O senso de justiça do Auto de Resistência forjado

Senso de justiça é o que cada um de nós, interiormente, entende como correto ou incorreto, justo ou injusto, proporcional ou desproporcional. Às vezes, o esforço para entender o senso de justiça dos outros pode servir para aperfeiçoar a noção que possuímos desses conceitos, melhorando nossa forma de agir, nossas defesas e escolhas. Olhemos, por exemplo, para o senso de justiça daquele que admite o extermínio através da repressão policial, inclusive mediante autos de resistência forjados*.

O discurso que sustenta esta defesa geralmente é pronunciado como uma necessidade ético-social: existem seres malévolos, praticantes de perversidades, que merecem ser extirpados da sociedade, para que o mal não continue a se perpetuar. A polícia é a responsável por realizar este trabalho, que, vá lá, é um trabalho sujo, mas é nosso trabalho. É um trabalho justo – ou o mal prevalecerá.

Deste ponto de partida teórico, surgem as célebres expressões, “bandido bom é bandido morto”, “vagabundo tem que morrer”, “traficante, só morto”. Eis o senso de justiça.

Surgem algumas questões não esclarecidas destes entendimentos. Por exemplo, é curioso como este discurso não é sustentado quando as pessoas “más” são, digamos, bem sucedidas: empresários envolvidos em falcatruas, políticos acusados e reacusados de corrupção, grandes celebridades usuárias de drogas ilícitas etc. Policiais civis e militares que comungam da tese do extermínio não podem dizer que lidar com estas pessoas e estes crimes não é da sua competência: seria admitir que seu senso de justiça é seletivo, pois matar extrajudicialmente não exige competência legal.

Sobre este entendimento – de que a atuação letal ilegal da polícia é adequada – deve-se fazer uma divisão, entre os que crêem ingenuamente que se está fazendo o necessário para o bem da sociedade, e os que se utilizam deste discurso para garantir uma estrutura criminosa. Ou seja, é possível que exista um policial que forja um auto de resistência após ter matado um criminoso reincidente, que o incomodava pelo mal que perpetuava. Mas do mesmo modo é possível que um policial forje um auto de resistência porque determinada pessoa (e esta pode ser ou não um autor de crime) ameaçou denunciar que este policial recebia propina de criminosos.

Chega a ser difícil acreditar que alguém, principalmente um policial, possa ser ingênuo ao ponto de ver como medida redentora da segurança pública a prática do extermínio ilegal. É evidente que a reação a qualquer investida contra a vida de alguém, inclusive do policial, deve ter a devida represália, e esta está devidamente amparada pela lei (legítima defesa, lembram?). Mas forjar confrontos sistematicamente, perseguir suspeitos até ter a oportunidade de exterminá-lo e justificar a matança como bem social cheira muito mais a expressão de um contexto criminoso do que heroicidade altruísta.

PS1: Auto de resistência é o documento lavrado sempre que existe resistência à ação policial por parte de um suspeito, tendo este suspeito falecido em virtude da reação policial;

PS2: Que venha a tradicional pergunta (inclusive daqueles que defendem a tese que combato no texto, mas nunca “atuaram” em seu favor): “o que você faria se um bandido matasse sua mãe, esposa, filhos?”.


Autor: - Tenente da Polícia Militar da Bahia, associado ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública e graduando em Filosofia pela UEFS-BA. | Contato: abordagempolicial@gmail.com





46 Comentários

  • Victor F. Fonseca
    7 dez 2011 | Permalink |

    Forjar auto de resistência (Que, diga-se de passagem, não é só para ocorrências que resultem em óbito, mas para casos onde houver emprego de força para vencer a resistência) é errado do ponto de vista legal, mas de modo algum traz relação determinística que torne o policiail um sanguinário serial killer. Tem gente que vai fazer isso só uma vez na carreira, em virtude da necessidade/oportunidade. Outros farão mais vezes, mas nem por isso se pode afirmar que tem intenções maléficas. Certas mortes são um grande favor que se faz à humanidade.
    Não é assim que se vai acabar ou reduzir significativamente a violência, mas às vezes, a morte de um determinado bandido, causa um impacto extremamente positivo em determinadas áreas, e, ao menos temporariamente, certas modalidades criminosas são totalmente suspensas, até que um novo ciclo recomece.

