A Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ) se prepara para receber 4 mil novos policiais, num concurso que está previsto para ocorrer logo após o Carnaval. Com a Copa do Mundo de 2014 e as Olímpiadas de 2016, a PMERJ necessitará de um efetivo significativo para garantir a ordem nos jogos. Além disso, o projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP’s) é o investimento do Governo do Rio para melhorar as condições da segurança na capital carioca, e em todas essas unidades a prioridade é empregar PM’s recém-formados, de modo a criar uma cultura comunitária e humanista nos novos policiais.

Neste intuito, algumas mudanças serão realizadas já no próximo certame, a exemplo das disciplinas cobradas na prova escrita: Geografia, História, Sociologia, Direitos Humanos, legislação de trânsito e Informática. Percebe-se, assim, que não haverá questões de matemática, que eram cobradas nos outros concursos.

Teste Físico

Existem novidades também no Teste de Aptidão Física (TAF) de admissão, onde serão cobrados os índices abaixo:

Masculino:

- Quatro Barras,
- Corrida de 2.400 metros em 12 minutos;
- 40 abdominais em um minuto.

Feminino:

- 20 flexões de braço em um minuto;
- Corrida de 2 mil metros em 12 minutos;
- 35 abominais em um minuto.

Cada prova valerá 100 pontos, devendo o candidato alcançar, no mínimo, 150 pontos no total – o que abre a possibilidade do candidato ser aprovado mesmo zerando uma das provas.

Além disso, a altura mínima para os homens passa a ser de 1,65m, e a idade de ingresso na Corporação será de 18 a 30 anos. Segundo o Jornal O Dia, que entrevistou o Tenente-coronel Francisco Caldas, do Centro de Recrutamento e Seleção de Praças (CRSP), “para quem tem tatuagem, haverá vetos se o candidato tiver tattoos no rosto, pescoço e antebraço. ‘Não são permitidas também imagens que afrontem a moral da corporação’”.

Ao tempo em que a PMERJ cobrará mais dos atributos humanitários em sua seleção – pelo menos mais do que nos outros concursos -, as características físicas e objetivas são menos ressaltadas. A tendência é que se cultive, cada vez mais, policiais menos espartanos.

Posts Relacionados: