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Em defesa da Marcha da Maconha

A Marcha da Maconha é um movimento já conhecido nacionalmente, principalmente pelas tentativas reiteradas de proibição que alguns governos tomaram para que a Marcha não ocorresse em suas ruas. O movimento nada mais é que uma proposição à sociedade de mudança de legislação, similar às manifestações que os policiais fazem reivindicando mudança de plano de carreira, mudança salarial etc. No caso da Marcha, a proposição é a legalização do consumo e comércio da Cannabis Sativa no Brasil. Num Estado de Direito, é legítimo e desejável que os grupos sociais defendam seus interesses (e os da sociedade) de modo pacífico.

Sempre há a justificativa da apologia ao uso, e não a apologia à reforma legislativa, durante as marchas. Nunca fui a uma Marcha da Maconha, mas tenho visto materiais de campanha e textos falando sobre suas reivindicações, e até hoje não vi algo que se assemelhe a “apologia ao uso” de drogas – nada indecente como as propagandas de cerveja, por exemplo. Também dizem que nessas marchas “as pessoas fazem suas reivindicações fumando droga”, e tudo acaba em algazarra. Se isso de fato ocorre, lamento muito, pois os que assim fazem deixam de lutar por uma causa profundamente relevante, para igualar a marcha a eventos como o carnaval, em que pessoas morrem em decorrência do uso drogas de todos os tipos que se pode imaginar, principalmente o álcool – apesar de ninguém nunca ter sugerido seriamente o cancelamento do carnaval.

Neste contexto, me surpreende a notícia que O Globo divulgou hoje, informando que participantes da marcha da maconha foram presos e autuados por estarem distribuindo este panfleto:

Não posso ser leviano e condenar os policiais envolvidos na ocorrência. Não sei ao certo em que contexto se deu a prisão, mas se ela decorre apenas da distribuição dos panfletos por parte dos manifestantes, ela foi injusta e desnecessária, ilegal, desrespeitosa a todos aqueles que enaltecem o direito à liberdade de expressão e o próprio Estado de Direito. Se não se pode reivindicar mudança legislativa no país, estamos fadados à manutenção do status quo, e questões como nossa PEC 300, por exemplo, caros policiais, estarão condenadas eternamente à condição de sonho inatingível.

A Marcha é legal e legítima, por isso faço a defesa de sua existência, que se confunde com o meu direito de propor reformas legais. Ao mesmo tempo, sou a favor do pleito defendido na Marcha: a legalização do consumo e comércio da maconha. Só espero não ser preso por causa disso.



Autor: - Tenente da Polícia Militar da Bahia, associado ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública e graduando em Filosofia pela UEFS-BA. | Contato: abordagempolicial@gmail.com


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99 Comentários

  • Judas Beholder
    25 abr 2011 | Permalink |

    Pedro paulo, já que a sua ignorância não lhe permite tomar ciência, saiba que 15 estados americanos legalizaram a maconha, e mais 12 tem propostas para o tal.

    Portual e Espanha tambem adotaram tais políticas, e agora a Argentina também.
    Em semanas o Uruguay irá para o mesmo caminho e o senhor aí, continua ATRASADO e achando que o mundo é o mesmo de 1930.
    O senhor é um alienado que se afirma em campanhas racistas em mentirosas advindas da década de 30 do século passado.
    Você é mal informado ou é um mentiroso que gosta de propagar a ignorância nos seus semelhantes de q.i reduzido?

    Os rapazes que estavam panfletando levaram cana?
    Eles assinaram um TCO e foram liberados, e o processo será arquivado como ocorreu em 2008.

    Se vc está esperando alguma retaliação aos jovens, espere sentado, e não venha chorar no meu ouvido quando a legalização chegar.

    Eu tenho que esperar pela legalização pra alguma coisa?
    Deixa eu te explicar uma coisa meu jovem, EU FUMO MACONHA.
    Ouviu bem? FUMO MACONHA, e ninguem me impede disto, dentro da minha casa mando eu, e você não tem nada a ver com a minha vida particular.
    Poupe me do seu puratanismo cretino, e vá tentar convencer seus semelhantes alienados de que uma política que a 80 anos não produziu nenhum resultado, do dia para a noite vai produzi-los…

    hahuaaauaauhuhhuauha…
    Morro de rir dos seus comentários racistas, vejo que vc é igual todo proibicionista, não se baseia em NADA além de mentiras e preconceitos para defender a continuação da proibição.
    Isso meu caro, se chama rabo preso.
    Certamente, com a proibição o senhor ganha alguma coisa…
    Já com a legalização, seria diferente… por isso o seu medinho.

    Senta e chora.

  • Judas Beholder
    25 abr 2011 | Permalink |

    Pedro paulo, você como grande ignorante, coloca a culpa da proibição fracassada no brasil não é mesmo?
    Então me diga em qual país RICO e de primeiro mundo, a proibição funcionou.

    Estou esperando sua resposta, champz!

  • Bruno
    25 abr 2011 | Permalink |

    Cenário atual: Bandido senta em casa e usuários de drogas vem até ele. Simples e seguro, tudo em dinheiro baixa rastreabilidade, mercado fragmentado – apenas os pequenos caem, os troncos estão sempre de pé. Esse dinheiro compra armas, corrompe policiais e financia políticos sujos. É uma máquina de violência simples e enxuta.

    Cenário pós regulamentação – Grandes troncos ainda não são derrubados, são muito enraizados nos circulo de poder. Os bandidos que antes lucravam com a venda serão forçados a praticar outros crimes. Mas estes outros crimes botam a cara deles a tapa, sua vida na mira da policia e da justiça. Haverá uma onda de outros crimes, mas a policia poderá prender criminosos ao invés de perseguir malucos. O sistema judicial pode desafogar um pouco e o prisional será mais enxuto – com criminosos realmente perigosos e que estes sim deviam estar na cadeia: não usuários, pequenos traficantes e viciados que deveriam estar tendo tratamento.

    Apesar da fração de uso de drogas na população ser mais ou menos uniforme em todas as classes sociais – pode ter certeza que usuário e pequeno traficante presos a maioria são pobres e negros.

    Não acha que a “solução” da repressão só torna o trabalho dos criminosos mais fácil e menos arriscado? Não percebe o sistema obviamente racista de encarceramento se confrontado com os dados?

    Ninguém enxerga a falácia da proibição? Ninguém aqui quer um mundo de viciados – mas queremos um mundo com leis da época da inquisição?

    Exemplo: Pessoas que plantam maconha para auto sustento, o que tira dinheiro da mão de bandidos. Basta uma denuncia e a pessoa é presa, e só depois julgada. nesse meio tempo foi humilhada, perdeu emprego e teve a imagem manchada pelo preconceito.

    Sabe quando isso acontecia? Na inquisição!!! Na ditadura!!!

    Tá… o cara quer ficar doidão, se ele tiver na casa dele ou em local apropriado, longe de você que odeia drogas – o problema é dele e nao seu!

    Mas se na esquina da minha casa tem crianças vendendo drogas na pracinha, e tinha mesmo, o PROBLEMA É MEU TAMBÉM mesmo que eu não use porcaria nenhuma.

    Sabe como resolveram o problema de drogas da pracinha? REFORMARAM ELA, COLOCARAM BRINQUEDOS, QUADRA DE ESPORTE E SKATE, LOCAL PARA EXERCICIOS. Civilizaram ela… As drogas ilegais foram embora.

