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“Paquerar” durante o serviço, pode?

Caso este blog se permitisse ao revanchismo gratuito, usaria a notícia discutida neste post para criticar os machões empedernidos que, ao resistir à presença das mulheres nas polícias, se utilizam de casos individuais para negativar todas as policiais femininas. Ou mesmo aqueles que acham que garantir os direitos dos homossexuais nas polícias (garantir que não serão assediados moralmente), em virtude da discriminação que sofrem, é “sexualizar” a instituição. Mas, responsavelmente, devemos admitir que o caso que se segue é individual – mesmo que não seja isolado.

É que um agente de trânsito no Rio Grande do Sul se utilizou de dados coletados em uma ocorrência para “paquerar” uma jovem, chegando a enviar uma mensagem de celular onde pediu os contatos da moça em redes sociais. A moça, diferentemente do que deve acontecer com outras mulheres, se sentiu ofendida e teve a coragem de denunciar o caso:

A estudante de administração Wanessa da Silva, 25 anos, diz ter recebido uma mensagem de texto em seu celular, na madrugada deste domingo (9), após ser parada em uma blitz de trânsito em Porto Alegre. Na ocasião, ela se recusou a fazer o teste de bafômetro e teve a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) apreendida.

“Tinha tomado bebida alcoólica no começo da noite de sábado (8), perto das 21h. A abordagem na fiscalização aconteceu por volta da 1h30 de domingo. Na dúvida em saber se meu corpo já tinha absorvido a bebida resolvi não fazer o teste. Embora eu estivesse sóbria, pois fazia tempo que tinha bebido, preferi não fazer o bafômetro”, disse a estudante.

A mensagem recebida por Wanessa é a seguinte: “Wanessa peguei o numero teu enquanto vc disse pro colega qdo ele pediu teu endereço. So quero que digas se posso saber teu MSN, Facebook, Orkut algo do tipo p/ conversarmos melhor e te Add nos meus contatos?Me da um retorno se possivel, sou o rapaz quem fez os testes do bafometros em vcs! Fernando/EPTC (sic).”

Assim que recebeu a mensagem, Wanessa diz ter lembrado do rapaz durante a abordagem. “Ele não parava de olhar para meu decote, achei estranho, mas fomos embora. Para minha surpresa, veio a mensagem pelo celular. Achei um absurdo”, afirmou a estudante.

Ela disse ainda que enviou um email disponível no site da Empresa Pública de Transportes e Circulação (EPTC), na noite de domingo, mas que até agora não obteve resposta da empresa. “Fui hoje [quinta-feira (13)] buscar minha CNH que estava apreendida e ninguém falou comigo sobre o caso. Quando voltei para casa, liguei para a EPTC para saber se o caso seria investigado e se eu poderia ter acesso às investigações, mas falaram apenas que me ligariam para falar pessoalmente sobre o caso. Até agora ninguém me procurou.”

Leia mais no G1…

Talvez o leitor (principalmente o macho) ache bobagem o incômodo da mulher. Mas provavelmente mude de posicionamento caso sua mãe ou esposa estivesse no lugar da corajosa Wanessa. Se tudo aconteceu como descrito, o servidor agiu sem parâmetros éticos, se expôs vergonhosamente, e didaticamente nos mostrou o que é “sexualizar” a atividade policial.



Autor: - Tenente da Polícia Militar da Bahia, associado ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública e graduando em Filosofia pela UEFS-BA. | Contato: abordagempolicial@gmail.com


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45 Comentários

  • Olympio
    14 out 2011 | Permalink |

    Esse tá desesperado, usar informações da abordagem para dar cantada.

  • Sd Mato Grosso
    14 out 2011 | Permalink |

    Já pensou se isso vira moda? Recolher informações pessoais em serviço para dar cantada.

