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No Brasil, quando se fala na crescente violência que assola o territóro, uma das primeiras causas apontadas para o desenfreio é o quantitativo policial, logo os politicos, governos e a imprensa creditam como solução o aumento do efetivo policial. Talvez seja verdade, talvez não, ou talvez seja verdade em partes e/ou em termos. Segundo estudos recentes, o Brasil encontra-se na sexta posição mundial em relação às taxas de homicídio por 100 mil habitantes. Mortes provocadas majoritariamente por armas de fogo, e que atingem mormente a população jovem (15 a 25 anos) do sexo masculino (Mapa da Violência, 2011). Em 2010, o Estado do Alagoas liderou o ranking do país em número de homicídios, com mais de 2.000 mortes violentas, algo em torno dos 70/71 pra cada 100 mil habitantes. O índice de homicídios em nossa São Salvador é de 61 por 100 mil habitantes - para a ONU, o aceitável é de 12 para cada grupo de 100 mil. Acima disso, a OMS classifica tal percentual como de violência-epidêmica... Quando noticiou-se sobre o descalabro de Alagoas, divulgou-se também que o Estado sofre com o déficit policial (tenho a impressão que todos os estados da federação devem sofrer com isso...). Doutra banda, o Estado de São Paulo, na mesma época, registrou sua menor taxa de homicídios, diga-se de passagem, a menor dos últimos tempos. Foram pouco mais de 4.300 assassinatos, ou seja, cerca de 10/11 homicídios por 100 mil pessoas. E neste diapasão, continuamos, é no Estado de São Paulo que está o maior contingente policial do país. Por aí dizemos o óbvio, Alagoas possui bem menos policiais que São Paulo, logo, o índice de mortes em Alagoas, em detrimento ao de São Paulo, maior, óbvio! Mas não é bem por aí não... Um olhar clínico desfaz de pronto toda essa mística em torno do policiamento ostensivo; e o enfrentamento a partir dele como única forma de combate à criminalidade e na erradicação da violência. Foi o que fez o sempre perspicaz Luiz Flávio Gomes, que estudou a fundo essa máxima, e chegou à conclusão contrária, exatamente contrária: não é precisamente o número de policiais fardados que coíbe ou elimina (ajudando na prevenção) o crime. (mais…)