
Eis-nos de novo diante do limiar de um novo ano. E como, segundo Mario Quintana: “Lá bem no alto do décimo segundo andar do ano vive uma louca chamada Esperança” me flagrei pensando sobre as famosas reformas, de que ouvimos falar desde que nascemos. Sobre o partido que ia mudar nossos hábitos e práticas políticas para sempre. Sobre o que se vê e o que não vemos e nem sabemos se testemunharemos no ano que virá.
Em meio às minhas reflexões sobre o que os profissionais de segurança pública podem esperar no novo ano, lembrei-me de um artigo de João Ubaldo Ribeiro e fiquei a pensar sobre os governantes brasileiros e baianos, buscando identificar aqueles que, a partir do período que passei a integrar a PMBA, real e efetivamente, se preocuparam com a segurança pública e com os seus profissionais.
Iniciando uma retrospectiva, na esteira do pensamento de João Ubaldo, lembrei-me que o Governo Militar não foi bom e que Sarney, Collor, Itamar e Fernando Henrique não fizeram bons governos. Tampouco, no âmbito estadual, Antonio Carlos Magalhães, Roberto Santos, João Durval, Valdir Pires, Nilo Coelho, Ruy Trindade, Antonio Imbassahy, Paulo Souto, Cesar Borges e Otto Alencar, do ponto de vista da segurança pública, se constituíram em bons governantes.
Agora constatamos que Lula não serve. Que Jaques Wagner não serve. E, provavelmente, os que vierem depois de Lula e Wagner também não servirão para nada. O sonho acabou!
Na Bahia, independentemente de suas vinculações partidárias ou ideológicas, é sintomático que todos os governantes, salvo João Durval com uma certa “ajuda” dos integrantes do Alto Comando de então, tivessem um ponto em comum em suas políticas de segurança pública: a necessidade dos policiais se “motivarem” com baixos salários, pois, como sempre, o Estado, envolvido em dificuldades financeiras, não poderia arcar com o ônus de um reajuste à altura das pretensões milicianas.
Nesse sentido, baseado em evidencias histórico-conjunturais pode-se concluir, parodiando João Ubaldo, que nenhum presidente, governador, secretário de segurança ou comandante geral servirá para nada, pois, o problema não está nos governantes, nos secretários ou nos comandantes gerais. O problema está em nós. Nós como policiais militares, como profissionais de segurança pública.
Em verdade, creio que não sou o único a pensar assim. É freqüente que se ouça a mesma opinião, veiculada nas áreas mais diversas, por pessoas também diversas. Não está fácil olhar para nós mesmos nestes últimos anos. Mais do que nunca também ficou exposta nossa fragilidade. Essencialmente, descobrimos que a crise que estamos vivenciando e que os embriagados do poder não podem ou não querem ver é muito mais profunda do que temíamos, em quase todos os aspectos.
Vejam o que se abateu sobre nós. Vejam o que aconteceu com a corporação vigorosa e apaixonante que tínhamos aqui. É como se a PMBA tivesse sofrido um processo acelerado de envelhecimento, marcado pela doença, fraqueza e amargura.
É forçoso reconhecer que, historicamente, sempre fomos usados pelas elites que governaram o país, enquanto corporação e enquanto funcionários do estado. Usados e mantidos bem longe de qualquer coisa importante. No dizer de Nilo Batista: “bons para a porta da garagem, porém sem nenhum acesso à sala de visitas”. Assim, é natural que todos os governantes, em diferentes momentos da história recente deste estado, por não termos voz, nos vissem na condição de “subcidadãos”.
Como o hábito faz o monge, habituados ficamos e, mesmo estando longe de compor a casta que vive numa esfera de impunidade, acima do bem e do mal, à base de carteiradas, celas especiais, foros privilegiados, propinas nas malas, meias e cuecas etc, passamos a nos sentir o máximo quando orientados, induzidos ou incentivados a agir nos tornar a própria lei, violando as barreiras legais, mesmo por nossa conta e risco, a troco de podermos vender os nossos serviços a particulares, utilizar placas frias, cometer infrações de trânsito sem ser multado e, às vezes, termos acesso gratuito a eventos de quaisquer natureza.
