Pesquisa no Rio estuda rejeição ao “Bandido Bom é Bandido Morto” 
Rio de Janeiro bate recorde de homicídios 
256 cidades do Estado de São Paulo não possuem Delegado 

Livros e Pesquisas

por Danillo FerreiraO jornal O Globo divulgou uma pesquisa sobre valores do brasileiro, realizada pela agência Nova S/B em parceria com o Ibope. Dentre vários aspectos, a pesquisa indagou se as pessoas, sendo um policial combatendo o crime, torturariam suspeitos. Vejam o resultado:Assumo que fiquei surpreso com os resultados, pois acreditava que os índices de aceitação da tortura seriam maiores entre as pessoas com menor formação acadêmica. Analisando o poder aquisitivo do público percebemos que quanto mais abastados maior a aceitação. Certamente isso indica que a parcela mais rica da população não se importa muito com os métodos utilizados para acabar com a criminalidade, se respeitarão ou não os direitos humanos, enquanto que os mais pobres, por terem mais contato com esse tipo de desrespeito à Constituição, são mais contrários à prática.Há quem se pergunte: e se a maioria da população passar a apoiar a tortura, como a polícia deve agir? Apesar da óbvia improbabilidade disso ocorrer, sabemos que não apenas o costume é fonte das ações policiais. A lei, reguladora do bem estar social, deve ser a âncora das organizações de segurança pública. Certamente vivemos um momento em que a alta criminalidade torna as pessoas propensas a aderir à tática do "salve-se quem puder", achando que medidas primitivas e irracionais controlarão a delinqüência. Ao contrário, precisamos de racionalidade, observância da lei, estratégias e táticas modernas de gestão, necessário apoio logístico e de pessoal. À população se desculpa tais índices, o que não pode ocorrer no âmbito dos profissionais de segurança pública – os policiais.

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