Os problemas com as armas Taurus 
Mulheres com medidas protetivas poderão acionar botão para chamar a polícia em Pernambuco 
Jovens são presos por desacato após comentar ações de policiais 
A imprensa veiculou um conflito entre a Polícia Civil e a Militar que não teria ocorrido se o delegado e seus agentes estivessem fazendo o que diz a Constituição Federal: exercendo na delegacia suas funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais. Muitas patrulhas de policiais civis atuaram nos circuitos do carnaval baiano. Durante um evento como esse, o lema é quanto mais polícia nas ruas, melhor. Mas, muito embora contribuam com o policiamento urbano, essas patrulhas são inconstitucionais. Diante da clareza da descrição expressa no artigo 144 da Constituição Federal e da doutrina, não se faz necessário justificar legalmente que o lugar da Polícia Civil não é realizando policiamento ostensivo. Seu lugar é na delegacia. Mas não é o que vemos. Viaturas padronizadas, armas à vista na cintura, coletes, uniformes improvizados e distintivos fazem parte da rotina de trabalho desses policiais. Há realmente uma alteração no sistema híbrido de controle social de nosso Estado. Seria uma tentativa de aparecer para a sociedade a justificativa para tudo isso? Há quem diga que sim. Mas não é a política legal e não há formação para isso. As câmeras do carnaval são fartas de gravações que apresentam o despreparo dos agentes civis na hora de realizar, por exemplo, uma busca pessoal durante a abordagem, ou uma condução para delegacia. E não se trata de uma ação isolada de um ou outro agente. Seu curso de formaçao é muito rápido e apenas voltado para sua missão legal. Portanto, o resultado dessas operações só pode ser equívocos e ilegalidade, já que falta o primeiro requisito previsto pelo Direito para o ato administrativo, a competência. Ah, entendi agora o porquê de tanta demora para se registrar uma ocorrência na delegacia. Claro, os agentes estão nas ruas!
Alguns fatos vão chegando de mansinho, se tornando corriqueiros, e, de repente, passam a fazer parte do dia-a-dia das pessoas. De nós todos. Quando a coisa é meramente de mau gosto, ainda conseguimos tolerar, afinal, Estado Democrático de Direito passa por isso também. Mas quando direitos constitucionais são flagrantemente violados ou quando uma corporação que, pelo menos doutrinariamente, ostenta importantes pilares éticos e morais se associa, de modo a ganhar um dividendo qualquer junto à população, a uma mídia que tem como base o sensacionalismo e a fugacidade, (sensacionalismo que por vezes atinge o absurdo, esbarra na ilegalidade e ainda assim desfila diante de nossas vistas, de nossas famílias e de nossas instituições e vão cristalizando uma distorcida e nefasta noção de cidadania e direitos humanos), então, já passou da hora de tomarmos alguma atitude e refletirmos sobre o tema. A nossa Constituição, de modo expresso, prevê indenização por dano à imagem (Art. 5º, Inc. V) e, ainda, limita a reprodução da imagem humana (Art. 5º Inc. XXVIII). No nível da legislação infraconstitucional, o novo Código Civil (Lei 10.406/02) proíbe a exposição ou utilização da imagem de uma pessoa, prevendo indenização quando a publicação lhe atingir a honra ou se destinar a fins comerciais (Art. 20). Somente é o suficiente para que o Ministério Público tome providências ao que ocorre nos ditos "programas policiais baianos", mas nada é feito. Os presos, e observem que toda sorte de gente é presa, em várias circunstâncias (lembre-se do ditame constitucional que ninguém será culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória) são submetidos a uma execração pública por parte deste setor da imprensa. Da chacota à humilhação, do escárnio ao interrogatório, de tudo esses programas televisivos fazem, com a aquiescência das forças policiais. Depois, editam o que lhes interessam e vão ganhar dinheiro em cima da desgraça alheia. Ou melhor, da nossa desgraça. Acho interessante que uma parcela significativa da polícia entenda que os âncoras desses programas, que mantêm suas audiências explorando esse tipo de coisa imoral e ilegal, tenham que ser "Amigos da Polícia", como se disséssemos: "Este tipo de gente é melhor termos como amigo do que como inimigo". Ocorre-me que é o mesmo raciocínio que têm aqueles que moram nas favelas, invasões e nas periferias das grandes cidades e que são em sua grande maioria pessoas de bem, mas que se vêem obrigados a manter uma relação cordial com os criminosos do local, já que não existe outra solução. Conceder um título de "Amigo da Polícia" a um repórter que desenvolve esse tipo de trabalho, em verdade, ratifica nossa fraqueza, explicita nossa limitação. É lamentável. Pensar que um apresentador de um desses programas veste uma camisa estampada com letras garrafais a frase: "O DIABO MANDA E A PMBA MANDA DE VOLTAAAAAA" e ainda ser considerado amigo da polícia, pela própria polícia. E o pior é que, infelizmente, tem policial que vive disso, acha graça e se vangloria da situação, estupidamente se entende valorizado e exaltado por uma asneira dessas. Temos emissoras de televisão que exibem de modo irresponsável cenas de violência, pessoas se drogando, corpos alvejados e mutilados, execuções sumárias, a banalização geral da violência, uma falência da noção de dignidade humana, já que a galhofa e a certeza da impunidade faz destas transmissões um espetáculo marginal de desrespeito a valores constitucionalmente garantidos. Tudo isso com um tempero policial, com o argumento de que é melhor sermos amigos do que inimigos, com a possibilidade de ganho pessoal para alguns, com o ego de muitos outros que ainda é massageado pelo machismo vazio e com a leniência de alguns segmentos que não deveriam se curvar. O Ministério Público Baiano convocou diretores de algumas emissoras a fim de assinarem um termo de conduta para limitar esses programas. Entendo que demorou muito para que esta medida fosse tomada, afinal, permitiu-se que chegasse ao extremo para se fazer algo. Contudo, neste caso, o "antes tarde do nunca", cai bem à situação. Espero que possamos refletir com esta situação nosso papel enquanto policial, e que antes de concedermos títulos públicos de qualquer coisa a quem quer que seja, saibamos bem quem de fato está sendo agraciado e quais as suas intenções, se é que não sabemos.
