
O blogueiro Alexandre Inagaki fez um alerta interessante em seu último texto, onde condena a dicotomia que costuma prevalecer em determinadas discussões. De repente, tudo no mundo torna-se branco ou preto, sem que haja espaço para o cinza; você é 8 ou 80, esclarecido ou alienado, “petralha” ou “tucanalha”, afirmou. Essa lamentável condição é bem aplicável às teorias defendidas atualmente para pôr fim à insegurança no Brasil. Um grupo defende a exacerbação da repressão, acreditando em presídios, armas e leis severas como as ferramentas ideais de controle da violência, enquanto outra parte dos debatedores se apega meramente às questões “sociais”, onde a educação e a cultura fariam sanar nosso caos. Eis que Inagaki cita Idelber Avelar, que arremata bem o que quero dizer: “Ambos têm razão. Ambos vão perdendo a razão na medida em que se recusam a olhar a coisa de uma maneira mais trimensional”.
As Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), que começaram a ser implementadas pelo Governo do Rio de Janeiro em dezembro de 2008, são exemplos significativos de que ambas as vertentes se complementam, e só atuando harmonicamente podem nos levar a algo significativo no campo da segurança:
“A Unidade de Policiamento Pacificadora é um novo modelo de Segurança Pública e de policiamento que promove a aproximação entre a população e a polícia, aliada ao fortalecimento de políticas sociais nas comunidades. Ao recuperar territórios ocupados há décadas por traficantes e, recentemente, por milicianos, as UPPs levam a paz às comunidades”
Através do emprego da filosofia de Polícia Comunitária, as UPPs pretendem garantir dois princípios básicos que, por força do tráfico de drogas e da atuação das milícias, estão escassos, ou inexistentes nessas localidades: a democracia e a cidadania. O direito de ir, vir e permanecer, a possibilidade de se divertir, trabalhar e estudar são frustradas pela ausência do Estado, que já faz tempo não proporciona saúde, educação e segurança aos moradores – que cotidianamente vêem seus filhos mortos ou condenados no âmbito da criminalidade.
Para instalar uma UPP é preciso, antes de tudo, a ocupação da localidade pelo Estado, neste caso, pelo menos inicialmente, a própria polícia. Aí entra a técnica, a inteligência, a utilização de armas, a necessidade de presídios adequados para os que resistirem à ação policial, e, se possível, uma legislação e uma justiça mais célere e rigorosa para os criminosos mais perigosos.

É com a combinação desses fatores que as UPPs estão dando certo, conforme estão indicando os índices de redução da criminalidade:
“Com a ocupação da favela e a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) no lugar, a violência saiu da rotina dos moradores – e os índices de criminalidade na área comprovam isso. Só no caso dos homicídios, houve uma queda de mais de 82%.
De 10 de novembro de 2007 a 10 de novembro de 2008, a Polícia Civil registrou na Cidade de Deus 34 assassinatos. Já de 11 de novembro de 2008 a 11 de novembro deste ano, foram seis casos. Quanto a roubos de carros, houve, no mesmo período, uma redução de 83% – de 68 registros para 11. Os assaltos em coletivos também despencaram, de 141 para 41 casos, ou seja, 70,9%.”
A PMERJ está dando prioridade a policiais recém-formados para atuar nas UPPs, visando a motivação do início da carreira e o fomento de uma cultura organizacional pautada nos valores que norteiam as UPPs. Esses policiais estão sendo gratificados com valores de, no mínimo, R$ 500,00 (pago pela Prefeitura Carioca), no intuito de justificar os esforços dos profissionais, e complementar a baixa renda dos PM’s do Rio.
Há quem reclame, acertadamente, da prioridade que se está dando a determinados setores da cidade do Rio de Janeiro, notadamente a zona sul da cidade, região mais nobre da capital fluminense. Porém, o Secretário Beltrame demonstra a necessidade de aparato policial para ocupar regiões como o Complexo do Alemão: “A secretaria de Segurança Pública informou que priorizou as favelas menores do Rio de Janeiro, localizadas na zona zul, porque ainda não possui efetivo suficiente para atuar nas grandes comunidades, mas que até o final de 2010 três mil novos policiais militares serão formados e estarão trabalhando nas próximas UPPs”.
As UPPs são experiências que revigoram as esperanças em encontrar soluções para a tragédia que vivemos. Tanto para dar início, quanto para manter essa filosofia de trabalho, é preciso apelar para a repressão qualificada, que só deve deixar de existir onde não se deseja normas regendo um grupo social, ou seja, onde não existe Estado. Já a atuação comunitária, cidadã, é o início de toda ação de segurança, a causa que tem como consequencia a paz.
silva neto
dezembro 17th, 2009 at 11:19
12/12/2009 – 13h29
Policia Legislativa prende falso assessor parlamentar que aplicava golpes na Assembléia Legislativa
Os agentes da Policia Legislativa, Bob, Roberto e Marcelo, sob o comando do Sargento Santana, prenderam na noite desta sexta-feira (11) o golpista Francisco de Assis Belarmino, 40 anos, residente no Valentina de Figueiredo.
