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O Governo do Estado da Bahia pronunciou-se, pela primeira vez, sobre a greve dos policiais civis. "A greve dos policiais civis é inoportuna e injustificável devido aos reajustes recebidos pela categoria desde o ano passado. Ela não tem fundamento no momento em que o Governo está se empenhando em recuperar os salários dos servidores", declarou o secretário de Segurança Pública, César Nunes. De acordo com o iBahia, além de Salvador, as cidades de Feira de Santana, Vitória da Conquista, Barreiras, Senhor do Bonfim, Amélia Rodrigues e Capim Grosso também aderiram à paralisação.Secretário César Nunes: apelo pelo fim da greve - Foto: Diário OficialNo site do Sindicato dos Policiais Civis da Bahia (Sindpoc), foi publicada uma cartilha com uma série de procedimentos a serem adotados pelos policiais em greve. As seguintes recomendações constam na cartilha:- Estão suspensos todos os serviços de investigação;- Só será registrado ocorrências relacionadas aos flagrantes;- Remoção de cadáver em residências e vias públicas;- Não fará liberação ou escolta de presos, salvo em casos de emergência;- Não haverá atendimento aos Advogados e família para presos;- Atendimento só em caso de alvará de soltura;- Fica suspenso banho de sol e visitas, bem como suspensas as transferências de presos para o sistema penitenciário.O ATarde online tratou em reportagem duma possível adesão dos policiais militares à greve da Polícia Civil. Na próxima segunda-feira haverá uma assembléia entre as associações de praças e oficias da PMBA para discutir a situação da Segurança Pública baiana. Segundo o jornal, "se não optarem pela paralisação, os PMs devem definir por um tipo de ação para manifestar a insatisfação, desde um 'panelaço', com a participação das esposas dos militares, a uma 'operação-padrão', ou 'tolerância-zero': os presos em flagrante seriam levados para o plantão central da polícia, o que iria atulhar o local de detidos.".Participarão da Assembléia, ainda segundo o ATarde, a Associação dos Praças da Polícia Militar - APPM (com cerca de sete mil associados), a Força Invicta dos oficiais (três mil integrantes), a Aspol - Associação dos Policiais da Bahia (2.150) e a Associação dos Subtenentes e Sargentos (quatro mil associados), todas da capital. Além dessas, as oito associações de PMs do interior - que representam cerca de oito mil integrantes da corporação - ficaram de mandar diretores para o evento.A Aspojer, Associação de Policiais de Jequié e Região, realizou neste sábado uma assembléia extraordinária. O anúncio do evento no site da Associação foi feito nos seguintes termos:"ASSEMBLÉIA EXTRAORDINÁRIANo próximo sábado (29/03/2008), às 19:00h, no sindicato dos comerciários, na Av. Félix Gaspar, estaremos discutindo o projeto de lei 17.111/2008 (Reajuste Salarial).Em 2001, o processo foi o mesmo e quando o governo acordou já era tarde demais e a sociedade baiana pagou um preço amargo." . Clique aqui e confira.Por fim, a reportagem de ATarde afirma que "O comando da PM informou através da assessoria de comunicação da Corporação que só vai se pronunciar após a realização da assembléia, mas lembra que greve na polícia militar é proibida por lei.". Clique aqui e leia a reportagem na íntegra.Para quem ainda não entendeu o reajuste salarial dado aos PM’s é interessante ver o “ESTUDO SOBRE A PROPOSTA DE AUMENTO SALARIAL DO GOVERNO PARA OS POLICIAIS MILITARES” (em .pdf), no site do Capitão Tadeu.
