Vídeo: mulher presa e algemada “rouba” carro da polícia 
Vídeo: policiais militares salvam bebê engasgado 
Como evitar que seu filho seja vítima de violência 
"Matei mesmo. Ele disse que ia pegar meu irmão. Tirou onda... Matei." As palavras foram ditas por um suspeito de cometer homicídio, em uma ocorrência que participei há algum tempo, onde o jovem (uns 20 anos de idade) foi preso. Sob o frescor do ar-condicionado, rolando o dedo na timeline do Facebook no celular, o público médio lê a manchete da prisão de um homicida e manifesta expressões que vão da ojeriza à indignação. Faz sentido: um ato ilegal, desumano, inconsequente. Entretanto, para além da comodidade do julgamento, há uma reflexão necessária e essencial sobre fatos dessa natureza, que espelha a origem de muitas das violências que vivenciamos já quase como autômatos. Antes de chegarmos ao ponto, há um dado elementar a se considerar: 93,9% dos encarcerados e 93,8% dos assassinados no Brasil são homens, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O que há de errado com os homens? Talvez você ache absurdo que um jovem mate outro porque este último "tirou onda" com ele. Eu acho. Mas o que possibilita esse tipo de ato? O fato é que nós, homens, somos péssimos em resolução de conflitos. Desde muito novos aprendemos a lidar com os desacordos naturais da convivência com grosseria, arrogância e força bruta. Somos socialmente treinados para o embate, e a manifestação afetiva desde cedo é associada à negação da masculinidade. "A forma de resolução de conflitos praticada por nós, homens, é certamente uma das fontes que faz brotar sangue em nossa sociedade" Obviamente, essa generalização não dá conta das diversas formações, culturas e variações, mas expressa algo que, de maneira geral, é preocupante. Mesmo não sendo a única explicação para a violência que nos assombra, a forma de resolução de conflitos praticada por nós, homens, é certamente uma das fontes que faz brotar sangue em nossa sociedade. Os ciclos de violência e vingança No livro "O Poder das Conexões", Nicholas Christakis, estudioso de redes sociais, mostra como ciclos de violência são "virais": "Atos de agressão costumam se difundir externamente a partir de um ponto inicial - como uma briga em um bar que começa quando um homem tenta dar um soco em outro que se esquiva, resultando em um terceiro homem sendo atingido e, rapidamente (naquilo que se tornou clichê precisamente porque evoca noções arraigadas da agressão desencadeada), golpes são dados em todas as direções. Às vezes essas epidemias de violência, seja em aldeias do Mediterrâneo, seja em gangues urbanas, podem persistir por décadas". Christakis é certeiro quando aponta que, em 2002, 75% dos homicídios cometidos nos Estados Unidos envolvem pessoas que se conheciam, e arremata: "Se quiser saber quem poderia tirar sua vida, olhe as pessoas em volta de você". O que tudo isso tem a ver com a forma que os homens lidam com seus conflitos interpessoais? Basta analisar quem são os brigões em festas e baladas, quem costuma discutir por pequenas questões no trânsito ou mesmo quem jura querer esganar o vizinho porque o incomodou de algum modo. São nesses pequenos conflitos cotidianos que treinamos a capacidade de tolerância e perdão, ingredientes necessários para interromper ciclos de violência. O que seu filho tem a ver com isso?   Ensinar os meninos a perdoar, tolerar e desistir de brigas pode poupar muitas vidas. Como mostra Christakis, a tendência natural é que a violência se propague com muita rapidez e facilidade, e podemos dizer que o fio condutor da brutalidade é a formação revanchista que os homens têm em nossa sociedade. Quando um sujeito  abandona o ciclo de represálias, a propagação da violência é quebrada, e os efeitos (que fatalmente atingiriam esse mesmo sujeito) são suspensos. Parece simples, mas é desafiador. Nosso modelo de masculinidade está arraigado há séculos. O filme canadense "Eu um Mundo Melhor", vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro em 2011, mostra bem o desafio de superar a masculinidade revanchista e agressiva, ao contar a história de um pai que tenta dar exemplos de tolerância aos seus filhos, mesmo quando é agredido ou presencia violências e injustiças. Concluindo... Perdoar, ser tolerante e abandonar embates com potencial violento não é ser frouxo ou covarde. Ao ensinar isso aos nossos meninos, garantimos que eles não façam parte de ciclos de violência que lhes atinjam mesmo quando atacam com a intenção de se proteger. Como bem diz Marcelo Camelo na canção "O Vencedor": "Eu que já não quero mais ser um vencedor/Levo a vida devagar pra não faltar amor".
