A ONG Human Rights Watch acaba de publicar o relatório de um estudo que visa analisar o uso da força letal pelas polícias de São Paulo e do Rio de Janeiro, em comparação com a polícia dos Estados Unidos e da África do Sul. O relatório traz dados reveladores sobre a incidência de ações que tiveram desdobramentos letais nas polícias dos principais estados brasileiros. Abaixo, algumas conclusões estatísticas trazidas pelo estudo, notadamente a relação entre o número de mortes e o número de prisões realizadas pelas polícias:

Concluimos, absurdamente, que as polícias de São Paulo matou em 2008 praticamente a mesma quantidade de pessoas que as polícias Norte-americanas, enquanto o Rio chegou a quase três vezes mais. Abaixo, outro quadro, também revelador, mas que parece querer, no ponto em que é exposto no estudo, igualar o número de mortes de policiais ao número de morte de suspeitos:

Não quero criar qualquer arena de disputa entre os defensores dos Direitos Humanos e os policiais, que não devem dissociar de sua atuação os fundamentos humanitários. Porém, é preciso destacar que declaração dada ao site G1 pelo autor do estudo, Fernando Delgado, beira a leviandade: “Vários desses registros não são confrontos. Alguns são supostos tiroteios, outros não aconteceram e outros a pessoa é morta após ser rendida”.“Vários” é empregado como “quase todos”, e ignora as peculiaridades de cada ação policial, da realidade de guerra civil dos grandes centros, como Rio e São Paulo, e da relação próxima que os policiais são obrigados a manter com participantes do crime organizado em seu dia-a-dia. Nesse aspecto, o discurso do pesquisador é um chavão.
Também é repetitivo o discurso repressivo, de defesa de mais condenação aos policiais em virtude dessas ações. Não que me coloque contra a punição dos infratores, mas não se pode cometer o mesmo erro que estamos cometendo há anos na segurança pública como um todo, enfatizando a repressão em detrimento da prevenção. Por isso, seleção e formação do efetivo são palavras-chave para reverter o quadro constrangedor das ações letais das polícias.
Se desconsiderarmos o “mais do mesmo” que o relatório da Human Rights Watch traz, os dados e informações são importantíssimos para orientar novas políticas, pesquisas e reflexões. Leia o relatório na íntegra: Força Letal: Violência Policial e Segurança Pública no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Eduardo
dezembro 9th, 2009 at 10:21
Há de considerar que nos EUA a população é 50% maior que no Brasil. A população carceraria lá chega a quase 2 milhões o que chega a ser quase 1% da população.
“enfatizando a repressão em detrimento da prevenção” errado, tem que repreender e prender SIM. O que faz a polícia de SP é exatamente isto e foi isto sim o que diminuiu a violência em SP e nos EUA. Repressão e prevenção.
O que você não pode e não deve é pensar como o presidente Lula, que acha que são coisas permutáveis. Não, não são permutáveis. São complementares. Prisão, repressão e educação.
Quanto aos direitos humanos, eles que se lixem. Acho que deve sim, ser seguido a Lei. A prisão nossa é um lixo? Sim é. Que exijam prisões melhores. Mas não achem eles que o marginal deve ser tratado a pão de ló ou que ali deve ser um hotel 5 estrelas. Ele não foi parar ali por cantar alto em uma missa, muito provavelmente esta ali por ter assassinado, estuprado e etc…
Assista a um programa chamado “atrás das grades” e verá como o preso nos EUA é tratado. Lá, a autoridade na prisão é a polícia e não o preso. Lá o preso pula pequeno pois o diretor do presidio pode aumentar a pena por mau comportamento. As prisões para presos perigosos é feito no meio do nada longe de tudo e os direitos humanos lá não se criam. Acho que não gostam de ir onde da trabalho. Preferem o Brasil em que tudo é na cidade, da pouco trabalho.
Alias, acho que um bom lugar para os direitos humanos visitar seria a Somália, o Irã… Lá sim os direitos humanos são desrespeitados diariamente. Mas lá a briga é feia e esta eles não compram. São o lixo moral da sociedade. Alguém ai ve os Direitos Humanos indo atrás da família do policial assassinado? Da vítima de um assalto que foi executado por não ter mais dinheiro do que o vagabundo queria?
Flávio Henrique
dezembro 9th, 2009 at 17:05
Quando os órgãos defensores dos Direitos Humanos se desmembrarem da ideologia política “pseudo-socialista” eu passo a levá-los a sério. Eles ainda sofrem com a Síndrome do Preso Político e acham que todo marginal é uma vítima da exclusão social, oprimidade pelo Estado no papel de polícia.
