Polícia Federal analisa esgotos para medir consumo de drogas

Apesar da variedade de carências que as polícias sofrem em todo o Brasil, inclusive a Polícia Federal, ainda há espaço para inovação e criatividade no desenvolvimento de técnicas e trabalhos que contribuem com a eficiência no serviço policial. É o caso do projeto “Quantox”, da Polícia Federal, um instrumento de análise criminal que ajuda no levantamento da quantidade e da localização do consumo de drogas nas cidades.

O Quantox se baseia em amostras de esgotos para aferir a quantidade de substâncias oriundas de entorpecentes presentes na urina humana. Com o resultado da análise, os peritos podem afirmar as regiões das cidades em que o consumo é mais intenso, bem como a quantidade de droga consumida em determinada localidade. Entendam melhor o projeto:

Grande parte do que é consumido pela população de uma cidade vai parar no esgoto. No caso do consumo de drogas não é diferente. Ao usar cocaína, por exemplo, o organismo humano metaboliza o entorpecente e expele um composto chamado Benzoilecgonina – substância identificada em amostras de urina dos usuários.

Assim, partindo do princípio dos exames antidopings, pesquisadores desenvolveram o projeto “Quantificação de Analitos Tóxicos”, denominado QuAnTox. O trabalho permite que, através do monitoramento da malha de esgotos, os peritos criminais federais consigam calcular, em análises de laboratório, a quantidade da droga consumida em uma determinada região.

Desenvolvido pela criminalística da Polícia Federal (PF), por iniciativa do projeto INCTAA/CNPq (Instituto Nacional de Ciências e Tecnologias Analíticas Avançadas) e em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade de Brasília (UnB) e Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), o QuAnTox coletou amostras de seis estações de tratamento de esgoto do Distrito Federal (DF). Com o monitoramento, foi possível avaliar a quantidade de cocaína consumida e em quais localidades o uso da droga teve maior incidência.

Leia mais…

Abaixo, matéria do Jornal da Cultura falando sobre o projeto:

Como disse o coordenador do projeto, a iniciativa pode ser facilmente desenvolvida nas polícias estaduais. Uma boa forma de orientar as polícias preventivamente na redução do consumo de drogas, ou mesmo na desarticulação de quadrilhas que as comercializam.


Autor: - Tenente da Polícia Militar da Bahia, associado ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública e graduando em Filosofia pela UEFS-BA. | Contato: abordagempolicial@gmail.com





6 Comentários

  • Amanda C.
    22 jun 2011 | Permalink |

    Achei essa uma tatica muito interessante da policia federal pois todos sabemos que o consumo de droga não vem só das “cracolandias” e afins, dessa forma vai ser possível identificar onde ocorre maior consumo de drogas e armar operações de combate contra as drogas.

  • Victor F. Fonseca
    22 jun 2011 | Permalink |

    Vejo como medida inócua, factóide. As polícias estão cansadas de saber onde mais se consome droga, não é esse dado que nos faz falta na hora de pensar em como agir.

  • PC-RJ Abandonado!!!
    22 jun 2011 | Permalink |

    Eles odeiam mesmo a polícia. Agora policial vai ficar trabalhando na “merda”, literalmente.

    São muito criativos, realmente. Primeiro criam o problema, para depois nos vender a solução(?).
    É como nos filmes, onde espalham a doença, para depois vender o remédio…

    Tô de saco cheio dessa incompetência… acho que vou meter o pé dessa @#$%¨&!

    Abraços a todos!

  • ANTONIO CARLOS
    22 jun 2011 | Permalink |

    Pra quê gastar tanto dinheiro e tempo nessas pesquisas, se eles bem como toda a sociedade sabem onde estão os focos, tanto de usuários quanto de traficantes?
    A PF tá é de brincadeira. Grande coisa indentificar as regiões onde o consumo de drogas é maior. Deveriam sim, envidar esforços no sentido de identificar (?) e coibir os métodos cada vez mais sofisticados dos traficantes em abastecer o mercado com seus produtos. Montem “campanas”, infiltrem seus agentes naqueles locais onde todos conhecemos que o tráfico e consumo são feitos a céu aberto ( Cracolâncias, boates proximidades de escolas, etc., por exemplos ).
    Tá, vai que a PF ao final das pesquisas, conclui que a região “X” lidera no consumo de cocaína, e daí? Ela vai adentrar nas residências e prender os moradores/consumidores?
    É só para estatísticas, Ah, bom. Rsrs.

  • ANTONIO CARLOS
    22 jun 2011 | Permalink |

    Pra quê gastar tanto dinheiro e tempo nessas pesquisas, se eles bem como toda a sociedade sabem onde estão os focos, tanto de usuários quanto de traficantes?
    A PF tá é de brincadeira. Grande coisa identificar as regiões onde o consumo de drogas é maior. Deveriam sim, envidar esforços no sentido de identificar (?) e coibir os métodos cada vez mais sofisticados dos traficantes em abastecer o mercado com seus produtos. Montem “campanas”, infiltrem seus agentes naqueles locais onde todos sabemos que o tráfico e consumo são feitos a céu aberto ( Cracolâncias, boates proximidades de escolas, etc., por exemplos ).
    Tá, vai que a PF ao final das pesquisas, conclui que a região “X” lidera no consumo de cocaína, e daí? Ela vai adentrar nas residências e prender os moradores/consumidores?
    É só para estatísticas, Ah, bom. Rsrs.

  • Temp Amaral
    25 jun 2011 | Permalink |

    Parabens Policia Federal !!! um dia estarei aí, podem esperar !!

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