
Falam que o cangaço foi coisa do passado… será? Eu penso que temos coisa pior por aqui. O maior desrespeito à sociedade é o tal do assalto a banco, sobretudo da forma como vem sendo realizado. É a maior desmoralização que as cidades do interior da Bahia estão passando ultimamente. Mas tem jeito. Realmente é preciso ações conjuntas dos órgãos que integram o sistema de segurança pública, mas, sem dúvidas, um dos maiores empecilhos hoje para os assaltantes de banco são as Companhias Especializadas, as quais se forem objetos de reforma urgente, certamente reduzirão a quase zero essas ocorrências.
Viaturas da Polícia Militar e sedes de Unidades destacadas sendo metralhadas; uniformes camuflados; coletes balísticos; viatura de Unidade Especializada sendo clonada; utilização de armas de grosso calibre; carros potentes de fuga, e pessoas reféns são algumas variáveis identificadas nos assaltos a banco, cujos meliantes também investem, e muito bem, em apoio logístico e comunicação.
Não raro os integrantes do assalto são recrutados às vésperas da ação, sem saber realmente quem é o líder da quadrilha: tudo é articulado por telefone. As armas dos assaltos são alugadas e o dinheiro roubado é revertido para o crime, cujo mentor, muitas vezes, cumpre pena em presídios. Como parece fácil e é rentável, sempre retornam com o mesmo modo operacional.
Qual o resultado disso? Terror nas pequenas cidades do interior; é provisoriamente estabelecido o poder paralelo, e o pânico é geral. Como aparar a sociedade diante desses absurdos? Eu respondo. Além de investigar muito e aumentar o efetivo dos Destacamentos e Pelotões destacados, treinando-o para situações específicas de assalto a banco e reaparelhando essas subunidades com novos armamentos; o Estado precisa investir nas Companhias Independentes de Policiamento Especializado – as CIPE’s, que ainda são a maior pedra-no-sapato para os assaltantes de banco.
Muito embora a operação criminosa dê uma sensação de que os meliantes são superiores à Polícia, isso não é verdade. Veja que temos raras ocorrências de assaltos desta natureza numa cidade de médio porte, onde se baseiam os batalhões e Companhias Independentes; mas sim sempre nas pequenas cidades, as de subunidades destacadas. Esses criminosos se beneficiam temporariamente do princípio da superioridade numérica nos destacamentos, do pesado armamento que lhes é fornecido e da surpresa, deixando-os em situação de vantagem. E mesmo assim normalmente não se arriscam em ferir um policial, porque, não há dúvida alguma, se envidarão esforços maiores para capturá-los. Sem querer supervalorizar as CIPE’s em detrimento dos demais segmentos policiais, é interessante destacar que a cidade do interior da Bahia, onde está presente pelo menos uma guarnição especializada, não ocorre assalto a agências bancárias. Então é possível potencializarmos este policiamento gastando mais dinheiro com Segurança Pública, investindo nas CIPE’s, adotando as seguintes medidas:
1. Reformular as ações operacionais das CIPE’s, a fim de que essas Unidades se preocupem exclusivamente com a missão para a qual foram criadas, elencando o assalto a banco como a maior de suas prioridades; sair para decidir; e para eventos que exijam realmente o emprego de um policiamento especializado, em apoio ou reforço ao orgânico dos Comandos de Policiamento Regionais respectivos. A reformulação inclui restabelecimento de outras metas periódicas por parte do respectivo Comando de Policiamento Especializado, específicas para a atividade das CIPE’s, focando, sobretudo, a produtividade por antecipação.
2. Redesenhar os quadrantes de responsabilidade das CIPE’s, a fim de acabar com os pontos cegos de difícil acesso que ainda existem, centralizando a Base Principal dessas Companhias na sua respectiva área geográfica; reduzindo o número de municípios de cada quadrante para, no máximo, cinqüenta, sendo criada outra Companhia, a CIPE-Sertão.
3. Destacar no interior do Estado o Grupamento Aéreo da PMBA – GRAER, a fim de que cada UOE tenha pousado ininterruptamente um helicóptero na sua Base Sede, para fazer frente aos assaltos. Sem dúvida, eis aqui o maior desafio logístico para a Corporação mas que trará a maior eficiência para combate ao assalto a banco, considerando que será possível e provável a Polícia chegar aos bancos, estando o assalto ainda em andamento.
4. Aperfeiçoar o sistema de comunicação, com repetidoras de rádio de grande alcance, a fim de que todas as viaturas das Especializadas se comuniquem mutuamente; criando uma nova freqüência para as UOE’s, considerando que, não raro, há interferências na comunicação atual, além de outros problemas apresentados.
5. Criação, por cada CIPE, do mapeamento topográfico das estradas vicinais – de toda área de responsabilidade das UOE’s; que deverá ser um compêndio presente nas viaturas e na aeronave, para a identificação das rotas de fuga e possível comunicação do policial com o GRAER.
6. Retorno da realização dos cursos de operações especiais em áreas rurais para os que ingressarem nas CIPE’s, bem como a intensificação do treinamento da tropa das UOE’s.
7. Criação de uma Central de Monitoramento contra Assalto a Banco em cada CIPE, que seria uma central criada em parceria com as agências bancárias, para comunicação rádiotelevisionada à sua UOE correspondente, para deslocamento imediato do efetivo no momento da ocorrência.
8. Criação do Departamento Estratégico Contra Assalto a Banco, órgão da administração direta para munir as CIPE’s de informações sobre o assunto, que trabalharia em parceria com as Agências Bancárias, realizando reuniões periódicas.
9. Remunerar estrategicamente o policial de UOE com gratificação específica, compatível com a natureza de sua atividade, e não somente porque ele trabalha 60 horas além do serviço ordinário.
10. Aumentar o efetivo e o número de viaturas das CIPE’s e reaparelhar o armamento balístico.
Considerando o vulto de um assalto a banco (assim como algumas operações criminosas que vemos no Rio de Janeiro), o crime deveria ser reconhecido por lei como uma operação de guerra. Um crime militar. Assim não se daria espaço para a reincidência, pois os assaltantes seriam julgados e condenados a morte por fuzilamento, uma vez que pena de morte existe no Brasil em época de guerra. Intolerância ao assalto a banco.
