Os problemas com as armas Taurus 
Mulheres com medidas protetivas poderão acionar botão para chamar a polícia em Pernambuco 
Jovens são presos por desacato após comentar ações de policiais 
por Danillo Ferreira Foto: DivulgaçãoLi “Cabeça de Porco”, de MV Bill, Luiz Eduardo Soares e Celso Athayde. O livro traz relatos de entrevistas feitas pelos autores a pessoas envolvidas com o tráfico de drogas – principalmente de jovens que trabalham nesse setor obscuro da economia brasileira. Além disso, sendo certamente a parte mais importante do livro, o antropólogo e ex-Secretário de Segurança Pública Luiz Eduardo Soares aborda criticamente as causas que levam ao ingresso de tantos jovens nas hostes dos traficantes.A idéia central trazida pelos textos é a de que esses jovens, desprovidos de visibilidade social e afetiva, recorrem ao tráfico para tornarem-se pessoas com alguma significação. Além disso, os estigmas projetados pela sociedade não permitem que alguém com as características já tidas como a do criminoso (jovem, negro, pobre e favelado) torne-se alguém com alguma visibilidade social. Assim, Luiz Eduardo escreve:“Um jovem pobre e negro caminhando pelas ruas de uma grande cidade brasileira é um ser socialmente invisível. [...] No caso desse nosso personagem, a invisibilidade decorre principalmente do preconceito ou da indiferença. Uma das formas mais eficientes de tornar alguém invisível é projetar sobre ele ou ela um estigma, um preconceito. Quando o fazemos, anulamos a pessoa e só vemos o reflexo de nossa própria intolerância. Tudo aquilo que distingue a pessoa, tornando-a um indivíduo; tudo o que nela é singular, desaparece. O estigma dissolve a identidade do outro e a substitui pelo retrato estereotipado e a classificação que lhe impomos.”Trata-se de um livro indispensável para qualquer interessado em Segurança Pública - aos policiais principalmente. Ajuda a derrubar a idéia de que os jovens delinqüentes são “inimigos” da sociedade, e, por conseguinte, da polícia. Sim, são infratores da lei, trazendo incômodos e, por vezes, destruindo vidas alheias. Entretanto, sem a esperança da regeneração desses indivíduos, e sem impedirmos que, a cada dia mais, o número de jovens desviados aumente, é impossível pensarmos em paz e justiça social no Brasil. Diz-nos o autor:“Investiremos na competição com o tráfico, disputando menino a menino, menina a menina. Para nos credenciarmos a competir com chances de êxito, teremos de criar um pólo alternativo, uma fonte gravitacional alternativa, apta a oferecer pelo menos os mesmos benefícios que o tráfico proporciona (evidentemente, com sinal invertido, isto é, orientados para a paz): vantagens materiais e simbólico-afetivas.”Para começar, olhemos para dentro de nós, e percebamos como vemos essas pessoas. Depois, perguntemo-nos se será possível a mudança delas se nós já temos como certas suas degenerações.* * *Clique aqui para pesquisar o melhor preço de Cabeça de Porco.
