Especial Bombeiro – O Triângulo do Fogo

Especial Bombeiro - O triângulo do fogo

Hoje iniciamos no Abordagem Policial uma série de posts sobre a atividade de Bombeiro, visando principalmente dar instrumentos básicos para policiais e demais cidadãos que ignoram algumas informações que podem salvar vidas em momentos de crise. Casos de incêndio, por exemplo, costumam ter desdobramento variável, mais ou menos grave, de acordo com as medidas adotadas por quem primeiro tem contato com o evento. Muitas vezes o policial é essa pessoa.

Ainda falando sobre incêndios, um modelo fundamental para entender esse tipo de acidente é o chamado “triângulo do fogo”, que ilustra os elementos constituintes do fogo:

Triângulo do Fogo

Confira o detalhamento de cada um desses elementos, de acordo com a Defesa Civil do Rio de Janeiro:

Combustível

É toda a matéria susceptível à combustão, existente na natureza nos estados sólido, liquido e gasoso. De maneira geral, todas as matérias são combustíveis a uma determinada temperatura, porém, para efeito prático, foi arbitrada a temperatura de 1000ºC como um marco divisível entre os materiais considerados combustíveis (entram em combustão a temperaturas iguais ou inferiores a 1000ºC) e os incombustíveis (entram em combustão a temperaturas superiores a 1000ºC).

Comburente

São todos os elementos químicos capazes de alimentar o processo de combustão, dentre os quais o oxigênio se destaca como o mais importante, por ser o comburente obtido de forma natural no ar atmosférico que respiramos, o qual é composto por 78% de nitrogênio, 21% de oxigênio e 1% de outros gases. Hoje em dia, já se conhecem outros elementos químicos que atuam como comburente, porém, só podem ser obtidos em laboratório. Para que haja uma combustão completa é necessário que a porcentagem de oxigênio esteja na faixa de 13% a 21%. Caso esta faixa esteja entre 4% e 13% a combustão será incompleta, ou ainda, não se processará, em porcentagens inferiores a 4%.

Calor

É a condição favorável que provoca a interação entre os dois reagentes, sendo este o elemento de maior importância no triângulo do fogo, uma vez que é responsável pelo início do processo de combustão, já que os dois outros reagentes, em condições naturais, encontram-se permanentemente associados.
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No próximo post do nosso Especial vamos falar sobre os métodos de extinção de incêndio, que estão diretamente relacionados com cada um desses elementos. Até lá!



5 vantagens no Estatuto Geral das Guardas Municipais

Guarda Municipal de João Pessoa

Guarda Municipal de João Pessoa. Foto: Prefeitura de João Pessoa

Como foi divulgado na semana passada aqui no Abordagem Policial, o Senado Federal aprovou o Estatuto Geral das Guardas Municipais, restando para que entre em vigor apenas a sanção da Presidenta da República. A lei torna as guardas municipais e/ou guardas civis metropolitanas polícias de fato e de direito, já que expande as competências em relação ao que estabelece a Constituição Federal. Embora deixe algumas questões não resolvidas – por tratar-de de uma reforma legislativa isolada de uma necessária mudança sistêmica – o Estatuto implementa algumas evoluções no conceito das Guardas Municipais. Cito cinco delas a seguir:

#1. Expansão dos efetivos de policiamento ostensivo

Na maioria das cidades brasileiras há uma carência flagrante no efetivo policial. Com a expansão das funções das guardas municipais o incremento no efetivo será imediato – em muitos municípios isso já ocorre. Será preciso ter cuidado com as rivalidades e disputas corporativas com as polícias militares, já que ambas praticamente terão a mesma missão, sem ter comando único para organizar o trabalho de maneira eficiente e sem ruídos.

#2. Carreira única

O Estatuto Geral das Guardas preveniu a divisão da carreira, vigente nas polícias civis (inclusive a Federal) e nas polícias militares brasileiras. Isso garante que não haja castas corporativas que rivalizam, poupando energia institucional para outras questões. Obviamente, nem todo mundo alcançará o topo da carreira, mas as chances são iguais para todos.

