PM de Pernambuco testa Jeep Renegade como viatura 
Coletes da PMPR passam por “recall” 
Como anda o banco de dados brasileiro com DNA de criminosos? 

Equipamentos

Tradicionalmente, as polícias ostensivas brasileiras não possuem unidade ciclística formalmente estabelecida - uma companhia ou batalhão ciclístico, por exemplo. Diferentemente do policiamento montado, que possui unidades especializadas em provavelmente todas as polícias militares brasileiras, o policiamento ciclístico não guarda qualquer relação com a estrutura operacional do Exército Brasileiro, instituição da qual as PMs são forças auxiliares e ainda possuem muitas semelhanças estruturais (a designação "P1", "P2", "P3" etc é uma adaptação do "S1", "S2" e "S3" do Exército, por exemplo). Nos dias de hoje, entretanto, passou do tempo das polícias brasileiras atentarem para a criação de unidades de policiamento ciclístico, com estrutura organizacional, pessoal especializado e doutrina própria. Antes de falar de algumas vantagens do policiamento ciclístico, é bom frisar que nenhum vetor de policiamento se basta. A viatura "quatro rodas" possui sérias desvantagens em relação às motocicletas, por exemplo, que já não alcançam as características de uma aeronave, ao tempo que essa não consegue potencializar certos elementos conseguidos com o policiamento a pé. Desse modo, o que aqui discutimos é sobre um potencial muito pouco aproveitado pelas polícias brasileiras, que geralmente privilegiam as viaturas motorizadas. Entendam um pouco mais esse potencial: Capacidade de permanência e agilidade moderada O policiamento ciclístico é ideal para o patrulhamento de áreas de média extensão (raio de 2 a até 5 quilômetros). Para atender um chamado a dois quilômetros de distância, policiais em bicicletas chegam em menos de 10 minutos, um tempo razoavelmente adequado se considerarmos a realidade do trânsito em grandes cidades. Mas independentemente do tempo-resposta, as bicicletas possuem como grande vantagem seu potencial de permanência intensa em áreas específicas: um policial não poderá ir muito longe pedalando, e, por isso, a tendência é que lhe sejam designadas áreas com extensão reduzida. Até mesmo a fiscalização e supervisão do policiamento fica facilitada, nesse caso. Proximidade com a população Por essa capacidade de permanência, a tendência é que policiais em bicicletas interajam mais com a população, que terá mais facilidade de reconhecer o policial que faz policiamento naquela região, bem como poderá solicitá-lo com muito mais facilidade do que em uma viatura motorizada. Em unidades policiais que se interessem por aproximação e relacionamento profícuo entre a comunidade e o policial, bicicletas são muito vantajosas. Privilégio à saúde do policial Policiais que trabalham com policiamento ciclístico têm a oportunidade de realizar uma atividade saudável durante o serviço, já que a prática ciclística pode queimar mais calorias até mesmo do que a corrida e a natação. Uma boa oportunidade para o policial com sobrepeso. Veículo "limpo" Atualmente existe toda uma militância em torno do ciclismo, por se tratar de um meio de transporte relativamente ágil e não agressor do meio ambiente. Diferentemente dos veículos motorizados, a bicicleta não emite gases prejudiciais à atmosfera. Uma grande oportunidade para que as polícias assumam seus compromissos com meios de transporte sustentáveis. Ostensivamente significativo O policiamento a pé tem sua capacidade ostensiva bastante restrita no período noturno, além de sua limitação de mobilidade. Ambas restrições são superadas pelo policiamento ciclístico, que utiliza-se de luzes de alerta e é capaz de se movimentar com relativa flexibilidade. O policiamento ciclístico dificilmente não é percebido quando está sendo executado. *** Essas são algumas das grandes vantagens desse vetor de policiamento, hoje presente em algumas polícias e guardas municipais brasileiras, embora geralmente não "institucionalizadas", como dissemos, na forma de uma unidade especializada na modalidade. Com a presença de toda essa militância em favor de meios de transporte alternativos, tornar a bicicleta um dos veículos-padrão das polícias ostensivas brasileiras será uma grande oportunidade de ganhar eficiência, contribuir com a preservação do meio ambiente, com a melhoria da saúde dos policiais e se comunicar com a sociedade. Nada que já não seja feito em outros países - com muito sucesso.  