É praxe nas instituições militares, sobretudo nas de formação de oficiais, a prática da meritocracia, onde a escolha do destino após a conclusão do curso se dá através da classificação obtida pelo somatório de notas. Procedimento justo e isento. Os mais bem colocados, diante da gama de opções, levam em consideração principalmente a localidade onde estejam suas famílias ou cidade-natal; a remuneração obtida naquela unidade, que pode ter diferença significativa de outras; a reputação da tropa que ali trabalha; o histórico dos índices de ocorrências na área, entre outros fatores. Esse sistema, aparentemente imparcial, acaba por, de certa forma, frustrar as expectativas que a corporação e o governo nutriram acerca daquele profissional. É comum que os primeiros colocados, tecnicamente os que mais souberam aproveitar o conteúdo do curso, optem por unidades onde as escalas de serviço sejam as mais folgadas, as funções sejam mais simples e o esforço bem reduzido. Cada escolha é pessoal, e, se legitimada, não há argumento para condená-la. A proposta é tão somente avaliar as conseqüências dessas opções, onde após todo um processo de capacitação em atividades operacionais, o policial envereda-se por ramos administrativos que fundamentalmente não têm como desfrutar dos conhecimentos atualizados que o militar traz da formatura. Especificamente na Bahia, o recente retorno do aspirantado interrompeu parte dessa cadeia, que, via de regra, não era seguida, mas era válida em diversos casos. Hoje quem conclui o curso de formação de oficiais só conta com opções de escolha na área operacional, tendo que ao menos cumprir certo tempo de estágio "na área", como modo de compensar o preparo que se espera ter sido fornecido em três anos de curso. Longe de criticar as aptidões pessoais ou as atividades desempenhadas por cada unidade, o objetivo aqui é avaliar o nexo lógico entre o que se esperava do oficial recém-formado e como ele correspondia pouco tempo depois. Apesar de grande parte das soluções para determinados problemas serem de escalões superiores, a esperança de que os primeiros colocados efetuem melhorias nas organizações onde forem servir é válida, sendo digno de devido reconhecimento aquele que pratique suas habilidades em prol do melhoramento, dentro da esfera ao seu alcance. Apesar de não ser a solução para todos os problemas, se os primeiros continuam a ir para as unidades onde o serviço é mais tranqüilo, e os últimos vão para os mais precários locais, haveria uma tendência de manutenção dos percalços. P.S: É sabido que a antiguidade oriunda da classificação não determina forçosamente quem será bom ou ruim no exercício de suas atividades, todavia, o valor quantitativo mais razoável para desenvolver uma reflexão parece ter sido este.
por Washington SoaresO Estado de Rondônia passou por relevantes momentos históricos até constituir-se como unidade da Federação, onde antes existia o Território Federal do Guaporé criado em 1943 e posteriormente passou a ser denominado Território Federal de Rondônia no ano de 1956, em homenagem ao sertanista Candido Rondon pioneiro na construção das linhas de correios e telégrafos na região, e só em 22 de dezembro de 1981 passou a ser denominado Estado de Rondônia. Criado do desmembramento de terras dos estados de Mato Grosso e Amazonas, terras estas fontes de disputas no séc. XVII pelas potências Portugal e Espanha em decorrência das jazidas de ouro encontradas na região, um dos fatos culminou na assinatura do tratado de Madri.No séc. XIX o denominado ciclo da borracha impulsionou a economia local atraindo povos de diversas partes do País, em sua maioria nordestinos, que foram chamados de soldados da borracha, importantes protagonistas neste momento, em que a região experimentou forte crescimento, além da construção de uma estrada de ferro (Madeira-Mamoré) oriunda do tratado de Petrópolis, para escoar a borracha entre Brasil e Bolívia.A região teve outros momentos de crescimento populacional nas décadas de 60 com a cassiterita, fonte do minério estanho, onde o Brasil, maior produtor mundial do minério, apresentava Rondônia respondendo por 70% da produção. Logo após são descobertas jazidas de ouro na região, o que colocou de novo a região em evidência, chamada por muitos de El dourado, onde só no ano de 1987 estimou-se a extração de mais de 8.000 toneladas de ouro, atraindo multidões em busca do enriquecimento fácil.Em meio a todos estes acontecimentos e ocupações predatórias, é criada a Polícia Militar, com integrantes da extinta Guarda Territorial, pela Lei Federal 6.270 de 26 de novembro de 1975 e regulamentada através do Dec. Federal nº 79.108 de 11 de Janeiro de 1977, ainda no Território Federal de Rondônia, e com a árdua missão de garantir a ordem, em meio ao ambiente de instabilidade gerada pela ocupação desenfreada da região. A Polícia Militar acompanhou esses momentos e não fraquejou em garantir a paz.Atualmente a Polícia Militar conta com um efetivo de cerca de cinco mil homens, sempre preocupada com a capacitação de seus integrantes e primando pela excelência na prestação de um serviço de qualidade, mantém o policiamento especializado nas áreas de fronteira, local crítico por se constituir ponto de ação de narcotraficantes, em que a missão é incansável além do policiamento ambiental importante devido às características do território, evitando a degradação das matas, tráfico de animais, a caça predatória dentre outras.Realiza o policiamento ostensivo com bicicletas, motocicletas, viaturas, além do policiamento de trânsito, a fim de trazer uma sensação de segurança à comunidade. Composta por indivíduos honestos, dedicados, amantes dos valores da vida militar, os policiais militares do Estado de Rondônia não medem esforços para construir, na medida de suas responsabilidades, uma sociedade mais justa e solidária.