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“O bom desempenho do condutor de veículo de emergência, por exemplo, deverá ser aferido pela capacidade de realizar com sucesso a sua missão, chegando sempre ao local sem criar vítimas pelo caminho, sem criar riscos desnecessários para a integridade física dos demais usuários da via”
Os números catastróficos referente a acidentes de trânsito no Brasil, embora tenham deixado as pessoas estarrecidas e sido pauta de reportagens da maioria dos meios de comunicação, com certeza, não surpreenderam os especialistas de trânsito.
De acordo com estatísticas apresentadas, em todo Brasil, anualmente gasta-se mais de R$ 10 bilhões de reais com vítimas de acidentes de trânsito; 25% dos acidentes envolvem motociclistas; 70% das vítimas dos acidentes estão na faixa etária de 20 a 39 anos e 74% das vitimas são homens.
No meio dessa guerra no trânsito, não seria diferente, portanto, que nós policiais militares durante o cumprimento da missão ou fora dela, pois também fazemos parte da sociedade, sejamos vitimados e muitas vezes mortos em conseqüência dos acidentes.
Cada vez que um veículo de emergência responde a uma chamada, vidas estão em jogo. Essa prerrogativa altera substancialmente os níveis de adrenalina no sangue do motorista policial. Sob estresse, o motorista terá que conduzir o veículo do ponto A ao ponto B, no menor intervalo de tempo possível, garantindo a segurança de todos, dentro e fora do veículo.
As pesquisas demonstram que proporcionalmente os veículos de emergência sofrem 13 vezes mais acidentes e ferem 5 vezes mais que os veículos de passeio. Por causa destas estatísticas os veículos de emergência não podem ser segurados.
Infelizmente não possuímos dados concretos a respeito dos acidentes envolvendo viaturas da Polícia Militar da Bahia (viaturas policiais, ambulância e veículos de combate a incêndio). Apesar de não haver números oficiais, a verdade é que são muitos os veículos de emergência que anualmente ficam parcial ou totalmente destruídos.
Em consulta através da Coordenadoria de Missões Especiais (CME) da PMBA, pude levantar os seguintes dados referentes à morte de policiais em acidentes de trânsito:


Em consulta realizada junto ao Departamento de Saúde, no Centro de Perícias Médicas, respondido através do Ofício número 0596/DS/CPMM/JMS, datado de 27 de novembro de 2008, o referido órgão nos enviou uma relação de atendimentos realizados no período de 2005 a 2008 a Policiais Militares que solicitaram afastamento do serviço por ter se envolvido em acidentes que os impossibilitaram de permanecer no serviço ativo por um período igual ou superior a 30 dias. O referido órgão não teve como discriminar se esses traumas estavam relacionados a acidentes de trânsito, mas que pelo CID, ou pela extensão e gravidade das lesões, poderia se ter uma idéia geral e possível relação com acidentes de trânsito.
Total:1405 policiais militares afastados do serviço!!!
Mesmo com todos os recursos tecnológicos aplicados aos veículos de emergência, como luzes de sinalização e sirenes, os acidentes continuam a ocorrer, tendo ficado confirmado que a maioria dos acidentes envolvendo viaturas resultam exclusivamente de erros humanos.
No entanto, a maior surpresa está na constatação de que a maioria dos erros não são cometidos pelos motoristas que estão no trajeto do veículo de emergência, mas principalmente pelo Operador do Veículo de Emergência. Isso é verificado pois grande parte dos motoristas policiais não estão cônscios de suas responsabilidades em relação às regras de circulação impostas pelo CTB, como também desconhecem as prescrições legais referentes às infrações administrativas e criminais na condução do veículo.
Em virtude desse contexto, fiz um artigo para abordar essas questões, que abarcando os seguintes tópicos:
É imprescindível que a Polícia Militar da Bahia se posicione em um patamar próximo às principais instituições em segurança pública no país, preparando os policiais para as adversidades do combate à criminalidade atual e a adoção de uma direção mais segura no trânsito, aperfeiçoamento das técnicas já assimiladas, reforçando os conceitos de direção defensiva e executando exercícios práticos de domínio do veículo de emergência, que evitarão envolver-se em acidentes de trânsito, preservando assim sua integridade física e a imagem da Corporação.