"- O que é mais importante em um combatente?  - As extremidades! A extremidade inferior, os pés!" A pergunta acima foi feita pelo jornalista brasileiro Flávio Tavares, e respondida por Ernesto Che Guevara em uma coletiva de imprensa em 1961. É o testemunho de um dos mais celebrados combatentes de todos os tempos, à época da Revolução Cubana, sobre a importância do bom trato com os pés. Os policiais e/ou militares sabem bem o quanto "Che" está certo: o mau trato ou o uso de um calçado inadequado pode tornar um dia de trabalho policial muito incômodo. Dos calçados, o tradicionalmente utilizado no serviço operacional policial é o coturno, que tem origem na Grécia Antiga (kothurnos) - aquelas sandálias com tiras de couro que envolviam as panturrilhas dos militares. No decorrer do tempo, os calçados militares foram se adaptando para atingir suas necessidades fundamentais, mas difíceis de se conciliar: durabilidade/resistência e conforto/leveza. Com as diversas especialidades que o serviço policial e/ou militar pode assumir, os modelos de botas militares podem variar de acordo com o tipo de serviço desempenhado. Alguns exemplos: Alta temperatura Climas úmidos Policiais aerotransportados Policiais montados Baixas temperaturas Curiosidade Algumas unidades militares pelo mundo regulamentam até mesmo a forma de amarrar o coturno. Alguns tipos de amarração são mais usados em uniformes de gala, enquanto outros são mais "operacionais", principalmente porque possibilitam a desamarração rápida. Abaixo, as laçagens "escada", "soltura rápida" e "carril", tidas como mais fáceis de desamarrar: Outras duas amarrações tradicionais, "cruzada" e "aranha": Coturno, conforto e saúde É bom lembrar que o o tipo de calçado que utilizamos é determinante para a manutenção da saúde corporal, principalmente em aspectos ortopédicos e fisioterapêuticos, por isso esse é um elemento que deve, sim, ser objeto de extrema preocupação, principalmente para quem passa oito, doze e até vinte e quatro horas com o mesmo calçado, exercendo atividades que exigem significativo esforço físico. Confira abaixo a entrevista que o Abordagem Policial fez com a fisioterapeuta e consultora Jane Bispo, especialista em postura, RPG e Pilates: Abordagem: Quais são os requisitos básicos para que um calçado não prejudique a saúde do indivíduo? Jane Bispo: Bem, o primeiro requisito é o conforto. Não há cabeça que funcione bem se não estamos confortáveis, e temos que concordar que poucas coisas incomodam tanto quanto um sapato que machuca. Logo, decidir o que calçar, principalmente para quem encara uma jornada de trabalho diária em pé ou nas ruas, exige cuidados além do estético, sendo necessário pensar na ergonomia. O sapato ergonômico é aquele que proporciona seu bem-estar no desempenho de seu trabalho, podendo ser usado o dia todo, sem causar bolhas, calos, má circulação do sangue, problemas na coluna e deformidade na ponta dos pés. Para cada tipo de pé existe um modelo de sapato que acomoda melhor o seu formato. Quem tem pés mais largos, deve utilizar os bicos mais arredondados ou quadrados, já para os pés finos, a melhor alternativa são os de bico mais afunilados. Nada de cair naquela história de vendedor dizendo que o sapato “vai amaciar ou folgar com o uso”. Abordagem: Quais os cuidados fundamentais na hora de escolher o modelo ideal de calçado? Jane Bispo: Experimente sapatos preferencialmente à noite, quando seus pés estão maiores, pois eles incham durante o dia. A prova ainda deve ser feita quando estiver em pé, pois os pés aumentam com o peso do corpo. Estando em pé, mexa os dedos dentro do sapato para saber se há espaço entre a ponta do dedo mais longo e a ponta do sapato e também sobre os dedos, observando-se ainda que a parte de trás do pé deve se encaixar firmemente no sapato. Se seus pés têm tamanhos diferentes, escolha sapatos com base no pé maior e nunca compre sapatos que sejam muito duros ou apertados na esperança de que se alargarão. Calçados apertados ou grandes demais comprometem a saúde dos seus pés, prejudicando a coluna, a circulação sanguínea e a superfície dos pés, além de causar bolhas e calos. Nada