Será que alguém em sã consciência questionaria a eficiência das instituições militares, sua importância para a sociedade e seus relevantes serviços prestados? Acho que não. O militarismo enquanto estrutura administrativa organizacional tem muito a ensinar. Apesar de milenar, ainda hoje é um importante pilar em todas as sociedades modernas. A rígida hierarquia e disciplina evidentes nos menores gestos, nas simples palavras, no trato para com superiores, pares e subordinados, fazem questão de ratificar estes pressupostos. O vínculo que é propositalmente criado entre oficiais e praças e estes aos regulamentos, a observação de minúcias, a domesticação do corpo, o fato das instituições militares serem totais, tudo isso, dentro da lógica em que se insere o militar, faz sentido. Imagine se o nosso exército não fosse militar, se de uma hora para outra resolvessem fazer grave, se num complexo arranjo geopolítico internacional em que a soberania nacional estivesse em jogo a tropa questionasse o motivo de tais operações ou exigisse esclarecimentos dos seus superiores acerca de tais medidas ou determinações, isso sem falar em situações de guerra propriamente dita em que matar ou morrer faz parte do dia-a-dia. Evidente que precisamos das nossas forças armadas, bem armadas, bem treinadas, bem remuneradas, afinal, a missão é nobilíssima, mas, o fardo é pesadíssimo, e, claro, militares.

Observem que as forças armadas defendem tanto nosso território quanto garantem a nossa soberania nacional, portanto o militarismo defende elementos do próprio Estado. As forças armadas são uma garantia do Estado, no nosso caso, Estado Democrático de Direito.
Bem… com isso deixo claro também que o militarismo é uma exceção. O modelo administrativo militar não deve ser a regra em segmento algum. Se nos permitíssemos pensar tal sandice, falaríamos em militarizar a saúde, a educação, os correios etc., como forma de tornar eficiente tais serviços e, de cara, perceberíamos as mazelas que o militarismo, aplicado a situações inadequadas, poderiam causar. O militarismo é extremo em sua concepção, não é à tôa que é comumente aplicado aos exércitos do mundo todo, para fazer frente a problemas extremos. Leiam o Código Penal Militar e vejam o quão duras são as penas e como aquilo que é considerado um pequeno deslize para a maioria das pessoas, é tipificado como crime pelo CPM, por exemplo: dormir no serviço, artigo 203, pena de 03 meses a 01 ano de detenção. Tal tipificação somente se justifica no regime militar mesmo.
Tendo feito estas considerações, claro, deixando ainda muito espaço para diversas outras reflexões, mas suficiente para atingir meu objetivo, entendo que as instituições militares não devam ser a regra em se tratando de segurança pública e, no caso do Brasil, paradoxalmente, é. Entendo que os estados devam ter tropas militares que façam frente a problemas extremos, que em última instância garantam a segurança pública e mantenham a ordem pública. Se o direito penal é ultima ratio na instância jurídica, o militarismo deve ter igual equivalência na instância administrativa. Por que um homem com formação militar, e toda carga cultural e organizacional que isto significa, para intervir em briga de vizinhos, lidar com menores de rua, pequenos furtos, problemas de trânsito, e até mesmo crimes mais perigosos como roubos, furtos etc.? Simplesmente, não se justifica.

Cometeram um erro histórico quando permitiram que o conceito de inimigo interno justificasse a manutenção, como regra, das polícias militares na segurança pública e, agora, um grande problema está sedimentado. Por exemplo, entendo que a filosofia de polícia comunitária é de fundamental importância no bojo da segurança pública, mas percebo também que o militarismo, tal qual nós o concebemos, é incompatível com tal filosofia. A resistência das polícias militares, neste caso, é plenamente justificável, é como se tentássemos furar madeira com uma broca talhada para furar concreto. Cada uma tem sua especificação. O híbrido, conseqüência do cruzamento entre elementos de natureza distinta (polícia militar) tem mostrado que o militarismo tem se colocado como gene dominante em alguns casos, e recessivos em outros. Ou temos uma PM muito à paisana ou muito militarizada, a depender do Estado, do batalhão, do departamento, etc., um mar de contradições.
Claro que estas idéias não têm o condão de exaurirem-se em si mesmas. Aliás, haja discussão. Este texto é fruto de reflexões pessoais e de conversas com policiais que pensam a segurança pública diariamente, de forma crítica e, apesar de não serem unanimidades as idéias contidas nele, são reflexões importantes para aqueles que de alguma forma anseiam por mudança, no sentido de melhorar estruturalmente, nosso “equivocado” sistema de segurança pública.
Este post faz parte da série de textos tratando do militarismo. A idéia é gerar uma discussão ampla e irrestrita a todos os aspectos que envolvem a administração, cultura e as práticas militares nas polícias. Caso tenha alguma contribuição a fazer, mande um email para abordagempolicial@gmail.com que, após análise, teremos o prazer de publicar.
Militarismo: a última ratio administrativa | Blogosfera Policial
junho 30th, 2009 at 1:20
[...] prestados? Acho que não. O militarismo enquanto estrutura administrativa organizacional tem ler mais [...]
alex lima
junho 30th, 2009 at 2:25
Muito Bom o Texto
Jorgeson Catarino
junho 30th, 2009 at 3:34
Caro Marcelo,
com todo respeito, mas pareceu-me que você juntou um sem número de palavras e frases, na maioria, desconexas, e formulou um texto sem sentido.
Escolheu as mais impressionantes, aos seus olhos, lógico, pensando que assim, estaria produzindo algo satisfatório.
Sem citar que falou de coisa alguma sobre nada! Um mar de contradições.
Não estou exagerando, não, Senhores. Basta ler o que foi postado com um pouco mais de atenção.
Não sei onde você buscou essa concepção de militarismo -administração-, garanto-lhe, no entanto, que está ABSOLUTAMENTE EQUIVOCADA!
Tentou criticar, de maneira branda e sutil, as liturgias castrenses e se perdeu completamente.
A “administração militar”, como você se referiu, é a que mais e melhor funciona no estado, meu nobre. Apesar do seu quase que total desprezo.
Coloque nas mãos de qualquer outro ministério ou secretaria, os parcos recursos que são disponibilizados à administração militar e veja o que irá obter como resultado. Quem sabe assim dará um pouco mais de valor ao que, até agora, só viu de relance.
O militar brasileiro aprende muito rápido, e você terá que sabê-lo também, sob pena de não sobreviver profissionalmente, gerar o muito com o nada!! Nós temos que tirar leite de pedras, literalmente.
Mesmo assim, mantemos nossa máquina, que não é nada pequena, nem simples, em bom funcionamento.
Valores, inovações, criações, instrumentos, equipamentos, idéias e formações militares são copiados e utilizados pelas maiores empresas do mundo inteiro. E você o que fez disso?!
Busque, urgentemente, reformular o que entende por administração militar.
Só para quebrar o gelo e não ficar mais sério do que deveria: o miojinho que a Senhora sua mãe prepara para você, sabe onde ele originalmente foi criado!?
A Guerra Fria, encabeçada por duas potentes nações da época, e titularizada por suas FAs, revolucionou a ciência do mundo!! Repito-lhe, do mundo!
Como você deve ser jovem, veja que entre as décadas de 70 e 80, outra invenção militar cairia nas graças dos cidadãos civis. Originalmente criado para orientar mísseis e guiar tropas por lugares ermos, o Sistema de Posicionamento Global (GPS, em inglês), foi apresentado ao mundo.
Outras grandes invenções, apesar de terem surgido em indústrias bélicas, não nasceram com propósitos militares. Foi o caso prosaico do forno de microondas.
Talvez, pense que militarismo é sentido! Cobrir! Firme! Descansar! Há, todavia, muito mais que isso.
