
Os mandamentos capitalistas são claros, e determinam a competição, custe o que custar, onde a felicidade e a satisfação estão presentes na vitória sobre o outro, na disputa pela hegemonia no mercado. É difícil fugir culturalmente deste paradigma, e na segurança pública brasileira não é raro se ver tal disputa mercadológica, onde poderes, autoridades e competências são os lucros cobiçados pelas vaidades.
Policiais civis contra policiais militares, PM’s contra guardas municipais, GM’s contra PM’s etc. A lógica da competição capitalista acaba sendo transferida para as atividades policiais, e boicotes, indisposições e intrigas acabam ocorrendo.
Os policiais militares reclamam da atuação ostensiva dos policiais civis, estes reclamam da tentativa das PM’s em lavrar termos circunstanciados. Os guardas municipais se esforçam para mostrar despreparo nos PM’s, estes menosprezam o trabalho das Guardas.
Há quem veja como solução para essas refregas a união desses conflitos em um só lugar, numa só corporação. Imagino cada grupo querendo impor sua dinâmica no âmbito do conglomerado corporativo, independentemente do que legalmente estiver decidido. Parece-me que tal medida corresponde a uma reação química explosiva e incontrolável.
O soldado de polícia que se ressente pela notoriedade ou expansão dos serviços de um policial civil ou guarda municipal, ou o guarda municipal que se vê diminuído ou exaltado pelo trabalho de outra corporação não está menos errado que os políticos que cotidianamente são pegos em posturas de privatização da coisa pública.
No final, o cidadão, a sociedade paga o preço das vaidades e competições infundadas. Em vez de esperar que a lógica capitalista deixe de nos impor sua cultura perversa de disputa, precisamos tornar as corporações policiais menos dependentes umas das outras, mas imbuindo o conceito de integração quando for imprescindível. É fundamental entender que a diferença nas designações corporativas (PC, PM ou GM) é insignificante próxima ao papel social de cada uma dessas instituições.
Já temos muitos oponentes externos para nos digladiarmos internamente.
Autor: Danillo Ferreira - Tenente da Polícia Militar da Bahia, associado ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública e graduando em Filosofia pela UEFS-BA. | Contato: abordagempolicial@gmail.com















58 Comentários
Eu fico pensando, a quem pode interessar essas picuinhas, brigas entre corporações, quem é melhor, quem pode mais, quem faz melhor?
O mais engraçado disso tudo é que tá cheio de militar aposentado querendo ser comandante das guardas municipais! Porque não fica quietinho aproveitando a aposentadoria.
Nós não somos militares, e por mais que sejamos organizados e hierarquicos para manter uma disciplina institucional, não somos obrigados a receber ordens e humilhações de uma cultura bronca e ineficaz.
A guarda municipal tem um papel importante a cumprir na sociedade, e deve focar seus esforços para tal. Deixando de lado a força institucional militar que não quer ver o progresso da segurança pública no que diz respeito a atuação, participação e responsabilidade dos municípios neste apelo social.
Todos devem fazer sua parte, pois afinal existe criminalidade pra todos. Diga -se de passagem, cresce mais rápido do que certas vaidades existentes entre as diversar instituições de segurança pública!
O que o povo quer e precisa é de mais proficionais para combater este crime maldoso e vaidosamente equivocado. Só assim almentará de fato o efetivo de homens nas ruas para cumprir e atender as necessidades da população a respeito segurança.
FUI ABORDADO POR UMA VIATURA DA PM EM UM DOMINGO, VINDO EU DA FEIRA COM COMPRAS NO PORTA MALAS DO CARRO. OBS- EU ESTAVA APENAS DE BERMUDA E TÊNIS E SEM CAMISA.
