Fernando Henrique Cardoso quebrando o tabu

O ex-presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, está tomando a frente de um movimento peculiar na discussão da política de enfrentamento às drogas no Brasil. Dono de um respaldo significativo intelectual e politicamente – comandou o país durante oito anos – FHC está propondo debater o fim do combate policial armado ao consumo e venda de drogas no país, ao lado de figuras iminentes de outras nações, como o ex-presidente norte americano Bill Clinton.

Fernando Henrique participou duma matéria do programa Fantástico, da Rede Globo, que traz depoimentos e dados reveladores sobre a atual política de enfrentamento às drogas:

A matéria do Fantástico surge às vésperas do lançamento do documentário “Quebrando o Tabu”, dirigido por Fernando Grostein Andrade, que além dos ex-presidentes brasileiro e norte-americano já citados traz Ernesto Zedillo (México), César Gavíria (Colômbia) e Jimmy Carter (EUA). O filme estreia no próximo dia 03 de maio, nos cinemas brasileiros:

O próprio FHC admite que durante seu governo o combate armado ao tráfico e ao consumo foi a política adotada, posicionamento que hoje ele considera equivocado. Antes tarde do que nunca. Muitas vozes conservadoras se identificam com o ex-presidente, que pode ser embaixador de uma mudança histórica no país, dando causa para uma redução significativa na criminalização dos jovens brasileiros. Esperamos que o debate avance…


Autor: - Tenente da Polícia Militar da Bahia, associado ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública e graduando em Filosofia pela UEFS-BA. | Contato: abordagempolicial@gmail.com





36 Comentários

  • Victor F. Fonseca
    31 mai 2011 | Permalink |

    Onde sirvo, o único freio que desestimula o cultivo de maconha é a repressão policial armada, do contrário todos os agricultores se limitariam a esse tipo de plantio, altamente lucrativo. Estamos errados em reprimir? É para legitimar o enriquecimento de quem se utiliza desse crime para angariar recursos? Se for, que seja positivado formalmente, do contrário, deve ser mantida a repressão.
    Argumenta-se: o modelo combativo de repressão não tem sido capaz de reduzir o consumo… Ora, a repressão policial também não tem sido eficiente para evitar roubos, estupros e homicídios, vamos então deixar de combater e prender que pratica essas condutas?
    Como de praxe, o errado passa a ser certo, já está se tornando maioria.

  • Ewerton Monteiro "Cab's"
    31 mai 2011 | Permalink |

    Quando da primeira eleição presidencial em que FHC se sagrou presidente do Brasil, eu não votei nele, primeiro por não ter a época condição de voto; segundo por vir de uma família de funcionários públicos de carreira, com uma tradição esquerdista, óbvio que minha opção de voto, até pela pouca e idade e influência nunca seria FHC… E nesse percurso demonizei o sociólogo, votei contra ele e passei a fazer campanha contra ele também.
    Eis que as “esquerdas” ascendem ao poder no Brasil, não mais com a polarização, advinda da ‘guerra fria’ da década de 80 e os resquícios que percorreram os anos 90… As coisas não são mais claras, tá tudo obnubilado, mas com suas peculiaridades, o que ainda da para ter uma posição…(?)

    Bom, continuo a visualizar erros crassos na gestão FHC, mas também não sou mais tendencioso e hipócrita ao ponto de demonizar sua gestão, como o governo do atual PT, o PSDB teve muitos erros, mas também acertos, e é exatamente por isso que colhemos certos frutos na política hoje, não reconhecer isso é da um tiro no próprio pé, por achar que as conquistas de hoje começaram 2003, o que é surrealista…
    Fernando Henrique Cardoso, ou simplesmente, FHC, é uma das maiores mentes no Brasil atual, lúcido, atuante, e sempre pronto a polemizar, deu sua contribuição ao país, tanto antes de ser Presidente da República, quando Presidente e agora tenta contribuir após… Se é a tentativa correta não se sabe, não podemos ter certeza, mas uma coisa é certa a proposta de debater o tema é bem vinda, aliás, é mais que bem vinda, é necessária, é urgente! Como “ele”, penso que a atual política de enfrentamento está perdida, precisamos rever isso, o que não quer dizer necessariamente liberar, mas sim rever, reavaliar, e ter uma posição, tomar uma decisão, se abdicar dela for à solução atual, hoje, agora, que seja tomada, pois se amanhã degringolar, ela também pode ser revista e tomada outra. O que não dá é tentar jogar para debaixo do tapete algo que já não cabe mais lá embaixo.
    É satisfatório vê que FHC, que sempre, sempre disse em suas entrevistas que não tinha mais pretensões políticas de qualquer ordem (ficou apenas como presidente de honra do PSDB), vem cumprindo o que disse, por isso não pode ser acusado de “…é por que ele sabe que não será nunca mais presidente por isso que ele ta falando isso…” como eu ouvi outro dia; outra coisa boa é vê que ele também tem a hombridade, que admitir certos erros de sua gestão, postura e atuação, coisa que poucas pessoas sabem fazer, foi assim no caso do recente artigo que polemizou-se pela imprensa, é bom que se diga, é o que esta acontecendo agora, com essa nova postura… A entrevista ao programa Fantástico da rede Globo, até que foi legal, não tomou um viés, partidário- social- filosófico, como as da rede Record em relação ao Kit anti-homofobia, a Sonia Bride, foi ao máximo “imparcial”, já não se pode dizer o mesmo da imprensa escrita, que num péssimo ranço ideológico, vem massacrando o cara, apenas no afã de denegrir por ele ser um opositor… Coisa feia!

