![]()

Há tempos estamos lutando uma guerra perdida. Batalhas sem vencedores, onde a única certeza são as baixas de ambos os lados. Será que podemos elencar rivais dentro dessa visão maniqueísta onde se digladiam o Estado e seus agentes de um lado e do outro o “bandido”? As políticas repressivas, fruto da ideologia “War on drugs”, encabeçadas pelos Estados Unidos da América, há muito tempo não surtem efeito. Podem até servir pra vender jornais, financiar a indústria bélica, fazer marketing eleitoreiro, menos para diminuir o tráfico de entorpecentes e o crime que se imbrica nesta relação de mercado e de poder. No entanto, há tempos toda essa repressão aguçou a criatividade desses criminosos que buscam outras formas de lucro quando o mercado do narcotráfico vai mal.
É preciso discutir um pouco mais sobre essas vias de lucro paralelas e interligadas ao mercado do narcotráfico. O tráfico de armas é a mais expressiva modalidade criminosa que tem sua razão de ser para defender os territórios do tráfico. Os roubos a carros e cargas são feitos com armas oriundas das transações de traficantes ou por grupos de narcóticos decadentes. O investimento na pirataria muitas vezes tem recursos de alianças criminosas como forma de criar um caixa paralelo as suas movimentações com pó. Os senhores do crime que financiam o tráfico de pessoas tem ramificações com o descaminho, entorpecentes e armas ilegais.
Todos esses pontos são fruto de uma liquidez, os delinqüentes de um ramo simplesmente migram para outro, criminosa que surge para se apoiar, que reparte lucros e subsiste na omissão do Estado e participação de alguns membros respeitáveis da sociedade. É preciso ser muito ingênuo para não saber a procedência de certas peças automotivas com preços abaixo do mercado. Se há roubo de carga não é para ser distribuída numa favela num ato de Robbin Hood. A aquisição de produto pirata terá certamente a sua renda usada para o financiamento das modalidades criminosas aqui discutidas, além disso, há o descaminho que prejudica os cofres públicos. De quem é essa culpa? De quem vende? De quem compra? De quem trafica?
Sem dúvidas, a Receita Federal não recebe nenhuma parte dessa distribuição lucrativa, mas alguns mercados financeiros “legais” estão de olhos nesse capital sujo. Através da lavagem de dinheiro, não necessariamente com a presença de uma entidade bancária, esse dinheiro “sujo” financia carros importados, jóias, mansões, iates, aviões, roupas e perfumes de grife cujos donos não residem no complexo do alemão, Pedreira Prado Lopes ou Nordeste de Amaralina.
Enquanto isso, no teatro de operações, tem uma guarnição adentrando uma favela para combater o tráfico de drogas que é o bode expiatório para os elevados índices de homicídios. Nesse mesmo instante o “rappa” da prefeitura fazendo ambulantes correrem para salvarem suas mercadorias. Noutro local da cidade uma blitz de trânsito para fazer uma ação de presença. Em outro local da cidade uma delegacia de repressão a furtos e roubos de veículos que com um efetivo reduzido tenta fazer milagres diante do aumento da frota de veículos nas ruas que facilita as ações marginais. Por fim eu e você, cidadãos, submetidos ao acaso com tanto descaso, rezando para não ser a próxima vitima, já que homicídios, assassinatos a luz do dia, saidinhas bancarias, acertos de contas entre traficantes, roubos de veículos e assaltos nas sinaleiras são fatos do nosso cotidiano.
Fábio Nilo é aluno-a-oficial da Polícia Militar da Bahia, cursando o segundo ano do Curso de Formação de Oficiais.
Autor: Fabio Nilo -















24 Comentários
Parabéns novamente! Ótimo texto. Outro dia me questionaram como iam impedir os viciados de roubarem seus familiares caso legalizassem as drogas. A resposta é simples: vendedor legal normalmente não aceita produtos roubados como forma de pagamento, ou vocês já viram um bebado chegar com a TV da avó no bar pra pagar a conta? Também não precisa matar seu devedor se existe a justiça e documentos que comprovam as vendas. Eu nunca vi policial corrupto estorquindo pessoas por “portar” um maço de cigarros ou um fardo de cerveja. Não existem crianças armadas ilegalmente nos corredores de bebidas dos super mercados.