Muito prazer, futuro policial! Estude, que você passa! Quem nunca ouviu isso? Só que muita gente vive estudando e nunca é aprovado. Então não basta só estudar. Mesmo sem fartos recursos financeiros e sem muito tempo, você poderá passar no concurso que quiser, como eu fiz. Antes de falecer, meu pai me fez um pedido: "Filho, seja um militar". Depois disso, eu acordei para esse objetivo e realizei um sonho: em 2003 ingressei nas fileiras da Corporação como Soldado PM. Pensei nas Forças Armadas, mas desisti, pois teria que sair do meu Estado. Logo depois fui aprovado em 2005 no vestibular para o Curso de Formação de Oficiais da UNEB e hoje estou no último semestre. Estou aqui porque me realizo como militar. Não é só se trancar no quarto e "meter a cara" no livro. Até descobrir isso, percorri caminhos e usei estratégias que pretendo mostrar pra você aqui no Abordagem. Tudo por um preço acessível! Custa apenas a curiosidade de clicar no Segredos de Concurso. Quer ser um policial? A partir desta postagem, editarei outras, voltadas para aqueles que tinham um sonho como eu. Fique ligado! Se possível, coloque o Abordagem Policial como página principal no seu computador. Irei propor a você estratégias de aprovação que são atitudes e técnicas capazes de levá-lo a atingir o resultado desejado sem grandes sacrifícios. Para isso, eu só preciso que você duvide! É isso mesmo que você ouviu. A dúvida, sim, o senso investigativo da descoberta. Dom Inácio de Loyola disse: "Para quem acredita, nenhuma palavra é necessário. Para quem não acredita, nenhuma palavra é possível". Um pensamento que enxerga a dúvida como instrumento de aquisição do saber. Então seja-bem vindo! Esse espaço é nosso. E se quiser colaborar com sua experiência, envie-nos seu conteúdo pelo e-mail do blog (abordagempolicial@gmail.com). Poderemos publicá-lo e citar você. Fique ligado!
Estão abertas as inscrições do concurso para 157 vagas de Delegado da Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS). O salário inicial é de R$5.721,30, e se exige graduação em Direito (concluída até a data de encerramento das inscrições, 20 de março) e Carteira Nacional de Habilitação, no mínimo, da categoria "B". As provas de capacitação intelectual serão divididas em três fases: 1. Fase Preliminar - constituída de Prova Escrita Objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, elaborada e aplicada pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Humano - IBDH; 2. Fase Intermediária - constituída de Prova Escrita Discursiva, a qual serão admitidos somente os candidatos aprovados e classificados na fase preliminar e que terá caráter eliminatório e classificatório; 3. Fase Final - constituída de Prova Oral e Prova de Títulos, às quais serão admitidos somente os candidatos aprovados na fase intermediária, e que será exclusivamente classificatória. Além das três fases da prova de capacitação intelectual, os candidatos serão submetidos a teste de capacitação física,  exames de saúde, avaliação de aptidão psicológica, sindicância social e, finalmente, ao curso de formação profissional, que terá a carga-horária mínima de 800 horas-aula. Durante o curso, a ser realizado na Acadepol, os candidatos terão direito a 50% do valor do salário inicial. Recapitulando: Concurso para Delegado da Polícia Civil do Rio Grande do Sul Vagas: 157; Inscrições: até 20 de março; Taxa de Inscrição: R$ 110,43; Prova: a ser divulgada; Exigências: a) ser brasileiro; b) contar com, no mínimo, 18 anos de idade até a data de encerramento das inscrições; c) possuir cédula de Identidade Civil que contenha o nº de registro geral (RG), utilizado para cadastramento de pessoas físicas pelo Órgão Estadual de Segurança Pública; d) estar em dia com as obrigações Militares e Eleitorais; e) ter concluído o Curso de Direito até a data de encerramento das inscrições, devendo comprovar por ocasião da matrícula no Curso de Formação Profissional; f) possuir Carteira Nacional de Habilitação para conduzir veículos automotores, no mínimo da categoria B, até o encerramento das inscrições; g) possuir CPF válido perante a Receita Federal. Clique aqui para fazer o download do Edital. Clique aqui para acessar a Ficha de Inscrição.
