PM intervém em ‘saidinha’ bancária

Cenas tensas em que dois criminosos roubam mais de seis mil reais de um funcionário que sacou dinheiro de sua empresa. Um policial à paisana (camisa verde) vê a cena e tenta conter os suspeitos, chegando a realizar um disparo de arma de fogo.

Clique para ver o vídeo!



Extorsão e Corrupção Policial

Atualmente, muito se fala das milícias, grupos criminosos armados compostos por policiais e outros agentes do Estado, que exploram serviços de subsistência e lazer de comunidades sob a alegação de oferecer proteção a elas – proteção deles mesmos, vale dizer. Trata-se de uma evolução da corrupção policial que sempre foi denunciada, aquela em que o policial, para deixar de ser um impedimento à ilegalidade, recebe benefícios pessoais do criminoso. A milícia e seus similares trazem o policial como protagonista de uma quadrilha, a corrupção “simples” traz o policial como um “pedágio” no caminho da execução do crime.

Estas posturas vão desde o recebimento de dinheiro para liberar o veículo de um condutor com irregularidades em sua documentação até a extorsão a criminosos como traficantes de drogas, que pagam para não serem presos, ou até mortos. Em Minas Gerais, um caso de extorsão a comerciantes teve desdobramento positivo, com a prisão dos policiais que exigiam dinheiro dos proprietários do estabelecimento para não apreenderem suas mercadorias. De tanto serem achacados, os comerciantes denunciaram à polícia, que filmou o momento da prática e fez com que fossem usadas cédulas fotocopiadas no pagamento da extorsão:

(mais…)



“Tríplice Fronteira”, filme de José Padilha com Wagner Moura

Após filmar os sucessos de Tropa de Elite e Tropa de Elite 2, e de ser confirmado como diretor da nova versão de Robocop, foi anunciado que José Padilha estará à frente de um filme que tratará sobre a tríplice fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai), reduto de muitas práticas criminosas – do contrabando de mercadorias ao tráfico de drogas.

Wagner Moura, que interpretou o lendário Capitão Nascimento, estará presente na trama:

(mais…)



V de Vingança – A gestão do medo para alcançar o poder

Os poderes instituídos se sustentam através da gestão do medo, e quanto mais temor está vigente numa sociedade, mais ela se torna dócil e em conformidade com a permanência deste poder. O filme “V de Vingança” (com Natalie Portman e Hugo Weaving) ilustra os mecanismos utilizados por um governo na Inglaterra para aprimorar a difusão do medo, numa espécie de ditadura do futuro.

Para a criação e aprofundamento da apatia entre os cidadãos, a mídia se torna ferramenta central, sendo ela controlada e financiada pelo próprio governo e seus partidários. O terrorismo é uma estratégia criada pelos que visam alcançar o título de “salvadores da pátria”, pouco importando a eles se vidas serão perdidas ou não. Aliás, sob esta lógica, é melhor que pessoas morram, pois nada melhor do que o desespero e a instabilidade para se criar a necessidade de um redentor.

(mais…)



Concurso Soldado Bombeiro Distrito Federal – CBMDF 2011

O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) acaba de lançar edital com 224 vagas para o concurso de admissão de soldados BM. O salário durante o curso de formação é de R$ 3.413,62, e após a formatura o soldado 1ª passa a receber R$ 4.464,11.

Os requisitos para ingresso no Curso de Formação de Soldados Bombeiro Militar são os seguintes:

(mais…)



Polícia, Cidadania e Direitos Humanos

Para quem assimilou somente um traço repressivo da “defesa da ordem” em passado recente no Brasil, os valores da cidadania e dos direitos humanos podem parecer distantes da polícia, até mesmo antagônicos. Mas ocorreu uma rápida e perceptível mudança da realidade social e política no país de jovem democracia, assim como evoluíram na mesma velocidade os órgãos policiais que constituem parcela inseparável de sua sociedade. Apesar disso, por um inexplicável interesse em focar o passado e não mirar o futuro, muitos dos “novos-velhos” cidadãos não despertaram para o alvorecer da cortejada Constituição Cidadã que trouxe direitos e garantias individuais para todos, indistintamente.