“As próprias guardas amargarão as dificuldades que as polícias militares já têm, como o ciclo incompleto de polícia”

#3. Ouvidoria externa

Por sua natureza social, pelos bens jurídicos que é responsável e pela importância da função pública exercida pelas polícias é fundamental que haja o máximo de clareza e lisura na fiscalização dos seus profissionais. O controle externo previne o discurso de comprometimento dos meios de correção interna. Também evita que policiais que se relacionem diariamente com colegas suspeitos sejam responsáveis por apurar as faltas desses últimos – preservando a lisura do processo e o risco de ameaças e retaliações.

#4. Não sujeição ao regulamento das Forças Armadas

Polícia é polícia. Exército é Exército. Normas que são úteis para a realidade das Forças Armadas dificilmente se encaixam com as necessidades das polícias – e vice-versa. Em tempos de paz, a missão das polícias é bem mais complexa e dinâmica do que a missão das Forças Armadas. Não atuamos aquartelados e precisamos de sensibilidade e capacidades de mediação que vão além do “sim senhor” e “não senhor”.

#5. Princípios de atuação

Chama a atenção os princípios definidos para a atuação das Guardas Municipais, principalmente o primeiro deles: “Proteção dos Direitos Humanos Fundamentais, do exercício da cidadania e das liberdades públicas”. Desconsiderando o chavão ignorante que afirma que “Direitos Humanos é coisa de bandido”, o Estatuto subordina simbolicamente a atuação das GMs ao princípio que deve nortear qualquer organização e servidor público que lide com direitos. Embora não seja tudo, é um bom sinal.

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Como disse acima, a Lei “saiu” sem a devida reforma no sistema de segurança pública – que vai muito além do que as Guardas Municipais podem fazer. As próprias guardas amargarão as dificuldades que as polícias militares já têm, como o ciclo incompleto de polícia. Apesar da insuficiência da estrutura geral do sistema de segurança pública brasileiro, há vantagens no que propõe o Estatuto Geral das Guardas Municipais.



Soldado BM é demitido por crítica no Facebook

Bombeiro Militar do Espírito Santo é demitido por se expressar.

Há alguns anos que milito em prol da liberdade de expressão dos policiais e bombeiros militares. Não bastasse o Código Penal Militar que submete os PMs e BMs à condição de semicidadãos, as legislações administrativas das polícias e bombeiros muitas vezes são utilizadas para retaliar aquele que se expressa – é claro, em discordância a decisões e práticas institucionais. É o que mostra uma postagem do blog do Almança, divulgando um caso absurdo e desmotivador, onde um soldado do Bombeiro Militar do Espírito Santo foi demitido por criticar superiores no Facebook.

Abaixo, a publicação que o soldado BM teria feito em seu perfil do Facebook:

Soldado BM critica superiores

Crítica do Soldado BM a superiores. Imagem: Blog do Almança

Também segundo o Blog do Almança, segue a decisão do comando do Bombeiro Militar do Espírito Santo:

Punição Bombeiro Militar do Espírito Santo

Publicação que decidiu pela punição do Bombeiro Militar. Imagem: Blog do Almança

O próprio bombeiro reconheceu posteriormente que foi “movido pela emoção” e que acabou “por fazer uma publicação cujas palavras foram um tanto quanto exageradas”. Mas não foi suficiente: ainda hoje o ex-bombeiro continua excluído por “autorizar, promover ou tomar parte em qualquer manifestação coletiva, de caráter reivindicatório, de crítica ou de apoio a ato de superior, exceto nas demonstrações de boa e sã camaradagem” (risível!).

Casos assim precisam acabar. Organizações e militantes de Direitos Humanos precisam se ocupar com esse tema. Os Direitos e Garantias Fundamentais da Constituição devem valer também para os policiais e bombeiros militares.

