Quem tem noção do que é um Curso de Operações Especiais, daquele que ficou famoso no filme Tropa de Elite, sabe o peso que tem a afirmação de um dos seus concluintes ao dizer quais foram os “piores dias da sua vida”. Foi o que afirmou o atual Comandante Geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ), Coronel Mário Sérgio Britto Duarte, Caveira nº 37 do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE): “Os dez dias que sucederam a queda do helicóptero da Polícia Militar foram os piores da minha vida”. A afirmação está publicada na atual edição da Revista PODER Joyce Pascowitch, numa matéria de capa, onde o Comandante da Corporação Policial mais visada do Brasil é entrevistado e mostrado sob um viés humano e confidencial – mérito do jornalista Rodrigo Levino e do fotógrafo João Wainer.
Além de tratar da recente crise por que passou na PMERJ, o Coronel é provocado a propor soluções para a insegurança no Rio. “Não basta coibir, é preciso ocupar até que não haja nenhum bandido”. Em contraposição, a pesquisadora Silvia Ramos, do CESeC, afirma na matéria que “Quando dizem que a ‘polícia invadiu tal morro’, as pessoas reforçam a ideia de que o morro é outro mundo, outro país, quando na verdade é parte da cidade”. Mas Silvia admite que o grau de dominação do crime nessas localidades é tão alto que a “ocupação” é necessária: “O custo para que isso se realize com o menor número de mortes possível – e a polícia sabe como proteger inocentes, basta treinar todos os seus homens como treina as forças especiais – é alto, mas parece o único meio de tirar o Rio das mãos dos bandidos”.

A matéria da PODER deve ser lida por mostrar o Comandante Geral de uma PM em várias dimensões, a pessoal, a política, a profissional, a familiar, acadêmica etc. Tudo isso em apenas três páginas de texto. O Jorge Antonio Barros, em seu Repórter de Crime – onde descobri a matéria que agora comento – também publicou um texto interessante sobre o Coronel Mário Sérgio, traçando a trajetória de erros e acertos de sua gestão, que completa seis meses na próxima segunda-feira. Jorge termina o texto com palavras de uma lucidez extraordinária:
Sou testemunha da honestidade do atual comandante desde que o conheci há cerca de 14 anos. Apesar da distância que me foi imposta pelos afazeres do novo cargo (nesse período só estive com ele duas vezes), continuo acreditando que Mário Sérgio tem procurado dar o melhor de si à frente dessa máquina de triturar corações e mentes de seus próprios soldados, que é a PM do Rio. A questão é saber se isso basta. E até quando as instituições policiais e a própria segurança pública do Rio estarão à mercê apenas de homens e de suas melhores intenções.
Leia a matéria da Revista poder no endereço http://revistapoder.uol.com.br. Vale a pena!
Comando Geral: uma Operação Especial | Blogosfera Policial
dezembro 5th, 2009 at 12:06
[...] Comando Geral: uma Operação Especial dezembro 5th, 2009 (30 seconds ago) Quem tem noção do que é um Curso de Operações Especiais, daquele que ficou famoso no filme Tropa de Elite, sabe o peso que tem a afirmação de um dos seus concluintes ao dizer quais foram os “piores dias da sua vida”. Foi o que afirmou o atual Comandante Geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ), Coronel Mário Sérgio Britto Duarte, Caveira nº 37 do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE): “Os dez dias que sucederam a queda do helicóptero da Polícia Militar foram os piores da minha vida”. ler mais [...]