Durante a crise, empresas de segurança privada crescem no Brasil 
Governo Temer planeja endurecimento de penas no Brasil 
Como as crianças brasileiras percebem a violência? 

Administração

Existe uma construção no imaginário de alguns policiais que pretende simplesmente acusar as pessoas como culpadas por más práticas nas organizações policiais. Para eles, "a instituição é perfeita, as pessoas é que a distorcem". Trata-se de um argumento curioso, que possui consequências ainda mais inusitadas. Se o problema está nas pessoas, não há motivo para diferirmos, por exemplo, uma ditadura de uma democracia, pois qualquer um dos regimes pode ser igualmente bom, se temos pessoas boas. Como meus colegas defendem que o Brasil, por sua cultura, é um exemplo de país com pessoas "más", parece que a Suécia, ou o Japão, teria sucesso ao implementar uma Ditadura. Este raciocínio, que pretende conservar estruturas institucionais existentes, terceirizando o problema para "as pessoas", acaba mesmo por extinguir a necessidade de quaisquer instituições. Ora, se todo o nosso problema é moral (poucas pessoas "boas" e muitas pessoas "más"), não há necessidade de instituição alguma. É só aguardar até que tenhamos mais "bons" do que "maus" no mundo para que tudo dê certo. Poucos teriam esta ingenuidade quase infantil, embora defendam o argumento apontado no início deste texto. É preciso observar que instituições são feitas para resolver problemas, devendo se ajustar sempre que os problemas mudam ou se tornam mais complexos. Se deixa de resolver os problemas, deixa de fazer sentido enquanto instituição, na medida da quantidade de problemas que deixa de sanar. (mais…)
Qualquer empresa procura estabelecer políticas de recompensa e valorização de seus profissionais, visando estimular  a produtividade e reconhecer o esforço despendido no cumprimento de suas tarefas. No Rio de Janeiro, o Batalhão de Choque da Polícia Militar (PMERJ) está prometendo uma recompensa incomum nas corporações policiais brasileiras para os PM's que realizarem a prisão de dois traficantes procurados pela Justiça. Segundo divulgou o Jornal O DIA, quem apanhar um dos traficantes "Neto" ou "Canelão" terá, além da recompensa de R$1 mil e R$2 mil, respectivamente, uma folga de quinze dias com direito a um final de semana em Ilha Grande, Angra dos Reis. O comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Rio, tenente-coronel Fábio Souza, inovou no marketing e na forma de estimular sua equipe a obter resultados, criando uma "promoção" como forma de recompensa inusitada e talvez inédita na corporação. Um cartaz no mural de avisos do Choque se assemelha a um anúncio do Velho Oeste e avisa: "Grande Promoção do Batalhão de Choque: Na prisão de 'Canelão' ou 'Neto' ganhe 15 dias de folga + um fim de semana em Ilha Grande". Embaixo do texto, no cartaz, há imagens dos dois criminosos, como “procurados” pelo Disque-Denúncia. A recompensa oferecida por Canelão é R$ 2 mil, e R$ 1 mil por Neto. Leia mais... O Batalhão de Choque da PMERJ foi a unidade que realizou a prisão do traficante "Nem", da Rocinha, onde os dois procurados estabeleceram o domínio após sua saída - dando continuidade ao ciclo aparentemente interminável. Se a polícia não pode cruzar os braços, devendo estimular seus policiais a realizar as prisões dos criminosos, também é preciso estancar esta produção em série de lideranças. Para este feito, qual recompensa seria adequada?