O que não falta na Polícia é gente de coragem pra enfrentar o desafio e com vontade de produzir o resultado tão desejado pelo Governo: redução do número de assalto a banco a quase zero. Isso é perfeitamente possível. É preciso investir, gastar dinheiro. Não se faz Segurança Pública sem investimento. Não tem outro caminho, tem que investir; sob pena da situação cada vez mais piorar, porque assaltar banco e ficar rico parece que vicia.
Temos na Bahia hoje o cangaço atualizado; e precisamos extingui-lo urgentemente, porque a cada dia aparecem vários Virgulinos, inúmeros Jesuínos, e outros Coriscos. Todos remodelados. Mais ousados. E que investem sua vida nessas operações de grande vulto, ávidos por dizerem nas praças bancárias: “Foge, foge mulher maravilha! Foge, foge com Super Man.”
O deles tá vindo aí.
É o que penso, sob censura.
Autor: Emmanoel Almeida -















43 Comentários
Ótimo post. Parabéns ao “abordagem policial” pelo excelente texto. Pena que os bancos não tem o menor interesse em minimizar essa onda de assaltos, pois, seu dinheiro está bem guardado, nos cofres da seguradora. Esquecendo um pouco o desiteresse dos bancos, as medidas propostas nessa matéria realmente diminuiria e afuentaria de forma esmagadora as quadrilhas de assalto a bancos.
Antes que eu me esqueça…
Verdadeiramente as CIPE’s são um instrumento potentíssimo devido o seu efetivo “raçudo”, adestrado e competente. Uma arma poderosa que o governo tem , porém, ainda não aprendeu a usar/investir, melhor nelas (CIPE’s).
No inicio da leitura decidi que não iria comentar, mesmo no mínimo principio, já ter tomando um ‘baque’…
Na medida em que fui lendo, observava o absurdo crescendo (em MINHA opinião…), até que não me contive, a ponto de acabar escrevendo…
“O maior desrespeito à sociedade é o tal do assalto a banco…” A sociedade pouco se lixa para esta modalidade criminosa, a não ser quando esta envolvida, como vitima é claro, de resto pouco se vê ou ouvimos notas de reprovações, chego até a imaginar que muitos que cinge áreas bancárias até desejam que aconteça para sobrar “o meu (deles)”.
Este é um crime que se não gera vitimas, não gera pânico ou indignação, a não ser das instituições de segurança, de comunicação e dos próprios estabelecimentos bancários. Então quer dizer que a sociedade admite, até gosta dos assaltos? Não, não, em absoluto, óbvio, a sociedade não gosta e não admite, pois é um crime, mas mesmo assim “ela” não se sobressalta como nos casos de dano a vida ou a dignidade sexual e até em outros casos de dano ao patrimônio, casos de roubo comum a pessoas, latrocínios, seqüestros… Que a depender causa comoção pública, o assalto a banco é algo distante, outrora glamorizado pelas lutas contra a ditadura e pelo espírito de Robin Hood, por vezes, também enaltecido por filmes antigos e novos… Por fim, na conseqüência do espírito capitalista desenfreado, que pra muitos pode valer como um “cala boca” às grandes.
Com a maior das certezas absoluta de todo o mundo, esta não foi, não é, e talvez um dia possa vir a ser “…a maior desmoralização que as cidades do interior da Bahia…”, eu tenho a certeza máxima de que as cidades do interior baiano tem tantas outras mazelas mais importantes que essa se não passa despercebida, no máximo não confere nota de capa a jornal, até pelo caráter comezinho que tem se tornado tal modalidade, agora, para nos sim, para a policia é sim uma nota dissonante, haja visto que expõe nossa vulnerabilidade e deficiências.
Eu não vejo como solução para este especifico problema o…
“…aumentar o efetivo dos Destacamentos e Pelotões destacados, treinando-o para situações específicas de assalto a banco e reaparelhando essas subunidades com novos armamentos…”
Eu não vou me repetir dizendo que é óbvio que precisamos aumentar o efetivo dos destacamentos, que é diminuto a vergonha, tanto seu efetivo como as minuciosidades que circundam e efetivam o serviço policial… Pois isto é mais que óbvio, é urgente, contudo em curto prazo não temos como fazê-lo a ponto de poder fazer frente a assaltos como estes. É beirar o suicídio… A solução em curto prazo ou imediata foi muito bem falada pelo próprio autor:
“…investigar muito…” e muito, investir nas investigações e nas ações de inteligência. Até atingirmos o ponto necessário de material humano, belicista e logístico para os destacamentos (será um dia?).
Corroboro com a afirmativa de que os bandidos “não são superiores a policia” nos sabemos disso e eles também, parcela da população também achei isso, mas por muitos dividendos não falam ou admitem isso.
Os 10. Pontos que forma estabelecidos como meta para “livrar” a sociedade desse mal, alguns são interessantes e viáveis, outros são inviáveis ao menos no imediato e um outro é esdrúxulo, para ficar no mínimo a se dizer bom, mas também é minha opinião…)…
1.
“sair para decidir”, isso ai quer dizer matar por matar, ou é matar se houver confronto (legal)?
“produtividade por antecipação” é um bom ponto, que eu costumo elencar em meus debates sobre nossas atuações, só que esta antecipação militar/ostensiva deve estar embasada na investigação, sobre pena de ver no tribunal (legal), a desconstrução de todo o trabalho, a não ser que a antecipação seja só para “decidir”.
2.
Legal!
3.
Lindo, se assim conseguíssemos seria simplesmente lindo!
4.
Ótimo também, mas as freqüências de rádio nem sempre ficam ao sabor da tecnologia apenas, por serem freqüências de rádio também dependem de uma gama geográfica de estudos, melhorias e em algumas nem há realmente o que fazer. Pois clima, relevo e distancias interferem nessa “programação”.
5.
Ótimo!
6.
Ótimo também.
7.
É do ponto de vista policial é bom, mas depreender tudo isso para dinheiro que esta a segurado e deixar os outros crimes que acometem com maior ferocidade a sociedade é questionável, a não ser que para as outras áreas de igual forma seja investido, pois se não é apenas dizer com outras palavras que o que vale mesmo é o dindin e não o ser humano.
8.
Repito o que eu disse no item 7.
9.