  • JONATHAS
    7 dez 2011 | Permalink |

    Um colega da igreja quase “se foi” por causa da tal justiça com as próprias mãos. Ele tem o mesmo primeiro nome, altura, e cabelo igualzinho de um suposto meliante.

    No meio de um manguezal deserto implorou para não morrer, conseguiu convencer os PMs para que visse seus documentos e nome todo. Graças a Deus deu certo, os policiais perceberam o engano. Este quase defunto ainda ficou feliz não só porque sobreviveu, mas porque os PMs pediram mil desculpas e ainda quis dá carona para ele até sua casa. Muita humildade, inocência…!

    Cuidado com as célebres expressões, “bandido bom é bandido morto”, “vagabundo tem que morrer”, “traficante, só morto”, pois nem todos da sociedade compactuam com isso. Basta lembrar da senhora que estava no cemitério de São Paulo e denunciou dois policiais em tempo real. Não se sabe o que passou na cabeça daqueles PMs, mas eles não só tiraram a vida daquele rapaz, mas acabaram com suas próprias vidas e carreira.

    Se não me engano, aqui no blog tem uma matéria antiga e bem bacana com o tema em torno de: A polícia não é justiça. Seria legal ler.

    Abraços a todos!

  • Oiticica
    7 dez 2011 | Permalink |

    Senta o dedo !

  • 7 dez 2011 | Permalink |

    Tudo aquilo que fazemos e somos,tem haver com a imagem e perfil daquilo que mostramos no nosso dia a dia.Esta fraze,e o juizo de quem anda,mostrando e dando testemunho de sua propria vida,em andar corretamente com a verdade,as leis e bons costumes,tambem diz quem voce e diacordo com sua imagem.Se positiva,ou negativa.Tem tantos politicos corruptos,e funcionarios metidos em falcatruas,que temos que dizer quem somos,de acordo com o nosso tipo de serviço prestado,mostrando transparencia para a sociedade.
    Muitos policiais,uns mais novos e outros mais experientes das corporaçoes de policia,estao sendo avaliados em desvios de condutas.
    Sabemos que o estado nao dispoem de advogados,justamente para aqueles policiais que sobem na vida ilicitamente desonestos,gastem e custeem com suas proprias condiçoes.Alem de ser descoberto,e disfeito tudo aquilo que sera recolhido pela justiça,ainda perdera o emprego.Enquanto o forjamento em auto de resistencia,nao ha duvidas que no Brasil tem muitas injustiças,acompanhada de de verdades,seguidas de inverdades,com relaçoes a desfeixos de diligencias com obitos,e outras suspeitas por grupos de exterminio.Mas e por isso que nao tem pena de morte no nosso pais.Para que os inocentes,sem instruçoes de estudo,e condiçoes financeiras,nao sejam vitimas do sitema,que favorece aos grandes,que estao por cima da situaçao.

  • leitor
    7 dez 2011 | Permalink |

    so mais uma info. nucci nega a existencia juridica dessa peça

  • Reis
    7 dez 2011 | Permalink |

    Corta no Açoooooooooooooooooooooo!!!

  • Marcos
    7 dez 2011 | Permalink |

    Bom exemplo os senhores dão para a sociedade!!

  • Ewerton Monteiro
    7 dez 2011 | Permalink |

    JONATHAS,

    Corretíssimo! Como disseste: Muuuuuito cuidado.

    Eu não acredito que de alguma forma, a minima que se possa dizer, haja benefícios com a morte de alguém, seja quem for, do “mocinho” ao “bandido” principalmente com a morte do bandido, claro! Já que aqui nos referimos a “benevolência” do ato para com a sociedade.

    É complicado incutir isso na cabeça das pessoas, do como dizem por ai: “homem médio brasileiro”, ainda mais se este for um policial, que convivem com essa realidade diariamente, que tem de fato e de perspectiva a possibilidade de sua morte, muita das vezes perpetrada por quem ele deve garantir a vida (desde claro que não tenha lhe tentado contra…). O mesmo homem/policial que vêm de uma “cultura” (ou pouca cultura) impregnada de conceitos muitos deles conceitos deturpados, ou que nem ao menos podem ser classificados como pré-conceitos. Esta é uma cultura secular que aprendeu, agora, a se vitimizar… Isso lhe “garante” sopros de vida, e estimulo dos seus iguais, mas que não possuem as qualidades, atributos ou mesmo os meios para infringir essa justiça aos homens maléficos da sociedade.