O Sindicato da Polícia Civil do Estado da Bahia (Sindpoc) oficializou hoje a greve da categoria, que conforme informações da imprensa e do próprio site do sindicato se dá em virtude de questões salariais. O diretor do Sindpoc, Crispiniano Daltro, nega a informação de que o Governo da Bahia reajustou o salário dos agentes, escrivães, peritos técnicos e criminais em 4,46%, segundo ele o reajuste foi de 1,15%. Ele diz que o governo se restringiu apenas a cortar parte das gratificações, acrescendo-as nos salários base, incidindo o reajuste de 4,46% sobre o salário final.O sindicalista quer que o reajuste seja similar ao dos delegados (mais de 20%), e pretende que a greve pressione o Governo a não aprovar o Projeto de Lei nº 17.111, que em seus artigos 8, 24 e 33 desvinculam a carreira de delegado do resto da categoria e impedem que os futuros índices de reajustes salariais incidam sobre a gratificação da atividade policial (GAP).Polícia Civil baiana em greve - Foto: Luiz Tito | Agência A TARDESegundo o Sindpoc, a greve atinge cerca de 70% do efetivo da PC, sendo que dos 30% restantes a maioria é composta por delegados. Além disso, o sindicato informa que os serviços interrompidos são: exames técnicos, laudos, perícias, rondas preventivas, cumprimentos de mandados judiciais e ocorrências de crimes contra o patrimônio. Os registros de flagrantes em casos de crime contra a vida (homicídios e tentativas de homicídio), custódia de carceragem de presos, levantamento cadavéricos e necropsias serão mantidos.As negociações de reajuste salarial para o setor da segurança pública gerou várias reuniões, assembléias, boatos e discussões tanto entre policiais civis quanto entre os PM’s. Para saber o posicionamento das associações de praças e oficiais da PMBA frente às negociações leia essa matéria do Jornal ATarde, disponibilizada no site do Deputado Estadual Capitão Tadeu: Polícia Civil ameaça greve. PM é contra.Veja mais no ATarde, no iBahia e no site do Sindpoc.
por Danillo FerreiraNuma aula de Direito Processual Penal surgiu a dúvida: a elaboração do Termo Circunstânciado de Ocorrência pode ser competência da Polícia Militar? Coincidentemente, o Blog da Segurança Pública e o Major Wanderby trouxeram a notícia que responderia a pergunta: o STF decidiu no julgamento da Ação Direta de Constitucionalidade nº 2862, que a Polícia Militar de São Paulo é apta para a lavratura do TCO em crimes de menor potencial ofensivo. Isso significa que não há a necessidade, quando na ocorrência dos referidos crimes, da passagem pela delegacia da Polícia Civil.Com tal decisão certamente haverá mais celeridade no serviço policial, pois o PM não gastará o tempo que gastava numa delegacia esperando a lavratura do termo (simples descrição da ocorrência), podendo ser melhor aproveitado em seu serviço de policiamento preventivo. Em eventos de grande porte, como o Carnaval da Bahia, onde o policiamento ostensivo é importantíssimo, há casos de patrulhas que ficam 1/3 de seu serviço em delegacias esperando esse procedimento. Como o Termo é diretamente remetido à justiça, sem qualquer investigação por parte da Polícia Civil, não há desvirtuamento das funções de uma ou outra corporação policial - mesmo porque as PM's fazem seus próprios Boletins de Ocorrência, similares aos TCO's.Apesar da decisão não se referir a todas as PM's, foi aberto um precedente que nos faz entender que "qualquer Unidade da Federação que quiser delegar à PM tais competências não encontrará impedimentos legais. Agora é só uma questão de administrar as vaidades corporativas na SSP e articular junto ao respectivo Tribunal de Justiça para que instrua seus juízes a aceitarem o TC lavrado pela PM", como bem foi publicado no BSP.A ADIn foi interposta pelo advogado Wladimir Sérgio Reale, advogado da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo. Veja os vídeos com o trâmite da decisão no STF, e esse texto do delegado Higor Vinicius Nogueira Jorge que trata sobre o assunto.