Não vejo porque, mas vá lá, pelo menos justifiquemos com mais propriedade e maior maquiagem, que seja pela produtividade, pois até as CIPE’s chegarem quem toma conta ou leva bala são os PM’s dorli, ordinários, convencionais e etc. que nessa medida arriscam-se bem mais…
10.
Ótimo !
E chegamos à parte, aparte, operação de que…? Como na ocasião do Rio volto a dizer aqui, Ilegal! Ridículo!…
Estado de guerra é situação derradeira, extremada, onde as soluções não puderam ser contidas pelos meios convencionais. É uma situação de atentado ao ser humano, que exige muito da sociedade, suprime direitos, garantias e tudo mais conquistados a duras penas outros… Para serem assim dirimidos só porque o Estado esta com seus atestados de incompetência e falecia. Penalizar o todo da sociedade de “bem” por um punhado de pessoas do “mal” é até engraçado. Será que se pensa em estado de guerra como uma ação mínima para alcançar um pequeno fim? “Estado de guerra só para pegar o pessoal que assaltou a agencia bancaria de Souto Soares, viu gente!”
É de se surpreender se o pensamento for este, e mesmo que seja outro, o não conhecimento por parte de um policial da legislação, da confluência, sócio-filosofica do país, e as demais peculiaridades que cercam estas medidas, é grave. Pois eu acredito que o autor seja um policial; e sendo assim, é difícil conceber que ele ache que um estado de guerra, que erroneamente foi citado o Rio como exemplo de tal medida, o que não é verdade (por sinal em um texto publicado aqui eu critico isso, sugerido até a tal medida extrema, ja que se quer legitimar atos atrozes que seja com base na legislação vigente, e não em estratagemas infundados), o que houve la foi uma operação de guerra e não uma declaração de estado de guerra, o que é totalmente diferente.
Quanto à questão do julgamento, da pena de morte e sua execução, a execução “por fuzilamento” do apenado, de tão esdrúxula (na minha humilde opinião) eu não vou nem comentar, meu bom senso (ou mau, quem sabe? Depende do lado que se vê…) me impede.
Parabéns pela iniciativa, e desculpa pela discordância, mas:
“É o que penso…”
=/
Ah! Eu gostei da foto do texto, tem um colega meu de turma logo de cara, o “sapo” rs! vou pertubar ele, “ta famoso…” rs!
correto, concordo tambem com o monteiro , a comunidae nao ve o assalto a bancos como uma super absurdo , e tambem nao acho que um assalto a banco seja o maior desrespeito a sociedade ,longe disso.claro que nao é o maior desrespeito, agora penso , que essas acoes das especializadas , no interior se trabalhadas certas vai fazer um enorme diferença, agora penso que só com combate simples e direto acaba com esses assaltos a bancos no interior, acima de tudo insvestigacao , isso sim vai fazer uma diferenca monstruosa, a prevencao , a inteligencia, , nao se previne , nao se insvestiga , assim so a policia militar nao da conta , acima de tudo combater nos bastidores , com trabalho de inteligencia aliado ao combate vao dar resultados
A propósito, o maior desrespeito são os assaltos que ocorrem no interior das agências bancárias todos os dias, com as taxas extorsivas que cobram de seus clientes.
Para se colocar um simples biombo entre o caixa e a fila para diminuir os roubos nas saídas de banco tem que se fazer uma lei com pena de multa, e mesmo assim muitos banqueiros preferem pagar a multa.
Quando o animal de um segurança aperta o botão de pânico por engano ou simplesmente para calcular o tempo de “resposta” da pm, ficam travando a porta bloqueando a entrada dos policiais, alegando que está tudo bem e que a presença policial constrange seus clientes.
O que constrange, na verdade, é o tempo que se perde numa fila, esperando para ser atendido. Quem pega o celular para acionar o Procom para reclamar, é interpelado por um funcionário dizendo que é proibido o uso do referido no interior da agência.
EWERTON MONTEIRO,
Seu texto é coerente também! Parabéns!
abraços!
Em tempo: os policiais que postam aqui são muito inteligente. Queria que no meu Estado (Rio) a metade dos pms tivessem este nível. Se na prática os senhores forem igual ao que postam aqui ……
Muito bom Monteiro, tbm gostei d sua posição, mas cuidado o autor do texto é Tenente. Na boa acho q quando ele tava escrevendo cabou se empolgado e sai um pouco da linha, botando os pés pelas mãos, tbm acho q o foco principal nas ações de assalto a banco devem partir das investigações, escutas, monitoramentos e as ações militares se dariam depois. O GRAER é uma ótima alternativa, gostei dela tbm, e acho q diferenciar salários e pena de morte uma bobagem.
sd antonio carlos? naoentendi quando vc falou , mas cuidado o autor do texto é tenente ?
nao gostei do texto , na boa achei exagerado,
foi um tenente que escreveu ? essa é a ideia do tenente é ?
Se os DPMs fossem estrategicamente edificados, priorizando pela permanência dos policiais em um andar superior, com muralha compondo barricada, próximo ou diante das agências, seria possível reagir e revidar mesmo tendo apenas uns 3 PMs com Mosquefal…
Amigos da capital e grandes cidades, a polícia comunitária é para vocês, que vira e mexe estão solucionando problemas de som alto ou brigas de casal, algo muito importante e necessário, mas nem de longe semelhante ao que se vê no faroeste interiorano. Precisamos de mini-fortalezas, e não de quartéis abertos, escancarados, desprotegidos, imaginando que isso tornará os policiais mais humanos e educados, e fará com que a população os cumprimente e tenha boas relações… Somos combatentes, para isso precisamos estar prontos! Deixa a policia cidadã, tão útil e necessária, para os Conselhos de Segurança, as Associações de Bairro, os condomínios em cidades grandes – no interior, “na roça”, o enredo é outro, bem distinto!
Assim como operações especiais é assunto para COE, roubo a banco é relativo às CIPEs, alcançando ainda subunidades especiais de BPMs ou CIPMs que gozem de condições para agir/reagir, como o 20ºBPM/Paulo Afonso, por exemplo. Aos destacamentos, cabe a primeira resposta, desde que não já sejam rendidos, o que pode acontecer por conta de falhas estruturais, como já comentado acima, ou incapacidade tática.
