Os problemas com as armas Taurus 
Mulheres com medidas protetivas poderão acionar botão para chamar a polícia em Pernambuco 
Jovens são presos por desacato após comentar ações de policiais 
O principal motivo pelo qual a internet e os blogs deram certo é o caráter democrático das publicações, onde não existem amarras ou limitações para que os usuários das páginas se posicionem, ou mesmo criem sua própria página. Foi visando e aplicando esses princípios - de liberdade de expressão e de multiplicidade de pensamentos e posicionamentos - que o Abordagem Policial cresceu, alcançando visibilidade nacional. Ao todo, são mais de 500 posts, e mais de 10.000 comentários - e posts com mais de quinhentos comentários. Esses dados, e a postura que adotamos aqui, sempre pautada no respeito às opiniões diversas, nos dá o respaldo para impor limitações aos abusos que ultimamente estão sendo cometidos por usuários do Abordagem Policial na caixa de comentários. Por isso, criamos algumas regras que constituem a Política de Comentários do blog, que pretende melhorar a qualidade dos debates e manter o grau democrático que alcançamos. Leiam atentamente abaixo: 1. Não xingue, não acuse levianamente. Comumente temos recebido comentários onde usuários trocam ofensas gratuitas, xingamentos e acusações. Muitos desses comentários, inclusive, se constituem em crimes contra a honra - como calúnia, injúria e difamação. Comentários que contenham este tipo de conteúdo serão prontamente EXCLUÍDOS, sem prévio nem posterior aviso ao usuário. Estamos aqui para debater idéias, não pessoas. 2. Quer divulgar algo? Mande por email! Alguns usuários, defensores de causas pessoais ou de terceiros, querem usar o blog para divulgar essas causas. Até aí, tudo bem. O problema é que o expediente utilizado não pode ser, por exemplo, a reprodução desse conteúdo na caixa de comentários de vários posts distintos. Por mais que o assunto seja pertinente, colar conteúdo de terceiros, ou fazer o mesmo comentário em vários posts, se constitui SPAM, e também será prontamete EXCLUÍDO por este editor. Quer divulgar algo que acha realmente importante? Mande-nos por email (abordagempolicial@gmail.com) solicitando a divulgação, e então analisaremos a possibilidade de criar um post sobre o assunto. 3. Eu sei quem você é! Alguns usuários estão publicando comentários utilizando identificação diferente, apenas para manipular as discussões, criando um lobby em torno das suas convicções - ou interesses. Assim que perceber um mesmo usuário comentando com identidades distintas (existem meios técnicos de se descobrir), irei expor na caixa de comentários o expediente, no intuito de desacreditar aquele debatedor. 4. Crie uma reputação como comentarista! Nós temos várias maneiras de fidelizar nosso leitor. Temos uma comunidade no orkut, twitter, Feed RSS etc. Mas nada torna o leitor mais confiável e respeitável, fazendo valer nossso trabalho, do que uma postura correta enquanto comentarista, sem exageros nem abusos. Use sempre o mesmo nome quando comentar, e quando quiser ter uma participação mais efetiva, mande seu texto! 5. Leia antes de postar... O blog é um ambiente informal, que não exige muita preocupação na publicação. Mas sempre é prudente que os comentários sejam feitos com certa correção ortográfica e coerentemente. Leiam o post e os comentários anteriores - é possível que alguém já tenha dito o que você já disse. * * * Essa Política, insisto em dizer, não visa suprimir opiniões, ao contrário, visa respeitar e amplificar a visão daqueles que querem expor suas idéias de modo responsável e legítimo. Caso você discorde, comente neste post, sugerindo emendas ao que foi posto. Por enquanto, essas medidas serão adotadas em lugar da completa moderação dos comentários - o que seria uma perda tremenda para o blog. Mas se for necessário, não poderei deixar de fazê-lo.
