Um Raio-X da atuação do Ministério Público brasileiro 
O que o Comandante do Exército fala sobre os militares no poder 
Qual a relação entre a violência cometida por jovens e sua escolaridade? 

Luciana Prazeres

Dia da mulher - flores, felicitações e sorrisos. Todos os anos a mesma coisa, é como se num único dia a sociedade se esforçasse em nos agradecer e desculpar por ser quem somos. Embora fique sempre o questionamento: qual a peculiaridade intrínseca a elas possibilita a existência desse dia? Primeiro vamos resgatar um pouquinho da nossa história. Como relacionar luta por direitos políticos, emancipação social e independência financeira a "queima de sutiãs"? O ato de expor nosso corpo foi uma forma de deflagrar direitos, gritar e expor cicatrizes capazes de chocar uma sociedade que preconizava o uso do espartilho em uma mulher muda, cega e burra. A nossa história arde por memórias que nos entristece, pois, onde há falta de respeito há uma vergonha moral pautada em preconceitos. No dia 8 de março de 1857 nos Estados Unidos, na cidade Nova Iorque, mulheres reivindicavam melhores condições de trabalho num contexto em que a sociedade se industrializava e erguia as bases do capitalismo moderno. Diminuição da carga horária, equiparação dos salários e dignidade eram a pauta da luta dessas mulheres que sinalizam a transição de uma sociedade machista para uma sociedade humanizada. O desfecho foi triste - a manifestação foi debelada com violência. As grevistas foram trancafiadas no interior da fábrica e a mesma foi incendiada. Cerca de 130 tecelãs morreram carbonizadas. A adversidade dessa brutalidade decorreu de um posicionamento inesperado e seus efeitos ainda ressoam em nossa experiência feminina coletiva. (mais…)