    Não muito melhor? Mudem seus prismas! Tentem pelo menos entender o ponto de vista dos que discordam de vocês. Estudem história, leiam os jornais e as noticias do mundo científico e médico, vejam exemplos de outros países que tem soluções diferentes e vamos criar a nossa! E me dem uma razão para a maconha ser proibida – não achei nenhuma que não justificaria a proibição do alcool, mas tentem proibi-lo pra ver o que vira.

  • antonio
    25 abr 2011 | Permalink |

    BORIS:
    A exemplo de você, eu poderia baixar o nível e lhe responder no mesmo tom e intensidade desse seu comentário tão tacanho e desprezível. Mesmo porque, nesse tipo de provocações, não entro, deixo para indivíduos ignóbeis como você.
    Bizarro é você, que ao que tudo indica, sabe ler mas não sabe interpretar.
    Quando eu disse que caso legalizasse o consumo e comércio da maconha, me referi à desobrigação de prender aqueles que estivessem contrariando o previsto nos artigos capitulados na atual Lei 6.368, fazendo uma referência ao termo “ganha-pão” = salário, legal e honestamente percebido mensalmente da polícia militar em que sirvo, o que certamente não posso dizer o mesmo com relação a você.
    Eu disse e repito, SEMPRE FUI E CONTINUO SENDO CONTRA A LEGALIZAÇÃO DO CONSUMO E COMÉRCIO DA MACONHA.
    Já que falta a você a necessária educação e conhecimento para se discutir ideias, que pelo menos você respeite aquelas que divergem das suas.

  • 25 abr 2011 | Permalink |

    Bom texto, as pessoas tem todo o sireito de serem contrárias ou favoráveis à legalização da maconha, porém, ninguém tem o direito de proibir as pessoas de expressarem oque pensam e de defenderem publiamente suas opiniões!

  • Judas Beholder
    25 abr 2011 | Permalink |

    Interessante Antonio….

    Você e o TRAFICANTE tem a mesma opinião.
    Ambos preferem as drogas PROIBIDAS.

    Enquanto houver proibição, vai haver tráfico.
    Por qual motivo traficantes não vendem alcool e cigarros, o senhor poderia me dizer?

    Sem mais!

  • Judas Beholder
    26 abr 2011 | Permalink |

    É como ele mesmo disse e dá pra ver claramentes quais interesses um policial teria em não querer legalização:

    “Eu disse e repito, SEMPRE FUI E CONTINUO SENDO CONTRA A LEGALIZAÇÃO DO CONSUMO E COMÉRCIO DA MACONHA.”

    Vamos analizar isso.
    O policial em questão não é contra a maconha, e nem contra o consumo e comércio controlados por criminosos.
    Ele mesmo disse explicitamente, é contra a LEGALIZAÇÃO do consumo e do comércio.

    Ou seja, ele prefere a maconha vendida por criminosos do que pelo governo…
    Por qual motivo?
    Não é dificil de se imaginar…
    Em um comércio legalizado não haveria arrego para policiais corruptos!

    O comércio e consumo ilegais de maconha existem e ele sabe disso, o que ele não quer mesmo é que marginais deixem de vender.

    Pra bom entendedor, meia palavra basta.

    Corruptos e traficantes não querem a legalização.

  • Ana Lucia
    26 abr 2011 | Permalink |

    “”Quem está proibindo o quê e onde, sua fanfarona? “”
    .
    Caro Pedro Paulo, me desculpe, mas mesquinho e fanfarrão é o sr. E diria mais, é cínico, pois os meninos que o sr chama de baderneiros foram proibidos de expressarem suas opiniões. Foram proibidos de divulgar um movimento em prol de um controle que atualmente não existe. Foram e são proibidos de exercerem seus direitos como cidadãos, como assegura nossa Constituição.
    “Sentimentalismo barato” “proibicionistas suspeitos” incomodaram o sr? A legalização, o controle, a regulamentação de uma substância o ameaçam de alguma forma?
    Sentimentalismos não vão resolver problemas de tráfico e consumo. A maconha já vem sendo demonizada há décadas, todas as falácias possíveis e imaginárias já foram expostas e nunca adiantou nada. Quem quiser usar vai usar. Todos sabem os danos que o álcool e o tabaco causam e continuam usando, só não temos danos ainda maiores por que bem ou mal existe um controle.

    E sim! O álcool deve ser rigidamente controlado. No entanto se proibirmos o comércio, perderemos o fraco controle que temos, pois os traficantes não perderão tempo em lucrar em cima dele também.

    Isso não é uma discussão entre usuários e não usuários. Se o sr é usuário de alguma droga, lícita ou ilícita, não me interessa. Não é relevante nesse tipo de discussão. Não são somente os usuários de maconha que apoiam a legalização, e não são somente os traficantes e corruptos que apoiam a proibição, assim espero.
    Uma lei que é desrespeitada por tanta gente todos os dias no mundo inteiro, precisa no mínimo ser debatida.
    Quando alguém decide usar maconha, não decide ser criminoso. É a sociedade que o empurra para a margem. E isso, sim, é perigoso, porque ele sai do controle social.
    .
    É como diz a ilustre professora de criminologia, Vera Malaguti:
    “A guerra contra as drogas é fracassada em todos os objetivos que ela propôs – produção, comercialização, consumo, violência e corrupção policial – mas ela continua regendo há mais de 40 anos no mundo e no Brasil. Então, uma política com tantos fracassos deve ter alguma coisa por trás dela que é um sucesso. Na minha modesta opinião, é porque ela alimenta a indústria da guerra e do controle do crime.
    .
    O Brasil, que está na guerra contra as drogas, é um dos poucos países do mundo onde o consumo de drogas aumentou. Isso não aconteceu com Portugal e Espanha, por exemplo, que descriminalizaram as drogas.”
    —– Secretária Geral do Instituto Carioca de Criminologia (ICC), professora de Criminologia da Universidade Cândido Mendes e Doutora em Saúde Coletiva.

    As propostas de legalização já são bastante claras. A própria palavra já diz e eu concordo totalmente em tirar a maconha das mãos do tráfico, prefiro mil vezes que o governo controle o comércio e o consumo.
    Com a legalização, vai haver controle, em maior ou menor
    grau, sobre o consumo e a comercialização dessas drogas e, qualquer que seja o controle, vai, certamente, ser maior do que o atualmente existente.

  • Biólogo
    26 abr 2011 | Permalink |

    Caro Sr. Elias Suzart (25/04 20:50)

    Por favor exponha os motivos pelos quais o sr é contra a legalização. Assim poderemos discutir melhor, o sr conhecerá mais o lado dos que defendem a legalização e nós conheceremos melhor quais motivos o levam a ter posição contrária a legalização. Não quero impor minha verdade a ninguém, só gostaria que não fosse propagado tantas inverdades a respeito da Cannabis como ocorre por aí. Teoricamente, a lei 11343 de 2006 coloca o usuário de Cannabis como contraventor, porém a sociedade o enxerga como um bandido sem direito a se quer reivindicar mudanças nas atuais leis! Ninguém se questiona ou busca se informar antes de bater na mesma tecla “maconheiro é bandido vagabundo”, quantas declarações destas teremos que escutar para percebermos que alguma coisa está errada? A situação chegou a tal ponto que no PR um ex-bombeiro, ao perder o seu filho para a violência urbana, achou por bem seguir o raciocínio “um usuário de drogas matou meu filho, matarei tantos usuários quanto for possível”. Esta propagação de mentiras tem que acabar imediatamente, isto cria ódio nas pessoas. É só ver como as pessoas tratam maconheiros por aí, será que todos maconheiros são iguais? Não, claro que não! Pior que muitos destes que propagam estas mentiras talvez sejam comandados por maconheiros nos seus trabalhos… Existem maconheiros produtivos e muito bem sucedidos sim. Acima de tudo somos seres humanos.