    Com essa postura de chamar ao debate FHC, que poderia apenas estar aposentado e relaxando, curtindo benesses que lhe acompanham por ter sido Presidente do país, não, esta sim atuando, tentando produzir, e contribuindo com o país a sua forma mais contribuindo.

    Um grande homem, um grande estudiosos, grande estadista.

    :?

  • Dreiffus
    31 mai 2011 | Permalink |

    Esse FHC é aquele ex-presidente, que, em 1.997, ano em que a PMMG estava em plena campanha por melhores condições de trabalho e salariais, ao ser informado pelo então governador Eduardo Azeredo, sobre a proporção que o movimento havia tomado, ele simplesmente despachou para a capital mineira, junto com o forte aparato de guerra, homens fortementes armados com tanques e até helicópteros, a determinação expressa ao governador que não cedesse um milímetro às reivindicações e usasse os verdes oliva para acabar com o movimento, e se necessário fosse, eliminar os “cabeças”.
    Em relação ao tema proposto, embora esse senhor seja sociólogo, durante seus dois mandatos na presidência, o assunto nunca fez parte de pauta de discussão junto à sociedade. Aliás, ele era visto como presidente linha dura, intransigência e perversidade, eram as suas maiores qualidades.

  • Ewerton Monteiro "Cab's"
    31 mai 2011 | Permalink |

    Em entrevistas FHC, fala da mudança de postura, pois na sua época de gestão presidencial houve uma exacerbação no combate as drogas, até o nome do órgão que cuidava do assunto era repressor: Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), coisa que Dilma mudou, foi retirado o “Antidrogas” para “política sobre drogas”, avanço, lógico já que o problema é mais de saúde que de policia.
    De FHC pra cá muitas coisas mudaram inclusive a legislação criminal em relação a esses delitos…

    Gostei de vê FHC admitindo que além de ter errado por ter sido fortemente influenciado e pressionado pelo Gov. estadosunidense:
    “Naquela época, havia uma enorme pressão americana (…)” Disse ao jornal Folha de S. Paulo.

    Além de ter também admitido ter mudado, como, como disse Raul Seixas em notória música em:

    “Eu não tinha a consciência que tenho hoje. Segundo, porque eu também achava que a repressão era o caminho.”

    À Folha, Fernando Henrique confessou que lhe faltou preparo para tratar do tema quando foi presidente: “(…) eu não tinha informação”. E reconheceu seu equívoco. “Meu governo foi isso: ambíguo”.

    É difícil alguém fazer isso, se tem segundas intenções por de trás eu não sei, mas ao assumir publicamente seus erros, FHC torna-se maior do que já era.

    Não vejo tudo como ele, pra mim o debate deve começar SIM! Mas por enquanto só a maconha deve ser debatida nessa história, as demais drogas devem ser mantidas fora do debate e criminalizadas como hoje são.