    Mas em um ponto eu concordo com o Ten PM Vitor. Nem todos viram serial killer ou repetem o ato de forjar o AR, mas é sim um risco que se corre, até porque essa ação pode leva-lo a outras ações de torpeza onde o “menor valor” seja também ilegal! E nem por isso, pode0-se se achar que o ato tenha sido digno. Muito pelo contrário.

    Hoje, mais cedo debati pelo twitter com um policial daqui da Bahia, nosso amigo Edu Macambira e com outro amigo do Rio, além do dep. Marcelo Freixo, que tem um projeto tramitando na ALERJ versando sobre AR’s. Levei esse texto para o debate, creio que ele seja uma síntese do que falávamos no microblog…

    É complicado!

    :(

  • Thiago Martins
    7 dez 2011 | Permalink |

    Concordo com o Victor.

    Na minha opinião, não é que contra altas autoridades não se sinta vontade de mandar pro capeta, mas pq os crimes de colarinho branco tem uma violência não percebida comparando-se com um estupro ou homicídio, assim a iminência de dano e trauma é muito maior nesses últimos tipos de crime e daí vem a vontade de matar, muitos estão atolados até o pescoço no movimento e que querem morrer ou matar, ou até vários que matam e parece que não foi nada.

    Sei que é contra a maioria dos participantes, mas sou a favor de grupos de extermínio que apaguem só bandidos…Aqui em Fortaleza dois bairros a 2 anos atrás foram limpos dos traficantes e permaneceu em paz por um bomm tempo…

    Bandido não dispensa policial…pq policial tem que dispensar bandido?

  • 7 dez 2011 | Permalink |

    Thiago: “Bandido não dispensa policial…pq policial tem que dispensar bandido?”

    Simplesmente porque policial não é bandido. Ou não deveria ser.

  • amigo
    7 dez 2011 | Permalink |

    caraca, o povo acima admite que mata mesmo! Deus me guarde!!!
    vamos supor que eu tenha 15 anos, otima pessoa, nao dou trabalho pra ninguem e esteja na hora errada, no momento errado e no local errado e vejo pms fazendo justica com as proprias maos. vcs sabem q NAUM concordo com isso. para ocultar este crime vcs seriam capazes de me matar tmbm??

  • POLICIAL MILITAR - PMAL
    7 dez 2011 | Permalink |

    AMIGO, fique em casa assistindo televisão!!!

  • amigo
    7 dez 2011 | Permalink |

    PMAL

    o senhor nao me disse nada. deve ser o policial maluquinho que falou besteira e que teve o comentario deletado. eu so quero confiar no senhor.

  • Geraldo
    7 dez 2011 | Permalink |

    30 policiais foram exterminados este ano!!!!

    Vamos pra cima deles “de com força”!!!!!

  • Thiago Carlos
    7 dez 2011 | Permalink |

    A letargia do nosso judiciário, as “brechas” na lei, enfim, tudo isso gera um senso de injustiça muito grande, o que dá azo à autotutela, ou justiça com as próprias mãos.

    E, sem demagogia, bandido bom é bandido morto…
    E enterrado em pé para economizar espaço.

  • POLICIAL MILITAR - PMAL
    7 dez 2011 | Permalink |

    “Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro.”

    ( Mário Quintana )

  • ade
    7 dez 2011 | Permalink |

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • Soldado Moraes
    8 dez 2011 | Permalink |