  • Biólogo
    26 abr 2011 | Permalink |

    Já que o povo não acredita na palavra de maconheiro, então sugiro esta entrevista entre “Dôtores”. Drauzio Varella entrevista Elisaldo Carlini.

    http://www.drauziovarella.com.br/ExibirConteudo/920/maconha

  • Boris
    26 abr 2011 | Permalink |

    Prezado Antônio,

    reitero que infelizmente as corporações policiais do país,, tem sua imagem generalizada por profissionais que, quando não são criminosos habituais, são displicentes e/ou despreparados para as atividades de valor social inestimável que exercem. A lei que o sr. se diz obrigado a cumprir ( Lei 66368) foi revogada a quase 5 anos . sic. Procure se informar melhor a respeito do tema. A sociedade agrade.

  • taíla
    26 abr 2011 | Permalink |

    o filme cortina de fumaça dá luz à esse debate.

    download disponível em : http://docverdade.blogspot.com/2011/04/cortina-de-fumaca-2010.html

    esse filme é imperdível,excelente.

  • Bruno
    26 abr 2011 | Permalink |

    Fora de tópico meu comentário mas. Obrigado… realmente muito bom esse documentário! E brasileiro, edição de primeira. Fico feliz de saber que existem bons produtores de documentários no Brasil!! :D

  • Judas Beholder
    26 abr 2011 | Permalink |

    Olha o que o demente policial Antonio alega:

    “Por analogia, comparo esse movimento “A Marcha da Maconha” a uma passeata em prol da liberação de arma de fogo, onde houvesse integrantes da mesma, não só conduzindo armas, bem como efetuando disparos para o ar.”

    Comparação absurda, ridícula, infundada e ignorante.
    Vá estudar o assunto antes de falar bobagem, o senhor é um fanfarrão!

  • Ewerton Monteiro
    27 abr 2011 | Permalink |

    Acho que esse meu texto que contem esse filme aqui é tão ou mais importante (na verdade ele com os outros fazem a diferença) que qualquer outro para se formar opinião nessa “trama”

    http://abordagempolicial.com/2011/03/o-negocio-por-tras-do-barato/

    O negócio por trás do barato!

    Veja, o filme esta na integra aqui mesmo no Abordagem! Pena que na época da postagem não deram muita atenção.

    Abraços!

    =)

  • Medicine Man
    27 abr 2011 | Permalink |

    Caros, acho que a discussao em baixo nivel nao interessa a ninguem. O que seria necessario para os proibicionistas mudarem de ideia ? Sera que ver um ente querido vomitando ate sair sangue pela boca depois de uma sessao de quimioterapia quando poderia ter alivio com um simples BASEADO ? Porque a questao por tras disso nao envolve e nem comeca pelo uso recreativo da droga e sim seu uso MEDICINAL. Aposto que o ignorantissimo senhor Pedro Paulo desconhece que a MACONHA, A SAGRADA MACONHA eh a unica droga que alivia os enjoos da quimioterapia e o THC eh comprovadamente anti-tumoral. Estude mais senhor Pedro Paulo, tudo o que o senhor aprendeu sobre MACONHA eh MENTIRA !

  • Bruno
    28 abr 2011 | Permalink |

    Pois é! O difícil quanto a manter o nível é que os que são a favor de manter as drogas na mão do crime normalmente não sustentam seus argumentos com fatos. E quando confrontado com fatos consideram “papo de maconheiro” e simplesmente ignoram nossos argumentos sem ao menos verificar se o que afirmamos é verdade.

    Em várias discussões, não só aqui, trombo com exemplos de pessoas falando dos efeitos terríveis da maconha.

    Como naquelas propagadas dos anos 90 que foram amplamente criticadas, justamente por não atingir os usuários que sabem que essas afirmações são falsas. As pessoas simplesmente ignoram o depoimento de alguém que se diz usuário – e com certeza conhece os efeitos – quando este diz que não é bem assim.

    É complicado argumentar em bom nível quando o outro lado da discussão se da ao luxo de ignorar fatos ou se valem de exemplos de jornalismo marrom para sustentarem seus argumentos.

    Existe um padrão entre os que defendem: textos bem elaborados, referências, exemplos, experiêndia de vida e os bem humorados que só falam “Legalize Jah” e estão de boa.

    Já o padrão dos que são contra a regulamentação é exagerar os efeitos e usar apenas referências de abusos em drogas pesadas, sofrimento das familias de drogados etc.

    Familia de alcoólatras também sofrem, como a de um viciado em jogo, ou de qualquer outro comportamento abusivo.

    Mas o que dizer das familias que sofrem com a violência descabida do mercado? E o desastre de saúde publica que é o crack, um fruto da proibição pois é uma forma de lucrar mais com menos cocaina e dane-se a saude do usuário, afinal são traficantes.

    Aí dizem que o tráfico de drogas não vai desaparecer! Não vai mesmo, vai virar contrabando. Assim como no alcool e no cigarro, existem falsificações, mas é um crime muito menos violento que fuzis versus caveirões. E os usuários preferem o produto de melhor qualidade. Ou você conhece algum fumante que ache gostoso cigarro paraguaio, ou usuário de alcool que prefira um vinho falsificado a uma garrafa de origem. O contrabando é minimo se comparado a ter monopólio do mercado – que é o que os bandidos tem hoje.

    Aí você diz tudo isso – é papo de maconheiro, ignoram e descem o nível em acusações.

    Repito – o problema não é a substância e sim o individuo.

    Quem mata não é a arma, é quem aperta o gatilho. Quem atropela bebado não é a garrafa dentro do carro é a pessoa que dirige.

    Por isso que proibir o alcool nao resolveria o problema do abuso de alcool, mas daria monopólio do seu mercado a bandidos, a mesma coisa para outras drogas.

    Proibir um sorriso não faria todos serem sérios.

  • Claudio
    28 abr 2011 | Permalink |

    Concordo Bruno.
    Um bom proibicionista é aquele que convence, usando argumentos coerentes, verdadeiros. E não aquele que obriga, usando ameaças, armas, mentiras.
    .
    Vamos supor que o governo obrigasse as pessoas a consumirem maconha, cobrando multas e ameaçando prender todos que não consumissem.
    .
    Será que todos iriam obedecer? Ninguém lutaria por seus direitos de NÃO consumir? Pois o mesmo acontece ao contrário.
    .
    Proibir uma pessoa de consumir alguma coisa é tão difícil quanto obriga-la a consumir. O que se pode fazer é alertar e tentar controlar.
    E pra conseguir controlar o consumo de alguma coisa é preciso antes ter domínio sobre o comércio.

    A proibição não domina o comércio, quem domina são os marginais. A legalização permite que o governo domine esse comércio e tenha então algum controle sobre o consumo.

    Por isso o tabaco nunca foi proibido, pois se perderia o controle do comércio e consequentemente do consumo.

