Digamos que você seja o pai de uma família, uma família com muitos membros, principalmente muitos filhos. Naturalmente, mesmo que haja diferenças pontuais, é sabido que os irmãos possuem um forte vínculo afetivo, com um grande senso de proteção mútua. Caso um estranho ouse atentar contra um dos irmãos, é comum que os demais, principalmente os mais velhos, invistam numa represália contra o rival, mostrando a ele “com quem está se metendo”.
O contexto que se vive nas polícias, sempre que há um atentado de criminosos a policiais, é similar ao citado acima. Essa união, esse instinto de proteção entre os colegas de profissão é manifestado de modo inconteste quando um policial é ferido ou morto em confronto. Esses acontecimentos fortalecem a noção de grupo, e levam às tropas (de policiais militares e/ou civis) uma justificação para a represália.
Qual o papel do “pai” num acontecimento como esse? – seja ele o comandante imediato, Delegado Chefe, Comandante Geral, Secretário de Segurança ou Governador. Como gerir o natural sentimento de lesão ao grupo, e a conseqüente represália que um atentado a ele pode levar?
Nesses momentos, palavras mal colocadas podem gerar tentativas de vingança desenfreadas, sanguinárias, cometimento de arbitrariedades, ações eivadas de sentimento por parte daqueles que, por princípio, devem agir com profissionalismo, legalidade e técnica. Talvez o leitor não-policial não entenda bem esse vínculo, mas pode chegar próximo ao ver o caso abaixo:
“Bandidos atacam viatura na Cidade Nova: um PM é morto e outro fica ferido
A Polícia Militar realiza, na tarde deste domingo, operações no Complexo do Jacarezinho para encontrar suspeitos de terem assassinado o 3º sargento Wilson Alexandre de Carvalho, do 1º BPM (Estácio) e ferido o soldado Davi de Almeida Wanzeler, durante a manhã, na Cidade Nova. A Polícia Militar já trabalha em parceria com investigadores da Polícia Civil para a identificação dos criminosos. Como os prédios do local tinham câmera, a polícia acredita que as imagens do ataque foram gravadas.
A troca de tiros ocorreu na Rua Beatriz Larragoiti Lucas, em frente à sede da Sul América Seguros. Três ou quatro bandidos se aproximaram do local num Astra preto, saíram do veículo e dispararam contra os dois policiais, que estavam dentro de uma viatura da PM parada, fazendo patrulhamento de rotina. Os PMs reagiram. O sargento Alexandre foi atingido na cabeça e morreu no local. O sepultamento dele será nesta segunda-feira às 12h na capela F do Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap. Já soldado Davi de Almeida Wanzeler foi ferido na perna, socorrido no Hospital da PM e não corre risco de morrer.”
É importante ver as cenas do atentado, que mostra a ousadia dos criminosos, que vêem a viatura parada, param ao lado dela, descem do Astra Preto e começam a atirar nos policiais. A cena do PM carioca se arrastando para fugir dos tiros é angustiante. O sentimento da tropa, como disse acima, é de revolta, com uma boa dose do ímpeto de vingança. O cartaz que o Clube de Cabos e Soldados do Rio está dispondo nas ruas do Rio de Janeiro mostra bem isso:

É por aí que anda a relação entre os policiais e os infratores da lei. Talvez eu seja interpretado de maneira errônea pelos que comungam do revanchismo repressivo na atuação policial. Mas, apesar de me comover MUITO com a morte cruel de um colega de farda, não concordo com a postura “olho por olho, dente por dente”. Nós, policiais, temos que nos diferenciar, enquanto profissionais, agentes da lei.
A morte de um PM é um atentado ao Estado, e deve ser tratada com o rigor proporcional a esse status, que não pode estar fora das normas do próprio Estado. Mas, pergunto novamente, como conseguir isso na “guerra particular” que nos encontramos? O que aconteceria se a cultura da represália tivesse um fim? São boas perguntas, sem respostas óbvias, que deveriam ser discutidas inclusive por quem não é policial.
PS: A imagem que ilustra este post é uma representação de Nêmesis, a Deusa da Vingança.