Já começou a maior festa popular do mundo, o Carnaval de Salvador, por onde passarão milhares de pessoas de todas as cores, nacionalidades, naturalidades, classes sociais e interesses. A cidade se transforma durante os 7 dias da festa: o fluxo de pessoas, a arrumação do espaço físico, os destaques da imprensa, a euforia dos turistas e dos nativos, enfim, Salvador parece outra cidade. Não é diferente no âmbito da Segurança Pública. Seguramente, o tráfico de drogas tem seu mercado aquecido, já que o ambiente de liberalidade carnavalesca é um atrativo a mais para os usuários. Furtos e roubos são mais comuns nessa época, já que os infratores da lei percebem maior facilidade em se aproveitar das pessoas que estão com suas atenções voltadas para a música, para as paqueras, para as drogas — lícitas e ilícitas (leia os textos do Blitz Policial sobre o Carnaval: Planejamento, Estatísticas e Sensação). De acordo com a Secretaria de Comunicação do Governo da Bahia, serão investidos R$ 21,5 milhões para garantir a segurança dos foliões durante a festa em Salvador, onde 16.207 policiais atuarão, entre policiais civis, militares e bombeiros. Na PM, percebe-se que os recursos — materiais e humanos — são mobilizados como em nenhuma época do ano. Quem trabalha no Carnaval recebe hora-extra e ticket-alimentação, percebe-se uma preocupação com o estado emocional dos policiais que atuarão e o trabalho deles é fiscalizado de maneira eficiente: são 117 câmeras no circuito. É uma pena que esses fatores positivos nem sempre são reunidos nas diversas atuações da polícia. O argumento utilizado geralmente é o da falta de recursos, mas creio que a atenção do Estado é diretamente proporcional à visibilidade do evento, e seria difícil ocorrer de outro modo, pelo menos na estrutura política em que estão situadas as polícias estaduais atualmente. Para se ter uma noção da proatividade dos responsáveis pela segurança pública no Estado da Bahia nessa época, veja-se a curiosa medida de mandar cartas para "os cerca de 1.300 foliões que se envolveram em brigas e pequenos furtos no Carnaval passado". "É um recado e uma exaltação à paz, uma lembrança a essas pessoas que pareciam não estar com paz interior em 2008", disse o Secretário de Segurança Pública da Bahia, César Nunes, conforme divulgou o Política Livre. PMBA e artistas no Carnaval Outra interessante medida foi incluir a cantora Ivete Sangalo, vestida de policial militar da Bahia, nas campanhas publicitárias do Carnaval. Ivete é uma tradicional admiradora da PMBA, e já apareceu em vídeos fardada com o uniforme do Batalhão de Choque, além de ter dançado, em outro carnaval, com policiais fardados no meio da avenida. Além de Ivete, quem não se lembra da homenagem que Durval Lelys, vocalista do Asa de Águia, fez à PM baiana no Carnaval de 2008, cantando fardado o hino da PMBA? Dicas aos foliões do Carnaval 2009 Dois serviços de grande importância para os foliões do Carnaval da Bahia é a Delegacia Digital da Polícia Civil e a devolução de documentos perdidos realizada pela PMBA. Lembrando que na Delegacia Digital "Só poderão ser registradas ocorrências relativas a furto de veículos, furto de objetos e documentos, perda e extravio de documentos e objetos, desaparecimento e encontro de pessoas". Quanto aos documentos perdidos, serão devolvidos até quinze dias após o Carnaval, no SAC do Shopping Barra, em Salvador. Assim, caso você encontre qualquer documento, entregue a uma patrulha da PM, que já estará orientada a receber o documento para que seja devolvido ao dono. Clique aqui para visitar o site da Delegacia Digital. Clique aqui para saber como funciona o sistema de Devolução de Documentos Perdidos. Interessante também é ler as dicas de segurança divulgada pelo Departamento de Comunicação Social da PMBA: 1. Evite levar para o circuito cartões de crédito e todo o talão de cheque. Não ostente jóias e nem porte grande quantia de dinheiro; 2. Separe as folhas de cheque e dinheiro de qualquer documento pessoal, distribuindo-os em seus bolsos; 3. Com exceção da CNH, procure portar cópias reprográficas autenticadas dos documentos, lembrando que no caso da documentação do veículo, a autenticação só é válida quando realizada pelo DETRAN; 4. Evite levar bolsas, carteiras, máquinas fotográficas ou de filmar para os tocais de festa; 5. Mantenha-se alerta e atento a pessoas que lhe despertem desconfiança. Se estiver sendo seguido, dirija-se, com naturalidade, a um posto da Polícia Militar ou a uma patrulha da PM; 6. Em caso de assalto, não reaja nem tente fugir, respondendo apenas o que lhe perguntarem. Jamais encare diretamente os assaltantes; tente manter a calma. Sua vida vale mais que qualquer bem material. Não faça movimentos bruscos; Lembre-se sempre de que há possibilidade de existir outra pessoa dando cobertura ao crime; 7. Nunca deixe de registrar a ocorrência numa delegacia policial, e se testemunhar um ato delituoso, procure informar rapidamente à Polícia Militar; 8. Utilize os meios de transporte coletivo ou táxi; não sendo possível estacione seu veículo nos locais indicados pela Prefeitura; 9. Caso seja necessário estacionar em via pública, atente para a sinalização e evite os locais ermos, evitando permanecer no interior do veículo; 10. Não deixe exposto no veículo objetos de valor, sacolas, pacotes, nem documentos importantes, procurando guardá-los no cofre ou porta-mala; 11. Sempre que for utilizar caixas eletrônicos, tenha cuidado ao digitar a sua senha e em caso de dúvidas procure algum funcionário do banco; 12. Não faça uso imoderado de bebidas alcoólicas, e se estiver dirigindo passe a condução do veículo para alguém que não esteja bebendo; 13. Utilize telefones públicos, evitando portar telefones celulares nos circuitos; 14. Identifique as crianças com cartões, especificando nome, filiação, endereço e telefone para contato, mesmo que a criança já consiga se comunicar; 15. Lembre-se de que o porte de arma está suspenso, desrespeitar constitui prática de delito. Desejo a todos os foliões um bom Carnaval, com muita curtição, mas sem exageros. O Estado depende de todos para que se realizem as metas de diminuição de ocorrências na festa. Quanto aos policiais, lembremos que estaremos atuando num ambiente de relaxamento para os foliões, onde "extravasar" é a palavra-chave, assim, cabe ser flexível e entender algumas atitudes não-convencionais, mas sem ser tolerante com as ilegalidades.
