O atendimento policial ao cidadão

Nosso blog acabou se tornando uma referência para tirar quaisquer dúvidas de cunho policial, de modo que até mesmo denúncias e reclamações chegam constantemente em nossa caixa de email. Abaixo, um exemplo:

“Gostaria de saber aonde reclamo quando sou coagida ou tratada de forma desrespeitosa por um policial civil ou militar, no meu caso fui destratada por um escrivão (policial civil) não consegui obter informações em nenhum site e fiquei muito triste e constrangida com o tratamento, me senti completamente sem ação, uma situação lamentável, pois nos pedem para registrar a ocorrência para que possam monitorar e melhorar os serviços prestados a região, no entanto registrar um boletim de ocorrência é pior do que ser assaltado, porque não somos tratados com o mínimo de respeito e dignidade, tive até que escutar desse escrivão que “se o meu marido não estava dando conta, porque eu estava estressada”, um absurdo tudo isso somente porque solicitei o boletim para ler antes de assinar, pois nem sequer o roubo dos meus documentos o escrivão tinha informado, isso depois de aguardar 6 horas para registrar a ocorrência. Ficarei extramamente grata se puder me ajudar, pois acho que da mesma forma que é exigido respeito aos policiais é nosso direito como cidadão ser tratado com respeito e dignidade, acredito que devem ser fiscalizados tanto policiais quanto cidadãos.” (sic)

A leitora acima trouxe um exemplo lamentável de abuso policial cometido contra quem já era vítima, e esperava o mínimo de cordialidade e sensibilização por parte daqueles que ganham para servir o cidadão. Em dois procedimentos fatos do tipo podem ocorrer: na abordagem policial, geralmente realizada pelas polícias militares, e no atendimento realizado em delegacias de polícia, pelas polícias civis, que registram as ocorrências policiais.

Primeiro é preciso dizer que as polícias brasileiras dificilmente treinam seus homens especificamente para o atendimento ao público. Não há padronização de tratamento, como se vê numa organização privada, em que todos os clientes são tratados por “senhor” ou “senhora”, em que os termos “pois não” ou “obrigado” tem momentos certos para serem proferidos. Os policiais que dispensam o tratamento cortês ao cidadão o fazem por iniciativa própria, por índole ou intuição de que aquele é o melhor jeito de se tratar uma pessoa vítima de um crime, por exemplo. Nas academias, estas questões são tratadas de modo difuso em matérias como Direitos Humanos, Gerenciamento de Crises etc.

Ao mesmo tempo, no caso das delegacias de polícia, o policial é submetido a condições inóspitas de trabalho, tendo que se preocupar com presos na carceragem e muitas vezes sem qualquer condição de higiene nem equipamento. Dificilmente as delegacias possuem condicionadores de ar, as impressoras não funcionam, os banheiros não têm manutenção e a carga de atendimentos supera a quantidade de agentes.

Todas essas questões repercutem no tratamento do policial com o cidadão, que acaba sendo a grande vítima da omissão do Estado. Aqui a palavra “vítima” deve ser lida de modo não tão superficial, pois pensemos também que o desgaste da relação policial x cidadão leva ao distanciamento e desconfiança, de modo que descobrir crimes, aplicar ações preventivas e agir em parceria fica cada vez mais difícil, pois o principal insumo da eficiência policial, a informação, fica escassa quando a comunidade não se dispõe a ajudar.

É preciso pensar em soluções para este problema, que é a primeira impressão do cidadão que tenta se relacionar com a polícia. As delegacias precisam de assistentes sociais formadas, que trabalhem em parceria com policiais que realizem atendimentos dignos. Talvez até mesmo atendentes que não sejam policiais, mas que possam realizar o registro das ocorrências de maneira cortês com o cidadão, um serviço pouco complexo, de modo que os policiais civis se dediquem mais a sua missão precípua: investigar. Nesse sentido, alguns avanços tecnológicos podem ajudar, como o serviço de atendimento por senhas, similar aos utilizados na maioria dos bancos hoje.

A necessidade dessas ações não torna menos obrigatório o respeito dos policiais com os cidadãos. Pensar que seu pai, mãe, filho ou qualquer ente querido pode precisar do serviço policial um dia é uma boa estratégia para reconhecer o quanto os cidadãos merecem tratamento digno.