É preciso separar o problema das drogas, que é de saúde e individual (discordo que seja de saúde pública porque a decisão do uso ou abuso é individual), do problema do mercado ilegal.
É lógico que existe contrabando de bebidas e cigarros, mas convenhamos… É um problema bem menor do que o poder paralelo dos traficantes no caso das drogas ilegais.
Se regularizassem o cultivo caseiro individual e micro cooperativas de usuários de maconha como acontece na Espanha já tiraríamos quase 80% dos recursos de traficantes. Qualquer pessoa vai preferir plantar ou participar de uma cooperativa legal do que ter que lidar com bandidos para fumar coco de vaca.
Só discordo em uma coisa no texto:
A maioria do dinheiro sujo, a exemplo da história da lei seca americana, não vai para bens e serviços. Vai sim é para o financiamento de campanhas politicas.
Não consegui compreender bem que ideia o texto pretende transmitir, começa falando sobre o problema da guerra contra as drogas, no tocante à violência e ineficácia do combate, depois passa a falar de inúmeras modalidades de crimes interligadas e termina concluindo que eles acontecem diariamente à nossa volta. (?)
Se o autor respondesse com uma síntese resumindo a ideologia exposta, me ajudava muito.
E a propósito, crendo ser confiável a informação de que a DRFRV carece de efetivo, isso muito me surpreende, afinal a área de roubos e recuperação de veículos roubados interessa a muuuuita gente, só não sei explicar porquê…
Acaba que, a gente faz de conta que patrulha e a sociedade faz de conta que acredita.
Muito interessante falar sobre a blitz de trânsito, que efetivamente só marca presença, e apresenta ao cidadão uma falsa realidade.
Se todos os policiais, viaturas e equipamentos dispendidos para realização de bloqueios de trânsito para levar carros atrasados ao pátio fossem empenhados em arrastões, batidas contra tráfico, uso, etc, o resultado seria bem melhor.
Falta uma verdadeira integração entre as policiais estaduais, onde a polícia civil com os mandados de busca e apreensão e prisões assinados, contaria com total apoio da polícia militar.
Isso é só um sonho distante.
De novo o BRUNO, esse defensor dos MACONHEIROS, e de todos os nóias que existem neste país do faz de conta. Faz de conta que tem governo, faz de con tas que tem segurança pública, faz de conta que tem sáude pública, faz de conta que tem condição de fazer uma copa do mundo.
Tenho certeza que esse indivíduo não é policial, e sim um usuário e inimigo de polícia.
Aff!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Tenente Victor, minhas continências, a minha intenção inicial no texto é mostrar que os programas repressivos financiados pelo governo não dão muito certo, talvez o marco inicial desses programas tenha sido o War on Drugs americano para qual há uma vasta literatura criticando-o e mostrando como os EUA se beneficiavam de tal programa. Lançado a problemática do tráfico de drogas eu tento mostrar como ele está interligado com outras modalidades criminosas, atentando para o fato que às vezes os meliantes migram de uma para a outra. Contudo essa rede criminosa não se sustenta por si só, ela precisa da participação de muitos membros da sociedade que a financiam direta ou indiretamente, e é essa mesma sociedade que atua com um expressivo “cinismo moral”, onde muita gente se beneficia desses “ganhos” e não se importa com os prejuízos gerados. A intenção é mostrar a parcela de culpa de quem compra drogas, produtos piratas, produtos roubados e quem de certa forma colabora com as modalidades criminosas expostas.
Sobre a questão do efetivo policial, sabe-se que é algo muito volátil. Se há concurso de admissão também há várias pessoas se aposentando, invalidas, sendo excluídas… Todas as polícias tem de alguma forma uma carência de efetivo e quando fala-se numa modalidade como a do roubo de carros, que cresce nessa capital, não há efetivo suficiente que acompanhe o aumento desenfreado da frota automobilística. Durante essa crise econômica e com a baixa de alguns juros, várias pessoas adquiriram carros e os respectivos órgãos de segurança não são tão bem aparelhados para protegerem todos
.
Cadete Fábio, muito bom a forma como o sr. se expressou, isso já demonstra o nível de trabalho que seus comandados terão no futuro.
