
É necessária alta dose de coragem para dar início a um exercício de auto-crítica. Muitos dogmas tidos como pétreos parecem fadados a perpetuar o impedimento de sua (re)análise sob nova ótica. Motivar discussões nesse âmbito é atividade de alto risco, sob pena de ser taxado como um traidor da causa, mas nem por isso deve ser mantida a sina da complacência cúmplice.
Em outras palavras, é bem sabido que “roupa suja se lava em casa”, mas se na casa não for aberto espaço para franco diálogo, nunca se irá adiante. Perpassa-se um caminho tortuoso na busca pelo aperfeiçoamento através da discussão, e poucos, pouquíssimos, estão interessados em enfrentar o desafio.
Nem toda morte de policial militar deve ser lamentada com tanta profundidade. Do ponto de vista da preservação da vida, até que se admite a concepção de que nada é mais precioso do que este bem tido como inviolável pela nossa Constituição; igualmente no aspecto institucional, a morte de um dos seus integrantes sempre será vista como um enfraquecimento ao corpo. Mas a cada nova manchete, por que não se questionar, despretensiosamente, quem foi que morreu? Onde, quando, por que, em quais condições? Qual seu passado, histórico, hábitos, companhias, costumes…? Feito isso, tomando conhecimento (semi)pleno do assunto, aí sim é possível emitir um juízo de valor sobre o acontecido. O que se busca evitar são, por exemplo, as eternas indagações de “Até quando?” ou “Cadê os direitos humanos” diante da primeira manchete de óbito, sem se inteirar verdadeiramente das variáveis envolvidas no episódio. (Nota: a reflexão também é válida para situações onde policiais militares são presos pela acusação do cometimento de algum crime)
A culpa é sempre dos outros, todo mundo se sente vítima. É confortável e descomplicado o exercício da imputação de responsabilidade a quem quer que seja, deixando-se de assumir eventual parcela de culpa em algum insucesso. As falhas na prestação do serviço de segurança pública à sociedade são frutos da ineficiência de quem? Da dupla de PO ou do secretário de segurança pública? O mais fácil nessas horas é “passar a bola” e, em vez de buscar soluções alternativas diante dos meios e condições oferecidas, opta-se por cruzar os braços e “deixar rolar”. Pare, pense, reflita, seja capaz de identificar honestamente o peso da responsabilidade que recai sobre seus ombros.
Crescem os defensores do macete, “operação boticário”, ou seja lá como se queira chamar as artimanhas empreendidas de modo a se esquivar do serviço. É o combatente, enquanto se vangloria de enganar o comando, lesar a escala, descumprir o previsto e sabotar o processo, ignora completamente o modo como isso interferirá na integridade dos seus semelhantes, sejam eles colegas, familiares, amigos ou quaisquer desconhecidos. Que seja incessante a luta de cada um por melhores condições, porém se não mais houver motivos para que se continue na jornada, a hombridade recomenda o cônscio abandono da missão, de modo aberto e explícito, e não sob disfarces e engodos dia após dia
(Não) Experimente iniciar um debate propondo que a classe policial, pelas características da sua profissão, é digna de receber remuneração bem superior ao que atualmente é oferecido, mas muitos policiais militares, na medida da sua individualidade, ainda não são merecedores sequer do que percebem atualmente ao fim do mês; o resultado certamente será de duras reprimendas e censura definitiva. Ouse assumir que as falhas no processo de formação tornam integrantes da instituição demasiadamente amadores, carecendo de um grau mais elevado de profissionalismo e conhecimento técnico, e logo você será descartado e discriminado.
Assim é praticamente impossível romper com antigos vícios e construir uma nova identidade.
claudio
março 11th, 2010 at 3:17
a presunção da inocência faz com que a indignação seja o primeiro sentimento a se destacar, e em segundo estão as dificuldades, o descaso e o eterno armengue que é nossa instituição que resulta sempre em prejuizo do menor na escala hierárquica e ombridade deveria fazer parte de todos mas principalmente de nossos superiores muitas das vezes passam por cima do ser humano visando promoções ou cargos politicos.
Victor F. Fonseca
março 11th, 2010 at 7:59
Claudio, de fato, é possível que isso aconteça, não como regra, mas como excessão. É por isso que torce-se pela renovação, e o que tento fazer é estimular ao máximo estes que tanto se queixam dos erros dos superiores para que se tornem superiores, passem ocupar aqueles lugares e façam melhor, façam diferente quando tiverem chance. Só assim será possível mudar o rumo.
