Onde está a Bolsa Copa?

Policiais que estão em patamares hierárquicos superiores devem ser melhor remunerados, esta é uma regra que qualquer instituição segue, sob pena de desorganizar-se hierarquicamente e sofrer incongruências no desempenho do seu serviço. Nesse sentido, temos um primeiro aspecto negativo dos benefícios sociais que o Governo Federal vêm distribuindo a policiais de todo o Brasil, especificamente a Bolsa Formação, de R$ 400,00. A Bolsa Copa, que já deveria estar em vigor, caso os estados brasileiros tivessem aderido ao Programa, traria mais recursos para alguns policiais, mas mais distorções na política salarial das polícias estaduais.

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Links Policiais da Semana (28)

- Marina: Ciclo Completo e salários melhores;

- A velocidade da violência: 5 armas por hora;

- Dilma: UPP’s em todo o Brasil;

- PMERJ: metas alcançadas, policiais premiados;

- Poder de Polícia para as FFAA;

- Equipamento para acordar motorista;

- Presos admininstram carceragens;

- Salvador reprime urina em ruas;

- Que pessoas queremos devolver ao convívio social?;

- Quartel General Airsoft.

*A série “Links Policiais da Semana” é publicada todo domingo, e traz uma compilação dos principais fatos, notícias e curiosidades sobre polícia e segurança pública no Brasil e no Mundo que foram destaque na semana que passou.



Para além dos Corpos Dóceis

Coluna do Leitor

Há certos assuntos do cotidiano que estão sempre presentes em nossas conversas e na nossa Corporação não é diferente. Há temas que sempre voltam à tona. Um deles, evidenciado freqüentemente, é o famoso “APERTO” durante a formação dos policiais militares, em especial, quando se refere aos Soldados. Imaginamos que certos leitores, antes de conhecer o teor do texto a seguir fiquem se perguntando: Será que não estaríamos equivocados ao dar prioridade a estas coisas? Será que realmente não é isso que está faltando? Acreditamos que, na verdade nada é desvinculado, nem uma mera questão de futuro. Determinados temas passam a ser realidade a partir do momento em que se tornam presentes nas nossas vidas e influenciam diretamente na sociedade como um todo.

Freqüentemente quando ocorre algum fato isolado envolvendo um policial militar, em especial, aqueles que estão na base da pirâmide, vários são os adjetivos utilizados para justificar o motivo da atitude adotada pelo envolvido, tais como – é um despreparado, é um criminoso, é um marginal, é falta de caráter – e em seguida vem a solução final e simplória pregada por alguns: “é falta de APERTO durante a formação”, como se este fosse o único “remédio” para conter qualquer tipo de problema.

Esse conceito de “APERTO” ainda hoje evidenciado por algumas pessoas, que talvez não queiram acompanhar a evolução da própria dinâmica da sociedade, foi adotado dentro dos quartéis muitas vezes mascarado sob os nomes de HIERARQUIA e DISCIPLINA, tornando-se meramente um instrumento de humilhações, arbitrariedades, traquejos, dominação e controle “destinado a suprimir ou domesticar os comportamentos divergentes, moldar as suas condutas e formatar até o pensamento” dos que estariam em fase de formação. Ao mesmo tempo foi tomado no seu sentido amplo como um “mecanismo de controle que mantinham as pessoas na iminência da punição”, que poderia ser comparado com o que Michel Foucault denominou de “tecnologia política”, ou seja, aquele “mecanismo com poderes de manejar espaço, tempo e registro de informações que tinha como elemento unificador a hierarquia”.

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A agonia de um tiroteio

A troca de tiros, ou tiroteio, pode ser considerado a situação mais complexa pela qual um policial passa no decorrer da sua carreira. É um momento evitado através de vários esforços preventivos e técnicos nos procedimentos profissionais. Quando a troca de tiros ocorre, porém, muitos sentimentos e riscos estão envolvidos, inclusive da perda da vida do policial. Clique na imagem e veja imagens impressionantes dum tiroteio com policiais da PMESP, caracterizado pela inferioridade numérica dos policiais em relação aos suspeitos, além da utilização de um armamento significativamente inferior pelos PM’s.

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“É um pesadelo sem fim”

José Roberto Vicente de Oliveira Júnior é um jovem de 20 anos que esfaqueou os pais. Um ato repudiável, em qualquer circunstância, fazendo qualquer grande estudioso da psique humana se perguntar o porquê de tal atitude. No caso de José Roberto, entre a conjuntura de fatores que o levou ao crime, a obsessão pela cocaína está entre os centrais.