  • Joabas Kalliman
    14 out 2011 | Permalink |

    AUHAUHAUHA – Um tarado à solta…

    Ainda assim há, Caro Danilo, os que cotinuam sendo contra a sexualização da instituição e contra este tipo de atividade do colega desesperado aí do fato em questão…

    Eu continuo dizendo que uma mulher na graduação de soldado tem vida útil institucional de, no máximo, 10 anos, senão, todos os serviços administrativos e meios seriam feitos por mulheres em alguns anos, sua fisiologia não permitiria muito tempo na atividade fim, continuo dizendo que se a pessoa tem opção sexual diversa ninguém precisa saber, ele não precisa ostentar, nem ofender quem quer que seja rebolando em blitz por aí. E continuo dizendo que alguém tem que procurar enquadrar o camarada solitário em alguma transgressão para a legalidade da punição… Não é porque se é contra um que vai ser a favor de outro… :D

  • Victor F. Fonseca
    14 out 2011 | Permalink |

    Isso não é a conduta esperada de um servidor no exercício da função. Se por acaso ele flerta com alguém que evidencia interesse ou abertura para diálogo, que pegue seu contato com brevidade e discrição, para dar continuidade ao diálogo quando sair de serviço.

  • Ewerton Monteiro
    14 out 2011 | Permalink |

    Parabens Danilo mandou bem mais uma vez!

  • 14 out 2011 | Permalink |

    Concordo com o Victor Fonseca. Não se pode controlar o incontrolável, porém, que seja feito na mais racionalidade possível. Ética acima de tudo!

    Agora, essa parte do decote ela está (possivelmente) usando em sua defesa, pois, na própria mensagem o agente não se mostrou tão “afobado”. Falta ligação com o que ela diz.

    Quanto a ser minha esposa ou não, certa vez ia passando pela loja onde minha esposa trabalha e um colega de viatura disse (só pra nós dois ouvir), rapaz, que gost_____! Ele não a conhecia, nem por isso brigamos.

  • Maria julia
    14 out 2011 | Permalink |

    É por isso que esse é meu blog preferido.

  • Vitima
    14 out 2011 | Permalink |

    Os Policiais rodoviários estaduais, infelizmente, são os que mais utilizão dessa prática, já fui vítima varias vezes, paravam a minha moto e sempre a mesma história, diziam que ião apreender minha moto, me convidava para sair, sempre os mesmos que trabalham na linha verde e estrada do côco. Aos comandantes destes fiquem atententos aos seus subordinados, pois os mesmos, ainda vão lhes dar muita dor de cabeça com essa práticas, o assédio naquela região é grande, e como foi dito, imagine a esposa de vocês, mães, namoradas, é um situação revoltante.

  • 14 out 2011 | Permalink |

    Se pode não sei, mas a minha atual namorada me abordou em serviço e não tive escolha em dar meu número do cel pra ela, ainda mais q os outros dois me chamariam de gay, mas nada de parar a viatura e ficar se amassando no meio da rua, ela quem procurou eu não tenho a cara-de-pau de sair por aí abordando as mulheres e pedindo telefone, diferentemente da maioria dos profissionais.

  • Rahul Gusmão
    14 out 2011 | Permalink |

    Acho que ele só foi infeliz em ter usado os dados coletados na abordagem para se comunicar com ela. Em todos outras profissões, inclusive servidores públicos, sempre há aquela paquera durante ou fora de serviço. Nesse caso se ela não quisesse atrair atenção, deveria então usar roupas mais comportadas.

  • leonardo
    14 out 2011 | Permalink |

    É um fanfarrão, onde já se viu usar os dados da ocorrência. Deveria ter flertado na hora. A mensagem ao sair nos noticiários escandalizará as nossas condutas. E detalhe, só paquere alguém quando este alguém lhe der uma brecha. vice QSL?

  • Thiago Martins
    14 out 2011 | Permalink |

    É um fanfarrão mesmo.

    Mas a msg dele é bem comportada. Porém não poderia ter feito isso.