PM sozinho e fardado se depara com assaltantes de caixa eletrônico 
Policial faz sucesso após vídeo dublando e dançando Taylor Swift 
  Nas sociedades capitalistas é comum que o valor de um indivíduo seja aferido através do seu poder de compra, e isso tem muito a ver com seus rendimentos - a quantidade de dinheiro que ele consegue adquirir em determinado espaço de tempo. Não é à toa que, falando de valorização dos policiais brasileiros, sempre se remete à questão salarial como um problema sério, pois além de garantir elementos essenciais para a sobrevivência, "ganhar bem" concede ao profissional um posicionamento social de relevância. Mas se por um lado há corporações policiais no Brasil que podem reclamar bastante dos seus vencimentos, relativamente inadequados para a função exercida, por outro, há uma supervalorização do papel que o incremento salarial possui na construção de policiais e instituições valorizadas. Neste artigo vou tratar de sete elementos que são muito importantes para a construção de polícias mais dignas e valorizadas, e que, se esquecidos, podem tornar uma corporação tão ou mais inviável do que um contexto de baixos salários. #1. Ambiente ético-disciplinar Por ser uma instituição responsável pela aplicação da lei, qualquer polícia corre grande risco de minar suas estruturas internas quando deixa de punir desvios de conduta, principalmente nos altos escalões, responsáveis pela liderança e gestão corporativa. No trato diário com o cidadão, o abuso e a corrupção desgastam a relação com a comunidade, gerando desconfiança, trauma e desrespeito. Para o policial não envolvido, conviver com esse tipo de prática gera vergonha e destrói o orgulho pela profissão. Por isso, para preservar as instituições policiais, o serviço policial e os policiais individualmente é preciso prevenir e reprimir distorções ético-disciplinares, principalmente as que estejam instauradas culturalmente. #2. Doses de valorização Digamos que um soldado de uma polícia militar em início de carreira tenha vencimentos iniciais de R$8.000 mil reais. Parece ótimo, não é? Mas considere o mesmo soldado ganhando os mesmos R$8.000 mil reais após 30 anos de serviço (corrigida apenas a inflação). Provavelmente ele estará desmotivado e insatisfeito no final da carreira. "É preciso que as polícias tenham planejamentos racionais postos em prática nas carreiras de seus policiais" É preciso que as polícias tenham planejamentos racionais postos em prática nas carreiras de seus policiais. É fundamental que as promoções ocorram com regularidade, que haja adendos remuneratórios que reconheçam boas práticas (como a capacitação por conta própria). Mas não é só dinheiro. Existem diversas formas de reforço positivo que nada custam financeiramente, mas que enaltecem o ânimo dos profissionais. Exemplos: elogios, medalhas, láureas, homenagens etc. Todos eles concedidos a partir de critérios objetivos, éticos e justificáveis. #3. Estabilidade política Quem tem como missão fazer com que a lei seja cumprida não pode estar vulnerável aos ventos políticos de ocasião. Os policiais precisam ter a segurança de que, ao cumprir seu papel, não serão retaliados e castigados. Um exemplo: todo e qualquer indivíduo deve ter a garantia de manter-se estável em seu local de trabalho, próximo de sua família, não sendo transferido, salvo em caso de escolha que o beneficie (no início da carreira é impossível satisfazer a todos, mas nesse caso os critérios são estabelecidos logo ao ingressar na polícia). São necessários elementos que blindem as polícias de intervenções que ferem a integridade institucional, e desencorajam os policiais de cumprirem seus papéis. #4. Efetividade na atuação Existem dois principais motivos para os policiais brasileiros sentirem que seus esforços contra a violência não estão tendo resultado: a política de drogas vigente e a quebra do ciclo policial. Na política de drogas a quantidade de apreensões aumenta na mesma proporção em que aumenta a quantidade de usuários e de presos que atuam no varejo do tráfico. Em vez de adotar medidas de controle e redução de danos (como ocorre com o tabaco no Brasil) as polícias são colocadas na condição irracional de quem deve