Policial usa “Infoseg” para encontrar mulher no Facebook

Sempre que surge a discussão sobre políticas afirmativas dos direitos das mulheres e dos homossexuais costumam acusar os defensores destas propostas de uma “sexualização” da corporação policial. Entretanto, estes mesmos acusadores se calam quando ocorrem casos de assédio praticado por homens policiais visando conquistar mulheres – sejam elas da mesma corporação ou do público externo.

O caso abaixo, ocorrido nos Estados Unidos, é mais uma dessas “sexualizações” da instituição policial, que não visa garantir direito ou preservar integridades morais, mas tão somente adquirir favores afetivo-sexuais de uma mulher. Pior, utilizando-se da estrutura da corporação:

O policial Jeffrey Tyther, de Nova Jersey, está causando polêmica nos Estados Unidos após circularem na imprensa notícias de que ele teria utilizado o sistema de rastreamento de placas da delegacia para encontrar uma mulher no Facebook. O homem, de 44 anos, teria se interessado por uma pedestre em uma de suas patrulhas, anotado os dados do carro dela e os utilizado posteriormente para descobrir seu nome e procurar por ela na rede social.

De acordo com Jason McLaughlin, promotor local, o sistema registra todas as buscas, que devem ser feitas somente para fins profissionais. E, de acordo com as investigações, realmente o policial foi atrás de informações sobre a tal senhora, que não foi identificada. Segundo relatos, Tyther havia acenado para ela na rua e ficado apaixonado. Então, entrou em contato com ela pelo Facebook. Como ela não respondeu, ele mandou um e-mail.

“Quando chegou a este ponto, ela ficou irritada, contou a uma colega de trabalho e a senhora entrou em contato com a polícia. Pelo que entendi, ele estava em uma ronda e uma senhora passou por ele de carro. Ele parou ao lado dela e deu um tchauzinho”, explicou McLaughlin.

Tyther se entregou voluntariamente à polícia após as acusações terem se tornado oficiais na última segunda-feira (23). Ele vai ser julgado por violar a lei de pesquisa de placas e por roubo de dados online de segundo grau. Se condenado, o policial pode pegar até 10 anos de cadeia.

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Ah… Lembremos que isto não é tão raro no Brasil.


Autor: - Tenente da Polícia Militar da Bahia, associado ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública e graduando em Filosofia pela UEFS-BA. | Contato: abordagempolicial@gmail.com





6 Comentários

  • 30 jul 2012 | Permalink |

    Sou contra policial homem assediando mulher, assim como sou contra policial homossexual assediar homens e policiais femininas “darem mole” para rapazes também. Não entendi onde a orientação sexual se encaixa nesse caso do norte-americano.
    Acho ridículo policial gay afeminado, que rebola e desmunheca. Orientação sexual é uma coisa, fechação de bicha louca é outra

  • 30 jul 2012 | Permalink |

    Fico na dúvida: ou o cara tem desviu mental, ou tá na seca mesmo…

  • 31 jul 2012 | Permalink |

    Este policial deve ter problemas psicológicos ou carências afetivas. Policial tem que ter domínio próprio e sobriedade. Em serviço, frente a sensualidade e beleza feminina, não deveria ser babaca, tarado, compulsivo sexual, nem metido a “sedutor de meia tigela”.
    Agora quanto a questão das “políticas afirmativas dos homossexuais e mulheres” vamos debater e deixar o argumento nos levar até onde nos levarem, mestre Danillo! Sem essa de suposta “acusação aos `defensores´ “…
    Ah, lembrei de corrigir um comentário meu sobre seu artigo dos “soldados israelenses e tolerância a homossexualidade”:
    O tenente homossexual a quem me referi alegou ser discriminado em razão de sua sexualidade. Minha prima (que é militar), viu meu comentário e me corrigiu, mostrando-me um artigo sobre o referido militar. Quando comentei, desconhecia o caso. Retrato-me agora, ainda que tardio. Mas mantenho a minha opinião contra a dita “sexualização” da (ou NA) corporação.

  • 31 jul 2012 | Permalink |

    Ele se interessou por uma pedestre e anotou os dados da placa de seu carro. Bem desconexo.

  • 31 jul 2012 | Permalink |

    Agente está falando de Polícia ou de que? Lembrem-se de que a policia Norte Americana é municipalizada e portanto, mais branda com certas coisas! Lembrem-se de que estamos no Brasil e apesar da enorme “bagunça” que este país demonstra, as polícias são em geral sérias.
    Lembremos também que estou aqui falando de POLICIAIS e não de bandidos infiltrados na policia que podem ocorrer em qualquer parte do mundo!

  • 31 jul 2012 | Permalink |

    Eu me posiciono contra quaisquer políticas afirmativas dos homossexuais dentro da corporação, porém também não aplaudo de modo algum a atitude desse policial só porque ele estava querendo conquistar uma mulher. Eu creio que todas as situações que envolvam trabalho devem ser tratadas com ética, responsabilidade e seriedade. Pena que os profissionais, às vezes, são tão fracos que não conseguem, sequer, controlar seus impulsos afetivos…

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