Foto: Manu Dias


Autor: - Tenente da Polícia Militar da Bahia, associado ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública e graduando em Filosofia pela UEFS-BA. | Contato: abordagempolicial@gmail.com





23 Comentários

  • Oziel
    3 nov 2010 | Permalink |

    Dizer a uma vítima que está há seis horas aguardando para fazer um BO – o qual dificilmente fará alguma diferença senão para estatística – se por acaso “o marido não está dando conta” não é falta de treinamento, e sim falta de educação, daquela que se aprende em casa desde criança. Não é com cursos de técnicas para atendimento ao cliente que se resolverá o problema.
    A polícia que fracassa em impedir a ocorrência deve ter pelo menos a sensibilidade de tratar o cidadão com dignidade quando for registrá-la.

  • antonio
    3 nov 2010 | Permalink |

    Com algumas exceções, o cidadão comum, no momento em que mais precisa do SERVIDOR PÚBLICO, seja de qualquer órgão ( municipal, estadual e/ou federal ), não é bem atendido. Todos nós, ou já fomos vítimas quando éramos civis, ou conhecemos alguém que já o foi.
    Doe muito em nós, quando recebemos reclamações de pessoas de bem que foram mal atendidas, mal tratadas ou até mesmo agredidas por colegas de farda, mal educados e truculentos.
    Em conversa com colegas da P/5, de minha unidade, fiquei estupefato ao saber do elevado número de reclamações que aquela seção recebe em desfavor de colegas, por deixarem de fazer aquilo que é puramente seu dever de ofício. O pior é que, via de regra, tornam-se objeto de apuração sumária. Isso nos dá a real dimensão do despreparo de alguns milicianos no relacionamento com o público externo. É triste, mas é a nossa realidade.

  • Baresi
    3 nov 2010 | Permalink |

    Essa é a policia que nós temos….. Infeizmente esses “policiais” descontam na população seu descontentamento com o governo (baixa remuneraçao e estrutura zero).

  • ACE
    3 nov 2010 | Permalink |

    A nossa profissão, por si só já é discriminada.
    Quando o cidadão nos procura, quase sempre é por necessidade… ele está precisando de nossa ajuda. Sob pena de, após satisfeitas suas necessidades ele nos esquecer e até nos ignorar.
    Se, e quando, mesmo extrapolando em nossas atitudes e horários em benefício do cidadão, às vezes não recebemos sequer um OBRIGADO, um aperto de mão, um tapinha nas costas ou simplesmente um sorriso. Agora imaginem, as consequências que poderão advir, se por qualquer motivo, por mais justificável que seja, deixarmos de prestar um atendimento à altura, tendo aquele mesmo cidadão como vítima ou mero solicitante?? Com certeza “o mundo todo” vai desabar sobre nossas cabeças.
    Talvez devido à esta sensação de falta de reconhecimento e desvalorização por alguns segmentos da sociedade, muitos de nós sejam levados, INVOLUNTÁRIO e INCONSCIENTEMENTE a essas atitudes descompromissadas. Não havendo o total comprometimento para o bem comum, limitando-se a fazer apenas o conhecido “arroz com feijão”.

  • ACE
    3 nov 2010 | Permalink |

    Corrijam por favor: Onde está INVOLUNTÁRIO, troque por INVOLUNTÁRIA.

  • Anônimo
    3 nov 2010 | Permalink |

    O policial quando está perto incomoda, quando está longe faz falta.
    Mas que sociedade mais ingrata. !
    E sem querer comparar …, mas a polícia é que nem a presença de Deus, as pessoas só lembram quando estão em apuros.
    Um abraços a todos os sofridos, injustiçados e maltratados policiais pela sociedade hipócrita e cheia de preconceitos.
    Pessoas que criticam com veemência a polícia talvez sejam frustradas por não terem condições de fazer parte das fileiras da polícia civil, bombeiros e policia militar.