reverter uma lei consagrada da economia, segundo a qual "quando há demanda, há oferta". Já a quebra do ciclo policial torna as polícias estaduais rivais em uma dispendiosa disputa por espaço institucional e informações sobre a atuação criminosa. As polícias militares ficam órfãs das ocorrências que deram início e as polícias civis pegam "o bonde andando" do que é apresentado pelas polícias militares. Rever essas estruturas e conceitos, fazendo os policiais sentirem os resultados de suas ações, é urgente. #5. Envolvimento comunitário Quanto mais envolvido com a comunidade, assumindo a condição de liderança comunitária, sendo reconhecido pela população que protege, mais o policial se sente orgulhoso e motivado. Ao mediar conflitos e desenvolver atividades de prevenção à violência em uma comunidade, o policial passa a ser uma referência, e é naturalmente destacado por isso. "Quanto mais envolvido com a comunidade, sendo reconhecido pela população que protege, mais o policial se sente orgulhoso e motivado" Uma boa forma de aferir esse tipo de valor é comparando policiais que atuam em cidades de pequeno porte com policiais que atuam em grandes centros urbanos. Em virtude das relações mais superficiais, das características geográficas e culturais das grandes cidades, é mais desafiador que os policiais se mantenham próximos das comunidades, algo que ocorre com muita facilidade em pequenos municípios. Algumas iniciativas Brasil afora já mostram que é possível inserir os policiais em uma relação produtiva com os cidadãos não-policiais mesmo em grandes cidades. Ganha a sociedade e os próprios policiais, que passam a ser notórios colaboradores.  #6. Estruturas físicas e logísticas É destruidor para qualquer profissional atuar em um ambiente sujo, inóspito e decadente. Há delegacias e quartéis Brasil afora que não têm condições mínimas para que os policiais exerçam suas funções, e isso tem consequência direta na prestação de serviço e na motivação. Como conceber que policiais atuem em uma profissão que possui riscos inevitáveis e que essa exposição seja aprofundada pela falta de equipamentos de proteção individual, falta de meios de transporte (viaturas) adequados, instalações que geram estresse e desconforto etc? Do alimento durante o serviço ao tipo de armamento que o policial utiliza, as condições de trabalho devem ser prioridade para a dignidade na atuação das tropas. #7. Lideranças Há um provérbio chinês (atribuído a Lao-Tsé) que afirma que "Quando o líder efetivo dá o seu trabalho por terminado, as pessoas dizem que tudo aconteceu naturalmente". Não é exagero dizer que chefes mal preparados costumam aumentar os problemas a serem enfrentados pelos policiais, em vez de facilitar sua resolução. Quanto menos lideranças verdadeiras uma polícia tem, mais dificilmente o ambiente organizacional é saudável. Nesse sentido vale ler o pequeno texto abaixo, do empresário e palestrante Flávio Augusto, sobre as diferenças existentes entre chefes e líderes: Enquanto o chefe impõe, o líder conquista. Enquanto o chefe atrai puxa-sacos e interesseiros, o líder atrai seguidores voluntários. Enquanto o chefe é truculento, o líder surpreende pela paciência. Enquanto o chefe visa somente os números, o líder inspira aqueles que fazem os números parecerem pequenos. O chefe encerra o assunto. O líder argumenta com inteligência. O chefe segue a pauta da reunião. O líder é sensível para, se necessário, mudar o rumo do roteiro. O chefe empurra goela abaixo. O líder põe água na boca e sua ideia desce gostoso. O chefe não reconhece o valor de outros líderes. O líder é humilde pra aprender com quem provou seu valor com resultados. O chefe tem resultados limitados. O líder cresce sem limites em tudo que coloca suas mãos. Não tem um líder? Seja você este líder. Concluindo... Parece óbvio que, apesar de ter sua importância, a questão salarial não é a única que impacta diretamente na autoestima dos policiais e na valorização das polícias. Corporações que cuidam dos 7 fatores acima tendem a ser mais respeitadas, admiradas e valorizadas, gerando, inclusive, maior reconhecimento pecuniário como consequência. Cada policial pode contribuir um pouco com todos esses elementos.