Alguns dos maiores engenheiros, aviadores, navegadores, estrategistas, médicos, odontólogos, estão, felizmente, ainda, entre nós, dentro dos quartéis.
É uma pena que você, um jovem militar, já tenha uma visão distorcida dos valores e importância da administração da instituição a que pertence.
Apesar de policial, seus valores e suas bases, são militares.
Nada passa à largo ou foge da administração. Acaso sua formação tenha sido deturpada, a responsabilidade será atribuída a quem ou ao quê? Por mais que busque intercalar neste caminho pessoas, processos e procedimentos… ôpá! Olha nós chegando à maldita administração… processos procediemntos… É isso, jovem, por mais que busque meandros e vieses, acabará na administração. É ela quem faz as instituições subjetivas, abstratas, corporificarem-se, através de nós, homens – recurso humano – e de seus mais recursos materiais.
Penso que a tão famigerada e ultrajante “síndrome do elefante” está afetando até os mais jovens. Vou lhe contar, de forma resumida, para que se sinta motivado a seguir em frente: o elefante, quando pequeno, é acorrentado a um ponto fixo. Tenta se livrar dos grilhões e não consegue… e tenta novamente… até que se convence de que não pode, que é pequeno, frágil e incapaz de se livrar das algemas. Eis que um dia esse elefante se torna adulto e com um vigor físico inigualável, capaz de colocar abaixo, não só o ponto fixo a que ficava preso, mas toda a lona do circo. E o que ele faz?! Nada! Acreditou e aceitou a idéia de que era pequeno, frágil e incapaz de se livrar das amarras.
Assim somos nós, militares; disseram-nos um dia que éramos uma instituição medíocre, sem importância, desvalorizada, imprestável, ultrapassada, que cultivava valores inaceitáveis e, sobretudo inaplicáveis a conjuntura atual da sociedade, e nós acreditamos.
Pois saiba, Marcelo, para não me alongar mais, que somos SIMPLESMENTE INDISPENSÁVEIS. E “eles” sabem disso, mas não é nada bom que tenhamos essa concepção e certeza.
“Bom e pertinente” é um jovem oficial se sentir assim, como você, disposto a criticar sem qualquer propriedade, o “cérebro” da instituição que pertence, achando que esclarecido está.
Afinal, o que seria daqueles que enfeixam nas mãos as “varetas de decisão” do país, se nós reclamássemos e exigíssemos as nossas “varetas”, o reconhecimento, valor e remuneração a que fazemos jus?!
Neste diapasão, se tivéssemos num país sério, livre de revanchismos improdutivos, nenhuma, absolutamente nenhuma, decisão político-social poderia ser tomada sem que militares participassem da discussão.
Continuemos a luta, em busca, principalmente, da reconquista do nosso espaço na mesa de discussão, não na arquibancada, em meio aos administrados.
Marcelo Lopes
junho 30th, 2009 at 7:29
Jorgeson Catarino
Desconsiderando o seu cinismo, não desqualifiquei o militarismo, aliás, exaltei suas qualidades sim, inclusive sua grande importância histórica, mas tento no texto fazer outras relações e mostrar como uma ferramenta extremamente eficiente pode ser mal utilizada.
Mas a intenção é esta mesmo.
Rafael
junho 30th, 2009 at 10:15
Bom, em primeiro lugar, se vc for um oficial, acho que está no lugar errado. Se não acredito numa instituição ou nos pilares dela, e nela permaneço, estou apenas ocupando espaço.
Ja postei aqui e no Blitz, mas vamos novamente aos argumentos:
a) Para se falar em desmilitarização das PMs, antes falar da Desmilitarização de movimentos como o MST e congêneres. Todos sabem que lideres como Rainha Junior ou Stelide possuem cursos de guerrilha urbana e rural em paises como Nicaragua e El Salvador. Enquanto eles se militarizam (fortalecem) querem enfraquecer as PMs.
b) As melhores polícias do Brasil são as que têm doutrina militar mais forte: ROTA , BOPE e GATE, etc. Aqui na Bahia, temos o TOR, a ROTAMO, as CIPE (Caatinga) e RONDESP, as quais são muito mais focadas e eficientes que as unidades normais
c) O militarismo não presta, mas as unidades policiais de elite no mundo possuem forte doutrina militar, como as SWATs americanas. As unidades de elite das Policias Civis também têm doutrina militar, apesar de não se equivalerem as corporações militares (a COE da PCBA fica prendendo marido que bate em mulher, mas é incapaz de fazer uma operação no Raso da Catarina, por exemplo)
d) Vc falou em saúde, educação militarizadas, e etc. Todavia, a qualidade dos hospitais militares (das Forças Armadas) e a excelência dos Colegios Militares (sempre primeiro lugar nos ENENs da vida) além de instituições como o IME ou ITA atestam e superioridade do modelo de administração militar.
Rafael
junho 30th, 2009 at 10:30
(continuação do post anterior)
compare um CMS e um colégio da prefeitura. Compare o Ambulatorio Naval com o HGE.
e) Afirmar que Policia Comunitária é incompatível com o militarismo é afirmar que militares são grosseiros, bitolados e antissociais. Ora, sou militar e tenho interação com vizinhos, colegas de faculdade, etc. Por que seria o homem das cavernas ao vestir farda? compare a educação de um PM num módulo , no trato com o cidadão, com a de um PC numa delegacia ou com a de um atendente de guinchê de repartição pública. Com certeza, o PM é mais educado e prestativo.
f) O senado não é militar. A Camara não é militar. As instituições mais podres do Brasil são CIVIS. Nos ultimos 25 anos , os CIVIS vêm destruindo a Segurança Pública e a moralidade neste país. E ainda tem gente que abre a boca para afirmar que o modelo das PMs é “falido”, e nós, como verdadeiras mulheres de malandro, aceitamos ser diminuídos, criticados e até ofendidos, tomando como verdade mentiras que são cotidianamente repetidas.
g) Se modernidade for sinonimo de uma polícia ostensiva cujos membros possuem tatuagem no rosto, piercing no nariz, cabelo comprido, disciplina frouxa e pouca fiscalização, quero ser militar e retrogrado.
Marco Lima
junho 30th, 2009 at 11:30
Jorgeson Catarino e Rafael,
Concordo plenamente com que o Marcelo Lopes afirmou em seu texto, pois de forma alguma ele disse que o Militarismo é arcaico ou simplesmente uma forma administrativa nula, que não condiz com os tempos modernos, com a realidade em que vivemos, mas, se ele for aplicado em outras áreas administrativas, que não as das forças armadas, será ineficiente e até, na verdade, um empecilho para a qualidade do serviço prestado pelas as polícias militares, pois essa cultura dos militares das forças armadas de combater o inimigo é transferida para as polícias militares, onde, de forma alguma, há inimigos, mas sim transgressores da lei, que tem toda uma gama de direitos constitucionais e que devem ser respeitados pelos os policiais nas resoluções de conflitos sociais. Então, meus caros amigos, o militarismo não cabe, definitivamente, no contexto da segurança pública.
Policial militar do DF
Rafael
junho 30th, 2009 at 12:05
O que eu acho estranho é o uso de clichês como: “militar é treinado para aniquilar inimigo” e outros, sendo que nenhum argumento que eu postei foi refutado. Argumentei por tópicos, situação esta que facilita a refutação de cada argumento. Quem defende a desmilitarização deveria fazê-lo também.
Fireman DF
junho 30th, 2009 at 14:26
A atividade policial é essencialmente civil, sou a favor da desmilitarização das PMs e Bombeiros. Somente no Brasil e em outros poucos países adota-se o militarismo como regime organizacional policial. O resto do mundo entende que polícia deve ser civil.
As polícias poderiam sim adotar algumas doutrinas militares em sua organização, tal qual a PRF, por exemplo. Porém, acredito que o militarismo não seja a melhor forma organizacional para a polícia ostensiva e bombeiros.