Entenda todo o caso no blog do Almança.



Quanto ganham os delegados brasileiros

A Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (ADPESP) fez um interessante levantamento sobre os vencimentos dos delegados brasileiros. Segundo a tabela (atualizada) o estado do Amazonas é o que mais paga a seus delegados, enquanto o estado de São Paulo é o que possui o menor vencimento:

Vencimento dos Delegados da Polícia Civil

Fonte: ADPESP

OBS: Provavelmente especificações e ressalvas surgirão, em virtude do modelo remuneratório peculiar de cada estado da Federação. Pedimos que tais esclarecimentos sejam feitos nos comentários.



Tirinha Policial (105)

A filosofia do "feijão com arroz". Do http://ryotiras.com/

A filosofia do “feijão com arroz”. Do ryotiras.com

*Tirinha Policial é uma série de posts publicados no blog Abordagem Policial, com tirinhas ou charges que se relacionam direta ou indiretamente com o contexto da segurança públicameu ip.



Uma Polícia (105)

Guarda Municipal de Porto Alegre

Foto: Renato Araújo/Divulgação PMPA

A seção “Uma Polícia” traz fotos e vídeos que apresentem ao leitor do Abordagem Policial imagens de polícias em todo o mundo.



Marco Prisco volta a se manifestar publicamente

Líder das duas últimas greves da Polícia Militar da Bahia, e um dos mais notórios líderes da categoria policial-militar no Brasil, o vereador Marco Prisco (soldado demitido da PMBA) voltou a se manifestar publicamente, após ter sido preso pela Justiça Federal visando a “manutenção da Ordem Pública”. Para a Justiça, a possibilidade de Prisco articular novas greves no período da Copa do Mundo justificou a prisão do edil em presídio de Segurança Máxima. Confira a entrevista de Prisco, que é candidato a Deputado Estadual na Bahia, ao site Varela Notícias:

entrevista prisco

 



Senado aprova transformação das Guardas Municipais em Polícias

Guarda Municipal de Curitiba atuando. Foto: Luiz Costa/SMCS

Guarda Municipal de Curitiba atuando. Foto: Luiz Costa/SMCS

A reivindicação da massa de Guardas Municipais brasileiros está prestes a sair do papel: a transformações das corporações em polícias, através da regulamentação do artigo 144, §8º da Constituição Federal. Para que a medida passe a vigorar, basta que a Presidenta Dilma Rousseff sancione o “Estatuto Geral das Guardas Municipais”, aprovado pelo Senado.

Para os interessados na discussão sobre o modelo do sistema de segurança pública no país, o Estatuto traz mudanças de primeira ordem. Confiram as principais novidades:

Novas Competências das Guardas Municipais

Art. 5º.

V – colaborar com a pacificação de conflitos que seus integrantes presenciarem, atentando para o respeito aos direitos fundamentais das pessoas;

XVI – desenvolver ações de prevenção primária à violência, isoladamente ou em conjunto com os demais órgãos da própria municipalidade, de outros Municípios ou das esferas estadual e federal;

XVII – auxiliar na segurança de grandes eventos e na proteção de autoridades e dignatários; e

Carreira

Art. 9°. A guarda municipal é formada por servidores públicos integrantes de Carreira Única e plano de cargos e salários, conforme disposto em lei municipal.

Art. 15. Os cargos em comissão das guardas municipais deverão ser providos por membros efetivos do quadro de Carreira do órgão ou entidade.

1° Nos primeiros 4 (quatro) anos de funcionamento, a guarda municipal poderá ser dirigida por profissional estranho a seus quadros, preferencialmente com experiência ou formação na área de segurança ou defesa social, atendidas as demais disposições do caput.

2° Para ocupação dos cargos em todos os níveis da Carreira da Guarda Municipal, deverá ser observado o percentual mínimo para o sexo feminino, definido em lei municipal.