    Corta,corta,corta no açoooooooo

  • Jordão Vieira
    8 dez 2011 | Permalink |

    Olá meus caros!
    Eu também sou contra grupos de extermínios sejam eles policiais ou não…se o policial está a serviço da lei e matar idevidamente é crime, isso não deve ser uma atitude do agente. Contudo, a nossa sociedade é cheia de contradições…ao mesmo tempo em que a lei diz que ao policial não permitido matar “desproporcionalmente”, o Estado não valoriza a polícia (baixo salario, estrurura precária de viaturas e armamentos e baixo contingente) de modo que os bandidos utilizam até armamentos de “Guerra” quando os policias são impedidos de usa-los…
    Então o que dizer disso também…se o policial mata indevidamente é errado, se prende não tem lugar para encarcerá o acusado que acaba voltando ao convivio social causando perigo, inclusive, ao agente que o prendeu e seus familiares…
    Então caros colegas, em minha humilde opinião não dá pra minimizarmos este diálogo entre o que é certo ou errado. Devemos achar e atacar a raíz do problema e não ficarmos colocando policiais contra policiais ou policiais contra sociedade..
    abraços !!!!

  • Sgt Dos Anjos
    8 dez 2011 | Permalink |

    Forjar jamais, todavia, considerando que cada caso é um caso, e em se tratando de um amigo (a), famiiares. Não tenha dúvida, emocionalmente, buscando uma ” racionalidade”, não há outra alternativa, senão ” cortar no aço”.

  • CÉSAR RABELO!
    8 dez 2011 | Permalink |

    EU CREIO EM MILAGRES!-
    ENTÃO SE QUEM ESTIVER NA MIRA DA PONTO QUARENTA NÃO TIVER CULPA, D E U S O LIVRARÁ DA MORTE!
    ARREPENDIMENTO? A UMA ESTANCIA É O FÓRUM.
    E NÃO A PM.
    …UMA VEZ SUB JULGADO PELA SOCIEDADE, DEVIDO OS ATOS MALIGNOS… NÃO TEM JEITO. É OLHO POR OLHO DENTE POR DENTE!
    A MORTE SERÁ EMINENTE, UM PORTAL SERÁ ABERTO, IDE PARA O VÁCUO ETERNO, ESSÊNCIA DO MAL! AMÉM E AMEM!

  • JONATHAS
    8 dez 2011 | Permalink |

    Thiago Carlos:

    Meu vizinho se meteu nesta vida de justiça com as próprias mãos. Com o passar do tempo perdeu de vez a moral, os bons costumes e a sensibilidade.

    Vendeu moto roubada para um amigo de infância. Comprou um bom carro (irregular) por 5 mil reais, intimidava gente inocente, abordagens tensas, muito tapa, arma na boca, tiro para o alto quando se estressava em casa com a família.

    A farra dele durou uns 2 anos. Hoje com 33 anos está preso, deixou esposa e filhinho de 5 anos e uma mãe que não mergulhou na depressão pois se agarra em sua fé!

    O que quero dizer: Um abismo chama outro abismo – (Salmos 42:7). Muitos começam a praticar o erro, depois acham outros erros normais. Quando abrem os olhos estão completamente nas profundezas, encarcerado.

    Quando a autotutela é exercida fora dos limites estabelecidos pela lei, o fato é definido como crime. Então cuidado quando for praticar a autotutela!

    Nem sempre concordamos com a sentença do juiz que tem apoio da doutrina, da jurisprudência, do ar condicionado, do secretário, do Promotor de Justiça, imagina a “justiça” feita por policiais que trabalham sob estresse, tensão, no calor. Quanta gente inocente pode morrer por isso! Os PMs ficam cegos nesta hora, querem fazer o serviço rápido e podendo acabar com a vida de um sósia do meliante, inocente…

    Espero mesmo que bandidos e assassinos infiltrados sejam DESCOBERTOS, EXPULSOS e PRESOS.

    Abraços.

  • CÉSAR RABELO!
    8 dez 2011 | Permalink |

    NESTE CASO CONCORDO COM JONATHAS.
    POLIÇA BANDIDO, TEM QUE SER PRESO EM CADEIAS COMUNS, COM PRESOS COMUNS!

  • 8 dez 2011 | Permalink |

    Discordo. Policial bandido é policial bandido, não bandido comum.

  • JONATHAS
    8 dez 2011 | Permalink |

    CESAR RABELO!

    Meu senhor, em que ponto concorda comigo?

    Nunca parei para pensar nisso, mas a senso comum, ainda sem meditar muito, penso que o policial infrator não deveria ficar com o bandido comum. Imagina quanta covardia que os bandidos fariam com o policial! Não ia durar um dia! Se não quero a morte do bandido comum, o mesmo não desejo para o bandido fardado. So’ quero justiça para ambos.