  • 14 out 2011 | Permalink |

    Infelizmente, existem profissionais desse tipo. E o pior é que as atividades de fiscalização parece aflorar em alguns ainda mais esta sexualização.

    Mais triste ainda, e já pude presenciar na PM, é falta de respeito de alguns colegas, quando tomam “ousadia” com a esposa/namorada ou filha do seu colega. De todos os locais que já trabalhei, este é o ambiente que me sinto menos à vontade para levar a minha família para uma confraternização, exceto, se for um grupo seleto de pessoas idôneas.

    Neste tema, ja pude presenciar atitudes deploravéis de alguns servidores. Mas isso, não é regra.

  • 14 out 2011 | Permalink |

    Mas aí é que mora o problema leonardo. Não dá pra confiar se o flerte é uma tentativa de suborno, uma forma de “enrolar” o guarda futuramente ou os dois. Não dá pra confiar nesse tipo de prática. Em casos de ocorrência, a paquera é um desvio muito grave.

  • 14 out 2011 | Permalink |

    Roberto Fernandes,

    Pegando o exemplo, que falastes, tenho um semelhante:

    Certa vez, uma guarnição saiu para atender interesses administrativos da unidade que sirvo, a bordo estavam dois tenentes e dois soldados, ao chegar no estacionamento de um certo supermercado, um dos colegas (soldado) avistou uma mulher bem vestida (sem decotes) mas devido à sua aparência física, disse em bom som: OLHAR A DIREITAAAA, (certamente iria completar esta frase com algum adjetivo de conotação sexual), mas quando os outros integrantes da olharam, um dos oficiais raiou: que P@$@#$@ É ESSA, FULANO. Essa aí é minha esposa, você fica tomando ousadia com qualquer uma é?
    Diante disso, o PM ficou quietinho todo sem jeito, pedindo mil desculpas, dizendo não ter dito nada demais, mas todos sabem que pela conduta conhecida do colega, certamente, não seria concluída somente no OLHAR A DIREITA.

    Vejo muitas mulheres bonitas, mas a avaliação que faço delas fica para mim, é pessoal, e estando em serviço nunca externarei. Esta deveria ser a conduta de todo o profissional.

    Danilo

    Parabéns pelo texto.

  • homero martins
    14 out 2011 | Permalink |

    eu só acho q ela teve tal “coragem” pq tava com raiva por ter sido prejudicada ao ter sua carteira apreendida . o servidor teve falta de ética ao pegar os dados da ocorrencia, o demais é comum e acontece em todas as profissões

  • SD Bruno
    14 out 2011 | Permalink |

    Acontece muito. Mas nunca vi desta forma, utilizando dados de uma ocorrência.

    Tenho vários colegas que infelizmente, não são dotados de uma certa boa aparência física e quando estão fardados querem tirar toda a diferença, cumulado dos fetiches de algumas mulheres.

  • thiago
    14 out 2011 | Permalink |

    Estava em serviço quando conheci minha mulher.

    Tudo com educação, respeito e consentimento.

  • SD Claudio Machado
    14 out 2011 | Permalink |

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkk o comentario do sd bruno e coerente kkkkkkkkkkkkkk ri aqui ….pior que é mesmo viu….”"nao sao dotados de uma certa boa aparência”" ahahhaahahhha cumulado de feitiches de algumas mulheres rsrsrrs

  • 3º Sargento Cursado
    14 out 2011 | Permalink |

    Éeee.. realmente ela ficou revoltada quando da apreensão de sua carteira.
    Ingenuidade do agente de trânsito em pensar que ela ficaria feliz em receber aquela mensagem, tipo: “… nossa, como estou feliz em perder minha CNH…”
    kkkkkk que prego heim, típico cara que não tem noção de como, onde e quando assediar uma mulher e com respeito é claro. Agiu sim, com falta de profissionalismo e ética, se isso vira moda, a primeira frase do policial na abordagem será: “…Por favor, documentos do veículo, CNH, endereço e telefone…”

  • Luciana
    14 out 2011 | Permalink |

    Exclente post! Os comentários, porém, denotam a já internalizada “normalização” de condutas machistas, preconceituosas e arbitrárias. Tem um que fala do decote da moça (sério, existe mesmo gente que ainda pensa assim? isso é medieval…), outro diz que se for discreto pode, um insinua que a cantada foi até bem comportada… Enfim, o imaginário masculino concebe a mulher como objeto profano de seus instintos e institucionaliza-se o desrespeito e a omissão. Um absurdo!

