Pesquisa no Rio estuda rejeição ao “Bandido Bom é Bandido Morto” 
Rio de Janeiro bate recorde de homicídios 
256 cidades do Estado de São Paulo não possuem Delegado 

Emmanoel Almeida

Falam que o cangaço foi coisa do passado... será? Eu penso que temos coisa pior por aqui. O maior desrespeito à sociedade é o tal do assalto a banco, sobretudo da forma como vem sendo realizado. É a maior desmoralização que as cidades do interior da Bahia estão passando ultimamente. Mas tem jeito. Realmente é preciso ações conjuntas dos órgãos que integram o sistema de segurança pública, mas, sem dúvidas, um dos maiores empecilhos hoje para os assaltantes de banco são as Companhias Especializadas, as quais se forem objetos de reforma urgente, certamente reduzirão a quase zero essas ocorrências. Viaturas da Polícia Militar e sedes de Unidades destacadas sendo metralhadas; uniformes camuflados; coletes balísticos; viatura de Unidade Especializada sendo clonada; utilização de armas de grosso calibre; carros potentes de fuga, e pessoas reféns são algumas variáveis identificadas nos assaltos a banco, cujos meliantes também investem, e muito bem, em apoio logístico e comunicação. Não raro os integrantes do assalto são recrutados às vésperas da ação, sem saber realmente quem é o líder da quadrilha: tudo é articulado por telefone. As armas dos assaltos são alugadas e o dinheiro roubado é revertido para o crime, cujo mentor, muitas vezes, cumpre pena em presídios. Como parece fácil e é rentável, sempre retornam com o mesmo modo operacional. (mais…)