Uma guarnição policial militar com apenas dois policiais passaram em uma via justamente no momento em que ocorria um roubo a um bar. Situação tensa, que exige muita cautela, atenção e paciência. Talvez tenha faltado mais energia para conter o suspeito que fugiu mesmo com a voz de comando de um dos policiais, e parece ter sido uma falha na segurança o momento em que a policial feminina fica de costas para o bar (que felizmente não tinha mais qualquer suspeito em seu interior). No final, também era preciso realizar a busca pessoal nos clientes.

Alguns dos principais veículos de informação baianos estão especulando a possibilidade de um movimento reivindicatório no âmbito da Polícia Militar da Bahia (PMBA), após a incidência de manifestações vitoriosas no estado do Ceará e no estado do Maranhão. A expectativa ocorre principalmente em virtude da Assembleia marcada para o dia 31 de janeiro, organizada pela Associação de Praças da Bahia (ASPRA-BA), convocando “todos os policiais e bombeiros militares para a campanha salarial 2012″.
Vale lembrar que em setembro e outubro passado outras duas assembleias ocorreram, quando se cogitava a realização de um novo Movimento Polícia Legal no estado. Desta vez, talvez sustentado pelo referido êxito nos outros estados, a discussão sobre as reivindicações parece ter ganhado eco. Entre as especulações, está a possibilidade da realização de uma paralização pela categoria, assunto que foi discutido pelos presidentes de três associações de policiais militares, inclusive a Associação de Oficiais, em entrevista concedida a um programa de rádio na última quinta. Ouçam:

Célebres agitadores da mídia nacional, além de operadores e estrategistas de segurança pública, vez ou outra colocam na conta da falta de religião a epidemia de violência por que passa o país. “Falta de Deus no coração, as pessoas não ligam mais para os mandamentos divinos, ignoram e não são mais tementes a Ele, não têm religião”, dizem. Por esta ausência de fé, a violência se manifesta, e os valores tradicionais são esquecidos.
Sugiro aos leitores que sempre que ouçam um discurso neste tom desconfiem sinceramente de que o autor deste raciocínio está equivocado – por ignorância pura e simples ou tentativa de manipulação.
Cabe primeiramente observar que este entendimento coloca na conta do laicismo (a ausência de qualquer orientação religiosa/teológica) o cometimento de todas as violências. Temos, então, ateus e agnósticos como os principais suspeitos de práticas criminosas – conclusão que gera uma aberração criminológica. Será esta mais uma expressão da discriminação contra estes grupos, que segundo pesquisa do Instituto Gallup, nos EUA, apenas 49% da população colocariam na Casa Branca, enquanto 95% dos americanos votariam em uma mulher para presidente, 92% em um negro ou judeu e 79% em um homossexual?

A despeito de existirem ratos-da-Índia, hamsters e ratos brancos domésticos, servindo como animal de estimação, a semiótica da espécie como um todo remete a sentimentos de asco e repulsa, dado o ambiente em que costumam viver e os hábitos típicos da espécie, como o ataque predatório aos alimentos, havendo informações que espécies gigantes comam até mesmo seres humanos vivos na África do Sul.
Se houver ratos em uma casa, basta um vacilo com a despensa aberta à noite, e eles irão atacá-la vorazmente. Diz-se que não resistem ao cheiro de bacon, sendo uma isca para fazê-los sair da toca e cair em alguma armadilha, talvez até à luz do dia, se a fome for suficiente. Muitos brasileiros, ainda que não estejam famintos, são capazes de realizar saque à luz do dia, diante de todos – câmeras, testemunhas, vítimas… Aliás, já foi mencionado anteriormente que participar de saques ou linchamentos deve ser o sonho de muitos filhos desta terra.
Em 24Jan12, na Rodovia Régis Bittencourt em São Paulo, tombou um caminhão com frango e linguiça, rapidamente surgiram inúmeros populares, alguns deles viajantes que transitavam pela rodovia, os quais, de modo desavergonhado, iniciaram o saque da carga felizes e sorridentes, comemorando a renda extra ilícita ou o churrasco gratuito que conseguiram. Policiais rodoviários federais consideraram desaconselhável o emprego das armas de fogo que portavam diante daquela multidão, composta inclusive por mulheres e crianças. “O policiamento local foi acionado para conter o tumulto”.
Já na Rodovia Imigrantes, também em SP, neste mesmo dia, o saque da carga de laticínios de outra carreta que também tombou foi evitado por policiais militares, que impediram os interessados de praticar tal conduta ilícita.

