por Danillo Ferreira

Quem vem acompanhando minhas postagens no PMTube viu desde o dia 01/09 o vídeo em que um policial da PMESP dança uma tal “dança da periquita” – gerando uma discussão significativa em torno da atitude do PM. Para agravar a situação do PM, acabou surgindo outro vídeo, que também postei no PMTube, no dia 04/09, onde o mesmo indivíduo dançava mambo enquanto um senhor de cabelos grisalhos cantava e batia palmas (e o operador da câmera gargalhava). Abaixo, para os que ainda não viram, a dança da periquita:

E o mambo:

A discussão que os vídeos estão fomentando, basicamente, levam às seguintes questões: o policial estava apenas num momento de descontração, comum a qualquer pessoa, logo, não merece ser punido? Ou se trata de uma atitude que desabona a corporação a que pertence? Particularmente, vejo esse tipo de “descontração” como uma ofensa, sim, à Policial Militar do Estado de São Paulo e, mais ainda, a todas as polícias do Brasil. Talvez o policial estivesse em horário de almoço, ou saindo de serviço, ou não. Mas mesmo que o PM estivesse em horário de serviço, a ofensa ao trabalho que deveria realizar naquele momento seria ínfima em relação ao dano à imagem duma corporação que é identificada através de sua ostensividade, materializada no fardamento do policial.

Alguns associaram o fato da PMESP apurar o fato em sindicância à rigidez do militarismo, aos quais lembro da execração pública que a Deputada Federal Ângela Guadagnin fora submetida a pouco tempo atrás quando ensaiou uma dança no plenário da Câmara dos Deputados. Definitivamente, dança e serviço público (militar ou não) são incompatíveis, pois a primeira expressa o lúdico, e o segundo a seriedade (pelo menos, deve ser assim). Mas o Brasil não é o único país onde esse tipo de conduta por parte de um policial ocorreu, vejam o vídeo abaixo, dum policial cubano dançando numa orla:

E mais esse, onde uma câmera escondida de supermercado norte-americano flagra um policial imitando Michael Jackson:

E esse outro, onde dois policiais, também norte-americanos, no meio da rua, fazem uma coreografia pra lá de inusitada (e até fazem gestos obscenos para a câmera):

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