por Danillo Ferreira
Depois do PM de São Paulo e a “dança da periquita”, muita discussão foi gerada em torno da irreverência no ambiente de trabalho policial. Uns acham que o rebolado nada mais foi do que um momento para esquecer o stress da profissão, outros entenderam que foi uma tremenda irresponsabilidade e há outros que apenas acharam engraçado e não vêem sequer um motivo para discussão da conduta do policial. Agora, postamos aqui mais um vídeo em que um policial utiliza-se da irreverência no horário de trabalho, mas dessa vez ela é usada para exercer o serviço. Trata-se do “Guarda” Jânio, que segundo um leitor do Abordagem, é soldado da PMDF e trabalha no trânsito em Brasília. Ele faz algumas coreografias para controlar a passagem de pedestres e veículos (uma mistura de Robocop com Michael Jackson), além de usar cartão vermelho e amarelo para regular a conduta das pessoas na via. Quando os pedestres passam ele diz: “tenha paz, e que Deus esteja no coração de vocês”. Quando (aparentemente) uma pedestre tropeça, ele diz: “tá vendo? Passou fora da faixa… Tome!”. Vejam:
Nesse caso do guarda Jânio entendo que não há qualquer aspecto negativo em sua conduta, pelo contrário, isso faz com que a população interaja mais com seu serviço, além de ser uma válvula de escape para o stress próprio de quem trabalha regulando o trânsito. Diferente do caso da “periquita”, em que a dança se aproxima do ridículo – o que não quer dizer que o policial seja um criminoso, que não possa extravasar suas emoções, tampouco que a dança seja o grande problema das polícias no Brasil, como alguns insistem em interpretar quando eu disse aqui que a imagem da corporação policial foi afetada (alguém discorda disso?).
Como o Tenente Alexandre publicou no PMTube, e o colega Ricardo Anunciação me lembrou na APM (espero seu comentário, Ricardo), aqui na Bahia também houve um caso de dança em serviço por policial militar, no Carnaval de Salvador, quando Ivete Sangalo puxou dois PM’s para dançar com ela. Particularmente, também não achei conveniente a cena, mas me pergunto o que aconteceria se os policiais se recusassem a dançar (você, policial, se recusaria?). Além disso, não dá para comparar “esteticamente” os efeitos dos dois vídeos. Tirem suas próprias conclusões:
Para acabar a sessão “irreverência militar em serviço”, deixo aqui o link para algumas fotos que o Sedentário & Hiperativo publicou no post “Humor Militar”, que contém imagens de militares – principalmente norte-americanos – em poses, digamos, engraçadas…
O site do Guarda Jânio (PMDF) - Abordagem Policial
novembro 30th, 2009 at 10:49
[...] lembra do Guarda Jânio? Faz mais de um ano já que publiquei aqui no Abordagem o vídeo do soldado da PMDF que faz coreografias e performances inusitadas para controlar o trânsito …. De sustos a elogios, de piruetas a distribuição de flores, Jânio é um showman em serviço à [...]
Anônimo
março 24th, 2010 at 13:30
Não confundam as coisas: uma coisa é ser ‘guarda’ de trânsito, outra é ser PALHAÇO E MALABARISTA DE CIRCO. Ah, tenha dó, né gente????