por Marcelo LopesEm 1914, um preeminente cientista ganhava talvez a maior honraria que um cientista poderia almejar. O Premio Nobel de Medicina. Ele havia desenvolvido um estudo com base em estímulos e respostas, o chamado reflexo condicionado. Era Pavlov, que surpreendia o mundo ao expor suas descobertas sobre o condicionamento a estímulos em animais. Em um famoso experimento, aliando a comida a um estimulo externo representado pelo som de uma campainha, Pavlov conseguiu que o cão de seu experimento salivasse mediante apenas o estimulo externo, sem que lhe fosse apresentada a comida. Somente a resposta ao estímulo externo já era suficiente para o condicionamento desejado. Pavlov estava lançando as bases do que seria mais tarde o behaviorismo. Mais recentemente, com base nas pesquisas do Dr. Pavlov e de Thorndike, outro cientista que também seguia a linha experimental, Skinner, um dos ícones da escola behaviorista, desenvolveu a teoria do condicionamento operante, que em princípio estava restrito apenas a animais, mas que rapidamente se estendeu a todo e qualquer tipo de comportamento. Era basicamente o seguinte: toda vez que o indivíduo faz aquilo que eu desejo, eu o recompenso, criando assim o conceito de reforço positivo, contudo, toda vez que ele não age de acordo com o pré-estabelecido eu o puno, criando assim o conceito de reforço negativo.Com certeza, muito de nossa formação policial-militar encontrou e encontra respaldo nessas teorias, ressoando por toda nossa vida profissional. Hoje essas idéias são brutalmente contestadas pelas formas como foram empregadas, e podem ser muito mais danosos em se tratando de serviço público. Durante muito tempo, por puro desconhecimento, as palavras motivação e condicionamento foram usadas como sinônimos, se não, muitas vezes se procurou combater o problema da desmotivação com condicionamento, jogando apenas uma cortina de fumaça naquilo que deveria fazer parte da nossa real formação PM.Pavlov: descobridor do reflexo condicionado.Aquelas atitudes que são simples conseqüências da ação de variáveis existentes no meio ambiente nada tem a ver com motivação. Mais: só se perpetuam enquanto essas variáveis estiverem ali, dispostas daquela maneira. Ninguém condiciona ninguém a ser comprometido ou a ser motivado. Quando no período de formação em que o foco é eminentemente o condicionamento, fica registrado na memória profissional que, para se movimentar a estrutura organizacional, minimamente que seja, é preciso exclusivamente de estímulos externos, dado o enfoque que tem este viés. Ledo engano. O Policial Militar deve ser uma referência de iniciativa, de criatividade, de motivação. É certo que precisamos nos condicionar a várias situações e circunstâncias, inclusive por uma questão de sobrevivência, mas o processo de condicionamento é penoso e estressante, e deve ser aplicado de forma criteriosa e conjunta com a racionalidade que a situação exige. Não existe eficácia no condicionamento se efetivamente quem está sendo condicionado não enxerga razão de ser. A resistência é enorme.Muitos estudos sobre o tema deixam claro que, sem contar o processo penoso que é o condicionamento, ele tem outro grave problema: é preciso estar sempre manutenindo as variáveis externas para que se tenha a resposta desejada, de outro modo, o serviço não anda. Como é possível criar uma identificação com uma instituição, com o serviço público, se de forma efetiva somente existe o condicionamento, que é uma relação quase quase que meramente mecânica? O ser humano, em qualquer condição, não é regido por leis semelhantes às leis universais da natureza, como pensavam os behavioristas.Mas como se daria esse estímulo à motivação? O consenso moderno em relação a esta questão é que não se consegue motivar quem quer que seja. Condicionar sim, mas motivar não. A motivação nasce, cresce e morre no interior das pessoas. A única coisa, e importantíssima coisa, que se pode fazer para manter as pessoas motivadas é conhecer suas necessidades de forma ampla e oferecer fatores de satisfação de suas necessidades. O simples, puro e não intencional desconhecimento destas necessidades é mais do que o suficiente para que se consiga, de forma eficaz, desmotivar pessoas. Portanto, a grande preocupação não reside em criar estratégias motivacionais, mas sim criar um ambiente de trabalho no qual o profissional possa manter o mesmo vigor motivacional que tinha no seu primeiro dia de trabalho.*Base de Consulta: Artigo "Motivação: Mitos, crenças e Mal-entendidos", Cecília Whitaker Bergamini - Professora do departamento de Administração Geral de Recursos Humanos da EAESP/FGV.
