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As concepções atuais de gestão de empresas, sejam elas públicas ou privadas, buscam consolidar a qualidade na prestação de serviços e ou produtos como fator primordial para o sucesso de qualquer empreendimento. São apresentadas metodologias, ferramentas, gráficos, concepções avançadas, entretanto, muitas vezes, mesmo com todo esse aparato, a organização não consegue desenvolver bem as suas metas e objetivos. Creio que as respostas se encontram justamente relacionadas com o baixo nível de prioridade nos campos da comunicação, liderança e motivação. Observamos que estas três palavras guardam uma relação harmônica. Para Eltz (2005), a origem da palavra comunicação está no latim "communicare" , ou seja, "pôr em comum", o que pressupõe entendimento das partes envolvidas. Nesta mesma linha, Ribeiro (1992) acentua que, depois da sobrevivência física, a comunicação é a mais básica e vital necessidade humana. Assim, não se pode falar em qualidade de relacionamento sem um bom desenvolvimento da comunicação. Infelizmente, e vale ressaltar isso, na maioria das vezes entendemos comunicação apenas como projeção de mensagens pelos mecanismos disponíveis. O escritor Rubens Alves faz um alerta interessante quando relembra que temos muitos cursos de oratória e, nunca se ouviu falar em um curso de "escutatória". Essa capacidade de escutar o outro dentro do espectro da comunicação é a habilidade que mais enobrece um líder. As organizações têm sofrido de uma carência de lideranças dispostas a ouvir os sentimentos, os anseios, as sugestões e mesmo os reclames dos seus colaboradores. E assim, lembrando de Maslow e de sua pirâmide das necessidades, as organizações vivenciam a crise de motivação, ou melhor, da falta dela. Chefes que nunca se aventuram no universo da escuta, possivelmente sofrem de miopia no que diz respeito à visão estratégica da organização. Neste ponto, concordo com SENGE (2006, P.239) quando assevera que: "As organizações que tencionam criar visões compartilhadas estimulam continuamente seus integrantes a desenvolver suas visões pessoais. Se não tiver sua própria visão, restará às pessoas simplesmente 'assinar em baixo' a visão do outro. O resultado é a aceitação, nunca o comprometimento" Concluo retomando essa palavrinha mágica, tão ausente em nosso vocabulário organizacional: COMPROMETIMENTO. Pessoas comprometidas são motivadas, inovadoras, criativas e lideram mesmo em momentos de crises. Esse tripé organizacional formado pela comunicação, liderança e motivação, necessita ter como base a busca desse comprometimento, dessa visão compartilhada, pois juntos, podemos enxergar mais longe e com maior nitidez. *José Carlos Vaz é policial militar, poeta, especialista em Comunicação Social com Ênfase em Ouvidoria (UNEB – 2006) e Especialista em Polícia Comunitária (UNISUL - Santa Catarina - 2009).