* * *Aproveitando a ocasião externo meus sinceros agradecimentos à briosa Polícia Militar do Estado da Bahia, em especial à Academia de Polícia Militar, pela recente homenagem prestada à PMRO, em que a bandeira do Estado de Rondônia foi hasteada junto às da Bahia e do Brasil. Foi lido um texto alusivo à PM co-irmã e a tropa desfilou em continência a maior autoridade presente e aos alunos oficiais daquele Estado em curso na Bahia, que assistiram do palanque de autoridades o desfile da Tropa da APM-BA.Fotos da solenidade:
por Marcelo LopesInfelizmente, este é um tema que há algum tempo venho sentindo a necessidade de escrever. Não são poucas as vezes em que vejo e ouço, inclusive nos meios de comunicação, uma tentativa, por vezes de forma velada, outras ostensivas, de diminuir ou até de negar a existência da figura do policial militar como autoridade policial. Com certeza tal raciocínio, desenvolvido por alguns, encontra respaldo no preconceito e no desconhecimento da doutrina jurídica concernente ao assunto. As autoridades policiais não se confundem, apenas têm competências distintas, e é isto que precisa ficar claro.Lato sensu, qualquer simples dicionário definirá autoridade como sendo o direito de se fazer obedecer. De maneira simples também eu poderia afirmar de modo cabal que qualquer servidor público, no uso de suas atribuições, são autoridades. No caso dos policiais militares, respeitando as limitações dos seus graus hierárquicos e as funções para as quais foram designados, não é diferente. Também são autoridades. Segundo a linha de raciocínio do renomado doutrinador Damásio E. de Jesus, que afirma:"Considerando que autoridade é qualquer agente público com poder legal para influir na vida de outrem, o qualificativo ‘policial’ serve para designar os agentes públicos encarregados do policiamento, seja preventivo, seja repressivo. Assim, podemos, lato sensu, conceituar autoridade policial como todo servidor público dotado do poder legal de submeter pessoas ao exercício da atividade de policiamento.".Contudo, poderíamos ainda estreitar mais esses conceitos. Por exemplo, a autoridade policial, constantemente citada no Código de Processo Penal, sem dúvida se refere ao delegado de polícia, que é autoridade judiciária. É quem preside o inquérito policial. Os agentes, naturalmente, não são autoridades policiais, e sim agentes da autoridade em voga. De maneira análoga, o policial militar é a autoridade policial responsável pela preservação e manutenção da ordem pública. Não existe conflito de autoridade, nem é razoável discutir a autoridade policial militar. O que existe, por força das leis de organização básica das diversas PM’s, é a previsão de garantir o poder de polícia aos diversos órgãos públicos, especialmente da área fazendária, sanitária, de proteção ambiental de uso e ocupação do solo, e nestes casos, agindo regularmente como agentes das autoridades constituídas. Por isso, é um contra senso falar, como tenho ouvido, que o policial militar tem autoridade de polícia, mas não é autoridade policial. Como pode uma instituição que tem a finalidade precípua de manutenir a ordem pública através de policiamento próprio fazer valer o poder de polícia de diversos outros órgãos, não sendo autoridade do seu mister? A autoridade do policial militar somente cessa quando se apresenta outra autoridade competente para que seja dado prosseguimento ao devido processo legal.Sob a ótica do desembargador Álvaro Lazzarini, não há que se estabelecer tal restrição à abrangência da conceituação. Entende o renomado jurista que:"... sem nenhuma dúvida podemos afirmar que, o policial militar é autoridade policial, porque, variando a sua posição conforme o grau hierárquico que ocupe e as funções que a ele sejam cometidas em razão de suas atribuições constitucionais (...) é o titular e portador dos direitos e deveres do Estado, não tendo personalidade, mas fazendo parte da pessoa jurídica do Estado.".E conclui:"Daí não mais poder aceitar-se afirmações de que policial militar não éautoridade policial. Ao contrário, (...) o policial militar é autoridade policial, ou seja, é autoridade administrativa policial, pois, como bem esclarece o douto Conselho de Redação da ‘Enciclopédia Saraiva do Direito’ (...), Autoridade Policial ‘indica a pessoa que ocupa cargo e exerce funções policiais, como agente do Poder Executivo’, tendo ‘tais agentes o poder de zelar pela ordem e segurança públicas, reprimir atentados à lei, ao direito, aos bons costumes...”.Concluo dizendo que a idéia aqui não é a de criar revanchismos, ou de alguma forma criar animosidades, mas colocar cada qual no seu lugar, do Soldado PM mais moderno ao Coronel PM mais antigo. Respeitados seus graus hierárquicos, são todos, frente a sociedade civil, ao Estado Democrático de Direito, com todos os respaldos legais e doutrinários cabíveis, autoridades policiais.Leia mais sobre o assunto nos livros: Lei dos juizados especiais criminais anotada - Damásio de Jesus e Lições de direito para as atividades policiais militares - Jorge César de Assis.