  • Rodrigo
    14 out 2011 | Permalink |

    Luciana, infelizmente a “normalização” da conduta machista como vc fala, é culpa de boa parte das mulheres, não todas, mas grande parte que não se dão valor e se mostram como objetos na mídia, na noite e em vários lugares. Existem exceções são poucas, mas existem.

  • Rodrigo Camargo
    14 out 2011 | Permalink |

    @ Luciana

    Perfeito teu comentário, é isso mesmo.

    Com tanta coisa grave acontecendo no país, a galera quando lê uma notícia como esta, acaba banalizando, com tom de piada, mas se esquece que respeito é bom e todo mundo gosta.

    Dizer que ser assediada é culpa da própria mulher, que tem muita mulher que não se dá ao respeito e por isso não se respeita nenhuma, é uma falácia.

    Isso que o agente fez, É MUITO GRAVE, hoje ele usa os dados obtidos em função de seu cargo para cantar uma mulher, amanhã para desviar dinheiro, beneficiar alguém em troca de propina, sinceramente, são com atitudes erradas, vistas como “inofensivas”, que tudo começa.

    A partir do momento que se valeu de dados SIGILOSOS, pois foram obtidos em função de sua atividade profissional, e os utilizou para fins pessoais, botou em xeque sua confiabilidade , ética e merecia ser tirado das ruas como exemplo.

    É por banalizar essas “coisinhas”, que os maus profissionais vão “crescendo as unhas” e fazendo cada vez um “coisinha” pior que a outra e certo dia, é tanta “coisinha” errada no currículo, que passa a achar que pode fazer algo pior pois, nem é tão errado, é só “erradinho”, ninguém vai dar bola, vai ser só dessa vez, essa vez será a última e etc….

    Triste ver POLICIAIS que acham isso, engraçadinho, numa dessas a mulher é casada, o marido vai “para cima” do policial pedir satisfação, o policial manda o marido a merda, o marido responde, o policial o prende por desacato e a população se revolta mais uma vez, pois a cantada o policial apesar de fardado se justificará dizendo que o fez como homem e não policial, mas quando o marido vier pedir satisfação, como convém, ele deixa de ser apenas homem e virá policial.

  • Alan Brito
    14 out 2011 | Permalink |

    A cultura organizacional que impera nas instituições policiais, traz consigo a ideia do “endeusamento da farda”, fazendo com que muitos policiais incorram no erro de que toda mulher alimenta um fetiche por policiais. Estes por sua vez, se acham no direito de profanar a intimidade, violar o sigilo das informações (como no caso em tela), ou até mesmo assediar moral e sexualmente as mulheres.
    Creio que o ser policial não nos isenta de emoções e sentimentos, mas, como bem comentaram alguns colegas deve haver o bom senso em tais situações, pois são de ” desviozinhos em desviozinhos de conduta” que a imagem da instituição vai à lama. Portanto, vamos ser mais vigilantes na nossa conduta quando em serviço.

  • SD PMBA
    15 out 2011 | Permalink |

    Parabéns pelo post Danilo Ferreira, com relação a conduta do agente… deplorável, totalmente anti-profissional e pretenciosa, infelizmente são alguns maus profissionais que acabam maculando a imagem de uma instituição inteira, misturar profissional com pessoal é o cúmulo, realmente lamentável a conduta desse agente.