    Abaixo filmes/documentários que podem contribuir com o tem em pauta:

    O Sindicato – O negocio por trás do barato:

    http://abordagempolicial.com/2011/03/o-negocio-por-tras-do-barato/

    A História da Maconha – History Channel:

    http://www.youtube.com/watch?v=TdMxtLuIgSA&feature=related

    Cortina de Fumaça:

    http://www.youtube.com/watch?v=bUiujh-xAi8

    E o trailer do documentário com FHC – Quebrando o Tabu:

    http://www.youtube.com/watch?v=Hz0EWwC-hug

    Ao debate e avante (e as criticas, Rsrs!)…

    :)

  • Robson
    31 mai 2011 | Permalink |

    acompanho o blog ha mt tempo e tenho observado a tentativa de formar uma opinião a favor da legalização das drogas. Lamentavel

  • Joabas
    31 mai 2011 | Permalink |

    Sober consumo de drogas o ex-presidente entende muito. Corroborando com o colega Robson aí de cima, me entristece muito o posicionamento do blog sobre legalização e uso de psicotrópicos, porém, fazer o que??!!! escrever contra ou parar de ler :D

    Minha alegria é saber que quem conhece de perto os efeitos avassaladores sobre as famílias pobres e a violência crescente por conta das drogas não se furtará de sempre combater. Afinal, em um país como o Brasil, legalização é medida puramente burguesa, de extrema direita, eu diria….

  • Bóris
    31 mai 2011 | Permalink |

    Meu caro ROBSON, você ainda não viu nada, espere até aqueles defensores contumazes postarem suas opiniões aqui.

  • Dafne
    31 mai 2011 | Permalink |

    Se algum dia for aprovada a legalização, sinceramente: eu não sei mais o que é o certo ou o errado! Dizer que a guerra contra as drogas está perdida é o mesmo que entregar nossos país à morte!

  • Centurião
    31 mai 2011 | Permalink |

    Esse mesmo sociólogo chamou os aposentados de vagabundos!
    (Jornal do Comercio – Recife, 12 de maio de 1998)
    Vendeu a Vale do Rio Doce,queria vender a Petrobras etc.
    Em 1997, FHC privatizou a companhia Vale do Rio Doce, fundada pelo governo federal em 1942, vendendo a parte acionária pertencente ao governo (aproximadamente 27%) e seu controle. Atualmente a Vale do Rio Doce é a maior empresa privada do Brasil, com valor de mercado estimado em 127 bilhões de dólares.
    Em 1997, FHC privatizou a companhia Vale do Rio Doce, fundada pelo governo federal em 1942, vendendo a parte acionária pertencente ao governo (aproximadamente 27%) e seu controle. Atualmente a Vale do Rio Doce é a maior empresa privada do Brasil, com valor de mercado estimado em 127 bilhões de dólares.

    Vamos ouvir o que diz esse cidadão?
    Ps Antes que digam que não tem nada haver com o tem.

  • Capitão Horlando
    31 mai 2011 | Permalink |

    Sou Contra a legalização.

    Mas a guerra e contra o crime não contra a droga propriamente dita, já que existem drogas licitas que alteram a conduta. Talvez a legalização atinja o crime não podendo mais obter tanto lucro, lucro que equipa o crime, lucro que veste bem, lucro para belos carros e mulheres os quais inspiração nossos jovens a entrar no crime.

    Mas não temos certeza na pratica de daria certo.

  • Fradique Mendes
    31 mai 2011 | Permalink |

    O que torna o cigarro lícito e a maconha ilícita? R: Política criminal. O que eu devo considerar agressivo para manter um nível básico de convivência em sociedade.
    Se por questões de política criminal, o Brasil passasse a regulamentar o uso de certas drogas, ou de todas as drogas (como já fez Portugal), iniciaria abertura para minar o poder paralelo das organizações criminosas, que têm como maior fonte de investimento o dinheiro oriundo do comércio de drogas ilegais.

    Pra mim, enquanto policial, seria maravilhoso não ter que passar a noite correndo atrás dos “Nóia” e dos “Mulas”. Só fazemos isso hoje porque a lei diz que isso e inaceitável. A partir do momento que disser que é permitido, o cara não vai precisar andar armado pra defender o seu ponto de venda, logo, existe uma tendência de diminuição dos índices de crimes violentos.

    Não sei o que deveria ser feito para amortecer o possível impacto na Saúde Pública, mas seria menos custoso tratar a dependência e as doenças desencadeadas pelo uso abusivo da droga, do que se gasta hoje no “mapeamento” da droga nas regiões de alto consumo brasileiro.

    É um primeiro passo a ser dado. Ademais, é só modificar a cabeça.

  • Bruno
    31 mai 2011 | Permalink |

    “acompanho o blog ha mt tempo e tenho observado a tentativa de formar uma opinião a favor da legalização das drogas. Lamentavel”

    Não sou policial, mas se fosse sem dúvida seria a favor da politica de descriminalização. Policia não é “babá de playboy” pra ficar correndo atrás de gente chapada porque quiz usar uma droga – esse chapado tava sóbrio quando usou a droga, problema de saúde dele…

    Realmente não entendo como algum policial, que corre risco de vida todos os dias sob a mira de armas mais caras e mais potentes do que sua corporação pode lhe oferecer só porque não gosta que usem drogas….