de cair naquela história de vendedor dizendo que o sapato “vai amaciar ou folgar com o uso” Abordagem: O que pode ser considerado um calçado "confortável"? Jane Bispo: O calçado, para ser confortável, deve acomodar bem o pé, permitindo que o indivíduo em pé possa mover os dedos livremente dentro do calçado. Deve haver um espaço de, pelo menos, 10 a 12 milímetros entre a ponta do dedo mais longo e a ponta do sapato. É necessário ainda um espaço sobre os dedos para evitar que o sapato fique roçando, provocando assim calos. Por fim, a parte de trás do pé deve se encaixar firmemente no sapato e não escorregar. Abordagem: Policiais costumam atuar nas ruas, com todas as intempéries e muitas vezes se esforçando fisicamente, em turnos de serviço que vão de 12 a 24 horas. Que tipo de calçado é adequado para esse tipo de serviço? Jane Bispo: O calçado ideal é aquele que a pessoa possa utilizar e passar o tempo necessário para o trabalho, sentindo o mínimo de desconforto possível. É difícil citar um calçado específico, pois cada pessoa tem um pé diferente e uma pisada diferente. O que se tem usado hoje em dia são artifícios que melhoram os calçados como as palmilhas posturais, as quais são confeccionadas especificamente após uma avaliação minuciosa da pisada e do formato do pé de cada individuo. Os calçados ideais devem proporcionar conforto, equilíbrio, postura, aderência no andar e estabilidade no calcanhar. Abordagem: Os coturnos, espécie de botas utilizadas por boa parte das polícias no país, tem quais vantagens e desvantagens para o serviço policial? Jane Bispo: As vantagens e desvantagens vão depender do local onde o policial trabalhe, como por exemplo, se ele trabalha em locais onde haja matagais ou algo parecido é muito importante o uso dos coturnos, pois acaba cumprindo a função de um EPI, evitando que algum animal peçonhento entre em sua calça e o pique, além de proteger da umidade e de ferimentos por pisar em algo perfurante ou cortante. As desvantagens estão no fato de que, por serem calçados geralmente pesados e terem cano longo, dificultam alguns movimentos necessários em alguma diligência, além de poder prejudicar a circulação dos membros inferiores dos indivíduos. Se o calçado não for escolhido correspondendo ao biotipo de cada um pode causar o desenvolvimento, a longo prazo, de alguns danos à saúde como: dores nos tornozelos, joelhos, coluna e até na cabeça, o que acaba muitas vezes deixando as pessoas estressadas por não se sentirem totalmente confortáveis, além dos calos, cravos e joanete - uma saliência óssea que causa encurtamento do músculo extensor dos dedos. Mas podem surgir problemas mais graves também, como o neuroma de Morton - um acúmulo de tecido no nervo que causa inchaço e muita dor; fascite plantar - inflamação da fáscia, estrutura de sustentação da sola do pé, que acarreta dores na região que podem até se tornar crônicas ou causar fraturas por estresse; inflamação no tendão de Aquiles - parte de trás do tornozelo; e metatarsalgia - dor na parte superior do pé, onde estão ossos denominados metatarsos, dentre outros. Conclusão Como se vê, um elemento aparentemente trivial no serviço policial pode ter sérios desdobramentos para sua saúde e a qualidade do serviço prestado. As corporações, responsáveis por fornecer esse equipamento ao policial, e os próprios profissionais, devem estar muito atentos a todos esses elementos, visando a garantia da saúde e a eficiência no serviço.   Consultamos o "Calçado Esportivo" e Jane Bispo (fisiojane@yahoo.com.br)