  • victor carlos
    15 out 2011 | Permalink |

    Ja teve situação com colega que pediu a habilitação de uma jovem e essa perguntou se não podia dar o numero do telefone no lugar…..

  • caverna
    15 out 2011 | Permalink |

    EU QUERIA SABER D QUEM É MILITAR DO QUE AXARAM DO SGT XAVIER DA NOVELA MORDE E ASSOPRA TERMINAR COM UM GAY?
    É MUITA DESMORALIZAÇÃO… KKKKKKK

  • SD PMBA
    15 out 2011 | Permalink |

    [CAVERNA] Essa é a forma irônica e sarcástica de como os militares de um modo geral, e principalmente como nós policiais somos retrarados na teledramaturgia, principalmente na globo com seus lixos disfarçados de cultura chamado novelas! E não é coincidência não, basta pesquisar na net, o tema já foi até abordado aqui no blog, sobre uma cena altamente ofensiva contra toda a classe de policiais do Brasil, vinculada em uma cena da novela insesato coração! Infelizmente, esse é o lixo televisivo que despejam em nossos lares diáriamente, deste tipo de programação eu quero distância, prefiro ler um livro, é mais construtivo!

  • SD PM Kilo
    15 out 2011 | Permalink |

    É como o ten Victor disse. SE FOR DADA LIBERDADE, pega o contato (telefone, e-mail, o q for) e depois marca alguma coisa. Mas ficar assediando é constrangedor.

  • SdPMAM Jones Leite
    15 out 2011 | Permalink |

    Paquerar = flerte, conversa, troca de olhares, telefones, pode sim. Agora se utilizar de algo assim pra “cantar” uma mulher. Aí, não. Já discuti com colega que queria ficar na frente da casa da gata dele, namorando horas.
    Essa do Roberto Fernandes foi boa! Eu diria ao parceiro: “Muito obrigado. Sempre tive bom gosto.”

  • Reinaldo
    15 out 2011 | Permalink |

    “Caso este blog se permitisse ao revanchismo gratuito, usaria a notícia discutida neste post para criticar (…)”

    Bela maneira de criticar sem coragem de ser direto. Mas vamos ao “meritum causae”:
    Quer dizer que paquerar alguem em público de maneira inconveniente é típico do Homem Heterossexual? premissa falsa resulta em argumento falso.
    Conheço um Sgt Gay que é vezeiro em assediar homens quando está de serviço na região da Suburbana. O mais patético é que tal figura é um coroa de cabelos brancos…
    O assédio de um idiota nada tem a ver com as bichas loucas que não se contentam em ser homossexuais na vida privada..aliás, eu respeito homossexual, mas bicha louca, não.

  • janky
    15 out 2011 | Permalink |

    ela poderia pensar “nossa ele teve esse trabalho todoo pra me conhecer..foi amor a primeira vista…rsrsr

  • SD PMBA
    15 out 2011 | Permalink |

    tbem já ouvi falar de um Oficial gay, que não vou citar o nome por respeito é lógico, que aliás já trabalhou em um dos batalhões que integram o CPRS, e que atualmente está trabalhando no DP ai em Salvador, que cantava até mesmo os abordados de forma explícita, apalpando-os as partes íntimas de forma bem peculiar e outros detalhes sórdidos que não vou mencionar aqui, no final da abordagem o dito cujo até contato dos meliantes pagava! bem, respeito toda forma de manistação e de opção sexual, e por conseguinte a homossexualidade, quem sou pra julgar ninguém, não sou contra a uma eventual paquera no serviço, desde que ela seja de forma discreta e não atrapalhe o bom andamento do serviço, mas daí a usar informações sigilosas do cidadão (como no caso supramencionado), a cantada de forma aberta e inconveniente etc.. isso ai eu sou contra, e viva a liberdade sexual!!!

  • Edson
    16 out 2011 | Permalink |

    SD Bruno gostei do seu comentário, mas independente de aparencia física tem colegas por ai que pensam que todas as mulheres são as chamadas Marias coturno e batalhão.por conta do velho costume saem por ai praticando essas atrocidades da era medieval.

