
1. Ser uma boa policial feminina não é ser uma policial masculinizada;
2. A mulher policial que adere à cultura do uso exacerbado da força adere a uma das faces mais danosas do machismo: a violência como modo de resolução de conflitos;
3. As mulheres precisam se entender em suas características e competências para entender a necessidade de sua especificidade nas polícias;
4. Geralmente, o homem possui mais força bruta que as mulheres. Nem sempre os homens possuem mais conhecimento técnico que as mulheres;
5. É peculiaridade da mulher ser mãe. Talvez, esta seja uma das chaves para entender o papel das mulheres nas polícias;
6. Não se deixe abater por colegas que afirmam o estereótipo e fundamentam o preconceito: além de ser minoria, elas são crias do estereótipo e do preconceito;
7. Fomente a organização e militância das mulheres em sua instituição policial: vocês são minorias (em direitos e quantidade) em uma instituição de poder. Se unir é preciso;
8. Uma mulher policial que aceita ser violentada e assediada contribui mais do que qualquer outra com o machismo nosso de cada dia;
9. Cuidado com o tratamento simbólico que expõe a mulher como um bibelô… Não permita se tornar instrumento publicitário, velando desrespeitos e assédios;
10. Se orgulhe de sua condição. Não aceite diminuições. Admita seus limites. Imponha suas competências. Enfim, seja mulher.
Autor: Danillo Ferreira - Tenente da Polícia Militar da Bahia, associado ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública e graduando em Filosofia pela UEFS-BA. | Contato: abordagempolicial@gmail.com















15 Comentários
Pelo que se diz na imprensa, a PMBA é a corporação com maior efetivo feminino proporcionalmente no brasil, com 4,2 mil mulheres que representam 13% do total. Na prática, que diferença isso faz? É melhor ou pior?
Com a palavra quem quiser responder, preferencialmente com educação e sem ofensas.
Se vc disser que não concorda com mulher na polícia é preconceito….é difícil.
Só não sou a favor se for uma dupla com um homem e uma mulher em trabalho operacional, como patrulhar e etc…
Notícia interessante
Pricilla de Oliveira Azevedo, major brasileira e a primeira mulher a comandar uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) no Rio de Janeiro, se emociona ao ser homenageada pela primeira-dama norte-americana Michelle Obama, durante a cerimónia de apresentação do Prêmio Internacional Mulheres de Coragem 2012, realizada nesta quinta-feira (8), em Washington.
Fonte: Uol
Claro que a inserção do público feminino nas corporações militares seria inevitável, mas não é compatível com suas peculiaridades ver uma pfem enfrentando diretamente a criminalidade.
Senhores, a mulheres e melheres, há certas “FEM” que desempenham sua função nas ruas “patrulhamento” melhor q certos homens.
Tenente Victor
Essa afirmação do senhor,pode ser verdade, entretanto, para mim não faz muita diferença. Na minha unidade tem mais ou menos 18 Policiais FEM e apenas 1 trabalha em VTR. As demais ADM, P3, P1, Almoxarifado etc.
Não tem diferença como atividade fim da PM. A maioria pelo menos da minha unidade, se consideram “secretárias”, e não soldado de Policia. Óbvio que existem mulheres operacionais e homens ADM’s, mas para mim, não faz muita diferença.
eu trabalho com uma policial feminina, e garanto que não tenho nada a reclamar, por isso peço aos companheiros que tem preconceito, para não terem, porque a mulher na policia tem seu valor então precisamos dar apoio total.
maioria (acho q uns 90%, sem exagero) das FEMs na capital estão em serviços administrativos/internos. o recrutamento por concurso é de 10%. ha quarteis q não tem nenhuma mulher nas ruas. o resultado é o prejuízo na atividade operacional.
Atualmente, na minha Unidade comando e sou comandado por PFens. Posso garantir que o relacionamento entre nós não poderia ser melhor, haja vista o engajamento na compreensão e acima de tudo no respeito que se deve ter às inquestionáveis diferenças existentes entre os integrantes, sob todos os aspectos, e por conseguinte, na efetiva colaboração com fulcro ao bom andamento do serviço. Simples assim!