Um dos equipamentos mais importantes da composição de uniforme de um policial é o cinto de guarnição. Para quem não sabe, o cinto de guarnição é um cinto que cobre o cinto tradicional, e em vez de segurar as calças tem como função primordial deixar livres as mãos do policial, já que muitos equipamentos são transportados individualmente pelos policiais durante o serviço: algemas, arma de fogo, canivete, lanterna, agentes químicos, bloco de anotações, munição etc. O que alguns policiais não sabem é que os cintos de guarnição, se mal utilizados, podem gerar danos à saúde - principalmente ortopédicos. Um cinto sobrecarregado pode levar mais de 10 quilos de equipamento, peso não muito adequado para a resistência da coluna. Vamos tratar deste e outros aspectos neste post. Evitando danos causados pelo cinto de guarnição Segundo especialistas, são três os principais fatores de desconforto no cinto de guarnição: peso sobre o cinto, pressão dos equipamentos no corpo (cinto apertado) e pressão dos equipamentos quando o policial está na viatura. No primeiro caso, a dica óbvia é evitar sobrecarregar o cinto de guarnição. Há quem porte equipamentos quase que por enfeite, avolumando a silhueta mas prejudicando a coluna vertebral. Se precisar carregar muitos equipamentos, aproveite-se dos bolsos existentes em algumas capas de coletes a prova de balas, distribuindo o peso confortavelmente por outras partes do corpo. Outra saída é a utilização de suspensórios, que são eficazes na distribuição do peso do equipamento por cima dos ombros e do tórax, e não apenas na cintura. Eles possibilitam que o cinto  fique menos apertado, reduzindo a pressão exercida sobre o estômago e a área de cintura. Mas há a fragilidade na segurança, pois pode ser usado como uma "alça", no caso de embate corporal com um suspeito. É prudente evitar pôr objetos 'duros' sobre a coluna lombar (parte de trás do cinto). Algemas transportadas na parte de trás do cinto podem criar dor nas costas, pois exercem pressão constante sobre a parte inferior das costas quando se está sentado no banco da viatura. Fora do carro, assim posicionada, pode ser perigosa em uma queda, atingindo a coluna vertebral gravemente. Características de um bom cinto de guarnição No artigo "Ergonomics and police duty belts", a ergonomista Kathy Espinoza aponta as seguintes características como sendo adequadas para um cinto de guarnição policial: - Bordas arredondadas e acolchoadas na parte inferior e superior: cintos com bordas duras tendem a ser contundentes contra as costas, enquanto um cinto com bordas arredondadas e acolchoadas na parte superior e inferior se conformam melhor ao corpo; - Cintos finos são menos incômodos, segundo o estudo. O ideal é que o cinto possua cerca de 5cm de altura; - São preferíveis cintos de nylon, que são flexíveis e leves; - Escolha um cinto que tenha regulagem livre, evitando muita folga (operacionalmente inadequado) e muito aperto, pressionando a região pélvica e os quadris desconfortavelmente. Geralmente cintos com fivela de metal não possuem essa flexibilidade. Em resumo, quando se trata de adquirir um equipamento policial, a palavra de ordem é: "conforto". Com tantos desgastes já naturais na atividade policial, é bom evitar exigir do corpo além do necessário. Fica a dica...
Com a febre dos smartphones e tablets, uma das formas mais utilizadas pela sociedade para consumir e produzir informação e se comunicar é através de aplicativos móveis. Entrando nesta tendência, duas polícias militares brasileiras desenvolveram aplicativos voltados para programas de policiamento comunitário: a Polícia Militar do Ceará (PMCE) e a Polícia Militar do Amazonas (PMAM). Disque Ronda - PMCE O aplicativo da PMCE verifica a localização do solicitante e informa a referência e o telefonte de contato da viatura responsável pela área. O usuário pode ligar diretamente para os policiais da guarnição: Baixe na AppStore Baixe no Google Play Ronda no Bairro - PMAM O aplicativo da PM do Amazonas funciona de modo semelhante, mas ainda só está disponível para a cidade de Manaus. Além disso, o Ronda no Bairro mostra o nome e contato do oficial comandante da área e do delegado da Polícia Civil da circunscrição: Baixe na AppStore Baixe no Google Play Uma preocupação de alguns policiais é quanto à segurança tática do policiamento, já que a quantidade de viaturas em determinada área é explicitada pelo aplicativo, embora não diga exatamente onde ela se encontra. Caso a "Ronda no Quarteirão" e a "Ronda no Bairro" sejam os únicos equipamentos de policiamento disponíveis nestas áreas, de fato, há complicações. Entretanto, queremos crer que outras modalidades e vetores de policiamento estão disponíveis atuando e para atuar quando necessário. Ou não?