O tema é bastante polêmico e gera discussões mais acaloradas. Porém, notamos diariamente o alto grau de descontentamento dos PMs e Bombeiros com esse regime militar, que por vezes serve aos oficiais e prejudica as praças.
Ainda bem que até alguns oficiais já percebem que esse modelo atual está ultrapassado.
alex gondim lima
junho 30th, 2009 at 14:53
Resp. Jorgeson Catarino,
Vc nem leu o texto direito e é capaz de fomentar uma opinião muito tendenciosa. Eu acho que vc deva ser péssimo em interpretação textual. Amigo, vou tentar soletrar para vc entender ja que vc se acha o sabidão, Marcelo diz que o militarismo quando empregado em outro segmento de serviço púiblico não tenha a mesma eficácia quando empregado em sua atividade peculiar e específica, exemplo: mantenção da Segurança Nacional que indiscutívelmente nesse contexto é insuperável como principal paradgma, nesse caso amigoooo sendo redudanteee para que vc EnTenda ELE- O MILITARISMO- É INSUBSTITUÍVEL. Ai o Marcelo pega o gancho e a atribui a atividade policial , que é uma atividade eminetemente social, pq envolve a sociedade , o nosso, povo, o bem estar dele, a segurança dele , a manutenção da Lei , o militarismo tb deve existir mas não como principal protagonista, e sim como suporte, pq no âmbito administrativo ele precisa sofrer um pequena metarmofóse, par atender com excelência e eficiência aos seus clientes, que é a sociedade.DISCIPLINA , URBANIDADE, AMAR A VERDADE E ETC…, SÃO ESSES OS ATRIBUTOS LOUVÁVEIS DO MILITARISMO QUE NÃO PODE SE DESPREZAR NUNCA NO QUE TANGE A ADMINISTRAÇÃO PUBLICA , EM FIM NA POLICIA.
E ESSE RAFAEL TÁ ARGUMENTANDO O QUÊ MEU DEUS?? ME AJUDE A ENTENDER ESSE CARA ???EU ACHO QUE RAFAEL QUERIA SER FILÓSOFO, MAS CONCERTeZA IRIA PASSAR FOME…” EU ARGUMENTEI…” SÓ ARGUMENTOS VAZIOS E SEM NENHUMA LÓGICA”
OS COMENTARISTAS DESSE BLOG JA FORAM BONS. AGORA ESSES AÍ ESTÃO BANALIZANDO.
DEVEM SER MILITARES CONSERVADORES DO TEMPO DA DITADURA QUE ESTÃO PRESOS AO PASSADO REMOTO OU SÃO ALUNOS DA REDE PARTICULAR DE ENSINO SUPERIOR, A MAIORIA DELES(COM RARAS EXCEÇÕES) SÓ DIZEM ABOBRINHAS PQ LÁ NÃO ENSINAM PENSAR SÓ ENSINAM REPRODUZIR .RSRS
ME RECUSO A VER ESSES COMENTÁRIOS NÃO ME ACRESCENTAM NADA.
Rafael
junho 30th, 2009 at 15:05
Alex Gomdim, ao invés de tecer críticas a quem você não conhece (a mim, em específico) refute meus argumentos. Não falo de pessoas, e sim de idéias. Na falta de argumentos, você, de maneira medíocre, parte para a ofensa rasteira.
Ter opinião própria ofende os obtusos mesmo.
Igor Siliano
junho 30th, 2009 at 15:19
O texto está muito bom, cita a realidade que a sociedade civil muitas vezes não percebe, mas também abrange alguns pontos que os militares simplesmente não querem ver. Fico estarrecido com a interpretação textual que alguns indivíduos que aqui comentaram mostram não ter, mas isso não cabe a discussão no Blog.
A respeito da polícia comunitária, está cada dia mais claro a necessidade da implantação desse sistema em todo nosso país, exemplos como a Ronda dos Bairros e a Polícia Apaziguadora se mostram o início de um processo histórico para nossa população. Mesmo nessas situações vemos alguns pontos que tem a visão militar muito reforçada, como por exemplo, a proibição de Bailes Funk nos morros do Rio de Janeiro que estão ocupados permanentemente pela PM, a princípio a ação é válida, mas não se pode julgar as manifestações culturais como causadoras de violência, e sim os indíviduos ali presentes, eu não gosto de Funk mas entendo que isso é uma manifestação cultural e deve ser respeitada e “acompanhada” pela força pública.
Ainda não sou militar e estou aberto a críticas de qualquer forma, continuem com o belo trabalho do blog de vocês, que considero sendo o mais completo e eficiente da blogosfera policial de nosso país.
Marcelo Lopes
junho 30th, 2009 at 15:20
Acho q o Marcos entendeu perfeitamente e fez uma leitura sensata de tudo aquilo q foi dito. Mas, fora as “amabilidades”, o objetivo desta coluna sobre o militarismo está sendo atingido.
alex gondim lima
junho 30th, 2009 at 18:14
Rafael isso que é rasteiragem :”Bom, em primeiro lugar, se vc for um oficial, acho que está no lugar errado. Se não acredito numa instituição ou nos pilares dela, e nela permaneço, estou apenas ocupando espaço.”. Quem é vc para tecer uma crítica dessas?!?!?, só pq o Marcelo não compactua da mesma opinião que vc , simplesmente torna as idéias dele descartável e vc meu caro amigo foi bastante ofensivo.Fazendo uma leitura de suas grandes IDÉIAS como: Policia Americana, tal e tal totalmente americanizado… mostra que vc é um cara altamente reacionário e se acha inatingivel o todo poderoso, comparar a cultura americna como a nossa amigo chicagoboy mostra que seus argumentos não tem fundamento nenhum, e nem é preciso questiona-lo pq quem é policial até ignora sua utopia e suas veleidades e niguém que perder tempo refutando argumentos de um lunático que vive fora de nossa realidade e não entendeu nada do texto o Frieman já deu uma aula Show, o Marcos que é civil ja explicou.Vou repetir o militarismo é importante pq em seu bojo existe valores imprescindivel na construção de uma policia mais eficiente entretanto não é o pliar principal para atividade policial , ele o militarismo,oh obtuso é uma ferramenta mas dentro de sua especificidade, como por exemplo grupo tático essa grupo tem que viver o militarismo na veia, vivemos em uma das sociedades mais complexas do mundo Sr Todo Poderoso Rafel.
RAFAEL
junho 30th, 2009 at 18:40
Alex. Das mais de 10 linhas que vc escreveu, não sai um único argumento. Citei exemplo das SWATs americanas e vc taxou-me de chicagoboy..acho que vc é Bananaboy ou acarajéboy, que nunca teve ter saido dos limites territorias de sua cidade. Vc não refutou meus argumentos porque NAO OS TEM.
alex gondim lima
junho 30th, 2009 at 19:30
Vlw Rafael obrigado pelo apelido gostei…aprendi mais um…
é infelizmente sou pobre, não tenho dinheiro para sair daqui mesmo não!. Talvez vc tenha razão vc deve ser um Burguêsinho que viaja pelo mundo todo, a unica coisa que consegui foi ser Policial( e eu adoro) , um diploma de economia pela Ufba, entrei na faculdade de direito mas não me identifiquei e so consegui no máximo conhecer aguns estados da federação. Mas sabe Rafael sou um pobre orgulhoso e gosto de desafios.