Dívidas com traficantes, furto de utensílios domésticos para pagar as drogas. Os fatores que envolvem a vida de um dependente químico são conhecidos, e a trajetória quase sempre se desdobra em tragédias como a vivida e cometida por José Roberto:

“Comecei a fumar maconha com 14 anos e, aos 16, também comecei a cheirar cocaína. As drogas acabaram com minha vida. Abandonei a faculdade de Direito no segundo período porque usava o dinheiro da mensalidade para comprar drogas. Não consigo largar o vício. Já fui internado numa clínica em Santa Teresa, frequento grupo de Narcóticos Anônimos e tomo medicamentos pesados. Mas não consigo me livrar da dependência. É um pesadelo sem fim. Preciso de um tratamento. Não sei se vou ter forças para começar do zero”.

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O rebolado do policial sueco

No Brasil, o soldado Queiroz, da PMESP, virou uma celebridade da WEB após encenar a “Dança da Periquita“, num vídeo que gerou muita polêmica. No vídeo que trazemos hoje, um policial sueco, fardado e de serviço, realiza sua performance, chamando a atenção de transeuntes curiosos, e parece não ligar muito para a visibilidade que seu rebolado gerou.

Vi no Gizmodo.

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Entrevista: Celso Athayde (CUFA)

Os grupos sociais desorganizados, que não estabelecem uma consciência nem uma liderança, costumam ser vítimas de injustiças. Isso ocorre, por exemplo, com as mulheres, que já a algum tempo se mobilizam em luta de suas causas, ou com os policiais, que em grande parte do Brasil carecem de representatividade, seja por meio de associações fortes, seja através de representantes políticos.

A favela, aqui caracterizada por uma população predominantemente negra, de baixa renda e poucas perspectivas, também se encaixa nesse quadro. Pela extensão da “favela” no Brasil, muitas lideranças e organizações são necessárias para mediar conflitos e criar horizontes para essa significativa parcela do povo brasileiro que está no centro dos impasses existentes na segurança pública brasileira.

Dessas lideranças, Celso Athayde certamente está entre os maiores. Um dos fundadores da Central Única das Favelas, a CUFA, ele é responsável, junto com o rapper MV Bill, por sustentar a entidade durante mais de vinte anos, que hoje está presente em 26 estados brasileiros, além do Distrito Federal. A CUFA foi criada no Rio de Janeiro, e proporciona atividades como cursos e oficinas de DJ; Break, Graffiti, Escolinha de Basquete de Rua, Skate, Informática, Gastronomia, Audiovisual e muitas outras para jovens da periferia.

Celso é co-autor de três grandes best-sellers, Falcão – Mulheres e o tráfico (2007), Falcão – Meninos do Tráfico e Cabeça de Porco, os dois primeiros com o MV Bill e o últimos com MV Bill e o sociólogo Luiz Eduardo Soares. O Abordagem Policial entrevistou Celso Athayde, que falou sobre a relação entre a favela e a polícia. Leia:

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PBUFAF – Você conhece?

Já divulgamos aqui o Código de Conduta para os Encarregados da Aplicação da Lei (CCEAL), documento das Nações Unidas que versa sobre ética profissional e direitos humanos, uma norma orientadora das práticas policiais em todo o mundo.

Um documento também de importância ímpar é o que traz os Princípios Básicos sobre a Utilização da Força e de Armas de Fogo pelos funcionários responsáveis pela aplicação da lei (PBUFAF), notadamente os policiais, adotado no Oitavo Congresso das Nações Unidas para a Prevenção do Crime e o Tratamento dos Delinquentes realizado em Havana, Cuba, de 27 de Agosto a 7 de Setembro de 1990.

Abaixo todos os 26 princípios:

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Concurso CFO PMESP 2010 – Inscrições Abertas!

Segredos de Concurso

A Polícia Militar do Estado de São Paulo, PMESP, acaba de abrir as inscrições para o concurso de admissão ao Curso de Formação de Oficiais. Ao todo, são 90 vagas, sendo 60 destinadas para candidatos masculinos e 30 para o sexo feminino. São requisitos para ingresso no Curso:

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Violence in Rio de Janeiro – João Pina (Fotos)

A arte tem o papel fundamental de nos fazer refletir, através de elementos sensoriais, levando-nos a observações únicas do belo, do cômico e do trágico, como é o caso do ensaio fotográfico realizado pelo português João Pina, que traz imagens marcantes relacionadas à violência no Rio de Janeiro. Clique na imagem e veja…

Vi n’O Buteco da Net.