Joabas
março 11th, 2010 at 10:34
Com certeza temos companheiros que não mereceriam nem um salário mínimo pelo que trabalham… tem gente que passa mais tempo e gasta mais energia se esquivando do serviço do que gastaria se estivesse focado em seu trabalho… falo sem disitinção de posto ou graduação. porém se vê nestes a falta da consciência da sua função pública, de saber que ele trabalha para ele mesmo, para a segurança de sua família e amigos. Acredito que a formação é o motivo de muitos destes vícios, o cara entra pra ganhar dinheiro e não é posto a reflexão constante de sua importância social e de atividades várias que desenvolvam o controle, a rusticidade física e psicológica, o conjunto de habilidades e competências gerais que precisamos em um policial (inclusive em mim)…
Silva Júnior
março 11th, 2010 at 11:38
O descaso em que a instituição trata seus membros alimenta a insatisfação contribuindo para a proliferação do macete,deixando vulneravel à contaminação mesmo os mais resistentes.Por isso acho que a auto critica deve existir tanto por parte do profissional quanto pela instituição.Pois,se as condições existisem tanto para comando quanto para comandado seria mais facil analisar o X da questão.
Edilson
março 11th, 2010 at 12:31
O descaso da instituição com seu membros leva o policial ao macete,condições de trabalho péssimas,colocando policiamento em lugares que nem aguá tem, ou em DPM no meio do mato sem comunicação sem transporte,só para satisfazer a vontade de prefeitos e vereadores que querem fazer nome em cima da instituição,obrigando o policial a bater na porta de prefeitura com o pires na mão, ate quando vamos ficar reféns dessa situação de humilhação,na mão de pessoas que ñ tem condições nenhuma de estar afrente dessa instituição.O aumento da violência no nosso estado devemos agradecer a essa politica de segurança que estar falida a muito tempo.
Edenilton Marim inácio
março 11th, 2010 at 12:31
É muito fácil críticar e apontar as falhas dos outros(vê um cisco nos olhos dos outros, mas esquece do travessão que tem no seu) o difícil é apontar ou trazer a solução.
Deste já temos que apontar as soluções, e crer que é possivel mudar.
Todos sabemos qual é a saída, ou seja, através da educação, mudança de valores e outros princípios que foram esquecidos ou invertidos.
Afinal de conta os tão críticados “policiais”, são frutos da SOCIEDADE, pois se é corrupto, mal caráter, bandido e outras variantes é por que temos uma sociedade assim, ou será que o policial é extra-terrestre?
SD JESUS
março 11th, 2010 at 13:11
Caro Victor Fonseca,
Saudações miliciana!
Concordo em parte com sua explanação, porém Victor, o istrumento da auto-crítica deve ser utilizado pelo ser humano de forma indistinta, mas, quando se trata de uma instituição como a nossa que tem como conceito “formar” oficiais para comandar e “adestrar” praças para obedecerem seus comandos, cabe o entendimento de tranferência de responsabilidade a esses que se propõe servir como “espelho” a serem seguidos.
1. Cabe sim, ao governo adotar medidas preventivas com vistas a evitar que o seu braço armado sejam vitimados por conta da vunerabilidade a qual são expostos;
2. Cabe sim aos nossos comandantes “maiores” (30) coronéis, imporem à quaisquer governantes que assumam a chefia de um estado, o respeito à capacidade técnico-profissional daqueles que atuam como braço armado do governo com vistas à manutenção da ordem pública;
3. Cabe sim aos demais oficiais, demonstrarem aos coronéis das PMs, que quaisquer decisão em defesa da autonomia institucional serão de imediato respaldadas pelos mesmos, demonstrando coesão em torno de interesses comuns.
Dessa forma, dando bons exemplos, com certeza terão a sartisfação e respeito de seus “subalternos” (praças), aqueles que verdadeiramente fazem a segurança pública, aqueles que são os HOMENS DE PONTA, que convivem e sofrem cotidianamente com as “mazelas sociais e instituional.
Portanto Victor, não dar para conviver com tanto descaso em relação à segurança pública e se colocar como responsável direto ou indireto, quando a responsabilidade ou irresponsabilidade é de que se predispõe a conduzir os rumos de toda uma população hávidas de solução para os conflitos que assolam nossa sociedade…
RETROCEDER NUNCA, RENDER-SE JAMAIS!