Veículos de Emergência: uma tragédia anunciada? | Blogosfera Policial
junho 23rd, 2009 at 19:20
[...] Veículos de Emergência: uma tragédia anunciada? junho 23rd, 2009 (1 hour ago) VN:F [1.2.3_620]Project-Id-Version: WordPress 2.7.1 Report-Msgid-Bugs-To: wp-polyglots@lists.automattic.com POT-Creation-Date: 2008-03-29 18:27+0200 PO-Revision-Date: 2009-02-10 22:41-0300 Last-Translator: Cátia Kitahara Language-Team: WordPress-BR MIME-Version: 1.0 Content-Type: text/plain; charset=utf-8 Content-Transfer-Encoding: 8bit Plural-Forms: nplurals=2; plural=n != 1; X-Poedit-Language: Portuguese X-Poedit-Country: BRAZIL X-Poedit-SourceCharset: utf-8 Rating: 0.0/5 (0 votes cast) “O bom desempenho do condutor de veículo de emergência, por exemplo, deverá ser aferido pela capacidade de realizar com sucesso a sua missão, chegando sempre ao local sem criar vítimas pelo caminho, sem criar riscos desnecessários para a ler mais Salvar/Compartilhar [...]
Ten PM Alden
junho 26th, 2009 at 1:02
Mais uma vez..conforme havia previsto, em razão dos últimos acontecimentos na PMSE…foi editado uma portaria do CG regulamentando o Curso de Condutores de Veículos de Emergência da PM….mas como explico no artigo não basta apenas exigirmos a realização do curso de condutores de veículos de emergência ( o que esta previsto na lei, resolução 168 e 285 do Contran) pois essa resolução não atende a especificidade de nossa missão, tendo em vista que a lei em vigor só apresenta na conteúdo programático do curso, um programa TEÓRICO. Ou seja, o PM jamais irá conduzir uma viatura de emergência durante o curso. Inclusive eu e o maj Henrique melo realizamos proposta de treinamento adequado a essa atividade de motorista de emergência conforme esse vídeo postado no youtube. (http://www.youtube.com/watch?v=HdOWy_B5yO8) É preciso mostrar a sociedade, que não é apenas o fato dos motoristas não terem acesso a treinamento qualificado e que apenas por isso irá deixar de conduzir a viatura, mas tabém e principalmente pelos resultados negativos (para o PM e para a população que será assistida) em relação a acidentes envolvendo viaturas oficiais (mais de 100 acidentes todos os anos)..1400 PMs afastados por ter se envolvido em acidentes nos últimos anos, de 58 Pms em 2008 mortos, a metade morreu vítima de acidente de trânsito! E quando o mesmo se envolve em acidentes responde, pelos eventuais danos causados; se se envolver em acidente e ficar afastado por mais de 40 dias o PM perde o auxilio alimentação ( no momento que ele mais precisa), o PM tem que pagar pelas custas de habilitação e renovação da CNH (para trabalhar para o Estado); Não recebe nada a mais por desenvolver um trabalho que só trás responsabilidades e prejuízos; Então..isso é só um resumo dos problemas q gostaria que fossem levantadas nas discussões. É preciso retornar o Quadro de CONDUTORES DE VEÍCULOS DE EMERGÊNCIA (não poderia ser motoristas pois hj nós temos os pilotos de motocicletas também e que estão sujeitos as mesmas intempéries dos motoristas), e após feito isso, capacitar de forma TEÓRICA e PRÁTICA o PM; o PM dever receber gratificação compativel com a missao; facilitar ou mesmo isentar o PM dos pagamentos com custos de CNH (habilitação e ou renovação). Um abraço Fraterno, estou aberto para novos esclarecimentos.
Nailton Cerqueira
julho 10th, 2009 at 20:00
Gostaria de saber quando vai estar sendo iniciada as novas datas para inscricao para o curso de Veiculos de Emergencia e o valor do curso
Ten PM Alden
julho 10th, 2009 at 23:01
O C.C.V.E.P.M (Curso de Condutores de Veículos de Emergência Policial Militar) deverá ter seu início previsto pra a primeira quinzena de agosto. As incrições serão feitas pelo CPC. Os critérios e a disponibilidade de vagas serão divulgados em momento oportuno.