por Danillo Ferreira"Faca na caveira e nada na carteira": a frase é dita por um policial "convencional" ao ver policiais do BOPE subirem a favela com uma vibração incompatível com os salários que percebem. A frase simboliza um viés que o filme Tropa de Elite traz: existe uma desproporção na balança sacrifício x recompensa na polícia. Viés ratificado pelo trabalho hercúleo que os aspirantes Neto e Matias têm que fazer para organizar suas unidades – não obstante encontrarem por parte de seus comandantes e da sociedade em geral (vide os alunos da faculdade de direito onde Matias estuda) o não-reconhecimento por seus esforços.Neto e Matias: muito sacrifício, pouca recompensa. Foto: Cena do filme Tropa de EliteIdalberto Chiavenato, PhD em administração pela City University of Los Angeles, traz em seu livro "Gestão de Pessoas" o seguinte raciocínio:"Até pouco tempo, o relacionamento entre pessoas e organizações era considerado antagônico e conflitivo. Acreditava-se que os objetivos das organizações – como lucro, produtividade, eficácia, maximização da aplicação de recursos físicos e financeiros, redução de custos – eram incompatíveis com os objetivos individuais das pessoas – como melhores salários e benefícios, conforto no trabalho e no emprego, desenvolvimento e progresso pessoal. A solução usada era do tipo ganha-perde: se uma parte leva tudo a outra fica sem nada. Em situação de recursos limitados e escassos, se uma parte ganhava mais ela o fazia à custa de outra. Sem dúvida era uma visão limitada, estreita e míope. Verificou-se que, se a organização busca alcançar os seus objetivos da melhor maneira possível, precisa saber canalizar os esforços das pessoas para que também elas atinjam os seus objetivos individuais e que ambas as partes saiam ganhando. Modernamente, a solução do tipo ganha-ganha no jogo de interesses envolvidos é a preferida. Trata-se de uma solução que requer negociação, participação e sinergia de esforços."A partir de tal raciocínio – mais do que claro – podemos entender que para conseguirmos uma instituição policial mais eficaz precisamos, primeiro, ter policiais necessariamente satisfeitos individualmente. A eficácia das corporações se confunde com o grau de realização pessoal de cada integrante seu. Salários, jornada de trabalho, equipamentos adequados e valorização pessoal são alguns dos fatores que constroem um profissional satisfeito. A formação, capacitação e qualificação dos participantes da organização também é fator importante para que os objetivos das polícias não destoem dos objetivos dos policiais.Ora, como ter polícias efetivamente aplicadoras do seu papel público se não formarmos policiais com o sentimento de servidores públicos? O policial deve ter em si o entendimento do seu papel perante a sociedade: alguém que deve agir sempre em favor da coletividade, lastreado pelos preceitos legais e observando as demandas sociais. A formação constante é indispensável para que isso ocorra.Há uma canção militar que diz: "tá bom porque tá ruim, seria melhor se fosse pior", exaltando o sacrifício a que o militar deve ser submetido para tornar-se um bom combatente. Se trata da lógica ganha-perde, que Chiavenato chama de "uma visão limitada, estreita e míope". A formação do policial não pode ser encarada como um sacrifício para ele próprio, nem esse sacrifício deve ser entendido como um ganho para a organização. Ao contrário: o que é positivo para o indivíduo é também para a instituição, e vice-versa - essa é a visão do administrador moderno, o administrador que as polícias precisam.