Roubo a banco no interior afeta a muito sociedade, quem não entende isso certamente vive em cidades desenvolvidas… Meus caros, notadamente EWERTON MONTEIRO, quando uma agência é detonada por explosivos ou alvo de roubo por vezes seguidas, o Banco pode decidir por fechá-la, o que obrigará de pessoas carentes a grandes empresários viajar longas distâncias, até mais de 100km, para fazer depósitos ou saques, causando transtorno, despesa e prejuízo, sem contar que geralmente acarreta em “pedágios” ou rendições nas estradas esburacadas, aumentando a violência… Talvez não seja possível enxergar isso estando longe dessa realidade.
Fortalecer a PM toda é muito necessário, e como as CIPEs em geral se destacam pela eficiência, podem ser encaradas como prioridade, suplantando inúteis vaidades.
O tema é bastante interessante, dá margem para mais e mais comentários.
Lendo os 3 últimos comentários anteriores, me preocupa muito a triste possibilidade de ver uma discussão séria sobre assunto prioritário se tornar palco de mais um enfadonho duelo de classes…
Por favor, agora não…!
vitor pergunte a qualquer banqueiro , se ela pensa em fechar alguma agencia , por foi asssaltada , ou ate mesmo explodida, o nego para com isso, o seguro cobre tudo meu velho , nenhum deles querem fechar agencia nao , muito pelo contrario querem e´abrir,mas sinceramente com toda certeza assalto a bancos nao é , e nunca foi em lugar nenhum do planeta , o maior desrespeito a sociedade.
Atualmene na PMBA só se fala em CIPE, admiro muito o trabalho realizado pelas CIPE’s, mas, não podemos esquecer que não só as CIPE’s são importantes, a polícia é um todo, toda a polícia precisa ser forte, valorizada.
Até parece que só é polícia quem pertence a alguma CIPE, o restante da tropa fica renegado a segundo plano.
Infelizmente, alguns companheiros pertencentes as CIPE’s discriminam os colegas de outras Unidades, muitos quando chegam em uma determinada cidade para desenvolver alguma operação, ignoram completamente os colegas daquela cidade, esquecem que hoje eles estão em uma CIPE, mas, amanhã pedem estar em um DPM e vice-versa.
Correção: Atualmente.
LUQUINHA: O banqueiro pode não pensar, afinal é o bancário quem fica no meio do tiroteio, é feito refém… A justificativa do seguro é como um atestado de inutilidade da polícia, ela vai parar de proteger aqueles que pagam 2 vezes pela proteção?
Como sempre faço aqui e no percurso da minha vida, antes li com atenção, fiz uma analise e depois comentei, estou passivo de erro em alguma dessas etapas? Sim, claro que sim! Mas fiz na boa-fé e com boas intenções. Nunca na tentativa de desmerecer quem quer que seja, aliás, se observarem meus comentários aqui devem poder deduzir isso…
Portanto eu devo acreditar que, não fui bastante claro nos meus comentários e em relação ao post do colega, sendo assim vou descrever o que eu quis dizer novamente, bem sucinto e resumidamente, novamente.
A questão do reaparlhamento e etc. dos DPM’s eu pincelei, inclusive sendo favorável.
“Eu não vou me repetir dizendo que é óbvio que precisamos aumentar o efetivo dos destacamentos, que é diminuto…”
Nunca afirmei que uma agencia bancária poderia e deveria ser assaltada, muito pelo contrário, sei de todos os transtornos que isso implica que vai desde a ordem financeira, a criminal, passando pelo estado de alerta e social, a única coisa de que destoei foi do caráter alarmista que o autor do texto trouxe a pratica, pois se observares, este não é um crime que alarme de imediato a sociedade, deixei isso bem claro…
“Então quer dizer que a sociedade admite, até gosta dos assaltos? Não, não, em absoluto, óbvio, a sociedade não gosta e não admite, pois é um crime, mas mesmo assim “ela” não se sobressalta como nos casos de dano a vida ou a dignidade sexual e até em outros casos de dano ao patrimônio, casos de roubo comum a pessoas, latrocínios, seqüestros… ”
E outra, dependendo do porte agencia nenhuma fecha as portas por causa dos assaltos, temos um exemplo aqui né? Uma que vergonhosamente foi assaltada mais de 04 vezes já… E ela continua lá, sabe por quê? É rentável a relação de risco custo-benefício compensa, e banqueiro que é isso… Lucros!
Mas claro como policial devemos combater isso, pois por menos que seja o impacto nas vidas das pessoas outros impactos podem acarretar inclusive o de ordem moral na instituição, mas não tenho que falar de novo o que eu já disse…
Sr. Ten. PM Vitor, meu caro amigo, acho que por estar tanto tempo longe das áreas urbanas, tão encastelado na caatinga, que “…talvez não seja possível enxergar…” as demais “policias” com outros olhos e tendes a defender desmedidamente a que serves, como se esta fosse a melhor, a única que pode fazer e a única que faz, deixando para as outras as ocorrências comezinhas ou pequenas, as sem importância, como se a realidade fosse apenas essa, mas isso é normal, é compreensivo… Só lhe lembrarei que e nunca disse que as CIPE’s e os BOPE’s são necessários, não são especiais, ou o que o valha, como pode-se retornar ao meu post e olhar atentamente o que eu falei passa longe disso, mil vezes longe… Olhem os tópicos enumerados onde o autor do texto trouxe suas soluções para o problema onde eu concordei com ele que as CIPE’s precisam de “apoio” para melhor desempenhar “seu papel”
Dos 10 eu corroborei com 06… Isso é não reconhecer o papel de alguém ou é ser sincero e pragmático…?
Como sei que és uma pessoa de eximia inteligência, tenho certeza que poder fazer isso, ou que tenhas passado por uma ato falho na analise total, normal…
Fortalecer as Policias, repito, as POLICIAS e suas ações e demandas é mais que necessário, é uma obrigação, mas focar só na repressão já esta mais que provado que não nos trará soluções a longo prazo, não enxergar isso é viver num filme “Tropa de elite” ,“Robocop” ou qualquer policialescos desses da vida…
Ações de segurança devem vir com um todo de uma trama intrínseca, e não como xarope para remédio de gripe imediata.