A cultura da represália: vingando um irmão de farda. | Blogosfera Policial
janeiro 21st, 2010 at 19:20
[...] A cultura da represália: vingando um irmão de farda. janeiro 21st, 2010 (4 seconds ago) Digamos que você seja o pai de uma família, uma família com muitos membros, principalmente muitos filhos. Naturalmente, mesmo que haja diferenças pontuais, é sabido que os irmãos possuem um forte vínculo afetivo, com um grande senso de proteção mútua. Caso um estranho ouse atentar contra um dos irmãos, é comum que os demais, principalmente os mais velhos, invistam numa represália contra o rival, mostrando a ele “com quem está se metendo”. O contexto que se vive nas polícias, sempre que há um atentado de criminosos a ler mais Salvar/Compartilhar [...]
Eduardo Macambira
janeiro 21st, 2010 at 21:59
Não concordo com a política do “olho por olho”, mas em face a ausência do estado na punição de criminosos que agem contra policiais, acaba por estimular a “caçada” aos criminosos, instingando na tropa o desejo de vingança.
A falta de uma legislação específica acaba trazendo a sensação de impunidade. E que autor do crime não será punido. Deveria-se estudar a possibilidade para tornar mais duras as penas para crimes deste tipo, que é comprovadamente uma covardia e atentado ao estado, representado por um pai de família.
A impunidade estimula a prática de mais delitos, se um juiz dá pena máxima o bandido tem direito a outro julgamento, esta é uma falha grave no sistema.
Max
janeiro 21st, 2010 at 23:16
Concordo plenamente!
Max
janeiro 21st, 2010 at 23:17
com o texto. Basta de justiceiros. Não estamos na idade média…
Jalba Segundo
janeiro 22nd, 2010 at 0:02
Existe também um aspecto que é pouco abordado, quando se trata deste tema…
Um crime contra um Policial, deveria ser conciderado um crime contra o Estado em sí. (Em alguns momentos até é, nos casos dos crimes contra a administração e os servidores públicos.) Quando um marginal mata um PM em serviço, por exemplo, não há nenhum agravante legal que impute uma penalidade maior ao meliante por isso. Logo, indiretamente, tanto faz asassinar um Policial (Representante do Estad, logo de todos da sociedade) quanto assassinar um cidadão comum. (Não esquecendo que vidas são sempre vidas.) Em segundo plano podemos observar, sob esta análise, que existe, por omissão, um incentivo a cultura de desvalorização das autoridades; que tem sido uma constante principalmente entre os mais jovens.
Qual as possíveis consequencias deste quadro????
Em uma sociedade onde a Justiça é ineficaz, as autoridades são desrespeitadas e os órgãos de segurança estão tão desprotegidos quanto os seus segurados, não é dificil imaginar o que acontece.
Logo, a tendência a se buscar um mecanismo de proteção corporativa passa a ocorrer como fruto de uma sociedade doente e alternativa de auto proteção por parte dos membros da corporação. (No caso a Polícia.) E infelizmente fica muito bem resumido na seguinte oração: “Se o ladrão não está respeitando nem a Polícia, e não dá nada. Imagina o que fará comigo, cidadão comum!”(comumente ouvida nas rodas de conversas.
Sou Policial Militar e tenho uma familia para cuidar. Seja hoje ou na idade média… uma coisa e certa: “Melhor responder para 7 que ser carregado por 6!!!!!”
Um abraço a todos!
ricardo lima
janeiro 22nd, 2010 at 9:20
É amigo Max, na verdade vc não é um policial, pois se fosse não pensaria assim. a bala q corta o corpo do meu colega, corta o meu tbm e é isso que estamos querendo mostrar, q hj foi ele e amanha poderá ser eu!
meu desejo é que algum dia alguem de sua família seja tbm policia e que vc não passe o q a família deste miliciano morto esta passando no Rio.
sou da PMBA sirvo com orgulho!!!!!
Para ca da PM morto deveria ter 10 foras da Lei no inferno!!
Ulisses Coelho de Souza PMMG
janeiro 22nd, 2010 at 9:52
Danilo, também não sou muito a favor da lei de Talião, mas como preservar bons costumes e ética em uma sociedade que não dá a mínima pra gente??? Será que um homem honrado debaixo de uma sepultura tem valor?