Há quase duzentos anos vivemos nesta luta. Assim, não podemos olvidar que, coerentemente com a história desta nação, através da supremacia do político e do econômico sobre o técnico, aprendemos a ser uma corporação onde se privatiza o público, criando-se nichos de regalias, e subordinando o interesse geral ao particular, como se fosse correto, privilegiar bairros, organizações, pessoas e eventos em detrimento da equidade social.
Na lógica dessa sociedade de relacionamentos que é o Brasil, também nos tornamos uma corporação onde a habilidade para bajular políticos, autoridades ou poderosos de plantão e ser promovido da noite para o dia ou nomeado para ocupar cargos é uma virtude mais apreciada do que fazer uma carreira fundada em valores ético-profissionais e no respeito aos companheiros.
Mas, mesmo obedientes e não deliberantes, as angústias e frustrações acumuladas, representam riscos de explosões catárticas, portanto, somos uma categoria profissional que, manietada por regramentos hierárquicos e disciplinares, vivencia a carência de representatividade e independência em seu escalão de comando que, ao mesmo tempo em que se mostra frágil para proceder a defesa de reivindicações salariais e de melhores condições de trabalho para a tropa, demonstra força e cega obediência aos donos do poder para punir com rigor os que a intentam.
Por não pertencermos nem à sociedade civil, nem à militar, consubstanciamos uma organização com pouca ou nenhuma tradição “sindical” e, conseqüentemente, com lideranças de escassa capacidade de aglutinar uma instituição em crise de identidade, dividida, com cada segmento travando a própria guerra particular de sobrevivência, alimentada por uma lógica governamental maquiavélica do dividir para conquistar que, além de diferenciar pessoas e serviços, valora as vidas dos que se expõem aos riscos do combate à violência e à criminalidade como se fossem mais ou menos importantes.
Como resultado de nossas próprias ações e omissões, como diria o filosofo e professor José Antonio Saja, perdemos a noção do que estamos fazendo com as nossas vidas, ou melhor, do que estamos permitindo que façam com as nossas únicas vidas, pois tornamo-nos homens e mulheres que, mesmo arriscando-as numa guerra particular, sem fim e sem sentido algum, não demonstramos possuir a coragem moral necessária para arriscar as nossas carreiras em prol da defesa do respeito profissional que nos é sonegado.
O resultado mais difícil desta minha reflexão é a pesada percepção de que, nestes tempos, não temos um comando, que a nossa liderança é oca. Nossas lideranças militar e política são vazias. Que fique claro que não estou falando de pessoas em particular, de equívocos e erros na condução administrativa e operacional da corporação, nem do colapso no front interno. Nem da corrupção no atacado ou no varejo.
Parodiando David Grossman, premiado escritor e pacifista israelense, posso dizer que estou falando de pessoas, em todos os postos e graduações que, no exercício do comando, se mostram incapazes de colocar os comandados em contato com sua realidade. Com as áreas saudáveis, revitalizadoras e produtivas dessa realidade, com a identidade, a memória e os valores fundamentais que lhes dariam esperança e força, transformando-se em antídoto para a desconfiança mútua, para a perda do compromisso com a corporação, dando algum alento e significado para a desesperadora e exaustiva luta contra um projeto político de poder que, alimentado por um misto de rancores ideológicos e pessoais e pelo medo, quer mantê-los submissos e distantes da possibilidade de ainda virem a ser a Polícia que, verdadeiramente, um Estado Democrático de Direito merece.
Pensando em mudanças, portanto, para mim fica claro quem tem que mudar! Um novo governante, um novo secretário, um novo comandante com os mesmos policiais militares não poderá fazer muito. Afinal, nenhum mal acontece sem pelo menos o nosso secreto consentimento.