Segundo tem sido divulgado pela imprensa cearense, a Guarda Municipal de Fortaleza e a Polícia Militar do Ceará estão equipadas com um "canhão sônico", arma não letal que dispara ondas sonoras fortes o suficiente para desnortear aqueles que estejam sob o seu alvo. Segundo se diz, o equipamento é o que aparece na foto a seguir: Apesar das fotos, as corporações negam que possuem o equipamento, e que o tenham utilizado contra manifestantes nos atuais protestos: Apesar de relatos sobre o uso da arma circularem nas redes sociais, tanto o comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, major Alexandre Ávila, quanto a assessoria de imprensa da Guarda Municipal negam a informação: A arma não letal, que estaria sendo utilizada pela Guarda Municipal, dispara ruído ensurdecedor que provoca desorientação, náuseas e dores pelo corpo. “Oficialmente, a Guarda Municipal de Fortaleza não dispõe de canhão de som nenhum. Nunca houve essa compra”, afirma a assessoria de imprensa da Guarda, que ainda diz que a notícia de aquisição do equipamento teria sido “plantada”. No entanto, O POVO apurou que a Guarda Municipal de Fortaleza tem um canhão sonoro que está em fase de testes. Não há fontes seguras de que o equipamento tenha sido usado na manifestação desta quinta, 27. O major Alexandre Ávila, que acompanhou a ação, também nega o uso de equipamento de som contra manifestantes. “Eu não usei. Não sei de nada nesse sentido”. Na manhã desta quinta, assessoria de imprensa da Polícia Militar também disse desconhecer a aquisição do equipamento. O canhão sônico, chamado Long Range Acoustic Device (Dispositivo Acústico de Longo Alcance), é apelidade de "Inferno" e ficou famoso ao ser utilizado em 2012 para reprimir manifestação ocorrida durante conferência do G20 nos Estados Unidos. Para quem nunca viu este tipo de equipamento em uso, confiram sua aplicação na manifestação contra o G20, nos EUA: Ora, com a foto sendo mostrada e a informação de que a GM ou a PM utilizou, sim, o equipamento, pergunta-se por que as corporações negam o fato. Talvez por causa do que alertou o Cathalá, no twitter: no Brasil, a utilização deste tipo de equipamento ainda não é regulamentada. Vamos conferir os próximos capítulos da utilização do "Canhão Sônico" no Brasil. [ATUALIZAÇÃO] Segundo este vídeo, a PMERJ saiu na frente, e usou o tal canhão sônico:
Não é novidade para os policiais brasileiros que as armas de fogo da fabricante austríaca Glock são muito mais seguras, resistentes e eficientes que as conhecidas e distribuídas nas polícias brasileiras. O problema é que, no Brasil, há resistências à importação de armas de fabrico internacional, como a Glock - no caso do uso particular, mesmo para o policial, só são autorizadas as armas de uso permitido, neste caso, pistolas .380. A novidade é que a Glock está se mobilizando para instalar uma fábrica no país: A empresa austríaca Glock, fabricante das famosas pistolas automáticas que levam seu nome, está negociando com o Exército a instalação de uma fábrica de armas no Brasil. A companhia já teria escolhido o Rio de Janeiro como sua base de produção local. Além de abastecer o mercado nacional, em especial o das Forças Armadas, a Glock deve usar a unidade brasileira para atender os demais países da América Latina. Em e-mail enviado à DINHEIRO, a fabricante confirmou seus planos, mas não definiu uma data para começar a operar. Sua maior dificuldade, no entanto, será superar o lobby da gaúcha Taurus, que atualmente equipa a maioria das forças policiais do País e que, no passado, impediu os austríacos de darem seus tiros por aqui. Em 2006, a empresa chegou a anunciar a construção de uma fábrica em Minas Gerais, na qual seriam investidos R$ 30 milhões. De início, os planos contavam com o apoio do Exército. A ideia era fazer uma sociedade com a estatal Imbel, fabricante de fuzis e pistolas vinculada às Forças Armadas. Um ano depois, as negociações azedaram por conta das exigências feitas pelo governo para autorizar a construção da fábrica. Na época, o presidente da Glock na América Latina, o brasileiro Luiz Antônio Horta, em entrevista à revista ISTOÉ, afirmou que seria a fábrica mais moderna do mundo. "Mas o lobby da Taurus não deixa o projeto andar", disse o executivo. O esforço austríaco para construir sua fábrica no Brasil e não se explorar a via da exportação se justifica. Por lei, as Forças Armadas só podem comprar armamentos de fabricantes estabelecidos no País. É verdade que as polícias civis e militares podem importar pistolas. Mas a Glock tem tido pouco sucesso nesse mercado. É um cenário bem diferente do que acontece nos Estados Unidos, onde suas armas equipam mais de 65% das forças policiais. Em Hollywood, elas também são cultuadas e ganharam frases de efeito, como a do austríaco Arnold Schwarzenegger, no filme Fim dos Dias (1999): "Só confio em Deus e na minha Glock". No Brasil, por enquanto, apenas o cinema parece ter se rendido ao carisma dos austríacos. No filme Tropa de Elite 2, os integrantes das temidas milícias cariocas ostentavam com orgulho suas pistolas Glock 17. Procurada, a Taurus não deu entrevista. Na medida em que é necessário que os policiais brasileiros qualifiquem seu equipamento, estando tecnicamente aptos para atuar, é positivo que a Glock se instale no Brasil, garantindo a possibilidade de melhores condições de trabalho para nossas polícias.