E continuo com minha opinião sobre os derradeiros comentários do autor que, aliás, deveriam também ter sido analisados por seu colega, o estimado Ten. PM Vitor, pois sem esta analise e somente com a visão aos comentários do texto fica deficitário qualquer entendimento maior, como se tivesse uma fragmentação da todos, tornando ao menos os meus comentários relativizados em relação ao texto…
Mingau,
Obrigado!
Jonathas,
Muito obrigado também.
Sd Antônio,
Obrigado também, mas também não entendi o que você quis dizer em que tomar cuidado, por que o autor do texto é Ten. PM… Soou ameaçador e redundante…
E por favor, que “…a discussão séria sobre assunto prioritário…” Não “…se tornar palco de mais um enfadonho duelo de classes…”
Abraços a todos.
=]
Fortalecer as CIPE’s é fundamental, mas daí a construir barricadas tá um pouco pesado não acha?
Antes do confronto deve ser feito um trabalho de inteligência, assim evitando os assaltos e mortes.
Assalto é assalto em qualquer lugar, interior ou capital, Fuzil 556,762,Acredite, Ponto 30 e etc.Se olharmos estratégicamente a fuga é mais fácil no interior.
As medidas a cima são interessantes, se os gestores nos levassem a serio.
Concordo com o Victor quanto aos prejuízos para a sociedade. ¨o Banco pode decidir por fechá-la, o que obrigará de pessoas carentes a grandes empresários viajar longas distâncias, até mais de 100km, para fazer depósitos ou saques, causando transtorno, despesa e prejuízo, sem contar que geralmente acarreta em “pedágios” ou rendições nas estradas esburacadas, aumentando a violência… ¨
¨E por favor, que “…a discussão séria sobre assunto prioritário…” Não “…se tornar palco de mais um enfadonho duelo de classes…”(2)
CENTURIÃO: Inteligência? Na teoria seria muito bom, mas na prática não funciona bem. A PF, que tem como fazer escutas telefônicas, que não se preocupa com patrulhamento preventivo ostensivo, dedicando-se às atividades de investigação, não é capaz de se antecipar e evitar grande maioria dos roubos a banco, que dirá a PM, criada para e ocupada com outras questões diversas…
Acha barricadas inúteis? Visite as sedes de duas CIPMs aqui do norte e constate nelas as perfurações dos tiros de fuzil em históricos roubos a banco, isso por se tratar do quartel do comando da comapanhia, imagine então nos DPMs longínquos… Pergunte aos PMs que servem nesses rincões se não lhes interessaria uma estrutura que oferecesse de fato proteção.
Na área a que me refiro, a realidade é essa.
Valeu pela atenção;foi meu ponto de vista.
Se os caras assaltassem a agência, levassem o dinheiro que é segurado…..eu não tava nem ai…. porém, por aqui já tenho dois colegas em cadeiras de rodas, resultado do confronto nessas ações de assaltos a bancos…………..assim meus caros! na cidade que eu trabalho tudo que se “mexe” é abordado, a noite nos enclausuramos no minúsculo Posto policial, escala de ronda……trincheira…..guerra!….não vejo a hora de sair do inferno…
Depois que vcs decidirem que as CIPE´s terão a varinha mágica de se antecipar aos assaltos no interior, decidam também o que vão fazer com os porventura presos, valeu! Ou será que se esqueceram que sua obrigação é meramente ostensiva? Investigar agora é atribuição de PM é? Por favor desçam desse pedestal que se colocaram. Menos PM´s…… menos…..
EWERTON MONTEIRO,
O fato de o autor texto ser tenente, para alguns podem ser perigoso não concordar com ele. Afinal de contas, alguns bloguistas, twiteiros não oficiais já foram perseguidos por seus “superiores”. É isso que o povo está pedindo para você tomar cuidado.
Mas é claro, creio que não é o caso aqui dentro, afinal de contas, os oficiais colaboradores deste blog são nota 10. Bom, é o que eu sinto neles.
Ainda mais este Emmanoel (Deus conosco), fez teologia, além de ser bom profissional, tenho certeza que condutas cristãs correm em suas veias, rsrs.
Este VICTOR F. FONSECA é tenente também! Nunca vi ele perseguindo ninguém. Já vi um mundo de gente debatendo com ele aqui dentro, e nem por isso ele foi ditador.
DANILO dispensa comentários. O outro ainda não conheço.
Por fim, todos estão de parabéns, e por isso venho aqui sempre.
abraços de um civil – Deus abençoe!
Acredito que quem se preocupa com assalto a banco são somente as seguradoras, visto que nem os próprios bancos demonstram o menor sinal de cuidado com o patrimônio lançado em uma agência. Por consequência, nos preocupamos, enquanto agentes de polícia, visto que somos a ponta da lança no combate à criminalidade. Ainda mais quando os criminosos antes do cometimento do assalto depredam viaturas, amarram policiais e dão rajada nas sedes de OPM…
Emanoel Almeida, entendo perfeitamente o seu ponto de vista e concordo em praticamente tudo que o que foi exposto, mas os investimentos sugeridos às CIPEs, se forem feitos em qualquer unidade do orgânico operacional da PMBA vão torná-la referência em policiamento. Então, querer investimento diferenciado para conseguir destaque como polícia especializada é fácil. Difícil mesmo é fazer polícia nos moldes de uma companhia independente dorli.
É urgente o pensamento de que a polícia (como um todo) merece investimento maciço e não modificação nas aparências. O GRAER cumpre apenas missões com cunho político. Meus armamentos mais confiáveis são as pistolas ponto 40. Minha guarnição mais bem montada é uma guarnição tipo B, com o CTTP da vila militar ministrado no ano de 2007. Meus policiais ganham hora extra na PIADA da operação Nazireu, que largam 1 da manhã e no outro dia têm que estar em condições de serviço às 7.
As companhias operacionais estão sucateadas!
Essa coisa de polícia comunitária, do jeito que tá sendo feito, é “filme pra inglês ver”.
Investir exclusivamente em um modelo de policiamento em detrimento de outros é um suicídio operacional e tenho muito medo de quando não houver mais condições de trabalho nas unidade ordinárias de policiamento…
Não vi no texto qualquer discriminação contra o policiamento ordinário, acontece que geralmente os que servem em unidades especializadas são motivados o bastante para falar bem de suas Companhias, reconhecendo o valor e requerendo melhorias para o serviço… Por que os policiais das unidades comuns não fazem o mesmo, propagando a qualidade do serviço que prestam e sugerindo melhorias para alcançar um nível de excelência?