  • CÉSAR RABELO!
    8 dez 2011 | Permalink |

    Em que ponto? Que bandido é bandido, e sendo policial , a diferença estar no grau de perigo. Uma vez fazendo papel de policial e sendo na verdade um bandido, ele é pior! Quando em liberdade, quantos Policiais honestos, pais de famílias, tiveram suas vidas ceifadas por um verme deste? Dando a ”fita”, dando cobertura, atirando pelas costas etc. Cadeia separada? Porque? Se no inferno estarão juntinhos! EU CONCORDO NO PONTO DA JUSTIÇA SEJA FEITA, E NÃO É PORQUE UM HOMEM NÃO FEZ A REGRA, QUE ESTAREI SENDO INJUSTO. 30 PMS TOMBARAM SÓ NA VELHA BAHIA , E AÍ? ESTÃO ENTERRADOS NA MESMA TERRA, QUE COBRIRÁ VOCÊ UM DIA E DEPOIS EU!

  • Thiago Martins
    8 dez 2011 | Permalink |

    Danillo eu penso que nem sempre concordamos com algumas leis..se legalizarem as drogas como maconha e cocaina eu não vou concordar…assim como não concordo com o novo cpp…

    O policial se arrisca, prende e pouco tempo ele está de volta…e vai querer dá o troco…não ruim quando a polícia mata bandidos, mas eu estou falando de matar bandidos e não usar isso como desculpa para matar qualquer um…

    Por isso não acho que policial que mata bandido mesmo sem legítima defesa um bandido…

  • Thiago Martins
    8 dez 2011 | Permalink |

    corrigindo.

    dar* L4

    “não acho*.. L5

  • marcopolo
    8 dez 2011 | Permalink |

    Na verdade os grupos de extermínio, seja ele formado por policiais ou não surgem pela ineficiência do estado em promover justiça, estas pessoas estão erradas? lógico que estão, até porquê, podem se perderem na sua caminhada. Agora uma coisa tenho certeza: ” BANDIDO BOM É BANDIDO MORTO”.

  • JONATHAS
    8 dez 2011 | Permalink |

    CESAR RABELO:

    Uma vez fazendo papel de policial e sendo na verdade um bandido, ele é pior! (2). O Roberto Fernandes poderia explanar mais o comentário que ele fez abaixo do seu.
    Mas a máxima do Principio da Isonomia não caberia aqui? É necessário tratar os iguais de forma igual e os desiguais de forma desigual, na exata medida de suas desigualdades. Se puserem um policial num presídio comum vai virar picadinho em instantes. O objetivo e ressocializar e não a morte.

    Thiago Martins:

    Penso que quando Danillo rebate seu post acima – “Simplesmente porque policial não é bandido. Ou não deveria ser” – não se trata somente em concordar ou discordar de certas leis. Trata-se de uma questão de moral e ética. De repente algum ato tenha amparo legal, mas ele não cumpriria por questões morais. Ele, o Ewerton, PC-RJ e outros se encontram num outro nível de pessoa e profissionalismo. Sabe aqueles policiais que fazem os olhos de nos civis brilharem, nos fazem parar para ler o que escrevem e ver neles a palavra SER HUMANO também?! Não que você não seja bom também amigo, rs! Só tenho me surpreendido com algumas opiniões suas.

    Abraços a todos.

  • SDPMCE
    8 dez 2011 | Permalink |

    Temos que ser contra qualquer forma de violência, seja ela praticada por policiais contra bandidos ou bandidos contra policiais, se formos fazer justiça com as próprias mãos onde tudo isso vai parar?
    A Paz e a Graça do Senhor Jesus a todos.

