
É necessária alta dose de coragem para dar início a um exercício de auto-crítica. Muitos dogmas tidos como pétreos parecem fadados a perpetuar o impedimento de sua (re)análise sob nova ótica. Motivar discussões nesse âmbito é atividade de alto risco, sob pena de ser taxado como um traidor da causa, mas nem por isso deve ser mantida a sina da complacência cúmplice.
Em outras palavras, é bem sabido que “roupa suja se lava em casa”, mas se na casa não for aberto espaço para franco diálogo, nunca se irá adiante. Perpassa-se um caminho tortuoso na busca pelo aperfeiçoamento através da discussão, e poucos, pouquíssimos, estão interessados em enfrentar o desafio.
Nem toda morte de policial militar deve ser lamentada com tanta profundidade. Do ponto de vista da preservação da vida, até que se admite a concepção de que nada é mais precioso do que este bem tido como inviolável pela nossa Constituição; igualmente no aspecto institucional, a morte de um dos seus integrantes sempre será vista como um enfraquecimento ao corpo. Mas a cada nova manchete, por que não se questionar, despretensiosamente, quem foi que morreu? Onde, quando, por que, em quais condições? Qual seu passado, histórico, hábitos, companhias, costumes…? Feito isso, tomando conhecimento (semi)pleno do assunto, aí sim é possível emitir um juízo de valor sobre o acontecido. O que se busca evitar são, por exemplo, as eternas indagações de “Até quando?” ou “Cadê os direitos humanos” diante da primeira manchete de óbito, sem se inteirar verdadeiramente das variáveis envolvidas no episódio. (Nota: a reflexão também é válida para situações onde policiais militares são presos pela acusação do cometimento de algum crime)

Caros leitores do Especial Armas de Fogo, hoje vamos falar de um assunto que gera muita confusão entre alunos e amadores (ou profissionais distraídos) no mundo das armas de fogo: o calibre. Sim, pois quem em algum momento nunca se perguntou o que querem dizer quando especificam que uma arma tem o calibre “.40″ ou “.380″, “7,62″? Já ouvi policiais com muitos anos de serviço afirmarem que o calibre de uma pistola .380 é a mesma coisa que o calibre do revólver .38. Acreditem!
Mas, como sempre ouvi na escola, devemos ter vergonha de errar, não de perguntar – principalmente quando se trata de arma de fogo, onde um erro pode ser fatal. Por isso, vamos responder às perguntas: o que é calibre? Qual a diferença entre eles? Vamos lá…
Pelo menos é isso que quer o Governo Federal e os desinteressados na aprovação do Piso Salarial Nacional para as polícias e bombeiros militares do Brasil. Segundo o argumento em voga, é possível que isso ocorra para “evitar que, neste ano de campanhas políticas, a Constituição seja mudada por motivos eleitorais”. Se isso ocorrer, provavelmente não será aprovada qualquer proposta, pois a mobilização (daqui para novembro) irá fenecer, os já eleitos irão descumprir suas promessas e o Brasil dos policiais continuará com a mesma perspectiva que vivemos hoje: salários muito aquém do necessário. Clique na imagem acima e veja mais sobre a manobra que será decidida amanhã, numa reunião de líderes da Câmara dos Deputados.
Ser mulher é algo complexo: ainda existem muitos preconceitos e discriminações direcionadas ao chamado “sexo frágil”. Ser mulher policial, então, é algo ainda mais complicado. Clique na imagem acima e veja uma coletânea de vídeos feita pelo Major Sant’Anna, da PMDF, todos em homenagem às mulheres policiais.
Hoje, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, não podemos deixar de homenagear aquelas que, por muito tempo, foram alijadas da participação ativa nos rumos da sociedade. Os motivos tem raízes e explicações diversas, não cabendo a discussão neste espaço. Também não pretendo discutir a presença das mulheres nas organizações policiais, algo inquestionável, tanto pelas características marcantes nas competências femininas, quanto pelo simples e firmado direito de tratamento isonômico entre as pessoas, independentemente do sexo (ou opção sexual). Clique na imagem acima e assista uma entrevista do G1 a uma Coronel da Polícia Militar de São Paulo, PMESP, onde ela responde a perguntas sobre a presença da mulher em uma PM.

- Como os Deputados Votaram a PEC 300;
- Flagra de Tiroteio no Rio de Janeiro;
- PMERJ muda Comando de Batalhões;
- A Crise de Identidade nas polícias brasileiras;
- Os 185 anos da PMBA;
- Pirotecnia Eleitoral e Segurança Pública na Bahia;
- Bombeiro do Rio de Janeiro mobilizado;
- Ele trincava os dentes e apontava a arma…;
- Tropa de Elite 2 – O início de tudo;
- Tenente ajuda e precisa ser ajudado;
- Quartel General Airsoft;
*A série “Links Policiais da Semana” é publicada todo domingo, e traz uma compilação dos principais fatos, notícias e curiosidades sobre polícia e segurança pública no Brasil e no Mundo que foram destaque na semana que passou.
E a blogosfera policial, ou melhor, os policiais que se utilizam da internet para dialogar sobre segurança pública, recebe mais um apoio e significativa referência. O Comunidade Segura, site referência na discussão de segurança em toda a América Latina, fez uma matéria interessantíssima intitulada “Twitter: a última fronteira da segurança pública“. Fui um dos entrevistados e citados na reportagem, feita pela carismática Mariana Pires. Clique na imagem acima e leia o melhor conteúdo sobre a Twittosfera Policial feito até hoje.
![]()
Depois das comemorações pela aprovação em primeiro turno da PEC 300, choveram mais especulações sobre o destino da mesma. Isso se deve à falta do nosso “traquejo” com as questões legislativas. Não acostumados ainda com os trâmites de processos legais, somos, muitas vezes, vítimas dos boatos ou acabamos dando uma de “papagaio de pirata” repetindo tudo que nos dizem, e nesta gama de informações muitas vezes ficamos perdidos entre a verdade e as meias verdades.
Sem mais delongas, vamos aos fatos sobre as PEC’s sem entrar no mérito da constitucionalidade ou não de cada uma delas:

