por Marcelo Lopes
Fazendo uma análise daquilo que foi exposto no post de Danillo acerca da Jornada Acadêmica de Ações Policiais em Ambientes Rurais (JAPAR), e todos os comentários lá feitos, referentes à própria instituição policial militar inserida numa sociedade democrática de direito e moderna, do seu papel histórico, de suas heranças culturais, só consigo chegar à conclusão de que a instituição ainda não conseguiu se encontrar e se resolver de forma satisfatória. A discrepância daquilo que ela é com aquilo que a sociedade quer ou precisa, é muito grande. É grande também a diferença daquilo que imagina seus novos membros, até pouco tempo civis, com aquilo que efetivamente ela é. Alguns costumam dizer que gostam da polícia por aquilo que ela ainda pode vir a ser, mas não pelo que ela é. A corporação, tão bem redigida nos estatutos, tão bem estruturada nos organogramas, tão bem definida pela lei de organização básica, carece de uma alma, uma cultura, de sensibilidade corporativa para encontrar o ponto médio das forças que atuam dentro e fora da corporação. Acredito que ainda temos um problema grande de crise de identidade.

A JAPAR da APM-BA leva Alunos-a-Oficial a questionarem a identidade policial militar.
Com certeza conflitos sempre existirão em todas as corporações, mas no nosso caso, militares, que temos como valores as tradições, e até por força de regulamento cultuamos procedimentos, formas, condutas, vivemos buscando atingir o ideal de amor à pátria, verdade, respeito etc., se torna muito difícil, às vezes, alinharmos de forma satisfatória o real significado desses valores, dentro de toda subjetividade que eles têm, com o entendimento daqueles que ingressaram na corporação nos anos 70, por exemplo, e que hoje comandam a corporação. Tudo porque nossa cultura organizacional “nos obriga” a criar juízos de valor a partir de coisas insignificantes e irrelevantes. Amor, patriotismo, respeito são valores que encontram divergência na forma de representá-los entre contemporâneos, quanto mais quando há um abismo temporal entre os indivíduos.
Não gostaria de entrar no mérito do Exército Brasileiro. É uma corporação que aprendi, com muito custo, apesar de todos absurdos perpetrados por ele e com o aval dele na ditadura, a respeitar, e, mais do que nunca, ser mais uma voz na defesa do seu reaparelhamento e modernização. Cito o EB porque, em verdade, as PM´s, por obrigação constitucional, assimilaram o modelo padrão do EB. O que criou o anseio corporativo do eterno “vir-a-ser” com relação ao Exército. Quando questionamos informalmente aos militares estaduais sobre o EB e as PM´s, todos são unânimes em dizer que são corporações distintas, com missões distintas. Não se evidencia esse eterno “vir-a-ser” senão vivendo nos quartéis e percebendo que em muito nos miramos, como ideal a ser seguido, o Exército Brasileiro. Mas devo dizer que isso nos impede de termos uma cultura própria, original, uma polícia ostensiva não pré-moldada, criada estruturalmente a partir das reais necessidades da população. Com certeza, é sob esse prisma que se enquadra e se “justifica” a nossa tão debatida JAPAR. Instrução primordialmente militar, necessária e inquestionável se aplicada aos militares do Exército Brasileiro, mas fruto de todo tipo de questionamento, dúvida e incompreensão quando ministrada aos policiais militares.

Manobra do Exército Brasileiro: o “vir-a-ser” da PM? – Foto: Portal IG.
Temos que ter liberdade legal e administrativa para construirmos nossa identidade. Creio que não está em manter as velhas formas, porque nesse aspecto o velho torna-se obsoleto, mas de criarmos uma identidade que nos permita fácil adaptação social e que reduza os conflitos desnecessários dentro da própria organização. A corporação não pode ser um problema, incorporado por nós, a ser resolvido por nós mesmos todos os dias, sob pena de dividirmos nosso tempo e nos enfraquecermos na solução dos conflitos pertinentes ao nosso mister: segurança pública.
Para acentuar a discussão sobre o assunto, leiam “A Crise de identidade das Polícias Militares Brasileiras: Dilemas e Paradoxos da Formação Educacional“, de Jaqueline Muniz.
vagmar batista gomçalves da costa
dezembro 6th, 2009 at 15:07
gostaria de fazer parte da forças armadas da brasil, como fasso para mim recrutar?
Italo Albano Bastos
janeiro 15th, 2010 at 14:01
eu achei muito bom e quando eu fazer 18 anos eu vou trabalhar no exercito brasileiro.
Flávio Henrique morato
abril 27th, 2010 at 16:17
O Exérsito é muito importante para os Brasileiro.gostaria
muito de está servindo,é meu sonho desde pequeno sempre
tive essa certeza que gostaria de servi.
stalisom
junho 1st, 2010 at 19:01
senpre tive vontade servir
stalisom
junho 1st, 2010 at 19:02
mal espero para ir para o exercito
wanderson pit bull
junho 1st, 2010 at 19:04
em agosto eu irei para a seleção do exercito tomara que eu passe
wanderson pit bull
junho 1st, 2010 at 19:05
meu sonho ser soldado do exercito brasileiro
stalison mussoliny
junho 2nd, 2010 at 19:43
exercito Brasileiro um sonho uma paixaÔ