Assembléia Geral

Ocorreu hoje, 23 de julho, a Assembléia Geral Unificada que reuniu praças e oficiais da PMBA em torno de um objetivo justo e pacífico: a implementação de uma Polícia Militar alinhada com a legalidade, com profissionais valorizados e em condições de prestar um serviço pleno de qualidade aos cidadãos baianos. A Assembléia, ao que parece, foi emocionante, sem precedentes, histórica. Apesar de alguns órgãos de imprensa dizerem que estiveram presentes “pelo menos 3000 pessoas”, os que estiveram lá estimam um número mais de três vezes maior: 10000 pessoas de toda a Bahia lotando o Ginásio de Esportes do Sindicato dos Bancários, ficando muita gente impossibilitada de adentrar no espaço. A impressão geral, que pude detectar entre policiais que foram à Assembléia, é bem expressa pela mensagem deixada numa comunidade por um PM:

“ESTOU ARREPIADO NESSE EXATO MOMENTO. MUITO EMOCIONADO POIS ESTAMOS SENDO FIEIS E UNIDOS, SENDO UM EXEMPLO DE FORÇA PACIFICA E JUSTA, PEDINDO NADA MAIS QUE O MERECIDO.”

Assembléia Geral Unificada

Não apenas a grande quantidade de policiais presentes na Assembléia é destacável, mas também a sinalização do Governo do Estado em negociar com os representantes dos PM’s, que no momento em que publico este texto provavelmente estarão na mesa de negociação. Como disse um outro policial no orkut, estou vendo o andamento das coisas de modo positivo:

“Acho que nao deflagrar o movimento já foi acertado. O governo vai sentar p conversar e caso nossas reinvidicacoes sejam atendidas nao eh necessario penalizar a populacao.

Temos que ter cautela, nao adianta querer fazer por querer fazer, temos q ser frios, calculistas e racionais…

Vamos aguardar o que saira dessa reuniao, ai sim tomaremos a providencia de dar inicio ao movimento ou nao.”

Foi marcada já uma outra Assembléia, no dia 31 de julho, sexta-feira, para que sejam discutidas e apresentadas as propostas e contra-propostas do Governo do Estado, balizando, assim, as ações do Movimento.

* * *

Algo que vem me incomodando em relação ao que tem sido publicado em relação às reivindicações, é o uso do termo “greve” por grande parte da imprensa baiana. Leiam o que diz o Artigo 142, §3º, inciso IV da Constituição Federal: “ao militar são proibidas a sindicalização e a greve”. Logo, acusar o atual Movimento de “grevista”, é acusá-lo de inconstitucional, ilegal, quando o pregado é justamente o contrário, ou seja, adequar à Polícia Militar da Bahia ao que legalmente está previsto.

Mas o fato é que estampar manchetes com a palavra “greve” chama mais a atenção dos leitores, do público, do consumidor, se é que me entendem… PM e greve remete a população ao que ocorreu em 2001, ocasião em que vários policiais foram punidos e até excluídos da Corporação. O contexto agora é outro (que fique claro inclusive para os “revoltados de carteirinha”). Ordem, legalidade e justiça, é o que prega o Movimento Polícia Legal. Abaixo, veja as notícias que sairam na imprensa sobre a Assembléia:

- Policiais militares realizam assembleia para definir possível greve – A Tarde On Line;
- Policiais militares realizam assembleia para definir possível greve – Política Livre;
- Assembléia definirá greve da PM – Bahia Agora;
- Policiais militares realizam assembléia para decidir se entram em greve – Aratu Online;
- Policias militares suspende indicativo de greve e se reúnem com governo – Aratu Online;
- PM’s suspendem indicativo de greve – Bahia Notícias;
- Sinal de Vida – À Queima Roupa (Correio);
- Protesto: PMs se reúnem para decidir operação – iBahia.

O que nos resta agora é acompanhar atentamente as negociações e o que vai ser divulgado pelos presidentes das associações e demais representantes da categoria. A tropa está esperançosa e unida. Agora é torcer…

PS1: Foto de Arestides Baptista – Agência A Tarde;

PS2: Quem tiver mais imagens da Assembléia ou links de outras notícias que saíram na imprensa, mande para o abordagempolicial@gmail.com que publicaremos aqui;

PS3: A qualquer momento voltamos com mais Notícias da PMBA.

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