  • Claudio
    29 abr 2011 | Permalink |

    Garoto de 2 anos recebe comida com maconha
    para fins medicinais
    .
    24/02/2011 – G1
    .
    Droga foi prescrita a Cash Hyde, que luta contra tumor no cérebro.
    Pais afirmam que uso aumentou o apetite e melhorou o sono do filho.
    .
    .
    O norte-americano Cash Hyde, com apenas dois anos e seis meses de idade, é uma das pessoas mais jovens no mundo a receber comida misturada com maconha para fins medicinais. Ele passou por uma cirurgia para retirar um câncer no cérebro e passa atualmente por tratamento para evitar que o tumor retorne.
    .
    Somente no estado norte-americano de Montana, 51 pessoas abaixo dos 18 anos usam a droga para fins medicinais. Nos Estados Unidos, 28 mil pacientes estão recebendo maconha como parte de tratamento médico, sejam eles adultos ou não.
    .
    Segundo os pais de Cash, a maconha ajudou o garoto a suportar os efeitos da quimioterapia, fazendo Cash ter mais apetite e dormir melhor.
    .
    Antes de iniciar o tratamento com a droga, o menino chegou a passar 40 dias sem comer, chegando ao ponto de não conseguir mais erguer a própria cabeça. Ele sobrevivia com nutrientes injetados diretamente na circulação.
    .
    As informações são do portal “KTLA News”.
    .
    .
    http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/02/garoto-de-2-anos-recebe-comida-com-maconha-para-fins-medicinais.html
    .
    .

  • Bruno
    29 abr 2011 | Permalink |

    Só para entender:
    “ahhhhhhhh, num sei não. Só sei que não vamos é perder tempo gastando papel com BO e TCO. Fique esperto.”

    Isso é uma ameaça? Vai ignorar a lei, o BO e TCO e fazer o que com o maconheiro? Por favor, me explique essa sua forma de abordagem.

  • Bruno
    29 abr 2011 | Permalink |

    Um policial confessar em um blog de colegas que vai ignorar a lei – o que pra um policial é um crime por si só, não? – e anda ameça que “e se o pegarmos… ahhhhhhhh, num sei não.”

    Bonito ehm! Você igonora a lei, TCO, faz seu próprio julgamento e aplica a pena nos maconheiros que acha na rua – e admite isso aqui, publicamente?

  • Boris
    29 abr 2011 | Permalink |

    welcome to the jungle, Bruno! Só banda podre por aqui, coitado do Danilo.

  • Ewerton Monteiro
    29 abr 2011 | Permalink |

    Bruno, Cláudio, Ana, Boris e demais,

    Seja inteligentes, não debatam, parem, pois se não da para manter diálogos sensatos, com educação e baseado em estudos, empirismo, lógica e coerência não dá para ter dialogo! Portanto não se debate, eu penso assim…

    Vamos gastar energia com quem ao menos se dispõe a isso com o mínimo de coerência.

    =/

    Abraços!

  • Marcelo Ramos
    29 abr 2011 | Permalink |

    Pedro Paulo, cuidado com o que o Sr. fala, uma frase errónea(de sua parte) exposta com ódio, ameaças e ignorância contradizendo o que esta escrito na lei pode prejudicar sua carreira. ;)

  • Oziel
    29 abr 2011 | Permalink |

    Caro Judas Beholder, muito prazer, é esse seu nome?
    Gostaria de saber mais sobre vossa senhoria.
    Eu sou policial e sou contra a liberação da maconha, e respeito a opinião de outros que são a favor – devidamente embasados -, embora não concorde.
    Me chamou atenção seu comentário no dia 25 de abril às 15:40, no qual diz que os policiais que são contra a legalização são corruptos, e que seriam prejudicados por não conseguirem pegar “arrego” dos traficantes.
    Foi isso mesmo que quisestes dizer, ou se tratou de um mal entendido?
    Preciso definir mais precisamente em que tipo penal te enquadras: se é calunia ou difamação ou os dois.
    A não ser é claro, que o senhor tenha se excedido, sem intenção de acusar os policiais que são contra a liberação da maconha de serem todos corruptos.
    Já que estamos ponderando neste blog, seria bom que nos mantêssemos aqui e não em um tribunal, não concordas?
    Um abraço.

  • Bruno
    29 abr 2011 | Permalink |

    Oziel,

    Acredito que isso seja uma “resposta” a forma que tratam qualquer “maconheiro” como vagabundo, generalizando comportamentos. Então, generalizando da mesma forma quem é contra a regulamentação ou é a favor do crime organizado ou lucra com isso. É uma generalização e não uma acusação real. Assim como nós usuários, meu caso ex até que a lei mude, somos descriminados pelo preconceito.

    É lógico que policiais tem de seguir as leis – mas não são obrigados a concordar com ela em uma nação livre. Eu realmente não entendo como vocês, que tem a vida em risco todos os dias para combater os traficantes não são os primeiros a discutir se o sistema atual é realmente eficiente em combater o abuso do uso de drogas.

    Então, na cabeça dos que sofrem preconceito todos os dias por defender seu ponto de vista e liberdade individual é realmente muito estranho um policial ser favor da guerra, pois são agentes da paz. Também acho estranho serem a favor de prender pessoas que são responsáveis apenas por usarem uma substância que altera sua consciência de forma diferente mas como outras que são legais. Policiais deviam ser contra criminosos, estes de causam danos a outras pessoas e propriedades. Não deviam estar cuidando do comportamento individual das pessoas.

    Então voltando a generalização, em momentos de raiva, da sim a impressão de que quem defende a manutenção desse paradigma se beneficia de alguma forma dele.

    Tenho certeza que a maioria que defende a manutenção da lei atual não se enquadra nisso. Mas pode ter certeza que a maioria dos maconheiros também não se enquadram no comportamento abusivo.

  • Judas Beholder
    29 abr 2011 | Permalink |

    Caro Oziel, se me excedi, peço desculpas, pois não quis generalizar, afinal generalizar nunca é a solução, cada indivíduo tem suas peculiaridades…

    O senhor é contra a liberação?
    Pois eu também sou!
    Liberação é o modelo atual, onde não há nenhum controle, qualquer adulto ou criança de fato compra maconha, e ainda neste mesmo modelo existe brecha para políciais corruptos ganharem arrego.
    Não digo que todos são assim, mas o senhor não tem como negar que há uma parcela de policiais corruptos, esses mesmos que revendem drogas apreendidas aos traficantes, pegam propina para fazer vista grossa às bocas de fumo, e facilitam a entrada de toneladas de drogas aos morros.

    Vamos aos fatos:
    No complexo do alemão, na ultima grande operação das polícias foram apreendidas mais de 200 TONELADAS de maconha.
    DUZENTAS TONELADAS!
    O senhor acredita que esse enorme montante de maconha atravessou país e entrou no RJ sem a ajuda da polícia?

    Não tenho nada contra militares que sejam a contra a liberação, pois como eu já disse, contra a liberação eu também sou.
    Eu sou a favor do controle, regulamentação e restrição do uso da maconha a determinadas classes, e esse modelo não é obtido com a proibição, nunca foi e nunca será!

    Com relação aos políciais que ganham propina do tráfico, o senhor acha que eles querem a legalização e a regulamentação da maconha?
    Ou seja, vc acha que esses bandidos de farda querem o fim do “liberou geral” que está a atual política anti drogas?