No limiar desse ano novo, invoco o Capitão Nascimento, aquele do filme “Tropa de Elite”, mesmo não o tendo como paradigma do policial que merecemos, para que, como um verdadeiro kantiano, nos confronte com uma verdade inconveniente: a nossa responsabilidade na falência de um sistema de segurança em que um policial “ou se corrompe, ou se omite, ou vai para a guerra”.
Não será este o momento de nos mexermos, de tomar nosso futuro nas mãos, de nos libertar desta paralisia?
Não é hora de finalmente reivindicarmos as vidas que merecemos viver?
Lembrando do poeta Geraldo Vandré e do grande Camões: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”, afinal “Jamais haverá ano novo, se continuarmos a copiar os erros dos anos velhos”.
*Antonio Jorge Ferreira Melo é coronel da reserva da PM-BA, professor e pesquisador do Progesp (Programa de Estudos, Pesquisas e Formação em Políticas e Gestão de Segurança Pública) da Ufba, da Academia de Polícia Militar e da Estácio FIB.
Uma verdade inconveniente | Blogosfera Policial
dezembro 31st, 2009 at 13:00
[...] Uma verdade inconveniente dezembro 31st, 2009 (1 hour ago) Eis-nos de novo diante do limiar de um novo ano. E como, segundo Mario Quintana: “Lá bem no alto do décimo segundo andar do ano vive uma louca chamada Esperança” me flagrei pensando sobre as famosas reformas, de que ouvimos falar desde que nascemos. Sobre o partido que ia mudar nossos hábitos e práticas políticas para sempre. Sobre o que se vê e o que não vemos e nem sabemos se testemunharemos no ano que virá. Em meio às minhas reflexões sobre o que os profissionais de segurança pública podem esperar no novo ano, lembr ler mais Salvar/Compartilhar [...]
Panzer
dezembro 31st, 2009 at 14:11
Parabéns, Cel Antonio Jorge Ferreira Melo pelo texto. Sou 2º Tenente da briosa PMAL e é muito bom saber que verdades incovenientes, como as supracitadas no texto, não é um privilegio do povo alagoano.
Jorge Costa
dezembro 31st, 2009 at 14:51
Parabéns…. Falar mais é chover no molhado….
ALEX GONDIM LIMA
dezembro 31st, 2009 at 22:03
Muito Bom o texto Cel, essEs incovenientes sao todas engendradas por uma engenharia bem articulada do GRande Capital…Lula , FHC, sao todos funcionários do FMI,BIRD,OMC…ENTENDE!
ALEX GONDIM LIMA
janeiro 1st, 2010 at 10:58
Infelizmente meu caro professor nao passamos de vassalos…Lendo o texto lembrava-me de sua esperança em ver toda esse Elefante Branco que tornou-se a nossa PM transformar-se em uma instituiçao indepente , sólida , forte e mais humanizada se pulverizar com sua análise expressa nesse texto. Se o Senhor que é Letrado, que vive debruçado em livros estudando e fomentando projetos para que esse sonho nao se limite apenas a um sonho e se torne realidade, se o senhor que hoje dá aulas nas principais Universidades da bahia atinente a segurança pública e conhece tao profundamente os defeitos e sabe onde reside a solução e não vê uma saída para essa problemática e já nao consegue as respotas para tamanho descaso e retrocesso. Ai sim eu pude compreender que realmente vivemos uma crise de identidade, uma crise existencial, um crise social de sermos vistos e colocados para sociedade como subcidadãos. Imagine eu um coadjuvante chegando agora para integrar as fileiras da Briosa cmo estou me sentindo. Fica realmente patente a nossa fragilidade e hoje posso dizer que me sinto como Nietzsche em suas elocubrações quando disse : “Quando você olha para dentro do abismo , o abismo olha para dentro de vc”. Se o senhor depois de traçar uma análise Histórica brilhante diz que o sonho acabou e que sempre foi tao positivista e visionário é porque vivemos relamente essa crise que é muito complexa e cheia de váriveis que a construiram e tornou-se essa bola de neve, cmo: as relaçoes de trabalho, as relaçoes de poder que ainda sao arcaicas que que nos amordaçam e nos tira o direito de vociferar.É e o que nos restas hoje são os belos discursos positivistas dos nossos superiores nas paradas, que nos embebedam de tanta beleza e nos ansetesiam da realidade dura que nos envolta e nos confronta a essa verdade inconveniente que tanto incomoda , que nos machuca e que ja nos Inquieta…e nos modifica!.Mas chegando ao final do texto concluir uma coisa fazendo uma analogia do que esta registrada nos oráculos sagrados a “Bíblia” que diz:”Nao se apagara o pavil que fomega e nem se cortara a cana trilhada”
A chama dessa Esperança Cel vejo que ainda fomega em ti…tb em muitos de nós, so depende de nós…Nao obstante de sermos pisados,humilhados durante todos esses anos pelo poder, nao fomos cortados ainda, queiram ou nao fazemos parte dessa engrenagem.