Segundo informações do pastor Silva Neto, que integrar o quadro de Segurança da AL, o acusado ficava perambulando pelos corredores da Assembléia, sempre bem vestido e com uma pasta embaixo do braço, abordava as pessoas que procuravam informações, e prometia emprego e empréstimos, para isso cobrava taxa que variavam de 100 a 200 reais.
O falsário se apresentava a suas vitimas, como sendo assessor e motorista do deputado Ivaldo Morais. A equipe de inteligência do poder Legislativo estava investigando há dias, e na noite de ontem, após fazer uma campana, conseguiram prender o falso assessor quando ele chegava a sua residência no Valentina de Figueiredo.
O acusado foi levado para a 9ª Delegacia Distrital, onde confessou no interrogatório as acusações que lhes eram imputadas, inclusive, os mais de 40 empréstimos feitos por ele em nome de aposentados e pensionistas.
Francisco de Assis foi autuado em flagrante por falsidade ideológica e estelionato, pela delgada Dacinaura.
Afonte é noticia
Eduardo
dezembro 20th, 2009 at 23:45
Atento o Abordagem para as notícias policiais de todo o país. O blog está cada vez melhor, e merece todos os elogios que vieram e virão.
Quanto às UPPs, por um tempo ao menos os moradores das regiões em comento usufruirão dos benefícios, e alguns até poderão experimentar o contato com o que chamamos “cidadania”. A exemplo das camadas sociais pobres em todo o país, o povo residente nas favelas cariocas sofre, e muito. Esperamos todo que a invasão do Estado seja muito mais social do que policial, e que dure, por mais otimista que tenhamos que ser para acreditar.
Não obstante, existem comunidades menores ainda dominadas por traficantes, menores ainda que as atualmente ocupadas, notadamente na Zona Norte e Baixada Fluminense. Uma singela investigação demonstrará ligações inominadas com as intenções; o mesmo se dá com o tal “Choque de Ordem” desencadeado pela Prefeitura.
Contudo, reiterando, torcemos para que, ainda que secundariamente, essa pequena quantidade de moradores carentes sintam uma merecida melhoria de vida.
Já quanto ao Complexo do Alemão, bem poderia a diligente imprensa pesquisar quantas investidas policiais foram feitas no local desde o início das “obras” do PAC.
Cidadãos do Rio, ano que vem é ano de eleição. Atento.
Abraços aos amigos do Abordagem.
As Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) do Rio | Blogosfera Policial
janeiro 12th, 2010 at 12:17
[...] As Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) do Rio janeiro 12th, 2010 (7 seconds ago) O blogueiro Alexandre Inagaki fez um alerta interessante em seu último texto, onde condena a dicotomia que costuma prevalecer em determinadas discussões. De repente, tudo no mundo torna-se branco ou preto, sem que haja espaço para o cinza; você é 8 ou 80, esclarecido ou alienado, “petralha” ou “tucanalha”, afirmou. Essa lamentável condição é bem aplicável às teorias defendidas atualmente para pôr fim à insegurança no Brasil. Um grupo defende a exacerbação da repressão, acreditando em presídios, armas e ler mais Salvar/Compartilhar [...]
COT – Comando de Operações Táticas – Polícia Federal « Blog do Leal
fevereiro 17th, 2010 at 20:50
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paulo
fevereiro 22nd, 2010 at 10:18
ENQUANTO ISSO NO DOMINGO DIA 21 DE FEVEREIRO DE 2010. CIDADE DE DEUS NA LOJINHA( ENTRADA PELA ESTRADA DO GABINAL ) UM RAPAZ ANDAVA DE UM LADO PRO OUTRO GRITANDO PARA TODOS OUVIREM PÓ DE DEZ PÓ DE VINTE. PESSOAS COM OLHOS FIXOS TOTALMENTE DROGRADOS. NENHUM POLICIAL NO LOCAL COMO É DE COSTUME. INDO PELA RUA DANIEL NO CAMPO DE FUTEBOL SUBINDO A RUA PARA SITIO LÁ O MESMO FATO ACONTECIA. VIVEMOS NISSO COM CONIVENCIA DA POLICIA. A MIDIA TAMBEM NEM SE PREOCUPA COM ISSO. TEMOS UM GOVERNO QUE ACEITA MAQUINAS DE CAÇA NIQUEIS EM CADA BAR E JOGO DO BICHO EM CADA ESQUINA E AGORA COM UPP DROGAS COM SEGURANÇA DA POLICIA. ISSO É RIO DE JANEIRO GOVERNO SERGIO CABRAL
Daniela
março 19th, 2010 at 15:21
Boa tarde, hoje esta concretizando a UPP em vila isabel, no morros dos macacos, como ficará apartir de hoje a vida dos ambulantes?! Voces daram lugares pra ele venderem suas mercadorias?E tem já a previsão de solução desse grande problema?