Bom “Militarismo” , no Brasil houve um Golpe Militar os militares foram tão espertos que até hoje nos pagamos a dívida que a ditadura deixou , bons tempos da repressão, e nós igenuos achavamos que os militares promoveram todo golpe, Ora diga a CIA!! ah ela é militar????, então que surpresa Rafael. Foi a Cia quem deu o golpe então bananaboy??foi ela mesma Rafa, e olha Rafa ela entregou todos os Ministérios nas mãos dos militares menos “UM”, qual ??qual?? O do PLANEJAMENTO!!!!RRSRS ELES DISSERAM QUE MILITAR NÃO SABE ADMINISTAR AI DERAM A UM CIVIL DELFIM NETO RSRS UM CIVIL COMANDOU TUDO ?? FOI SIM A HSITÓRIA DIZ ISSO , MAS NÃO´ERA DITADURA MILITAR ?? ERA MAS MILITAR NO PLANEJAMNETO NÃAAOOO , AI SEUS LORDS AMERICANOS DISSERAM NINANNÃO RAFA!! TEM QUE SER DELFIM NETO, MILITAR SO SABE EXECUTAR BANANINHA BOY. COMEMOS ACARAJÉ , MAS NÃO COMEMOS AS BESTEIRAS QUE TE ENSINARAM SABICHÃOOO, SABEMOS DISTINGUIR O REL DO VIRTUAL NÃO A HSITÓRIA CONTADA POR HOMENS , MAS SABEMOS FAZER A LEITURA DA HISTÓRIA CONTADA DAS CONTRADIÇÕES DO HOMEM, ENTÃO LHE CONVIDO MEU NOBRE BURGUÊS QUE DESÇA DO SEU PEDESTAL E VENHA COMER UMA ACARAJÉ COMIGO AQUI NA BAHIA, EU SEI QUE VC ADORA E VC NÃO VAI RSISTIR, E OLHA QUE VC NÃO ESTA LIMITADO A UM SÓ LUGAR HEIN?? VC COMO VC DISSE É UM CIDADÃO GLOBAL, TAI O CONVITE É SÓ MARCAR!!!
Jorgeson Catarino
julho 1st, 2009 at 5:52
Marcelo,
estou decepcionado com sua réplica. Esperava mais…
Apesar de ter feito uma provocação à discussão, você se pôs em fuga, escudado por quatro parcas linhas, encabeçadas por uma ofensa injusta e descortês – CÍNICO -. Ofensa, sim, pois custo a acreditar que conheça essa corrente filosófica, fundada por Sócrates.
De qualquer sorte, informo-lhe que sou realmente, tal qual defendia essa vertente da filosofia, desapegado aos valores materiais e externos. Aprendi a eleger, desde muito cedo, o que realmente seria importante para formação de um sujeito virtuoso, útil, justo e bom.
Por outro lado, acaso tenha utilizado o termo em tom pejorativo, não se preocupe, pois em nada me assemelho a um ser humano despudorado e indiferente ao sentimento alheio.
Tai… Esta inferência me conduz a uma conclusão preliminar: o termo está empregado indevidamente, fora de contexto. Tal qual um ventríloquo, você deve vir, há anos, empregando estas e outras tantas palavras, sem sequer se dar ao sabor de buscar seus significados.
Busquei ser gentil e quase nada incisivo, mas, para minha surpresa, fui pessimamente interpretado e recebido.
De antemão, impetro um habeas corpus preventivo diante dos organizadores e mantenedores deste maravilhoso blog e aos queridos internautas que por aqui “navegam”, acaso me exceda nas linhas, mas entendo a discussão salutar.
Talvez destrinchando este verdadeiro “abacaxi” a coisa fique clara, se não risível, pelo menos.
Assim você pricipia seu discurso…
“Será que alguém em sã consciência questionaria a eficiência das instituições militares, sua importância para a sociedade e seus relevantes serviços prestados? Acho que não…”
Inicialmente, faz uma pergunta e assevera o “não” como resposta, enfaticamente! Linhas mais adiante, busca questionar, justamente, aquilo que foi respondido em sentido contrário, ou seja, questiona taxativamente a eficiência das instituições militares em alguns setores.
E mais… “Será que alguém em sã consciência questionaria a eficiência das instituições militares, sua importância para a sociedade…”
Apesar de você ter questionado, certamente, sua consciência deve ser sã.
“…O militarismo enquanto estrutura administrativa organizacional tem muito a ensinar. Apesar de milenar, ainda hoje é um importante pilar em todas as sociedades modernas…”
É pilar em todas as sociedades modernas!? Não é aproveitável, todavia, para fazer frente a uma simples missão de polícia comunitária, segundo linhas posteriores.
Sugiro-lhe, que busque ler sobre as inúmeras missões de paz desenvolvidas pela Organização das Nações Unidas (ONU), através das instituições militares, bem como todas as outras missões de caráter não-militar desempenhadas em proveito da população.
“Acende” uma outra luz…
“…A rígida hierarquia e disciplina evidentes nos menores gestos, nas simples palavras, no trato para com superiores, pares e subordinados, fazem questão de ratificar estes pressupostos. O vínculo que é propositalmente criado entre oficiais e praças e estes aos regulamentos, a observação de minúcias, a domesticação do corpo, o fato das instituições militares serem totais, tudo isso, dentro da lógica em que se insere o militar, faz sentido. Imagine se o nosso exército não fosse militar, se de uma hora para outra resolvessem fazer grave, se num complexo arranjo geopolítico internacional em que a soberania nacional estivesse em jogo a tropa questionasse o motivo de tais operações ou exigisse esclarecimentos dos seus superiores acerca de tais medidas ou determinações, isso sem falar em situações de guerra propriamente dita em que matar ou morrer faz parte do dia-a-dia. Evidente que precisamos das nossas forças armadas, bem armadas, bem treinadas, bem remuneradas, afinal, a missão é nobilíssima, mas, o fardo é pesadíssimo, e, claro, militares.”
A hierarquia e disciplina, em nosso seio, infelizmente, Marcelo, já não são mais as mesmas. É uma pena essa constatação, uma vez que tivemos, no mês de abril do ano de 2005, uma incontestável demonstração de poder e importância mundial de uma instituição – igreja católica – que, apesar de todos os “poréns” “contrários”, se mantém viva e atuante, graças a esses dois pilares. O mundo parou praticamente para acompanhar o desenvolvimento de algumas das suas mais importantes liturgias.
Certamente, você nunca fez parte de uma média ou grande empresa privada! Lá, sim, nobre, a hierarquia e disciplina, são regiamente cumpridas, e, pasme, não são regulamentadas, na sua maioria, são sugeridas e impostas.
Na vida castrense, nós, praças, temos diversos instrumentos de retratação e reparação contra excessos cometidos por superiores. Na iniciativa privada, não!
Pode-se, é claro, buscar reparação judicial, daí a recente onda de trabalhos científicos acerca do tão em voga assédio moral.
Não raras vezes, passamos cinco, dez, ou mais anos, trabalhando em uma determinada empresa privada e não conhecemos sequer a cor das paredes da sala do diretor e/ou presidente.
Ademais, sinto lhe dizer que não consigo imaginar um exército não militar!! Minha apoucada razão não consegue acompanhar. Juro que tentei!!
Ou não seria razoável supor esta possibilidade!?
E tem mais… “…complexo arranjo geopolítico internacional em que a soberania nacional estivesse em jogo a tropa questionasse o motivo de tais operações ou exigisse esclarecimentos dos seus superiores acerca de tais medidas ou determinações…”
Complexo arranjo geopolítico internacional!!
Assumamos, soa ou não soa bonito, raro e gélido, como as alturas?!
No entanto, geo=globo, geo=terra; geopolítico= política da ou sobre o globo, da ou sobre a terra.
Ficaria eternamente grato se conseguisse alumiar minhas idéias acerca de um arranjo geopolítico que não seja internacional!!
Além disso, questionar e/ou exigir esclarecimentos acerca de qualquer ato administrativo que envolva a coisa pública, sobretudo quando servidor, é principio constitucional, irmão. É mais que obrigação do administrador, é direito do administrado; enquanto participe direto da conjuntura e a priori, enquanto cidadão.
Isto acabou gerando um jargão militar: “ordem ilegal não se cumpre”.