    Certo é policia gastando tempo atrás de bandidos, que realmente causem danos a terceiros – quem usa droga causa dano somente a sí.

    Agora, nos casos de um drogado causar danos extras, como os bebados em acidentes de trânsito, tem que ser um agravante!! Apenas isso.

    Sério Robson – você é policial e prefere perder tempo atrás de malucos do que de criminosos?

    Lógico que hoje esses loucos são criminosos, pois é crime usar ou portar a droga – mas é uma questão de mudar a lei. Tirar o gordo financiamento do tráfico de drogas, levar o problema do abuso para a esfera da saúde e deixar vocês livres para pegar bandidos de verdade.

    E também, traficante nem precisa sair de casa pra ganhar dinheiro, os drogados vão atrás dele! Se esse bandido perder esse ganha pão vai ter que botar a cara a tapa em outros crimes, onde por mais exposto vai facilitar o trabalho de vocês.

    Ouvi uma frase ótima de um jornalista esses dias “Não é um assunto polêmico, ou você é a favor ou é uma besta”

    E é mais ou menos esse o meu sentimento! Tenho dois filhos de nove anos, na esquina da escola deles tem outras crianças vendendo drogas ilegais… Não tem cachaça nessa boca, só tem no bar, e no bar o dono pede RG.

    Já viu traficante se negando a vender pra crianças?

  • 31 mai 2011 | Permalink |

    Robson: Não tenha dúvida que meus posts sobre este e qualquer outro tema são sempre de caráter opinativo. Este blog não é jornalístico, e tem a intenção de gerar discussões sobre os temas (veja o “Sobre” do blog no topo).

    Mas nada que escrevo é absoluto. Questionamentos são possíveis, e até desejáveis. Convido-o a escrever textos e comentários defendendo seu ponto de vista.

    Fico à disposição…

    Abraço!

  • Joabas
    31 mai 2011 | Permalink |

    Imaginemos quando o uso de psicotrópico for considerado epidemia (algo que na prática já é) e o Estado tiver que prover leitos e centros de recuperação para todos os cidadãos usuários?? Porque titio FHC, não pensou nisso durante 8 anos??? porque não era conveniente economicamente. Como este senhor diz que hoje “tem uma visão que não tinha na época” em que foi presidente e um humano normal ainda acredita… puta que pariu…

  • Fradique Mendes
    31 mai 2011 | Permalink |

    Danilo, como de costume, sua resposta foi em um nível intelectual aceitável. Não podemos abrir mão de utilizarmos este espaço público para mostrarmos o nosso ponto de vista sobre determinado tema. Ainda mais, aproveitar esta notoriedade para injetar temas que gostaríamos que fossem discutidos em um ambiente público (ainda maior que um blog)
    Espero que mantenha sempre esta postura responsável e mantendo o respeito pela opinião alheia em contrária à sua.

    “Se uma tropa se divide na trincheira, a guerra está fadada ao fracasso.”

  • Bruno
    31 mai 2011 | Permalink |

    Este Blog definitivamente mudou minha imagem da policia. O que antes, para mim, eram apenas opressores e corruptos hoje enxergo que tinha preconceito pois existem policiais que estão abertos a discutir as leis que tem que impor e nem sempre são justas. Acredito hoje que os maus policiais são uma minoria, assim como os que abusam de drogas.

  • Márcio
    31 mai 2011 | Permalink |

    Maconha chega a ser plantada aqui, mas outros tipos de droga não, sou contra a legalização, mas para acabar com a droga precisaríamos combater as Farc, o Peru e a Bolívia que é a maior produtora mundial de cocaína, acho que o Brasil gastaria menos numa guerra externa do que nessa interna de todos os dias.

  • osvaldo soares
    1 jun 2011 | Permalink |

    Vivemos atualmente em um mundo globalizado, certos “acertos” de política sobre drogas vistos em alguns países de nível educacional superior, como a Holanda, acredito que seja contraditório para nossa realidade. Primeiro, deveriamos discutir metas educacionais de médio e longo prazo, para as gerações futuras, pois estas que estão aí, “Geração Coca-Cola” e da “Web”, estão perdidas. Utilizar critérios de descriminalizar as drogras num país que coexiste miséria extrema, violência crescente e corrupção como o câncer da sociedade moderna, seria um verdadeiro estopim para o caos social. O próprio nome “Droga”como define Cegalla “…2.substância química de efeitos psicotrópicos ou tóxicos.3. coisa sem valor, imprestável, ruim.” reflete sua forma nociva. Convenhamos nobres colegas mudar o foco e aceitar derrota é impor as milhares de famílias brasileiras que sofrem com este mal, acabar com um nobre sentimento humano a Esperança! Talvez nossa sociedade não esteja preparada para esta realidade, mas, a classe mais abastada sim, possuem dinheiro para comprar e sustentar seus vícios. O livre árbitrio é premissa divina! Cada um escolhe o caminho que quer seguir.