Estamos na semana em que a Polícia Militar da Bahia completa 184 anos, no último dia 17 de fevereiro, especificamente. Cabe a pergunta: o que significa o aniversário de uma instituição pública? Qual a relevância desta data? São comuns os discursos recheados de adjetivos, destacando os valorosos, briosos e heróicos combatentes do passado. Também não faltam apologistas à instituição que "resistiu" mais de 180 anos (quase bicentenária) ao instável fluxo sócio-cultural da sociedade brasileira e baiana desde sua criação. A verdade é que a Polícia Militar da Bahia, e creio que esse é um caso específico que se extende às demais polícias, está melhor do que nunca. Pior que amanhã, certamente, mas melhor que ontem. Parece um raciocínio clichê e óbvio, mas minha intenção é desconstruir o saudosismo da "polícia do meu tempo". A polícia "que era mais respeitada", "que tinha mais moral", "que mandava de verdade". Enfim, a polícia do passado, manifestamente extinta pela sociedade, mas que vez ou outra insiste em reaparecer em discursos, ou em atitudes lamentáveis de alguns policiais. Aquela "resistência" é hoje colocada em xeque por correntes de pensamento que entendem, acertadamente, que a polícia deve estar voltada para servir ao  cidadão, seu cliente (foco de qualquer empresa bem administrada nos dias atuais). A PMBA já aderiu oficialmente, por exemplo, à doutrina de Polícia Comunitária, que segue esse viés de atuação, não obstante ainda passar por problemas na implementação dessa aproximação entre polícia e comunidade. A PM, para sobreviver como instituição útil, depende pouco de autoproclamações, vaidades corporativas e saudosismos pautados em vontades pessoais. Só se constrói polícia, ou qualquer outra organização pública, com a argamassa das necessidades sociais, com as ferramentas certas para seus respectivos problemas. As soluções do passado , menos dinâmico, mais uniforme e pouco conflitivo, são insuficientes para sanar as doenças da atualidade. Sem esquecer onde já erramos, sem ignorar o que está dando certo, nem desmerecer o relevante trabalho de todos os policiais que construíram e constroem a Polícia Militar da Bahia, ou seja, levando em consideração nossa história, devemos comemorar a polícia que temos hoje, mais profissional, humanitária, cidadã. Ainda longe do ideal, mas o mais próximo que já chegamos dele. Se não resolvemos os problemas que a sociedade nos impõe, perdemos o sentido de existir, logo, se à sociedade não nos dedicarmos, ela própria desconsiderará nossa importância. A foto que ilustra esse post é do Quartel do Comando Geral da PMBA: imponente, vigoroso, elegante. Quando a sociedade olhar a polícia e os policiais de tal modo, teremos a polícia "que é respeitada", "com mais moral". O aniversário da PMBA é uma oportunidade para se pensar como contribuir, individualmente, para essa edificação.
O Delegado Geral da Polícia Civil do Amazonas tornou público o edital para provimento de vários cargos da Corporação. Ao todo, são 1.010 vagas, sendo 5% delas destinadas a portadores de deficiência. Com a validade de dois anos, prorrogável por mais dois, o concurso oferece as seguintes vagas: Delegado Vagas: 100; Salário: R$ 6.104,16; Requisitos: bacharelado em Direito com três anos de experiência. Investigador Vagas: 500; Salário: R$ 2.514,24; Requisitos: nível superior em qualquer área. Escrivão Vagas: 290; Salário: R$ 2.514,24; Requisitos: Nível superior em qualquer área. Perito Criminal Salário: R$ 4.263,84; Vagas: 80 no total, divididas nas seguintes áreas (todas exigindo formação superior): Área A – Engenharia Florestal e Cursos de Tecnologia na área Florestal (5 vagas); Área B – Computação, Informática e Processamento de Dados (15 vagas); Área C – Química, Farmácia e Bioquímica (30 vagas); Área D – Ciências Contábeis (5 vagas); Área E – Ciências Biológicas e Biomedicina (15 vagas); Área F – Engenharia Mecânica, Naval e Mecatrônica e Cursos; de Tecnologia Mecânica e Mecatrônica (10 vagas). Perito Legista Vagas: 35; Salário: 4.263,84; Requisitos: Nível superior em medicina mais dois anos de experiência. Perito Odontolegista Vagas: 05; Salário: 4.263,84; Requisitos: Nível superior em odontologia mais dois anos de experiência. As inscrições, que custam R$120,00 (para qualquer cargo) já estão abertas, e encerrarão no dia 4 de março, no site da COPEC, Comissão Permanente de Concursos do Estado do Amazonas. Os locais das provas de conhecimentos gerais e específicos, que têm previsão para ocorrer no dia 29 de março, serão divulgados entre os dias 18 a 20 de março, no cartão de convocação, a ser publicado no site do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (CETAM). Além das provas de conhecimentos gerais e específicos, estão previstos exames médicos, prova de capacidade física, avaliação psicológica, prova prática de digitação para escrivão e investigador de polícia, e avaliação de títulos. Os aprovados realizarão curso de formação em Manaus-AM. Clique aqui para ler todo o edital do concurso. Clique aqui para fazer sua inscrição.