No longo caminho de uma cidadania plena, diante das dimensões de exercício de direitos civis, políticos e sociais, também os policiais militares enfrentaram tempos difíceis: a maior parte do efetivo (todos os cabos e soldados) não podia votar até 1988 de acordo com a Constituição anterior, de 1967 (artigo 142). Passados os episódios do período de transição e a queda (implosão) “do muro” do famoso presídio da Zona Norte de São Paulo, ocorreram rápidas transformações dentro e fora dos intactos e centenários quartéis. A aproximação da Polícia com a Comunidade, marca da filosofia e também da estratégia operacional da Polícia Militar a partir da década de 1990, trouxe uma nova perspectiva que frutifica no século XXI, coroada por uma bem-vinda redução da criminalidade nos espaços em que se estabeleceu.

(mais…)



Repressão à Marcha da Maconha: a PM fica só…

Quando digo aqui que os policiais militares não devem se envolver ideologicamente com as ocorrências, que o abuso da força e a agressividade policial não têm frutos positivos, que o limite legal da nossa atuação deve sempre se observado, muitas vezes sou tachado de excessivamente ortodoxo.

Por outro lado, em relação à repressão à Marcha da Maconha, proibida em São Paulo pela Justiça, mostrei como as instâncias superiores da justiça e da política atuam de modo conservador, tomando decisões antidemocráticas, fazendo com que a polícia assuma o papel de colocar em prática suas medidas de repressão à liberdade de expressão. No final das contas, o que fazem as ditas instâncias superiores?

(mais…)



O imbróglio da gratificação RETP na PMESP

No âmbito da Polícia Militar do Estado de São Paulo, PMESP, existe uma gratificação chamada de “Regime Especial de Trabalho Policial”, RETP, criada pela Lei 10.291, de 26 de novembro de 1968, que estabelece o seguinte:

Art 1.º - Fica instituído, na Secretaria da Segurança Pública, o Regime Especial de Trabalho Policial, destinado aos ocupantes dos cargos, funções, postos e graduações indicados nesta lei.

Parágrafo único - O Regime Especial de Trabalho Policial de que trata este artigo se caracteriza:

I - pela prestação de serviços em condições precárias de segurança, cumprimento de horário irregular, sujeito a plantões noturnos e a chamadas a qualquer hora; e

II - pela proibição do exercício de qualquer atividade particular remunerada, exceto as relativas ao ensino e à difusão cultural.

(mais…)



O que pensam os policiais das UPP’s

Os policiais dificilmente são ouvidos, seja porque geralmente não falam, por proibições legais, seja porque a estrutura hierárquica das corporações fornecem apenas às instâncias superiores o papel de retratar, ao seu modo, a realidade vigente. O Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), da Universidade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, acaba de contribuir para a inversão desta tendência, numa pesquisa intitulada “Unidades de Polícia Pacificadora: o que pensam os policiais?”, uma avaliação das condições de trabalho e expectativas dos policiais cariocas que trabalham nas badaladas UPP’s.

Além de analisar o perfil dos policiais, a pesquisa avaliou a formação profissional, as atribuições e atividades dos policiais nas UPP’s, a percepção sobre a receptividade dos moradores, as condições de segurança, dos equipamentos e das condições de trabalho. Por fim, o estudo observou a satisfação e sugestões dos policiais lotados nas Unidades de Polícia Pacificadora.

(mais…)



Abordagem policial a pessoas surdas: como agir?

Nos diversos modelos de gradiente de uso progressivo da força, um dos primeiros elementos de força a ser utilizado pelo policial é a verbalização. Dar ordens claras e incisivas pode prevenir o uso da força física corporal, evitando a agravação da ocorrência. Quando o suspeito é uma pessoa surda, porém, como deve agir o policial, sem o recurso da verbalização, disponível na maioria das situações?