A César o que é de César!
Eduardo C. Rocha
janeiro 22nd, 2010 at 9:57
A polícia existe para cumprir a lei e a ela é dado o uso legal da força. Ao ver um cartaz deste a corporação fica desacreditada pois esta sendo ela a descumprir a lei. Não, o cartaz não foi interpretado de forma erronea, ao contrário, o cartaz não precisa de interpretação, ele é muito claro no que diz querer.
“A morte de um PM é um atentado ao Estado, e deve ser tratada com o rigor proporcional a esse status, que não pode estar fora das normas do próprio Estado.”
- Ainda que a polícia tenha um pena diferenciada quando ela abusa de seu poder (e eu acho que deveria ser assim), eu concordaria com uma pena diferenciada para crimes contra a polícia. Por mais incrível que possa parecer, a polícia não esta acima da lei e nem é melhor que nenhum dos cidadãos que pagam os seus salários.
Ricardo Lima, por mais incrível que possa parecer, quando alguém presta concurso para a polícia é para estar de frente para o crime e utilizar-se das LEIS para combate-lo. E não para criar alternativas para execução de seu trabalho. Ao defender a revanche policial como a do cartaz sabe para que abre margem? Para alguém que foi coagiado pela polícia espalhar cartazes dizendo que procura o policial vivo ou morto. É absurdo? É, mas tanto os dois lados. A polícia deve utilizar-se das LEIS para combater o crime e não violar elas para tal.
Azambuja PMBA
janeiro 22nd, 2010 at 11:40
cartucho neles
ricardo lima
janeiro 22nd, 2010 at 12:23
Eduardo Rocha…
concordo quando vc diz q prestamos concurso para fazer frente ao crime. O policial quando erra vc sab onde encontrá-lo e o bandido vc sabe onde encontrar? Os comandantes toma as medidas cabíveis a cada erro praticado por policiais em todas as esferas da lei, administrativa, civil e penalmente… muitos policiais que erraram ao longo de decadas estão ou presos ou excluidos pra seu melhor entendimento…
na verdade a PMRJ mostrou uma fragilidade tamanha nesse anuncio! porque sabe o q deveria ter sido feito era vamos subir e vamos descer com os “bichos” no saco!!!
ora meu irmão não sejamos hipócritas, a justiça que prende esse assassino é a mesma que coloca-o fora com indultos disso, daquilo e estes mesmos criminossos vitimam mais famílias.
Mascarenhas
janeiro 22nd, 2010 at 12:42
Como falou o companheiro Jalba, um atentado contra um Policial em serviço, atinge não só a vida do policial, que é igual a vida de um cidadão comum, mas sobretudo atinge o estado como um todo, a estrutura de segurança pública de todo o estado, basta ver os comentários quando ocorre um crime desta natureza, logo vem aquele ditado: ” SE ESTÃO FAZENDO ISSO COM POLICIAIS IMAGINE COM A GENTE”. Ou seja, a imagem da segurança pública do estado fica extremamente fragilizada, e por isso deve ser combatida pelo estado (estado policial mesmo) e pelo estado normativo com um rigor maior que um homicídio contra um cidadão comum.
Outro detalhe importante que deve ser observado, é que em alguns dispositivos legais, o crime cometido pelo policial tem um aumento de pena substancial, como ocorre por exemplo no estatudo do desarmamento onde prevê um aumento da pena em até a metade:
“Art. 20. Nos crimes previstos nos arts. 14, 15, 16, 17 e 18, a pena é aumentada da metade se forem praticados por integrante dos órgãos e empresas referidas nos arts. 6o, 7o e 8o desta Lei”
O que não ocorre quando esse mesmo policial é vítima de um crime brutal. Não há sequer uma agravante, muito menos aumento de pena.
Portanto, enquanto o estado não dá uma resposta a altura para combater esse crime, como um bom Pai que cuida de seus filhos, os próprios irmâos no arroubo da juventude irão se vingar da barbárie cometida contra seu “irmão mais novo”
Grande abraço.
FiremanDF
janeiro 22nd, 2010 at 13:07
Para variar, nossa legislação falha é o berço de tantas mazelas.