Rio de Janeiro já tem 50 policiais mortos em 2016 
Estudo mostra que maioria de menores infratores não tem pai em casa 
Antes mesmo de ingressar na polícia já lia o Cultcoolfreak, blog do Roger Franchini, que iniciou suas publicações pelos idos de 2004. Anos depois, tive a feliz oportunidade de conhecer pessoalmente o Roger, na Campus Party 2009, onde fomos convidados a falar um pouco sobre a Blogosfera Policial. Agora o encontro novamente, mas através das páginas do seu livro Ponto Quarenta, a primeira publicação de um blogueiro policial. Ponto Quarenta é um romance, e trata da história de Vital, "investigador da Polícia Civil de São Paulo, em meio à rotina de descaso do Estado com os órgãos de segurança pública, aos poucos viu-se envolvido numa complexa trama de corrupção comandada pela alta cúpula do governo". O livro não passa de ficção, já que está claro que Vital e Roger não tem qualquer coisa em comum. ;) Os curiosos podem se antecipar ao lançamento da obra e ler o primeiro capítulo gratuitamente, fazendo o download aqui. O Roger já disse que o livro tá vendendo como água no deserto, então sugiro que você reserve logo o seu clicando aqui. Alguns dados sobre o livro: Ponto Quarenta - A Polícia Civil de São Paulo para os Leigos Autor: Roger Franchini Nº de páginas: 150 Dimensão: 10,5cm x 19,0cm Capa: Papel supremo 250grs, 4 cores Miolo: Papel sulfite 75grs, 1 cor Peso: 150g Preço: R$ 16,00 + frete nacional por carta registrada Total: R$ 20,00 (livro + frete) O Diário de um PM, o Caso de Polícia e o Jornal da Tarde também comentaram o livro.
Quando se associa choques elétricos à polícia e aos militares é inevitável a lembrança dos tenebrosos “anos de chumbo” por que passou o Brasil a alguns anos atrás: os militares da Ditadura que iniciou-se em 1964 utilizaram diversos meios de tortura para coagir os inimigos políticos do regime, sendo o choque elétrico um dos mais terríveis e dolorosos processos adotados àquela época. Os tempos são outros, o Brasil aderiu à democracia, temos uma nova Constituição Federal, e a tendência é que os fantasmas da Ditadura passem a ser exorcizados. É o que está sendo feito agora com a adoção, por parte do Governo Federal, de pistolas Taser, que são armas de eletrochoque, distribuídas para polícias de vários estados brasileiros. O que é a Taser A Taser é fabricada pela empresa Taser International, e possui (o modelo a ser utilizado no Brasil, a Taser M26) um mecanismo de disparo similar ao das armas de ar comprimido. Assim que se pressiona o gatilho, a arma aciona um cartucho de gás nitrogênio, que se expande e gera pressão para que eletrodos sejam lançados na direção desejada. Esses eletrodos estão ligados à arma por fios condutores isolados, e possuem ganchos que facilmente agarram nas roupas. Basta os eletrodos se prenderem para que a corrente elétrica seja transferida dos fios ao agressor. Os impulsos elétricos transmitidos são da ordem de 50.000 volts, e afetam o sistema nervoso central do indivíduo, prontamente imobilizando-o, fazendo com que ele fique na posição fetal. Ao atingir a vítima, os eletrodos disparam uma descarga de 5 segundos. Após isso, caso o operador permaneça com o dedo no gatilho, uma descarga é liberada a cada 1,5 segundo. O alcance máximo da arma, a depender do cartucho utilizado, é de aproximadamente 10,6 metros (comprimento do fio da M26), e após um disparo, os fios tem que ser recolhidos para que a arma seja novamente utilizada. Os 50.000 volts citados, são gerados por 8 pilhas AA de 1,2 volts, através de condensadores e transformadores que a arma possui. O fabricante informa que todas as armas possuem uma memória digital que armazena a data e a hora dos 585 últimos disparos, além de expelir confetes identificadores com o número serial do cartucho no momento do disparo. Clique aqui e saiba mais sobre as especificações técnicas da Taser M26. A Taser mata? O termo “Arma não-letal” é um contrasenso. Se tomarmos uma caneta como exemplo (que nem arma é considerada), estudando as possibilidades letais dela, veremos que os prejuízos possíveis utilizando-a como arma levam, sim, à morte — perfurações toráxicas, no pescoço, nos olhos, enfim. Assim, o ideal seria chamar essas armas de “menos letais”, como é o caso da Taser. Os confetes expelidos com o nº de série do cartucho: Segundo o site da Universidade do Porto, Portugal, só nos Estados Unidos, em torno de 330 pessoas morreram, desde 2001, pelos efeitos de armas Taser (número da Anistia Internacional). Lá o uso das Taser são autorizadas em vários estados até mesmo para a sociedade civil. Enquanto entidades como a Anistia Internacional criticam o equipamento, as instituições policiais alegam que as mortes estão associadas ao uso de estupefacientes (cocaína, ecstasy, heroína, etc.) pelos atingidos. Portugal e Canadá também já usam a Taser, sendo que este último registrou o mais notório caso de morte por causa da arma. O fato ocorreu quando o polonês Robert Dziekanski se exaltou no Aeroporto de Vancouver em outubro de 2007. Os policiais canadenses utilizaram a arma, e o turista, de 40 anos, que não usava drogas, acabou falecendo. Clique aqui e assista o vídeo da morte de Robert Dziekanski. A Taser no Carnaval da Bahia 2009 Através do fornecimento das pistolas pelo Governo Federal, as Taser destinadas à Bahia já serão utilizadas no próximo carnaval. O Jornal A Tarde divulgou em recente matéria a novidade, trazendo alguns comentários errôneos de especialistas(?) em relação às armas. Primeiro diz que as descargas são de 120.000 volts, quando o modelo M26 não passa de 50.000. Depois afirma que a distância mínima de utilização é de 15 metros, mas a verdade é que existem cartuchos que vão de 4,5 a 10,6 metros para a M26: Quanto aos custos da reposição de cartuchos, há alguma razão naquilo que diz a matéria, questionando se haverá recursos para realizá-las. A Taser é um passo importante no sentido da aplicação da doutrina de uso progressivo da força, onde o primeiro nível de uso da força é a presença do policial e o último é a força letal da arma de fogo. Cabe às polícias treinarem seus policiais para bem usar o equipamento, e aos policiais resta a consciência das possibilidades, remotas mas possíveis, de letalidade da arma. A Taser traz melhores condições de trabalho, preserva a vida do cidadão e a integridade do policial, mas apenas se não for usada abusivamente, e sim dentro da técnica. Clique aqui e leia a reportagem de A Tarde.