O uso de armas não-letais vem sendo alvo de discussões entre os especialistas em Segurança Pública no Brasil. Ano passado, por exemplo, houve o “I Seminário Internacional de Tecnologias Não-Letais”, que ocorreu em Brasília, organizado pela SENASP: “Entre os dispositivos não-letais utilizados no país [...] estão os sprays de pimenta, as balas de borracha, as bombas de gás lacrimogêneo e as pistolas elétricas. Mas existem tecnologias mais modernas [...]. No 1º Seminário Internacional de Tecnologias Não-Letais, foram mostradas granadas de luz (que geram uma luminosidade forte), uma pistola que emite microondas capazes de paralisar o motor de um carro e outra que lança uma rede com uma espécie de cola que imobiliza pessoas.” (Clique aqui e leia mais sobre o evento) Dentre esses dispositivos, tratarei aqui do conhecido como spray de pimenta, que tem como princípio ativo o óleo de pimenta, em geral da família Capsicum (pimenta vermelha, pimentão, "dedo de moça"), que contém a capsicina, um alcalóide lipófilo (solúvel em gordura). O óleo de pimenta natural atua com maior força sobre áreas sensíveis da pele, sendo particularmente doloroso em contato com as mucosas e os olhos. O efeito depende em grande parte da quantidade de gás pimenta que entre em contato com a vítima - podendo demorar, em seu efeito mais forte, em torno de trinta a quarenta e cinco minutos, com efeitos secundários ao longo de algumas horas que gradualmente se reduzem, como irritação contínua dos olhos e outros. Policiais paulistas utilizando spray de pimenta em operação de distúrbio civil. Sair da área infectada e do alcance do spray é a primeira grande sugestão para quem não quer sofrer seus efeitos. Dentro do que se conhece, não há neutralização imediata completa para o spray de pimenta - seus efeitos só podem ser minimizados. A água não neutraliza prontamente o efeito, pois, como já foi dito, a capsicina é liposolúvel (solúvel em óleos e gorduras) e dissolve rapidamente no óleo da pele, mas se separa da água. No Brasil, o spray de pimenta é um produto controlado pelo Exército, sendo considerado arma química de uso restrito - o que trás diversas implicações legais. Isso significa que “só pode ser utilizada pelas Forças Armadas, por algumas instituições de segurança, e por pessoas físicas e jurídicas habilitadas, devidamente autorizadas pelo Exército, de acordo com legislação específica”, como diz o Art. 2º, inciso XVIII, do R-105 (Regulamento Para a Fiscalização de Produtos Controlados). Em outros países, como alguns europeus e nos Estados Unidos, o spray de pimenta é utilizado mesmo por civis, como recurso de defesa pessoal. No Brasil, há quem utilize-o ilegalmente, como mostrou há algum tempo uma reportagem do Jornal do Brasil: “A administradora Fernanda Chaves, 23 anos, acabou vítima do spray de pimenta que usava no ônibus. Seguindo a orientação de seu pai, ela sempre levava o spray nas mãos, para reagir a qualquer investida de ladrões. Um dia, entretanto, distraiu-se e colocou o frasco no bolso traseiro da calça. Quando sentou, o spray estourou e queimou a perna. [...] ‘- Foi horrível. Além da dor, fiquei sufocada com o ar. Tive que descer do ônibus - lembra Fernanda, que ainda assim pensa em adquirir outro frasco, do mesmo que certo dia usou dentro de sala de aula para matar umas formigas.'” Como se vê, tal recurso, útil em diversas atuações policiais, pode se tornar perigoso quando manuseado sem a devida técnica. Apesar disso, já existem projetos para a autorização do porte de spray de pimenta pelo cidadão comum aqui no Brasil. Com a medida, as autoridades esperam reduzir a circulação de armas de fogo e, conseqüentemente, o número de homicídios. Mas ainda restam várias questões a serem levantadas, como, por