Destaques da Twittosfera Policial (13)

O Twitter vem se destacando como ferramenta de interação e produção de conhecimento de modo dinâmico, em apenas 140 caracteres. A segurança pública, tema polêmico e multisetorial, não poderia ficar de fora de uma das redes sociais mais utilizadas do mundo. No intuito de mostrar ao leitor do Abordagem Policial uma parte das melhores ideias surgidas no que convencionamos chamar “Twittosfera Policial“, criamos a série de posts “Destaques da Twittosfera Policial”, que publicaremos semanalmente aqui no blog.

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Quem matou Juan?

Duvido que haja constrangimento maior do que a tentativa de dizer palavras que reduzam o sofrimento daquele que perde um ente querido. A linguagem verbalizada, sozinha, escrita ou falada, é pequena para manifestar a solidariedade proporcionalmente ao sofrimento daqueles que passam a ter ausente parte de si – um filho, uma mãe, pai, irmão, amigo etc. É com esta limitação que lamentamos a morte de mais uma criança no ambiente tenebroso da insegurança pública brasileira: Juan, o menino carioca de 11 anos morto na Favela Danon, Rio de Janeiro.

Dizer que se trata de “mais um” caso, reduz nossa capacidade de indignação, e talvez por isso as coisas estejam no patamar em que se encontram, justamente porque pensamos que “mais uma vez” tudo se dará como em outros casos semelhantes. O caso Juan é um caso simbólico, como outros que já vimos, com comoção social, perda irreparável, engajamento da mídia e pressão sobre as autoridades públicas. Pois é, no Brasil, tudo isso acontece, toda essa mobilização se dá, e as coisas continuam se repetindo. Sofremos espasmos dispersos, indignações de momento, mas o estancamento da ferida é adiado a perder de vista.

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Era uma vez um contador de histórias…

Contar histórias é uma arte, é como viajar num território onde a imaginação anda de mãos dadas com a criatividade. A construção das formas, personagens, cheiros, texturas, sabores conferem o aspecto lúdico e fantástico do mundo das boas histórias.

O nosso filme nos transporta aos anos 70 – em plena ditadura militar, quando uma mãe assiste na televisão uma propaganda sobre a FEBEM e, acreditando que estaria proporcionando uma boa oportunidade ao seu filho caçula, deixa o pequeno Roberto Carlos Ramos, com apenas 6 anos de idade, na instituição com esperança de dias melhores.

O pequeno encontra muita hostilidade em sua nova vida, recorrendo a uma realidade paralela de sonhos e imaginação para dar vazão ao seu descontentamento e sobreviver a rudeza do local. Com treze anos, em meio a um turbilhão de acontecimentos, tentativas de fugas frustradas, convívio com adolescentes infratores e com poucas chances de se ajustar a uma sociedade que o repele e exclui, ele acaba sendo julgado como irrecuperável. É quando ele conhece a pedagoga francesa Margherit Duvas e sua vida nunca mais será como antes.

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A prática do desvio de combustível de viaturas

Um dos aspectos da gestão de unidades operacionais nas polícias brasileiras que deve ser sempre criteriosamente fiscalizado é a utilização de combustíveis pelas viaturas. Em virtude da necessidade de deslocamento constante dos veículos operacionais, o consumo do combustível geralmente é alto, e a depender da dimensão da área de responsabilidade da organização policial, os valores gastos na compra do insumo são significativos.

Os chefes dos setores de transporte devem sempre estar atentos a possíveis inconsistências nas contas, bem como seus auxiliares, que podem ser vítimas inclusive de superiores mal intencionados. Neste ambiente, o ideal é a prática da fiscalização mútua, tendo como fiscalizados do comandante ou chefe da unidade até o inferior hierárquico que esteja envolvido com as transações na compra e consumo de combustível (inclusive motoristas). Aqui a burocracia e o “preto no branco” se faz indispensável.