Transporte de preso em viatura policial - Abordagem Policial
julho 13th, 2009 at 13:27
[...] No nosso último artigo, nós fizemos uma radiografia dos acidentes envolvendo os condutores de veículos de emergência, problemas enfrentados e deficiências a serem superadas para a solução dos graves problemas enfrentados por esses profissionais. Falamos também da exigibilidade do Curso para Condução de veículos de emergência por parte dos profissionais que ora utilizam esse meio de transporte para realização das atividades pertinentes a cada setor específico (os destinados a socorro de incêndio e salvamento, os de polícia, os de fiscalização de trânsito e as ambulâncias (conforme definição do Art 29 do CTB). [...]
Nailton Cerqueira
julho 14th, 2009 at 18:11
Gostaria de saber quando vai ser oferecido o curso de condutor de veiculo de emergencia
Guilherme vaz lopes
julho 30th, 2009 at 11:22
Sobre o comentario do Ten PM Alden referente ao C.C.V.P.M (curso de condutores de veículos de emergência Policial Militar), gostaria de saber se este curso será disponibilizado para membros de outras unidades, ou se apenas para policiais daquele estado.
Obrigado..
Ten PM Alden
julho 30th, 2009 at 21:41
Caro Guilherme vaz lopes, em princípio as vagas estão destinadas aos policiais militares da PMBA, mas nada obsta que, sendo feito uma solicitação ao Comando Geral nós possamos atender às demais corporações. Há diversos exemplos de cursos ministrados pela PMBA e a mesma ofereceu vagas para outras instituições. Um abraço fraterno!
Ten PM Alden
agosto 11th, 2009 at 21:20
A respeito da matéria publicada pelo Doutor Luis Augusto, promotor do Ministério Público Estadual num grande jornal de circulação, sobre a legalidade ou não do Policial Militar se recusar a dirigir viatura policial me deixou extremamente preocupado. Pois não apareceu ninguém, de nenhum órgão ou instituição, pra dizer ou mostrar por exemplo, como as demais polícias do Brasil e do mundo qualificam seus motoristas e se realmente o curso de Condutores de Veículos de Emergência é tão importante assim, como afirmam os policiais. Ainda não procuraram mostrar as reais dificuldades enfrentadas pelos motoristas, os riscos sofridos, se sofrem ou não acidentes, se são assistidos por profissionais especializados e tantas outras questões de relevante interesse. O doutor Luis Augusto teria afirmado que o policial militar se recusar a dirigir o veículo, alegando não estar devidamente habilitado para tal, mesmo sendo uma determinação expressa pela resolução 285 do CONTRAN, está incorrendo em crime militar (recusa de obediência) pois, como dito no jornal, “uma simples irregularidade não pode justificar omissões no cumprimento do dever”. Alegando inclusive que “apesar da necessidade do curso para condutor de veículos de emergência ser uma exigência do Código de Trânsito, não é imprescindível”. Pois bem….talvez, pela falta de vivência na área operacional ou por não ter conhecimento profundo da atividade policial, o que é natural e até aceitável, o referido promotor fez uma colocação infeliz e sem a fundamentação necessária a respeito do tema. Por que digo isso? Porque talvez, o mesmo desconheça os dados acerca da real problemática que vivenciamos na corporação, não só na PMBA, mas em todo o Brasil, no que diz respeito a acidentes envolvendo veículos de emergência. Entendemos que a não qualificação do policial para conduzir veículos de emergência, não configura-se apenas como uma mera formalidade e uma “simples irregularidade” como teria sido dito pelo promotor. A ausência do treinamento adequado tem ceifado a vida de dezenas de policias militares todos os anos. Só pra se ter uma noção da gravidade do problema, no ano de 2008, cerca de 58 policiais militares perderam a vida. Desse total, cerca de 28, morreram vitimados por acidente de trânsito, e desse total, 14 morreram EM SERVIÇO!! Em consulta realizada junto ao Departamento de Saúde, no Centro de Perícias Médicas, o referido órgão informou entre o período de 2005 à 2008 , 1405 policiais militares foram afastados do serviço!!!. por ter se envolvido em acidentes que os impossibilitaram de permanecer no serviço ativo por um período igual ou superior à 30 dias. Segundo a CME (Coordenadoria de Missões Especiais) e demais órgãos, foram registrados cerca de 150 acidentes envolvendo viaturas de emergência.