O Estado não apoia o serviço policial.
A impunidade impera.
A inversão de valores está flagrante.
O resultado não poderia ser muito diferente do que vemos atualmente.
Foi-se o tempo que bandido temia polícia.
Jussivan
janeiro 22nd, 2010 at 13:54
Biblicamente estamos nos fins dos tempos, a raiz da sociedade está enfraquecida e seus frutos estão podres. O que resta fazer é eliminar esses frutos ruins e tratar a raiz para que produza bons frutos futuramente. Existem marginais que não trazem nenhum benefício à sociedade, ainda por cima, elimina cruelmente quem cuida dela, portanto, qual o direito à vida tem um verme desses? desejo de vingança é inato, se manifesta naturalmente, mas temos condições de controlá-lo, contudo, deixando fluir à vontade nesses casos, sem, no entanto, deixar de produzir resultados também dentro da legalidade.
Robson - TOUROLOUCO
janeiro 22nd, 2010 at 15:40
A falta de respeito e desigualdade
http://www.tourolouco.com.br/2010/01/militares-policiais-e-desigualdade-nas.html
Abraços
GM Leon
janeiro 22nd, 2010 at 17:11
Quero parabenizar o blog abordagem policial pela forma responsável e transparente como vem tratando assuntos tão importantes, e dizer também que não podemos nos igualar ou sermos pior do que bandidos inescrupulosos, fazendo “justiça com as próprias mãos”. Não sou PM, mas sou filho, sobrinho, primo e amigo de muitos, como GM considero que todas as forças de Segurança Pública são uma só família e lógico sinto pela falta de qualquer que seja, contudo somos justamente o oposto do mal e é com o bem, que nada tem a ver com sermos tolos, que venceremos essa violência descabida em nosso país.
juvenal
janeiro 22nd, 2010 at 21:58
tem que matar esses vagabundos mesmo.
juvenal pmpa
janeiro 22nd, 2010 at 22:00
tratamento de bandidos é na .40
José Carlos Vaz
janeiro 22nd, 2010 at 23:56
“Olho por olho, e o mundo acabará cego…” Mahatma Gandhi
Dizem que o ódio nos cega. Na profissão que abraçamos, a nossa motivação deve ser sempre o atendimento dos preceitos legais que devem nortear a nossa conduta. É certo que em momentos de tensão e de abalo emocional pela perda trágica de um companheiro de farda, na nossa alma aflore os sentimentos de revolta, vingança, enfim, a vontade de dar o troco… Mas se dermos o troco nesta mesma moeda, que diferença terá a nossa ação? Parece um discurso ingênuo? Mas… Todos não repetimos, solenemente, que defenderíamos a vida de outros “mesmo com o risco da nossa própria vida…”?
Essa é uma discussão sensível e, como policial, mesmo respeitando o posicionamento dos colegas, não posso concordar nem de longe com algumas afimativas acima, tais como “cartucho neles!”, “para cada um pm morto, dez foras da lei no inferno…” Que tristeza! Será que é prudente repetir essas frases nos cursos de formação de oficiais e praças? Será que é prudente ensinarmos essa maneira vingativa aos nossos filhos, netos e sobrinhos? É preciso separar a morte de uma pessoa que está em confronto com policiais, de situação que confuguram execução sumária, arbitrária, ilegal… Mas, cada um segue a sua história e o seu caminho. Eu continuo com aqueles que acreditam na importância da profissional de polícia, na beleza e honra que é vestir uma farda, ouvir aquela criança do bairro periférico dizer “Policial, legal”…. fazendo o gesto de “legal”… Se for preciso, não devemos exitar em usar a força necessária, mesmo que o resultado seja a morte de alguém que esteja no comentimento de um crime ou causando dano a vida de terceiros… Mas, que não esqueçamos nunca que a nossa profissão preza pela vida, a nossa e a dos outros…!