    Responda francamente…

    Na minha opinião, soa um tanto quanto estranho, a polícia e os bandidos com a mesma opinião, ambos preferindo as coisas como estão.
    Eu acredito que o Estado seja melhor controlador da maconha do que o poder paralelo.
    Vou além, digo e repito, quem proibe promove o tráfico, dando o monopólio da venda ao crime!

    Certamente um modelo que não coíbe o uso, não coíbe o tráfico, facilita o acesso de crianças às drogas e ainda dá margem aos maus políciais conseguirem dinheiro ilicitamente junto ao tráfico, é um modelo completamente fracassado.

    Em time que está perdendo se mexe!
    Se a política anti drogas atual se mostra ineficaz a mais de 80 anos, a nossa sociedade precisa de mais 80 anos de fracasso?

    Não concordo!

  • João Velho
    30 abr 2011 | Permalink |

    Confesso que esses debates tem umas passagens divertidíssimas. Oziel, anote aí que o Sr.João está fumando um perigoso baseado neste exato momento, conduta tipificada no Art.28 da Lei nº11343/06. Aguardo providências.

  • Oziel
    30 abr 2011 | Permalink |

    O policial é um agente de segurança pública, e só age (pelo menos deve ser) quando provocado por pessoas que procuram a “guerra”.
    Covardia é crime militar.

    É claro que a lei antidrogas, da forma como está, é ridícula. Se for passa se combater as drogas dessa maneira, que se libere, então. Os policiais não teriam que fazer papel de palhaços do sistema.
    Quanto a ser corrupto, o policial corrupto sempre vai ter seus meios de receber o seu, seja com o tráfico, com o contrabando, lei seca, etc., independente de liberação ou não.

    Quanto ao sr. João, seja feliz, e fume seu baseado; perigoso percebo que não és, muito pelo contrário. Só não fume maconha próximo a um policial honesto cumpridor das leis, mesmo às ridículas.

  • Bruno
    30 abr 2011 | Permalink |

    Bem dito Oziel!

    Nem de longe gostaria de ver um policial agindo contra a lei!!

    Nunca precisei pois, apesar de ter fumado maconha por alguns anos, sempre segui as leis a risca. Só levei multa por velocidade uma vez.

    Mas cresci na época das estradas com limite de 80km/h e muitos policiais corruptos. Não me lembro de uma vez quando era mais novo de ter parado em postos policiais e ver parentes ou até mesmo os pais “molhando” a mão do guarda. Era normal!!!! Um absurdo.

    Sinto vergonha disso hoje – se for pego fazendo uma contravenção espero mesmo é ter de responder por ela como deve ser em um mundo justo

    Mas essa realidade ainda existe, ainda mais quando se tratam de usuários de maconha. O final mais comum de uma abordagem a moleques na rua ainda acaba na maioria das vezes com extorsão e crimes de corrupção ativa por parte dos abordados e passiva por policiais. Tenho certeza que dentro da corporação isso é muito mal visto.

    Também acredito que policial corrupto ou bandidos não vão deixar de ser se regulamentarem. Mas do lado dos bandidos eles vão ser obrigados a cometer crimes que os expõem mais, pode ajudar com o tempo. Não sei como se resolveria a questão dos maus policiais uma abrupto corte de receitas de propina – que caminho ele seguiria para manter seu status criminoso.

  • Antonio Carlos
    30 abr 2011 | Permalink |

    Agora só falta os cheiradores, sob os argumentos de ter o ópio substância terapêutica, resolverem fazer “Caminhadas” em favor de seu livre consumo e comércio.
    Depois, vem a Cocaína, LSD, Óxi…
    “O que me preocupa não é o grito dos CORRUPTOS, dos violentos, dos desonestos, dos sem CARÁTER, dos sem ÉTICA… O que me preocupa é o silsêncio dos bons.” ( Martin Luther King ).
    Por isso, estou começando a ter vergonha de ser brasileiro.

  • Bruno
    30 abr 2011 | Permalink |

    Antonio Carlos.

    O Ópio medicinal já existe. Opiáceos são os principais tipos de remédios para dor que existem Justamente por seu alto risco de vicio químico mesmo em doses medicinais que se usa como substituto os canabióides da maconha.

    LSD apesar do seu forte efeito é considerado seguro do ponto de vista de overdose – também não existem casos de morte por overdose. MAs não se pode nem sonhar em dirigir ou fazer atividades de risco durante os efeitos. Tem sido usados para tramentos experimentais de fobias intensas e estress pós traumático.

    Cocaía em doses medicinais poderia ajudar em diversos disturbios psiquiatricos conhecidos. A ritalina, que eu uso para minha hiper atividade por exemplo, tem efeitos muito parecidos e usada com irresponsabilidade pode levar aos mesmos níveis de vicio. Deixo longe das crianças.

    Caráter e ética é saber fazer as coisas nas horas e jeitos certos e com responsabilidade – seja beber uma cerveja, outras drogas ou usar remédios.

    Deve-se discutir sim quais as normas de regulamentação de outras drogas. Jogar na esfera criminal apenas empurra a sujeira para debaixo do tapete. Devemos entender e enfrentar o problema de frente, focar nas pessoas e não na substância. O que faz as pessoas abusarem de substâncias perigosas?

    Quem mata não é a arma e sim quem aperta o gatilho – responsabilidade do sujeito e não do objeto.

  • Claudio
    30 abr 2011 | Permalink |

    Marcelo Semer – Juiz de direito em São Paulo. Membro e ex-presidente da Associação Juízes para a Democracia.
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    “A lei dos crimes hediondos foi editada em 1990, aumentando as penas de crimes graves e fixando o cumprimento destas integralmente em regime fechado. A medida visava, entre outros delitos, reprimir com mais rigor o tráfico de entorpecentes.
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    Quinze anos depois, o número de presos no país havia simplesmente dobrado.
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    Mas o volume da comercialização dos entorpecentes depois da lei foi muito superior ao que havia no começo da década de 90. Aumentaram-se as penas e também os crimes.
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    Este é apenas um dos sintomas de que a guerra contra as drogas, política que se inicia com Nixon nos anos 70 e se espalha mundo afora, não vem surtindo o efeito desejado.
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    O consumo aumenta diariamente e os crimes praticados em razão dos tóxicos também.
    .
    O crescimento geométrico da população carcerária, inflada por milhares de jovens usuários em contato com as leis penais, acabou provocando justamente o fortalecimento de facções criminosas como o PCC, devolvendo para a sociedade, amplificados, todos os males do sistema penitenciário.
    E é neste enorme contingente de jovens detentos que as facções criminosas recrutam um exército que não para de crescer.
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    Já faz tempo que estamos apagando fogo com querosene.
    O tráfico segue intacto e seu combate se tornou um contínuo enxugar de gelo.
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    Diante da comercialização efusiva de tantas drogas lícitas, com promessas miraculosas das mais variadas, é tarefa ingrata convencer a juventude a não buscar também respostas mágicas para seus males ou incômodos.
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    E proibir muitas vezes é sinônimo de estimular.
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    Em face das incertezas, tudo o que não se deve fazer neste momento, é interditar o debate ou criminalizar a discussão.
    .
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    As proibições de manifestações pela descriminalização do uso do entorpecente, como poderiam ser pela do aborto ou da eutanásia, para citar dois exemplos de leis amplamente questionáveis, são inócuas e ainda esgarçam a liberdade de expressão do Estado de Direito que tais ordens supõem tutelar.
    .
    Afinal, as reflexões sobre a pouca eficácia da repressão ao uso de entorpecentes e, em especial, a descriminalização da maconha, inexoravelmente, já estão em marcha.”

