Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulga Carta

Durante o 6° Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ocorrido entre 16 e 18 de julho de 2012, seus associados produziram a Carta de Porto Alegre com o objetivo de sensibilizar os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário em todas suas esferas para a necessidade de mudanças no Sistema Nacional de Segurança Pública:

“A violência urbana persiste como um dos mais graves problemas sociais no Brasil, totalizando mais de 800 mil vítimas fatais nos últimos 15 anos e tendo um custo econômico superior a 5% do seu PIB anual. A manutenção destes altos patamares de violência traz impactos profundos na qualidade de vida da população, reforçando a perversa desigualdade social do país.

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública, organização não governamental que agrega policiais, acadêmicos, gestores públicos e sociedade civil, entende que a história recente da segurança pública no Brasil tem sido de demandas acumuladas e mudanças incompletas. As instituições policiais e de justiça criminal não experimentaram, com a transição democrática, reformas significativas, sejam orientadas ao ganho de eficiência ou às exigências do regime democrático.

Avanços eventuais no aparato policial e reformas na legislação penal têm se revelado insuficientes para reduzir a incidência da violência urbana. O FBSP acredita que resultados sobre este problema só podem ser obtidos mediante reformas estruturais do sistema de segurança pública e justiça criminal, bem como do efetivo comprometimento político dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Essas reformas devem envolver a construção de um verdadeiro Sistema Único de Segurança Pública no Brasil, atualizando a distribuição e a articulação de competências entre União, Estados e Municípios e criando mecanismos efetivos e perenes de cooperação entre eles; a reforma do modelo policial estabelecido pela constituição federal de modo a promover a sua maior eficiência; e o estabelecimento de requisitos mínimos nacionais para as instituições de segurança pública no que diz respeito à formação dos profissionais, produção e disponibilização de informações, uso da força e controle externo.

O FBSP entende que a discussão destas reformas deve ser protagonizada pelo Congresso Nacional. Nesse sentido, sugerimos a criação de uma comissão de especialistas para propor mudanças legislativas necessárias à sua viabilização e estruturação de um pacto de prefeitos, governadores e Governo Federal em torno da efetivação prática dessas mudanças.”

Acesse o site do Fórum e saiba mais sobre o 6º Encontro…

 


Autor: - Tenente da Polícia Militar da Bahia, associado ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública e graduando em Filosofia pela UEFS-BA. | Contato: abordagempolicial@gmail.com





2 Comentários

  • 28 jul 2012 | Permalink |

    ComentárioCom as ruas adjacentes à sede do sindicato repletas de policiais, a Assembleia Geral da categoria desta noite (26/07) foi marcada pela decisão unânime de radicalização do movimento de greve. Já a partir de meia-noite as delegacias de plantão irão aderir à paralisação iniciada no último dia 23/07. Só vão funcionar Olinda, Prazeres e Várzea. E uma passeata acontece na próxima quarta-feira.
    A diretoria do sindicato parabenizou a adesão total da categoria ao movimento, orientou para que não cedam à pressões e ameaças, citando inclusive o caso dos peritos pailoscopistas do Instituto de Identificação Tavares Buril e informando que será dado entrada numa representação contra o assédio moral que está sendo praticado no órgão. A diretoria do sinpol/PE irá também realizar uma reunião às 13h desta sexta-feira (27/07) com os policiais lotados na unidade.

    O Sinpol, que ainda não foi notificado pela Justiça quanto a decisão de ilegalidade, declarou que irá recorrer e informou que mais de três mil queixas deixaram de ser registradas neste período da paralisação (A média era de 1.500 boletins ao dia, número que caiu para cerca de 400 após a deflagração. Fonte: Infopol – Sistema de dados da Segurança Pública de Pernambuco).

    “A radicalização foi motivada pela intransigência do Governo em não negociar, e à postura dos gestores que estão praticando assédio moral e ameaças. Queremos a melhoria das condições de trabalho, equipamentos de proteção, e a valorização salarial. A prova maior da insatisfação geral é a decisão unânime mesmo diante da pressão que a categoria tem sofrido.”, declarou Cláudio Marinho, presidente do Sinpol/PE.

    Uma passeata da categoria foi marcada para a próxima quarta-feira(01/08), com concentração às 14h, em frente a sede do Instituto de Criminalística (IC), na Rua Odorico Mendes, esquina com a Agamenon Magalhães. De lá, os policiais seguirão ao Palácio do Governo (temporariamente sediado no Centro de Convenções) e realizarão lá uma nova Assembleia Geral.

  • 14 dez 2012 | Permalink |

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