Acredito sim em uma mudança de atitude, em uma revoluçao que tem que começar dentro de nós mesmos, uma revolução para que revisemos nossos valores, nossos ideais e busquemos o melhor caminho…que vise o bem comum a nós e a nossa sociedade que tanto clama por uma mudança de nossa postura.
Muito o Bom esse texto, traduz, sem sectarismo é claro , o sentimento daqueles valorosos praças e oficiais que tanto se doam a nossa Briosa.
Silveira
janeiro 1st, 2010 at 14:54
Muito Bom!!!
Jorge Melo
janeiro 1st, 2010 at 15:03
Meu caro Godim
Para mim o sonho que acabou foi o sonho dos filhos do Estado nos filhos do Brasil.
Quando os militares tomaram o poder e justificaram a militarização da vida civil em nome da proteção das instituições democráticas brasileiras, os arranjos jurídicos e políticos que se construiu desde os primeiros momentos do golpe demonstraram uma estreita ligação entre militares e policiais militares e o papel fundamental que as PMs desempenhariam. Hoje, ao contrário do que ocorreu no passado, desde que o PT chegou ao poder, está claro que no seu projeto político de poder o papel de protagonista na segurança pública pertence à Polícia Federal, coadjuvada pelas Polícias Civis.
Se nós nos iludirmos…a história é outra…
Só para lembrar Cazuza:
“Meu partido
É um coração partido
E as ilusões
Estão todas perdidas”
Concordo e discordo com o poeta. Discordo dele porque os meus heróis não morreram de overdose, eu nunca os tive… não acredito em heróis e em “salvadores da pátria, mas concordo, pois, os nossos inimigos estão no poder e pior…, não raro, usando o mesmo uniforme: oficiais X praças; ativo X inativo; administrativo X operacional, etc.
Reino dividido não prospera. Só nós mesmos para não vermos isso, pois preferimos ficar criticando um ao outro, uma associação á outra, cada “liderança” jactando-se de heróica e hegemônica, etc.
Contra os heróis, recomendo Bertolt Brecht no dialogo entre Andrea, que afirma: “Infeliz do país que não tem heróis.” E a replica de Galileu: “Infeliz do país que precisa de heróis!”
O sonho que acabou foi o de aguardarmos um herói guerreiro e poderoso, enquanto assumimos um papel passivo de colocar a culpa ou a vitória em cima dos outros.
O Galileu brechtiniano tinha certa razão em sua assertiva. Se as pessoas se entregam totalmente aos mandos e desmandos de seus ídolos, há uma grande possibilidade de que haja a anulação da própria individualidade.
Os heróis na verdade estão em cada um de nós, que temos a consciência de dia-a-dia, ampliando nosso estudo, nosso trabalho e lutando por nossas causas. Pois somente com a consciência da união de todos em torno de um objetivo comum seremos os verdadeiros heróis, com bravura, destemor e dignidade.
Na Bahia, somos mais de 30.000 homens e mulheres na ativa, mais os inativos, mais pais e mães, esposas, maridos, companheiros e companheiras, filhos, cunhados, amigos, simpatizantes, etc. Mesmo em um colégio eleitoral como o nosso, isso faz diferença em qualquer eleição.