Tem uma situação que seria engraçada se não fosse triste sobre a segurança pública nacional:
“…existe uma verdade sobre as polícias militares e civis; que juntas fazem a Polícia Estadual; aqui na tupinicagem brasileira, e que sempre registrei isso, resumindo: são duas irmãs… pobres…que se digladeiam para ver quem vai dormir na parte de cima do beliche…no interior de um casebre…com quintal descuidado…sem muros, com mato alto…onde o esgoto corre a céu aberto e o ladrão ronda impunemente. Brasil acima de tudo!” (NEWTON NERY DE CASTILHO é Major da Polícia Militar do Estado de Goiás. http://nccombatecrime.blogspot.com/)
Nós precisamos é de união.
Esse “antonio” quase me matou… de rir. “Inimigo da Polícia”! Quantos risos! Inimigo da polícia são os policiais, cujas mentes miúdas ainda vivem durante a ditadura militar. O problema do vício em substâncias ilícitas é de saúde e não de segurança pública. Quanto a usuário de maconha, o senhor conhece algum que já atropelou alguém ou encheu a esposa de pancada? Na verdade, já ouvi muitas histórias de PM’s alcóolicos, cujo esporte favorito é descontar suas frustações na própria família. A esperança da sociedade é que os macacos velhos das polícias se aposentem logo e dêem espaço a pessoas com melhor visão de mundo, desprovidos desse reacionarismo vil e perigoso.
Também não entendi muito o texto – espero ter entendido errado. Ou não.
Drogas são veneno, e criam na pessoa uma dependência em consumir o dito cujo, e vender veneno deveria ser crime. Ou não?
Caso contrário, podemos aplicar o mesmo raciocínio da ineficiência do combate às drogas em outros tipos penais. Ou não.
Há uma onda de imoralidade no meio “intelectual”.
Justifica-se qualquer prática abominável usando-se argumentos plausíveis partindo-se do ponto de vista do praticante. A moda agora é defender o tráfico de drogas. Uns defendem descaradamente. Outros, de forma velada, inconscientemente ou não.
Bruno e Gabriela: favor me chamar quando abrirem a cooperativa, gostaria muito de participar dessa nova atividade empresarial.
Já pensou: “CANABIS SD KLEBER, ESSE NÃO QUEBRA NO MEIO, POIS É SOLDADO” que tal?kkkk!!!!!
Agora falando sério, esse negócio de maconha deve ter mais estudos a respeito, 1º. será q o nº de fumantes de cigarro comum está maior que o de maconha?
2. O nº de fumantes de cigarro e de pessoas que tem vontade de fumar está maior que o de maconha?
3. Qual a percentagem de pessoas que usaram maconha e tiveram sequelas, conheço muitos amigos que não sabiam que eram bipolar (vc, eu pode ser um) e ficaram dementes, o colega meu de infância tá magro q só ele, fala, ri sozinho, tá louco que dá dó e o cara viciou ele, o traficante, tá preso.
4. Outro dia depois de 3 dias o cara trancado em casa fumando maconha, escutava o capeta falando pra ele matar a família, e não é q o cara foi lá e degolou a vovó dele, ficou 3 dias dentro do quarto, só na maconha, sem água, comida e foi lá e consumou e por falta de forças não conseguiu matar o sobrinho de 7anos.
5. Tem q estudar direitinho, pois lá em Amesterdã, meu amigo foi lá e a coisa é feia, deprimente, o governo já se arrependeu da iniciativa e quer voltar atrás.
No mais, para mim, os grandes traficantes, são os políticos, outro dia foi preso um avião monomotor carregado com 200kg, detalhe o piloto e o avião faziam transporte pro Presidente da Ass. Legislativa, o piloto, lógico, assumiu o peido e outro dia um carregamento, coincidentemente, caiu com um caminhão com mais de 700 kg na cidade do Deputado. E aí?
Fábio Nilo, obrigado pelo esclarecimento. Mas não se atenha tanto ao volume de carros como referencial para a demanda, procure saber, por exemplo, por que geralmente não há interesse em se trabalhar na delegacia de homicídios mas uma vaga na delegacia de repressão a furtos e roubos de veículos pode valer ouro… A resposta não é tão difícil.