Valner Rodrigo
janeiro 23rd, 2010 at 0:13
Os acontecimentos que vitimam colegas país a fora nos deixam extremamente chocados e ansiosos por respostas rápidas, preferivelmente a morte daquele que feriu covardemente, pois carregamos uma falsa idéia – que aos poucos vem se desfazendo – de que somos intocáveis, inabaláveis e nada se ergue contra nós, pois, a final de contas, personificamos o Estado, “senhor todo poderoso” que rege tudo e todos e “respalda” aquelas atitudes direcionadas a uma hipócrita noção de paz social.
Nosso lamento é que esse mesmo Estado que no cobre com seu “manto protetor” e que exige de nós os mais custosos esforços para mantermos uma sociedade habitável, frequentemente vira suas costas e não promove as medidas necessárias para a punição exemplar daqueles que tentam contra um de seus pilares, a Instituição Policial. É aí que nasce o revanchismo, o desejo ardente de fazer justiça com as próprias mãos frente a um Estado falido no quesito segurança pública e que não é capaz de ao menos tornar hediondos os crimes contra policiais para que assim sejam aplicadas medidas mais incisivas contra os covardes.
O próprio Estado nos conduz à cultura da represália, pois é deveras difícil identificarmos quem nos causou um mal e nada poder fazer para satisfazer nosso natural desejo de vingança ao verificamos a postura letárgica de um Estado hipócrita que nem ao menos é capaz de revidar aos ataques contra suas bases, contra os “seus”.
E para isso qual a medida certa da vingança? Seria a .40? A cela que certamente será vencida?. Julguem como quiserem, mas penso que para vagabundo que mata polícia o remédio é a cova cavada de maneira que não ocupe muito espaço.
Sd GONZAGA
janeiro 23rd, 2010 at 14:30
e
Sd GONZAGA
janeiro 23rd, 2010 at 14:33
Esses bandidos era pra ser executado em praça pública,para servir de exemplo para os demais, enquanto o Estado ñ fazer isso , eles vão continuar matando. Ae a tropa se revolta e vai fazer justiça com as proprias mãos….. .40 neles.
Fabio Mesaque
janeiro 23rd, 2010 at 21:33
À primeira vista a atitude da associação para com a ação dos marginais parece descabida e animalesca, mas devemos ter a mente muito aberta para todas as possibilidades, pricipalmente de quem convivia e dos familiares de quem perdeu um amigo…um parente. A lógica nos leva a um raciocínio, os sentimentos nos levam a outro. Vejo o cartaz da associação não como um atestado de brutalidade ou de agressão aos direitos humanos, mas como um desabafo de quem sente, de quem não consegue mais conviver com tal situação. É um momento de lamentação e de pesar para com o companheiro que se foi, e manifestações como essa devem ser vistas com muito mais cuidado, com muito mais profundidade. Na verdade, os culpados por isso tudo vestem paletó, e estão “nem aí” para tudo isso. Que Deus reserve um lugar junto a ele para esse colega. E que isso não nos intimide a lutar contra o mal. Foi apenas mais uma batalha… a luta continua.
Antonio Adorno
janeiro 23rd, 2010 at 23:14
A OAB seção Rio de janeiro,já se colocou contra,ao clube de Cabos e Soldados da PMRJ,será que a OAB já se posicionou alguma vez em favor de todos os policiais mortos não só no RJ,mas,em todo o país,aqui na Bahia no ano passado salvo engano 20 PMs foram brutalmente assassinados,onde estão as comissões de DIREITOS HUMANOS dos parlamentos municipais,estaduais e da Câmara Federal.Deveria existir DIREITOS HUMANOS para todas as viuvas e filhos de policiais que foram assassinados e os que estão em cadeira de rodas,observamos que só existem D.HUMANOS no nosso país para marginais,esse é o lado mais triste,o DIREITOS HUMANOS em nosso Brasil é uma farsa,levantemos a vida de cada um desses que compõe os D.Humanos no Brasil e veremos quem são eles.
Antonio Adorno
janeiro 23rd, 2010 at 23:44
Será que alguma comissão de DIREITOS HUMANOS aqui na Bahia já visitou as viuvas de todos os policiais assassinados,para ver revisão de pensão,afinal tem muitas viuvas passando dificuldades com seus filhos,gostaria muito de ver em algum noticiário a publicação de uma visita dessas,cadê os DIREITOS HUMANOS,a OAB,os CONSELHOS TUTELARES,OS POLÍTICOS DE MODO GERAL,não tem dinheiro para melhorar as condições salariais das pencionistas,POLICIAIS INATIVOS e dos POLICIAIS MILITARES da ativa,mas,tem dinheiro dos mensalões para enfiar na meia,na cueca etc.e tal.