Deus estava no sexto dia de horas extraordinárias, quando aparece um Anjo e lhe diz:
- Estás levando muito tempo nessa criação Senhor! O que tem de tão especial esse homem?
Deus respondeu:
- Um policial tem que correr 10 km por ruas escuras, subir paredes, pular muros, entrar em matagais, invadir casas que nem um fiscal de saúde pública ousa penetrar, e tudo isso, sem sujar, manchar ou rasgar o seu uniforme. Tem que estar sempre em boa forma física, quando nem sequer lhe dão tempo para comer. Tem que investigar um homicídio, buscar provas nessa mesma noite e, no outro dia, ir até o tribunal prestar depoimento. Também tem que possuir quatro braços, para poder dirigir sua viatura, atirar contra criminosos e ainda chamar reforço pelo rádio.
O anjo olha par Deus e diz:
- Quatro braços? Impossível!
Deus responde:
- Não são os quatro braços que me dão problemas e sim três pares de olhos que necessita.
- Isto também lhe pedem neste modelo? – pergunta o Anjo.
- Sim, necessita de um par com raios-X, para saber o que os criminosos escondem em seus corpos: Necessita de um par ao lado da cabeça para que possa cuidar de seu companheiro e outro para conseguir olhar uma vítima que esteja sangrando e ter discernimento necessário para dizer que tudo lhe sairá bem, quando sabe que isto não corresponde à verdade.
Neste momento, o Anjo diz:
- Descansa e poderás trabalhar amanhã.
- Não posso – responde Deus – Eu fiz um policial que é capaz de acalmar ou dominar um drogado de 130 quilos sem nenhum incidente e, ao mesmo tempo, manter uma família de cinco pessoas com seu pequeno salário. Ele estará sempre pronto para morrer em serviço, com sua arma em punho e com sentimento de honra
correndo junto ao sangue.
Espantado, o Anjo pergunta a Deus:
- Mas Senhor, não é muita coisa para colocar em um só modelo?
Deus rapidamente responde:
- Não. Não irei só acrescentar coisas, mas também irei tirar. Irei tirar seu orgulho, pois infelizmente para ser reconhecido e homenageado ele terá que estar morto. Ele também não irá precisar de compaixão: pois ao sair do velório de seu companheiro, ele terá que voltar ao serviço e cumprir sua missão normalmente.
- Então ele será uma pessoa fria e cruel? – pergunta o Anjo.
- Certo que não – responde Deus. Ao chegar em casa, deverá esquecer que ficou de frente com a morte, e dar um abraço carinhoso em seus filhos dizendo que está tudo bem. Terá que esquecer os tiros disparados contra seu corpo, ao dar um beijo apaixonado em sua esposa ou em seu esposo. Terá que esquecer as ameaças sofridas, ao ficar desesperado quando o salário não der para pagar as contas no final do mês e terá que ter muita, mas muita coragem para no dia seguinte, acordar e retornar ao trabalho, sem saber se irá voltar para casa novamente.
O anjo olha para o modelo e pergunta:
- Além de tudo isso, ele poderá pensar?
- Claro que sim! – Responde Deus. Poderá investigar, buscar e prender um criminoso em menos tempo que cinco juízes levam discutindo a legalidade dessa prisão… Poderá suportar as cenas de crimes às portas do inferno, consolar a família de uma vitima de homicídio e, no outro dia, ler nos periódicos que os policiais são insensíveis aos “Direitos dos Criminosos”.
Por fim, o Anjo olha o modelo, lhe passa os dedos pelas pálpebras, e fala para Deus:
- Tem uma cicatriz, e sai água. Eu disse que estavas pondo muito nesse modelo!
- Não é água, são lágrimas… Responde Deus.
- E por que lágrimas? – Perguntou o Anjo.
Deus responde:
- Por todas as emoções que carrega dentro de si… Por um companheiro caído… Por um pedaço de pano chamado bandeira… E por um sentimento chamado justiça!
- És um gênio! – responde-lhe o Anjo.
- Deus o olha, todo sério, e diz:
- Não fui eu quem lhe pus lágrimas… Ele chora porque é simplesmente um humano!
PS: O conto acima foi recebido através desses emails que circulam pela WEB, em sua maioria inúteis. Este, porém, tem muito de verdade.
![]()
Olá leitores do ABORDAGEM POLICIAL. Meu nome é Cristiane, sou professora de Educação Física e Especialista em Personal Trainig.
A convite dos editores deste blog, gostaria de abordar hoje um tema muito importante, principalmente para quem batalha por uma vaga na carreira pública. O Teste de Aptidão Física, presente em concursos como Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Polícia Civil, entre outras carreiras policiais, é tão importante quanto a prova teórica. Imagine como é a sensação de investir tempo e dinheiro na preparação teórica e ver suas chances irem embora na hora da prova física? Esta situação não é incomum. O índice de reprovação nesse tipo de exame chega a 40%, segundo especialistas. Isso ocorre porque, após a prova teórica, os candidatos têm em torno de 30 a 45 dias para se preparar para o exame físico, o que é relativamente pouco para uma preparação tão importante.