Bruno, então você quer dizer que legalizando uma droga, poderiam ter empresas legais para produzi-las e teriamos boa parte do lucro dos traficantes, que é gerado por conta de ser proibida?! Você é mesmo um maluco noiado, deve gostar de fumar uma de vez em quando… A maconha é a primeira porta para outras drogas piores..! Legalizando-a, não vai demorar muito para quererem legalizar a cocaína, o crack e assim sucessivamente. É o que os drogados querem, usar suas merdas sem serem encomodados pela polícia.
” É uma onda mesmo… ”
Antonio:
Não sou policial, mas nem de longe sou “inimigo da policia”. Se fosse inimigo da policia não estaria preocupado com que vocês continuassem se matando nessa guerra imbecil e cara. Também não sou maconheiro nem usuário de nenhuma droga NEM DE ÁLCOOL diga-se de passagem.
A propósito, o álcool é considerado a droga mais perigosa de todas por muitos estudos científicos. O álcool faz a cocaína ser doce de crianças em termos de custos sociais e riscos pra saúde do indivíduo. É um veneno na melhor definição do Oziel e é vendido SEM PROBLEMAS.
Por que? Bom, apesar de ser “veneno” as pessoas bebem por que querem. Existe sim o probla com o vício e com o uso irresponsável, que é serio. Mas ele não AGREGA o problema da violência e criminalidade que só existe no MERCADO ILEGAL. Se regulamentassem os outros “venenos” só sobraria o problema do abuso e vício – reduziria e muito o problema da criminalidade e corrupção. A equação é simples.
Não considero moral usar drogas, cada um faz o que acha certo. O antonio por exemplo gosta de viver no seu mundinho alcoolizado achando que ta tudo certo do jeito que está. Oziel se esquece que autonomia sobre o próprio corpo é um direito fundamental em qualquer democracia – desde que não afete a terceiros certo? Então quem quiser morrer alcoolizado ou doidão de pó, problema dele – decisão é do individuo.
Eu quero mais é que policiais desperdicem menos suas vidas nessa guerra imbecil e venham resolver o roubo da minha casa, do meu carro, o estuprador da filha da vizinha… Esses crimes ficam sempre sem solução porque todo efetivo policial está cuidado da propina do tráfico de drogas. Essa é a realidade que eu – não policial e não usuários de drogas – ve todos os dias:
Policiais corruptos
Crimes de verdade não sendo investigados ou punidos
Droga rolando solta – mais fácil comprar drogas ilegais que cachaça
Prisão não impede o trabalho do traficante, que vira gerente la dentro e por aí vai…
Inimigo de policiais é o antonio que quer ver todos corrompidos ou mortos contra o tráfico… triste.
Vocês são ingênuos, isso sim.
Já que a minha opinião não serve, quem sabe a opinião do Dr. João Menezes professor na UFRJ (ICB/UFRJ) ajuda a esclarecer o assunto. Atenção para a ultima frase do vídeo.
http://youtu.be/ZV5yh-RVU2c
Concordo com o Bruno, desde que a vítima do uso de drogas não tenha direito a atendimento pelo SUS (mantido com os nossos impostos) e se responsabilize financeiramente pelo próprio tratamento.
mais absoluta certeza que não vou morrer. Por isso, peço-lhe o favor de não vomitar asneiras quanto se referir sobre a pessoa de quem não conhece.
Do mesmo modo que tenho dó daqueles que fumam e cheiram, { TALVEZ não seja o seu caso } também sinto muita pena dos que consomem qialquer tipo de bebida alcoólica, ainda que cada um decida a conveniência de sua ingestão. Acho-os uns pobres coitados, uns mal amados, mal resolvidos, também os considero uns verdadeiros idiotas e imbecis, pois além de estarem se acabando, aos poucos vão-se tornando trapos sob todos os aspectos, e o que é pior, ainda destrõem vidas de muitos inocentes, principalmente daqueles que os cercam.
Para comprovar o que digo, basta acompanhar os noticiários na próxima segunda-feira [ 14/11 ]. Quando não são os graves acidentes de trânsito, são as ocorrências dentro da própria residência do bebum, onde o consumo imoderado da bebida sempre redunda em ameaças, maus tratos, agressões físicas e até mortes entre familiares.
Não vejo outra alternativa para pôr fim nesse estado de coisas, senão a amplitude e intensificação de nossas ações operacionais, conjuntamente a uma séria e maior rigor na aplicação das penalidades nessas transgressões.
