitão PM Uanderson Manoel da Silva foi vitimado com um tiro no peito. O oficial estava sem farda e sem colete durante a troca de tiros:

Confira detalhes.