  • Thiago Martins
    8 dez 2011 | Permalink |

    Jonathas – Entendo perfeitamente sua visão. A questão da ética e da moral vai além das leis, elas se resumem no julgamento particular de acordo com os valores e experiências que cada um carrega. Um exemplo como o julgamento do ex-traficante(acho) Mister M que teve decisão favorável quando foi veiculada as imagens dele portando e atirando com um fuzil, eu jamais de forma ilegal portaria e atiraria com um fuzil de traficantes, muito menos cantando músicas com apologia a violência..mesmo tendo tido uma decisão favorável…mesmo que fosse legal…

    Particularmente não sei se teria coragem de matar senão em legítima defesa, mas não desaprovo quando policiais matam bandidos…

    Aqui no Ceará este ano houveram muitas mortes de pms, tanto em serviço mas na maioria fora de serviço..em assaltos e eles não tiveram uma segunda chance..a pm está desmoralizada..os bandidos aqui estão matando sem medo…senão houver uma reação por parte da polícia…não oq será….

    Também entendo o ponto de vista que o policial é um agente de segurança para cessar a violência e não para gerar mais violência, não podendo tomar pra si as dores da sociedade e não podendo agir como um justiceiro..entendo sim..só não acho compatível com a realidade do Brasil…ainda…

  • CÉSAR RABELO!
    8 dez 2011 | Permalink |

    DE UMA COISA TENHO CERTEZA, QUERENDO OU NÃO.
    DEUS REZEVOU UM LUGAR PARA BANDIDOS! NADA RELATIVO A NADA, TUDO ABSOLUTO!
    NÃO SOU A FAVOR DE EXTERMÍNIO, DE MATAR EM NOME DA LEI!
    PORÉM O MUNDO NÃO VIVE GRAÇA DIVINA E SIM O ”OLHO POR OLHO E DENTE POR DENTE”!

  • Novinho
    8 dez 2011 | Permalink |

    Se nosso judiciário funcionasse, se nossas leis não tivessem penas tão brandas, se fosse feita a punição aos criminosos e não “ressocialização”. Talves não tinhamos tantos autos de resistência fajutos.

  • lex
    9 dez 2011 | Permalink |

    Depois querem a PEC!

  • Luciana
    9 dez 2011 | Permalink |

    Excelente texto tenente Danillo! Acredito que através dos números de AR’s possamos sim interpretar um pouquinho do perfil da polícia que temos. Contudo, esse é um tema muito polêmico, pois está impregnado em nossa cultura organizacional que certos comportamentos “ilegais e arbitrários” podem ser admitidos como corretos/justos – é um senso de justiça que é fabricado por uma vivência policial que não reflete acerca da eficácia das suas ações. Por exemplo, o envolvimento de um PM em um AR deveria (obrigatoriamente) impor que este tivesse acompanhamento psicológico por um tempo. A banalização da vida não é politíca de segurança pública, ações de extermínio (sejam de forma organizadas ou aleatórias) não resolvem, nem diminuem a violência estrutural que afeta nossa sociedade. Essa é uma discussão longa, contra um inimigo invisível, revestido de valores culturalmente estabelecidos e mitificados, mas, a prova mais lógica que temos é que esse padrão de policiamento não funciona, só aumenta o caos, aliás.
    Mas, excelente provocação e muito bons argumentos!

  • Vagner Lemos
    9 dez 2011 | Permalink |

    Meu ponto de vista sobre o assunto em comento é o seguinte; Nós não podemos sair por aí matando as pessoas só porque elas não se adaptam ao sistema. Não da turma sociolo e outras …gias evidentemente, entretanto, o problema da criminalidade vai muito além da segurança como já foi provado cientificamente, é preciso uma série de investimentos principalmente na educação, no social, o grande gargalo é que sempre é mais fácil focar na segurança e mais fácil matar do que tratar. Se houver confronto legítimo que se use a força necessária a sua resistência. Sei que a realidade enfrentada pelos policiais nas ruas é outra, do que as do que estão atrás de uma mesa, julgando o caso com calma, tempo, sem estresse, com salários de cerca de R$ 20.000,00 ao mês. Tudo isso, contribui sobre maneira para julgamentos muitas vezes injustos. Não concordo volto afirmar, é com extermínio, se matar criminosos resolvesse o problema da criminalidade, muito Estados não teria mais bandidos, precisamos de soluções eficazes e não paliativas, ademais, o policial justiçeiro geralmente como discorreu alguns, se tornam muito frios e perdem o censo da justiça e começam a matar por qualquer motivo e ainda, a dita sociedade que cobra, os comandantes que mandam, depois de algo dar errado simplesmente viram as costas e o policial se lasca sozinho, “…não podemos ser mais justo do que a justiça e nem mais real do que o rei…”

  • amigo
    9 dez 2011 | Permalink |

    Eita, nenhum amigo policial respondeu minha pergunta. Este sileeeencio! hauhau!que Deus me livre de qualquer mal entendido com a policia.

