Pesquisa no Rio estuda rejeição ao “Bandido Bom é Bandido Morto” 
Rio de Janeiro bate recorde de homicídios 
256 cidades do Estado de São Paulo não possuem Delegado 

Fabio Brito

Sobre a reportagem do último sábado, entrevista concedida a George Brito, quando me referi ao Processo Cultural, não falei que as Ações eram abusivas e que o fato de serem mortos 10 ou 15, era um tipo de vingança. O que de fato relatei é que a polícia "descobre rapidinho" onde estão os assassinos, citei por exemplo o caso do Policial Federal que foi entregar um Mandado no IAPI e foi confudido com um Policial Civil, após a morte do colega, a Polícia Civil e a Militar, em minutos, chegaram aos meliantes... Vale a máxima de que "brasileiro só fecha a porta depois que ela é arrombada"... O que quero dizer, é que se o Serviço de Inteligência das Polícias - Militar e Civil - sabem onde as "cobras dormem", por que esperar a morte de um colega para agir desesperadamente? Em suma, não estou dizendo que sempre há vingança, olho por olho, dente por dente, entretanto, quando as ações são motivadas pela emoção e pela dor, estas por sua vez são desenfreadas, e no calor da dor de perder um colega, põe em risco a vida dos policiais e da própria população. Se houvesse um maior investimento na PREVENÇÃO da Violência, certamente sairíamos desta "Faixa de Gaza" e estado de sítio em que vivemos. Enquanto isso, o Poder Público em todo o País está preocupado em investir no aparelho policial para combater e prevenir a violência, investindo em viaturas, armamento e efetivo, tudo isso MUITO BARATO e IGUALMENTE INEFICAZ, um mero paliativo, se comparado com a verdadeira solução: Políticas Públicas Sociais. (mais…)