Cada vez que um veículo de emergência atende a uma chamada, vidas estão em jogo. Essa prerrogativa altera substancialmente os níveis de adrenalina no sangue do motorista de emergência. Sob estresse, o motorista terá que conduzir o veículo do ponto A ao ponto B, no menor intervalo de tempo possível, garantindo a segurança de todos, dentro e fora do veículo.
Não adianta mandar decorar fórmulas de quanto tempo levará para reagir às ações imprevistas e calcular o espaço que o veículo vai parar, se o mesmo não conhecer na prática as variedades tipos de terrenos (asfalto, barro, pedra e etc). Já que estes profissionais estão mis expostos a se envolverem em acidentes, é preciso treiná-los para situações reais de dificuldades, como conduzir um veículo de emergência em velocidade, mas com segurança. A condução de uma ambulância, por exemplo, que transporta doentes ou vítimas de traumas, quando em transportadas em velocidade de emergência exige do motorista alguns conhecimentos, sob pena de agravar o estado das vítimas. A velocidade e a força centrífuga de acelerações podem agravar as lesões e os problemas do foro cardíaco. Conduzir depressa até ao hospital nem sempre é o melhor para o doente. Como por exemplo no caso de uma vítima com hemorragia não pode viajar a uma velocidade muito elevada devido à força centrífuga causada ou até porque faz muita força a segurar-se à maca.
Imagine que o DETRAN vai ministrar um curso de “CONDUTOR” de veículo de emergência e o aluno não entra nem no veículo..isso é uma piada!!!
A maioria dos condutores de viaturas policiais e ambulâncias conduzem em velocidade de emergência sem formação específica e não foi alvo de qualquer triagem ou avaliação psicológica prévia, pois há pessoas por exemplo que não têm perfil para conduzir um veículo de emergência, tal como outras que não têm perfil para conduzir qualquer veículo.
A condução de veículos em velocidade de emergência, é uma atividade que exige um determinado número de requisitos biofísicos, que se insere num contexto cultural e social e que tem um forte componente psicológico, tanto ao nível cognitivo como afetivo e emocional.
Ainda que o Policial Militar, candidato a motorista de veículo de emergência seja habilitado (categoria A, B, C, D ou E) e tenha passado pelo exame psicológico e do exame prático veicular no DETRAN, na época da primeira habilitação, não garante que ele esteja apto, ou tenha condições de dirigir um veículo de emergência. A situação na qual ele foi analisado na época em que tirou a primeira habilitação é completamente diferente, ou seja, conduzir um veículo de passeio é uma coisa, mas conduzir um veículo em velocidades muitas vezes superior à máxima permitida pela via, sob tensão, adrenalina, medo, e tantas outras emoções….é completamente diferente! O efeito emocional do toque da sirene também tem influência no comportamento do policial. Há estudos que mostram que qualquer condutor ao volante de um veículo com uma sirene ligada aumenta o seu ritmo cardíaco e a velocidade.
Então doutor Luis Augusto…não se trata apenas, de uma mera irregularidade, como foi dito pelo sr…mas sim, o risco a integridade física dos policiais militares que conduzem esses veículos, já que não possuem treinamento adequado. Se o sr tiver um pouquinho de curiosidade, e pesquisar nos buscadores (google, por exemplo) algo como acidente envolvendo viatura (ambulância, policia e bombeiro), verá que é muito mais comum do que se parece, e no Brasil todo o problema persiste, por total ausência de políticas sérias de segurança pública.
Mesmo sabendo que o Código de Trânsito Brasileiro em seu artigo 29, VII, garante aos veículos de emergência livre circulação, estacionamento e parada, quando, comprovadamente, estejam prestando serviço de urgência em benefício da sociedade, respeitando as demais regras de circulação, todos os dias somos obrigados a acelerar ao máximo para poder prestar atendimento de emergência, colocando nossas vidas em risco, porque sabemos que cada segundo perdido, é crucial, cada segundo perdido pode ser a diferença entre vida e morte, sucesso e insucesso. E para tanto, para desenvolver com mister e acima de tudo SEGURANÇA, precisamos sim, ter treinamento adequado à nossa realidade, sob pena de colocarmos em risco o nosso maior bem: a vida!!!
Al Sgt PM
setembro 3rd, 2009 at 6:38
Resposta tecnica, é isso aí.