No âmbito municipal, estadual são muito complexas as equações, porem um, dois ou três deputados nos dariam mais voz…, mas se cada PM elegesse um deputado federal, veja o tamanho da bancada que construiríamos…
Vamos sonhar, acordar, pensar e agir em lugar de apenas sonhar …
Um forte abraço
SGT PMCE
janeiro 1st, 2010 at 17:19
EXCELENTE “TEXTO”",MAS NA PRATICA??????
Igor
janeiro 2nd, 2010 at 13:23
recebi por e-mail, acho ser pertinente:
Desabafo de um policial
AMIGOS, COMPANHEIROS, BOA NOITE!!
ME PERDOEM…MAS NÃO ACREDITO EM MAIS NADA DISSO…A LUTA É ABSOLUTAMENTE INGLÓRIA…NÃO ACREDITO EM NENHUM DOS LADOS…NEM MESMO NOS HOMENS DE BOA VONTADE…
DEPOIS DE MAIS DE 20 ANOS…CANSEI…
PREFIRO FAZER MINHA FACULDADE ATÉ ÀS 22:30HS TODOS OS DIAS E DEPOIS DE FORMADO, ADVOGAR, ME PÓS-GRADUAR, TENTAR OUTRO CONCURSO, FAZER QUALQUER COISA…OU ATÉ MESMO NADA…E CAMINHAR MEUS 30 ANOS AQUI MESMO, MAS EM SILÊNCIO, SEM SER PERCEBIDO…
O INIMIGO, NA VERDADE, NEM É TÃO PODEROSO, O GRANDE PROBLEMA É QUE ELE LUTA COM A NOSSA FARDA…DO NOSSO LADO DA TRINCHEIRA…ESTÁ EM NOSSAS SALAS, E O QUE É PIOR, NA MAIORIA DAS VEZES É QUEM TOMA AS DECISÕES…
NOS FALTA MUITO…INFORMAÇÃO, ESTRATÉGIA, UNIÃO…SOBRETUDO UNIÃO…
ENTRETANTO A PM VAI MUITO BEM…A SEGURANÇA PÚBLICA MELHOR AINDA…!!!!
O INIMIGO LUTA PELO CONTINUÍSMO…PELA PERMANÊNCIA DO CAOS…PELA MANUTENÇÃO DO “STATUS QUO”…AINDA QUE AS MUDANÇAS TB MELHORE AS CONDIÇÕES DELE…
MESMO COM QUASE 60 ASSASSINATOS POR FINAL DE SEMANA NA RMS (NÚMEROS OFICIAIS, IMAGINEM O REAL)…MESMO COM TOQUE DE RECOLHER NOS BAIRROS…MESMO COM A TROPA SEM ARMAMENTO, VTR, INSTRUÇÃO, EQUIPAMENTO ADEQUADO E PMs MORRENDO…MESMO COM A MAIORIA DOS QUARTEIS EM CONDIÇÕES INSALUBRES DE TRABALHO, AS VEZES ATÉ MESMO SEM ÁGUA PRA BEBER…MESMO COM ÔNIBUS QUEIMADOS EM NOSSAS RUAS…MESMO COM A DROGA CADA VEZ MAIS PRÓXIMO DE NÓS…NADA TOCA O CORAÇÃO DE NOSSO INIMIGO INSENSÍVEL…CONTINUAMOS A FAZER O POLICIAMENTO OSTENSIVO DO MESMO JEITO QUE QUANDO ENTREI PELA PRIMEIRA VEZ NUMA VIATURA…
SOMOS VILIPENDIADOS NA LUTA PELOS NOSSOS DIREITOS MAIS BÁSICOS, MAIS FUNDAMENTAIS…E AINDA SOMOS AMEAÇADOS DE PRISÃO…RS…O FORA DA LEI SOU EU???