3° Deverá ser garantida a progressão funcional da Carreira em todos os níveis.

Art. 19. A estrutura hierárquica da guarda municipal não pode utilizar denominação idêntica à das forças militares, quanto aos postos e graduações, títulos, uniformes, distintivos e condecorações.

Porte de Arma

Art. 16. Aos guardas municipais é autorizado o porte de arma de fogo, conforme previsto em lei.

Parágrafo único. Suspende-se o direito ao porte de arma de fogo em razão de restrição médica, decisão judicial ou justificativa da adoção da medida pelo respectivo dirigente.

Controle

Art. 13.

II – controle externo, exercido por ouvidoria, independente em relação ã direção da respectiva guarda, qualquer que seja o número de servidores da guarda municipal, para receber, examinar e encaminhar reclamações, sugestões, elogios e denúncias acerca da conduta de seus dirigentes e integrantes e das atividades do órgão, propor soluções, oferecer recomendações e informar os resultados aos interessados, garantindo-lhes orientação, informação e resposta.

1° O Poder Executivo municipal poderá criar órgão colegiado para exercer o controle social das atividades de segurança do Nmnicípio, analisar a alocação e aplicação dos recursos públicos, monitorar os objetivos e metas da política municipal de segurança e, posteriormente, a adequação e eventual necessidade de adaptação das medidas adotadas face aos resultados obtidos.

2° Os corregedores e ouvidores terão mandato cuja perda será decidida pela maioria absoluta da Câmara Municipal, fundada em razão relevante e específica prevista em lei municipal.

 

Art. 14.

Parágrafo único. As guardas municipais não podem ficar sujeitas a regulamentos disciplinares de natureza militar.

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Para ter acesso ao estatuto na íntegra, clique aqui. Nos próximos dias comentaremos cada aspecto das medidas presentes no Estatuto Geral das Guardas. Fique atento!

 



Homem lança “faca” contra policiais, que reagem atirando

Polônia: um homem de 48 anos fugiu de um hospital psiquiátrico e armou-se com artefatos cortantantes. Quando policiais tentaram capturá-lo o sujeito começou a lançar as “facas”, afirmando que iria matá-los. Os policiais reagiram atirando mesmo depois que o suspeito correu e ficou de costas. O homem morreu. Vale a pena discutir o conceito de legítima defesa nessa trágica ocorrência:

Polish police shoot mentaly ill man in Gorzów Wielkopolski 14 07 2014

 



Presa usa algemas para atacar policial em delegacia

O vídeo a seguir mostra cenas de uma delegacia em Palm Bay, na Flórida (EUA), onde uma mulher algemada é “esquecida” pela policial, que sofre um ataque pelas costas. Uma boa demonstração do quanto é importante manter a postura de segurança visando preservar a integridade dos policiais, do preso e de quem estiver no cenário da ocorrência:

Woman Chokes Police Officer In Booking Room

Via Space Coast Daily

 



Abuso da força policial é, também, ingenuidade

PMERJ atuando em protesto no Rio de Janeiro: PMs foram presos por abuso de força. Foto: Agência Brasil

PMERJ atuando em protesto no Rio de Janeiro: PMs foram presos por abuso de força. Foto: Agência Brasil

Parte da população brasileira tem ido às ruas nos últimos meses para protestar manifestando indignação e descontentamento com o estado de coisas no país. Ao adotar equivocadamente táticas violentas para expressar esse descontentamento, alguns dos manifestantes alimentaram um ciclo de violência que tem o abuso da força policial como componente.  Nesse ciclo, só se vê dedos apontados: policiais acusam violência nos manifestantes e manifestantes acusam violência nos policiais. Virou algo como briga de torcida organizada, e o ciclo se mantém, explosivo e tenso.