  • Bruno
    1 jun 2011 | Permalink |

    Eu acho que o Brasil não está preparado é para lidar com o crime organizado e a corrupção ligada a ele – muito mais que os danos a saúde das drogas.

    Se fossem regulamentadas o problema se resumiria a saúde de individuos que optaram por fazer uso de susbstâncias que sabidamente fazem mal.

    Deixar de reprimir não é sinal de derrota, apenas mudança de estratégia, já que a estratégia atual alám de não reduzir os problemas do abuso, até mesmo piora, ainda traz consigo os males do crime organizado, armas de grosso calibre corrupção, etc.

  • Oziel
    1 jun 2011 | Permalink |

    A legalização das drogas acaba com o crime na medida em que o uso e comércio das mesmas deixa de ser crime.
    Podíamos tentar a mesma tática com outros tipos penais, com os quais as autoridades não conseguem acabar através da repressão. Ex.: roubos, corrupção política e policial, estupros, homicídios, etc.
    Pelos menos deixarão de ser crimes.

    Quanto ao caso do kit-gay, ninguém é imparcial. É que costumamos achar que os que concordam com a gente são imparciais, e os que não concordam não.

    Um jornal sempre emite sua opinião: se não for claramente através de âncoras e editoriais, será através das entrevistas de terceiros dizendo o que segue sua linha de pensamento.

  • Bruno
    1 jun 2011 | Permalink |

    “Podíamos tentar a mesma tática com outros tipos penais, com os quais as autoridades não conseguem acabar através da repressão. Ex.: roubos, corrupção política e policial, estupros, homicídios, etc.”

    Esse tipo de comparação chega a ser cliche. Oziel – CRIME é quando afeta a terceiros, como roubos, corrupão política e policia, estupros homicidios, etc. Todos esses pessoas afetam outras pessoas.

    Não sou estudante da lei, sou engenheiro aeroespacial. MAs do meu ponto de vista se eu resolvo cortar um dedo meu – não é crime, o dedo é meu.

    Drogas afetam apenas aos que usam – se esse fizer uma cagada e afetar terceiros ai sim cometeu um crime, mas não teria nada a ver com a droga.

    Então, proibir as drogas é praticamente um crime, pois afeta o direito do individuo sobre o proprio corpo e as proprias decisões. Que é o principio da liberdade, desde que não afete a terceiros.

    E repito: da forma que está as drogas afetam sim a terceiros, principalmente pliciais que tem que enfrentar de peito aberto, portando uma arma as vezes sem balas, bandidos com grana pra comprar fuzis de assalto, foguetes anti tanque, metralhadoras 50mm, granadas, etc.

    Proibir as drogas é que é um crime contra a sociedade.

  • Ewerton Monteiro "Cab's"
    1 jun 2011 | Permalink |

    Eu não iria falar mais nada aqui, mas às vezes eu não resisto, é maior, às vezes é incontrolável, uma droga… Rsrs!

    Olha só que contradição “divina”: “O livre arbítrio é premissa divina! Cada um escolhe o caminho que quer seguir”

    Logo, escolher usar ou não usar drogas é um ato de escolha, eu faço com meu corpo o que bem entendo, mas o Estado se acha na maior moral em dizer o que eu posso ou não fazer com ele, rai ai. Os homens de terno, batina e crucifixos, acham que DEVEM regular a vida alheia e esse tal de livre arbítrio? Serve pra que? Pras servir o “deus” deles é? Tão hipócritas…

    1° … As comparações do uso ilícito de drogas e afins com outros crimes não dá nem pra chamar de esdrúxula, nem para isso serve, ela é mesmo é boba, impensada, impressiona como pode haver tantos que tão pouco esforcam-se em pormenorizar as mazelas, os meandros, que circunda um diferindo-o d’outro…
    Outros crimes como muuuuuito bem lembrou o Bruno ferem e afronta a outrem diretamente, a ordem social é abalada pela invasão de um a outro; quanto à droga, é una, apenas em si próprio a a invasão direta e em consentimento, por sinal garantida pela ordem dos homens e de Deus (?) aqui falamos de homens maiores e vacinados. Passando a ferir outrem constitui ai sim um crime, que no máximo seria acrescido à pena por tê-lo em tal estado praticado. Algo que acontece hoje com o álcool – mas observe que há nuances nesse quesito, pois existem os tipos de uso, a constância, o fito e por ai vai…