  • Antonio Carlos
    2 mai 2011 | Permalink |

    BRUNO
    Onde o SENHOR leu alguma afirmativa minha, de quê o ópio medicinal não existe? Sugiro que releia o meu comentário, e se ainda não entender, posso destrinchá-lo… o comentário, viu?
    Aliás, dispenso suas argumentações sobre o poder terapêutico de substâncias dessas drogas, consideradas ilícitas, mesmo porque, recentemente, após uma cirurgia, fiz uso de medicamentos que contêm duas dessas substâncias – um deles é a CODEIN (nome de fantasia, óbvio).
    Sou plenamente a favor do uso da MACONHA, em sendo ela legalizada, caso fosse sob rigoroso controle liberada para consumo e tão somente como meio terapêutico. Mas seria infantilidade para não dizer idiotice de minha parte acreditar em qualquer controle governamental e que todos que se dizem adeptos de mesma ideologia, não aproveitariam da oportunidade para darem uns “tapinhas no cigarro do capeta”.
    E “BASEADO”, até onde sei, nunca curou ninguém!

  • Bruno
    2 mai 2011 | Permalink |

    Não, realmente não disse – mas não era o ponto do meu comentário querer lhe desdizer – só usei os seus exemplos e fiz uma afirmação, sem em nenhum momento faltar com educação e respeito pela sua opinião. Somente para demonstrar o uso legal de substâncias sob o meu ponto de vista.

    Não acredito que a maconha deveria ficar apenas na esfera medicinal – ao contrário do ópio que tem alto poder aditivo e risco de overdose e por isso exige controle rigoroso. Não é o caso da maconha, ela pode ser usada de forma responsável como droga recreativa e possui menos riscos que alcool ou cigarro.

    Posso afirmar isso por experiência própria. Usei por onze anos entre minha formação em engenharia e meu mestrado em engenharia aeroesácial – quando passei em concurso público e decidi parar até poder usa-la de forma legal – pois se plantasse seria preso e se comprasse estaria cooperando para a violência e pondo em risco vidas como a sua de policial por financiar o tráfico. Não tive crises de abstinência – apenas saudade. Então posso afirmar que ela PODE ser usada como droga recreativa e com segurança se for de forma responsável.

  • Bruno
    2 mai 2011 | Permalink |

    O que também queria deixar claro é que assim como é errado generalizar os policiais pelo comportamento criminoso e corrupto de uma minoria podre – o mesmo vale para usuários de maconha. É tão injusto dizer que “maconheiro é um lesado sem futuro” quanto afirmar que todos que bebem uma cerveja no fim de semana com os amigos são alcoolatras perdidos na vida.

    Os casos de abuso são minoria. É simplesmente injusto que eu não possa plantar meu fumo em casa ou no sítio. E tenha como única droga recreativa o alcool, que nem gosto tanto e geralmente me faz mal.
    Vocês tem tanto a fazer para ajudar com propósito de uma sociedade melhor e mais justa – faz sentido, realmente, ficar prendendo maconheiros?

    Sei que prendem bebados também, mas só quando estão sendo uma ameaça a outros indivíduos ou patrimônio – o mesmo deve valer pra qualquer droga – mas perder tempo de policia atrás de chapados fazendo nada além de fumaça é realmente sem propósito.

  • Claudio
    3 mai 2011 | Permalink |

    Em hospitais de Israel a maconha é fornecida de graça para os pacientes em forma de cigarros, que são enrolados por voluntários.. Saiu em vários noticiários.
    Nos EUA, Califórnia, 28 mil pessoas já estão sendo tratadas com maconha, que é vendida ou doada em sua forma natural. Embora ainda não tenha “curado” doenças, já tirou diversas pessoas do leito de morte, como pacientes de AIDS e câncer que não suportavam mais as quimioterapias, e devolvendo vidas normais a todos que sofriam de dores crônicas, esclerose múltipla e glaucoma.
    .
    Com essa “legalização” a maconha medicinal, nos EUA se tornou a segunda maior e mais rentável plantação, perdendo somente para o milho e gerando 30 bilhões de dólares por ano, e esse dinheiro não vai para traficantes.
    .
    Quanto ao uso recreativo.. fica por conta de quem quiser. Ninguém é obrigado a usar, da mesma forma que ninguém é obrigado a usar álcool, calmantes, anti depressivos, e etc.. de forma recreativa.
    .
    “Cigarro do capeta” ?! Eu diria que seria mais correto dizer “bebida do capeta”, por tres motivos: o álcool mata 2 milhões e meio de pessoas por anos; não serve pra nada na medicina; e o próprio nome já sugere que é uma “bebida do demônio”.
    .
    Foram os árabes a batizar o Álcool com o nome que conhecemos, que deriva da palavra Al-Kuhul ‘o ‘antimônio”.
    .
    No entanto para eles a palavra atualmente é Al-Ghawl, em inglês The Ghoul, literalmente “o espírito/fantasma”.
    .
    O próprio Al Corão contra indica fortemente o uso de álcool, e sendo assim, os muçulmanos são abstêmios. Talvez isso seja devido a percepção que os árabes tem de seu próprio vocabulário. Eles foram os precursores do Álcool, e também os primeiros a abandoná-lo.
    .
    E de acordo com uma interpretação comum no islã, similar a interpretações comuns da bíblia, esse “espírito” no caso, AL-GHAWL pode ser traduzido como: O DEMÔNIO.
    .
    Hoje em dia, dizer que maconha é cigarro do capeta, não causa mais medo em ninguém. Esse termo foi usado em 1930, e o consumo nunca diminuiu por causa disso, só serviu pra justificar a proibição e as prisões.

  • Judas Beholder
    3 mai 2011 | Permalink |

    Esses fundamentalistas xiitas defensores da continuação do tráfico já vem denovo com esse lance de cigarro do demônio?

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Quem esses alienados acham que assustam com essa mentira mal contada?

    Faz me rir!

  • Fabio
    22 mai 2011 | Permalink |

    A Grande verdade é que maconha é anti produtiva, um maconheiro tende a nao se submeter a trabalhos como uma pessoa normal. Isso é sabido e foi uma das principais razoes da sua proibiçao. Foi ai que entrou a cocaina e o café para fazer as pessoas mais ativas isso a mais de 50 anos atràs. Ai proibiram a cocaina tambem pois causava demasiada exitaçao… até ai tudo bem, mas desde entao qualquer coisa que te faça pensar um pouco, ou te relaxar, que te faça ver que o mais importante nao é somente produzir mas estar junto com pessoas queridas, rir, comer, dormir, bem estas coisas tem que ser proibidas né! hahaha

    Engraçado o mundo, se nao fosse a maconha o brasil nao teria nem sido descoberto, provavelmente hoje ainda viveriamos em cavernas…

    Dada a terrivel resposta do Governo brasileiro ao movimento de hoje, que presenciei inalando gas lacrimogenio, e presenciei gente se machucando, so posso dizer que adorei pois mais uma vez vimos esfregar a hipocrisia desde os Nazis e evangelicos, que é a base do que agente acredita ser um pais livre, e entre tiros e explosoes assustadoras, esvair-se a chance de que essa gente ainda que muito ignorante e sem cultura nao por suas culpas, perceba que ainda vivemos em uma ditadura e quem sabe acorde.