Minha nota pro GOVERNO DO SÉRGIO CABRAL É ZEEEEEEEEEEEEERO.
Janaina
março 29th, 2010 at 23:23
…. e os traficantes continuam agindo na Cidade de Deus… Que UPP é essa???
leonardo tijuca morro do turano
maio 12th, 2010 at 1:52
eles batem nos moradores do borel e nao respeita morado
quero justiça se for asim e melhor deixar os traficantes na tijuca e nao ter upp em lugar nenhum…….
leonardo tijuca morro do turano
maio 12th, 2010 at 1:52
dasdsafafsdffsdfd
Ricardo Pedrosa
maio 13th, 2010 at 16:47
Vejo tanta gente falando mal do Governo do Sérgio Cabral, mas até o momento ele foi um dos que mais agiu nesses últimos anos. E o estilo de políciamento comunitário, não é invenção do Rio de Janeiro, isso já é realidade em diversos países. Porque não pode dar certo no Rio de Janeiro?
Acho que os resultados obtidos até o momento são muito bons! Percebo uma grande aprovação da ocupação da polícia pelos moradores.
Muito bom seu blog.
Abraços.
Marcio
maio 15th, 2010 at 13:46
Acho que quem reclama das UPP´S, tá se sentindo incomodado.
Foi a melhor estrategia de combate a violência nesses ultimos anos, já deveria sido implantado a muito tempo. O Governador Sergio Cabral está de parabéns, é isso ai mesmo. As comunidades não reclamavam dos traficantes pq tinham medo, agora isso vai acabar, queira DEUS.
juliano correa
junho 8th, 2010 at 17:08
parabens rio de janeiro
Márcio
julho 1st, 2010 at 9:57
Olá eu gostaria de saber se vcs vão emplantar as Upps em São Gonçalo e Niterói, pois estamos precisando muito.
Regina martins
julho 3rd, 2010 at 1:41
Foi espetacular a UPP.
Moro em frente a favela do morro do cantagalo, e era impossível dormir, sexta, sábado e, acreditem aos domingos que o baile Funk ia até de manhã.
Hoje, fui surpeendida com outro tipo de música, apesar de mais baixo o volume, um cara fica falando ao microfone e mais tarde, com certeza a musica vai aumentar, dependendo do estado etílico ou de outras coisas, e não se dorme.
Isso acontece subindo a Saint Romaint em Copacabana, e descendo para Ipanema que eu esqueci o nome da rua.
Em suma: Moro em Ipanema, em frente ao Morro do Cantagalo e escuto tudo. Onde está a Tropa de Choque? Sumiu?
Se sumui, tem que voltar, pois, o morro ficou perfeito qdo vieram aqui.
Gostaria de contar com vcs, amigos.
Atenciosamente
Regina Martins
DANIEL
julho 9th, 2010 at 0:34
TA CHEIO DE TRAFICANTES DESEMPREGADO NA LADEIRA DOS TABAJARAS INVADINDO CASAS E ROUBANDO OS POBRE DOS MORADORES LOGAL DO ACONTECIMENTO NO FINAL DA ESTRADINHA A NOITE, ROUBAM CAIXA DAGUA , E INVADE CASAS PRA ROUBAR PEÇO SOCORRO UPP.
vanessa
julho 12th, 2010 at 15:16
oi boa tarde? quero parabenizar a upp,pelo trabalho maravilhoso que estão fazendo.
mais eu aguardo vcs o mais breve possivel na comunidade da mangueira, nós precisamos muito da upp aqui.
e faço um apelo, não demore pois esta dificil viver desse jeito.
fiquem na paz!!
elutherio
agosto 20th, 2010 at 15:17
ola, fico satisfeito em o governo ter criado este policiamento, moro em portugal e fui policial militar sete anos e sei como são as coisas por ai. parabéns por este novo projeto governamental
thiago complexo da penha
agosto 26th, 2010 at 23:46
Namoral tá tenso essa UPP, tem lugares que melhorou muito ,
mais tem lugar que nao tá legal , no morro do turando , providencia e no borel , os moradores tinham tudo que queriam , as favelas eramm super tranquilas ,
EU SOU MORADOR DO COMPLEXO DA PENHA MORA AQUI EM CIMA , quero ver subir UPP aqui i no ALEMAO .
presisa muito A GUERRA É INTENÇA