O SARGENTO FOI ATÉ EDUCADO, ME CHAMOU DE CIDADÃO E DEU ATÉ BOM DIA, ME PEDIU A HABILITAÇÃO, DOC DO VEÍCULO E MANDOU ABRIR O PORTA MALAS, FIZ EXATAMENTE O PEDIRA É , O TRABALHO DELE, POIS BEM, O MESMO COMEÇOU A CRIAR CASO PORQUE EU SÓ TINHA O IPVA DE 2010 E NÃO O DE 2011, EU EXPLIQUEI E MOSTREI O AGENDAMENTO PARA DOIS À FRENTE, E O AGENDAMENTO OCORRERA DENTRO DO PRAZO, PORÉM O DETRAN NÃO TINHA DADA DENTRO DO PERÍODO, CONTUDO O DETRAN GARANTE QUE FATO COMO ESTE VOCÊ PODE CIRCULAR NORMALMENTE, APENAS DEVERÁ MOSTRAR O AGENDAMENTO, O SARGENTÃO ENGROSSOU A VOZ E DISSE QUE PODERIA PRENDER O MEU CARRO PORQUE AQUILO NÃO REPRESENTAVA NADA, POIS BEM, PARA NÃO ACABAR COM O MEU DOMINGO ME CONTROLEI, E INFORMEI-O QUE EU ERA GCM, CHAMEI-O DE COLEGA, APENAS PARA MOSTRAR A ELE QUE EU CONHECIA A LEI E, DIZER QUE EU NÃO ERA UMA PESSOA DO MAU, O SARGENTO FICOU NERVOSO E RESPONDEU A POLÍCIA MILITAR NÃO É AMIGA DA GUARDA, POLÍCIA É POLICIA, GUARDA É GUARDA, ATÉ PARECE QUE EU NÃO SEI, MAS QUANDO ACONTECE NO INVERSO O PRÓPRIO DIZ QUE É COLEGA.
DEVOLVEU-ME OS DOCUMENTOS FICOU RESMUNGANDO E FOI PARAR NA FEIRA, PARA FAZER SUAS COMPRINHAS.
BOM FOI SÓ PARA DIZER QUE, A LEITURA, O ESTUDO LIBERTA O HOMEM, VIVEMOS NUNDO GLOBALIZADO, CHEIO DE MUDANÇAS E TECNOLOGIAS AVANÇADAS E, EMPRESAS MODERNAS SÃO CADA DIA MAIS FLEXÍVEL PARA PERPETUAR-SE NO MERCADO COMPETITIVO, E A GCM VEIO PARA FICAR, NÓS ESTAMOS NUM APRENDIZADO CONTÍNUO, APRENDENDO A CADA DIA PARA DAR O MELHOR SERVIÇO A SOCIEDADE, ACHO QUE TODOS OPERADORES DE SEGURANÇA DEVEM DESENVOLVER-SE ESTUDANDO, FAZENDO FACULDADE E, GERENCIANDO SUAS CRISE. AMIGOS UM ABRAÇO.
NA VERDADE A PC TRABALHA MAIS DO QUE A PM…. Pois a alem de fazer o trabalho dela, finaliza do da PM. Os Gloriosos levam ocorrências para as DPS, que as vezes não sabem quem é a vitima ou autor, não sabem dos horários e do locais exatos, não arrolam testemunhas…UMA LÁSTIMA…e tudo isso será apurado e checado pela PC, que ainda confeccionará laudos periciais , interrogará testemunhas, montará o Inquérito Policial.
AS PCS SÃO OBRIGADAS A FAZER O TRABALHO DE POLICIAMENTO OSTENSIVO…as PMs não conseguem desenvolver um razoável trabalho de prevenção. Muito dos seus integrantes são empregados na sua enorme maquina administrava, que só tem uma finalidade de dá mordomia a seus Comandantes e oficiais superiores. A quantidade de Atestados Médicos é exagerada. Assim sobram poucos para fazer o que é de sua atribuição constitucional: O POLICIAMENTO OSTENSIVO/PREVENTIVO. E quando esse trabalho é malfeito, SOBRA PARA AS PCS. Então as PCs em vários Estados criaram Grupos Especiais, com o objetivo de suprir a deficiência da PMS. O trabalho de prevenção é bem menos complexo do que o de investigar, apurar.
Já está na hora de unificar as forças armadas nesse país. pelo menos quanto ao nível de Estado e Municípios, vejam o exemplo dos EUA em que a Polícia é um Departamento do Município, fazendo o trabalho de investigação e prevenção (segurança pública) integradas. não sei se existe Polícia Estadual, ao que parece seria só nas Rodovias de cada Estado, me corrijam se estiver errado. Só sei que cada município deve cuidar da sua segurança e não um Estado como ocorre no Brasil e ainda mais militarizados, com estrutura rígida não parece que tem dado totalmente certo. que tal o Congresso do País mudar isso?
por incrivel que pareca essa competicao existe.
sou gm deveriamos trabalhar organizadamente porque
o crime infelizmente e organizado.