Rio de Janeiro já tem 50 policiais mortos em 2016 
Estudo mostra que maioria de menores infratores não tem pai em casa 
Após o acordo firmado pela União das Associações da Polícia Militar com o Governo do Estado da Bahia, no dia 11 de agosto de 2009, o Movimento Polícia Legal chegou ao fim. A medida adotada pelos presidentes das associações foi à revelia de três agentes fomentadores do Movimento: o Deputado Estadual Capitão Tadeu, a ASPRA-BA e a tropa, que não foi consultada em Assembléia em relação ao acordo - como foi feito em outros momentos do Movimento. O resultado foi a frustração dos anseios que a categoria colocou em jogo desde o começo das reivindicações, que só tiveram como consequência a aquisição de 3600 coletes à prova de balas, algo ínfimo para as reais necessidades da Polícia Militar da Bahia. O acordo gerou desconfianças e a tropa deixou de ter perspectivas de melhoria, condição que afeta diretamente a motivação de qualquer profissional. O acordo firmado pelos presidentes das associações foi visto como, no mínimo, ingenuidade pela maioria dos policiais, mesmo por aqueles recém-ingressos na Corporação, e que nunca acompanharam um processo de negociação política reivindicatória - o que não é o caso de nenhum dos presidentes. Nesse contexto, surgiu a versão da Associação de Oficiais sobre o acordo, bem como a nota da União das Associações. Eis que após trazer a público explicações sobre o episódio, a União das Associações acaba de lançar uma campanha onde admite o que muitos já haviam previsto: o Governo do Estado não cumpriu as promessas feitas no famigerado acordo. Abaixo, o conteúdo dos outdoors veiculados em Salvador e outras várias cidades da Bahia: (mais…)
Segundo o Jornal A Tarde On Line, já são 18 policiais mortos esse ano na Bahia Anteontem, sábado, dia 21, um policial num assalto a ônibus em Pojuca, o Sd PM José Ferreira foi morto depois de ter sido reconhecido por assaltantes. Ontem, domingo, dia 22, outro policial-militar; desta vez, o Aluno-a-Oficial PM Mota, do último ano do Curso de Formação de Oficiais, que foi assassinado depois de ter sido reconhecido durante um assalto no Uruguai. Hoje, segunda-feira, dia 23, um policial-militar, o Sd PM Carlos Moreira, foi assassinado em Valéria. Verdadeiramente eu não consigo pensar em outra profissão mais perigosa e estressante do que a de policial, que se envolve diretamente com os problemas sociais. Uma política de remuneração estratégica é uma diretriz estatal emergente aos órgãos ligados à segurança pública. O Estado precisa ver a Polícia como instituição merecedora de um tratamento remuneratório distinto, que possibilite ao policial exercer com tranqüilidade seu mister. Sem Segurança Pública, nenhum outro serviço público funciona plenamente. Um salário digno muda hábitos. Se ganhasse bem, o policial selecionaria melhor os locais que freqüenta: assim, estaria mais seguro. Com um bom salário, seria mais difícil o serviço paralelo, o famoso "bico": menos risco. Com a remuneração estratégica, o policial teria moradia melhor, transporte mais adequado, conseqüentemente, prestaria um melhor serviço à sociedade, elevaria sua auto-estima e perceberia que sua profissão é tão valorizada quanto a de muitos ainda bem remunerados no serviço público. "Os policiais precisam reconhecer que para servir e proteger a comunidade, eles precisam primeiro estar preparados para proteger a si mesmos". Embora Anthony Pinizzotto esteja certo, entendo que essa fase já foi concluída. Quem precisa reconhecer agora não são mais os policiais. Os governantes é quem deve equipar as Polícias, treinar os policiais e remunerar melhor estes servidores. Anteontem, ontem e hoje partiram três colegas de fardas. Policiais que foram formados para combater o crime, mas se tornaram vítimas dele. Vitimização Policial é um assunto que está ganhando corpo na comunidade acadêmica ultimamente. A discussão vem dando nova versão a uma abordagem: policiais também são vítimas do crime. A Vitimização Policial se torna mais relevante na medida em que perpassa e exercício regular da profissão. Embora na folga, os policiais morrem é em função do seu serviço, em função da dualidade social polícia-bandido que já está instalada. Resta-nos uma homenagem aos nossos colegas que se foram e deixaram para nós a reflexão de que precisamos fazer algo. Vitimização Policial é um termômetro. Se ela está aumentando, é porque a sociedade está sofrida e o crime está pulando a muralha institucional, não encontrando reação estatal à altura.