Quanto às drogas, { MACONHA, CRACK, HEROÍNA, HAXIXE, COCAÍNA, ÓXI, etc. } Infelizmente, e só para seu desprazer, enquanto forem taxadas como ilícitas, TÊM e DEVEM ser sistematicamente combatidas a todo e qualquer custo. E o mais importante, na fonte, que são as imensas faixas fronteiriças de nosso país. Pra isso é que temos o Exército Brasileiro, A Força Nacional e as PMs dos respectivos estados. E por quê não, também o envolvimento das outras duas Forças, Marinha e Aeronaútica ???
Finalizando, antes de você responder ao SD KLEBER, LEITOR e OZIEL, só não esqueça de me convidar também para fazer parte desta sua COOPERATIVA.
Você deve é estar precisando de muito óleo de peroba. Depois nós é que somos ingênuos. Seria cômico se não fosse trágico.
Este último comentário é dirigido ao BRUNO. Por descuido na hora da colagem, o início do texto foi omitido.
Porisso, vou reproduzir o começo do mesmo:
Não consegui pegar gosto de nenhum tipo de bebida alcoólica, graças a Deus. Assim, desse mal, tenho a…
Esse debate sobre legalização com a sociedade que temos chega a ter argumentos que são um tanto que ingênuos.
Um dos grandes equivicos é comparar a experiência de paises europeus que possuem dimensões, PIB, cultura para não falar de outros indicadores singulares, muito diferentes do Brasil. As nossas tentativas de imitar as sociedade “desenvolvidas”, principalmente na área jurídica, não tem dado muito certo. Repetir tais experiências com a descriminalização seria mais um erro.
Muito dificilmente o tráfico sairia do submundo ao qual pertence mesmo que fosse descriminalizada. Os que são considerados algozes, o pobre traficante da favela, ou mudariam de ramo crimonoso, pois a ele não é dado os aparatos democráticos necessários para atingir os desejos socialmente perseguidos, ou ficariam na clandestinidade de sempre.
É uma idéia um tanto revanchista não considerar o problema do usuário como um problema de saúde pública pelo simples fato que ele optou aquele caminho. É no minimo anticonstitucional privar alguem do acesso a saúde pública só que colaborou para sua debilidade biopsiquica. O usuário é um colaborador do crime, no entanto ele é ao mesmo tempo um “doente”, um dependente químico o qual precisa em muitos casos de ajude para se libertar desse vicio. O fato de colabora com o crime não deve excluí-lo do acesso a condições melhores de saúde.
Fábio, parabéns pelo texto, bastante elucidativo, racional e de fácil entendimento. Discordo da observação do TEN Victor ao afirmar para que vc não se atenha ao aumento do número de veículos na rua e sim a opçãode PCs de não trabalhar em Unidades de Homicídios e sim em Delegacia de RFV. Creio que o Tenente não entendeu ou não se ateve a estrutura e forma de explanação das informações no texto. Pelo q entendi, o colega não teve a intenção de comparar o efetivo de tais Delegacias, até pq na maioria das Delegacias da Bahia, independente de sua especialidade, há deficit de efetivo e essas informações não tem relação com oque se quer informar no texto. Por outro lado, Fabio tenta mostrar que além do efetivo das DFRV serem diminutos, o aumento do número de veículos na rua, por conta do crescimento de vendagem desse produto, dificulta ainda mais a repressão a este ilicito penal, favorecendo assim para o aumento da criminalidade.
Concordo com o Fábio, em Amestardã, p.ex.: o governo quer reverter a situação, pois a droga barateou tanto que aumentou o número de viciados e dependentes químicos, com isso quem foi atingido, foi a classe econômica e social mais baixa o q no Brasil é diferente, há drogas para ricos e pobres, quando estes últimos tentam usar drogas da classe alta, partem para o roubo, furto, sequestro e outros crimes, diferentemente do rico que rouba a própria família, dilapida a sua herança e por aí vai.
Parabêns Fábio Nilo pelo texto! Bastante elucidativo, çlaro e lógico. A verdade é dura, dolorosa , mas é a verdade, deve ser dita…
Até entendo a lógica de quem quer que a maconha seja liberada, mas há outras questões a serem relevadas.