Victor F. Fonseca
março 11th, 2010 at 15:49
JOABAS: Exatamente, a abordagem feita tem foco indistinto quanto a graus hierárquicos, a reflexão abrange todos.
SILVA JUNIOR: Sou contrário à personificação da instituição, ao meu ver a Polícia Militar é perfeita, imperfeitos são os homens e mulheres que integram as suas fileiras. Obviamente, devemos sempre buscar um mínimo de condições para execução do serviço, o que não deve ser desculpa para cruzar os braços à espera do ideal, que certamente nunca será alcançado. Na medida do possível, a intenção é que cada um dê seu máximo conscientemente, sem jamais sentir-se explorado.
EDILSON: Além do que já foi escrito acima, em relação à minha visão sobre a personificação da instituição, penso que um dos fatores que realmente levem ao “macete” seja a falta de fiscalização, a crença na impunidade, a certeza da estabilidade… Fatores diversos que fomentam o descompromisso. O remédio para isso são doses mais concentradas de JUSTIÇA, dando a quem de direito o que lhe é devido, ou seja, premiando os bons e castigando os maus, no melhor sentido da expressão. Aí sim os primeiros passos rumo a um destino melhor estariam sendo iniciados.
Victor F. Fonseca
março 11th, 2010 at 16:07
EDENILTON MARIM INÁCIO: Concordo com tudo que foi dito, e apesar de sabermos que somos reflexos de uma conjuntura generalizada de precariedade, isso não deve ser impedimento para a busca da nossa própria evolução.
SD JESUS: Não concordo tanto quando fala que os oficiais sejam formados para comandar e as praças adestradas para obedecerem… Apesar dessa ser uma das diretrizes do militarismo como um todo, por mais que as palavras pareçam pesadas, o que se percebe hoje em dia é a falha em ambos os processos, há comandantes incapazes de comandar e comandados incapazes de obedecer, o que cria um ambiente desfavorável ao progresso. Uma dúvida: trabalho no interioro, tenho noção de como as coisas funcionam na “roça”, mas tive uma dúvida na interpretação do “bater na porta com um pires na mão”, caso esteja se referindo a questões alimentares, inicialmente julgo como impertinente esse tipo de reclamação, afinal o auxílio alimentação está no contracheque de todos nós com valores iguais, não sendo obrigação de empresa ou prefeitura alguma fornecê-las, no máximo será uma cordialidade, que não vejo mal em ser aceita. Se a figura de linguagem for mais abrangente, desconsidere esta parte do comentário.
1- Quais as medidas que o Governo deve adotar para evitar que PMs sejam vitimados por conta da vulnerabilidade? Se for a formação de guarnições reforçadas, o fornecimento de equipamentos adequados para o serviço, sou a favor. Igualmente acho louváveis as iniciativas que facilitam o crédito da casa própria, se possível extendendo-se ainda à busca de facilitação para aquisição de arma própria, automóvel… Mas, para mim, isso NÃO É OBRIGAÇÃO do Estado, da corporação nem dos superiores. Educar policiais a evitarem ambientes inadequados é responsabilidade de quem? Já pensou, se voltassemos aos tempos em que policiais militares eram proibidos de circular à noite? Assim certamente poupariamos algumas vidas, mas é cabível? Ao que tudo indica, não.
2- Concordo, e por isso torço pelo esforço coletivo no sentido de fazermos com que se eleve o grau de estima, respeito e apreço dos governantes e da sociedade para com os policiais, e isso se dá justamente através da elevação das nossas capacidades técnico-profissionais, como você aí escreveu.
3- Se por acaso “respaldar decisões em defesa da autonomia institucional” for sinônimo de tolerar ações vingativas de extermínio, isso jamais será possível. Se a intenção for pregar a imparcialidade, presunção de inocência, impessoalidade, e tantos outros bons princípios, aí sim. Para mim, “Aqueles que verdadeiramente fazem a segurança pública” são TODOS, praças ou oficiais, administrativos ou operacionais, um precisa do outro inevitavelmente.