A Polícia Militar do Mato Grosso anunciou uma mudança que desde muito vem se comentando que pode ocorrer tendo em vista a realização da Copa do Mundo no Brasil, a mudança de uniforme para um modelo menos "agressivo" visualmente. Vide o modelo atual: Em comparação com o modelo que entrará em vigência: Segundo divulgou a imprensa, a mudança de uniforme ficou em torno de R$ 10 milhões, já que o novo fardamento será distribuído aos 7 mil policiais da corporação (fazendo as contas, cada policial deve receber aproximadamente R$ 1.400 reais de uniforme): 40 anos depois, a Polícia Militar de Mato Grosso decidiu trocar a cor do seu tradicional uniforme - de azul petróleo para cinza bandeirante. E os custos para essa mudança atingem o montante de R$ 10 milhões. Além de garantir mais conforto aos policiais, com a mudança da cor e do tecido - parte da tropa reclamava do desconforto térmico do uniforme atual -, a mudança, segundo o Comando da corporação, tem como principal motivação a tentativa de "mudança da visão" que a população tem da corporação. O superintendente de Apoio Logítico e Patrimônio da PM, tenente-coronel César Gomes Metelo, informou que a mudança se deu com base em ampla pesquisa junto à população mato-grossense. Com base nesse levantamento, foi constatado que a farda azul petróleo era vista como "um instrumento de demonstração de força". “Queremos reforçar, com isso, a ideologia de que a Polícia Militar zela pela preservação da vida e o respeito à dignidade da pessoa humana”, explicou Metelo, em entrevista ao MidiaNews. Os R$ 10 milhões, segundo o oficial, foram investidos na compra de dois conjuntos operacionais, composto por gandola, calça, camiseta, cinto, cobertura (gorro) e coturno. O fardamento será distribuído gratuitamente aos integrantes da corporação, de soldados a coronéis, efetivo composto por 7 mil homens, em todo o Estado. Para ter controle da distribuição do fardamento, foi desenvolvido um sistema biométrico, com todos os dados da tropa. A entrega do material será feita mediante a chancela biométrica de cada policial. Segundo o comandante-geral da PM, coronel Nerci Adriano Denardi, a padronização do uniforme segue os critérios especificados no Decreto nº 1.400/2012, que abrange 70 composições de uniformes de todas as unidades policiais - inclusive, as especializadas. Prazo de distribuição A entrega da nova farda começou no dia 13 de maio e vai até 28 de junho. Aos policiais que atuam no Comando Geral da PM, demais unidades subordinadas aos Comandos Regional de Cuiabá (CR I), Várzea Grande (CR II) e Especializado (Cesp) e que estão à disposição, a entrega será realizada entre os dias 13 e 24 deste mês, no Quartel do Comando Geral da PM (QCG), em Cuiabá. Aos que atuam no interior do Estado, o repasse será feito nos respectivos comandos regionais. Caso haja necessidade de alguma troca posterior ao recebimento do novo uniforme, a instituição fará a troca entre os dias 24 e 28 de junho, exclusivamente na sede do Comando Geral. Segundo o tenente-coronel Metelo, o uso do novo fardamento será comunicado oficialmente após todo o processo de repasse. E aí, o que acharam? Particularmente, gosto mais do segundo uniforme. (Clique aqui e veja o RUPM da PMMT)
As pessoas preocupadas com a manutenção do meio ambiente e com a sustentabilidade da vida no planeta devem conhecer o conceito dos carros elétricos, que não emitem gases tóxicos nem ruídos. A novidade é que a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro testará veículos com esta tecnologia no patrulhamento urbano, através de uma parceria realizada com a Nissan, empresa fabricante do "Nissan Leaf", modelo deste segmento que vem se popularizando. O Leaf custa entre 21 e 27 mil dólares nos Estados Unidos. Será que viaturas do tipo chegarão a ser utilizadas mais amplamente no Brasil? Seguem detalhes: A Nissan do Brasil e a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro assinaram hoje o contrato do projeto piloto que fornecerá duas unidades do Nissan LEAF, primeiro veículo 100% elétrico produzido em larga escala, para uso da Corporação. A cerimônia realizada na sede da Nissan, no Centro da capital fluminense, contou com as presenças de François Dossa, presidente da Nissan do Brasil, e do Coronel Erir Ribeiro da Costa