  • Ewerton Monteiro "Cab's"
    1 jun 2011 | Permalink |

    2°… Na questão da imprensa que citei é uma confusão que se arma né? Esse lance de mídias e parcialidade e imparcialidade… Óbvio que não existe, NÃO existe seres imparciais, por isso o dito sobre a Sônia Bride está em “aspas”, mas uma coisa é você ser equânime, é você tender, mas pela ética e função do bom jornalismo como manda seus ensinamentos acadêmicos, éticos e costumeiros dar a fala aos dois lados de uma história e não expor apenas um ponto de vista! Quer exemplos? Vai lá:

    Reportagem – Fantástico:

    Observe o tom de voz da repórter ao falar da posição que ocupa a maconha no ranking de males das drogas e da diferença entre regular e legalizar a droga; e a vinda do exemplo da Holanda, tem um tom de aprovação. O mesmo tom que é usado para indagar se o Brasil tem estrutura para absorver tal posição e a vinda do exemplo do especialista dizendo que não e que para uma legalização tem de haver uma mudança radical do sistema de saúde, que se poderia atingir no mínimo em 2014, e a opinião do Min. da saúde ratificando o citado anterior, o mesmo tom, mas com sinal de reprovação. É tão fácil de reparar…

    Elisaldo Carlini – médico e prof. especialista em drogas da UNFESP – a favor
    Ronaldo Laranjeira – psiquiatra e prof. cuida de pacientes dependentes – UNIFESP – contra

    Reportagem – Record:

    Só há um lado, desde a matéria, jornalística até o trabalho de capo dos repórteres, além da mentira de dizer que os vídeos seriam para crianças de 06 anos quando na verdade eram para as de 15 anos. Um dos organizadores teve falas editadas ao ponto de aparecer só o que ele expõe sobre o Min. Da educação Haddad, será que ele como um dos responsáveis também era contra? Ou será que a edição não lhe deu espaço de dar opinião? Até o exemplo dos gays que pegaram era contra, me poupe, profissionalismo meu povo… Deu para entender o que é a “imparcialidade” que me refiro?

    Mesmo a Globo sendo terminantemente apoiadora das políticas norte-americana, e isso fica claro em suas matérias e suas opiniões e exemplos estatísticos, ela foi o máximo isenta nessa reportagem, e isso se deve a condução da repórter, que obvio sempre pode ser de várias formas tendente a apoiar a causa da emissora, nesse caso eu acho que a Sonia teve liberdade para trabalhar… O que a Record com certeza não deu aos seus profissionais essa liberdade; e se deu “lavo” suas mentes ao ponto de esquecerem o que é um bom jornalismo, ficando só a visão deles, mambembe como é o sectarismo… Totalmente diferente, não existe equanimidade, tudo é passado só pela ótica da reprovação cadê o outro lado? Cadê as versões que defendem a matéria?

    Acho que tá bem desenhado a questão imprensa… Ok?

    =/

  • Bóris
    1 jun 2011 | Permalink |

    Ainda bem que aqui, temos a Promotoria de Justiça e a juíza auxiliar da 1ª Vara de Tóxicos, merítíssima Srª Doutora DANIELA GONZAGA, que sabiamente e após acurados e profundos estudos científicos, sociológicos, éticos, morais e legais, chegaram-se a seguinte conclusão:
    ” Maconha apresenta um grau elevado de dependência psicológica, sendo considerado CRIME, induzir, instigar ou auxiliar alguém ao uso individual da droga.” Falou, quem sabe.
    Não precisa dizer mais nada, o resto é falácia, blá-blá-bla, ui-ui-ui, heim-heim-heim…
    Também me formei em engenharia ( mecânica ) só não vivo no mundo das nuvens (aeroespacial) a pondo, sob os efeitos da maconha, decepar meu próprio dedo. Rsrs!
    E sou também operador de segurança pública.
    Oh Xente! Faça-me o favor!
    Pouco ou nada importa a fala de: FHC, Fernando Collor, Gabeira ou Paulo Coelho, se a decisão de descriminalizar ou não, está na esfera do poder judicial. Eles já fizeram cagada demais, agora chega! E não se fala mais nisso!
    Assunto encerrado, ponto. Rsrs!