Os policiais precisam assumir sua parte na condição de agentes do Estado. Somos responsáveis por garantir segurança, evitar a violência, mediar conflitos. Não podemos ter como referência de comportamento ações não profissionais e ilegais. Devemos praticar a superioridade própria do profissionalismo, que não se confunde com arrogância, mas garante que não sejamos atingidos por motivos e sentimentos comuns a quem não está preparado para os desafios do nosso ofício. É inaceitável que um policial diga: “se um manifestante pode ser violento e agressivo, por que eu não posso ser?”. Porque somos agentes do Estado. Profissionais!

É inaceitável que um policial diga: “se um manifestante pode ser violento e agressivo, por que eu não posso ser?”. Porque somos agentes do Estado. Profissionais!

Mas isso não legitima a violência praticada por qualquer manifestante. Pelo contrário: dá instrumentos emocionais essenciais para que possamos lidar com esse tipo de conduta, prevenindo e reprimindo qualificadamente.

Não há dúvidas que boa parte dos governantes tenta garantir, custe o que custar, a manutenção do poder independentemente do respeito a direitos e liberdades, e tentam manipular a forma de atuar das polícias para executar esse objetivo. Objetivos alcançados, se cair bem frente ao desgaste midiático, o poder de ocasião pune severamente os policiais pelos atos cometidos. A notícia a seguir ilustra bem o quanto foi trágico para os policiais militares que se travestiram de carrascos do poder recentemente:

PM determina prisão administrativa de quatro policiais acusados de agredir e até roubar manifestantes no último domingo

O Comando da Polícia Militar determinou, nesta terça-feira, a prisão administrativa de quatro policiais que atuaram na manifestação do último domingo, na Praça Saens Pena, na Tijuca, Zona Norte do Rio. A corporação informou ainda que três Inquéritos Policiais Militares (IPMs) foram abertos para apurar a conduta dos agentes. Durante o protesto, um cinegrafista canadaense foi agredido e uma mulher levou dois pontapés de um PM, em cena registrada por cinegrafistas amadores, além de outras denúncias de excessos.

Ainda segundo o Comando da PM, os quatro policiais já receberam determinação para se apresentarem ao Batalhão de Policiamento de Grandes Eventos, onde permanecerão presos por ordem do comandante da unidade. São eles: o soldado Carlos Henrique Ferreira, acusado da agressão ao cinegrafista canadense Jason Ohara; o soldado Cristiano Ximenes, suspeito de ter roubado a câmera do jornalista estrangeiro; o soldado Jair Portilho Júnior, acusado de agredir um fotógrafo; e o soldado Rogério Costa de Oliveira, que aparece no vídeo chutando a jovem.

Também foi aberta uma sindicância na Corregedoria para apurar a denúncia de que um policial teria assediado uma manifestante. Em cenas que também foram filmadas por cinegrafistas amadores, uma mulher, depois de queixar-se de ter sido agredida, ouve um PM ironizar: “Machucou? Machucou?” O agente ainda diz, em seguida: “Senti química e não foi gás lacrimogêneo. Foi admiração”.

Fonte: EXTRA

Veja os vídeos a que se referem a matéria:

RIO: PM AGRIDE MULHER DURANTE PROTESTO

Flagrante de cineasta canadense sendo espancado e roubado por PMs no Rio

Além de desumanidade, falta de profissionalismo e ineficiência, abusar da força é ingenuidade.



O que os candidatos ao Governo do Rio falam sobre Segurança

O jornal O Globo fez uma série interessante de vídeos onde cada candidato ao Governo do Rio de Janeiro discorre cerca de um minuto sobre suas ideias a respeito da política de segurança pública nos estados. Clique na foto dos candidatos para assistir o vídeo n’O Globo:

 

Luiz Fernando Pezão (PMDB)

Luiz Fernando Pezão (PMDB)

 

 

Lindberg Farias (PT)

Lindberg Farias (PT)

 

Marcelo Crivella (PRB)

Marcelo Crivella (PRB)

 

Tarcísio Motta (PSOL)

Tarcísio Motta (PSOL)

 

Anthony Garotinho (PR)

Anthony Garotinho (PR)

 



O Funk da Sentinela

O vídeo é antigo, mas vale a pena rever para iniciar o dia com bom humor. Qualquer policial militar vai se identificar:

Soldado do Exército – Funk do sentinela… Mandou bem o muleke!!!