Saudações a todos e todas que acompanham o Abordagem Policial! Após um 2014 de muitas realizações, e um breve período de férias, retornamos com um blog renovado, com muitas potencialidades, com um identidade visual mais agradável e funcional. Mas não é só isso. O Abordagem Policial passou por uma reestruturação editorial, e agora vamos expandir a gama de assuntos que abordaremos, sempre com a perspectiva de integrar os múltiplos atores interessados em segurança pública e polícia: policiais, acadêmicos, profissionais de justiça criminal ou mesmo o cidadão curioso pelo tema. Na nova versão do blog os seguintes temas terão prioridade: Boas práticas Pretendemos destacar iniciativas positivas realizadas por polícias e policiais em todo o mundo, mas com foco no Brasil. Nosso interesse é enaltecer os profissionais que estão fazendo a diferença em suas áreas de atuação. Além de fortalecer a autoestima dos policiais a ideia é mostrar que é possível atuar com criatividade, ética e profissionalismo contra a violência que assola o país. Conhecimento sobre as polícias Assim como já fizemos algumas vezes, vamos publicar artigos mostrando as realidades vividas por polícias nacionais e internacionais. Entendemos que é importante conhecer o funcionamento, a estrutura e a forma de trabalhar das diversas corporações. O que é feito em outros países ou em outra região do Brasil pode ser modelo para a corporação do seu estado (ou município). Vídeos de ações policiais Continuaremos publicando vídeos de ações policiais no Brasil e no exterior, para que sirvam de estudo de caso para os policiais que acompanham o blog. Os comentários dos diversos policiais, e dos demais leitores, podem servir para esclarecer qual a melhor forma de atuar em situações de risco, e evitar complicações nas ocorrências. Discussões sobre fatos do cotidiano Mesmo que não tenhamos a pretensão de escrever sobre tudo que acontece no país sobre polícia e segurança pública, iremos discutir alguns fatos de grande repercussão que precise de uma visão mais aprofundada, e que provoque a reflexão e participação dos nossos diversos leitores. Artigos de Opinião O Abordagem Policial continuará aberto aos policiais (e não policiais) que queiram manifestar sua opinião sobre os diversos assuntos na área de segurança pública e polícia. Nesse sentido, entendemos que garantir a liberdade de expressão de policiais é fundamental para construir polícias melhores, e uma sociedade menos violenta. Técnica e Tática Uma das áreas que pretendemos nos aprofundar no novo blog é a discussão técnico-policial. Seja no que se refere à técnica jurídica, seja no que se refere à análise de equipamentos e posturas operacionais adequadas. Obviamente, para isso contaremos com especialistas nesses assuntos. *** Torcemos para que vocês, leitores e leitoras, gostem do nosso novo espaço, e façam bom uso dos recursos que ele oferece. Após mais de 16 milhões de visitas em nosso blog, queremos continuar crescendo e possibilitando crescimento. Muito obrigado a todos que nos acompanharam até aqui. Sigamos em frente!