Ou seja, em alguns casos, infelizmente, há ciúmes contra o orgulho que alguns carregam nas especializadas, quando se confronta com a vergonha de determinados integrantes de organizações comuns… A melhor forma de combater isso é valorizando as qualidades que cada uma carrega em meio às suas peculiaridades.
Para ser breve! Concordo que as CIPE´s precisam ser melhor estruturadas! Porém a base do policiamento são as CIPM´s com o seu ordinário! Por que trabalhar na RP sempre com duas viaturas tipo Ranger ou Blazer, com oito homens todos bem armados e treinados, sem dúvida é muito mais fácil ou menos difícil de se fazer policiamento. Portanto é mais inteligente se fortalecer o preventivo ordinário, do que depois correr atrás do prejuízo.
Alguém falou em PM fazer investigação?
Estamos falando de policiamento.
CENTURIÃO: Pode esclarecer melhor o que quis dizer com fazer “um trabalho de inteligência, assim evitando os assaltos e mortes”? Eu entendi como investigação, afinal o levantamento de pontos críticos para melhor distribuir as viaturas visando a prevenção já é feito… Como se daria esse trabalho, através de quais procedimentos e medidas?
Você interpretou correto Victor, mas¨ LEITOR ¨falou algo em tomar lugar da PC nas investigações. ¨Ou será que se esqueceram que sua obrigação é meramente ostensiva? Investigar agora é atribuição de PM é?¨
Trabalho de inteligência=Monitorar telefones, transações financeiras, impressões digitais colhidas no local de crime,informações de Agentes de área ,¨levantamento de pontos críticos para melhor distribuir as viaturas visando a prevenção já é feito¨,etc.
Falo em uma integração das policias no combate ao crime.
Mas,
Bom seria se em cada cidade deste extenso estado da Bahia nós pudéssemos ter diariamente uma guarnição composta por, no mínimo, seis policiais militares, ao invés de, em vários casos, termos apenas um PM de serviço numa cidade com mais de vinte mil habitantes e dois estabelecimentos bancários.
Bom também seria se estes policiais, por sua vez, tivessem à sua disposição uma viatura com tração 4×4, em bom estado de conservação e com o tanque de combustível sempre cheio, ao invés de termos uma viatura com, pelo menos, oito anos de serviço, com manutenção deficiente (quando há) e com uma quota de combustível diária que limita o seu deslocamento a distância que não ultrapassa os dois dígitos (embora existam municípios que possuem mais de 3000 Km2).
Melhor seria, ainda, se estes policiais de serviço tivessem acesso a armamento policial moderno, munição em quantidade suficiente para o revide e EPIs com data de validade não expirada disponíveis para todos, ao invés de malmente contar com armamento de porte e utilização ultrapassada, quantidade de munição limitada e velha e EPIs com data de validade expirada (quando existentes).
Depois de superadas as necessidades materiais, seria interessante motivar os policiais militares de serviço com o pagamento das horas extras trabalhadas, ao invés de determinar que os policiais trabalhassem regularmente a mais do que deveriam e, ainda, nos seus dias de folga.
Isso tudo, de fato, seria muito bom!
Acho muito interessante a idéia central do texto: a necessidade de dotar as CIPEs de condições de pronto-emprego. Discordo, no entanto, da prioridade argüida.
A Polícia Militar da Bahia, vendo-se incapaz de dotar todas as suas Unidades de plenas condições de emprego (com recursos humanos e materiais), elege “ilhas de excelência” como prioridade. Com isto, acaba esquecendo e desmerecendo (desqualificando também) o trabalho de bravos guerreiros, homens e mulheres, que laboram, com todas as deficiências existentes e apontadas, nos distantes rincões deste enorme estado.
São policiais militares que realizam, apesar de todas as críticas, descrédito e falta de estímulo institucional, o trabalho policial comunitário (nos vários municípios qualquer pessoa pode identificar o policial militar que é referência cidadã naquela localidade). Estes mesmos policiais devem tratar das pequenas ocorrências, das coisas insignificantes (brigas entre marido e mulher; brigas entre vizinhos; som em volume alto; bebedeiras etc.) que, como todos nós, profissionais que somos, sabemos que servem de estopim para a consumação de crimes maiores como, por exemplo, o homicídio. Mas, afinal, alguém tem que fazer o trabalho sujo que não merece ser estampado nas manchetes de jornais. Ele é muito comum e simples para que lhe seja dada alguma importância!
Desses mesmos policiais é cobrada proatividade, contínuo estado de alerta e pleno conhecimento sobre os aspectos legais da sua profissão e sobre técnicas e táticas a serem empregadas (muito embora vários deles não terem tido a oportunidade, embora quisessem, de atualizar os seus conhecimentos profissionais que apreenderam durante os seus cursos de formação), em caso de surgimento de uma ocorrência de vulto, que pode ser a depredação de um prédio público, o controle de manifestações e tumultos, o policiamento em lugares com mais de vinte mil pessoas e, até mesmo, um assalto a banco.
Sem diminuir o trabalho das CIPEs, assim como o de outras Unidades Especializadas, mas, por favor, reconheçamos: o trabalho policial e maciçamente executado, em todos os municípios da Bahia, por policiais militares que envergam o uniforme cáqui, que trabalham em duplas com meios de locomoção e armamento deficientes. As guarnições das CIPEs, infelizmente, não possuem o dom da onipresença, não podem estar em todos os lugares ao mesmo tempo, logo, mais uma vez, alguém tem que fazer o trabalho sujo, aquele que não aparece nas manchetes dos jornais…
Deixemos de lado o bairrismo interna corporis. As ações elencadas no texto devem ser extensivas a toda Instituição, sob risco de naufragarmos no espectro maldito daquilo que chamamos de “polícia dentro da polícia”, ou, mais popularmente, do lugar comum do “primo rico e do primo pobre”.
Saudações a todos os homens e mulheres que se ombreiam em prol da prestação de um serviço de segurança pública de qualidade, independente da cor do uniforme e da denominação da sua Instituição ou Unidade, mas, uma saudação maior ainda aos guerreiros e guerreiras que efetivamente realizam o trabalho policial que muitas vezes não percebido (até o momento que venha a faltar) nem é exibido na mídia mas que é imprescindível para a preservação da paz social nos mais distantes rincões deste estado.