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PMBA seleciona policiais voluntários para atuar em Base Comunitária

O alinhamento entre os interesses pessoais e os interesses institucionais/ profissionais é uma prática que, ao mesmo tempo, gera motivação no trabalhador (seja servidor público ou funcionário de empresa privada) e facilita o alcance dos objetivos da empresa. Nas polícias esta lógica não é diferente: pode até ser ainda mais necessária.

Neste sentido, é louvável a intenção da Polícia Militar da Bahia em buscar policiais militares VOLUNTÁRIOS para atuar na Base Comunitária de Segurança (a UPP baiana) que será instalada no Nordeste de Amaralina, em Salvador. Principalmente porque o policiamento comunitário de proximidade exige muito da “boa vontade” do policial, da disponibilidade de interação e cooperação sem amarras. Com contrariedades individuais o policiamento comunitário torna-se inviável, o boicote torna-se possível, e o cidadão, no final de tudo, terá apenas a imagem de um “vigilante” distante e antipático.

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PM’s de Pernambuco prendem assaltantes em flagrante

Ação legal, legítima e eficaz de policiais militares de Pernambuco, que prenderam em flagrante assaltantes numa botique. Apesar da aparente tranquilidade dos policiais, a tensão em ocorrências do tipo é enorme, pois a possibilidade de erros e perda de vidas é latente. Parabéns aos PM’s…

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Viatura da Força Tática (PMESP) atropela criança

Em momentos de tensão, no atendimento a ocorrências de alto risco, a celeridade é um fator indispensável, mas não pode vir sem a devida cautela: uma das combinações que torna complexa a atividade policial. No vídeo a seguir, uma viatura da Força Tática da PM de São Paulo estava indo em socorro de uma outra guarnição, quando uma criança atravessa a rua repentinamente. Não fosse a perícia do condutor, provavelmente o pior teria acontecido…

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Abordagem na Carta Capital

Através de uma parceria entre a revista Carta Capital e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, fui convidado a escrever um texto para o site da Carta, tratando de algum tópico do amplo tema da segurança pública. Escolhi falar um pouco sobre o sucesso do movimento dos Bombeiros Militares do Rio de Janeiro, um exemplo para as mobilizações reivindicatórias de policiais e bombeiros em todo o Brasil. Vejam um trecho:

“Fica evidente que o apoio popular a uma categoria, em algum grau, carece da identificação da nobreza no serviço prestado por ela. Nunca policiais tiveram adesão popular como se viu com os bombeiros cariocas ultimamente. Talvez as polícias, e os policiais individualmente, adquiram este luxo quando se preocuparem efetivamente em implementar estratégias de parceria comunitária, investindo menos na repressão, exercendo a dimensão cidadã que é gênese de suas funções.”

Leia e comente todo o texto no site da Carta Capital: “A Lição dos Bombeiros do Rio ao sindicalismo“.



Gabarito Concurso CFO PMBA 2011

Clique na imagem para acessar o gabarito das provas do concurso para o Curso de Formação de Oficiais 2011 da Polícia Militar da Bahia (PMBA), realizado no último domingo (03 de julho). Boa sorte a todos!



O Novo Código de Processo Penal

Muito se tem falado sobre a reforma do Código de Processo Penal brasileiro, que entra em vigor a partir desta segunda, 04 de julho de 2011, como uma medida que abrandou excessivamente alguns procedimentos penais que estavam vigentes. Porém, apesar dos burburinhos, vê-se pouco conhecimento de causa, e muitos absurdos apregoados, como dizer que “ninguém poderá mais ser preso em flagrante”.

Para orientar os leitores, policiais ou não, vejam as principais mudanças que passam a vigorar:

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Vestido para morrer

Quando comecei a trabalhar como repórter policial, lá pelo ano 2000, me intrigava o fato de que a maior parte dos meninos assassinados em locais miseráveis da Salvador miserável, que muita gente desconhece, sempre estava bem vestida. Normalmente, quando chegava à cena do crime, os tênis já haviam sido levados (mudavam de pés, rapidamente), mas as bermudas e camisas, empapadas de sangue, eram de griffe. Como é que aqueles guris esquálidos e com a pobreza impressa como digitais tinham acesso a marcas que eu conhecia apenas de ouvir falar?