  • Fabio
    22 mai 2011 | Permalink |

    Depois da Macha Gay e agora os maconheiros logo teremos a macha do Incesto, do Crack, da Pedofilia, é só deus sabe mais o que ….

  • Jonathas
    23 mai 2011 | Permalink |

    Querem fumar seus baseados, que fumem nas suas cachangas, seus maconheiros, mas não obriguem os contrários a esse vício pernicioso a inalarem a fumaça do “CIGARRO DO CAPETA”. Se vocês não têm amor à própria vida, que pelo menos, respeite o direito das outras pessoas que optarem em viver num mundo menos poluído atmosfericamente, pessoas estas que não estão a fim de abreviarem suas vidas ao inalarem a fumaça de suas maconhas.
    Pois é Fabio, além do que você listou, daqui a pouco esses DEMENTES vão sair em passeatas e, em côro vão querer a legalização do racismo, da poligamia, da liberação da venda e consumo de bebidas alcoólicas para menores, do porte de arma de fogo por civis, (desde que sejam maiores de 18 anos de idade), do comércio e uso do OXI, e por aí vai. Essas atitudes deles, nos fazem acreditar que o consumo do “cigarrinho do capeta” já está fazendo os estragos em suas cabecinhas ocas.

  • 16 jun 2011 | Permalink |

    Interessante, outro dia cheguei para entrar no serviço e estavamos todos alí conversando, quando de repente, perguntei aos amigos polciais militares sobre a legalização da Maconha, estavamos em 6 (seis) policiais, 2 de imediato disseram ser contra, alegam ser a porta de entrada para as outras drogas, um 3º (formando) em Educação Física, disse também ser contra.
    Sobrou 3 pm’s, que eram a favor, pois as políticas de repressão não funcionam, geram violência, enriquecem os traficantes etc. O que mais me chamou a atenção foi que os 3 que eram contra, eram os de menos escolaridade, enquanto os outros 3, eram formados, dois em Direito e um era professor de Geografia. O que será q acontece?

  • osvaldo soares
    16 jun 2011 | Permalink |

    Fiquei surpreso com a decisão do STF, fim da discussão devemos aceitar, o que me intriga é os interesses obscuros desta discussão em um país, com uma disparidade social imensa.Fico preocupado com nossos filhos e as gerações futuras. Já vivemos a geração “Paz e Amor, “Coca-Cola”, “WEB” e agora Geração “Viciados”?. Descriminalizar isto já acontece na prática, quem trabalha na rua sabe disto, quanto a legalizar é outra coisa. Deveríamos organizar Marchas para melhorar a Educação a Saúde e o fim da corrupção em nosso país, pra isto a maioria dos “intelectuais” não se mobilizam. Definitivamente devemos respeitar a decisão do STF, dificil será pôr em prática o que foi estipulado para ocorrer a Marcha, como proibição de uso de drogas em praça pública, presença de crianças e apologia disfarçada para uso de drogas. Já sei pra quem irá sobrar, os Policiais . Sejamos inteligentes não comprem esta briga! Tenham como exemplo a PM de São Paulo, todo mundo saiu debaixo e a PM ficou taxada de opressora e comparada aos tempos da Ditadura. Teoria é uma coisa, prática é totalmente diferente!

  • 17 jun 2011 | Permalink |

    Verdade Osvaldo, não vemos Marchas de/por um Direito a Educação, a Sáude pública, ao transporte público eficiente, menor tarifa de telefonia e internet, menos impostos, casa própria, aumento de vagas nas universidades, segurança pública etc.
    A quem interessa essa situação de caos e insegurança que vivemos? a quem ?

  • 18 jun 2011 | Permalink |

    Os Ministros do STF estão ficando loucos, isso me preocupa. Se vc usa uma camisa com o simbolo da maconha é crime, porque não a Marcha da Maconha? Então o que os Bombeiros do RJ fizeram não deveria ser crime, pois não é crime reinvindicar direitos.
    Os Ministros do STF devem rever os seus conceitos antes de sairem deliberando apologia ao uso de intorpecentes.

  • Bóris
    7 set 2011 | Permalink |

    SD KLEBER

    Raciocínio e matemática burra a sua. Ora, a metade de seis é três, não é? Logo as opiniões se dividiram igualmente, e qual o problema nisso?
    O que você está insinuando com: “… O que mais me chamou a atenção foi que os 3 que foram contra, eram os de menos escolaridade, enquanto os outros 3, eram formados, dois em Direito e um era professor de Geografia…” ?
    Grande coisa ser formado em Direito e Geografia, Rs! Tanto isso é verdade que esses dois diplomados são soldados de polícia, seus colegas de “profissão”.
    Me desculpe a franqueza, mas se os referidos cursos tivessem tanta importância, com toda certeza esses seus amiguinhos teriam procurado coisa melhor.
    Para seu governo, eu além de ser formado em Direito, também cursei engenharia eletrônica, não sou soldado de polícia e muito mensos a favor da DESCRIMINALIZAÇÃO nem da LEGALIZAÇÃO de qualquer que seja a droga considerada ilícita.
    Ah, e como perguntar não ofende, vc se enquadra em qual daqueles grupinhos??? O dos formados ou o “de menos escolaridade”? É que vc não especificou, ou será que eram SETE e vc só sabe contar até SEIS? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • 8 out 2011 | Permalink |

    O GOVERNO DA HOLANDA CONFIRMA: MACONHA FAZ MAL À SAÚDE

    Milton Corrêa da Costa

    A chamada “corrente progressista”, encabeçada no Brasil pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que objetiva a descriminalização e legalização de drogas, a começar pela maconha, inclusive com direito a cultivo para uso próprio, acaba de sofrer um duro revés. A Holanda anunciou, nesta sexta-feira, uma política de menor tolerância com a maconha. O governo holandês declarou que vai nivelar a chamada “maconha de alta concentração”, vendida no país, na mesma classificação de tóxicos como a cocaína e o êxtase, drogas consideradas pesadas. O ministro da Economia da Holanda, Maxime Verhagen, afirmou que a droga, com mais de 15% na composição de sua substância psicoativa, o tetrahidrocanabinol (THC), tem uma potência muito maior do que a forma mais leve da erva. Segundo ele, o tóxico “causa um prejuízo crescente na saúde pública do país”. A medida é o passo mais recente do governo holandês para tentar reverter a notória política de tolerância da Holanda com as drogas.

    Assim chega-se á conclusão, após diferentes estudos e pesquisas empreendidas aqui citadas, que a cannabis não é tão inofensiva e recreativa como alguns imaginam. O hábito de fumar maconha, mesmo em pouca quantidade, pode danificar a memória, segundo recente estudo elaborado pela Universidade Federal de São Paulo(UNIFESP). Quando o uso é crônico e se inicia antes dos 15 anos de idade, o risco é ainda maior, devido ao efeito tóxico e cumulativo do tetrahidrocanabinol (hoje mais potente pelas mutações genéticas), no desempenho cerebral.

