Pesquisa no Rio estuda rejeição ao “Bandido Bom é Bandido Morto” 
Rio de Janeiro bate recorde de homicídios 
256 cidades do Estado de São Paulo não possuem Delegado 
Falar sobre os fatídicos acontecimentos, ou os fatos, ou massacre, chacina, tragédia... Seja lá como queira chamar, ou termo empregado pela mídia, de agora em diante não será tarefa fácil, e com certeza será maçante, tanto para quem lê, como para quem escreve, isto porque não há tanto o que contar, não há novidades; muito embora a imprensa continue a nos bombardear com suas repetidas chamadas, suas massificantes entrevistas que torturam mais e mais os pobres jovens vítimas/testemunhas do fato, em detrimento de trazer-nos informações novas ou relevantes para o caso... Como se fosse suficiente para aplacar nossa ânsia 'necrófila' por entender o que, como e porque dos acontecimentos, que, sem sombra de dúvida não há o que explicar, não há o que motivar, até porque quem mais poderia nos subsidiar sobre isso, também está morto. Mas as grandes mídias e o geral não querem nem pensar em largar o osso, se sucede reportagens e mais reportagens; traçando o perfil do assassino, refazendo passo a passo seus últimos dias. E o pior, como abutres e urubus na carniça, parafraseando a ótima jornalista Jaciara Santos em belíssimo artigo no A Queima Roupa; correm atrás de entrevistas EXCLUSIVAS, com as vítimas/sobreviventes do acontecido, promovem o destemido Policial Militar (uns eleitoreiramente... O péssimo salário que ele recebe ninguém fala...), o 3° Sgt PM Alves, em herói (esquecendo dos outros dois parceiros dele), vizinhos e populares consternados, logo alçados a condição de celebridade (?) e como não poderia deixar de ser, o pior, como se tivessem esquecido que são apenas crianças, assolam os pequenos em entrevistas e mais entrevistas, em diversos programas e horários, esquecendo o trauma, desprezando a dor e o luto. Tudo é um show! É TV, é jornal é entrevista. E corroborando com o adágio popular, "Nada é tão ruim que não possa ser piorado"... Promovem o algoz das crianças mortas em celebridade, talvez tudo o que ele almejava, em prol da "explicação", "motivação", os "porquês" para os fatos, algo tão subjetivo que beira a anedota, isso pode, até deve ficar para o campo dos leigos, dos pouco compromissados socialmente, porém nunca para os estudiosos, os formadores, os de responsabilidade social. (mais…)
A quantidade de PMs da reserva no Brasil 
Pernambuco tem alta histórica de homicídios 
Um dos adágios mais populares na nossa sociedade é o que diz mais ou menos assim: a vingança é um prato que se come frio. Essa máxima popular, ou parte dela, serve de mote para um filme denso, forte e violento, mas nem por isso menos belo e sensível. O diretor francês Daniel Grou, inspirado no também ótimo livro de Patrick Senecal, reaviva dando imagens e cores (nem tantas cores assim...) ao romance. Les 7 Jours Du Talion - 7 Dias (2010), é um filme que com certeza não faz parte da filmografia policial tradicional, com tiros pra todos os lados, perseguições desenfreadas e efeitos especiais que só Hollywood sabe fazer, aliás, este nem ao menos é um filme americano, apesar de não correr no circuito independente/alternativo aos quais costumo garimpar filmes, ele não deixa de ter uma pecha indie. Na verdade esse thriller francês fala de vingança! Vingança cega, vingança colérica, vingança fria... Vingança. Estou-o citando aqui mais pela lição que passa do que por ser propriamente um filme policial. Nele veremos a história de Bruno Hamel, um bem sucedido cirurgião que mora em uma bela e confortável casa com a sua esposa Sylvie, e a sua filhinha Jasmine de oito anos. Eles vivem uma vida normal, até a tarde em que sua filhinha é estuprada e brutalmente assassinada. Daí segue-se as acusações de praxe, as perguntas corriqueiras e invariavelmente sem respostas, e o inconformismo silencioso com a situação quando da prisão do assassino, Hamel passa a lidar diferente com sua dor. Então planeja a captura do "monstro" e a forma de fazê-lo pagar pelo que fez a sua garotinha. (mais…)