Coluna Estratégia

Nesta esdição da Coluna Estratégia, será apontado, primeiramente, o contexto do ingresso das mulheres na PM. Posteriormente, serão discutidos aspectos sobre a razoabilidade do tratamento isonômico entre homens e mulheres no que tange à admissibilidade de acesso aos concursos públicos nas instituições policiais através do TAF. Na terceira parte, farei uma breve análise sobre os atuais índices cobrados no TAF e demais avaliações práticas dos policiais em geral, se atendem ou não a finalidade da missão a que estão sendo preparados. E na quarta e última parte falarei sobre a importância de se criar e/ou manter um programa de condicionamento físico para todos os policiais, visando com isso uma Polícia mais capacitada, saudável e preparada para enfrentar as adversidades do dia-a-dia policial.

A Polícia é o ramo da administração pública que lida mais diretamente e mais constantemente com o povo. Além de suas atribuições constitucionais, desempenha várias outras atribuições que, direta ou indiretamente influenciam no cotidiano das pessoas. O Policial Militar passou a exercer funções que extrapolam sua singular condição de guardião da sociedade. Hoje ele aconselha, orienta, assiste, socorre e, principalmente se insere em todas as camadas de nossa sociedade, constituindo-se num elo entre o povo e o Governo, exercendo sem sombra de dúvida o papel de agente social do Estado, se constituindo num grande anteparo do Estado para conter as condutas perniciosas, fazer cumprir a Lei e manter a Ordem Pública.

Dentre os recursos de uma organização, a Gestão de Pessoas, conhecida tradicionalmente por “Recursos Humanos” é sem dúvida o mais importante, e seu maior desafio é a colocação de pessoal, sendo o meio para que a organização mantenha sempre as pessoas certas nos lugares certos e nos momentos certos.

Ao selecionar indivíduos para determinada atividade, devemos conhecer antes de tudo, o que ela exige do homem que deve exercê-la satisfatoriamente e, em conseqüência, as características pessoais convenientes para o maior êxito profissional, tanto quantitativa como qualitativamente. É necessário também estudar as contra-indicações que a profissão respectiva oferece e seu ambiente, isto é, os fatores específicos de tal atividade que tornem indispensáveis certas condições pessoais, sem as quais resulta impossível a admissão do indivíduo naquele trabalho.

Um processo seletivo tem como objetivo estabelecer quais as pessoas, dentre uma série de candidatos, que reúnem certas características definidas previamente e que se ajustam aos requisitos de um cargo. Assim, temos, de um lado, um cargo com propriedades concretas das quais se desprende um perfil de exigências ou profissiográfico. Este perfil nos indica quais fatores, e em que grau são importantes para desempenhar adequadamente as funções e tarefas próprias de um cargo. Por outro lado, contaremos com um grupo de pessoas, candidatos a esse cargo, nas quais teremos que avaliar se possuem ou não as características definidas no perfil profissiográfico correspondente.

Uma vez que definido o perfil profissiográfico e obtidos os dados relativos aos candidatos, bastará estabelecer uma comparação entre aquele e o perfil dos pretendentes para esclarecer qual ou quais deles apresentam um maior ajuste com o perfil profissiográfico, ou seja, quais respondem melhor às exigências do posto de trabalho.

Atribuições policiais e sexo

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