Essas pesquisas e declarações generalizadas dos ditos defensores dos DDHH vêm acompanhadas de propostas absurdas como o fim do “Auto de Resitência”, em que o policial seria preso imediatamente após um confronto com mortes e responderia por homicídio.
Também li sobre essa mesma pesquisa no UOL que sugeriram que o Estado indenizasse as famílias dos bandidos mortos em confronto. Se isso não é procurar fazer com que o crime compense eu não sei o que é.
Cadê que eles endossam as lutas dos policiais por melhorias nas condições de trabalho, salário… Ah, mas policial – por ser um agente do Estado – não tem seus direitos. Só deveres.
Flávio Henrique
dezembro 9th, 2009 at 17:10
* oprimido
FiremanDF
dezembro 9th, 2009 at 19:02
Os DDHH no Brasil foram desvirtuados, e atuam de maneira no mínimo questionável. Sempre vitimizando os bandidos e desqualificando as ações policiais.
Se dependessem dos DDHH, polícia não usaria nem arma de fogo mais.
E a quantidade de policiais que também são vítimas da violência ? O RJ tem o pior índice no quesito morte em serviço de PMs. E de que maneira os DDHH atuam, visando diminuir esses números? Acho que pedi demais…
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Por falar em “violência” policial.
Acaba de ocorrer um confronto entre PMs e manifestantes contra-Arruda, aqui no DF.
A imprensa está tratando o caso como abuso da PMDF, dizem que houve excessos.
http://noticias.r7.com/brasil/noticias/policia-e-manifestantes-entram-em-confronto-em-protesto-contra-arruda-20091209.html
http://www.youtube.com/watch?v=5v0i1sUUay8
Resumindo o que aconteceu.
Os manifestantes invadiram a pista, quebrando acordo com a PM, e impedindo o trânsito. A PM tentou negociar a saída deles, sem sucesso.
O direito de manifestar não pode atrapalhar o direito de ir e vir dos demais moradores do DF. A PMDF agiu…LINHA PAU E BOMBA.
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João Nilson de O Liveira da Silva
dezembro 10th, 2009 at 11:44
tudo isso é questão cultural,e não se pode compara so problema daqui,com outros País,porque cada País tem sua peculialidade,se Educação, saúde ,segurança,moradia,saneamento básico,destribuição de renda,corrupção,principalente leis que são cumpridas e no Brasil sa leis são falis.
Reinaldo
dezembro 10th, 2009 at 13:01
Meu caro Flavio Henrique
As esquerdas, nos lugares onde ela planeja tomar o poder via revolução, tenta a todo custo enfraquecer as instituições e criar um clima de tensão social: Negros têm que odiar brancos. Pobres têm que odiar pessoas bem sucedidas. Gays têm que odiar heteros. Marginais são vitimas da sociedade. A polícia tem que ser uma putinha, que toma tapa na cara e oferece a outra face. Pronto: está criado o cenário para a implantação da ditadura deles
Nos países onde ela governa, sempre mediante ditaduras, o quadro muda: bandido é fuzilado na china. Gays são fuzilados em Cuba. Não há espaço para nenhum tipo de tensão ou estabilidade social, senão o gulag esmaga.
As intelectuais de merda que dizem que a polícia brasileira mata muito (em combate com bandidos armados) são os mesmos que tiveram orgasmos múltiplos quando o exército chinês massacrou 3 mil estudantes DESARMADOS na Praça da Paz Celestial. Os 111 MARGINAIS mortos do Carandiru foram “massacrados”. Os 100 mil CIDADÃOS mortos por Fidel foram traidores que mereceram a morte..
Reinaldo
dezembro 10th, 2009 at 13:07
Leia-se instabilidade social no comentário acima (2 º parágrafo)
Tiago Argiles
dezembro 10th, 2009 at 22:47
Tenho raiva desses órgãos de direitos humanos internacionais, é ridículo comparações desse tipo, já vi comparações até com a polícia japonesa que não utiliza armas de fogo, no Brasil o povo tem a cultura da corrupção, onde quem não se aproveita de uma situação, mesmo que de uma forma ilegal é otário, e no RJ isso se acentua “malandro é malandro e mané é mané”. O EUA não tem nada que se assemelhe com a situação vivida no Rio, lá um policial tem realmente autoridade, e se não for respeitado como tal, o transgressor vai para a cadeia. É sempre assim, não tem saneamento básico, educação, não se cria programas para jovens em situação de risco, e sobra tudo pra polícia.