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No mar de seriados que vêm surgindo nos últimos tempos, um dos que focam a atividade policial de modo bem original é Dexter, que conta a vida de um perito criminal especialista em analisar manchas de sangue nas cenas de crime. Para além de todas as curiosidades que este ofício pode gerar, os autores do seriado apimentaram a trama com uma peculiaridade: o personagem principal e perito Dexter é um psicopata, Serial Killer, ou matador em série.
Como todo matador em série, Dexter é adepto de um padrão de vítimas e método de execução: apenas pessoas que possuem o hábito de matar (outros assassinos seriais), tal como ele, são alvo de suas lâminas, que cortam os corpos de suas vítimas em várias partes em um ritual macabro, lançando-as posteriormente no mar – sem cenas explícitas de terror.
Para um serial killer, nenhuma profissão é mais adequada do que a policial, ainda mais se seu impulso matador está direcionado a outros matadores, que são apontados por ele mesmo e seus colegas nas investigações da delegacia em que trabalha. Esta preferência por pessoas “do mal” foi ensinada pelo pai de Dexter, que era policial e percebeu sua predisposição mórbida desde a infância. Para reduzir os danos da conduta do filho, ele criou um código que Dexter obedece para que não seja pego por seus colegas policiais.

Entre a engenhosidade de Dexter para cometer seus assassinatos e as tentativas do departamento policial em descobri-lo e apanhá-lo enquanto matador, o cotidiano policial é expresso em todas as suas circunstâncias. Desde o jogo de intrigas e vaidades para conseguir uma função de destaque na delegacia até todo um código de ética existente na atividade policial, que impede ou permite certas práticas incomuns na vida civil.
Mas o principal ponto de reflexão de todo o seriado, pelo menos através do viés policial, é o questionamento sobre a legitimidade do ato de matar: em quais condições são admitidas a prática do assassinato? Qual a diferença de um matador em série policial que só mata outros matadores para um policial que mata criminosos que julga serem nocivos à sociedade? Em Dexter, mesmo em sua condição de psicopata-policial, as coisas nem sempre dão certo, os efeitos nem sempre são controláveis, as consequências geram um preço a pagar.
Além de tudo, assistir Dexter é uma oportunidade ímpar para adentrar na mente de um serial killer e todas as suas complexas relações com o mundo. Seis temporadas do seriado já foram ao ar, e o público já espera ansioso a sétima para este ano de 2012. Imperdível.
Autor: Danillo Ferreira - Tenente da Polícia Militar da Bahia, associado ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública e graduando em Filosofia pela UEFS-BA. | Contato: abordagempolicial@gmail.com















12 Comentários
Acompanho o seriado e acho a temática muito interessante. Muito boa a explanação e sinopse acerca da série.
Tem outras duas séries policiais que abordam o tema da atividade policial de forma bem veridica: The Shield e Southland.
Eu, que sou aficcionado por bons filmes policiais ( não tanto por suas cenas de ação, mas pelo característico suspense provocado além do persistente e incansável envolvimento dos agentes nos desdobramentos das investigações para se chegar à autoria do crime ) é evidente que tratarei de assistir ao referido seriado, principalmente, depois dessa apresentação de sua sinopse e com o aval de “JMB”, que já também o assistiu.
A exemplo do seriado “Prison Break”, imagino que “Dexter” seja da qualidade daqueles filmes que também nos ‘prendem’ à frente da tv. Oxalá, esteja eu certo!
Abraços e,
Saudações milicianas.
Muitos Policiais sejam PMs ou PCs, se enquadram nesse perfil, praticam erros e se encobrem devido a função que exerce. Principalmente os PCs que coloiados com os delegados fazem diligências clandestinas juntamente com os chamados X9, onde roubam, matam e muito mais só que eles sendo da DP e amigo do delegado tudo fica encoberto do Juiz, pois o Juiz depende muitas vezes da delegacia. Lembre-se DEXTER, o crime não compensa e nemhum crime é perfeito.
Prefiro Death Note… muito melhor, muito mais interessante, um pouco surreal… mas tem uma similaridade com Dexter muito grande. Death Note, anime e mangá, sugiro e assino.
A melhor sério policial de todos os tempos se chama “THE WIRE- A ESCUTA”. Quem ver verá! Premiadíssima, excelente, nossa, quando acabou foi uma parte de mim embora.
disponivel em http://www.seriesfree.biz/2009/05/the-wire/
Quando me indicaram a série fiquei um pouco receioso em assistir pois pensei:”Poxa já vemos no noticiário tanta morte e crueldade e vou assistir um psicopata matando por ai”, mas quando comecei a assistir me perguntei porque não tinha visto antes, a série é perfeita e nasceu do desejo de justiça do mundo contemporâneo devido às falhas no sistema que protegem tanto os criminosos…
Estou na metade do curso de Direito e meu sonho é ser policial e após assistir essa série me interessei muito por psicologia e hoje digo com toda certeza que todo Policial deveria conhecer sobre Direito e Psicologia, lidar com situações diárias de extrema pressão fica claro a necessidade de entender o comportamento humano…
Danilo tem um documento que relata a fala de prisco com salomão, e desmente a versão da globo, esta no bizudepraça, se for possivel esclareça se tal fato procede.
Gostaria que fosse colocado em debate a questão dos clubes militares e o ministro da defesa, além da irritação da presidente com a livre manifestação dos militares da reserva. E o abacaxi das forças armadas que estão sendo postas na parede com a tal da ‘comissão da verdade’.
Caro Danilo,
Estamos esperando o posicionamento desse conceituado Blog sobre a manipulação da conversa de PRISCO E DAVID SALOMÃO pela Rede Globo. Abraços
dexter é o cara
Sd Pm PIAUÍ – The Wire realmente, estou na 2 Temporada.
Gostaria de indicar a todos a série THE CHIGACO CODE, só uma temporada. A séria mostrou os problemas grave da polícia, como rádios estragados, viaturas e prédios deteriorados. De fato, a realidade da polícia americana.
Abraço.
Acho que no Brasil, tem médicos, policiais e outros, q muitas vezes são psicopatas, camuflados na sociedade. Para mim, o Brasil não está preparado, para estes crimes, da mesma forma para o terrorismo.