CHEGA A SER RISÍVEL…
VI NA TV, UM DOS NOSSOS INIMIGOS AFIRMANDO, EM ALTO E BOM SOM, QUE PARA A PM SÓ TINHA REGULAMENTO E CÓDIGO PENAL MILITAR…RS…É COMO SOMOS TRATADOS…É O ACORDO QUE NOS PROPÕE…EM CONTRAPARTIDA TB, TEM A SEGURANÇA QUE MERECE…
E AINDA ACORDAMOS COM OS INIMIGOS….NÃO SEI COMO CHAMAR AQUILO…ACORDO?? FROUXIDÃO?? SERÁ QUE NÃO TÍNHAMOS PLANEJADO ATÉ ONDE O MOVIMENTO PODERIA CHEGAR?? QUE EM DADO MOMENTO AS COISAS CHEGARIAM ONDE CHEGARAM E SERÁ QUE A IDÉIA DA TROPA ERA DE RECUAR E DÁ UMA CHANCE, ACREDITANDO NO GOVERNO, MESMO SEM NADA DE CONCRETO CONQUISTADO??
AGORA SÃO E-MAILs, MENSAGENS, CARTAS…
ME CONVOCAR PRA REUNIÃO NO COPM?? DE NOVO…
SE ERRO UMA VEZ A CULPA É SUA…SE ERRO UMA SEGUNDA A CULPA É MINHA…
QUEM QUISER ACOMPANHAR O MOVIMENTO, UM GRANDE ABRAÇO….
ME CHAMEM DO QUE QUISER…FOI-SE O IDEALISMO…ESTOU COMPLETANDO 40 ANOS E SÓ TENHO UM APTº EM CANABRAVA E UM CARRO 2004, AMBOS AINDA ESTOU A PAGAR…NUNCA FUI UM PERDULÁRIO…NUNCA FUI PUNIDO…PRECISO COMEÇAR A PENSAR SOMENTE EM MIM…ALIÁS, PRÁTICA RECORRENTE NOS HOMENS QUE COMPÕEM A CORPORAÇÃO…
ENTÃO EU…INDIGNADO, JOGO A TOALHA, BOA SORTE A TODOS…!!!
“Criaturas que nasceram para ser devoradas,
não aprendem a deixar-se devorar.”
Rui Barbosa
ALEX GONDIM LIMA
janeiro 2nd, 2010 at 19:04
É verdade professor, Reino dividido nao prospera.
Entendi o Senhor Cel, algumas coisas eu não consegui enxergar,mas agora o senhor clarisvidenciou o que para mim o que estava obscuro. O senhor esta certo só existe herois em contos de Fadas, temos que fazer acontecer, enfrentar a realidade e nao esperar que as coisas aconteçam como uma mágica.
Essas palavras tem um pouco do senhor e do que escreveu professor : “Não alcançamos a liberdade buscando a liberdade, mas sim a verdade. A liberdade não é um fim, mas uma consequência”. Leon Trotsky
Abraço nobre professor
Reinaldo
janeiro 2nd, 2010 at 20:22
Coronel Melo. O sr que foi promovido POR MERECIMENTO (coronel de polícia não é promovido por merecimento à toa) pelo governo Carlista me responda: qual foi o seu quinhão para a corporação? onde o sr. estava em 2001? e quando Katia Alves chamou os coroneis da PMBA de ladrões qual foi sua reação? o militarismo não presta em 2010? em 2001 ele prestava?
Pior que engenheiros de obras prontas são engenheiros que constroem o navio e criticam os outros engenheiros depois que ele afunda…
Reinaldo
janeiro 2nd, 2010 at 20:24
O outro cita Trotsky, um dos paladinos de uma tirana que matou 100 milhões de pessoas chamada comunismo..deus é mais.
Ricardo
janeiro 2nd, 2010 at 22:16
Agora tenho que intervir!! Reinaldo comunismo nunca matou niguem, mesmo pq o mesmo nunca existiu, acorda vai ler um pouco, e deixa de ficar ai com esse pensamento bitolado… quem matou foi o STALINISMO. vc se confundiu todo…E trotsky, creio que vc nunca leu nada em relaçao a ele e vem com suas frases prontas… foi traído pelo STALINISMO e morto por ele tb ôÔOO. Vc deve ser da escola do tempo que acredita que Pedro Alvares Cabral descobriu o Brasil, que Duque de Caxias é um Héroi(assassino de crianças paraguais). TODOS OS REGIMES SAO DITATORIAS e veja Reinaldo, o Capitalismo mata até hoje. Seja qual for o regime que venha existir será sempre Ditatorial deixe de Utopias e Veleidades bobas.