Não demorei muito a entender a relação entre griffes caras e lugares miseráveis. Era essa dicotomia o que estava por trás da precocidade e da crueza daquelas mortes. Não era por acaso que meninos tão bem vestidos morriam tão cedo. A vida era a moeda de troca empenhada por eles aos donos do lugar, alguns dos quais travestidos de agentes da lei.

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Polícias do Ceará em Greve e Tolerância Zero

A segurança pública cearense está vivendo momentos de tensão, onde as polícias civis e militares se uniram reivindicando melhorias salariais e contratação de novos policiais, haja vista a escassez de efetivo para dar conta das demandas nas polícias. Neste sábado, 2 de julho, as categorias realizaram a “Caminhada da Insatisfação”, em Fortaleza, visando chamar a atenção da população para a situação crítica das polícias cearenses.

A Polícia Civil está em greve, e a Polícia Militar iniciou o chamado “Tolerância Zero”, movimento onde os policiais cumprem a lei em sentido estrito, apresentando às delegacias (que não estão funcionando) a mínima infração penal que observarem. A consequência natural desta postura é o travamento do policiamento.

Vejam alguns detalhes sobre o movimento reivindicatório cearense:

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Links Policiais da Semana (68)

- Bombeiros do Piauí: falta de equipamentos;

- Feriadão tem 85 mortes em rodovias federais;

- Homicídios caem em São Paulo;

- Tentou assaltar com arma de brinquedo e foi espancado;

- Cresce número de excluídos na PMESP;

- Desacato ou resistência?;

- Quase metade das mulheres já foi agredida pelo marido;

- VANT nas favelas brasileiras;

- Valorização imobiliária nas UPP’s;

- Viaturas incendiadas no Batalhão de Pernambuco;

- Um policial  morto e três feridos em troca de tiros;

- Motorista embriagado atropela policial de serviço;

- Falso policial preso em corrida de Stock Car;

- Dia da Consciência Policial na Bahia.



Destaques da Twittosfera Policial (12)

O Twitter vem se destacando como ferramenta de interação e produção de conhecimento de modo dinâmico, em apenas 140 caracteres. A segurança pública, tema polêmico e multisetorial, não poderia ficar de fora de uma das redes sociais mais utilizadas do mundo. No intuito de mostrar ao leitor do Abordagem Policial uma parte das melhores ideias surgidas no que convencionamos chamar “Twittosfera Policial“, criamos a série de posts “Destaques da Twittosfera Policial”, que publicaremos semanalmente aqui no blog.

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“Cafezinho PM”: pobreza institucional ou polícia comunitária?

O serviço policial militar ostensivo dura no mínimo oito horas, existindo algumas escalas que chegam a vinte e quatro horas de atuação, período em que as carências fisiológicas humanas são inevitáveis. Uma delas é a necessidade de se alimentar, seja através dum simples lanche, seja almoçando ou jantando. Por isso, existem momentos em que as guarnições de policiais realizam paradas em restaurantes, padarias e lanchonetes para conseguirem se manter no serviço. Depois de comer, um impasse se impõe, pois muitos proprietários desses estabelecimentos oferecem descontos especiais, e mesmo a gratuidade da refeição. Como devemos entender esta postura?

Por um lado, pode-se interpretar que o comerciante pretende cativar os policiais, visando tornar constante aquela presença em seu comércio – seria uma forma indireta de ter segurança privada. A refeição oferecida seria uma moeda de troca?

Ou trata-se somente de um cidadão admirador do trabalho policial, e com a deferência apenas está demonstrando seu apreço por quem arrisca a vida em seu dia-a-dia? Será um exemplo de interação comunitária?

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