Existem muitos discursos defendendo quais devem ser as prioridades das polícias. Uns tratam as organizações policiais como meio para se alcançar determinado objetivo, outros entendem a polícia como um fim, um monumento a ser cultivado e perpetuado como se tivesse vida própria e autônoma. Esses últimos são adeptos do bordão “as pessoas passam, mas a instituição fica”, como se as polícias não fossem entidades criadas e mantidas apenas por pessoas, passando por transições constantes — a depender dos problemas a se enfrentar e das intenções de seus participantes. Há quem trate as polícias como meras ferramentas para obtenção de vantagens pessoais; trata-se daquele policial que tem como máximo de esforço o cansativo trabalho de receber seus honorários no banco mensalmente. “Só estou na polícia por causa do dinheiro”, ele diz (para espanto do leitor que sabe dos indignos salários das polícias brasileiras). Polícia Civil do Paraná em treinamento: qual a direção dos esforços das polícias? - Foto: Site da PCPR Outra frase comum, e que também é um símbolo do direcionamento de esforços por parte do policial, é a que afirma que “o comandante é o homem mais sábio do mundo”, num exagero que passa a canalizar a atuação dos policiais às vontades do seu superior, incondicionalmente. Esse é um posicionamento que pode levar à subserviência, onde erros são ignorados, a depender de quem erra — problema peculiar entre as organizações com rígida hierarquia, como as polícias militares brasileiras. Ao mesmo tempo, a obediência cega é um meio vulgar de se tentar alcançar privilégios, em que se cria a tradicional figura do lacaio servindo aos devaneios do amo. Recapitulando, essas foram as três idéias, no meu ver equivocadas, que comentei aqui, todas elas representando direcionamento de esforços nas polícias: 1 - “As pessoas passam e a instituição fica”; 2- “Só estou na polícia por causa do dinheiro”; 3 - “O comandante é o homem mais sábio do mundo”. Não defendo o desapego às corporações policiais, ao contrário: devemos fazer com que elas se adequem ao ambiente em que estão inseridas, sob pena de morrerem caducas. Tampouco quero dizer que os policiais não devem ser recompensados pelo complexo serviço que prestam, já que todos concordamos com a defasagem salarial da categoria. Por fim, não prego a indisciplina nem a insubordinação, mas o relacionamento profissional onde todos possam se posicionar crítica e abertamente. O foco das polícias, e dos policiais, individualmente, deve ser a excelência do serviço prestado à sociedade, de modo que as corporações se adequem e não “resistam” a ela. Os policiais devem ser motivados para que atuem bem em seu mister, e os comandantes (dentre eles os chefes do Poder Executivo), estarão corretos somente se estiverem despendendo seus esforços para servir nosso cliente: o cidadão.
Luiz Eduardo Soares é quase um monopolizador no que se refere à produção de conhecimento prático de Segurança Pública no Brasil. Por ter passado por várias instâncias governamentais, municipal, estadual e federal, possui relevante experiência na área, conhecendo de perto os problemas das polícias, seu relacionamento com os governos e as contingências a que estão submetidas a prestação de um bom serviço à sociedade no que se refere à manutenção da paz social. Ao ler “Segurança tem Saída”, percebemos que nem sempre o profissional experiente se deixa levar pela maré do descrédito, tampouco terá ele, necessariamente, respostas velhas para os velhos problemas. O livro começa desafiando o leitor a questionar o natural descrédito por que passamos ultimamente em matéria de Segurança Pública – estamos anestesiados com as tragédias cotidianas que a cada dia assola de modo mais latente nossa sociedade. Luiz Eduardo se propõe a mostrar, como o próprio título ilustra, que a questão da segurança no Brasil tem, sim, solução e começa a discutir questões variadas, que vão desde a legalização das drogas até as medidas necessárias para sanar a corrupção policial. Sobre este último tópico, ele diz: “O maior obstáculo à corrupção é o orgulho profissional. Exemplos do que se pode fazer, nessa direção, é a mudança no regimento disciplinar da PM, que é obsoleto, draconiano e míope, isto é, severíssimo com falhas administrativas e lenientes com crimes cometidos fora dos batalhões. Os oficiais evitam abrir esse debate porque temem perder de vez o controle. É preciso compreender que os policiais de mais baixa patente sentem-se desrespeitados como cidadãos e trabalhadores pelo regimento em vigor. Regimento que, todavia, não tem sido eficaz na redução da brutalidade e da corrupção.” O autor também critica as castas existentes na estrutura hierárquica das polícias: “Hoje, na prática, há quatro polícias. Duas na PM e duas na Polícia Civil: os oficiais e as praças; os delegados e os agentes. O problema não é a hierarquia; são os obstáculos no progresso da carreira. Os profissionais que já estão nas polícias deveriam ser privilegiados nos concursos para delegados e nos cursos de formação de oficiais” Muitas das idéias defendidas por Luiz Eduardo são polêmicas, e a grande maioria delas criativas e inovadoras. Por não se situar na posição de dono da verdade – e sempre ressaltar a importância da mudança na tentativa de acertar, uma vez que as velhas práticas não são mais eficientes nem eficazes – ele consegue chegar ao propósito do livro: fazer o leitor acreditar que é possível melhorar o status quo. Aos que entendem que as estruturas policiais atuais são imunes às discussões, devendo se conservar e perpetuar, o autor lembra: “[...] as alterações que propomos não significam desordem e desestruturação de instituições organizadas. Desordem é o que temos hoje. Desestruturadas as organizações já estão. Elas já são ingovernáveis, refratárias a qualquer gestão.” É óbvio que essas idéias não podem ser tomadas como verdades absolutas – o próprio autor descarta essa possibilidade -, entretanto, são temas de grande relevância e que sequer são discutidos por nós. “À guisa de conclusão”, deixo aqui a mensagem que o autor diz que “gostaria de ouvir em seu celular”: “Luiz, acabei de ler o seu livro. Queria lhe dizer que, mesmo discordando de algumas coisas, mudei a minha visão da segurança pública e da violência. Sobretudo, mudei meu sentimento. Passei a achar que tem saída, sim. Não desiste, cara. Segue em frente. Vou fazer a minha parte. Fique aí com o meu abraço.”
