Alguns fatos vão chegando de mansinho, se tornando corriqueiros, e, de repente, passam a fazer parte do dia-a-dia das pessoas. De nós todos. Quando a coisa é meramente de mau gosto, ainda conseguimos tolerar, afinal, Estado Democrático de Direito passa por isso também. Mas quando direitos constitucionais são flagrantemente violados ou quando uma corporação que, pelo menos doutrinariamente, ostenta importantes pilares éticos e morais se associa, de modo a ganhar um dividendo qualquer junto à população, a uma mídia que tem como base o sensacionalismo e a fugacidade, (sensacionalismo que por vezes atinge o absurdo, esbarra na ilegalidade e ainda assim desfila diante de nossas vistas, de nossas famílias e de nossas instituições e vão cristalizando uma distorcida e nefasta noção de cidadania e direitos humanos), então, já passou da hora de tomarmos alguma atitude e refletirmos sobre o tema.
A nossa Constituição, de modo expresso, prevê indenização por dano à imagem (Art. 5º, Inc. V) e, ainda, limita a reprodução da imagem humana (Art. 5º Inc. XXVIII). No nível da legislação infraconstitucional, o novo Código Civil (Lei 10.406/02) proíbe a exposição ou utilização da imagem de uma pessoa, prevendo indenização quando a publicação lhe atingir a honra ou se destinar a fins comerciais (Art. 20). Somente é o suficiente para que o Ministério Público tome providências ao que ocorre nos ditos “programas policiais baianos”, mas nada é feito. Os presos, e observem que toda sorte de gente é presa, em várias circunstâncias (lembre-se do ditame constitucional que ninguém será culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória) são submetidos a uma execração pública por parte deste setor da imprensa. Da chacota à humilhação, do escárnio ao interrogatório, de tudo esses programas televisivos fazem, com a aquiescência das forças policiais. Depois, editam o que lhes interessam e vão ganhar dinheiro em cima da desgraça alheia. Ou melhor, da nossa desgraça.
Acho interessante que uma parcela significativa da polícia entenda que os âncoras desses programas, que mantêm suas audiências explorando esse tipo de coisa imoral e ilegal, tenham que ser “Amigos da Polícia”, como se disséssemos: “Este tipo de gente é melhor termos como amigo do que como inimigo”. Ocorre-me que é o mesmo raciocínio que têm aqueles que moram nas favelas, invasões e nas periferias das grandes cidades e que são em sua grande maioria pessoas de bem, mas que se vêem obrigados a manter uma relação cordial com os criminosos do local, já que não existe outra solução. Conceder um título de “Amigo da Polícia” a um repórter que desenvolve esse tipo de trabalho, em verdade, ratifica nossa fraqueza, explicita nossa limitação. É lamentável.
Pensar que um apresentador de um desses programas veste uma camisa estampada com letras garrafais a frase: “O DIABO MANDA E A PMBA MANDA DE VOLTAAAAAA” e ainda ser considerado amigo da polícia, pela própria polícia. E o pior é que, infelizmente, tem policial que vive disso, acha graça e se vangloria da situação, estupidamente se entende valorizado e exaltado por uma asneira dessas.
Temos emissoras de televisão que exibem de modo irresponsável cenas de violência, pessoas se drogando, corpos alvejados e mutilados, execuções sumárias, a banalização geral da violência, uma falência da noção de dignidade humana, já que a galhofa e a certeza da impunidade faz destas transmissões um espetáculo marginal de desrespeito a valores constitucionalmente garantidos. Tudo isso com um tempero policial, com o argumento de que é melhor sermos amigos do que inimigos, com a possibilidade de ganho pessoal para alguns, com o ego de muitos outros que ainda é massageado pelo machismo vazio e com a leniência de alguns segmentos que não deveriam se curvar.
O Ministério Público Baiano convocou diretores de algumas emissoras a fim de assinarem um termo de conduta para limitar esses programas. Entendo que demorou muito para que esta medida fosse tomada, afinal, permitiu-se que chegasse ao extremo para se fazer algo. Contudo, neste caso, o “antes tarde do nunca”, cai bem à situação. Espero que possamos refletir com esta situação nosso papel enquanto policial, e que antes de concedermos títulos públicos de qualquer coisa a quem quer que seja, saibamos bem quem de fato está sendo agraciado e quais as suas intenções, se é que não sabemos.