A época do tal “soldado mandado não tem(sic) crime” é coisa dos tempos em que brincávamos de “Marcha soldado. Cabeça de papel…” Hoje, pensar um soldado, ou subordinado qualquer, aceitar desempenhar uma missão tolhido, ceifado, de maiores e completas informações, é assumir um preconceito íntimo e velado. O que, absolutamente, não mais tem espaço em nosso meio.
Esse tratamento desumano, desrespeitoso, desigual e, sobretudo aético, ao qual tentam espelhar as instituições militares, é um sofisma mais que sabido.
“Observem que as forças armadas defendem tanto nosso território quanto garantem a nossa soberania nacional, portanto o militarismo defende elementos do próprio Estado. As forças armadas são uma garantia do Estado, no nosso caso, Estado Democrático de Direito.”
Ninguém havia pensado a respeito disso antes, Marcelo!
Tai algo que é desconhecido do grande público: forças armadas, defendendo território nacional e garantindo a soberania nacional, somado ao fato do militarismo (ou do militar!? Sei lá…) defender elementos do próprio estado e que nosso Estado é democrático e de direito, sem sombra de dúvidas, perfazem deduções resultantes de uma leitura razoável! Parabéns!
Neste primeiro amaranhando, nada curto e inteligível, diga-se de passagem, você dá uma “soprada”, depois, porém…
“…Bem… com isso deixo claro também que o militarismo é uma exceção. O modelo administrativo militar não deve ser a regra em segmento algum. Se nos permitíssemos pensar tal sandice, falaríamos em militarizar a saúde, a educação, os correios etc., como forma de tornar eficiente tais serviços e, de cara, perceberíamos as mazelas que o militarismo, aplicado a situações inadequadas, poderiam causar…”
Bem!?… Bem prá quem?!… O que ficou bem!?… Bem esclarecido!?… Deixo essa resposta aos outros leitores…
Não é o militarismo uma exceção, amigo!
Nós militares, sim, somos uma exceção!
Não é qualquer homem ou mulher que tem a serenidade e equilíbrio suficientes para portar uma arma, referendada e ofertada pelo estado, e opinar, intervir, fomentar composições, nos mais variados problemas gerados pelos nossos “consorciados”.
É nobre a missão, daí ser reservada para poucos.
Aqui, você, lança a pá de cal…
“…O modelo administrativo militar não deve ser regra em segmento algum…”
Valei-me, Nossa Senhora!!
E não fui eu quem escreveu isso!!
Mas será que em nenhum outro segmento mesmo, Marcelo!?
Após essa asserção, o que mais precisaríamos para desqualificar, denegrir e desprestigiar por completo tudo que fôra pensado, produzido e realizado, pela administração das instituições militares?!
Afirma que seria sandice pensar que a administração militar poderia ser aplicada a outras realidades e instituições.
Pois saiba que ontem mesmo (30/06), quando participava de um determinado seminário, ouvi da prestigiadíssima promotora de justiça do Estado da Bahia, Isabel Adelaide, que nós, policiais militares, sim, sabíamos administrar, não um delegado de polícia civil! Que ela havia estudado Direito, porém, nada havia aprendido acerca da administração pública. E, pasme, aprendeu finalmente algo neste sentido quando cursou o CEGESP (ou CSP nas FAs). Justamente na Academia de Polícia Militar Bahia.
Penso que existem por ai, mais alguns sandeus, além de mim, é claro!!
E ele segue:
“…falaríamos em militarizar a saúde, a educação, os correios etc., como forma de tornar eficiente tais serviços e, de cara, perceberíamos as mazelas que o militarismo, aplicado a situações inadequadas, poderiam causar…”
Mazelas causadas pela gestão militar inadequadamente aplicada, segundo o notabilíssimo, autor nos seguintes campos: saúde, educação e correios!!
Isso chega a provocar em nósoutros alguns dos mais primitivos sentimentos, tal seu grau de imaturidade e irreflexão.
Reservo-me a tecer algum comentário acerca da educação, somente. E espero que gerações inteiras de homens e mulheres, na sua maioria, hoje profissionais respeitados em suas profissões; formados pelos CPMs e CMSs, não possam ler esse texto, sobre pena de terem aqui certificado que tiverem seu caráter e sua educação básica forjados por sobre absoluta mazela. Apesar dos números, há anos, refletirem o contrário.
O que dizer das próprias APMs (Bonfim, Barro Branco etc), da quase bicentenária AMAM, do ITA e tantos outros.
Detalhe: quem ADMINISTRA as poucas instituições de ensino público fundamental e médio que funcionam verdadeiramente no país?
Eu, hein!! Acho até que podia parar por aqui…
Só para arrefecer e rirmos um pouco…
“O militarismo é extremo em sua concepção, não é à tôa que é comumente aplicado aos exércitos do mundo todo, para fazer frente a problemas extremos. Leiam o Código Penal Militar e vejam o quão duras são as penas e como aquilo que é considerado um pequeno deslize para a maioria das pessoas, é tipificado como crime pelo CPM, por exemplo: dormir no serviço, artigo 203, pena de 03 meses a 01 ano de detenção. Tal tipificação somente se justifica no regime militar mesmo.”
Penas duras, não é? Vai você, operador de processos de uma PRONOR, Nitrofértil, Petrobrás ou Braskem, dormir durante o serviço e perder, inutilizar, uma batelada daquelas, avaliada em algumas centenas de milhares de reais, que tu verá qual será sua pena!!
Garanto-lhe que passará muito mais que 3 meses sem dormir. Hehehe….
É… amigos, fico por aqui. Acho que o sofrimento causado pelo nosso muito distinto Marcelo foi o bastante.
Espero que entenda o objetivo da provocação, até por que não há que se falar em pessoalidade, quando sequer estão delineadas as silhuetas dos envolvidos.
Paz e vida a todos e a todas.
P.S. Quanto ao inconsiderado e risível Alex godim lima – único acadêmico formado na Universidade do Brasil (todos os demais morreram ou partiram para outros corpos celestes) – o dia que perceber a recuperação de seu equilíbrio e urbanidade, talvez responda – lhe os comentários.
Fábio Brito
julho 1st, 2009 at 9:38
Acho que vivo em mundo diferente: Estão comparando o HGE com o Hospital Naval? Os Colégios Militares com os Civis? Fala sério… tudo é uma questão de demanda. O HGE é considerado o mais bem equipado Hospital de Emergência e Urgência do Norte e Nordeste! Militarismo: O Governo é civil, a Sociedade é Civil e a Polícia Militar exerce atividade substancialmente Civil!!!
Desafio qualquer um dos doutos comentaristas acima a provar o contrário!
Marcelo Lopes
julho 1st, 2009 at 12:08
Concordo Fábio.
Efetivamente não precisa de muitas linhas para perceber isso. Para alguns, é claro.
Alex Gondim Lima
julho 1st, 2009 at 14:25
FÁBIO BRITO VC ESQUECEU!!! NIGUÉM NASCE MILITAR , QUANDO NASCEMOS ATÉ A NOSSA PRIMEIRA IDENTIFICAÇÃO É CIVIL. ENTÃO TODO MILITAR FOI CIVIL!
Fábio Brito
julho 1st, 2009 at 16:32
Vou Citar um Exemplo da Alienação que é o Militarismo: Foi veiculado em recente matéria jornalística que os alunos de Escolas Militares estudam por livros e paradidáticos onde o Golpe Militar é contado na versão dos militares, onde INEXISTEM as palvras: GOLPE, DITADURA etc.
ABSURDO! Trata-se de verdadeiro ESTELIONATO Acadêmico!!!
E outra: Os Nobres companheiros esqueceram-se que quando o GATE, BOPE, ROTA e Cia. Ltda entram em ação, não estão fazendo Policiamento Ostesivo, mas USURPANDO A COMPETÊNCIA DAS FORÇAS ARMADAS!