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As instituições militares, assim como a igreja, sempre foram modelos de administração para diversas organizações de segmentos sociais em todo mundo. Entretanto, com a emersão em 1948 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, os preceitos dos países se tornaram adstritos a postulados internacionais que inclusive estabelecem hodiernamente as diretrizes para a edição de suas constituições. Subsumindo-se a esta Doutrina Universal, a edição da atual Constituição Federal brasileira deu-se num contexto nacional de mudanças políticas e sociais que norteariam a nova estrutura da administração pública. E é no artigo 37, caput, da Carta Magna que encontramos os dorso-princípios da Legalidade, Impessoalidade, Moralidade e Publicidade, aos quais fora acrescentado em 1998, pela Emenda da Reforma Administrativa, o princípio da Eficiência: fruto da necessidade de uma nova era influenciada pelo setor privado que, segundo o professor Robertônio Pessoa, reclama foro no setor público. Isto posto, qualquer ato público da administração direta ou indireta, está vinculado à excelência da qualidade do que é eficiente, sob pena de atrair para o agente público negligente sansões previstas pela lei 8.429/92, a Lei de Improbidade Administrativa; pela lei 4.717/65, que trata da Ação Popular; e pela lei 1.079/50, que define os crimes de responsabilidade. Com efeito, os quartéis não são apêndices do cenário administrativo nacional, logo os regulamentos militares devem ser entendidos ao mesmo diapasão do princípio constitucional recém positivado. Legalidade não deve mais ser entendido como acatamento de mero formalismo como no passado. Impende-se gizar imprescindível uma hermenêutica mais material que formal dos dispositivos regulamentares: cumpre ao exegeta vislumbrar a função social dos regulamentos e sua anuência com a satisfação dos interesses públicos, em função dos quais as leis são editadas. O novel princípio da Eficiência deveras trouxe o rumo que faltava à lacuna da aplicação literal da lei. Assim aduz Di Pietro que Eficiência está no mesmo patamar hierárquico em que está Legalidade. Toda a administração pública brasileira está obrigada ser expedita visando à eficácia de seus atos, estando assim em consonância com a vigência da administração gerencial e a idéia presente de empreendedorismo, mormente os atos discricionários que exigem maior reflexão da medida de conveniência e oportunidade. Reflito então que urge nas instituições militares a figura do comandante empreendedor, do administrador, do resolucionador de problemas, do líder que transforma o título centenário de 'Aplicador da Lei' em “Operador do Direito”, pois a lei pode claudicar, mas o Direito, não. “...os princípios são tudo. Os interesses materiais da nação movem- -se ao redor deles, ou, por melhor dizermos, dentro deles”. Rui Barbosa *Emmanoel Almeida é Aluno-a-Oficial da PMBA, Bacharelando em Segurança Pública.
por Danillo FerreiraO jornal O Globo divulgou uma pesquisa sobre valores do brasileiro, realizada pela agência Nova S/B em parceria com o Ibope. Dentre vários aspectos, a pesquisa indagou se as pessoas, sendo um policial combatendo o crime, torturariam suspeitos. Vejam o resultado:Assumo que fiquei surpreso com os resultados, pois acreditava que os índices de aceitação da tortura seriam maiores entre as pessoas com menor formação acadêmica. Analisando o poder aquisitivo do público percebemos que quanto mais abastados maior a aceitação. Certamente isso indica que a parcela mais rica da população não se importa muito com os métodos utilizados para acabar com a criminalidade, se respeitarão ou não os direitos humanos, enquanto que os mais pobres, por terem mais contato com esse tipo de desrespeito à Constituição, são mais contrários à prática.Há quem se pergunte: e se a maioria da população passar a apoiar a tortura, como a polícia deve agir? Apesar da óbvia improbabilidade disso ocorrer, sabemos que não apenas o costume é fonte das ações policiais. A lei, reguladora do bem estar social, deve ser a âncora das organizações de segurança pública. Certamente vivemos um momento em que a alta criminalidade torna as pessoas propensas a aderir à tática do "salve-se quem puder", achando que medidas primitivas e irracionais controlarão a delinqüência. Ao contrário, precisamos de racionalidade, observância da lei, estratégias e táticas modernas de gestão, necessário apoio logístico e de pessoal. À população se desculpa tais índices, o que não pode ocorrer no âmbito dos profissionais de segurança pública – os policiais.