Bom, realmente no texto não há nenhum incitamento ou desmerecimento ao policiamento ostensivo, o que há é tão somente uma exacerbação, boa, diga-se de passagem, ao policiamento especial, até ai vá lá, ótimo, mas quem puxou o couro dessa vez para este debate prosaico, “Num sei quem X Sei quem mais lá”; “Beltrano X Sicrano”… Foi você próprio Ten. PM Vitor, vossa persona foi a primeira a trazer isso ao debate ao proferir irresolutamente que:
“…a polícia comunitária é para vocês, que vira e mexe estão solucionando problemas de som alto ou brigas de casal, algo muito importante e necessário, mas nem de longe semelhante ao que se vê no faroeste interiorano.”
Como se ela fosse feita tão somente disso, e como se as especializadas fossem rincões de excelência, podem até ser no tocante ao material bélico, e a motivação (que passa pelo pecuniário…) humana, mas é só! Eu bato na tecla do todo, do geral, que essas especializadas são mais um gasto, um câncer nas finanças do estado… (as vezes que os vejo aqui na cidade, se alojam, saem as 22:00h rondam e voltam as 01:00h e tome a comer, dormir, beber, jogar domino, comer, dormir…) Sua relação custo beneficio não compensa para mim, mas isso é debate para outra hora, em outro lugar…
Quanto a contar a história do dia a dia… Dos ordinários, além de desnecessário, é inglório, ao menos no presente, e a História ensina isso:
“A História não se resume aos grandes fatos e acontecimentos ou as grandes personalidade, mas ela passa pelo cotidiano, por atos ditos como comum, hábitos e rituais do dia-a-dia.”
Colombo foi mesmo e só o primeiro aqui nas Américas? Tudo se resume a Bin Laden explodindo prédios com aviões? E por ai vai…
Voltando ao tema…
…Sim, pois então o Sr. Puxou o assunto e daí vieram outros post’s com essa temática boba… A primeira critica do texto se deu pela minha pessoa; ela tinha o condão de construção e não de depreciação, realmente eu olhei o texto como o faço com o de todos aqui, e nele não vislumbrei a coerência apurada, por isso enumerei pela enumeração já trazida, a eficácia ou não dos itens, eu sei que não sou ninguém para fazer isso, mas o fiz, pó, isso aqui num é um lugar de debate aberto, democrático, com pretensões de estudo científico ou o que o valha, para formar, delimitar e até contribuir com nossa atividade?
Nisso o texto peca, falha de longe, isso já no principio e eu já demonstrei o porquê aqui mesmo, os itens enumerados já foram citado… E o que dizer de pena de fuzilamento? Ou equiparação de roubo com crime militar? “Ah! É suposição” É? Então vamos lá… Suponhamos então que entremos nessa de “estado declarado de guerra” … A pena capital ainda assim não se coadunaria mesmo estando prevista em diploma legal como o próprio autor disse, porém não aleatoriamente, a bel prazer, esta prevista para crimes militares de guerras, tipo, deserção e traição a partia! E não há um roubo a banco, se diferente se quer, então teríamos de mudar as normas legais, renunciar as convenções outrora ratificadas; e propor uma nova Assembléia Constituinte…
Atendo-me a essas minuciosidades é que comentei o texto, e não a guerrinhas Praça X Oficial, Especial X Ordinário…
Eu dou todos os parabéns ao autor do texto pela coragem de escrever e de expor, se expondo, nos estamos aqui para isso… Mas também não vou me furtar de dizer o que penso só por ele ser de uma especializada ou por ser um superior hierárquico, não lhe faltei com o respeito e nem fui deselegante, além do que nem sabia quem ele era, portanto escrevi de boa fé, se ele não pode absorver criticas então, já era…
E eu vou figurar ao lado dos militares cerceados na sua liberdade de expressão, mas rectilíneo, probo e digno em atitudes…
Forte abraços!
=[
Excelente texto para contraditar.
O título as Especializadas são fortes instrumentos contra assaltos a banco, causou uma impressão errada sobre Segurança Pública. Talvez para um civil aparentemente seja, pois se encanta com perfil dos policiais, com os armamentos e acessórios e com o uniforme camuflado, popularmente apelidado de “Caatinga”. O título é indutivo pois não cita outras atividades de Segurança Pública de extrema importância, a exemplo da Inteligência Policial, que atua na coleta de dados, produção de informações e prevenção de crimes e não de apenas um crime, além de subsidiar o Comandante da Unidade no Planejamento Estratégico.
Em Segurança Pública jamais poderei valorizar excessivamente uma atividade em detrimento das outras, pois todas as ações são coordenadas e funcionam como um mosaico, uma não funciona bem sem o exercício da outra. Nas CIPEs os policiais militares são especializados em atuar em regiões do interior do estado, mas eles não são o remédio da sociedade, pois cada policial militar em sua atividade específica deve ser treinado para executar um serviço de mais qualidade, mais “ESPECIALIZADO”. Para isto é que existem os Batalhões Escola, para “ESPECIALIZAR” os policiais em abordagem de trânsito, em direção de viaturas policiais, em armamento e tiro, em legislação e outros conhecimentos. O ideal é que, independente da denominação da unidade, cada policial seja “ ESPECIALIZADO” em uma atividade.
Quantos tiros por semana um policial de uma Companhia Especializada efetua para se tornar mais especializado em Armamento e Tiro? Gostaria de saber para ter uma noção do grau de dificuldade para um policial militar se “ESPECIALIZAR” em Armamento e Tiro. Não é preciso criar mais Companhias Especializadas basta “ESPECIALIZAR” os policiais militares das CIPMs, aumentar o efetivo nos destacamentos, oferecer os mesmos armamentos, treiná-los e oferecer serviços extras. Pronto, um problema já foi resolvido.
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Quem tem medo de assalto a Banco é:
1. o Dono do Banco que perde dinheiro;
2. o Gerente do Banco que pode ser seqüestrado para assaltar a agência;
3. o Segurança que fica dentro da Agência Bancária;
4. e o Soldado que fica na área bancária.
