Especial Armas de Fogo – O Coldre

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Senhoras e senhores entusiastas do Especial Armas de Fogo (que por demandas outras não pôde ser publicado na semana que passou), hoje vamos tratar de um assunto polêmico, daqueles que geram fervorosas discussões, com carência de consensos principalmente pela falta de estudos produzidos sobre o tema. Afinal, qual o coldre ideal para se utilizar na atividade policial?

Antes de tudo, é preciso observar o que queremos num coldre. Quais são as características indispensáveis que ele deve possuir? Basicamente, podemos elencar os três aspectos abaixo:

Facilidade de Saque

Um bom coldre deve dar boas condições para o atirador sacar a arma de maneira rápida e precisa. Se o usuário da arma de fogo precisar usar mais que uma mão para fazê-lo, provavelmente o coldre em questão não favorecerá sua atuação no combate armado, onde frações de segundo são definitivos.

Proteção do Armamento

O coldre deve proteger o armamento, em dois sentidos: proteger das intempéries, já que a atividade policial por vezes obriga o profissional a se expor ao sol, chuva, lama, areia etc. E deve também proteger a arma de quem tente desapossar o policial dela. Assim, o bom coldre é aquele que dá facilidades de saque ao policial e dificuldades aos que tentem tomar o armamento – inclusive protegendo-o de quedas.

Conforto ao atirador

O coldre deve deixar o atirador se sentir como se não estivesse portando arma – salvo, é claro, a postura psicológica exigível daqueles que estão na posse de qualquer armamento. Quanto menos o peso e o volume da arma for transferido para o corpo do atirador, melhor.

* * *

Convencionais, Táticos e Ocultos

Os modelos de coldre, e os critérios para escolhê-lo, variam conforme o objetivo a ser alcançado pelo usuário. A maioria dos policiais compram coldres para utilizar ostensivamente, no dia-a-dia da atividade policial. Para este fim, coldres de nylon e couro são os mais comuns. Observe-se que cada força policial brasileira tem peculiaridades em relação à aquisição deste equipamento, indo daquelas que não permitem ao policial o uso de coldres particulares, diferentes dos fornecidos pela corporação, até as que permitem o uso de qualquer tipo de coldre, conforme as opções pessoais dos policiais.

Os coldres táticos, geralmente feitos de polímero, são melhores acabados e projetados. Possuem travas mais confiáveis e dinâmicas, além de acondicionarem o armamento levando em conta todas as suas saliências – por isso coldres táticos são fabricados para armas específicas. São equipamentos mais caros, mas feitos para aqueles que não querem correr o risco de errar um saque, algo fatal para uma atuação tática, principalmente de uma força especial.

Por fim, existem aqueles coldres fabricados para ocultar a arma no corpo do atirador. Modelos para tornozelos, tórax e axilas são mais comuns, e devem ser o mais discretos possíveis, já que pretendem servir a policiais à paisana, ou mesmo como “back-up” numa ação policial.

Não podemos esquecer que o uso de determinado tipo de coldre deve ser uma escolha pessoal, sendo completamente anti-técnico que uma força policial obrigue seus homens a utilizar determinado tipo de equipamento. A compleição física, a força, tamanho da mão e dos braços são alguns dos aspectos a se considerar no momento de escolher um coldre. Obviamente, a uniformização, no caso das polícias militares, deve ser respeitada, mas consideremos que quase nada no serviço policial é ordem unida. A vida de cada PM, neste caso, é o valor a se considerar.

Sugiro aos leitores que testem seus coldres – de cintura, de perna ou qualquer outro – antes de defini-los como ideal para o serviço. Simule os obstáculos e situações que poderá enfrentar, e lembre que quanto mais você usar e treinar com seu coldre, e se acostumar com ele, mais ele passará a “fazer parte” do seu corpo. É por uma questão de vida ou morte.

Especial Armas de FogoO Especial Armas de Fogo é uma série de posts publicados sempre nas terças-feiras, tratando do mundo das armas de fogo e do tiro policial. Caso você tenha sugestões, mande um email para abordagempolicial@gmail.com

Comments

  1. Por Victor F. Fonseca

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  2. Por Martins

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  3. Por john doe

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  4. Por cussat

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