  • Jackson Soares - Sgt. R/R
    4 nov 2010 | Permalink |

    BOM DIA:
    1º) GOSTARIA DE SABER, EM QUE ESTADO DA FEDERAÇÃO VOCÊS ESTÃO FALANDO DESTE TAL, ATENDIMENTO POLICIAL AO CIDADÃO.
    2º) ENQUANTO NÃO SAIR A PEC-300 OU UM PISO NACIONAL DIGNO PARA AS POLICIAS (PCs, PMs e BMs), E UM SISTEMA DE SEGURANÇA “TOLERÂNCIA ZERO”, NÃO TEM CIDADÃO CERTO. SE ELES QUE ESTÃO COM O COFRE E A CHAVE DO CORFER, NÃO LIGAM P/A SEGURANÇA PUB., COMO OS POLICIAIS VÃO LIGAR P/O POVO. PURA IPOCRISIA. SEM FALAR NO COMBATE A CORRUPÇÃO, PRINCIPALMENTE DOS POLITICOS.
    COMO DIZ AQUI NA BAHIA: “QUEM VIVE DE CHEIRO É BOTICÁRIO”. É CHEIRO MOLE.

  • Anônimo
    4 nov 2010 | Permalink |

    E a tal Paulista que agiu de forma preconceituosa com os nordestinos?, afinal qual é o paulista que não tem na veia o sangue de nordestino?, todos os paulistas tem algum parente:, pai, mãe, avô avó e etc.
    A pergunta que não quer se calar …, e os Direitos Humanos?, será que os nordestinos não são humanos?, onde estão eles agora pra defender os nordestinos?, agora se fosse um policial!!, aí sim, o coitado seria caçado insensantamente, seria exacrado até a morte, seria expulso da corporação, ou até quem sabe posto em uma cadeira eletrica no Brasil, ou na forca, ou fuzilado. E os Direitos Humanos (dos marginais) que certamente buscariam a aprovação da pena de morte no Brasil por causa de um suposto ato de um policial.
    Cadê os Direitos Humanos dos nordestinos????

  • Ewerton Monteiro "Cab's"
    5 nov 2010 | Permalink |

    Acho imperativo o artigo, de total acuidade, creio que estamos aqui para isso, relatar, denunciar, propor, ensinar e aprender… É de suma importância que nos façamos ouvidos, se não quem saberá o que passamos o que almejamos?

    A luta por melhores salários é digna, justa, correta, sei que é também árdua, inglória e com baixas… Todavia não pode ser esmorecida, só que não serão só altos e dignos salários que farão a diferença, como foi bem explicitado precisamos de dignidade para viver e trabalhar, locais insalubres, e indignos não podem fazer mais parte das nossas forças e isso vale para as duas como também para nossos “clientes” a sociedade clama por isso, nos também.

    Antes de sermos policiais somos servidores públicos e como tais devemos nos portar, tratar um cidadão desta forma pelo fato de estarmos com problemas em casa ou no trabalho e ainda por termos baixos salários não justifica. Claro, o estresse do dia-dia da rotina das mazelas e etc. é desgastante, mas temos que ter a ciência de que somos servidores públicos, como toda a pompa e peculiaridades que o cargo nos confere, deveríamos ser bem ensinados nos cursos de formação o que significa ser um servidor tanto na acepção da palavra como no seu conceito pratico. Claro que a máxima que impera nos quartéis de que “você esta aqui por que quer” “você não foi chamado, você veio” não cola mais, óbvio, estamos onde quer que estejamos pelo simples fato de sermos concursados e de que como brasileiro (e suas minúcias…) temos o direito e podemos ser… Todavia, temos também que nos pautar pelos princípios da administração publica, pelos princípios da ética da moral e pelos bons costumes adstritos das nossas casas… Cursos de formação e academias não “muda” personalidade de ninguém, o filtro deve ser passado por outros meandros, todavia ensinar o que se pede o que se pode o que se usa é obrigação; e cobrar, reprimir também, mas claro tudo isso atrelado a condições de todos os ângulos que devem ser dada.

    Fico muito triste com situações e de outras ordens (‘miação’, ‘propinação’, ladroagem, espancamentos…) como estas ai relatadas, acho que se a sociedade ficar contra nos ai é que nossa causa se perde de vez, por isso devemos trazer a sociedade para nosso lado, temos que mostrar a ela quem somos como vivemos e nossas dificuldades é dela também, pois a atinge, é uma coisa só, nos apenas sofremos primeiro; agir de forma contraria é burrice.

