Notícias da PMBA

Após o acordo firmado pela União das Associações da Polícia Militar com o Governo do Estado da Bahia, no dia 11 de agosto de 2009, o Movimento Polícia Legal chegou ao fim. A medida adotada pelos presidentes das associações foi à revelia de três agentes fomentadores do Movimento: o Deputado Estadual Capitão Tadeu, a ASPRA-BA e a tropa, que não foi consultada em Assembléia em relação ao acordo – como foi feito em outros momentos do Movimento. O resultado foi a frustração dos anseios que a categoria colocou em jogo desde o começo das reivindicações, que só tiveram como consequência a aquisição de 3600 coletes à prova de balas, algo ínfimo para as reais necessidades da Polícia Militar da Bahia.

O acordo gerou desconfianças e a tropa deixou de ter perspectivas de melhoria, condição que afeta diretamente a motivação de qualquer profissional. O acordo firmado pelos presidentes das associações foi visto como, no mínimo, ingenuidade pela maioria dos policiais, mesmo por aqueles recém-ingressos na Corporação, e que nunca acompanharam um processo de negociação política reivindicatória – o que não é o caso de nenhum dos presidentes. Nesse contexto, surgiu a versão da Associação de Oficiais sobre o acordo, bem como a nota da União das Associações. Eis que após trazer a público explicações sobre o episódio, a União das Associações acaba de lançar uma campanha onde admite o que muitos já haviam previsto: o Governo do Estado não cumpriu as promessas feitas no famigerado acordo. Abaixo, o conteúdo dos outdoors veiculados em Salvador e outras várias cidades da Bahia:

Outdoor União das Associações

Panfletos também foram criados, ressaltando a falta de palavra do Governo:

Panfleto União das Associações

A programação acima se refere ao anúncio que já está sendo veiculado nas televisões baianas, cujo vídeo publico abaixo (32 segundos):

Creio que o grande desafio para a União das Associações é convencer a tropa de que elas podem exercer uma representividade legítima. As desconfianças são muitas, e o nível de organização a que se chegou no Movimento não se estabelecerá novamente sem que esteja demonstrado que a vontade dos policiais militares será acatada pelas lideranças. O primeiro passo para isso é o fomento da união entre essas lideranças, pois a existência de elementos internos contrários já é o início do fracasso, o que significa que o Deputado Estadual Capitão Tadeu e a ASPRA-BA devem ser incluídas e se incluir no mesmo intento. Nesse sentido, o Deputado já deu uma sinalização em um dos seus informativos:

O fato é que o governo não tem o mínimo interesse em prestigiar a Polícia Militar, já apresentei projetos, já tentei negociar e o governo mostra através de suas ações que nós só merecemos os rigores do regulamento e a subtração regular de direitos. As outras categorias são valorizadas pelo governo, enquanto a PMBA é ignorada. Por isso, temos que deixar as questões pessoais de lado, nos reagruparmos e partirmos para a luta, novamente. Desde já ficam convidadas TODAS as lideranças para vir à Assembleia Legislativa rediscutirmos a nossa luta.

Após a reunião dessas lideranças, sob posse de propostas exequiveis que satisfaçam os policiais, sem intrigas nem divisões, é possível que a tropa volte a se convencer de que é possível fazer o Governo sanar nossas carências. Por enquanto, temos representantes com alguma legitimidade, mas todas elas sofrendo do descrédito de parcelas da tropa, que só consegue enxergar interesses individuais em detrimento da coletividade. Assim fica fácil perder qualquer briga.

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