Saudações Milicianas
Sérgio
julho 1st, 2009 at 19:07
Texto interessante.Parabéns Marcelo.
Acredito que o militarismo não tem nada haver com o trabalho que desempenhamos nas ruas e tenho certeza também que a sociedade brasileira não tem saudades da época de ditadura militar..rsrsrs
Não é por nada não mas esse tal de RAFAEL ta andando na contramão da história,sujeito de mente pequena..rsrsr
alex lima
julho 1st, 2009 at 20:55
Até que fim, pessoas sensatas comentando coisas pertinentes!!!, pq demoraram tanto???Não quero ser injusto o Jorgeson Catarino é um conservador, mas tem elegância, pelo menos seu vocabulário é rebuscado hummm!.Ele deve comer dicionário, pena que esta do lado negro da Força…O cara cria uma Hermeneutica perfeita em defesa no que ele acredita, infelizmente tem uma visão linear e não angular, não conseguiu assimilar a verdadeira intenção do Texto.Claro que o Marcelo não é perfeito, em algumas coisas ele generalizou inconscientemente o que provocou um dúbio sentido em algumas questões, mas o texto como um todo esta excelente.
alex lima
julho 1st, 2009 at 21:05
É Fábio Brito, isso é uma prática espúria, tipica de ditadores, lembra que na ditadura militar eles tiraram materias como sociologia e filosofia do curriculo escolar, tiraram o assunto Conjunto da matéria matemática!!Isso para que ninguém tivesse noção de conjunto, união…São formadores de Bitolados por isso que meu amigo RAFA é assim, mas vamos desintoxicar ele dessas injeções s de positivismo e autoritarismo que aplicaram nele, vai ser dificl, mas não custa nada tentar inocular uma consciência critica para que ele deixe de ser QUADRADO.rsrs .Mas quero deixar bem claro que acredito em muitas coisas que estão subjacentes ao Militarismo como a Disciplina.
Jorgeson Catarino
julho 1st, 2009 at 21:44
Senhores,
depois dessas, despeço-me deste espaço que imaginei salutar e engrandecedor à segurança pública e afins:
S O F I S M A S
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Fábio Brito
julho 1st, 2009 at 9:38
Acho que vivo em mundo diferente: Estão comparando o HGE com o Hospital Naval? Os Colégios Militares com os Civis? Fala sério… tudo é uma questão de demanda. O HGE é considerado o mais bem equipado Hospital de Emergência e Urgência do Norte e Nordeste! Militarismo: O Governo é civil, a Sociedade é Civil e a Polícia Militar exerce atividade substancialmente Civil!!!
Desafio qualquer um dos doutos comentaristas acima a provar o contrário!
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Marcelo Lopes
julho 1st, 2009 at 12:08
Concordo Fábio.
Efetivamente não precisa de muitas linhas para perceber isso. Para alguns, é claro.
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Alex Gondim Lima
julho 1st, 2009 at 14:25
FÁBIO BRITO VC ESQUECEU!!! NIGUÉM NASCE MILITAR , QUANDO NASCEMOS ATÉ A NOSSA PRIMEIRA IDENTIFICAÇÃO É CIVIL. ENTÃO TODO MILITAR FOI CIVIL!
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Fábio Brito
julho 1st, 2009 at 16:32
Vou Citar um Exemplo da Alienação que é o Militarismo: Foi veiculado em recente matéria jornalística que os alunos de Escolas Militares estudam por livros e paradidáticos onde o Golpe Militar é contado na versão dos militares, onde INEXISTEM as palvras: GOLPE, DITADURA etc.
ABSURDO! Trata-se de verdadeiro ESTELIONATO Acadêmico!!!
E outra: Os Nobres companheiros esqueceram-se que quando o GATE, BOPE, ROTA e Cia. Ltda entram em ação, não estão fazendo Policiamento Ostesivo, mas USURPANDO A COMPETÊNCIA DAS FORÇAS ARMADAS!
Saudações Milicianas
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Sérgio
julho 1st, 2009 at 19:07
Texto interessante.Parabéns Marcelo.
Acredito que o militarismo não tem nada haver com o trabalho que desempenhamos nas ruas e tenho certeza também que a sociedade brasileira não tem saudades da época de ditadura militar..rsrsrs
Não é por nada não mas esse tal de RAFAEL ta andando na contramão da história,sujeito de mente pequena..rsrsr
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alex lima
julho 1st, 2009 at 20:55
Até que fim, pessoas sensatas comentando coisas pertinentes!!!, pq demoraram tanto???Não quero ser injusto o Jorgeson Catarino é um conservador, mas tem elegância, pelo menos seu vocabulário é rebuscado hummm!.Ele deve comer dicionário, pena que esta do lado negro da Força…O cara cria uma Hermeneutica perfeita em defesa no que ele acredita, infelizmente tem uma visão linear e não angular, não conseguiu assimilar a verdadeira intenção do Texto.Claro que o Marcelo não é perfeito, em algumas coisas ele generalizou inconscientemente o que provocou um dúbio sentido em algumas questões, mas o texto como um todo esta excelente.
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alex lima
julho 1st, 2009 at 21:05
É Fábio Brito, isso é uma prática espúria, tipica de ditadores, lembra que na ditadura militar eles tiraram materias como sociologia e filosofia do curriculo escolar, tiraram o assunto Conjunto da matéria matemática!!Isso para que ninguém tivesse noção de conjunto, união…São formadores de Bitolados por isso que meu amigo RAFA é assim, mas vamos desintoxicar ele dessas injeções s de positivismo e autoritarismo que aplicaram nele, vai ser dificl, mas não custa nada tentar inocular uma consciência critica para que ele deixe de ser QUADRADO.rsrs .Mas quero deixar bem claro que acredito em muitas coisas que estão subjacentes ao Militarismo como a Disciplina.
Onde está a discussão!?…
Um grupo de impúberes, que jogam confetes nas próprias cabeças, enganando-se mutuamente, acerca das informações!!
Saiam da caverna, meninos. O que enxegarm por realidade, são, na VERDADE, sombras.
Para mim será imensamente confortável e satisfatório, o dia que estivermos em plenários opostos, enfrentá-los, pois, filosofica, cientifica e tecnicamente, será mais fácil que andar para frente!!
Diversamente, de vocês, com todo respeito e urbanidade.
Marcelo Lopes
julho 1st, 2009 at 22:43
Só faltou o Marco Lima. rs
Thiago Santos
julho 2nd, 2009 at 0:45
É Marcelo está se sentindo como uma avestruz, não é?
Fiquei envergonhado por você.
Quiz parecer com um neuro-cirurgião quando na verdade não passa de um açogueiro.
Sem futuro
julho 2nd, 2009 at 18:04
Ronaldo !!!
Sem futuro
julho 2nd, 2009 at 18:05
Esse Jorgeson Catarino é tarado mesmo. Vai viver cara …
Rafael
julho 2nd, 2009 at 19:36
O BOPE a ROTA e o GATE usurpam atribuições das Forças Armadas? isso é piada de salão? olhe o nivel intelectual das pessoas que me criticam.
Alex é esquerdista. Ele gostaria que Dilma, Dirceu mensalão e cia assumissem o poder e implantassem a ditadura comunista, como a que matou 100 mil em Cuba, ou a chinesa, que matou 100 milhões.
Infelizmente para vc, Alex, seus ídolos não implantaram a Ditadura do Proletariado aqui, pois as FFAA NÃO DEIXARAM. O que vc deve ter aprendido em São Lázaro, no meio do fumacê, deve ter afetado seus neuronios,
Thiago Santos
julho 2nd, 2009 at 23:31
Esta agora me fez rir!