Sexta-feira, 27 de Abril de 2012
GUARDAS MUNICIPAIS QUEREM REGISTRAR OCORRÊNCIAS DE CRIMES
Guardas municipais querem ter o direito a registrar ocorrências de crimes de menor gravidade no Sistema Integrado de Defesa Social do Estado. Em reunião da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais realizada nesta quinta-feira (26/4/12), profissionais dessa força de segurança reclamaram de discriminação e reivindicaram sua inclusão no sistema, de modo a ter acesso aos chamados Registros de Eventos de Defesa Social (Reds).
Eles alegam que exercem função semelhante à da Polícia Militar (PM), mas não têm a prerrogativa de prender um criminoso. Para isso, os guardas precisam ligar para a PM e esperar a chegada de uma viatura da corporação. Em alguns casos, esse tempo de espera pode chegar a uma hora e meia. O diretor operacional da Guarda Municipal de Contagem, Stéfano Felipe Corradi Santos, relatou espera de quatro horas para a PM registrar um acidente envolvendo uma viatura da própria Guarda Municipal.
Muitas vezes, o guarda municipal responsável por deter a pessoa que cometeu um crime é arrolado como testemunha pela Polícia Militar, segundo o presidente da Associação da Guarda Municipal de Nova Lima, Francisco Lourenço Blanco. A guarda municipal de Mariana, Letícia Maria Delgado, reclamou que uma equipe da corporação chegou a receber voz de prisão enquanto trabalhava. “Queremos apenas dignidade no exercício da nossa função. Já passamos por situações de extremo constrangimento”, afirmou.
Para acabar com esse tipo de situação, os guardas municipais querem ter o direito de registrar ocorrências por meio dos Reds. Eles alegam que não há obstáculo jurídico para ter acesso ao sistema informatizado da Defesa Social. Para Francisco Lourenço Blanco, esse direito estaria assegurado pela Constituição Federal e pelo Código de Processo Penal. “Queremos a inclusão no sistema com a intenção de melhorar a qualidade do serviço prestado”, afirmou o guarda municipal de Betim, Miguel Welton Martins de Lima.
Esse pleito tem o apoio da Polícia Civil. O assessor técnico da corporação no Sistema Integrado de Defesa Social, Architon Zadra Filho, citou o artigo 302 do Código Penal, que dá a qualquer pessoa o direito de prender um criminoso em flagrante delito. “Se qualquer pessoa do povo pode, um servidor público municipal, que tem o encargo da guarda do patrimônio público, também tem condições para tal”, defendeu.
PM e Secretaria de Defesa Social fazem ressalvas
A Polícia Militar, no entanto é contra essa liberação. Na opinião do diretor de apoio operacional da corporação, coronel Cláudio Antônio Mendes, tanto a Constituição Federal quanto o Código Penal determinam que o registro da ocorrência de um crime é atribuição da autoridade policial. “Ninguém pode fazer o que não está previsto em lei”, resumiu. “A regulamentação desse assunto é de competência federal. Não é uma questão simples”, completou.
Para a Secretaria de Estado de Defesa Social, o problema não é só jurídico, mas também operacional. Segundo o superintendente de Integração de Informações da pasta, Daniel França Alves, antes de liberar o acesso das guardas municipais ao sistema de registro de ocorrências, é preciso integrar os protocolos operacionais de cada uma das forças de segurança pública.
Ainda de acordo com o superintendente, é preciso disciplinar os limites de acesso das guardas municipais e os aportes de recursos das prefeituras para o financiamento do sistema. “Precisamos ser muito cautelosos antes de qualquer mudança”, alertou. Para resolver o conflito de competências entre a PM e as guardas municipais, ele sugeriu o aprofundamento das discussões e a realização de estudos técnicos e jurídicos no âmbito do Colegiado de Integração do Sistema de Defesa Social.
FONTE: ALMGComentário
O Brasil ainda está na idade das cavernas. Sustentando essa coisa de que POLICIA ainda tem que ser MILITAR .
Acorda seus governantes !
Deve haver uma única POLICIA , e tira uns pra investigar e outros pra prevenir (ostensivo, fardado) dentro de uma só POLICIA . Isso sim é organizar, administrar !!!!!!