Paulo Sergio
janeiro 24th, 2010 at 8:44
Na verdade não sou adepto do revanchismo, entretanto ele está diretamente lligado a um ESTADO fraco,incapaz de julgar com justiça. Nada melhor que os proprios fiscais da lei para ver isso, daí o sentimento de vingança.Infelizmente,lamentavelmente,os fatores motivadores para mudanças de nossas legislações não são as mudanças de comportamento da sociedade e sim o quão importante era a pessoa prejudicada. A exemplo, temos a criação da lei de crimes ediondos. A queridinha era filha da importante escritora da Rede Globo. Ainda queriam que a lei retroagisse para prejudicar o réu. Mataram uma dezenas de POLICIAS, AGENTES PENITENCIARIOS,queimaram ônibus e aí o quê mudou no ordenamento jurídico? Assisti um video norte americano, em que mostrara o jugamento de um indivídio que praticou uma tentativa de homicídio contra um policial, detalhe, ele foi condenado a prisão perpetua. Em nosso país parte dessa culpa e dos agentes da lei, pois se a pessoa lesada for “importante” eles viram o mundo de cabeça para baixo para localizar o autor caso contrario,arquiva. No dia em que os marginais começarem a matar JUIZES, DESEMBARGADOERS,VEREADORES, DEPUTADOS,SENADORES, imediatamente veremos mudanças. “ESSA É A NOSSA PATRIA QUE CHAMAMOS DE AMADA, NADA DE ANORMAL EM UM LUGAR ONDE OS AMADOS ESTÃO ACOSTUMADOS A TRAIR.
PM DO RN
janeiro 27th, 2010 at 15:03
para cada pm que vie a ser morto por bandido ,,, um bandido morto .40 neles,,,,,,,,, POIS DIREITOS HUMANOS SO EXISTE PARA ESSES BANDIDOS NOJENTOS.!!
Você conhece o Papo de Responsa? « Blog do Leal
fevereiro 10th, 2010 at 13:51
[...] A cultura da represália: vingando um irmão de farda. [...]
Eduard
fevereiro 21st, 2010 at 10:58
Be peaceful, be courteous, obey the law, respect everyone; but if someone puts his hand on you, send him to the cemetery.
Malcolm X, Malcolm X Speaks, 1965
US black nationalist leader (1925 – 1965)
anônimo
fevereiro 22nd, 2010 at 22:53
O dia a dia fala por si. PM quando morre em combate, é normal, contingencial… faz parte da profissão. Mas, quando bandido tomba em razão de um confrontamento com a PM, aí toda a sociedade, principalmente aq comissão de direitos humanos e a mídia, de um modo geral cai em cima. A verdade nua e crua é que só existe direitos humanos para bandidos. O PM já recebe alí mesmo a sua condenação. Cada caso é um caso, e como tal, deveriam esperar as apurações para somente depois, fazer juizo do caso. No Brasil, existem leis proibitivas/punitivas para todo e qualquer crime/contravenção, exceto se o contraventor/criminoso tiver “costa larga”, assim sendo certamente este estará “limpo e liberado”. E tenho dito. Sou mais a PEC-300, e nela eu acredito.
anônimo
fevereiro 22nd, 2010 at 23:02
complementando… Se for filho de juízes então, mesmo que ponha fogo em índios, nada acontecerá; Outro exemplo: Pode até atirar em alguém e matar, desde que apresente alguma “estória de cobertura” e utilize da conhecida “javaneza”, alegando que foi em legítima defesa de terceiros ( filho de promotor ). O autor é Cb e segurança do referido promotor. Questão de “imunidade”. Coisa do Brasil.
lazaro jorge leao xavier
março 5th, 2010 at 19:24
enquanto ñ tiver uma lei justa pra todos ; tem que ser mesmo olho por olho , matou tem quer morrer se todo vez q
ue matase um policial morrese dez ladrões as coisa mudaria.