    Vagner Lemos:

    Tio, eu gostei muito da frase: “…não podemos ser mais justo do que a justiça e nem mais real do que o rei…” Valeu.

  • anonimo
    10 dez 2011 | Permalink |

    Atividade policial não tem uma formula, uma padronização para cada situação. Como nessa vida prega-se viver de “bom senso”, então utilize-se o “bom senso” para praticar o “AR” virtuoso, aquele apontado pelo autor.
    Enquanto as pessoas continuarem “apoliticas”, de certa forma continuarem ausentes da vida política do seu bairro, cidade, estado e país, tudo continuará como está: carencia de escolas, saneamento básico, aumento do consumo de drogras, falta de empregos ou remunerações irrisorias, cada servidor público preocupado em apenas fazer o seu e olhando para o próprio umbigo e por ae vai. Ah sim e tá chegando o show da Copa, vai precisar uma mágia pra mudar esse cenário caotico brasileiro.

  • Pelegro
    10 dez 2011 | Permalink |

    Certa vez, um grande sábio disse: “BOTA NA CONTA DO PAPA!”

    Não levem a sério, falei só pra descontrair…

    Abraços!

  • SD PMBA
    11 dez 2011 | Permalink |

    Digo por min: eu sou a favor sim, de uma limpeza MORAL na sociedade, dos grandes aos pequenos, a principal função da pena restritiva de liberdade segunda a constituição é ressocializar indivíduos, que convenhamos, são irressocializáveis na grande maioria das vezes, não estou aqui fazendo apologia à violência gratuita e a justiça com as próprias mão a qualquer custo e por qualquer coisa, mas pergunto a todos os senhores, policiais ou não? O que vocês fariam se ficassem cara a cara com o assassino de algum familiar? E pra nós policiais, o que esses bandidos que tiram a vida de nossos irmãos de farda merecem, rosas? conselhos? Deixemos de falso moralismo e acordemos pra realidade! As vezes, infelizmente, a justiça com as próprias mãos se faz necessária.

  • Sd PM Nunes
    12 dez 2011 | Permalink |

    Quem com ferro fere, com ferro será ferido.

    Aquele que mata, assume o risco de ser morto.

  • Daniel
    15 dez 2011 | Permalink |

    Sd PM Nunes

    Aquele que mata assume o risco de ser morto?
    Todos morrem independente de matarem ou não.
    Policiais a todo dia são assassinados sem seque ter dado um tapa em alguém.

  • JONATHAS
    15 dez 2011 | Permalink |

    Daniel:

    O comentário do PM Nunes dá margem a interpretações. Vou partir do pressuposto que este policial é contra ao senso de justiça própria.

    Ora, se você forja um alto de resistência e mata, ou ainda se utiliza da tal justiça com as próprias mãos, com certeza isso ocasionará um sentimento de vingança bem maior, pois isso é visto como uma covardia.

    Então aquele mata um meliante já rendido tem que ficar com atenção redobrada, pois certamente alguém vai querer se vingar. Alguns já querem vingança só pelo fato de o policial ter agido dentro da legalidade, imagine fora da lei. Este é meu pensamento.

  • Joabas Kalliman
    16 dez 2011 | Permalink |

    O que tem de civil entrando pra falar merdinha não tá no gibi…

    mas voltando ao assunto…
    ou eu moro e trabalho no paraíso
    ou sou muito ingênuo
    porque não vejo, nunca vi
    e nunca ouvi falar
    de nada do que trata o texto aqui
    por estas bandas da Bahia…

    tudo isso é lenda de filme estrangeiro…
    aqui a gente acredita no Estado
    no Poder Judiciário
    e em qualquer lei promulgada…

    E Tenho Dito…

  • JONATHAS
    16 dez 2011 | Permalink |

    Joabas Kalliman:

    O senhor acabou de tecer o melhor comentário.

    E Tem Dito … os melhores comentários!

    Fique com Deus.

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