“Infelizmente para vc, Alex, seus ídolos não implantaram a Ditadura do Proletariado aqui, pois as FFAA NÃO DEIXARAM. O que vc deve ter aprendido em São Lázaro, no meio do fumacê, deve ter afetado seus neuronios,”
Hehehehehehe…
alex gondim lima
julho 3rd, 2009 at 10:37
So pediria aos senhores que antes de inferir sobre minha pessoa, vos garanto que a minha droga , o meu vício é JESUS, nunca precisei de fumaça nenhuma para clarisvidenciar minhas idéias, e Rafa e Thiago nobre burgueses, sou de esquerda sim , mas não sou radical sigo uma vertente social-democrata.Entretanto Senhores absolutos do Saber!!meus ídolos como Fidel, não vendeu seu povo por uma esmola de bolsa formação e nem do bolsa família, la em Cuba não existe prostitutas, corruptos. La o povo anda de bicicleta, mas não tem analfabetos, tem dignidade.CUBA SOFREU um TERRORISMO GLOBAL DO G8 e FIDEL teve que ter pulso firme para não transformar CUba em um quintal em que os Lords americanos iriam curtir seus prazeres com as filhas d Cuba e transformar aquilo la em um antro de prostituição, rota de tráfico entre outras coisas. Um Pais que foi injustiçado pelo câncer que assola o mundo o CAPITAL, que corrompe as pessoas e transforma seres humanos coletivos em individuos e rótulos, em que a identidade do ser humano transforma-se em produto e anuncio ambulante, onde vc não é reconhecido pelo que vc é e sim pelo que tem , pelas mascaras que a sociedade consumista lhe impõe , vc se transforma em mercadoria ambulante vestindo roupa Nike, mas quem é vc mesmo? Viver subjacente a uma ideologia paradoxal como aqui vcs vivem deve ser terrível , camuflados e presos as diretrizes da nova ordem mundial cheia de crises que como ja dizia Marx, ” O capitalismo sofrera crises ciclicas”e quem paga isso é ploretariado, ou seja, os pobres. Se vcs dizem que vivo idolatrando Fidel, Chaves,e até mesmo François Mitterrand , eu prefiro até que vcs me taxem assim do que ser taxado de idolatra de George W. Busch, Augusto Pinochet entre outros genocidas e Ditadores do Capitalismo, mas sei que vcs também vivem sobe a Ditadura do Consumo e agora eu entendo e que esse paradgma tende a deixar as pessoas bestializadas, por isso que hoje compreendo porque vcs são assim, cheios de teorias vazias enchertados de filosofia barata midiática, vcs devem ser leitores assíduos da Revista VEJA.Ecooo, mas não culpo vcs sei que vcs são pordutos desse sistema cruel, ele tende a engendrar monstros, mesmos que essses possuam uma roupagem intelectual a universidade infelizmente produz também esses tipos de seres humanos ora Diga Fernando Henrique que vendeu discaradamente nossa Nação. Antes que me esqueça almofadinhas poucas vezes fequentei São Lázaro, a Faculdade Ciências Econômicas da Ufba fica ali na Praça da Piedade longe do campus acdêmico dos Paf´s.
Thiago Santos
julho 3rd, 2009 at 15:45
Alex, Meu querido, acorde!!!
Você está cegamente reproduzindo um discurso do final da década de 70 do século PASSADO – ultrapassado, ineficaz e sem qualquer propriedade, portanto, diga-se de passagem -.
Já não nos engaremos mais, meu sábio de frases prontas e discurso cansado.
Depois de Lula, moço proletário, você terá que reinvetar um outro discurso, ou já não sabe disso?
Esse do blá, blá, blá, blá, dói em nossos ouvidos.
Essa sua passagem irrefletida, está salva em meus arquivos, até por que é uma pérola Hehehe: “…o meu vício é JESUS…” |…| “…meus ídolos como Fidel…” !!
Acho bom você decidir sobre o que realmente quer da vida, filhote…
Olha que paradoxo de elementos.
Será que o seu Jesus faria assento ao lado do “Ídolo” Fidel!?
Aquele, para a maioria dos Cristãos, é a encarnação de Deus, o “Filho de Deus”, que teria sido enviado à Terra para salvar a humanidade. Ao passo que este um ditador arrogante e assassino impiedoso.
Ah!! Não deixe que seu ídolo saiba do seu vício, senão, certamente, irá apodrecer nas masmorras cubanas ou será fuzilado.
A não ser que, para você, o ídolo seja também o vício, com outra substantivação, é lógico.
É cada uma que ainda vejo!!!
alex gondim lima
julho 3rd, 2009 at 16:20
Eu usei Fidel como ídolo de uma forma metáforica, separo a fé de minhas convicções mesmo pq o próprio Cristo foi um grande revolucionário e incomodou os poderosos da época e fooi crucificado, mas sem mais delongas. Mais concordo com vc talvez esse discuros esteja ultrapassado mesmo , ta tudo perdido mesmo vc tem razão!Eqaunto a minha Fé relamente preciso me decidir afinal o Próprio Crsito disse:”o mundo jaz na Maldade”. …Eric Hobsbawm … KARL MARX… Drummond, Pablo Neruda… Zygmunt Bauman… talvez esses caras tb estejam ultrapassados não cabemos mais neste mundo moderno, somos minoria…ALELUIA MALTHUS TINHA RAZÃO, Adam Smith, Marshall…Kondratiev….Friedman… Hayek…Mises, PRONTO THIAGO ME CONVERTI TO SALVO ESSES SÃO CRISTÃOS AUTENTICOS, ESQUECI BUSCH…(esse era obtuso mesmo diferente dos outros)
OBRIGADO THIAGO POR ME DESPERTAR DO SONO PROFUNDO
Minha Alegria que o próprio homem destroi a si mesmo, e tudo em que esta em sua volta-DEMOCRACIA-SOCIALISMO, isso nunca existiu mesmo hein !! Vivemos e somos uma grande Fraude isso é Verdade. Em suma, me decidi Prefiro Crsito que disse: ” em nenhum outro a Salvação nem mesmo debaixo do céu e na Terra nehum outro nome há a quem possamos ser salvos se não for por Cristo Jesus.”
alex gondim lima
julho 3rd, 2009 at 16:25
ERRATA:”onde escreve-se minha Alegria(3 parágrafo 1ª linha”) é escreva-se minha tristeza
alex gondim lima
julho 3rd, 2009 at 16:32
Me lembre , Marx disse:” Crises Ciclicas do Capital” , Marx é louco mesmo, que Crsise que estamos vivendo esta tudo a mil maravilhas não é Thiago?, crise Global?? haha Balela!! meu amigo Thiago é que tem razão esse Marx é ultrapassado e Louco concordo com vc amigo !!!!rsrs
GARCIA
agosto 1st, 2009 at 4:32
Voltando a discutir sobre o texto…
axo que as policias militares tem totais condições de fazer a SEGURANÇA PÚBLICA em nosso país…
porém, bem mais do que a questão de ser ou não ser militar, outros “braços” tem de fazer seu papel (o que hoje nao acontece) por exemplo:
- a familia,q tem por objetivo tornar a criança um cidadao de bem, e o que vemos em nosso cotidiano eh pai tendo relação com filha e outros absurdo q todos sabemos
- a igreja, ond deveriamos nos espelhar e tomarmos conselhos… mas a igreja estah omissa na vida da sociedade, se nao for ateh ela, ela naum vem ateh vc
- o governo, onde teriamos a certeza de boa educação, saude e um trabalho digno para que possamos nos alimentar… q nda
nenhum desses “braços” funcionam…
ai dizer que o militar nao tem compentencia de fazer segunrança publica? quer dizer que o militar nao faz parte da sociedade?
pra lah pra lah
pois no ceará, o mesmo policial que troca tiros com bandidos, tem compentecia de visitar escolas, promover eventos em comunidades carentes…
porque o policial militar nao pode ser um policial comunitario?
a quem interessar, procurem – Ronda do Quarteirao, a policia da boa vizinhança!