Caroline
fevereiro 27th, 2009 at 9:02
Seu texto é muito bom e me levou à reflexão…
Sou estudante do 5º semestre de jornalismo e soldado da PMBA.
Nesse momento estou confusa… Amo ser policial e amo estudar jornalismo. Considero corretas todas as suas colocações, mas ao mesmo tempo, independente da exploração de imagens fortes etc. etc., as vezes vejo certa importância na colocação de certas coisas para conhecimento público. Não sei se estou expressando bem meu pensamento… estou realmente confusa.
Um abraço.
Edson Caio
fevereiro 27th, 2009 at 9:37
De fato,viver em um Estado dito Democrático, exige um certo sacríficio, de sorte, em privilégios de poucos e detrimento de muitos.O fato é que a banalização tomou conta dos monitores televisivos, talvez por uma força cultural,ora pela impunidade latente, ou mesmo conforme o texto, para o aparecimento promocional de muitos agentes públicos.
Temos o hábito de se deliciar com as desgraças alheias, expondo a marginalidade e atribuir a culpa, sempre nos “meliantes”, diga-se de passagem, vítimas de um Estado falido, onde os outros braços do Estado não funcionam,exceto, o braço armado, neste caso as forças policiais.
Vemos um órgão,neste caso o MP, ficar omisso,assistindo de camarote,talvez até se degustando em ver os direitos fundamentais do cidadão serem vilipendiados,execrados pelos “repórteres policiais”, dando uma falsa sensação de mostrar as “feras humanas”,em face até de uma acusação, sem necessariamente serem os culpados.
Viver em um país que não há uma estrutura jurídica que realmente defenda os interesses do cidadão, jogando suas imagens à opinião televisiva, imputando-lhes algo que até prova em contrário é inocente, é ter que viver com um regime encapuzado subserviente aos caprichos daquele que detém os “fatores reais do poder”
Emmanoel Almeida
fevereiro 27th, 2009 at 11:35
[Me faz lembrar as entrevistas q os líderes neopentecostais fazem nas igrejas com os espíritos encorporados, expondo as pessoas às mais variadas situações vexatórias. Mta gente fica em transe durante horas. O MP na década passada tbm proibiu a prática, q ñ é mais transmitida na TV, mas acontece vezeiramente nessas igrejas. A única diferença é q parece que esses líderes é q são os enganados com tanta mentirada nessas sessões, como eu fui]
De fato, Marcelo, esses programas já passaram dos limites. Uma entrevista dessa pode ser um instrumento para exaltar a prática criminosa. Inclusive se torna na prática elemento de formação cultural em favelas e subúrbios, onde as regras de conduta e os modelos sociais são os mais diversos.
Mas é possível confrontarmos esses apresentadores com programas mais éticos: observe como o Jornal Nacional trata o detido ou apontado nos Inquéritos Penais. Nós vemos um tratamento q atende ao q seu texto discute.
Já acabou o tempo em que o objetivo dos programas policiais era a difusão da informação. Elevar os índices de audiência se torna prioridade num mercado tão competitivo. Uma prática que enfraquece o Sistema de Seg Pública como um todo, ao tbm proporcionar medo ao cidadão q assiste a tanta coisa.
Qdo uma pessoa é detida, qdo lhe é restringido o direito à liberdade em razão do cometimento de algum crime, aquela pessoa está sobre a tutela do Estado q é o responsável por garantir a inclumidade física e moral do indivíduo. É ele quem decide pela comunicabilidade ou não do cidadão com a imprensa, já que detém o poder legal de custódia. Em q pese insatisfações, raramente vc verá um preso custodiado pela PM dando entrevistas. A reprovação maior recái, ao meu ver, na aquiescência da própria Polícia q permite a prática, vez q o repórter cumpre seu interesse sensacionalista. O título de Amigo da Polícia não vive pq está vinculado à prática q ora discutimos. Ele se refere ao homem público q mts vezes está ao nosso lado. Não é o particular q deve inicialmente ter obrigação com os Direitos Humanos, e sim o Estado.