  • Bruno
    1 jun 2011 | Permalink |

    Pois é Boris – a Juiza deve cumprir a lei. O que se propõe é muda-la.

    Muitas coisas apresentam elevado grau de dependência psicológica, jogos de computador, bingo, novela, apostas, etc. O que dizer de coisas que provocam vício químico, como alcool, cigarro, café, açucar, gordura, e que matam MESMO se abusadas – apesar de legais.

    O assunto, pra mim, está realmente encerrado. Nem acho polêmico mais… Como bem disse o jornalista Bruno Turra em um debate recente: “Não acho o assunto polêmico, ou você é a favor do controle das drogas ou é uma besta”

    MAs se você, agente de segurança pública prefere continuar enfrentado bandidos bem armados e arriscando sua vida só pra “proteger” meia duzia de maluco que decidem por eles mesmos usar uma droga… Paciência.

    Realmente assunto encerrado, ponto. kkkk

  • Everton Monteiro
    1 jun 2011 | Permalink |

    Os links para quem quiser comparar as matérias jornalísticas que me referi:

    http://migre.me/4HgJ9

    http://migre.me/4HgBD

    É só comparar…

    Antes de ir embora… Juiz é cientista, médico, biólogo, botânico… Desde quando? Juiz interpreta e aplica leis… Oxe..

    :/

  • marcios tarcisio
    6 jun 2011 | Permalink |

    Só mesmo um pensador da envergadura do Presidente Fernando Henrique tem a coragem de colocar em pauta um tema tão polemico e inexplorado, e acima de tudo ter o bom senso de perceber que esta guerra só favorece ao crime organizado a alguns políticos e policiais corruptos, basta ver o exemplo da lei seca de 1920, somente os covardes se escondem atrás do silencio, somente os covardes tem medo de mudanças, parabéns FHC

  • Luiz Loiola de Aguiar
    9 jun 2011 | Permalink |

    Sr.Presidente Fernando Henrique

    O senhor que se julga um estadista,seria interessante refletir melhor sobre a liberação das drogas para um País como o Brasil, considerando que estamos culturalmente há várias décadas a em relação à Europa, Estados unidos. Em outras palavras foi o aconteceu com a constituição federal de 88 , onde deliberou direitos e criou facilidade para a impunidade, e proporcionando um crescente numero de crime paras as pessoas menos favorecidas, e crime de colarinho branco. Portando acho que senhor deveria levantar questão para coibir a produção e o trafico de drogas e para isto seguem algumas dicas.
    Formar uma comissão internacional e dota-los de poderes plenos para coibir a produção e o tráfico de drogas no Mundo;
    Constituir um fundo de captação de recurso mundial para financiar esse projeto;
    Elaborar leis internacionais, adaptadas a cada pais para reduzir a impunidade;
    Identificar os Paises produtores de todo quanto é tipo de drogas;
    Fazer um diagnostico completo e sério sobre a situação econômica social e política do país;
    Negociar com estes paises medidas para erradicar a produção das drogas,com medidas compensatórias econômicas e sociais;
    Dotar sanções severas para os paises produtores de drogas que se omitir ou romper os acordos;
    Identificar os principais traficantes mundiais. E prende-los de declara-la como pessoa não grata perante a humanidade do mundo inteiro;
    Bloquear seus bens e coloca a disposição para recuperação de capital investido nesse projeto;
    Elaborar um plano publicitário convocando a população mundial para que juntos vençamos essa batalha.
    Apesar de achar dessas sugestões já existem mas não são levadas sério, mas se o senhor com vários lideres mundiais elaborarem um plano sério , ai sim o senhor vai para a história com salvador a humanidade e não como um líder que contribui para acabar com parte da humanidade.

    Espero ter contribuído.

  • Freston
    10 jun 2011 | Permalink |

    Surpreendente e louvável a atitude de FHC. Ah, sim, e também do Luciano Hulk. Ambos subiram no meu conceito

  • Julio
    18 jun 2011 | Permalink |

    O véio tá surtando,as leis contra assaltos a bancos não surtiram efeito, logo, devem ser extintas, e se liberarem geral os guartdas de bancos não precisarão mais morrer.né ? agora éum ideal de todos ter o bolso cheio de dinheiro, quem é contra a satisfação de poder dar presentes até para as amantes ?