Se a maconha for liberada, o traficante continuará sendo o principal fornecedor das lojas Brasil afora, já que a erva vendida pelos traficantes é muito mais barata por ser livre de impostos. A maconha “pura”, “da boa” vai continuar sendo privilégio dos riquinhos.
Sujiro que leia: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-07-02/procurador-diz-que-liberacao-da-maconha-favorece-trafico-e-violencia
“De acordo com o procurador, também é difícil supor que o Brasil possa regulamentar o plantio, a distribuição e o uso da maconha. “Nossas condições econômicas e sociais não permitem qualquer tipo de fiscalização sobre a produção desse tipo de produto. Já temos uma saúde carente, temos um Estado deficitário e é difícil atribuir ao Estado mais um ônus, que é perfeitamente dispensável.”
A fiscalização no Brasil é MUITO precária. Não é atoa que nessas cidadezinhas do interior, as verbas vão todas pro bolso dos políticos. Superfaturam tudo. As ONGs, então, são uma festa de desvio de verbas.
Ah Antonio, ADORO quando as pessoas se contradizem no mesmo parágrafo. Você me poupa de argumentos minando a credibilidade de sua própria lógica. É um prazer discutir com você, veja só:
“Por isso, peço-lhe o favor de não vomitar asneiras quanto se referir sobre a pessoa de quem não conhece.”
Depois você vomita:
“Acho-os uns pobres coitados, uns mal amados, mal resolvidos, também os considero uns verdadeiros idiotas e imbecis…”
Quem está pre-julgando pessoas é você. Conheço muitos que bebem ou fumam, ou até cheiram que são muito honestos e corretos. Assim como conheço idiotas que não usam nada e se contradizem ao abrirem a boca. Tem idiotas em todas as esferas. Não é porque eles existem que os justos devam pagar por seus erros.
Abraços!
“Até entendo a lógica de quem quer que a maconha seja liberada…” Liberada ja está, até meu filho de nove anos tem acesso e não existe controle de qualidade ou fiscalização sanitária.
“Se a maconha for liberada, o traficante continuará sendo o principal fornecedor das lojas Brasil afora”
Talvez, no começo. Ou você conhece alguém que prefira comprar cachaça falsificada ou que gosta de ser enganado quando compra alguma bebida adulterada sem saber? Lembro quando era pequeno e fui comprar cigarro pro meu tio e compre o “paraguaio” que o moço d apadaria havia indicado. Achei que estava economizando uns trocados pro meu tio e levei uma puta bronca: NINGUÉM gosta de produto de má qualidade ou ter de lidar com bandidos.
Tive que voltar e comprar o cigarro legal, que era “tragável” de acordo com meu tio.
“A maconha “pura”, “da boa” vai continuar sendo privilégio dos riquinhos.” Duvido muito. Lógico que vão existir variedades mais caras. A indústria da maconha recreativa no mundo está sendo comparada a do vinho. E a produção de espécies mais simples é absurdamente barata. Além de que se qualquer um, por mais pobre que seja, tiver acesso a uma muda de um rico, tem acesso a mesma qualidade.
Quem vai preferir ter que correr riscos de ser enganado ou de prejudicar a saúde, se mesmo não tendo dinheiro pode jogar uma semente no quintal? Ou até mesmo ter uma muda da planta mais cara, de graça, bastando ter um amigo que plante?
Você prefere comprar cachaça contrabandeada? Cigarro do Paraguai que é muito mais barato? Se sentiria seguro tomando aspirina contrabandeada da china?
Por que os policiais defensores da repressão que postam neste blog não acabam logo com todas bocas de fumo? São conhecidas.
Pobre coitado quem bebe, fuma, cheira etc.? Pobres coitados todos nós que morreremos um dia, bebendo, fumando ou cheirando, ou, até, comendo picanha, sal, doce, deixando de exercitar para curtir uma caminha, trasando sem camisinha (ou correndo o risco dela romper). Tudo que é gostoso faz mal. O grande desafio da vida é lidar com as tentações. “A sociedade quer que o homem seja bom, mas ele quer é ser feliz”, o que não pode é fazer o cara ser bom na porrada.
A vida é uma só, está cientificamente provado.
Um Trackback
[...] AbordagemPolicial Artigos RelacionadosGuarda Municipal faz nova apreensão de drogas em LondrinaGuarda Municipal [...]