:)



Equipamento: quais as reclamações dos policiais dos EUA?

Policiais de Nova York

Policiais de Nova York: viaturas e comunicação são as maiores reclamações dos policiais dos EUA. Foto: NYPD

Acostumados com as necessidades logísticas que a maioria das polícias e guardas brasileiras sofrem, os policiais brasileiros geralmente imaginam um cenário ideal em países mais desenvolvidos, como os Estados Unidos. Mas isso não é necessariamente verdadeiro, como mostra uma pesquisa feita por um site norte americano com conteúdo voltado para policiais.

Segundo a publicação, há, no mesmo país, casos de polícias onde os equipamentos de proteção individual são usados em revezamento por mais de um policial enquanto há corporações com viaturas que custam centenas de milhares de dólares. Para ter uma noção do que mais incomoda os policiais norte americanos, o site fez uma pesquisa com seus leitores policiais, chegando ao seguinte resultado:

As reclamações dos policiais norte americanos

Fonte: PoliceOne

E no Brasil, qual deve ser a maior reclamação dos guardas e policiais?



Bancos no interior: um convite ao crime!

Assalto a banco no interior do Piauí

Assalto a banco no interior do Piauí

Cientes das limitações a que são submetidos os policiais civis e militares, comerciantes da zona rural costumam evitar crimes contra os seus estabelecimentos colocando grades e portões de ferro nas portas e janelas. É assim o cenário de lojas e armazéns nas cidades interioranas, com um reforço crescente conforme a grandeza da firma. Mas justamente o prédio que acumula o maior volume de dinheiro costuma se mostrar vulnerável a ações delituosas. Quem é ele?

O banco! As agências bancárias se inserem nas praças como se viessem de uma realidade muito distante. Enquanto todos se resguardam da cobiça, a frente do banco costuma ser um grande vitral, uma vitrine convidativa, que atrai investidas criminosas pela facilidade que representa. Nada de grades, trancas, portões rígidos ou paredes reforçadas – vidros tão frágeis, que podem ser quebrados com um simples chute, dão acesso aos terminais de auto-atendimento.

“Falta encarar a realidade e deixar de oferecer facilidades ao crime, que dificilmente se interessa por investidas cheias de complicações”

Nos caixas eletrônicos ficam guardadas quantias superiores à casa da centena de milhar. Nos pequenos municípios, seu funcionamento é interrompido no intervalo entre 22 e 06h. Até trancam uma porta, a qual, de tão sensível, pode ser violada mesmo por crianças travessas. Parece impossível, para a logística, esvaziar os caixas ao final do expediente, o que possivelmente seria eficaz, afinal, não se vêem explosões que dêem acesso ao cofre principal da agência.

Deste modo, fica subentendido que há uma preocupação com a aparência em detrimento da segurança, e quem paga o preço são os policiais, que se vêem obrigados a enfrentar quadrilhas com crescente poderio bélico. Se falta sensibilidade aos magnatas banqueiros para rever essa questão, que surja dos políticos uma iniciativa tornando obrigatória a instalação de mecanismos suficientes para dificultar em muito o acesso aos caixas durante a noite.

Saques e depósitos a altas horas já são evitados por pessoas em cidades grandes, e nas pequenas não há a menor necessidade, até por isso os terminais são desligados. Falta encarar a realidade e deixar de oferecer facilidades ao crime, que dificilmente se interessa por investidas cheias de complicações. Que se faça o teste em uma região específica, comparando com uma área equivalente – certeza de que a incidência será expressivamente reduzida, representando mais sossego para a população, e sobrevida aos agentes de segurança que são forçados a se expor por conta de uma vaidade estética irresponsável.