  • Macelo Mendonça
    4 set 2011 | Permalink |

    Por favor, vejam o vídeo inteiro antes de comentar: http://www.youtube.com/watch?v=-nWAAUuLWoA

    Ninguém disse nada em legalizar, tornar a maconha algo banal. REGULARIZAR. Assim como REGULARIZAR as drogas lícitas como o álcool e o cigarro. Não sou liberal ou maconheiro, a favor de legalizar. As pessoas tem que ter a cabeça aberta e ver essa mate´ria de um ponto de vista diferente. É realmente quebrar o tabu e começar a discutir com a população qual seria a melhor solução de combater as drogas. Não quer dizer que eu vou de encontro a repressão que virou festa. A ideia do documentário é fazer com que as pessoas tirem o preconceito da mente e tratem esse problema como uma DOENÇA, e não pilantragem, safadeza e por ai vai…

  • Bóris
    8 set 2011 | Permalink |

    Esse Bruno é um grande demagogo. Até parece que ele ta preocupado com a vida do policial militar no combate às drogas.
    Antes de avacalhar ainda mais o que já ta bagunçado, por que não mudar o rumo da conversa, refletindo e nos perguntando se essa sociedade brasileira ta realmente preparada para acolher essas mudanças. Tem que se perguntar se não há outras prioridades a que devemos nos preocupar, como por exemplo, Educação e Saúde. tudo bem que o assunto drogas ta inserido em Seg Púb. Mas será que legalizando vai resolver o problema? Não seria o certo uma repreensão mais sistêmica e rigorosa nas fronteiras? Basta deslocar esse enorme contigente das FFAA, que se presta apenas para atividades completamente diversa de suas funções constitucionais.

  • Bóris
    8 set 2011 | Permalink |

    Sobre o FHC, este dispensa maiores comentários, pois enquanto governo, afundou o nosso país, só não vendeu mais instituições públicas, por que não teve tempo.
    E é sociólogo, imaginem se não fosse.

  • said nassif
    20 set 2011 | Permalink |

    Com certeza o FHC quer ser dono de alguma fábrica de cigarros de maconha. Quanto ao seu Clinton, acho que deveria cuidar da sua vida e não se juntar a esse bando de dementes que acha que droga é algo legal. Foi esse mesmo indivíduo que bem dizendo abandonou seus soldados na Somália, negando armas e apoio adequados durante a Operação Gothic Serpeant, por causa da opinião pública. Já o Senhor Gaviria (deve ser parente de Dom Pablo Escobar Gaviria, um dos maiores narcotraficantes da Colômbia) não deve ter aprendido nada com a guerrilha financiada pelo tráfico que assola seu país há muitos anos.
    As pessoas ignorantes, geralmente aquelas que curtem uma maconha, costumam questionar a legalidade da bebida e do cigarro, dizendo que seus efeito são mais nocivos do que os das drogas tidas como ilegais, mas tentar proibir hoje o consumo de álcool e de cigarro acarretaria em grandes problemas, pois a quantidade de viciados em tais substâncias é muito grande, devido ao fato das mesmas serem legalizadas, embora muito nocivas ao organismo humano. Agora imaginem quando o consumo for legalizado e a repressão ao plantio e à venda deixarem de existir. O que acontecerá é que mais pessoas terão facilidade em se viciar e se um dia tentar-se proibir, obviamente haverá manifestações, caos, quebra-quebra, arruaça, vandalismo, etc.
    Espero que eu não tenha que pagar pelos erros desses maconheiros imbecis e ter que conviver com uma sociedade que cheira à drogas.

  • Leon
    3 out 2011 | Permalink |

    porque as pessoas usam drogas??

    ta ai uma pergunta que nao da pra responder… mas a verdade é que o ser humano usa drogas desde que a humanidade existe… essa eh a lei da natureza

    a nossa politica anti drogas é mais uma atitude arrogante de humanos tao que acham que as nossas leis sao mais importantes que as leis da natureza… nossas leis tem que se adaptar as leis da natureza e nao o contrario!!

  • Antonio
    4 fev 2012 | Permalink |

    A criminalização do consumo e tráfico de drogas é uma poderosa justificativa para a polícia incriminar quem quiser e invadir a casa de quem quiser, desde que o incriminado e o dono da casa sejam dos estratos mais baixos da sociedade.
    Para a polícia quanto mais crimes, mais pessoas sob o seu jugo. Por isso tanta gente defende criminalização de jogo do bicho, máquina de caça-níqueis, bingo, drogas etc. Essas atividades são do submundo porque foi lá que a Lei as confinou.
    Se há algo que faz mal a saúde, inclusive financeira, mas o sujeito quer, caberia ao estado não jogar o interessado ou adicto nas garras dos criminosos, mas sim regular e fiscalizar.
    Afinal, as pessoas têm o direito de serem estúpidas. Como as lotéricas e a Souza Cruz sobreviveriam?

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