O efetivo das polícias brasileiras – militares e civis 
Pena de presos que lêem livros é reduzida em penitenciária 
Especialistas da saúde pedem descriminalização das drogas ao STF 
Quando nós, policiais, falamos em eleições, nos interessa logo saber as propostas dos candidatos para a questão salarial e algo um tanto genérico que chamamos de "condições de trabalho". Essa natural obsessão por saber o que se fará, diretamente, para a mudança de nossas vidas – algo que ocorre também em outras carreiras públicas – nos faz cometer um erro estratégico enorme, no que diz respeito ao alcance daqueles objetivos. Minha tese é: devemos cobrar e votar pela segurança pública, e não APENAS pela polícia, dado que somos uma parte do problema a ser resolvido, uma das essenciais, mas apenas uma parte. Confesso que fico um tanto invejoso das intervenções que algumas organizações de classe fazem em questões de alta repercussão, como a Ordem dos Advogados do Brasil. A OAB certamente é um ícone de entidade que, para além dos interesses meramente classistas, entendeu que pode e deve ter um papel fundamental nas discussões locais e nacionais que se referem a direito e justiça. A Ordem é respeitada e tem poder de voto e veto em questões cruciais que definem a trajetória do país. Ressalvadas as características administrativas próprias da OAB, sua história e composição, me pergunto por que os policiais brasileiros não possuem entidades com tamanho gabarito e credibilidade. Longe de mim defender a criação duma Ordem dos Policiais Brasileiros – somos muitos, exercendo funções distintas, e com peculiaridades que variam de acordo com a instituição a que pertencemos. Por ora, defendo entidades locais fortes, opinativas, preocupadas com a segurança pública, mas sempre traçando as perspectivas de intervenção pautadas na visão policial que representa. (mais…)
Como anda o banco de dados brasileiro com DNA de criminosos? 
Os sistemas para detecção de disparo de arma de fogo 
O escritor inglês de The Doors of Perception (As Portas da Percepção), Aldous Huxley, afirmava que "Parece extremamente improvável que a humanidade, de um modo geral, jamais seja capaz de passar sem Paraísos Artificiais." A afirmação de Huxley parece bem atual e contextualizada com a escalada desenfreada da humanidade em busca desses "paraísos artificiais", sejam eles caracterizados culturalmente como lícitos ou ilícitos. O grande flagelo humano é que, na busca de abrir as portas da percepção, perde-se o controle, e abre-se na verdade uma espécie de "Caixa de Pandora", libertando-se todos os males íntimos, muitas vezes expressos em violências de todos os matizes, na desagregação da família, nas doenças da alma que encharcam a nossa selva de pedras social. É desta forma que o pretendido "Paraíso" acaba por se transformar em "Inferno" com adornos e facetas que nem mesmo Dante Alighieri na sua "Divina Comédia", ousou descrever. Alguns dos dados e fatos que mais chamam a atenção com relação ao mundo das drogas é que a maioria dos usuários e daqueles que estão diretamente ligados ao movimentado e brutal mundo do tráfico, são adolescentes e jovens, sem nenhuma perspectiva de futuro, a não ser os horrores das casas de acolhimentos de menores, a convivência diária com a guerra das facções, o confronto com as forças policiais, até o dia fatal, onde o seu corpo será fotografado com uma tarja no rosto e o seu nome será escrito apenas pelas iniciais... ("Olha ai, o meu guri..." – Chico Buarque) (mais…)