    Ficou constatado, por exemplo, que no exame toxicológico efetuado no jovem Carlos Eduardo Sandfeld Nunes, de 24 anos, assassino confesso do cartunista Glauco Villas Boas e do seu filho Raoni, fato ocorrido, no ano de 2009, em São Paulo, que ele se encontrava sob o efeito de maconha no momento do crime. Ressalte-se que Cadu, apelido do homicida, fumava cannabis desde os 15 anos, não estudava nem trabalhava , passando a traficar a droga e apresentava surtos psicóticos (alucinações e delírios).

    Tal fato remete-nos a uma pesquisa – foi publicada tempos atrás nas páginas da Internet com notícia originária de Londres – onde mostrou que jovens que fumam maconha por seis anos ou mais têm o dobro de possibilidade de sofrer de episódios psicóticos do que pessoas que nunca fumaram a droga. As descobertas fortalecem uma pesquisa anterior que relacionam psicose à droga, particularmente em sua forma mais potente, o skunk. Apesar da lei que proíbe, em alguns países, o consumo da cannabis e outras formas, cerca de 190 milhões de pessoas são usuárias de maconha no mundo, segundo estimativa da ONU, o que envolve 4% da população ativa. O país com o maior número de consumidores é a França.

    John McGrath, do Instituto Neurológico de Queensland, na Austrália, estudou mais de 3.800 homens e mulheres nascidos entre 1981e 1984 e comparou seus comportamentos, após completarem 21 anos de idade, para perguntar-lhes (já eram pacientes) sobre o uso da maconha em suas vidas, avaliando os entrevistados para episódios psíquicos. Cerca de 18% relataram uso de maconha três anos ou mais, cerca de 16% de quatro a cinco anos e 14% durante seis ou mais anos.. Comparados aos que nunca haviam usado cannabis, jovens adultos, que tinham seis ou mais anos desde o primeiro uso da droga, tinham duas vezes mais chances de desenvolverem psicose não afetiva, como esquizofrenia, disse McGrath, conforme estudo publicado na revista de psiquiatria “Archives of General Psychiatry.

    Mais uma voz responsável surge para acabar com essa ideia de que a maconha é uma droga inofensiva. A diretora do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas (Nida, em inglês), a mexicana Nora Volkow, jogou mais uma pá de cal nessa falácia: “ Há quem veja a maconha como uma droga inofensiva. Trata-se de um erro. Comprovadamente, a maconha tem efeitos bastante danosos. Ela pode bloquear receptores neurais muito importantes. Estudos feitos em animais mostraram que, expostos ao componente ativo da maconha, o tetrahidrocanabinol (THC), eles deixam de produzir seus próprios canabinoides naturais (associados ao controle do apetite, memória e humor). Isso causa desde aumento da ansiedade até perda de memória e depressão. Claro que há pessoas que fumam maconha diariamente por toda a vida sem que sofram consequências negativas, assim como há quem fume cigarros até os 100 anos de idade e não desenvolva câncer de pulmão. Mas até agora não temos como saber quem é tolerante à droga e quem não é. Então, a maconha é, sim, perigosa” – afirmou a psiquiatra que conduziu na década de 80 os estudos comprovando que a cocaína causa dependência química, além de graves danos ao cérebro.

    Assim sendo, ainda que conclusões científicas precisem ser relativizadas mormente quanto a um tema tão polêmico – cada caso é um caso – não se pode desconsiderar tais estudos. A busca de estados alterados de consciência, através do uso de drogas ilícitas -não estamos falando das drogas livres sob o ponto de vista legal e jurídico nem das controladas por receita médica- é própria da espécie humana desde a antiguidade e os progressistas vem afirmando, cada vez com mais ênfase, que o mundo definitivamente perdeu a guerra contra as drogas ilícitas. Ou seja, a política atual seria um verdadeiro fracasso e o caminho do bom senso seria a descriminalização do uso de drogas. O estado não teria inclusive o direito de proibir o uso. A grande vantagem seria o enfraquecimento do crime organizado, sem falar na redução da corrupção policial que a ilegalidade da droga sempre proporciona.

    Tais argumentos são válidos não resta dúvida, até porque abstinência total de substâncias entorpecentes ilegais seria utopismo imaginado pelos conservadores. Obviamente que o mundo sem drogas não existe. As drogas sintéticas e as ‘legal highs’, fabricadas em geral nos países mais ricos, são inclusive as que tiveram maior aumento de consumo nos últimos anos. A questão é saber- não há certeza sobre tal dúvida- se uma política de enfrentamento ao problema com a descriminalização seria de fato o cerne da estratégia que propiciaria o efetivo controle do estado e a consistente redução de danos. Há que saber também quanto se gastaria com despesas de recuperação de dependentes numa política mais permissiva.

    Registre-se que apesar do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack o país não está conseguindo conter a epidemia do uso da chamada ‘droga da morte’. Tal plano não tem sido capaz de atender a 1/3 dos 95% dos municípios envolvidos com a gravíssima questão que põe em risco toda a juventude. As cracolândias espalham-se rapidamente pelo país. O oxi, droga mais devastadora ainda que o crack, também já está presente em 13 estados brasileiros, fazendo crescer a ameaça aos mais jovens.

    Por outro lado, num recente debate, na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, concluiu-se que a venda indiscriminada de bebidas a jovens, sem o devido controle, além de funcionar como uma espécie de porta de entrada para o consumo de outras drogas, seria argumento suficiente para derrubar qualquer inciativa de liberação do consumo de drogas no país. Sobre o perigo do crack. O médico psiquiatra Emanuel Fortes Silveira Cavalcanti, representante da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), presente ao debate da comissão do Senado, lembrou que o consumo da droga tem aumentado no país e que, em Goiás, por exemplo, 60% dos julgamentos de crimes têm como réus usuários da droga. Ele não poupou críticas à “falta de controle” do governo sobre as indústrias químicas que fabricam éter e acetona, insumos fundamentais para o refino da cocaína e, por consequência, do crack, que é um derivado da droga.

    A realidade é que descriminalizar e legalizar drogas no país pode ser um verdadeiro tiro no pé. Neste caso a emenda poderá ser pior que o soneto. À sociedade e ao governo fica bem claro que o melhor caminho continua sendo a prevenção e o tratamento para recuperação dos dependentes e os “usuários recreacionais”, ainda que também estes financiem os fuzis do tráfico e a violêncis. A Holanda acaba de constatar e mostrar ao mundo que quando o assunto é drogas não há verdades absolutas e acabadas. Por enquanto, no Brasil, a guerra às drogas tem que prosseguir. O país não pode virar palco permissivo de uma legião de jovens drogados, amotivados e sem rumo.

    Milton Corrêa da Costa é coronel da PM do Rio na reserva

  • GREEN MARLEY
    27 out 2011 | Permalink |

    sou usuario de canabis e ñ vou cometer o equivico de afirmar que seja 100% benéfica,pois remédios tambem apresentam contra-indicações.más o usuário de maconha ñ aguenta mais encontrar seu produto nas prateleiras do crime,pois se plantar a pena seria muito maior,e muitas das pessoas que defendem a sua criminalização,estão os que dirigem embriagados,que é muito pior e ai só me resta dizer a esse zé povinho,vão cuidar das próprias vidas e deixe-nos fumar nosso sagrado baseado em paz,pois que ñ quer ñ é obrigado e nem tem o direito de privar nos daquilo que mais gostamos,afinal é uma DELICIA

  • Bruno
    16 dez 2011 | Permalink |

    Falou e disse GREEN MARLEY

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