GONDIM
fevereiro 27th, 2009 at 17:33
PERFEITO SEU TEXTO COMPANHEIRO DE FARDA! O PODER MIDÁTICO NÃO TEM NENHUM COMPROMISSO COM A VERDADE DOS FATOS. O ENGRAÇADO É QUE ESSA JORNALISMO VENDIDO E PROSTITUTO , CONHECIDO MAS NO CEIO DOS JORNALISTAS COMO IMPRENSA MARROM SEMPRE AGIU LEVIANAMENTE,SEM NENHUMA BASE CIENTÍFICA ESSA MODALIDADE DE JORNALISMO SE PROJETA EM CIMA DE EMPIRISMO.O QUE MAIS ME PREOCUPA É QUE GERALMENTE OS DIRGENTES DESSES PROGRAMAS SENSACIONALISTAS NÃO SÃO JORNALISTAS DE FATO E DEREITO, SÃO VELHOS RADIALISTAS , ZÉ POVÕES, QUE ENRIQUECEM EM FUNÇÃO DA CRIMINALIZAÇÃO DA POBREZA E ESPETACULARIZAÇÃO DA MISÉRIA . É UMA FORMA TRISTE DE SE GANHAR A VIDA!
GONDIM
fevereiro 27th, 2009 at 17:35
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Yuri
fevereiro 27th, 2009 at 22:48
Disse Octávio Mangabeira: Pense num absurdo, na Bahia tem precedente !
No nosso estado tudo é permitido até que alguém se manifeste contrário.
Tenho 40 anos e lembro-me que era proibidissimo falar palavröes no radio. Hoje em dia uma figura muito democrática e bem aceita pela sociedade bahiana pronuncia PORRA, MERDA e outros nos seus programas como se fosse absolutamente normal. O nome da emissora começa com Metropole…
Outras coisas mais viräo… aguardem…
Yuri
fevereiro 27th, 2009 at 22:54
Gostaria de pedir seu comentário sobre a açäo de alguns policiais militares filmados no carnaval prendendo em flagrante, pessoas que brigavam e visivelmente agredindo repetidamente o brigäo já depois de dominado. Porque isso näo acaba ? Esse é o procedimento ? Amigos meus turistas de primeira viagem dizem que näo voltam mais a Bahia.
Eduardo Leite
fevereiro 28th, 2009 at 9:18
Só reverteremos essa equação de desequilibrio sócio-cultural com uma educação voltada ao homem na sua plenitude.
A miséria, ao longo da história, sempre propocionou o enriquecimento de poucos. O que vemos em relação aos direitos sociais do cidadão é um previlégio inaceitável à dita elite financeira. Aproveito a oportunidade para parabenizar ao autor por esse texto que nos leva à reflexão.
GONDIM
fevereiro 28th, 2009 at 13:10
Amigo Yuri, infelizmente alguns policiais se envolvem emocinalmente com a situação e esquece o profissionalismo.Entretanto, é muito dificil minimizar nossos erros frente a uma cultura fomentada em cima da velha ditadura militar, uma triste tradição que nos acompanha a anos, além disso, não existe nem uma politica pro-ativa do governo para promover uma reforma(no amplo sentido) na estrutura arcaica de nossa policia. Mas quero lembrar também que até mesmo as policiais dos países de primeiro mundo cometem arbitrariedades absurdas e desumanas, como a policia americana. Há lembre também a seus amigos para não fazerem Tur lá na espanha tb pq a polícia de lá está espancando brasileiros , e se me pemite perguntá-lo de que estado são seus amigos turistas??Pq se forem de São Paulo, vixe a polícia lá é que mais mata, do Rio então!. Vivemos, a beira do CAOS social e ninguém faz nada, só sabemos teorizar e perguntar o pq aontece essas coisas, sei que isso não justifica os policias daqui agirem de forma espúria e violenta mas não culpe somente a policia por isso tudo existe todo um contexto por trás disso tudo entende!