  • Márcio
    16 out 2011 | Permalink |

    É, se a menina estava errada ou não no trânsito, já não interessa, o importante é o sem noção que coloca toda a validade do processo legal em cheque.
    Mas achar q homem não vai dar cantada em mulher, fardado ou não, aí já é querer parar o mundo, como tenho visto alguns “moralistas” aqui.
    No meu ponto de vista a menina tá usando isso aí pra se safar, pegar a CNH de volta… é a vida.
    Mas concordo q o agente tem de ser punido, fez merda.

  • Jamile
    17 out 2011 | Permalink |

    Sejamos francos em concordar que em toda profissão há os flertes e paquera, seja nas empresas privadas, ou orgãos públicos e militares com pessoas externas.

    Acho normal que haja, desde que não seja invasivo e falte com o respeito. Sempre há aquela troca de olhares entre as mulheres e os carinhas e o cara tem que ser sensitivo em perceber se a mulher está retribuindo ou não, para a partir daí se aproximar e de forma discreta pegar os contatos, que caso esteja certo do flerte obterá êxito.
    Agora daí a pegar dados da ocorrência e ligar pra criatura?? Falta de ética total! Mas concordo com a opinião de que ela só ficou com tanta raiva do assédio porque a CNH ficou retida.

    Quanto ao fetiche das mulheres existe sim… Os colegas bem sabem que muitas mulheres olham de uma forma sedutora e as vezes até falam coisinhas e o cara muitas vezes nem é isso tudo, de farda “uma delícia” sem “uma desgraçaa”. Quantos já não foram “assediados” por mulheres na cara de pau… Existem as Maria-coturno sim, mas acordem não são todas!
    Quanto aos homossexuais na polícia, acho que tem que ter postura… Sinceramente é constrangedor trabalhar com um cara rebolando mais do que eu no serviço! Seja gay, não bixa louca, como bem fez referência um colega aqui. Na profissão tem que impor respeito e fala sério bixas são piadas em qualquer lugar e acaba arrastando a Instituição pra comédia tbm! E é difícil conquistar respeito dos colegas e da população assim, muitos gays conseguem admiração pelo seu comportamento, as bixas nunca!
    Sou a favor da discrição nesses casos, tanto dos gays, quanto das paqueras hetero e/ou homo…
    Homens fiquem espertos, não cedam a qualquer mulherzinha que dê mole, nem se encante por qualquer uma por mais linda que seja e façam besteiras! Nós somos demais, mas tem várias, n precisa desespero, tenham cautela pra não se ferrar, mulher é bandida quando quer! Por isso a não ser que a mulher dê muito mole, n caiam na besteira de perder a cabeça e fazer merda como essa, que caiu no ventilador e se espalhou!

  • 17 out 2011 | Permalink |

    Apesar deste tipo de coisa ocorrer costumeiramente da forma exposta no texto (Policial => mulher), cabe aqui dizer que em algns locais esta prática ocorre de modo inverso (mulher => Policial). Já fui assediado algumas vezes, mas por formação moral e ética, nunca cedi às cantadas, primeiro, por todas as vezes em que isto ocorreu, eu ter compromisso e segundo por agora ser casado.

    Sempre busquei ter conduta profissional, não há nada pior do que vc repreender alguém e esta pessoa apontar os mesmos erros em você.

    Roberto Fernandes: “Em casos de ocorrência, a paquera é um desvio muito grave.” Perfeita esta frase.

    Luciana: Bom comentário. Mas como o Rodrigo disse, muitas vezes as mulheres não se valorizam, não é o caso exposto acima. Mas nem por isso um profissional pode agir da forma explícita no texto.

    Um colega, foi beijado (ele disse) por uma mulher em pleno carnaval em SSA, ele estava fardado. Foi flagrado por um oficial, respondeu, e pegou uma prisão administrativa. Ao meu ver, ainda que ele tenha sido BEIJADO, ele se colocou nesta situação, porque é totalmente previsível.

