Rio de Janeiro já tem 50 policiais mortos em 2016 
Estudo mostra que maioria de menores infratores não tem pai em casa 
5 policiais militares baleados em menos de 12 horas 
No Brasil, quando se fala na crescente violência que assola o territóro, uma das primeiras causas apontadas para o desenfreio é o quantitativo policial, logo os politicos, governos e a imprensa creditam como solução o aumento do efetivo policial. Talvez seja verdade, talvez não, ou talvez seja verdade em partes e/ou em termos. Segundo estudos recentes, o Brasil encontra-se na sexta posição mundial em relação às taxas de homicídio por 100 mil habitantes. Mortes provocadas majoritariamente por armas de fogo, e que atingem mormente a população jovem (15 a 25 anos) do sexo masculino (Mapa da Violência, 2011). Em 2010, o Estado do Alagoas liderou o ranking do país em número de homicídios, com mais de 2.000 mortes violentas, algo em torno dos 70/71 pra cada 100 mil habitantes. O índice de homicídios em nossa São Salvador é de 61 por 100 mil habitantes - para a ONU, o aceitável é de 12 para cada grupo de 100 mil. Acima disso, a OMS classifica tal percentual como de violência-epidêmica... Quando noticiou-se sobre o descalabro de Alagoas, divulgou-se também que o Estado sofre com o déficit policial (tenho a impressão que todos os estados da federação devem sofrer com isso...). Doutra banda, o Estado de São Paulo, na mesma época, registrou sua menor taxa de homicídios, diga-se de passagem, a menor dos últimos tempos. Foram pouco mais de 4.300 assassinatos, ou seja, cerca de 10/11 homicídios por 100 mil pessoas. E neste diapasão, continuamos, é no Estado de São Paulo que está o maior contingente policial do país. Por aí dizemos o óbvio, Alagoas possui bem menos policiais que São Paulo, logo, o índice de mortes em Alagoas, em detrimento ao de São Paulo, maior, óbvio! Mas não é bem por aí não... Um olhar clínico desfaz de pronto toda essa mística em torno do policiamento ostensivo; e o enfrentamento a partir dele como única forma de combate à criminalidade e na erradicação da violência. Foi o que fez o sempre perspicaz Luiz Flávio Gomes, que estudou a fundo essa máxima, e chegou à conclusão contrária, exatamente contrária: não é precisamente o número de policiais fardados que coíbe ou elimina (ajudando na prevenção) o crime. (mais…)
PM de Pernambuco testa Jeep Renegade como viatura 
Para Rodrigo Janot, Delegado de Polícia Civil não é carreira jurídica 
Com mais de duas décadas de sucesso, Duro de Matar (Die Hard) é um dos grandes nomes do cinema policial. A primeira e clássica versão saiu em 1988, ano em que foi promulgada a atual Constituição Brasileira, e de lá para cá ela foi vista por milhares de pessoas em todo o mundo – só aqui no Brasil, a Globo já exibiu inúmeras vezes nas sessões da tarde e similares. As quatro versões existentes (1988, 1990, 1995 e 2007), mostram a atuação de um dos ícones policiais do cinema: John McClane, interpretado por Bruce Willis, detetive de Nova York que enfrenta terroristas portando sua singela pistola, principalmente quando eles ousam ameaçar sua esposa ou sua filha, Holly e Lucy, respectivamente. McClane faz valer a máxima que afirma que "todo policial é policial 24 horas por dia". Nos dois primeiros filmes ele é surpreendido na véspera de Natal, tendo que enfrentar bandidos logo quando vai encontrar sua família. No terceiro, ele é acionado quando está de ressaca, após uma noite de bebedeira, no quarto, quando está reclamando sua filha por estar namorando no carro. Além dessa característica, os filmes mostram outras que todo policial conhece: o conflito de competências, as vaidades de comandantes, enfim, questões pessoais e políticas que acabam emperrando o desenvolvimento do serviço. McClane se irrita diversas vezes com a ingerência do FBI e de policiais que, apesar de estarem em sua área de atuação, sabem pouco do problema que precisam resolver. (mais…)