O tema é recorrente na caserna, a participação das mulheres é cada vez maior nas polícias militares de todo o Brasil, fato que suscita diversos comentários e análises, muitas vezes esbarrando em preconceitos ou conservadorismo, mas “nem tudo são flores” ao tratar desse assunto. Na Polícia Militar da Bahia, as mulheres passaram a integrar as fileiras em 1990, inicialmente como alunas a soldado ou a sargento, chegando anos depois a galgar o oficialato. Hoje o maior posto alcançado por elas é o de capitão, enquanto em outros estados já se tornaram oficialas superiores, culminando na Polícia Militar de Rondônia, onde uma mulher ocupa o posto de comandante geral, a Coronel PM Angelina dos Santos Correia Ramires. Muitas têm alcançado espaço nas tropas de elite, integrando tropas como o Batalhão de Polícia de Choque e outras tantas unidades especializadas da capital e do interior baiano. Na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, aguarda-se a avaliação da possibilidade de se fazer um curso exclusivo para mulheres a fim de que possam ingressar no BOPE – Batalhão de Operações Policiais Especiais. Nas forças armadas não é diferente, tendo o registro de mulheres passando por estágios em unidades historicamente preparadas, como os pára-quedistas (PQD) do Exército Brasileiro. Mulher no Regimento de Cavalaria Enyr Cony dos Santos – Foto: PMERJ O ponto crítico dessa questão é a real aptidão para atividades militares, que desde os tempos mais remotos são vinculadas à virilidade. Parece distante a possibilidade de compor um batalhão ou companhia que policie uma área com efetivo exclusivamente feminino, bem como a composição de patrulhas ou guarnições só de mulheres. Além da questão técnica-legal, a exemplo da realização de buscas pessoais em indivíduos do sexo oposto, há as naturais limitações impostas pela natureza, as diferenças físicas e emocionais precisam ser levadas em conta. A legislação pertinente a esse assunto encontrada foi o DECRETO-LEI Nº 667, DE 2 DE JULHO DE 1969, que no seu capítulo III, artigo 8º, parágrafo 2º versa o seguinte: "2º Os Estados, Territórios e o Distrito Federal poderão, se convier às respectivas Polícias Militares: a) admitir o ingresso de pessoal feminino em seus efetivos de oficiais e praças, para atender necessidades da respectiva Corporação em atividades específicas, mediante prévia autorização do Ministério do Exército; (Redação dada pelo Del 2.106, de 6.2.1984)" Datada do final da ditadura, a redação aparenta claramente discriminar a condição de ingresso das mulheres nas Polícias Militares. Dentre as motivações do legislador certamente estiveram algumas das acima citadas; hoje elas já são contadas aos milhares na Bahia, com uma média de mais de 10% de vagas reservadas nos últimos concursos tanto para o curso de formação de oficiais quanto para o de soldado. Policiais femininas – Foto: Site da PMBA Ainda que se justifique pela proporção, de fato, é extremamente rara a identificação de mulheres em grandes ocorrências policiais transmitidas pela imprensa, como as rotineiras operações em morros e favelas do Rio de Janeiro; parcela significativa costuma ocupar funções meramente burocráticas e internas em unidades administrativas das polícias. A participação feminina é uma realidade plena nas corporações nacionais, cabe às mulheres, bem como aos homens, a busca incessante pelo aprimoramento profissional na intenção de conduzir à excelência os serviços prestados, independente de outras questões discriminatórias.
Não é razoável julgar a obra dum artista através das atitudes relacionadas a sua personalidade. O fato dum músico se mostrar antipático ao seu público não tira o mérito de suas composições musicais – não obstante isso ocorrer muitas vezes. Enfim, a relação artista-pessoa existe antes da composição da obra (algo que é íntimo do compositor). Depois da obra concebida, não cabe ao apreciador julgá-la através da personalidade do autor. É a partir desse ponto de vista que deve-se julgar as declarações do premiado diretor de "Tropa de Elite", José Padilha, numa entrevista à revista "Playboy": José Padilha durante entrevista à 'Playboy' - Foto: EGO/Globo.comDROGAS:"Já fumei maconha várias vezes. Não tenho problema com isso. Se você plantar em casa e fumar, qual é o problema? É diferente de comprar de um traficante".POLICIAIS:"Mal treinado, o policial ganha 700 reais. E a sociedade pede que ele vá lá na favela cheia de nego armado e lute com eles. Qual é a jogada que o cara vai fazer?".Com essas declarações, há quem ache que a intenção do autor do filme era outra, a de exibir o usuário como "coitadinho"; sendo que o ocorrido foi o inverso. O fato é que dizer que não há problema em fumar maconha "plantada em casa" é condenável para alguém com tal influência na mídia. Mas, como dito acima, isso não tira o mérito do filme – que trouxe questões viscerais da segurança pública brasileira para debate, mesmo que tenha sido de maneira involuntária.