    Tem mulheres que tem fetiche pela farda. Todos os anos que trabalho no carnaval fardado algumas mulheres me dão alguma cantada. Este ano que trabalhei à paisana, não recebi nenhuma. Logo o interesse não é na minha pessoa, mas na função que represento.

  • Addyl
    17 out 2011 | Permalink |

    ja tinha visto pm flertar na rua com olhares, assobios(fiu fiu) ou até uma cantada rapida enquanto rondava, mas não passava disso.

    mas, pedir msn, facebook, orkut…isso é demaaais, demaaaais.

  • Bandeira PMTO
    17 out 2011 | Permalink |

    Tem caras que parecem que nunca se acostumam com mulher. Querem cantar todas as mulheres, não importando quem sejam. Já passei por situação de ouvir um comentário de um superior a respeito de minha namorada (atual esposa). Chegando ao ponto de um colega ter que dar um cutução no mesmo, para que ele soubesse ou se lembrasse que se tratava de companheira de colega de farda. Depois veio pedir desculpas. Falta de respeito.

  • Jamile
    17 out 2011 | Permalink |

    Edu Macambira… concordo plenamente contigo… A gente não pode esquecer da postura de muitas mulheres.
    Os policiais deveriam reagir negativamente aos assédios né!? Mas aí levariam a fama de gay. Ele foi errado, isso é inquestionável, mas isso abre o leque para falarmos do assédio que os homens passam das mulheres tbm.
    Tenho um colega gay, que é queixado diretoo. As meninas não se controlam não! . Como vc mesmo disse, definitivamente não é pela pessoa, é pela farda!” fato#

    É como o caso das loirudas com os jogadores de futebol, no caso elas matam e morrem pelo dinheiro e o cara fica lindooo… No caso dos “puliças” dinheiro não voga (fatoooo!), mas as mulheres se descontrolam com a farda e imaginando, o poder a pegada dos caras, falo mesmoo! E sejamos francos, qualquer uma fica mais imponente e presença na farda (rsrs), mas as mulheres tem que se dá o valor para terem valor!

  • Jamile
    17 out 2011 | Permalink |

    errata: Qualquer um*

  • homero martins
    17 out 2011 | Permalink |

    Como eu reintero , o cara é doido de achar q a moça poderia dar bola pra ele depois de ter sua carteira apreendida, porém , tirando o fato de ele ter usado informações da ocorrência ,não vejo nehum absurso , pois não vejo nada demais alguem pedir telefone ou email de alguem . E se ele olhou p ela , e pq alguma coisa ele tinha p ver .

  • decote
    23 out 2011 | Permalink |

    A mina diz que ele não parava de olhar seu decote, oras, não quer que olhe, então use roupas mais comportadas. Quem sai de tetas a mostra quer o que? Que ninguém olhe?

  • PC-RJ Abandonado!!!
    26 out 2011 | Permalink |

    “Conveniência e oportunidade”.

    Policial, SERVIDOR PÚBLICO que é, deve sempre agir com base nesses princípios. Porque a Administração Pública uma hora vai TE LEMBRAR DISSO!

    Abraços a todos!

  • Deizeane ribeiro
    6 nov 2011 | Permalink |

    Conheci o pai da minha filha em uma ocorrencia na minha casa! Ele e sgt tinha 35 anos e eu 15 anos ele não parava d me olhar, trocamos olhares, sorrisos, ele chegou ate pisca pra mim, nossa foi amor a primeira vista, a gente trocou telefone e começamos a namorar ja tem 2anos temos uma filha d 3mêses só q ele me largou quando nossa filha completou 1mês, ja ta c/outra! Não me arrependo d nada pq ele me fez muito feliz fico trist em não ter +ele +fico comformada pq fikei c/a melhor part dele a nossa filha.

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