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A sociedade é muito maior que um assalto a banco. Ela tem mais medo dos crimes que acontecem no quotidiano e que estatisticamente estão mais próximos de alcançar os seus cidadãos, a exemplo de seqüestro, furto, roubo, homicídio, lesão corporal, dentre outros.
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Se uma equipe de Gestores com seu STAFF realiza um Planejamento Estratégico é porque a melhor opção é prevenir. Desta forma se evita que pessoas inocentes sejam vitimadas, que policiais sejam feridos ou mortos, principalmente em área urbana. É muito confortável para um policial deflagrar vários tiros num assalto a banco em zona urbana. Se coloque no lugar do cidadão que está sendo vítima de uma falta de planejamento. Então Sair para Decidir é muito perigoso.
Central de Monitoramento contra Assalto a Banco? Para um policial ficar assistindo televisão de um monte de banco. É um policial militar a menos. Os SMEs vão coletar as imagens para montar um banco de dados com as fotos dos assaltantes. Os assaltos a banco ocorrem em ações inopinadas, rápidas e inesperadas. As quadrilhas estudam as rotas de fuga, tomam conhecimento do efetivo disponível e das condições de logística e estabelecem o tempo limite para a prática do assalto. Deslocamento Imediato de uma viatura da CIPE? É melhor aumentar o efetivo dos PELOTÕES ESPECIAIS.
Departamento Estratégico Contra Assalto a Banco? Pra ficar tomando cafezinho.
Remunerar estrategicamente o policial de UOE? Porque? É outra policia, foi outro concurso? São os Super-PMs.
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Segurança Pública é investimento? Pense na Polícia Federal. Como eles combatem a corrupção, o crime organizado? Gravação de áudio e vídeo para produção de provas, escuta telefônica, GPS, quebra de sigilo bancário e telefônico, busca de dados em computadores e na internet, ou seja, é a tecnologia a favor das Polícias minimizando os riscos, o desgaste e aumentando os resultados.
O texto é fraquinho mesmo, mas fazer o que né? faca na caveira. rssss
Tbm ñ achei muito coerente o texto, e o final dele é horrível, o q é aquilo gnt:
“Foge, foge mulher maravilha! Foge, foge com Super Man.”
Cruz credo, não tinha uma forma pior de concluir não? No mais o debate foi bom e o aparelhamento das policias como um todo é o que importa.
Abraços milicianos
Existem várias polícia dentro da PMBA, para uns, TUDO, para outros, NADA. As CIPE, tem 60 horas estras, armamento de ultima geração, VTR novas, combustível, não ficam nas mãos de políticos, enquanto os demais policiais, o outro lado da moeda, o inverso do que foi dito. Fiz o curso de caatinga e não ví nada de anormal, sobrevivi até a formatura. Dê essas mesmas condições de trabalho para os demais PM, que nós realizaremos o mesmo serviço.
Trabalho no interior e já pude constatar que os assaltos a bancos, qnd realizados nas suas modalidades mais violentas (rendição de funcionários, clientes e até PM’s, incendio de carros e viaturas, tiros pelas ruas e etc.), são mais chocantes que a maioria dos crimes contra a vida ou contra a liberdade sexual que ocorrem nas mesmas regiões, para confirmar é só viajar a uma dessas cidades e perguntar aos moradores.
Concordo sim com uma revisão da dotação material e humana das CIPE’s e quartéis de unidades ordinárias.
Deve-se investir em inteligência sim, ponho fé nesse setor, pois recentes operações, principalmente da Polícia Civil (mas não necessariamente nessa questão de assaltos a bancos), tem mostrado que é possível obter sucesso, mas cabe lembrar da observação feita por Victor.
Qnt à classificação de operação de guerra… de fato não é cabível, mas pode ter sido um instrumento na redação do nobilíssimo Emanoel para fomentar o acesso e o debate.
Sugiro a aqueles que escrevem que passem a se inteirar melhor da realidade no interior, pois, pelo menos nesse pobre sertão velho baiano, ela é dura e eventualmente cruel.
Isso foi apenas uma faísca…Heim!!
Para ser o mais direto possível e deixando as modéstias e invejas de lado,os governantes e coronéis sabem muito bem onde e como investir,se não o fazem é porque realmente não estão nem aí para nós policiais e muito menos para os seus eleitores e bajuladores! (apenas minha humilde opinião)
Monteiro,vc tá equivocado meu broder,o “sapo” nunca trabalhou na mesma cipe que eu,rsrsrs… Grande abraço!
Sr° Ten PM Victor F. Fonseca
Quem disse que os policiais comuns não reivindicam melhorias nas suas CIPM´s? O que acontece é o seguinte : nem sempre as CIPM´s tem grana para tais melhorias ! Aí pergunto-te : Quem irá tirar do próprio bolso para melhorar as instalações ou o que seja? O Major,o Capitão,o Tenente ou as praças que recebem um salário miserável?
Concordo com o senhor quando diz que “na roça” as coisas são diferentes, porém nas cidades também as coisas divergem quanto á “roça” ! Nossa briosa milícia de bravos é muito diferente dentro de si pois existe alguns policias por exemplo as CIPE´s que desmerecem seus colegas de corporação por não serem da mesma companhia ou algo do tipo. Tenho um grande amigo e colega de turma que trabalha aí com o senhor,o Sgt Fagundes que por sinal nunca foi de menosprezar seus colegas de farda e que sempre me falou com orgulho o que é ser um combatente de caatinga e que foi um dos fundadores da mesma.
Se o senhor quer melhoria como eu também quero nas CIPE´S acho que essa melhoria também terá que ser feita nas CIPM´s que estão quase caindo aos pedaços !
Hoje estou com quase 30 anos e vejo que quanto mais “caxiagem” com os próprios colegas menor é a eficiência do serviço. Eu não gosto de designar nomes para a Polícia e sim dizer que ela é um corpo só pois todos somos irmãos quer queira ou não !
Selva!
1° Sgt Pm Edivaldo Lopes
se queria dizer que nas cidades do interior não existem policiais e sim herois esses homens são destemidos, digo isso pois em uma cidade do extremo oeste da bahia presenciei três PMs armados de revolveres 38 e um fuzil chamado por eles de pé de boi ,botarem seis assaltantes de caixas eletrônicos armados de fuzil e pistolas pra correrem,durante uma intensa troca de tiros,e ainda foram atras dos melliantes.