Coluna Estratégia

Obesidade e Sobrepeso na PM

Senhores leitores… No nosso último encontro falamos a respeito do tema “Serviço policial: As atribuições inerentes à função policial variam em função do sexo?“, fazendo uma reflexão acerca do tratamento dispensado às mulheres policiais militares, durante e depois da formação policial. E também comentamos a respeito da isonomia do TAF entre os sexos, já que a atividade policial militar é finalística, e não varia em função do sexo.

Hoje falaremos a respeito de uma pesquisa publicada recentemente pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que só vem ratificar aquilo que sempre digo durante as minhas aulas: “A educação física é a mãe de TODAS as atividades operacionais”.

A pesquisa realizada pela Fiocruz, a pedido da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), mostra que dois em cada três PMs que atuam dentro e fora dos batalhões da PMERJ, estão acima do peso ideal, propensos a doenças ligadas à hipertensão e ao coração. O levantamento também revela que um em cada cinco policiais são tecnicamente obesos.

A situação da saúde dos policiais militares cariocas, segundo a pesquisa – que ouviu, no ano passado, 1.108 policiais militares de diferentes escalões – é pior que a média da população brasileira. As pesquisadoras do Centro Latino Americano de Estudos de Violência e Saúde (Claves) Maria Cecília Minayo e Edinilsa Ramos, coordenadoras do levantamento, citam dados da Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição, feita pelo Ministério da Saúde, que encontrou 32% da população adulta brasileira com excesso de massa corporal. O índice na Polícia Militar do Rio é de 67%, somando os sobrepesos simples e os obesos.

A pesquisa não faz comparações com as polícias de outros Estados, mas tenho certeza, de que não há muitas diferenças, se houver, é para pior!

Obesidade na PM

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