As Cédulas de R$ 1,00 ainda valem?

Geralmente o trabalho policial no Brasil é associado a grandes apreensões e prisões, troca de tiros, flagrantes, incursões em morros e favelas etc. Porém, a esmagadora maioria das ocorrências atendidas pelos policiais nas ruas se referem a pequenos problemas do cotidiano, onde esse cenário, apesar de existente, não é a regra – salvo uma ou outra unidade em específico. O email que recebemos de um leitor da PMESP espelha bem o tipo de conflito que policiais precisam solucionar em seu dia-a-dia:

“[...] gostaria de saber se o comércio pode ou não receber ainda as cédulas de R$1,00. Pois estive na lanchonete da academia e a gerente recusou-se em receber as minhas cédulas e não sei se esta atitude está certa ou não (e se no atendimento de ocorrência isso acontecer e não souber a resposta? Poderá ficar embaraçoso para mim) [...]“

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Ataque à ROTA, carros incendiados

Para os paulistas, as cenas são difíceis de esquecer: veículos incendiados, atentados a quartéis e a policiais. Foi com um ambiente assim que 2006 entrou para a história do País, quando o terror se infiltrou nos noticiários, mediante as ações da facção criminosa denominada Primeiro Comando da Capital, o PCC. Em 1993, mais de uma década antes da tragédia, quando da publicação do que seria o “estatuto do PCC”, o secretário estadual da Administração Penitenciária paulista, afirmara que “Tudo isso não passa de ficção. Em São Paulo não existe crime organizado”.

Ataques do PCC em São Paulo: 3 anos.

Cenas similares vêm ocorrendo na capital paulista neste final de semana, quando o Comandante das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar, a ROTA, tenente-coronel Paulo Adriano Telhada, foi alvo de um atentado em frente à sua casa, quando vários tiros foram disparados em sua direção, felizmente, sem qualquer acerto.

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Links Policiais da Semana (27)

- Rambo critica o BOPE;

- Alunos armados na Rua;

- Marina: a estrutura de polícia do Brasil é um Frankestein;

- Alunos do Ronda no Quarteirão (CE) bebendo água de cão;

- Fotos: treinamento do BOPE;

- Coronel Sayonara: a musa da PMERJ;

- Transparência dos estados brasileiros;

- Tempo, dinheiro e vidas desperdiçadas;

- O fim do Regime Autoritário não trouxe o Estado de Direito;

- Quartel General Airsoft.

*A série “Links Policiais da Semana” é publicada todo domingo, e traz uma compilação dos principais fatos, notícias e curiosidades sobre polícia e segurança pública no Brasil e no Mundo que foram destaque na semana que passou.



Veículos de Emergência em desacordo com o CTB

Estratégia

Em mais uma versão da Coluna Estratégia, vamos tratar dum tema que sempre desperta protestos e críticas: as irregularidades cometidas pelos chamados veículos de emergência, entre os quais as viaturas, que são os automóveis utilizados justamente para coibir o cometimento de irregularidades pelos cidadãos.

Pretendemos responder e discutir perguntas como: quando utilizar o “giroflex“? A plotagem das viaturas policiais a alteração do documento do veículo por causa da “alteração de característica”? Clique no banner abaixo e leia…



Complicação em ocorrência da GCM de Guarulhos

As Guardas Municipais, ou Guardas Civis Metropolitanas, estão num limbo legal que as impede de exercer um papel propriamente de segurança pública, não obstante tenham desempenhado funções que vêm ajudando muito na área. No vídeo em destaque, onde um Guarda Civil foi atropelado, e colegas tentam realizar abordagem no condutor responsável, ocorreu uma séria complicação, com disparo de arma de fogo, tapa no rosto do suspeito e expedientes que questiona-se se poderiam ser evitados – se os GCM’s tivessem instrumentos menos letais e a atitude de imobilizar os suspeitos o desfecho não seria melhor? Também é de se perguntar o porquê dos policiais militares presentes não assumirem a frente da situação, já que a competência legal para atuar no caso é da PM (Lesão Corporal Culposa). Desconsiderando os apelos emocionados dos apresentadores, clique na imagem e assista ao vídeo.

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