exemplo, se o porte do spray não será uma falsa sensação de potencialidade para reagir a uma agressão a mão armada. Embalagens de gás de pimenta utilizadas no exterior: simulação de chaveiros e batons. Por fim, uma ressalva: nós, policiais militares, não possuímos a autorização para portar e utilizar o spray de pimenta indiscriminadamente. Cabe a cada polícia, autorizada pelo Exército, definir quais das suas unidades têm este aval. Isto varia, obviamente, de Estado para Estado. Geralmente, as unidades de choque e de controle a distúrbios civis são as privilegiadas nesse sentido – algo controvertido, pois, todo policial pode, a qualquer momento, se deparar com uma situação em que o uso do spray se faz mais eficiente do que as armas letais ou outro dispositivo de defesa/ataque. * * * - Clique aqui para saber mais sobre os efeitos do gás de pimenta, aqui para ler a citada reportagem do Jornal do Brasil, aqui para ter acesso ao R-105 e aqui para ler sobre o projeto de liberação da venda do spray de pimenta. - Agradecemos ao Stive.com.br pela publicação de quatro textos outrora publicados aqui no Abordagem (veja na seção “Repercussão”).
O título acima não é a grafia incorreta do advérbio que indica lentidão; é um verbo pouco conhecido que, entre outras coisas, significa fantasiar, devanear, e isso é o que será feito acerca do artigo 27 da lei nº 6.880 de 1980, que dispõe sobre o Estatuto dos Militares, pouco difundido entre os Policiais Militares. Transcrito com breves comentários, ele versa o seguinte: Art. 27. São manifestações essenciais do valor militar: I - o patriotismo, traduzido pela vontade inabalável de cumprir o dever militar e pelo solene juramento de fidelidade à Pátria até com o sacrifício da própria vida; Patriotismo é algo malmente lembrado hoje em dia, salvo em unidades em que ainda haja hasteamento e arriamento do pavilhão nacional, ou outras formas de representação desta manifestação. Os juramentos de fidelidade ainda são cumpridos segundo o disposto nas legislações correlatas, no entanto são comumente parodiados, sobretudo no tocante ao risco da própria vida. Veteranos da PMBA no desfile de 7 de setembro de 2007 II - o civismo e o culto das tradições históricas; Tradições como os desfiles de 7 de setembro, as comemorações no Dia da Bandeira ou nas homenagens ao alferes Tiradentes, patrono das Polícias Militares do Brasil, são mantidas, mas já sem o garbo cívico de outrora. III - a fé na missão elevada das Forças Armadas; Focando especificamente na Polícia Militar, sua missão é verdadeiramente elevada e nobre, porém envolta por certa descrença em virtude de questões políticas, sociais, salariais, entre outras. IV - o espírito de corpo, orgulho do militar pela organização onde serve; O espírito de corpo por vezes confronta com a individualidade típica de qualquer ser humano, mas ainda persiste na forma do corporativismo, em seu melhor conceito. O orgulho pela organização, aqui aprofundado até o nível da unidade onde serve, tem sido comprometido pela “autoflagelação”, dada através da difusão indevida de questões internas. Nada impede de se discutir carências e dificuldades, mas há de ser observado o limite do bom senso, cabe a máxima de que “roupa suja se lava em casa”. V - o amor à profissão das armas e o entusiasmo com que é exercida; E o amor à profissão é constantemente trocado pela estabilidade conseqüente do concurso público que não apura vocação, implicando em desânimo no exercício. Exercício de simulação dos bombeiros militares VI - o aprimoramento técnico-profissional. Essa questão já foi tratada em outro texto neste blog. Nesse mesmo estatuto são elencados outros valores, princípios e deveres típicos da disciplina militar, que por ora soam quase como quimera.