Marcelo Lopes
fevereiro 28th, 2009 at 13:11
Gostaria antes de qualquer coisa agradecer a todos que comentaram e externar minha satisfação por este post ter atingido o seu objetivo.
Pois é, Carol, a intenção é esta mesmo, não tenho todas as respostas, mas, procuro levantar algumas questões para que cheguemos, conjuntamente e de forma partilhada, a uma forma social mais saudável e justa que atenda da melhor forma possível todas as nossas demandas quanto ser humano, indivíduos e sociedade.
Entendo que a mídia tem um papel, e este papel não pode ser outro se não servir bem a sociedade. O Lucro esta aí, o sensacionalismo, a glamorização, a liberdade de imprensa, mas, tudo tem limite, se não legal; éticos e morais, mas tem. Gondim incendiário como sempre, rsrs. Verdadeiro sempre e necessário em muitas ocasiões.
Tentando responder a sua pergunta Yuri, com certeza nada justifica tais ações policiais. Veja bem, não sou nem quero ser dono de verdade alguma, por isso não vou tentar justificar com uma série de argumentos vazios, utilizados por muitos colegas, para tentar justificar. É simplesmente lamentável que algumas pessoas, e gostaria de reafirmar que são apenas algumas pessoas, que são pagas e formadas pelo estado para manutenir a ordem pública e aplicar a lei sejam flagradas cometendo ilícitos penais e ainda mais, contrariando toda a deontologia PM. Por que isso não acaba? Talvez, você não tenha nem enxergado a profundidade desta questão, diante desta complexa indagação irei colocar algumas questões que seguem a mesma linha e talvez norteie melhor o que quero dizer: Por temos preconceito de cor? Por que negros ganham menos que brancos, mesmo exercendo a mesma função? Por que somos machitas? Por que somos homofóbicos ? Por que, dentro da própria instituição, discriminamos tanto a mulher? Talvez eu possa resumir dizendo que é isso é fruto nossa própria cultura que associada a uma série de interferências perniciosas, vem conduzindo por séculos nossa sociedade com o intuito de atender aos interesses de alguns poucos em detrimento de muitos. (Que os sociólogos perdoem a tentativa de simplificar aqui no comentário, rsrs). E pra fechar com a solução que me parece mais própria, o Eduardo Leite diz: “Só reverteremos essa equação de desequilíbrio sócio-cultural com uma educação voltada ao homem na sua plenitude.” É isso, quebrar preconceitos, mudar atitudes, transformar uma velha cultura, além de levar muito tempo, só pode ser feito através de um efetivo processo educacional voltado para o ser humano, com base no respeito, dignidade, emancipação intelectual, etc.
Obrigado a todos.
Yuri
março 1st, 2009 at 18:01
Caro Gondin. Primeiro quero agradecer sua resposta, isso demonstra seriedade e boa educaçäo.
Você tem razäo quando fala dos resquisios da ditadura, mas nada pode perdurar por tanto tempo. Muitos já se foram no comando das policias tendo sua chance de mostrar serviço e parece que pouco mudou. É lamentável ver o contraste de pessoas sérias, preocupadas com essa situaçäo com outras que estäo a tanto no poder e pouco se mexem.
Uma coincidência engraçada seu comentário: os amigos eram brasileiros que moram exatamente na Espanha onde mora e trabalha meu irmäo atualmente. Se me permite comentar dessa forma, aprendi que näo devemos justificar um erro com outro. Se essa ou aquela policia é a pior, vamos trabalhar para sermos a melhor, crescermos como tem feito a policia na Bahia, eu reconheço isso. Mas ainda há muito por fazer, em vários aspectos e setores internos.
A soluçäo para educaçäo e valorizaçäo do cidadäo seja ele policial ou näo está na nossa conduta individual. Indignar-se com programas de tv sensacionalista é um começo. Doutrinar colegas de trabalho, vizinhos e amigos para usarem de bom senso é um caminho.