Gabriel Santos
janeiro 2nd, 2010 at 22:18
Parabéns Reinaldo!
O engraçado é que quando estão almeijando incorporação de DAS e HONORÀRIOS agem como verdadeiros “cordeirinhos”. Por quê nunca se rebelam contra os que persistem em acabar com a nossa corporação ?
A resposta é simples: DAS, TELEFONES, SECRETÁRIAS, VEICULO, COMBUSTÍVEL, MOTORISTAS, DIÁRIAS E ALGUNS PUXA SACOS DE QUEBRA.
Saudações Milicianas 2010.
SGT PMCE
janeiro 3rd, 2010 at 6:53
ENQUANTO VCS(REINALDO E RICARDO)TROCAM FIGURINHAS DE TROTSKY E STALIN,FAÇO-LHES UMA PERGUNTINHA: O QUE OS OFICIAIS DE POLICIA FAZEM E SERVIÇO DE POLICIA MILITAR(POLICIAMENTO OSTENSIVO E MANTER A PAZ E ORDEM PUBLICA)??QUEM FAZ O SERVIÇO DE PM SAO OS PRAÇAS,OFICIAIS SAO FANTOCHES DOS POLITICOS,QUE ATRAVES DE REGULAMENTOS ARCAICOS,TENTAM AMORDAÇAR A TROPA,MAS ISSO VAI MUDAR.COMO CERTO DIA VI UM DESEMBARGADOR DIZER : “”QUE QUERIA(ELE) TER A METADE DA AUTORIDADE QUE UM OFICIAL DE POLICIA PENSA QUE TEM”",ESSA IRONIA DITA PELO MAGISTRADO,RESUME BEM O QUE ESSES CARAS(OF) SE SENTEM,A REALIDADE E QUE TODO OFICIAL QUER CHEGAR A CEL. ,LEVAR SUAS GRATIFICAÇOES PARA RR,MESMO PASSANDO 30 ANOS SEM FAZER NENHUM BENEFICIO PELA TROPA,SENDO DESMORALIZADOS PELOS POLITICOS,SERVINDO DE MORDOMO PARA JUIZES E POLITICOS,MAS O UNICO OBJETIVO DELES(OF) E CHEGAR A CEL.RR ,CULMINANDO ASSIM EM PESSOAS TOTALMENTE DESACREDITADAS E TRAUMATIZADAS,POR TEREM PASSADO 30 ANOS PUXANDO SACO DAQUELES QUE MAIS MASSACRAM AS CORPORAÇOES(PMS E BMS),OS POLITICOS CORRUPTOS,EM DETRIMENTO DA CLASSE POLICIAL E BOMBEIRO MILITAR.
ALEX GONDIM LIMA
janeiro 3rd, 2010 at 9:51
Uma coisa eu sei…que o diálogo democrático com a sociedade é o melhor caminho para a Policia Militar. Apesar de ser um pouco ostracista, creio que apesar do Lula ter sido influenciado pelo Mercado, ainda existe nele um nacionalismo que incomoda as grandes potencias…Por isso que Lula pode e DEVE mudar a condiçao dos Policiais …Nao é possivel que Florestao Fernandes nao tenha inoculado nele alguma sensibilidade social??Sei que ele segue a cartilha do grande Capital, mas em algumas coisas eu tenho que admitir,ele foge a regra.