Rio de Janeiro já tem 50 policiais mortos em 2016 
Estudo mostra que maioria de menores infratores não tem pai em casa 
por Daniel AbreuApesar de estar fazendo bastante sucesso antes do seu lançamento, o filme Tropa de Elite, que até então era uma tentativa fictícia de mostrar a rotina da Polícia Militar do Estado Rio de Janeiro, está retratando a pura realidade. Antes mesmo de sua estréia, a equipe de produção já foi vítima de um seqüestro, de roubo, e, é claro, da pirataria.Só para situar os leitores, cronologicamente falando, e isso, claro, para os mais desatentos, em novembro do ano passado, a equipe de filmagem do filme em questão foi seqüestrada e teve algumas de suas armas e materiais “apreendidos” pelos traficantes do morro Chapéu Mangueira, onde a gravação estava acontecendo.“Soubemos do roubo, que, na verdade, é uma cópia da fita, duas semanas antes de chegar ao comércio, há dois meses. Mas o que está à venda não é o filme, é o segundo corte. Hoje estamos no décimo sexto corte antes de levá-lo aos cinemas”, afirma José Padilha, diretor do Tropa de Elite, que inclusive já registrou o caso na Delegacia de Furtos e Roubos do Rio. Pra quem não sabe, a cópia da fita da qual o diretor está se referindo, é justamente a versão que está sendo pirateada por todo Brasil e vem se alastrado de forma assombrosa.A equipe do Abordagem Policial aderiu à campanha criada pelo blog Via Brasil:Para os mais curiosos que já assistiram, lembramos que a versão do cinema terá modificações e valerá a pena assistir novamente, até como forma de prestigiar os profissionais que fizeram este trabalho.Clique aqui para saber mais sobre o filme.
A crescente urbanização reduziu drasticamente o espaço antes dominado pela fauna e flora silvestres. Algumas espécies foram domesticadas e aproveitadas, outras sobrevivem a despeito das adversidades. Para a Polícia Militar, foram úteis principalmente os cavalos, que auxiliam no policiamento de alguns eventos e coíbem tumultos pelo seu porte intimidador, assim como os cães, que exercem também função de farejadores em resgates, buscas por drogas, explosivos etc. Para o cidadão comum, muitas vezes ele é responsável pela proteção do patrimônio na função de cão de guarda; para os moradores de rua, é uma sentinela confiável durante o sono. Em determinadas localidades age a favor dos criminosos; é atento como ninguém para denunciar a presença da polícia, reconhecendo farda e viatura à distância. EsqdPMont/COC-BPChq - PMBA Afora os casos acima citados, denotando certa capacidade de adaptação, há os que enfrentam o aparato moderno de segurança, que desponta contra suas atividades corriqueiras. Essa análise parte da observação de uma família de micos da espécie estrela (Callithrix penicillata), resistentes em certas localidades de Salvador. Tratando especificamente desse grupo tido como objeto de estudo superficial, percebe-se que nos últimos tempos obstáculos vêm surgindo de modo a dificultar a rotina normal. O muro em que antes eram vistos passar ligeiros tornou-se um desafio com a instalação de cacos de vidro cortantes, improviso comum na tentativa de inibir a ação de bandidos. Os micos souberam adquirir destreza suficiente para conviver com essa novidade. Tempos depois, surgiu uma pequena cerca de arame farpado acima desta camada, e novamente foi constatada a perícia dos animais em adaptar-se aos novos trilhos. Transpondo fios, farpas e alambrados, mantiveram-se na localidade, inclusive procriando. Os filhotes, obviamente, contavam com esse novo “conteúdo” a ser ensinado pelos pais, o de como sobreviver no ambiente urbano, convivendo pacificamente com a parafernália de segurança. "Micos-Estrela" (callithrix penicillata) Mas os dispositivos evoluem, houve o advento dos sensores infravermelho, e os sagüis incomodam ao disparar acidentalmente os alarmes. Contra eles veio a cerca elétrica, cada dia mais popularizada. Faltam maiores dados para assegurar sua letalidade ou que grau de conseqüência traz a esses bichos, porém decerto é um empecilho de maior complexidade, é improvável a possibilidade de desenvolver habilidades como isolante elétrico. Essa breve análise surgiu instantaneamente, após mais de 10 anos de observação espontânea e descompromissada. Ainda que sabidamente tenham conseguido se reproduzir nesse meio, é arriscado palpitar acerca de mais quanto tempo o grupo específico de primatas continuará a ocupar o espaço que tem direito. Mais obras podem surgir, outras novidades no campo da segurança patrimonial particular hão de aparecer, e os macacos encontrarão os limites de sua adaptabilidade.