O Blog da Segurança Pública anunciou com antecedência, o Diário de um PM e o Universo Policial também já divulgaram, mas pela importância do assunto lembramos aqui a nossos leitores que já começou as inscrições para o 15º ciclo dos Cursos à Distância da SENASP, Secretaria de Segurança Pública. Ao contrário dos outros ciclos, o 15º possui uma limitação: “O período de inscrições para o ciclo 15 será de 26/01/2009 a 02/02/2009 ou até o limite de 150.000 inscrições, o que ocorrer primeiro”. Ou seja: quem quiser fazer os cursos tem que correr, porque as inscrições certamente acabarão antes do prazo previsto. Por que é importante fazer os cursos EAD SENASP? Ora, primeiro lembremos que os cursos tratam de assuntos que interessam a todos os profissionais de segurança pública (policiais militares, civis, peritos e bombeiros militares). Vejam a lista de cursos: Cursos com 40 horas/aula: - Atendimento Policial a Mulheres Vítimas de Violência; - Direitos Humanos; - Saúde ou doença: em qual lado você está?; - Tráfico de Seres Humanos; - Violência, Criminalidade e Prevenção; Cursos com 60 horas/aula: - Análise Criminal; - Atuação Policial frente aos Grupos Vulneráveis (NOVO); - Busca e Apreensão; - Combate à Lavagem de Dinheiro; - Crimes Ambientais; - Crimes de Violência Doméstica; - Elaboração de Materiais para Educação a Distância; - Emergencista Pré-Hospitalar; - Formação de Formadores; - Gerenciamento de Crise; - Identificação Veicular; - Intervenção em Emergências com Produtos Perigosos; - Investigação Criminal 1; - Investigação Criminal 2; - Licitações e Contratos Administrativos; - Local do Crime: Isolamento e Preservação; - Mediação de Conflitos 1(NOVO); - Planejamento Estratégico (NOVO); - Planejamento Orientado por Problemas (SARA MODEL) (NOVO); - Polícia Comunitária; - Português Instrumental; - Redação Técnica; - Representação Facial Humana 1; - Representação Facial Humana 2; - Segurança Pública sem Homofobia - Pré-requisito: ter concluído o curso Direitos Humanos; - Sistema de Comando de Incidentes; - Sistema e Gestão em Segurança Pública; - Técnicas e Tecnologias Não Letais de Atuação Policial - Pré-requisito: ter concluído o curso Uso Progressivo da Força; - Uso das Informações na Gestão das Ações de Segurança Pública; - Uso Progressivo da Força. Além disso, o curso é pré-requisito para que o profissional de segurança pública perceba a Bolsa Formação, auxílio que o Governo Federal está dando aos policiais que possuem o salário bruto inferior a R$1700,00 - daí a grande procura pelos cursos. Apesar das afirmações acerca da possibilidade de corte da Bolsa Formação, parece que o Ministério da Justiça tomou como solução limitar o oferecimento dos cursos, e, conseqüentemente, o número de inscritos na Bolsa Formação. Clique aqui e acesse a ficha de inscrição.
Após ter participado da Campus Party fico com a feliz impressão de que o evento valeu a pena e foi importante para a Blogosfera Policial não apenas em virtude do painel que participei, junto com o Tenente Alexandre, o Roger e a Jamila, mas também para ter noção do alcance e do potencial que os blogs policiais têm atualmente. A ímpar oportunidade de tratar da Blogosfera Policial com feras da blogagem brasileira é um incentivo a mais para continuarmos promovendo nossas idéias na WEB. Além de tudo, houve um encontro de alguns participantes da Blogosfera Policial: além do Tenente Alexandre e o Roger, estiveram lá o Sargento Lago, da PMESP e o Niedson, autor do Diário do Stive - que prometeu retomar seus trabalhos na blogosfera. Vejam abaixo onde o Painel Blogosfera Policial repercutiu: - Portal Terra: Policiais blogueiros falam sobre liberdade na internet - Blog da Segurança Pública: Blogosfera Policial no Campus Party 2009 - Blog Crônicas: Policiais blogueiros falam sobre liberdade na web - Flit Paralisante: Policiais blogueiros falam sobre liberdade na internet - O Povo: Policiais blogueiros na Campus - NumClique: Blogs policias estão se desenvolvendo no Brasil - Caso de Polícia: Participação dos blogs policiais na Campus Party - CultCoolFreak: Blogosfera Policial arromba na Campus Party - Diário de um PM: Como foi o painel Blogosfera Policial na Campus Party - Blitz Policial: Feliz Resta o agradecimento aos organizadores do evento, em especial ao Edney e ao Inagaki, e aos leitores que assistiram ao painel ou acompanharam tudo através dos nossos posts. 2009 é um ano promissor para a Blogosfera Policial: muita novidade está por vir, aguardem!