Alex Oliveira Suzarte era um policial militar do estado do Mato Grosso, casado, com três filhos. Após um assalto a uma lanchonete no município de Poconé-MT, em que dois suspeitos fugiram em uma moto, Alex e sua guarnição realizou uma perseguição aos criminosos, que acabaram caindo da motocicleta, e atiraram contra os policiais, acertando Alex no olho. Alex não resistiu, morreu no local.
Por si só, a história é trágica, lamentável, injustificável – como a morte de qualquer agente público que defende direitos expondo sua vida. Mas algo fez a morte de Alex se tornar ainda mais dolorosa e até épica: o soldado deixou uma carta-poema nas mãos de sua esposa dias antes de morrer em serviço. No final do texto, ele diz: “Esse texto eu dedico a todos os policiais que, como eu, só desejam voltar para casa vivos”. Leiam a íntegra…
Situação tensa em que um policial militar do estado de São Paulo matou um criminoso que tentou roubar um hotel, rendendo o recepcionista – que acabou sendo ferido de raspão. Momento-limite que qualquer policial está suejeito a enfrentar. Felizmente, nenhum inocente morreu, apesar da morte do assaltante.

Está ocupando os noticiários com destaque nacional a reintegração de posse na favela do Pinheirinho, em São José dos Campos-SP. Na ação, cerca de 6.000 pessoas que moram no local invadido estão sendo removidas, para que o terreno seja liberado para uma empresa que é proprietária da área. Infelizmente o procedimento não está ocorrendo de modo pacífico e negociado – algumas prisões já foram feitas e confrontos entre policiais e moradores acabaram acontecendo.
Um dos principais agravantes da situação é o tempo que os moradores do Pinheirinho se encontram no local: a invasão aconteceu há oito anos atrás, o que significa que as famílias já estavam estabilizadas, sendo que praticamente todos não possuem alternativa de moradia. Eis que, em defesa do patrimônio, oito anos após a invasão ter ocorrido, o Estado decide criar 6.000 sem-tetos – em um ato que parece uma incongruência jurídica, dados os bens e valores que estão em questão. E qual instituição é a responsável por dar a resposta finalística à ordem judicial? Sim, a polícia, que acaba assumindo um ônus muito maior que sua capacidade de decisão.
Algumas personalidades públicas possuem como peculiaridade a polemização e a emissão de opiniões que vão de encontro ao que pensa a maioria. Umas o fazem criticamente, e são consagradas pela inteligência e perspicácia, outras, ao contrário, o fazem visando os holofotes, carentes que são de atenção legítima. Lamentável a declaração do ex-ministro Ciro Gomes, que talvez esteja inconscientemente correto ao chamar os policiais cearenses de “marginais”, afinal, o tratamento marginalizante dispensado à categoria até pode justificar a adjetivação.

- Cúpula das polícias mineiras mudada;
- Inteligência da PM sob ameaça de extinção;
- Abordagem policial gera tumulto;
- Delegado indiciado por morte de refém;
- Enfermeira agressora de cão é indiciada;
- Fuga histórica no Rio Grande do Norte;
- Crack passa a ser “admitido” entre traficantes cariocas;
- Pedágio de BR é assaltado na Bahia;
- Acidentes em BR’s cresceu 20% em 2011.
*A série “Links Policiais da Semana” é publicada todo domingo, e traz uma compilação dos principais fatos, notícias e curiosidades sobre polícia e segurança pública no Brasil e no Mundo que foram destaque na semana que passou.