Asa
agosto 13th, 2009 at 2:36
Caros companheiros
Gostaria de dar outro enfoque para toda essa questão, estou falando na maneira que preparamos os nossos policiais, para tanto vou resumir como foi a minha escola de policia.
O Tempo que foi de 9 meses foi dividido da seguinte forma;
15% Fazendo Ordem Unida
15% Em sala de Aula
5% Instruções Praticas
5% Policiamento a Pé
60% Faxina, Pinturas, Jardinagem, Construções, Cozinheiro e etc.
Nosso horário para entrar em forma era ás 07h00, mas se algum, dos 85 alunos chegasse 1 min. atrasado que fosse, no dia seguinte os 85 teriam que estar em forma ás 06h45, chegou ao ponto de entrarmos ás 5h15h (Além desse, me citem outro lugar que se paga por erro dos outros). Bom no dia a dia na caserna fazíamos instruções, ordem unida, faxina, mais ordem unida, faxina, construíamos ou destruíamos algo, mais faxina e lá pelas 17h45, éramos dispensados, ops! Nem todos, 15% do efetivo sempre ficava de plantão para limpeza de banheiros, seções, guarda, rancho e qualquer “missão” de ultima hora. Então o guerreiro que pegasse um plantão no meio da semana chegava a completar 36 horas de serviço, afinal azar militar! Ainda existiam ocasiões em que “perdíamos” os finais de semana (porque a escola estava molambenta) e escalas extras. Tudo isso era aplicado com a maior naturalidade, mas para mim que tinha largado uma carreira estável de projetista elétrico, formado pelo CEFET-PR achava tudo muito estranho (pra não dizer coisa pior), diziam-me “que sempre foi assim, nós que temos que nos adequar ao sistema e blá blá blá. Acho que todos aqui passaram por situações parecidas e até piores, então não estou falando aqui nada de novo.
Atualmente esse é o modelo de Formação da PM (made in Brazil)
Sabem, poderia explanar aqui sobre modelos de combate ao crime, políticas sociais que diminuem a criminalidade, sobre novas técnicas de abordagem policial…. Mas não quero fugir do foco da minha tese principal.
O POLICIAL MILITAR ANTES DE TUDO TAMBEM É UM CIDADAO BRASILEIRO NÃO MENOS E NEM MAIS.
O que mais revolta que nós, policiais militares somos uma espécie subcidadão com muitos deveres e poucos direitos. O Art 5º da CF é simplesmente rasgado para nós, Exemplos:
Não temos direito a habeas-corpus (Até assassinos confessos como Pimenta Neves tiveram esse direito)
Não podemos nos filiar ou criar sindicatos (A Swat, a policia americana é sindicalizada)
Não podemos fazer greves (Até médicos e Juízes fazem greve)
Para viajar precisamos pedir autorização (E o direito de Ir e Vir)
Se não me engano até para casar a gente precisa informar o CMDO.
Os Oficiais PM;
Na grande maioria, defendem o militarismo não por uma questão organizacional e administrativa, mas sim pelo ENORME poder discricionário que eles tem em relação à tropa. (semana passada, um colega meu com 10 anos de serviço, saindo 24h de serviço, teve que puxar mais 12h porque esqueceu de esvaziar uma lixeira) É disso que estou falando, desse militarismo usado dessa forma, arrogante e prepotente, que deixa as relações de poder desiguais. “Todos amam o poder, mesmo que não saibam o que fazer com ele.” (Benjamin Disraeli)
Uma vez ,certo oficial me disse que esse “modelo”, o militar é o que mantém a policia em pé e confiante. Segundo a Gazeta do Povo 12/05/09, somente 25% da população curitibana confia na PM (ganhamos da PC, 22%), realmente, podemos comprovar que a população esta confiante e pelos índices de criminalidade é esse modelo que dando certo! Pergunto-me, como a Policia Federal, não militar, é tão eficiente, talvez bons salários e equipamentos expliquem isso. Alguém aí citou a eficiência do BOPE e outros grupos de elite, por causa do seu militarismo arraigado. Será que a nossa missão MAIOR (não única) é matar as pessoas! Falam de Policiamento Comunitário, que o policial deve ouvir e se aproximar da comunidade, mas quando esse “policiamento” vai chegar DENTRO dos quartéis?
Certa vez, vi num blog, que um promotor de justiça de SP, fez a seguinte afirmação; “que os PM’S por andarem armados, por lidarem com vidas e pelo seu poder discricionário, o modelo militar adotado é o modelo ideal em vista da rapidez com que se davam as punições disciplinares, e isso é para um “melhor” controle sobre a tropa.” Será que um médico, que lida com vidas não precisaria de tal controle também! Ou melhor juiz, que decide todos os dias o destino das pessoas, todos deveriam ser militares. Não! Os políticos que controlam o destino de milhões deveriam usar estrelas e divisas. Não pensem sou uma anarquista e acredito que em tudo deva existir hierarquia e disciplina, mas nesse modelo que esta aí (me refiro nas policias).
Atualmente, estou respondendo um FATD (medida disciplinar) por um motivo tosco, eu que nunca peguei ou aceitei um centavo sequer de ninguém, nunca desrespeitei ordem de superior algum, eu que larguei uma carreira pois queria ser policial (fiz por opção). Estou sujeito a pegar dos dias de impedimento (um palavra bonita para prisão) porque recebi uma ordem de um oficial para ficar em determinado lugar. Aí passado algumas horas, um oficial superior passou e me viu no lugar determinado e mandou abrir o FATD afirmando que não era para mim ter ficado ali. E sabem o que encarregado FATD disse para mim, que não pode fazer nada, veja bem se indispor com o oficial superior e bla bla bla. Nem sei por que estou indignado, afinal vivemos num regime hierárquico.
Art 5 º Da Caserna ( Na cabeça de Alguns Oficiais)
Nem todos são iguais perante o RDE, com distinções de toda natureza, garantindo-se aos Oficiais carreira e prerrogativas de toda espécie sobre os praças residentes na caserna a violabilidade das garantias fundamentais, à liberdade de viajar (mediante parte com 5 dias de antecedência), à desigualdade. Para nós, à segurança e à propriedade das vtr’s, pois nós merecemos.
Pensador
junho 16th, 2010 at 10:55
Estou militar, e estou frustrado! infelizmente estou submetido a este regime opressor q tolhe a liberdade de consciência, a auto estima e humilha o indivíduo, e tem mais! tem pessoas q nunca foram militares e tem repúdio ao militarismo, e quem já foi( peso a Deus q seja em breve a minha situação) e quem é neófito a este regime, se tiver pelo menos um neorônio no cérebro e um pingo de senso crítico, logo de cara perceberá q 90 % dos usos e custumes do militarismo são: inúteis, imbecis, retrai e humilha o indivíduo, a continência é sinal de submissão e humilhação, e n de respeito, enfim, ficaria uma eternidade aki atribuindo adjetivos negativos.
Essa conversinha furada de q só instituições de cáracter militar tem organização de fato é balela, existem inúmeras instituições civis muito bem organizadas sem esses preceitos arcaicos do militarismo, Hierarquia e Disciplina? é de suma importancia pra qualquer tipo de organização, mas a hierarquia e disciplina militares em comparada com a civil! é opressora e humilhante, isso é um desabafo de um militar frustrado, sonho em regressar ao mundo civil, onde existe coerencia e ética nas regras, chega de militarismo o mundo precisa mesmo é de CIVISMO!!!
Mario
junho 29th, 2010 at 15:24
o militarismo nas polícias é burrice e tolice para a função que exercemos nao precisamos do militarismo a consequencia sao oficiais se sentindo deuses e usurpando das funçoes com arrogancia e prevalecimento aos subordinados,ou seja nao serve.