Quais são as intenções dos blogueiros policiais? Há intenções claras na blogosfera policial? Certamente não há um acordo formal entre os mais de 50 policiais brasileiros que escrevem em blogs, no sentido de padronizar o conteúdo produzido para que se chegue a um objetivo comum. Entretanto, é possível definir as frentes de atuação da blogosfera policial, saber quais as mudanças que ela geralmente se propõe a realizar. Obviamente, isso deve ser feito de modo flexível, levando em conta as inúmeras intenções e conseqüências que um blog policial, ou um mero post, pode ter. Pensando nisso, estabeleci, em linhas gerais, três objetivos para a Blogosfera Policial, onde os blogs policiais geralmente tomam como seus de acordo com as intenções do seu autor. Defendi essas idéias no painel Blogosfera Policial da Campus Party, e resolvi me explicar melhor nesse post. Lá vai: 1 - Interação interna: policiais escrevendo para policiais. Muitos blogs policiais publicam textos que tratam da atividade policial de modo direcionado aos colegas de profissão. O blogueiro que escreve sobre um projeto de lei que modifica o nome de uma unidade policial ou a eficácia de determinado equipamento utilizado em seu dia-a-dia certamente visa outros policiais, já que dificilmente outros tipos de profissionais ou o “cidadão comum” estarão interessados nesses assuntos. Essa “interação interna” é importante por promover diálogos que direcionam a atuação dos policiais, seus anseios e escolhas. O blog é uma das poucas formas que os policiais brasileiros têm para discutir sobre seu trabalho, perdendo em volume de interação apenas para a rede social Orkut, onde eles costumam se expor e opinar mais. Nesse sentido, o blog Blitz Policial é uma referência na Bahia – muitos policiais baianos têm o Blitz como fonte primeira de informações sobre a Segurança Pública Baiana, e um espaço confortável e saudável para se discutir. 2 - Interação externa: policiais se relacionando com não-policiais. Na relação polícia x sociedade não-policial, sabemos todos, não há tanta simpatia assim. Após a(s) ditadura(s) por que passamos, onde a polícia se prestava a papéis autoritários e truculentos, a sociedade civil internalizou certo descrédito nas instituições policiais, principalmente as militares, desconfiando de suas ações, criticando seus serviços, fugindo de qualquer relacionamento com elas. Daí a importância de blogs policiais que mostrem as mudanças que ocorreram e estão ocorrendo nas polícias, fazendo um trabalho de desconstrução de estereótipos, de aproximação entre a sociedade mais ampla e a polícia. A destruição dessa distância é importante até mesmo para que as pessoas possam dizer qual é a polícia que elas querem ter, e os policiais mostrem os motivos pelos quais podem ou não atuar conforme o anseio da população. Quem tem sucesso nessa interação é o Tenente Alexandre, do Diário de um PM, que criou o PMTube e o Aspiras do Brasil. O primeiro é um site de compilação de vídeos policiais, o segundo trata de concursos policiais, trazendo informações para os candidatos que desejam ingressar nas polícias. Além disso, o Diário de um PM é um dos blogs que mais traz tutoriais e posts explicativos sobre polícia, desmitificando a profissão policial. 3 - Reivindicação: os militares militando. A profissão policial no Brasil ainda é desprestigiada em muitos aspectos: baixos salários, pendências educacionais, carência de equipamentos, etc. Como reverter esse quadro? Como fazer com que as autoridades competentes pelo fornecimento dos recursos se alertem para essas deficiências? Aqui os blogs entram como uma eficiente ferramenta de protesto/denúncia/reivindicação. Governadores, secretários de segurança, e autoridades afins têm visto alguns blogueiros policiais atuando incisivamente nessa direção. No Rio de Janeiro o Major Wanderby é o maior exemplo, e em São Paulo é o Dr. Guerra, delegado da PCESP, autor do blog Flit Paralisante. A notoriedade de ambos é diretamente proporcional às retaliações a seus trabalhos nos blogs. Os dois blogueiros estão respondendo processo pelo que escreveram. * * * Como disse, esses três objetivos - que são interdependentes - devem ser observados de modo flexível, já que cada blog tem sua identidade e não dependem necessariamente de um norte existir. Mas creio que todos os blogs policiais já fizeram, de maneira direta ou indireta, alguma contribuição para que esses objetivos fossem postos em prática. Esses são três bons motivos para que a Blogosfera Policial exista.
Pois bem, meus caros: hoje (quinta-feira) ocorreu, como previsto, o painel Blogosfera Policial aqui na Campus Party. Sob a moderação de Ian Black (Enloucrescendo), eu, o Tenente Alexandre (Diário de um PM), o Roger (Cultcoolfreak) e a Jamila (Article XIX) conversamos sobre liberdade de expressão e blogosfera policial, o papel e a importância dos blogs policiais, como os blogs policiais atuam junto à sociedade não-policial, enfim, todas as nuanças dessa ascendente forma de se expressar que os policiais a cada dia que passa vão adotando para expor suas idéias, reclamar, discutir assuntos, produzir conhecimento e interagir. A conversa fluiu bem, os presentes fizeram perguntas interessantes, e creio que todas foram satisfatoriamente respondidas e complementadas pelos componentes da mesa. Algumas perguntas estão no Brasigo (todas elas já respondidas por mim, o Ten. Alexandre e o Roger): - Além da Blogosfera, redes sociais já são utilizadas para policias expressarem seus pontos de vistas sobre a sua profissão? - Já existe bastante questionamento sobre a real importância dos blogs em vários círculos, como entre os jornalistas e entre os publicitários, por exemplo. Qual a importância atual dos blogs de policiais nesse segmento tão específico da sociedade? - Como é possível conciliar a disciplina policial com a liberdade de expressão necessária para o blog? (Clique nos links para ver as respostas e comentar) Abaixo, deixo o vídeo do painel Blogosfera Policial NA ÍNTEGRA. Se quiser assistir a todos os vídeos do CampusBlog clique aqui. Ainda tem muita coisa pra rolar, e outros posts virão sobre o evento e coisas importantes para a Blogosfera Policial.