- Depois de "Tropa de Elite" ficou uma enorme responsabilidade tratar da polícia brasileira num filme. Mas o diretor Elias Junior se arrisca, e estará lançando em breve o filme "ROTA Comando", também baseado num livro, como Tropa de Elite, mas dessa vez se trata de "Matar ou Morrer", do deputado Conte Lopes. Além disso trata de mais uma famosa especializada das polícias brasileiras, a ROTA da PMESP. O "furo" sobre o filme foi do nosso colaborador Victor Fonseca, no Blitz Policial. Matar ou Morrer: o livro serviu como base para a criação do filme ROTA Comando. Foto: Divulgação. - A página da WEB da Polícia Militar da Bahia está trazendo duas novidades: a primeira é o próprio site, que está de layout novo e com novas seções, apesar de algumas delas ainda estarem inativas. A outra é que foi divulgado o resultado da Investigação Social, quinta e última etapa do concurso para admissão de soldados da PM. "O concurso para soldado da PM é o maior da história do serviço público na Bahia, com 127.716 inscritos e visa o preenchimento de 3,2 mil vagas, sendo 2,9 mil para homens e 300 para mulheres. A expectativa é iniciar a convocação dos aprovados ainda no primeiro semestre deste ano. Além do preenchimento das vagas, o Governo prevê a realização de novos concursos para a área de Segurança Pública até 2011, agregando mais 2.800 postos de trabalho.". Veja mais no Portal do Servidor e no site da Fundação Carlos Chagas. - Não podemos deixar de agradecer aos blogs parceiros Diário de um PM e Diário do Stive, que postaram seu apoio ao Abordagem Policial no Prêmio iBest. As referências já são um prêmio para nós.
Acabou no último dia 29 de fevereiro o prazo para envio das propostas de pesquisas com foco no desenvolvimento de tecnologias na área de segurança pública para a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb). Foram disponibilizados R$ 500.000 (quinhentos mil reais) em recursos, sendo R$ 250.000,00 (duzentos e cinqüenta mil reais) provenientes de recursos da Fapesb e R$ 250.000,00 (duzentos e cinqüenta mil reais) da Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP-BA). O colega Sandro Mendes anunciou já há algum tempo a medida em nossa comunidade no orkut.A divulgação dos resultados está marcada para o dia 9 de abril de 2008, quando se indicará quais projetos foram selecionados. As áreas de pesquisa solicitadas pelo edital são as seguintes:- Práticas Inovadoras de Segurança Pública:• Identificação e desenvolvimento de metodologias de investigação policial com foco em crimes violentos e letais;• Mapeamento de zonas de risco de incêndio por geoprocessamento com o desenvolvimento de sistema e metodologia de monitoramento e intervenção;• Metodologias para administração integrada das organizações policiais com foco em ocorrências de alto risco (gerenciamento de crises e/ou catrástofes);• Modelos de policiamento integrado para intervenção em áreas de alto índice de violência letal;• Novas metodologias de arquivamento de documentos na área de segurança pública e guarda e custódia de materiais apreendidos.- Avanços metodológicos e tecnológicos em perícia criminal:• Metodologias de quantificação de substâncias lícitas e ilícitas em material biológico;• Metodologias em medicina legal com ênfase em antropologia forense e cronotanatognose;• Metodologias em odontologia legal para identificação humana através de fragmentos carbonizados;• Novas metodologias para identificação humana com ênfase em necropapiloscopia;• Tecnologias inovadoras para a realização de perícias criminais.- Prevenção da violência e criminalidade com utilização de Tecnologia da Informação em Segurança Pública:• Desenvolvimento de software com foco em análise criminal;• Metodologias inovadoras para gestão integrada das ocorrências policiais na prevenção e combate da violência e criminalidade;• Modelo de prevenção de morte por acidente envolvendo criança com base em levantamento estatístico;• Novas metodologias para análise criminal com ênfase em geoprocessamento aplicado para o Estado da Bahia;• Novas tecnologias e metodologias para investigação e produção de provas em crimes cibernéticos.É uma medida que consideramos importante por aproximar o meio acadêmico da realidade da segurança pública, dando meios para que se criem soluções viáveis para as problemáticas do setor. Aguardemos os resultados e vejamos onde esses recursos serão aplicados. Clique aqui para saber mais, e aqui para ler o edital.