Para se ter uma ideia, as funções de sub-comando do Btl e de minha Cia., estão sob a responsabilidade de duas mulheres ( Aliás, ambas muito competentes ).
O que me chamou a atenção foi o posicionamento do Ten Victor F. Fonseca. Como sempre, implacável e provocativo ( no bom sentido, tá? ), porém autêntico e não raro, com um “habbeas corpus preventivo”. Rs!
Em tempo: Respondendo à pergunta sobre a inserção da mulher às fileiras das PPMM. “… Que diferença isso faz? Se é melhor, ou pior?” Na minha opinião, por uma série de razões, penso que foi para melhor.
Abraços e,
Saudações milicianas.
“Geralmente, o homem possui mais força bruta que as mulheres. Nem sempre os homens possuem mais conhecimento técnico que as mulheres”. DISCORDO: “nem sempre” = homens não têm mais conhecimento técnico que mulheres. A capacidade de assimilação de conhecimento não varia conforme o gênero. Mas cabe observar que tanto nos concursos de ingresso quanto nas turmas de formação, as médias femininas não raro são superiores que as masculinas. Cabe também observar que mulheres comumente são mais engajadas em aprendizagem e formação. E – indubitavelmente – na escola da vida – os caminhos trilhados por ambos os gêneros são semelhantes também. O que mulheres – a maioria – não trazem em força física, doam em qualidades tão importantes para a prática policial quanto esta. Aceitar posições de almoxarifado, secretaria… Vai como cada uma lida com as pressões e estereótipos do meio em que trabalham. Mas a realidade está mudando e é interessante que os colegas estejam preparados para lidar com ela.
odeio MACHISMO e odeio de igual modo o FEMINISMO agora o que vcs me dizem de um PFEM que desembarca da VTR de sombrinha pra não tomar sol???que cargueia uma 380 com 01 carregador pra tirar 12 horas de RP???não sou sexista acho que mulher e homen são a mesma coisa resguardada a individualidade, direitos iguais para todos ,mais sabemos que na pratica não aconteçe isso elas querem direitos iguais e regalias antigas!!conheço Pfem que são muito boas de area que suplantam certos homens em combate mais infelizmente são a minoria!!!por exemplo qual a diferença de uma agressão fisica contra um homem ou contra uma mulher???porque uma mulher necessita de uma delegacia especial se o crime é o mesmo???chamo isso de segregação sexual e a prova que as leis não funcionam!!pois uma agressão é uma agressão independente de sexo !!e isso na minha opnião é um tiro no pé das feministas porque ao inves de angariar respeito por sua condição feminina elas estão angariando por parte dos homens o medo por força da lei!!!
Sou plenamente a favor das mulheres na corporação policial acredito que vieram pra somar e que ainda tem muito a ofereçer nas corporações!!mas devemos ter cuidado com quais pfems colocamos nas VTR afin de não fragilizar ou expor as guarnições
Frestas machistas nessas “sugestões”.
Provavelmente não era a intenção mas…
Bia Largattos
Comentário que r saber se tem diferença ou não coloque uma guarnição feminina em uma viatura e vcs verão o resultado,esse negocio de tem mulher melhor que certos homens,não conheço um pm que pediu pra trabalhar em qualquer serviço na área de ação com uma mulher,não é nada de preconceito não é que o serviço policial exirge força aceitem elas ouñ.
O mundo é formado pelos dois gêneros. Penso que há necessidade de que o efetivo seja composto por homens e mulheres. Trabalho há quase 27 anos na Brigada Militar (RS), Policiamento Rodoviário Estadual e, há mais ou menos dois anos para cá comecei a trabalhar com o efetivo feminino. Esta experiência é bem interessante. Creio que com a participação delas há um crescimento na qualidade do trabalho, são mais perfeccionistas, dão valor aos detalhes e à estética, colaboram para manter os ambientes mais organizados, dõa mais valor à vida, sensibilizam mais os ambientes. Sugiro que leiam o livro Ponto de Mutação de autoria do Fritjof Kapra. Ele mostra a importância da participação de ambos os gêneros: masculino e feminino. Harmonia!