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Givanildo Amaral

Em 490 A. C., o Soldado grego Feidípedes saiu correndo de Maratona até Atenas, a uma distância de 40 mil metros, para anunciar a vitória da Grécia sobre a Pérsia. Tal feito ficou marcado na história, pois a tão famosa corrida olímpica denominada de maratona deveu-se a esse feito. Houve uma época que as mensagens enviadas duravam vários dias até que chegassem ao seu destino final. Os mensageiros além de enfrentarem o longo percurso, também contavam com as mais variadas situações adversas como o terreno, que às vezes era íngrime e cheio de obstáculos; o clima, que nem sempre era igual ao de origem; a alimentação, que o próprio mensageiro tinha que providenciar. Tais fatores adversos provocavam um desgaste físico no mensageiro a ponto de nem todos cumprirem a missão. Deveras é de se notar a importância da informação desde os tempos da Antigüidade Clássica. Informações de cunho religioso, político e militar, as quais serviam para que muitos se mantivessem atualizados acerca dos acontecimentos que norteavam os rumos daquela época, contribuindo com a troca de saberes adquiridos pelo homem ao longo de sua existência; saberes esses responsáveis pelo surgimento e aperfeiçoamento dos diversos ramos da ciência, facilitando os afazeres dos homens, tornando os seus instrumentos e maquinários mais adequados para a prática do trabalho. Devido a essa própria capacidade humana de guardar e transmitir informações, os diversos instrumentos de comunicação foram sendo aperfeiçoados, passando de gravuras em pedras, gestos, fala, até os sofisticados sistemas de mensagens eletrônicas com o advento da internet. Hoje, dispõe-se de uma gama de produtos tecnológicos que auxiliam a troca de informações entre as pessoas, sem as dificuldades que Feidípedes teve em sua missão. Tudo isso em tempo real; vemos, ouvimos, escrevemos e falamos ao mesmo tempo que nosso interlocutor. É a rapidez da troca de informações. Rapidez essa que muitas pessoas e instituições vêm se beneficiando para atender as exigências de um mundo globalizado, usando-a para oferecer um serviço de excelência e ao mesmo tempo não deixando seus concorrentes se distanciarem cada vez mais, pois também se trata de uma corrida em que cada um deve estar sempre a um passo a frente procurando o aperfeiçoamento. Portanto, o policial militar engajado nesse mundo globalizado, não pode deixar ser atropelado pela bola de neve e tem que acompanhar a rapidez dessa troca de informações em prol de seu preparo tecnico-profissional, cada vez mais requisitado pelos diversos segmentos da sociedade. É necessário que o profissional de segurança pública não se sinta compelido a se aperfeiçoar, mas que tenha satisfação em fazê-lo. Veja que alguns criminosos mudaram a tática em praticar delitos. São os denominados criminosos virtuais, pois furtam dinheiro pela grande rede, praticam pedofilia e também se aperfeiçoam; a sociedade quer um trabalho mais eficiente, a mídia exige mais e está aí pronta para criticar o profissional de segurança pública caso ele dê um pequeno vacilo. O policial militar tem que estar sempre um passo a frente desses criminosos, tem que estar em constante aperfeiçoamento, levando-se em conta os gostos e as vocações de cada profissional . Mas, para isso, é necessário que o Estado crie mecanismos e condições para atender a essa tendência, ajudando a custear parte ou integralmente, conforme o caso, o aperfeiçoamento do policial militar. Ora, sabe-se que a Polícia Militar é uma corporação. Cada policial militar forma essa corporação. O povo quer uma Polícia Militar de qualidade e não de quantidade. Se cada policial militar procurar se aperfeiçoar com ajuda ou sem ajuda do Estado, então a corporação oferecerá um serviço de qualidade, o qual implicará na satisfação da sociedade. Essa proposição é mais que verdadeira. Lembrem-se: apressemo-nos em nos aperfeiçoar sempre! *Givanildo Miranda do Amaral formou-se Soldado de 1ª classe da PMBA no NFSD do 13º BPM em Teixeira de Freitas no ano de 2000, licenciou-se em Matemática pela UNEB em 2006 e atualmente pertence ao efetivo da 43ª CIPM.