mas fica ai um bondo de covarde que nunca viu um policial morto em combate e que nunca participol de nada dando esses tipos de opniões bosteticas fudasses ,vocês quer so tem a policia como ganha pão covarde ; assindo; sdpm leão
CONÇA BARRETO
junho 26th, 2010 at 15:57
FIZ UM TRABALHO DE PESQUISA PARA A UCSAL, BASEADA NO IRMAO DE FARDA- CASO JARARACA E SUA REPERCUSSAO …
E NA DEDICATÓRIA , FIZ ESSA POSTAGEM
E FIZ ESSA MENÇAO AO TEN PM DANILO
QUE NOS OFERECE TAO FARTA LITERATURA
ESSE BLOG, É FANTATISCO….
A Deus, em sua infinita misericórdia, sempre;
Meu Professor Deraldo Dias Moraes Neto, pelo carinho e apoio dispensado ao longo do período acadêmico;
Meus pais e família, pela confiança depositada em mim;
A todos os meus colegas desta classe pelas discussões fomentadas e trabalhos apresentados que acresceram o meu conhecimento, em especial aos colegas Lucas Cavalcanti, Liz, Marcos Lazaro Magalhães de Carvalho, e a Bruno(com seu belíssimo projeto), que muito me incentivaram na caminhada;
A Dra. Rita Ramos de Carvalho, Juíza de Direito lotada na Ilha de Itaparica, por enriquecer, subsidiar e fortalecer o conhecimento dos estudantes de Direito da Ilha de Itaparica.
Ao Tem PM Danilo Ferreira e a RMF, pelo auxílio literário;
Aos policiais militares, que sonham uma corporação mais independente, séria e profissional.
POR FIM
GRATA DANILO
TODO O TRABALHO FOI BASEADO NAS POSTAGENS, E APRESENTADO NA UCSAL
CONFORME UM DIA LHE FALEI E PEDI AUTORIZAÇAO…
João Douglas (Douglas Marinheiro)
agosto 10th, 2010 at 16:18
Constantemente se exorta aos quatro ventos que a vingança pura e simples é por demais exagerada e sem referência no seio atual da sociedade. Por motivos fúteis, ela constitui-se numa grande verdade. Entretanto um homicídio covarde, com nenhuma possibilidade de defesa de um agente que representa a garantia de ordem do Estado foge completamente a esse contexto. Confundem-se aí nossas crenças, sejam religiosas ou de valores morais, que nos levam como seres humanos imbuídos de sentimentos diversos a refletir sobre decisões e suas consequências. O bandido, na pura síntese da palavra, não tem compromisso algum com esses valores e muito menos com a vida. Tem conhecimento da brandura de nossa legislação e, no seu julgamento pessoal, vale a pena as investidas criminais pela relação custo/benefício. Sabe que não “envergará” mais do que trinta anos de acerto de contas fictícios com o sistema pois não passam mais do que cinco anos (quando passam) encarcerados.
Então como fica a família destroçada da vítima? seu(s) filho(s), sua esposa/companheira? A dor indescritível sentida pelos pais, pelos entes queridos? Um pedido de desculpas, um “sinto muito” não resolve!
Algumas de nossas autoridades governamentais ou direcionais estão comprometidas com o combate à criminalidade, todavia por mais que tentem não conseguem prover a segurança do cidadão. Constitui-se num fator ultradimensionado. O crime organizado é como erva daninha, aparecendo em qualquer lugar, renovando-se com velocidade surpreendente e alçando suas ramificações parasitárias em todas as esferas. Um problema detectado no seio familiar e que evolui se não combatido.
Como não se tem condições de ficarmos somente ollhando e indo direto para o abatedouro pacificamente devemos, cada um da maneira que mais nos convier, partirmos “ferozmente” para cima dessa canalhada, dessa vagabundagem, desses meliantes que visam ao lucro direto e imediato,seja devastando indivíduos e famílias com o tráfico de entorpecentes, seja roubando, assassinando ou cometendo quaisquer outros horrores inomináveis contra a sociedade.
Como diria nosso grande Wágner Montes: “P’ra cima deles!!!”