O Twitter vem se destacando como ferramenta de interação e produção de conhecimento de modo dinâmico, em apenas 140 caracteres. A segurança pública, tema polêmico e multisetorial, não poderia ficar de fora de uma das redes sociais mais utilizadas do mundo. No intuito de mostrar ao leitor do Abordagem Policial uma parte das melhores ideias surgidas no que convencionamos chamar “Twittosfera Policial“, criamos a série de posts “Destaques da Twittosfera Policial”, que publicaremos semanalmente aqui no blog.
Clique nos tweets destacados para visitar o perfil dos autores…

Não é raro se ouvir nos corredores de qualquer organização policial do Brasil, civil ou militar, que este ou aquele chefe ou comandante – oficial ou delegado – é “político”, em referência ao relacionamento do superior com seus superiores, e até com personalidades não policiais possuidoras de alguma autoridade. Segundo este entendimento, os ocupantes de cargos do alto escalão, de algum modo, se subordinam a certas contingências políticas, visando ascender na carreira, manter determinado status, em uma palavra, beneficiar-se.
É preciso que todo oficial ou delegado de polícia se posicione deste modo? Quais são os limites do acatamento à política – e o que o “ser político” pode significar, na prática?

Quem tem boa memória certamente se recorda que em 2009 a Polícia Militar de Sergipe (PMSE) realizou o primeiro Movimento Polícia Legal bem sucedido no Brasil – conquistando o subsídio e o respectivo aumento salarial. Para tanto, toda e qualquer irregularidade presente no ambiente de trabalho dos PM’s servia de argumento legal para a não execução do serviço de policiamento ostensivo. Parece que o governo sergipano esqueceu do recente passado, e submeteu ao trabalho dos policiais viaturas não licenciadas para a realização do policiamento. Resultado: os PM’s sergipanos motoristas decidiram se recusar à condução dos veículos:

- Câmeras piratas em presídios de segurança máxima;
- Juiz autoriza PM’s e PRF’s a lavrarem TCO;
- Delegacia cria álbum criminal digital;
- Ato contra ação na Cracolândia;
- Deputado e sua BMW caem na Lei Seca;
- Bahia terá mais 12 Bases Comunitárias em 2012;
- Crack é área de risco para PT e PSDB;
- 20% dos deputados federais são suplentes.
*A série “Links Policiais da Semana” é publicada todo domingo, e traz uma compilação dos principais fatos, notícias e curiosidades sobre polícia e segurança pública no Brasil e no Mundo que foram destaque na semana que passou.

O Twitter vem se destacando como ferramenta de interação e produção de conhecimento de modo dinâmico, em apenas 140 caracteres. A segurança pública, tema polêmico e multisetorial, não poderia ficar de fora de uma das redes sociais mais utilizadas do mundo. No intuito de mostrar ao leitor do Abordagem Policial uma parte das melhores ideias surgidas no que convencionamos chamar “Twittosfera Policial“, criamos a série de posts “Destaques da Twittosfera Policial”, que publicaremos semanalmente aqui no blog.
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Apesar do desenvolvimento de meios de comunicação mais modernos, a exemplo da internet, o jornalismo impresso ainda é uma via importante de transmissão de notícias, com as características que lhe são peculiares. Além de servir ao propósito citado acima, ele pode ser visto como uma maneira de avaliar a forma como grande parte da sociedade se comunica e qual a tendência futura nesse rumo.
Na Bahia, durante longo período, havia basicamente três jornais, sendo eles a Tribuna da Bahia, de menor expressão, porte modesto e consequentemente circulação limitada; o Correio da Bahia, que durante longo período serviu explicitamente aos interesses de determinado grupo do poder político, passando posteriormente por um processo de repaginação que será tratado adiante, e o jornal A Tarde, mais tradicional e dominante do mercado, sendo a leitura favorita da maioria dos adeptos a este hábito.
A saída do poder do grupo político que controlava o Correio, juntamente com o falecimento do seu representante maior, trouxe uma revolução no jornal desta rede, totalmente repaginado, passando a uma formatação de caderno único, semelhante a um tabloide, com linguajar mais acessivo e preço quase simbólico se comparado aos padrões anteriores, passando a ser vendido a R$ 0,50 enquanto o concorrente direto custava R$ 1,75. Talvez subestimando a “jogada” do concorrente, A Tarde suportou o quanto foi possível a concorrência, até que a perda de espaço obrigou a tomada de medidas imediatas, uma vez que o Correio surpreendentemente assumiu a liderança nas vendas. Enfim, melhorou, e muito, em forma e conteúdo.