Joabas
março 11th, 2010 at 17:13
Hum.. como é que uma “instituição” ente abstrato faz autocrítica????
se alguém vier me dizer que é o governador.. ou os oficiais .. que é o comandante que deve fazer a autocrítica estará me afirmando que a PM não é formada por todos nós…
Gamal S. de Abreu
março 13th, 2010 at 0:20
Meu caro Vitor Fonseca, apraz-me inicialmente cumprimentá-lo.
Da análise do apontamento, verifico desde logo a pertinência do enunciado, contudo, há um grande equivoco de contextualização capaz de causar certo embaraço ao leitor menos atento – o que observei em algumas postagens – refiro-me, meu caro Vitor, ao fato de se analisar a instituição Polícia Militar isoladamente, como se fossemos capazes de cortarmos na própria carne e resolver sozinhos os nossos problemas, “nunca seremos”. A instituição Polícia Militar é apenas mais um órgão dentro da estrutura organizacional do estado (estrutura demasiadamente precária). O PM que dá bolo na escala de serviço não é pior do que aquele cara que se achando “esperto” fura a fila do banco, ou aquele que joga lixo pela janela do carro no meio da rua, quem sabe o playboyzinho que após uma noitada de álcool e drogas sai dirigindo a sua BMW a 150 Km/h pelas ruas até matar alguém. Infelizmente, meu caro Vitor, não somos policiais viciados, somos brasileiro desestruturados.
Já foi ai escrito que “somos o reflexo de uma conjuntura precária, mas isso não deve impedir a busca pela nossa evolução”, acredito que nesse ponto o debate atingiu o ápice. A questão é, COMO? A onde está o start para essa mudança? A resposta seria óbvia, na educação, diriam a maioria! Ocorre que a educação em nosso amado Brasil está entre as piores do mundo, comparáveis com a do Haiti, Papua Nova Guiné (é só pegar os índices da UNESCO). É bem verdade também, que esse cenário de desestruturação é atrativo a agentes (principalmente agentes políticos) inescrupulosos, eivados de interesses escusos que só fazem crescer o abismo social brasileiro, não há dúvidas que existe um sucateamento da mão-de-obra estatal (de modo geral, não somente restrito a policiais). Digo que o policial, a grosso modo, pode ser considerado um fiscal da Lei. Mas como ser fiscal da lei se ainda não aprendemos o que é a própria lei? Vejo colegas que ainda não tiveram a oportunidade de poder diferenciar a Constituição da República do Código de Trânsito! (alguém dúvida) A culpa é deles? Não, diria eu a você meu caro Vitor. Eu digo mais, a culpa esta na maior política pública vigente no Brasil contemporâneo, “a política do quanto pior melhor”.
Finalizo convicto de que não há como melhorar a nossa Polícia isoladamente, isso só acontecerá diante de um processo de maturação social integralizado. Não há melhor segurança pública sem avanços VERDADEIROS (o que não vem ocorrendo) em educação, saúde, qualidade de vida etc. Devemos esmorecer? NÃO! Nosso desafio só aumentou, não precisamos só melhorar a nossa Polícia, TEMOS que melhorar o nosso BRASIL!
Saudações…
Espero ter contribuído para com o debate…
marcopolo
março 13th, 2010 at 12:00
Auto-crítica? engraçado este discurso eu já vi em algum lugar, “não merecem nem o que ganha” segurança da minha família? minha segurança? eu que não busque zelar pela minha segurança, quantos colegas (praças) morreram e não tiveram a mínima resposta do estado, acredito que o macete é frruto da sensação de desamparo, quando iniciei minhas atividades como policial um velho praça mim disse:” nunca vi ninguém ser excluído por ser omisso, mas, por serem operacionais” fiquei revoltado com esta frase, porém (infelismente) hoje concordo com essa opinião.
Victor F. Fonseca
março 13th, 2010 at 18:26
MARCOPOLO, qual seria a resposta ideal do Estado diante da morte de um policial?
Você seria capaz de apresentar casos concretos de policiais que foram demitidos por serem “operacionais”?
marcopolo
março 13th, 2010 at 22:18
Caro Victor! Quando digo que o estado precisa dar uma resposta, refiro-me na busca dos assassinos e no amparo a família do policial, porém (lamentávelmente) vejo apenas discurso e pouca ação, quanto ao segundo questionamente de vossa senhoria não vou aqui citar nomes, pois seria deselegante e desrespeitoso com alguns colegas que passaram pelo vexame da demissão.