É muito facil sentar-se numa poltrona e dizer que é certo ou errado, que é crime ou transgressão, porem viver sob tensão mesmo que por curto espaço de tempo é outra coisa, imaginemos um policial envolvido em um intenso tiroteio, com policiais feridos ou até mortos, ou mesmo, um bandido ferido e tendo que fazer a condução destes para um hospital; só resta-nos a proteção divina, pois la na frente nos espera um IT, o MP e nossos comandantes, estes últimos supostamente tenham conhecimento de causa uma vez que, no inico da carreira da carreira PM passaram pelo crivo operacional da Instituição>
TEN PM ALDEN
setembro 3rd, 2009 at 6:57
Resposta ao Artigo publicado pelo Doutor Luis Augusto sobre o curso deemergencia
Meu jovem tenente. É que aqui na Bahia nossos policiais já dirigem viaturas há mais de 20 anos sem o curso de adaptação de motorista policial, e de uma hora para a outra passaram a exigir o curso unicamente como forma de pressão contra o governo para alcançar suas reivindicações. Quando o CNT pede treinamento para veículos especiais, está se referindo a ambulâncias, bombeiros, cargas perigosas, inflamáveis, químicos, não viaturas policiais que só tem de especial o xadrez, a sirene, o giroflex e o rádio transceptor, e na maioria das vezes circula pelas ruas em marcha normal, e até muito lenta, porque ninguém faz policiamento em zigue-zague no trânsito. Por outro lado, tenente, também fui militar de carreira e sei muito bem o que falo, e o militar só não deve cumprir ordem manifestamente ilegal, e ordem manifestamente ilegal é aquela que pelo absurdo que representa, a exemplo do superior mandar um subordinado espancar alguém, e você sabe que para isso sequer precisam receber ordens, e que ferem os princípios éticos de qualquer ser mediano, ou para praticar condutas expressamente proibidas em norma, e em lugar algum conheço qualquer lei ou regulamento que diga que militar sem o curso de adaptação para motorista de viatura não deve dirigir viatura policial militar.
Para finalizar, tenente, dei minha opinião, é o que acho, estou num país onde a liberdade de expressão é garantia constitucional, e cada um faça o que lhe der na telha. Quem escolhe o caminho é quem vai seguí-lo. Então, vão até o fim. Por mim vocês param tudo, repetem 2001, sacaneam com a sociedade. Aliás, amigo, essa conversa já está me chateando. Só que, pelo que estou notando, se os próprios insurretos não se comportarem como em 2001, fique certo que a sociedade pouco sentirá a falta de vocês nas ruas, como ocorre com a polícia civil e com os médicos quando resolvem cruzar os braços, e sabe por que ela não vai sentir, porque nenhuma dessas categorias em serviço público, serve bem à sociedade. Por isso, se pararem pelo resto da vida, pouca falta farão, acredite, e isso ocorrerá com todas as classes que fingem trabalhar, porque estamos cheios de maus servidores, e tenha certeza, meu jovem, que a grande maioria desses amotinados, porque greve de militar é motim,aliás eu diria 100%, só está pensando é em sí próprio, nunca em melhoria do policiamento ou da prestação de serviço à sociedade. Não sei se você é oficial novo ou oriundo de sargento, mas seja lá o que for, não viveu, como eu, as greves de 1981, 2001 e jan 2002. A primeira eu estava na ativa, e tive que substituir a PM nas ruas. Nas duas últimas eu já era promotor de Justiça Militar, e fui quem requisitou a instauração dos inquéritos policiais militares e denunciei todos os que foram indiciados, e faria tudo novamente, porque sou chato no cumprimento do dever. E qual foi o resultado dessas greves? Se não viveu, consulte os jornais da época, porque, fora os arrastões praticados por maus policiais militares, verdadeiros facínoras fardados que aproveitando a baderna invadiram mercadinhos, saquearam lojas, invadiram quartéis, colocaram oficiais e comandantes apra fora, fizeram oficiais reféns, roubaram armas, munições, víveres, equipamentos, enfim, pintaram e bordaram, nada mais aconteceu, porque os bandidos de ontem, os bandidos que agem quando a PM está nas ruas, são os mesmos que continuarão a agir com ela em greve, porque bandido hoje não respeita mais polícia, senão não tínhamos tantos assaltos a ônibus, a bancos, sequestros, assassinatos, roubos, e por aí a fora. Vamos ver depois as estatísticas, e você me dará razão. O perigo, então, é que o governo note que vocês não fazem tanta falta. Aí é que vão retornar sem nada. Corram os risco e depois me diga. Enquanto isso, não adianta mais me provocar que sequer abrirei qualquer e-mail falando sobre esse movimento da PM. Aliás, não vou abrir mais e-maild e ninguém da PM. Vou me preservar para cumprir meu dever, e se alguém quiser falar comigo, agora só pessoalmente, e na minha Promotoria de Justiça. Passar bem, tenente.