Se eu näo mudo o mundo entäo mudo eu (e quantos eu puder mudar). Quando vejo alguém da minha empresa agindo errado ou falo ocm ela ou procuro meu superior e cobro providências porque aquela maçä podre poderá contaminar todo o cestomm, que está sadio !
Espero que me entenda e continuarei lendo suas boas materias.
Gondim
março 2nd, 2009 at 13:44
Caro Yuri, claro que ja sabia que vc sabia a resposta e quiz provocar em nós policiais um reflexão de nossas atitudes, ou melhor, de atitudes daqueles policiais que não amam o que fazem.Mas veja a nossa legislação militar é uma cópia da legislação do exercito, que tem uma atividade fim muito distante de nossa realidade é por isso que se perpetua por tanto tempo…Meu Deus eu sou um cara que anseia por mudanças , melhoras, assim tb como a maior parte dos bons policiais que compõe a corporação.Ser policial é dificil Yuri, a esposa em casa não entende, muito dificil um reconhecimento por parte da sociedade, da imprensa e por parte também de nosso governo, da família, e posso e muito mas além, somos excluidos também.Evidente que sei reconhecer que houve uma melhora, um avanço,mas é muito paulatinamente, segurança publica tem um peso fundamental dentro de uma estrutura social, é preciso investir na educação dos agentes de policia a começar para que possamos prestar um melhor serviço a sociedade como um todo ( tanto os abastardos , como os excluidos). Quando enfileirava os bancos de uma universidade federal eu era um crítico ferrenho no que tange a policia, hoje sei que não é somente culpa da policia e sim também de outros setores que agregam essa mega-estrutura Estatal, como a Falta de investimento em educação, saúde, tecnologia, emprego, distribuição igualitária de renda, a falta de uma reforma agrária e contextualizando meu grande amigo Marcelo:”A multipla falência dos órgãos publicos de instituições como a família,igreja afetam a sociedade no qual também estamos inseridos nos afetando em todos os sentidos”.Mas claro vamos orientar e cobrar isso de nossos subordinados sim!assim como somos cobrados aki na APM de nossos superiores para sermos profissionais agindo com legalidade e nunca violentos.
Gondim
março 2nd, 2009 at 13:54
ah! lembrando Yuri, rsrs! a matéria foi do Marcelo , ele quem escreveu, eu fiz somente um comentário , inclusive ele deu até uma resposta coerente e muito mas educada que a minha, mas é do perfil dele mesmo ser urbano e de uma fina educação! e obrigado pelo recado, aprendi muito com suas indagaões e respostas.
Yuri
março 2nd, 2009 at 14:08
Gondim. É isso mesmo que você falou: Ser policial é dificil… ser pai é dificil, ser você mesmo, manter sua integridade moral, diante de tanta hipocrisia nesta sociedade ceifadora de familias e costumes é extremamente difícil.
Ou nos apegamos a Deus e a religião esperando que nossa fé atraia milagres, ou arregaçamos as mangas e começamos a fazer algo. Hoje o que mais se precisa é de diálogo, entendimento, e muito se consegue resolver começando com isso.
Pode parecer meio imaturo, mas sinto saudade do meu tempo de moleque, em que aprendi com meu pai que palavra dada deve ser honrada. Isso não existe mais hoje.
Temos que deixar de ser excluídos e crescer sem conflitos e atritos, buscar melhorar usando a inteligência e não somente a força. Quando vamos contruir uma casa não pensamos em tudo antes de pegar no pesado? Precisamos fazer a sociedade cobrar do poder público a pegar no pesado e largar esse vício lascivo da maquina publica. Cobrar ! seja do vizinho ou do Ministério Publico ou de qualquer um, uma providência. Fazer valer os direitos previstos em Lei que que a maioria desconhece. EDUCAR ! ESTE É O CAMINHO… Isso abre portas, isso faz acabar a exclusão. (de todos os cidadãos, de qualquer profissão)
Yuri
março 2nd, 2009 at 14:18
Marcelo
Quero me desculpar pela confusão de nomes entre Gondim e você, mas bem respondida a questão e eu acredito sim na EDUCAÇÃO como único caminho, como pode ver nos ultimos comentários.
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julho 14th, 2010 at 13:52
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