O Governo do Estado da Bahia pronunciou-se, pela primeira vez, sobre a greve dos policiais civis. “A greve dos policiais civis é inoportuna e injustificável devido aos reajustes recebidos pela categoria desde o ano passado. Ela não tem fundamento no momento em que o Governo está se empenhando em recuperar os salários dos servidores”, declarou o secretário de Segurança Pública, César Nunes. De acordo com o iBahia, além de Salvador, as cidades de Feira de Santana, Vitória da Conquista, Barreiras, Senhor do Bonfim, Amélia Rodrigues e Capim Grosso também aderiram à paralisação.
Secretário César Nunes: apelo pelo fim da greve – Foto: Diário OficialNo site do Sindicato dos Policiais Civis da Bahia (Sindpoc), foi publicada uma cartilha com uma série de procedimentos a serem adotados pelos policiais em greve. As seguintes recomendações constam na cartilha:
- Estão suspensos todos os serviços de investigação;
- Só será registrado ocorrências relacionadas aos flagrantes;
- Remoção de cadáver em residências e vias públicas;
- Não fará liberação ou escolta de presos, salvo em casos de emergência;
- Não haverá atendimento aos Advogados e família para presos;
- Atendimento só em caso de alvará de soltura;
- Fica suspenso banho de sol e visitas, bem como suspensas as transferências de presos para o sistema penitenciário.
O ATarde online tratou em reportagem duma possível adesão dos policiais militares à greve da Polícia Civil. Na próxima segunda-feira haverá uma assembléia entre as associações de praças e oficias da PMBA para discutir a situação da Segurança Pública baiana. Segundo o jornal, “se não optarem pela paralisação, os PMs devem definir por um tipo de ação para manifestar a insatisfação, desde um ‘panelaço’, com a participação das esposas dos militares, a uma ‘operação-padrão’, ou ‘tolerância-zero’: os presos em flagrante seriam levados para o plantão central da polícia, o que iria atulhar o local de detidos.”.
Participarão da Assembléia, ainda segundo o ATarde, a Associação dos Praças da Polícia Militar – APPM (com cerca de sete mil associados), a Força Invicta dos oficiais (três mil integrantes), a Aspol – Associação dos Policiais da Bahia (2.150) e a Associação dos Subtenentes e Sargentos (quatro mil associados), todas da capital. Além dessas, as oito associações de PMs do interior – que representam cerca de oito mil integrantes da corporação – ficaram de mandar diretores para o evento.
A Aspojer, Associação de Policiais de Jequié e Região, realizou neste sábado uma assembléia extraordinária. O anúncio do evento no site da Associação foi feito nos seguintes termos:
“ASSEMBLÉIA EXTRAORDINÁRIA
No próximo sábado (29/03/2008), às 19:00h, no sindicato dos comerciários, na Av. Félix Gaspar, estaremos discutindo o projeto de lei 17.111/2008 (Reajuste Salarial).
Em 2001, o processo foi o mesmo e quando o governo acordou já era tarde demais e a sociedade baiana pagou um preço amargo.” . Clique aqui e confira.
Por fim, a reportagem de ATarde afirma que “O comando da PM informou através da assessoria de comunicação da Corporação que só vai se pronunciar após a realização da assembléia, mas lembra que greve na polícia militar é proibida por lei.”. Clique aqui e leia a reportagem na íntegra.
Para quem ainda não entendeu o reajuste salarial dado aos PM’s é interessante ver o “ESTUDO SOBRE A PROPOSTA DE AUMENTO SALARIAL DO GOVERNO PARA OS POLICIAIS MILITARES” (em .pdf), no site do Capitão Tadeu.
sam
junho 20th, 2009 at 21:23
a pm está cada dia ficando mais inteligente
não podemos aceitar tanto descaso
no interior as viaturas estão sem manutenção
o salário é uma esmola
Soldado Jesus
junho 22nd, 2009 at 10:45
Em 2001 a pesar da PMBA não ter experiência de “GREVE” o grau de insatisfação dos MILICIANOS era tão grande, que tiraram da face o “ÓCULOS DE COURO”, dexaram de lado (da mesma forma que o governo faz quando o interesse é do “SISTEMA”) o que nos impõe a Constituição Federal, e a PM paralizou suas atividades, naquele momento ficou comprovado que o estado não funciona sem a presença da PM nas ruas.
Todavia se faz necessário que sejamos sábios e esgotemos todas as possibilidades de negociação afim de conquistar nossos pleitos sem que seja necessário a radicalização. Pois, para chegarmos ao extremo (“GRVE”) é preciso que toda a PMBA (Oficiais e Praças) estejam unidos no mesmo propósito. Dessa forma considero que a palavra de ordem deve ser UNIÃO.
Saudações Miliciana!
Evandro Neves
setembro 18th, 2009 at 16:29
No Paraná não é diferente. Já estamos articulando um movimento grevista com paralisação dos serviços. Estamos esperando para lançar no ano que vem, que é ano eleitoral e queimar a candidatura do REquião para o Senado. Nada mais justo diante da situação caótica em que exercemos nosso ofício. Sem viatura, salários congelados, com horário de trabalho escravo. Esperem colegas…
abel
março 14th, 2010 at 20:24
28 anos na polícia só tenho uma coisa a dizer, Jesus disse que a responsabilidades dos chefes, dos que direcionam é maior, e que eles responderão perante Deus suas responsabilidades perantes os menores os subalternos, tudo tem seu peso e sua medida. Todos n ós responderemos pelos nossos atos se pudermos ajudar e consertar injustiçãs porque não fazer / ,