Os problemas com as armas Taurus 
Mulheres com medidas protetivas poderão acionar botão para chamar a polícia em Pernambuco 
Jovens são presos por desacato após comentar ações de policiais 
Eis-nos de novo diante do limiar de um novo ano. E como, segundo Mario Quintana: "Lá bem no alto do décimo segundo andar do ano vive uma louca chamada Esperança" me flagrei pensando sobre as famosas reformas, de que ouvimos falar desde que nascemos. Sobre o partido que ia mudar nossos hábitos e práticas políticas para sempre. Sobre o que se vê e o que não vemos e nem sabemos se testemunharemos no ano que virá. Em meio às minhas reflexões sobre o que os profissionais de segurança pública podem esperar no novo ano, lembrei-me de um artigo de João Ubaldo Ribeiro e fiquei a pensar sobre os governantes brasileiros e baianos, buscando identificar aqueles que, a partir do período que passei a integrar a PMBA, real e efetivamente, se preocuparam com a segurança pública e com os seus profissionais. Iniciando uma retrospectiva, na esteira do pensamento de João Ubaldo, lembrei-me que o Governo Militar não foi bom e que Sarney, Collor, Itamar e Fernando Henrique não fizeram bons governos. Tampouco, no âmbito estadual, Antonio Carlos Magalhães, Roberto Santos, João Durval, Valdir Pires, Nilo Coelho, Ruy Trindade, Antonio Imbassahy, Paulo Souto, Cesar Borges e Otto Alencar, do ponto de vista da segurança pública, se constituíram em bons governantes. Agora constatamos que Lula não serve. Que Jaques Wagner não serve. E, provavelmente, os que vierem depois de Lula e Wagner também não servirão para nada. O sonho acabou! (mais…)
Para além do que o Natal significa religiosamente para cada pessoa, trata-se de uma data onde tradicionalmente as famílias reunem-se para celebrar e revigorar a união. Para os policiais, além da preocupação com a ceia e com os presentes de Natal - que muitas vezes não podem ser garantidos - existe o receio de estar escalado justamente no dia em que seus parentes irão se reunir para confraternizar. Assim, desde o final de novembro começam as negociações para definir os "premiados" com o serviço do Natal. A polícia, mesmo com o descrédito de alguns, está 24 horas de todos os dias do ano trabalhando. A essa altura, as unidades policiais já fizeram suas confraternizações, comuns na "família" policial. Mesmo com algumas separações e incongruências, parte delas em virtude da estrutura organizacional, parte delas individuais, não deixamos de brindar com os companheiros de batalha, protetores de nossas vidas e nossos protegidos. Poucas profissões possuem esse vínculo tão profundo na mais simples relação profissional que se estabeleça. O Coronel, ao sentar num banco de viatura tendo um soldado motorista está confiando significativamente sua vida àquele homem, e vice-versa. Naturalmente, boa parte dos policiais vão poder estar com seus entes no Natal, alguns deles tendo viajado centenas de quilômetros para reencontrar os seus - as polícias brasileiras são estaduais e federais, e as missões, às vezes, nos impõe o distanciamento. Longe ou perto da família, de folga ou de serviço, na viatura ou na mesa da ceia, é importante celebrarmos no Natal esse sentimento de união, de corpo - e não de corporativismo - que direciona os esforços de vários indivíduos para a nossa missão: garantir a paz da sociedade da qual somos parte. Um Feliz Natal a todos, em especial aos policiais, membros da mesma família da qual faço parte!
Rio de Janeiro já tem 50 policiais mortos em 2016 
Estudo mostra que maioria de menores infratores não tem pai em casa 
O blogueiro Alexandre Inagaki fez um alerta interessante em seu último texto, onde condena a dicotomia que costuma prevalecer em determinadas discussões. De repente, tudo no mundo torna-se branco ou preto, sem que haja espaço para o cinza; você é 8 ou 80, esclarecido ou alienado, "petralha" ou "tucanalha", afirmou. Essa lamentável condição é bem aplicável às teorias defendidas atualmente para pôr fim à insegurança no Brasil. Um grupo defende a exacerbação da repressão, acreditando em presídios, armas e leis severas como as ferramentas ideais de controle da violência, enquanto outra parte dos debatedores se apega meramente às questões "sociais", onde a educação e a cultura fariam sanar nosso caos. Eis que Inagaki cita Idelber Avelar, que arremata bem o que quero dizer: "Ambos têm razão. Ambos vão perdendo a razão na medida em que se recusam a olhar a coisa de uma maneira mais trimensional". As Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), que começaram a ser implementadas pelo Governo do Rio de Janeiro em dezembro de 2008, são exemplos significativos de que ambas as vertentes se complementam, e só atuando harmonicamente podem nos levar a algo significativo no campo da segurança: "A Unidade de Policiamento Pacificadora é um novo modelo de Segurança Pública e de policiamento que promove a aproximação entre a população e a polícia, aliada ao fortalecimento de políticas sociais nas comunidades. Ao recuperar territórios ocupados há décadas por traficantes e, recentemente, por milicianos, as UPPs levam a paz às comunidades" Saiba mais sobre as UPPs. (mais…)