    Danilo, mais uma vez parabéns, acho que foi preciso e ‘caceterio’ no que disse; suas sugestões (no que concerne ao atendimento primário nas Depol entre outros…) foram também ótimas e vossa senhoria deveria repassá-las de forma que cheguem a alguém, pois não é possível que esse povo de lá de cima não saiba que isso acontece e que não vejam soluções para tal.

    Minha humilde opinião!

    Abraços!

  • oziel
    6 nov 2010 | Permalink |

    os órgãos públicos tem um codigo de etica que rege seus servidores, portanto o tratamento indigno deve ser comunicado aos superiores deste agente público ou a secretaria a qual este é subordinado.

  • oziel liberato
    6 nov 2010 | Permalink |

    os órgãos públicos tem um codigo de etica que rege seus servidores, portanto o tratamento indigno deve ser comunicado aos superiores deste agente público ou a secretaria a qual este é subordinado.
    O procedimento administrativo é que definirá se houve transgressão ou não ou se o procedimento do agente ocorrera de forma dolosa ou culposa, ou se presumidamente correto. o que não pode ocorrer é que fatos sejam debatidos junto ao povo, sem a devida apuração, gerando mau estar tanto para o cidadão, quanto para os servidores que respeitam o público e sofrem por estes casos ainda que isolados, prejudiciais à sociedade.

  • cavalcante
    6 nov 2010 | Permalink |

    Tratar as pessoas com eduação não uma questão de dinheiro e sim de formação.Penso que quando uma pessoa não esta contente com o que faz saia vá trabalhar em outra atividade,mas não fique descontando nas pessoas suas frustações.

  • Dalila Lacerda
    7 nov 2010 | Permalink |

    Concordo plenamente com Cavalcante… Educação vem de berço… quem é educado é e ponto… Se existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: é a educação que vem de família, ensinada em casa, baseada em princípios de convivência em grupo, respeito ao próximo e cordialidade. Essa educação é um dom que vai muito além de saber usar corretamente os talheres e tem uma abrangência bem maior do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

    Falo daquele educação que vem de dentro, que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações em diversas situações. É uma educação desobrigada. Profissionalmente, nada muda…

    Não encontra-se satisfeito… pede pra sair 02. =)

  • anônimo
    9 nov 2010 | Permalink |

    A polícia é o reflexo da sociedade em que vivemos!

  • Anonimo
    20 nov 2010 | Permalink |

    Fico me perguntando,sera que se nossas Delegacias e nossas Viaturas POliciais, tivessem filmadoras, como as norte-americanas, sera que esta senhora seria a vitima ou autora. Uma vez eu vi um comentario de um sociologo, que disse que se nossas viaturas e DElegacias tivessem filmadoras, 60% de nossa população teria prontuario ou estaria respondendo na Justiça. Porque isso, simples nos somos descendentes de degradados politicos e bandidos de Portugal, nao venham com este papo de que os policiais sao mal-educados, a nossa população, de onde nos fomos escolhidos e que mal-educada, somos chamados de cachorro do governo, pao-molhado e etc…. Nos respeitem e asssim serao respeitados.

  • 30 nov 2010 | Permalink |

    A culpa são dos políticos do Brasil. e um vergonha os salários dos Policiais, os policiais tinha que ganhar no mínimos 30% do Deputado. ai a sociedade tem que cobrar e dos políticos. e não da segurança publica.

  • Jose Alexandre Martins
    13 dez 2010 | Permalink |

    Quando um cidadão é agredido fisicamente ou moralmente, e liga para 190 pedindo uma viatura para fazer uma ocorrência no local. Ele tem que se dirigir a uma delegacia civil?

  • Solange
    18 dez 2010 | Permalink |

    Acontece q o cidadão já entra em contato com a policia (PM e Civil) nos tratando com arrogância, achando q devemos fazer suas vontades qdo e da maneira q querem. Nos tratam como lixos, e por mais q vc faça sempre vai deixar a desejar.