VIANA
março 13th, 2010 at 22:59
Caro Victor Fonseca, antes de interrogarmos: quem? em que condições foi morto? quem era ou quais eram seus costumes e suas companhias, devemos observar a representação institucional que aquele policial morto carregava. Independente dos defeitos ou virtudes profissionais, o soldado ou o coronel assassinado é parte de um corpo denomidado Estado, o qual existe abstratamente e materialmente em nós, com o propósito de regular a vida em sociedade. Quando esse ser torna-se fragilizado e desacreditado, talvez chegaremos ao caos social. Então, a conduta individual de determinado membro de uma instituição estatal deve ficar para um plano secundário prevalecendo sim, o caráter institucional que aquele agente trazia consigo.
jailson
março 14th, 2010 at 8:30
FICA FÁCIL FALAR DOS MORTOS E DEMITIDOS QUANDO ESTAMOS DE LONGE, SEM TERMOS EM NOSSA FAMILIA ALGUEM QUE JÁ PASSOU POR ESTES TRAUMAS.
OS MACETES EXISTEM E VÃO CONTINUAR, POR QUE EXISTEM VÁRIOS OFICIAIS ENCHENDO AS TURRAS DE DINHEIRO,PROMOÇÕES, ENQUANTO O VELHO PRACINHA COMBATE E MORRE
Victor F. Fonseca
março 14th, 2010 at 21:36
MARCOPOLO: Concordo plenamente com a necessidade da resposta nos termos que você escreveu, mas será que haveria como responsabilizar alguém ou um grupo específico pela atual ineficiência desses mecanismos? Ao meu ver, cada um de nós carrega parte dessa responsabilidade, em diferentes proporções.
VIANA: Observe que a sua visão se coaduna com o que foi apresentado em primeiro plano no texto: “no aspecto institucional, a morte de um dos seus integrantes sempre será vista como um enfraquecimento ao corpo”, mas sabe-se que excepcionalmente são detectados policiais que faleceram ou foram condenados em função do envolvimento com a criminalidade, seja de modo indireto, através de facilitações, deixando vazar informações, ou até ativamente durante prática de um delito. Há pessoas que, mesmo portando uma identificação policial, integram de fato a criminalidade; é triste, mas isso existe, você sabe.
JAILSON: ter o trauma de um morto ou demitido na família não é excludente de ilicitude, se houve injustiça, desproporcionalidade, ilegalidade, aí sim existem razões para se queixar.
Ah, generalizações de classes serão desprezadas na discussão.
anônimo
março 15th, 2010 at 16:24
Para “Víctor F. Fonseca”.
Percebe-se claramente que você só pode ser oficial, não pelo uso correto da dialética, mas pela contextualização do assunto em lide e o imediato e oportuno asseveramento aos comentários dos demais participantes deste blog… diga-se de passagem, houve interpelações de sua parte, em quase todas as colocações aquí postadas. O tema aqui debatido é parte intrínseca da Segurança Pública, e como tal, tem assunto prá mais de metro a ser discutido. Mas, gostatíamos que ao final, esses debates não se restringisse em sofisma, e chegassem a produzir bons frutos… dizer que esta ou aquela instituição é perfeita, é balela, é o mesmo que querer tapar o sol com a peneira; Atualmente, o que se discute aqui e alí, é a imperiosa necessidade de valorizar a atividade policial militar, tão esquecida ao longo das décadas, seja no que se refere a melhorias salariais ou um melhor reequipamento da frota veicular, armamentos e equipamentos para o seu dia a dia, agora afirmar que determinado policial militar está ganhando muito pelo que faz, é o mesmo que questionar: será todos os policiais militares do Distrito Federal merecem ganhar o que ganham, atualmente????? Isto, perante à real situação em que vivemos, não seria uma grande afronta????? Em que os PMDF são melhores do que as outras PPMM, fora a localização geográfica e cor da farda????? Todos sabemos que a sistemática das coisas nada mais é que uma via de mão dupla, veja como exemplo, a PCDF, não se ouve falar nela, também com um salário que seus integrantes recebem, falar o quê????? O mesmo ocorre com os integrantes da PF e da PRF, recebem mensalmente, salários polposos, eles têm mais é que trabalhar mesmo. Não que eu seja a favor de greves, piquetes, passeatas, sabotagens, trotes, e outros artifícios não condizentes com a nossa profissão, também pelo fato de tais recursos serem a nos proibidos pela CF. O que nos faltam é a inteligência e união para percorremos outros caminhos lícitos para fazer valer nossa importância, objetivando assim, a nossa valorização, especialmente em termos salariais… um desses caminhos é sem dúvida o aperfeiçoamento/qualificação almejando alcançar o verdadeiro profissionalismo, e isto só se consegue, através dos estudos. Enquanto isso não acontecer, vamos tirar o nosso tempo na caserna, vamos para a inatividade e nada vai mudar, vamos continuar reclamando, chorando pelos cantos, promvendo calorosos debates, com muitas das vezes, policiais militares denegrindo a honra e a moral de colegas de farda; PM menosprezando a co-irmã PC, e vice-versa ( sob a alegação de que uma insttituição é melhor que a outra ), o que ao final, não nos leva a nada… enquanto isso, nossos governantes deitam e rolam, pois é justamente isso que eles mais querem: A NOSSA SEGREGAÇÃO e a consequente rivalidade entre nós mesmos,… e eles estão conseguindo. Abraços a todos os GUERREIROS POLICIAIS MILITARES DO BRASIL. Que DEUS nos abençõe.