Luiz Augusto
marcilio jose da silva magalhaes
setembro 6th, 2009 at 17:19
quero registrar minha policia para nivel internacional
TEN PM ALDEN
setembro 7th, 2009 at 13:48
Gostaria de registrar um avanço, bastante significativo no que se refere a treinamento desses profissionais. Ainda não é o bastante, mas acredito quaminho certoe estamos no caminho certo. Entrem nesse link: http://www.youtube.com/watch?v=RV480GFBKNU
paulo antonio
setembro 15th, 2009 at 12:58
Gostaria de saber porque os condutores de veículos de urgência tem que ser habilitado na categoria ‘’ D ‘’ e as mesmas exigências não cabe aos condutores de viaturas policias, estes condutores por sua vez também realizam deslocamento de urgência em vários momentos no seu turno de serviço.
TEN PM ALDEN
setembro 15th, 2009 at 19:22
Meu caro Paulo Antonio, obrigado pela sua participação!
Considerando o disposto no artigo 145 do Código de Trânsito Brasileiro, para melhor visualização da questão vale trazer aqui o texto legal referido:
Art. 145. Para habilitar-se nas categorias D “e” (grifo meu)E “ou”(grifo meu) para conduzir veículo de transporte coletivo de passageiros, de escolares, de emergência ou de produto perigoso, o candidato deverá preencher os seguintes requisitos:
I – ser maior de vinte e um anos;
II – estar habilitado:
a) no mínimo há dois anos na categoria B, ou no mínimo há um ano na categoria C, quando pretender habilitar-se na categoria D; e
b) no mínimo há um ano na categoria C, quando pretender habilitar-se na categoria E;
III – não ter cometido nenhuma infração grave ou gravíssima ou ser reincidente em infrações médias durante os últimos doze meses;
IV – ser aprovado em curso especializado e em curso de treinamento de prática veicular em situação de risco, nos termos da normatização do CONTRAN.
Como se percebe claramente pelo uso da expressão “ou” por parte do legislador pátrio, entendo que para conduzir veículos de emergência é necessário:
1.ser maior de 21 anos;
2.estar habilitado na categoria à qual o veículo pertence de acordo com o disposto no artigo 143 do mesmo diploma legal;
3.não ter cometido nenhuma infração grave ou gravíssima ou ser reincidente em infrações médias durante os últimos doze meses;
4.ser aprovado em curso especializado e em curso de treinamento de prática veicular em situação de risco, nos termos da normatização do CONTRAN. (note-se que este ítem ainda não foi normatizado)
Cumpridos estes requisitos, expostos acima, entendo que não há impedimento legal para que seja condutor de veículos de emergência.
Um abração!
Enéias Barbosa Santos
outubro 1st, 2009 at 12:13
Fui aluno da 2ª turma do curso de condutores de veículo de emergência ministrado pela PMBA, gostaria de agradecer o empenho do TEN Alden e todas as pessoas que se dedicaram o máximo para que este curso se tornasse uma realidade. Tendo em vista que toda instituição ou governo que tenha a intenção de desenvolver o seu dever e a sua missão com qualidade e eficiência a melhor forma para que isto aconteça é investindo em seus colaboradores. Com isso todos tende a ganhar inclusive a sociedade que mais do que nunca clama por justiça, segurança e uma infinidade de direitos adquiridos que ficam a desejar.
Ten PM Alden
outubro 1st, 2009 at 20:01
Meu caro Enéias, obrigado pela sua participação e pelas suas palavras…..tenha certeza que continuaremos na luta! Abração!
Adalto Martins da Silva
outubro 29th, 2009 at 14:49
Sou Capitão da PMESP e iniciarei o CAO (Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais) e o tema da monografia é:
NECESSIDADE DE CURSO PARA POLICIAIS MILITARES MOTORISTA PARA CONDUÇÃO DE VIATURA EM SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA.
