Pesquisa no Rio estuda rejeição ao “Bandido Bom é Bandido Morto” 
Rio de Janeiro bate recorde de homicídios 
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por Danillo FerreiraTradição é a "Comunicação ou transmissão de notícias, composições literárias, doutrinas, ritos, costumes, feita de pais para filhos no decorrer dos tempos ao sucederem-se as gerações" (Dicionário Michaelis). Quando falamos em tradição, ou melhor, em instituições que consideram a tradição como uma das máximas de sua atuação, logo lembramos das religiosas – principalmente a Igreja Católica, existente há centena de anos, é uma instituição que mudou pouco se considerarmos a época de sua criação e as alterações sociais a que não se adaptou. E nas polícias, qual deve ser o papel da tradição em suas atuações? Igreja Católica: exemplo de instituição tradicionalista - Foto: Deutsche WelleAs polícias, militares ou civis, não podem ser tradicionalistas, no sentido pejorativo da palavra. Ou seja, priorizar algo apenas por seu mérito temporal, em detrimento de sua conveniência social, eficiência administrativa ou prescrição legal é condenável como ato de qualquer instituição policial, num sentido macro, e de qualquer agente policial, numa ótica micro. Se precipuamente as polícias são destinadas à manutenção da ordem pública, é ilógico comprometer esta função com desvios de prioridades ligados a "tradições".Isso não significa que instituições como a Polícia Militar da Bahia, quase bicentenária, devam ignorar toda sua história de serviços prestados, ao contrário, devemos entender retrospectivamente erros e acertos, relacioná-los com o presente na pretensão de evoluir no exercício de nossas funções públicas. A matéria "História da PM", ministrada nos cursos de formação de praças e oficiais da PMBA deve ser encarado a partir deste viés."Uma mentira não passará a ser uma verdade simplesmente por ter sido dita por vários anos", diz-nos o cientista Richard Dawkins. Numa instituição pública, se ocorre a apologia ou o acatamento a tais "mentiras tornadas verdades", fatalmente os princípios da administração pública foram feridos em algum momento. As polícias, principalmente as militares, não podem abrir mão de uma identidade própria, de suas culturas organizacionais – mas também não pode ocorrer a relação da importância de um fator institucional ao seu tempo de existência, sem análises críticas, técnicas e até mesmo científicas.