Antes de tudo, é preciso que o policial entenda que as pessoas surdas não são mais ou menos ingênuas que qualquer outra pessoa. “Ter uma deficiência não faz com que uma pessoa seja melhor ou pior do que uma pessoa não deficiente, ou que esta não possa ser eficiente. Provavelmente, por causa da deficiência, essa pessoa pode ter dificuldade para realizar algumas atividades, mas por outro lado, poderá ter extrema habilidade para fazer outras coisas. Exatamente como todos”.

Deste modo, ao mesmo tempo que é preciso se inteirar dos procedimentos para melhor entender e ser entendido por pessoas surdas em abordagens, também é fundamental que as posturas adequadas de segurança não sejam relaxadas em virtude da condição do abordado. Dito isto, vejamos algumas posturas que podem ajudar em ocorrências envolvendo pessoas surdas:

(mais…)



Links Policiais da Semana (63)

- Rio não teve morte de policiais de jan a mar/2011;

- Promotor sofre atentado na Bahia;

- Mudanças no Boletim de Ocorrência de Minas;

- Ceará inaugura Academia de Polícia Integrada;

- A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância;

- PC versus PM: a sociedade é quem paga;

- “A guerra às drogas mostrou-se insuficiente”;

- Bombeiros CBMERJ se entregam;

- Comando da PMERJ veta desfile de PM’s fardados;

- Cães PM’s morrem em confronto em MG;

- GM’s treinados para lidar com turistas gays;

- PC usa ‘colar’ de algemas e responde a processo;

- Polícia Civil do Rio Grande do Norte em greve e armada;

- A questão da segurança da USP;

- Alckmin critica resistência à PM na USP;

- Coldre de sutiã: saque rápido;

- Policial ético precisa de reconhecimento;

 

*A série “Links Policiais da Semana” é publicada todo domingo, e traz uma compilação dos principais fatos, notícias e curiosidades sobre polícia e segurança pública no Brasil e no Mundo que foram destaque na semana que passou.



Vespol, a divisão da polícia alemã para homossexuais

Isso mesmo. A Alemanha possui uma divisão de polícia, uma espécie de “especializada”, chamada Vespol, que, apesar de atuar cotidianamente em crimes comuns, se debruça principalmente sobre crimes em que há indícios de prática delituosa decorrente de homofobia. Ao contrário do que muitos anunciam por aqui, a polícia não “acabou” por causa disso. Ao contrário, se aproximou mais do seu papel cidadão e democrático na defesa de direitos universais. Clique na imagem para acessar a matéria da Veja falando sobre a Vespol.



Quem reprimiu a Marcha da Maconha?

Já expressei aqui minha opinião sobre a legalidade e os princípios que estão por trás da Marcha da Maconha. É lamentável que numa nação que se supõe democrática a proposição e protesto pela mudança de legislação seja tratada de modo proibicionista, nos condenando à letargia jurídica. Infelizmente, a justiça de São Paulo seguiu esta tendência conservadora, e proibiu a Marcha da Maconha em São Paulo:

De acordo com o relator do processo, desembargador Teodomiro Mendez, “o evento que se quer coibir não trata de um debate de ideias, apenas, mas de uma manifestação de uso público coletivo de maconha, presentes indícios de práticas delitivas no ato questionado, especialmente porque, por fim, favorecem a fomentação do tráfico ilícito de drogas.”

Leia mais na Folha

(mais…)



Destaques da Twittosfera Policial (6)

O Twitter vem se destacando como ferramenta de interação e produção de conhecimento de modo dinâmico, em apenas 140 caracteres. A segurança pública, tema polêmico e multisetorial, não poderia ficar de fora de uma das redes sociais mais utilizadas do mundo. No intuito de mostrar ao leitor do Abordagem Policial uma parte das melhores ideias surgidas no que convencionamos chamar “Twittosfera Policial“, criamos a série de posts “Destaques da Twittosfera Policial”, que publicaremos semanalmente aqui no blog.

Clique nos tweets destacados para visitar o perfil dos autores…

(mais…)



Um discurso contra o sistema…

Numa audiência pública para debater a situação da educação no Rio Grande do Norte, surge uma professora com determinação e acidez necessárias para proferir um discurso que todo funcionário público brasileiro “da base” gostaria de de fazer. De arrepiar…

Clique para ver o vídeo…