A Polícia Militar da Bahia comemorou recentemente (em outubro) a primeira aquisição de certificação ISO (sigla em inglês da "Organização Internacional para Padronização") por uma de suas unidades. A Companhia Independente de Policiamento Especializado da Mata Atlântica (CIPE-Mata Atlântica) abriu um paradigma de gestão com a medida, direcionada profissionalizar e padronizar suas ações, algo essencial para o desenvolvimento do serviço policial-militar. O Abordagem Policial entrevistou o comandante da CIPE-Mata Atlântica, Major PM França, que falou dos procedimentos adotados para conquistar a certificação, e sobre sua visão como gestor policial-militar: Abordagem Policial: Qual é a missão da CIPE-Mata Atlântica atualmente? Major França: Nossa missão consiste em realizar policiamento ostensivo especial, a exemplo de rádio-patrulhamento tático e ações de choque, nos vinte e um municípios do extremo sul da Bahia, em caráter ordinário ou extraordinário, dentro dos limites estabelecidos pela lei de organização básica da PMBA, Abordagem Policial: Qual a formação do senhor e como surgiu a iniciativa de conseguir uma certificação para os procedimentos da unidade? Major França: Minha formação é policial-militar, com especialização em segurança pública pela nossa Academia, também tenho outros cursos na área de policiamento e em paralelo sou bacharel em Direito. Sobre a iniciativa de certificar a CIPE-Mata Atlântica, ela surge da necessidade de aprimoramento da missão policia- militar, nos dois aspectos, tanto no resultado administrativo, quanto na essência de nossa tarefa, a prevenção ao crime, que chamamos de resultado operacional. Entendo que muitos setores da PM carecem de qualificação com foco em procedimentos e resultados. Isso envolve questões importantes, a exemplo dos erros praticados por nossos policiais durante o exercício da atividade de modo geral. Em tese, não temos nossos procedimentos bem definidos, assim, muitos fazem aquilo que entendem como certo, expondo sua segurança, a da sociedade e a imagem da corporação perante a opinião pública. Abordagem Policial: Como funciona a certificação? Os critérios utilizados são adequados para procedimentos policiais-militares? Major França: A certificação é o resultado do cumprimento de uma série de condições previstas na Norma ISO 9001. É essencial dizer que nós mesmos estabelecemos o que será verificado. A certificação, no nosso caso, a grosso modo, é o cumprimento de regras pré-estabelecidas pelo conjunto da própria administração policial, seguindo a forma e os mecanismos de controle ISO para chegar a um resultado de excelência na prestação do serviço. Todos esses procedimentos são descritos em manual, cujo principal objetivo é registrar a maneira como cada ação será desenvolvida. O segundo ponto de observação consiste na continuidade dos processos e seu aperfeiçoamento continuo, isso evita que medidas sem critérios técnicos sejam impostas ao humor de quem administra, fato que em vários momentos tem levado à ineficiência e à ineficácia dos serviços públicos. Abordagem Policial: Qual a importância dos conceitos e práticas da Administração (enquanto campo de saber) no desenvolvimento do ofício policial-militar? Major França: O ISO não é exclusivo da ciência da administração, quando me refiro a ela falo da gestão pública de modo geral. A norma de qualidade se aplica a variados conceitos de atividade. Isso é importante no ponto que afasta a idéia de não se poder qualificar com excelência o serviço operacional da PM. Com relação aos conceitos da administração esses devem ser seguidos com naturalidade. Gestar é por em prática os conceitos teóricos da ciência administrativa. No nosso caso preferimos atentar primordialmente a indicadores de resultado, definição de protocolos e uma distribuição de responsabilidades com base em habilidades e competências. Abordagem Policial: Muitas polícias militares estão inserindo como exigência para ingresso em seus Cursos de Formação de Oficiais o curso superior em Direito. Em termos de excelência na gestão não seria mais adequada a graduação em Administração? Major França: Como disse, e provamos com a certificação, o resultado de excelência da prestação do serviço não está diretamente vinculado à ciência da Administração. Quanto ao debate de ingresso na carreira policial entre Direito e Administração, com relação à melhoria da nossa atividade, na minha visão, é inócuo do ponto de vista do resultado que pretendemos. Devemos encontrar um currículo que seja adequado ao que nos propomos, neste caso, devemos adaptar a formação militar aos conceitos de policiamento ostensivo com ênfase na prevenção criminal. E isso independente de uma formação transversal específica em Direto ou Administração. Abordagem Policial: Quais os próximos passos que a CIPE-Mata Atlântica pretende dar na área? Major França: Nossa proposta agora será aprimorar as ações policias com ênfase na melhoria dos resultados operacionais. Devemos focar na prevenção, isso para nós, como unidade especializada, será feito até mesmo por meio da repressão qualificada. A prevenção deve ser a essência de toda ação em busca da melhoria efetiva da segurança pública. Igualmente desejamos aprimorar as relações com a comunidade sem perder o conceito de força a serviço do Direito. Fazendo ela perceber a importância do policiamento especial e a maneira como atua, pois em muitos casos esse policiamento tem a conotação de prática de abuso contra direitos e garantias individuais.