Filho, Comandante da Polícia Militar do Estado. Inicialmente, o projeto piloto terá duração de três meses, a partir de agosto. As duas unidades do modelo 100% elétrico, que não emite gases nem ruídos, farão o patrulhamento da orla marítima da cidade do Rio de Janeiro, ficando sob responsabilidade do Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (BPTUr). Os dois Nissan LEAF do projeto serão caracterizados com o padrão visual da Polícia Militar do Rio de Janeiro pela Engesig, empresa parceira da fabricante japonesa para esse tipo de adaptação. Para François Dossa, esse novo acordo é mais um passo da Nissan para a divulgação da tecnologia de ponta dos veículos elétricos. "Somos líderes mundial em mobilidade com emissão zero e temos sólidos planos de crescimento no Brasil. Queremos que mais e mais brasileiros conheçam os benefícios dessa opção limpa e eficiente, que já é parte da vida diária de mais de 50 mil pessoas em diversos países", explica o presidente da Nissan do Brasil. Dica do Henrique C.O.
As necessidades logísticas sensíveis que muitas polícias brasileiras sofrem passaram a exigir investimento maciço em equipamentos que são básicos para o desenvolvimento do serviço policial. Em alguns casos, de fato, muito precisa ser gasto para que o problema seja minimamente amenizado. Isto, entretanto, pode dar vazão a exageros orçamentários e até manipulações financeiras questionáveis. No caso a seguir, que tem gerado polêmica na Polícia Militar do Distrito Federal, a corporação se propôs a comprar 17 mil capas de chuva para a Copa do Mundo e a Copa das Confederações, pelo valor de R$315,00 cada. Note-se que o período em que a Copa irá ocorrer é de seca em Brasílias. Preocupação extrema com as condições de trabalho da tropa ou mau uso do dinheiro público? Confira detalhes: O governo do Distrito Federal vai gastar 5,35 milhões de reais com a compra de capas de chuva para policiais militares que farão a segurança da Copa do Mundo de 2014, marcada para acontecer de 12 de junho a 13 de julho -um período de forte seca em Brasília, quando a umidade do ar não ultrapassa os 30%. Nos últimos cinco anos, a partir de maio, a cidade passou, em média, 104 dias consecutivos sem chuva, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O valor da compra consta em uma tabela de aquisição de equipamentos e serviços da Secretaria de Segurança Pública, hospedado no site Transparência da Copa. O valor gasto com as capas de chuva é superior ao que se pretende investir em outros itens, como na compra de coletes à prova de balas, que sairão a 1,8 milhão de reais. A licitação prevê a compra de 17.000 capas de chuva ao preço médio de 315 reais cada uma. Para justificar o preço salgado, o comandante da Polícia Militar do Distrito Federal, Suamy Santana, afirma tratar-se de um produto de alta qualidade. "É uma capa especial, com sistema refletivo, que permite exercer a atividade policial, correr, pular muro, tem encaixe para painel balístico..." O comandante disse também que acredita numa redução de 20% a 25% no valor de cada peça durante a concorrência para compra das capas. Embora a informação esteja hospedada no site Transparência da Copa, o governo do Distrito Federal nega que os recursos utilizados serão os mesmos do caixa do evento. As autoridades distritais dizem que houve um erro na descrição das informações de gastos e explica que a verba sairia do Fundo Constitucional. Em nota, o governo do Distrito Federal afirma que "a capa de chuva é apenas um item do conjunto de equipamentos que está sendo adquirido para a corporação, e que integra o equipamento de proteção individual obrigatório para todo policial militar". O comunicado oficial afirma, ainda, que a reposição dos equipamentos faz parte de um programa para reequipar a polícia local. "Ou seja, é superficial a informação que o governo do Distrito Federal comprou capas de chuva para junho, apenas para a Copa das Confederações e a Copa do Mundo de 2014. Esse é um equipamento de uso permanente do policial militar, para seu trabalho cotidiano no DF e durante as operações especiais voltadas a esses megaeventos." Detalhe: a compra das capas de chuva foi cancelada e o Comandante Geral foi exonerado hoje.

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