SDPMCE
janeiro 3rd, 2010 at 14:20
MUITO BOM O TEXTO E OS COMENTÁRIOS, PESSOALMENTE ACREDITO QUE O SONHO NÃO ACABOU, COMO CITADO NA FRASE DO FILME TROPA DE ELITE PRECISAMOS IR A “GUERRA” OU SEJA, AS “AS RUAS” VAMOS DAR UMA RESPOSTA A ESSES POLÍTICOS CORRUPTOS QUE SÓ PENSAM NELES. CHEGA DE PALEATÍVOS BOLSA ISSO, BOLSA AQUILO. QUEREMOS AUMENTO REAL DE SALÁRIOS INCORPORADOS AOS CONTRA-CHEQUES, PARA TERMOS QUALIDADE DE VIDA A QUAL MERECEMOS.
santos
janeiro 3rd, 2010 at 17:05
Que vergonha! Enquanto o governador da Bahia promete dar 4 ao funcionalismo público estadual ele dá para ele mesmo 29,97! isto é uma vergonha, e ele pensa que baiano é mole…… Que venha o carnaval!
SGT PMCE
janeiro 3rd, 2010 at 21:35
PMs CRIAM PARTIDO POLITICO, PSPC( PARTIDO DA SEGURANÇA PUBLICA E CIDADANIA),FONE (61) 84038799 OU PSPC.COM.BR ,FUNDADOR TEN. FARIAS PMDF,VAMOS DIVULGAR ESSE PARTIDO PARA TODOS OS PMs,BEM COMO ENTRAR NO SITE DO PSPC PARA SABERMOS COMO MONTAR OS DIRETORIOS ESTADUAIS EM TODO O BRASIL.
TULIO
janeiro 4th, 2010 at 12:23
SGT PMCE
Vc acentua a rivalidade entre oficiais e prças, acho que nao é nada desse estardalhaço que vc provocou, a relaçao entre oficial e praça esta muito estreita hoje em dia, a maioria dos oficiais ja respeitam seus soldados. Agora enxerge o presente e se pergunte , todo mundo criticA a PM e pq tem milhares de pessoas querando entra nela?pq vc ainda nao saiu. Eu sei pq ! ela é um bom emprego…
Alex Gondim Lima
janeiro 4th, 2010 at 12:36
O que se discute aqui nao é desafetos e sim buscar mecanismos legais para um maior desenvolvimento de nossa corporaçao .Com muita propriedade disse o Tulio:”A PM é um Bom Emprego” e é verdade. A finalidade desse debate não é ofender ninguém e sim vislumbrar projetos , discussões que façam crescer a coorporaçao , tudo que tenho hoje foi a PM que me deu por isso tenho esse zelo e fico triste quando alguém desfaz dela. Ficamos zangados quando alguem fala dela, nehum policial gosta e sei disso que fui praça hoje sou aspirante e o sentimento é o mesmo. E eu acredito que ela paulatinamente esta mudando e o prórpio Governador sabe disso, que apesar de nao ter investido como deveria nela , ele é o unico que se deixou ouvir e concedeu mais direitos que os anteriores, pq Ele tb sabe que a PM é uma pedra fundamental na construçao da sociedade,temos que reivindicar sim , mas de uma forma ordeira sem prejudicar o nosso bem preciso que é o cidadão, através desse diálogo democrático que muito salutar
bruno
janeiro 5th, 2010 at 9:38
olha eu participei da greve de 2001 e esse cel melo foi um perseguidor inplacavel dos praças, demtindo e perseguindo, portanto e muito facil falar depois que estar de fora e mamando de todas as regalias que o mesmo teve na ativa de forma escrota e usurpadora quanta mentira e cara de pau.
Sgt PM Lincolln
janeiro 7th, 2010 at 2:12
Para mim o sonho também não acabou, pois não se deve esperar melhoras só dentro da PM e sim buscar estímulos e crescimento fora dela. O Cel fala com propriedade quando diz que nenhum dirigente prestará, por não acertar a mão nas decisões que contibuam para melhoria da corporação e que atenda aos anseios da tropa, porém há uma questão: O sr Cel Melo não é o primeiro a demostrar essa insatsifação após encontrar-se na reserva remunerada, outros já utilizaram este expediente, tenho admiração pelo Sr Cel, mas fica a pergunta. Porque não engrossar as fileiras dos descontentes quando ainda na ativa.