anônimo
março 15th, 2010 at 16:43
Já ouvia-se dizer nos idos anos 1.970 e 1.980, POLÍCIA MILITAR não faz GREVE, faz REVOLUÇÃO. Esta assertiva pode ter duplo sentido: ( positiva e negativa );
1-o de que dada à sua natureza organizacional e funcional, não se admite a PM fazer GREVE, por isso, se for para tomar uma medida mais drástica, que seja para pegar em arma e fazer a coisa certa;
b-o de que poderá estar incitando à baderna, a anarquia, ou seja, poderá haver deturpação do real objetivo do movimento, por algum de seus integrantes.
Victor F. Fonseca
março 16th, 2010 at 19:55
ANÔNIMO: Não sou oficial, além do texto estar devidamente assinado, sem ocultação da identidade, há uma breve descrição minha na seção Colaboradores da página. Os únicos resquícios detectados da segregação, que você enfatiza em letras maíusculas, ao meu ver, estão justamente na sua postagem e na de Jailson. Em relação a comparativos com o Distrito Federal, tenho pouco conhecimento sobre a aprovação, produtividade, respeitabilidade, ou seja lá qual indicador se queira usar para mensurar o merecimento dos policiais civis e militares que lá trabalham. Mas saiba que, francamente, concordo com a maior parte do teor do seu texto, e confio no seu engajamento profissional, pelas palavras que aí escreveu.
ANÔNIMO 2: Considero atos extremos visando a tomada do poder algo aparentemente distante da conjuntura em que vivemos atualmente, me parece mais condizente a o incentivo à aprovação da PEC ou a realização de movimentos amparados pela legalidade.
SGT SOARES R/R (GRAÇAS A DEUS).
junho 5th, 2010 at 10:04
CAROS AMIGOS, MILICIANOS:
AOS OLHOS DA FÉ CRISTÃ, É O DIABO Q/ESTÁ NO COMANDO.
AOS OLHOS SECÚLAR, A CULPA É DAS PRAÇAS, PORQUE É A MAIORIA, E NÃO SÃO ORGANIZADOS, E DOS OFICIAIS Q/É UM BANDO DE ALOPRADAS.
TANTA GENTE DE FORMAÇÃO SUPERIOR C/VÁRIOS CURSOS, E AINDA NÃO VI UMA (51), BOA ÍDEIA.
A IDEIA É A SEGUINTE: IMPLANTAR A TOLERANCIA “O”, COMO FOI FEITO E NOVA YORK, PELO O PREFEITO RUDOLPH GIULIANI (RUDY).
CONCORDO C/O SGT ADORNO (r/r), EM LANÇARMOS UM POLICIAL CANDIDATO A PRESIDENCIA DA REPUBLICA, NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES.
ENQUANTO ISTO NÃO VEM, SUGIRO UMA PARALIZAÇÃO NACIONAL, 1º DE 48HORAS, SE ELES NÃO LEVAREN FÉ, VAI DOBRANDO PARA 96HORAS E ASSIM POR DIANTE. TEMOS QUE RADICALIZAR OU NÃO VAMOS GANHAR NADA.
QUEM NÃO CHORA NÃO MAMA, (DISSE O GOV. J. WAGNER-BA).
SGT SOARES (r/r – graças a Deus).