  • Rodnei C. Medeiros
    31 jan 2011 | Permalink |

    É incrível como funciona: uma pessoa diz que foi mal tratada em uma DP e pronto: enxurradas de comentários contra o policial. Gostei apenas do comentário da Solange. Realmente, muitos chegam na DP querendo nos culpar porque foram vítimas. Em alguns casos até dá pra entender. Uma vítima de assalto, furto em residência ou algo pior tem que ter um tratamento especial e deixar reclamar até para desabafar. Mas a grande maioria dos registros feitos numa delegacia nada tem a ver com o nosso trabalho. E são as pessoas que mais reclamam e enchem o saco. Essa que é a verdade. Procuro atender bem a todos (até porque já fui vítima de mal atendimento antes de ser policial e senti na pele), mas tem hora que vc tem que se impor, senão vira bagunça. O policial representa o Estado naquele momento e a lei e a ordem têm que ser cumpridas. Depois é fácil dizer que o policial tratou mal, mas essa vítima não conta o que fez ou falou antes. A questão da câmera sempre fui a favor, até porque seria uma forma de nos defendermos contra essas “vítimas”, pois quem não deve não teme.
    Enfim, só acho que, com raras excessões, toda estória tem dois lados.

  • P.C. Menezes
    4 fev 2011 | Permalink |

    Exerço a função de comissário aqui em Rondônia, e nosso serviço principal é fazer os BO’s, entre outros, porém, ao fazê-lo, leio todinho para o cidadão, que poderá acrescentar ou retirar do que foi elaborado, para que fique de acordo com o que aconteceu. Também, nesses casos, a recíproca é verdadeira, já recebi, raras vezes, pessoas ignorantes e desequilibradas, querendo fazer da delegacia, o esgoto de sua casa. Aí é que entra o diferencial, com calma e autoridade, se contorna a situação.

  • 4 mar 2011 | Permalink |

    oi estou com um problema com uma ligação via celular esta aborrecendo sou casado tenho três filho tem um engraçadinho mandando mensagem para o celular da minha esposa eu acho que o cara é um piscicopata pois não para de mandar mensagem já falei com ele por telefone nada adiantou agora peso ajuda policial cheguei a um ponto final tentei rastreia ele não com-sigo tenta me ajudar numero do celular é +551281794732 me ajuda

  • Cláudio Roberto
    13 abr 2011 | Permalink |

    Que dureza caros cidadãos tantas situações ruins em nosso cotidiano. Eu gosto muito das polícias aqui em Minas Gerais. Porém acredito na necessidade de uma reforma, unificando a Polícia Militar e Civil do Estado com as Guardas Municipais e de agentes de Trânsito para uma melhor atuação de todos e aumento salarial. o que vejo é insatisfação no sentido de que alguns policiais que já ví por aí estavam com a aparência de mal-humorados, você olha para seus rostos e eles não gostam disso. Acredito que isso é fruto de uma sociedade que não a valoriza, só na hora que precisa e nos outros momentos nem se preocupa com a presença deles. Eu ao contrário, confio na sua segurança pública e acho valoroso a presença de policiais quando estou por perto. Tenho certeza que já passou da hora desse país mudar de verdade, não a hipocrisia de propaganda política do PT. Precisamos de mudanças de verdade como leis penais mais duras, educação básica de qualidade, fim da pobreza e injustiças sociais. Também acabar com os abusos do poder em geral. Cadê os políticos que estão fazendo isso? Manifestem-se em Brasília por favor. Indignem-se com a lambança que esse país está na segurança pública. Vamos melhorar o salário dos policiais, professores, servidores da saúde. Por favor e Deus os abençoe sempre.

  • 26 fev 2013 | Permalink |

    so sei que o policial reclama de barriga cheia,se não gosta do seu trabalho pede pra sair…

    não é que o povo, não goste do policial, é que o policial matar bandido ,gente inocente,estupra,roupa,etc.e na maoria das vezes nada acontece…

    na maioria das vezes o cidadão chama a policia em certos casos, é porque o cidadão não tem carta branca como vcs tem,pra matar…

    na verdade tem que ter respeito dos dois lado,tanto da parte do policial como da parte do cidadão,pois o policial depende da gente e a gente de pente do policial…

    mais aqui pra nós as forças auxiliares estão uma merda mesmo,só quem faz parte dessa unidade é que sabe…

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