Li alguns artigos de vossa autoria e gostei muito.
Gostaria de receber material para consulta para a minha monografia ou mesmo que indicasse algum livro.
Parabéns.
Cap PM Adalto , Taubaté/SP
Recurso de Multa
novembro 1st, 2009 at 15:13
Mais um post completo e muito interessante.
Tanto os atuais como os futuros motoristas devem estar cientes da legislação de trânsito vigente, somente dessa maneira será possível evitar abusos.
cristiano
dezembro 15th, 2009 at 14:16
Bom dia a todos os policiais militares. Quero me reportar a todos, indignado com manifestação tão esdrúxula e equivocada de cediço pseudo promotor, Luís Augusto, que me parece usar o título de doutor por costume e não por direito. Salutar seria sim, um debate frente a frente, porém, dado a sua já notória covardia, ignorância, incompetência para singular assunto, venho me manifestar, sem ser símile a tão pretensioso servidor público. Relativo a importância ou não de determinados servidores, não cabe a você dirimir ou não quanto a importância deste ou daquele servidor, visto que mais inútil e dispensável que os mesmos da sua corja ou raça, não surgiram ainda. Sabido é que, todas as polícias prendem e vocês, prepotentes e vendidos, na maioria, soltam. Aliás, mormente a esta situação, confirmamos nossas parcas esperanças de um país melhor, visto a visão micro do seu mundinho, permeado de ignorantes, idiotas e masserrados como você, que com certeza plena, dado a sua explanação, usa o título de doutor, sem o ser. Qual a sua formação para dispor de pontual assunto, como condução de viaturas? Qual sua competência para dizer o que deve ou não ser feito para melhorar e se resguardar os cidadãos e os policiais? Como citado por inescusável primata, de mentalidade retrogada, Quem não tem importância para a sociedade é você, que não é dotado de princípios básicos de educação e civilidade, como todos que vivem em sociedade devem ter. Se, como funcionário público que suponho, deve ser, deveria primar por respeito, visto o princípio da reciprocidade jurídica, se é que você é oriundo da escola de direito, fato tornado duvidoso, devido as suas lastimáveis declarações. A sua notória covardia, como já explicitado acima, exegese do estado adotar, se é que deste realmente faz parte, que o mesmo prime por melhores escolhas doravante, visto que este declarante, bacharel, pós-graduado e doutorando em direito, envergonho-me de ter tido o dispraszer de deparar-me com comentário tão viciado e parcial, sem conhecimento e sem respeito de cidadão tão meramente insignificante, que não merece sequer consideração por parte de nenhum leitor, que por mais iletrado que seja, não seria indecente a tal ponto de se julgar melhor ou mais preparado do que ninguém, e sim colaborador, que depois destas declarações e covardia explícitos, mostrou-se incapaz de o ser. ATT, cristiano- policial de Brasília, com orgulho como meus pares da Bahia.
MARCIO SANTOS PMMG
janeiro 2nd, 2010 at 18:30
Prezados companheiros de FARDA, vejo que este assunto sobre condução de VEICULOS DE EMERGENCIA, torna -se polêmico, desde o momento em que se fala de segurança de condutores, que ora estao ” patrulhando” ora estao deslocando para atendimento. O que mais enfatizo aqui em MINAS é que ninguém se preocupa em qualificação e sim em condução, trabalho com vários companheiros que se preocupam apenas em completar o turno de serviço, e que só sabem reclamar que não tem ” ajuda” financeira sobre atividade de motorista, mas como podem revindicar melhores algum benefício para trabalho se só fazem o básico( quando fazem!) . Entendo que se preocupassem em qualifcação poderiam exigir privilegios. Mas infelizmente aqui teremos que esperar um voluntário para revindicar estes benefícios.
Cláudio Caires
fevereiro 3rd, 2010 at 10:27
Ola meus amigos, gostaria em primeiro lugar de prabenizar por este trabalho, sempre bom ter pessoas que utilizam este veiculo de comunicação com o objetivo de alertar os próprios colegas e a sociedade em geral.
Grande Abraço a vocês
Cláudio Caires
Instrutor do Curso de Socorros em Operações Táticas Policias
Instrutor de Resgate